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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Le voleur de coeurs - Un conte

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Jin
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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyTer 09 Jan 2018, 19:10

Minha resposta logo chegou, trazendo à tona uma declaração um tanto peculiar, que certamente causaria reações adversas a muitas pessoas diferentes: o tal do Marcel era um assassino, e o mais curioso era que matara seus próprios companheiros. Deveria ser alguém como eu, no mínimo, ainda mais por falar com tamanha naturalidade sobre o ocorrido. A dúvida que restava era se ter alguém como eu bem à cela ao lado seria algo positivo ou negativo, afinal, se eu bem me conheço, uma irritação moderada já seria o suficiente para decepar a cabeça de algum sujeito, a não ser que seja mulh... "PORRA!", reprimia-me de imediato, como habitualmente acontece quando estes tipinhos de pensamentos surgem.

Para minha surpresa, mudando totalmente minha opinião sobre Marcel e minha chateação com sua potencial inconveniência, ele sugere uma... fuga. "Finalmente começou a falar na minha língua!", comemorava com um sorriso de uma ponta a outra, pouco antes de um vigilante golpear vigorosamente as grades da jaula, deixando para trás um despretensioso aviso. "Descobertos?", raciocinava, como se estivesse mastigando palavra por palavra. "Um guarda normalmente não teria só essa reação... teria sido como quando eu estava querendo formar uma arma com a escova: no mínimo tomaríamos uma surra daquelas de deixar o corpo mole!", deduzia, sem conseguir encontrar um possível álibi para tal. Estranhamente, o presidiário respondia o guarda em um tom amigável, ironizando sobre alguém possivelmente denunciar a atitude, e eu o respondia apenas com um balançar horizontal de cabeça, como se quisesse dizer "não".

O homem saía de cena, deixando-nos à sós. Não conseguira encontrar um motivo plausível para esse cara agir tão levianamente... Algo cheirava mal nesta situação, mas convenhamos: se "cheira mal", é muito bom para um criminoso. Um rato deve gostar do esgoto, naturalmente.

Era como um liquor que refrescava minha memória, associando às traquinagens com meu pai... Aprender a navegar, assaltar lojas de doces, furtar de vizinhos de bairro... Um verdadeiro abecedário para criminosos, que eventualmente só teria horário para acabar quando nas mãos de dona Anna, minha mãe. Nero foi um pai diferente; liberal e imaturo, mas por outro lado divertido e envolvente, e por estes motivos, particularmente considero que cumpriu sua missão.

Em meio aos meus vagarosos pensamentos, Marcel repentinamente me chamava, me despertando e deixando-me em estado de alerta com a chamada. "Guarda... guarda corrupto...", chegava à conclusão com a fala do presidiário; agora tudo faria sentido. Enquanto olhava para o teto da cela, deitado, divagava: "Um maluco assim deve ser muito diferente da marinheira que mamãe deve ter sido... todo marinheiro é iludido com essa ideia escrota de justiça, que jamais será realmente alcançada, mas ela deveria ser diferente... Acredito nisso", atestava. O vigia logo surgia, espreitando de forma esguia. O foco se virava totalmente para o mesmo, este que declarava que nos levaria para o arsenal e em seguida perguntava sobre meu estilo de luta. Balbuciava:

- Eu s... - era interrompido por um famigerado "não importa". Que merda. A forma como nos chamava me irritava; somente eu poderia fazê-lo de tal forma!

De uma hora para a outra, assim que as gaiolas fora abertas, davam início a uma voraz corrida. Logo ouvia o azulado se sacudindo completamente ao acompanhar o passo do corrupto, após me convidar a juntar-me a eles, o que me levava a tentar segui-los na mesma velocidade. Se não me engano, o cara tinha dito algo sobre terem o descoberto, então não teremos muito mais tempo se este for o caso.

Avistava aquele borrão azul se movimentando para lá e para cá, como se um pombo tivesse feito o favor de manchar a cabeça do cidadão, por mais que parecesse ser natural. Era particularmente hilário, mas procurava ao máximo me conter para que meu caráter zombeteiro não sobressaísse.  

Seguindo-os, caso no meio do caminho encontrasse alguém que tentasse nos parar, tentaria desviar sucessivamente para as laterais de forma que não fosse no sentido contrário aos meus comparsas, e procuraria voltar a avançar junto aos dois. Somente pararia caso estes também o fizessem por algum motivo, afinal, eu não saberia continuar sozinho até a sala de armas.

Ao chegar lá, perguntaria à dupla por alguma foice, e pegaria a que mais saltasse aos olhos; uma longa, com lâmina curva, de preferência. Caso não houvesse, pegaria qualquer outra arma, observando-a com desdém, mas dando preferência total às de contato físico; "Quem não tem cão, caça com gato...", pensaria.

Depois, voltaria a segui-los para onde quer que fossem. Seria mais seguro acompanhá-los com que arriscar-me sozinho, tanto pela desvantagem numérica tanto por desconhecer a totalidade do local. Se entrassem em combate por algum motivo - encurralados ou afins -, lutaria com avidez. A oportunidade soava como única, e faria de tudo para concluí-la! Caso estivesse munido de uma foice, procuraria por cabeças, sempre por elas. As deceparia em movimentos transversais, inclinando a arma para trás da nuca do indivíduo e puxando em minha direção novamente, guilhotinando. Se estivesse com qualquer outra arma, usaria-a do modo que convém usá-la - seja atirando, cortando ou o que for -, sempre no intento de atingir-lhes na cabeça. 

Sempre estaria atento às ações de meus parceiros, marchando junto a eles. Imitaria-os também caso finalmente intentassem fugir, seja pulando pelas grades, rastejando ou o que mais fizessem.



Última edição por Jin em Sex 12 Jan 2018, 10:26, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyQua 10 Jan 2018, 20:05



Oskar von LaMartine

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Assim que Marcel o chamou, Oskar começou a correr rápido o suficiente para não ser deixado para trás, e poucos minutos depois, estes chegaram na torre de vigilância, localizada no meio do salão, onde se encontravam atualmente. Dentro da torre, eles seguiram em linha reta, até onde seria a metade da distância para atravessar a pequena construção, e viraram a direita, chegando numa sala após passar pela porta. A sala era relativamente grande, já que as armas que eram apreendidas quando os presos eram capturados iam para lá, e dessa forma, a quantidade existente de armas no local era imensa, e a variedade também, havia armas de todos os tipos naquela sala, o que facilitou para o aspirante a pirata, que ao ver a foice que desejava, e pegou-a, já que era a arma que preferia usar, apesar de ser familiarizado com outras.

Sem que este tivesse visto, seus “companheiros” de fuga pegaram suas armas, uma pistola e uma ninjaken, pegos pelo guarda e Marcel respectivamente. Vendo que todos estavam prontos, o guarda logo abriu a porta novamente e começava a sair, sem virar-se para ver se os outros dois faziam o mesmo caminho, mas como não eram burros de ficarem divagando num local hostil, logo o seguiram, mas não por muito tempo, já que o caminho até a saída da torre, fora bloqueada por três guardas, separados em uma formação com um guarda no meio e os outros dois ao lado deste, mas um pouco mais atrás. O guarda que se encontrava mais a frente olhava para o trio à sua frente com escárnio. - Então nós demos de cara com a escória. Você vai pagar por nos trair, lixo. – Disse o homem, gritando o final para o guarda que estava ajudando os dois presos a fugir. E assim que terminou de falar, os dois guardas apontaram suas próprias armas, sendo duas pistolas se ameaçando, e enquanto isso, os outros guardas, localizados mais atrás na formação, tiraram suas espadas de suas bainhas, e como Marcel e Oskar já estavam com suas armas em mãos, por não terem local para guardar estas, somente seguraram estas com mais força. - Fique atento, pois agora é um momento crucial. – Sussurrou Marcel para o usuário de foice.

Logo após a fala do azulado, os guardas que se ameaçavam com as armas de fogo atiraram ao mesmo tempo, e o resultado foi inesperado para todos no local, pois os dois guardas acertaram a cabeça um do outro. E com o baque dos corpos batendo no chão, os dois guardas restantes foram para cima dos dois fugitivos, mas Marcel se pôs a frente, e com velocidade, acertou o primeiro guarda na garganta, que sem ar, caiu no chão segurando a área atingida. Em seguida o outro guarda, que estava prestes a acertar o azulado, teve seu golpe horizontal bloqueado pelo cabo da foice que Oskar havia pego, mas antes que algum dos dois realizasse um movimento sequer, Marcel acertou com violência o pescoço do guarda, a força utilizada fora tanta, que um forte estalo fora escutado por ambos após o golpe ser realizado, e quando o guarda caiu no chão, puderam ver que o pescoço do homem estava quebrado em um ângulo bizarro no chão.

Vendo que seus dois colegas de profissão estavam mortos, o guarda restante estancou no lugar, vendo o azulado apontando o bastão em sua direção. - Eu me rendo, por favor, não me mate. – Disse o guarda, mas logo em seguida, Oskar avançou rapidamente na direção deste, e com a parte da lâmina da foice, que era voltada para o cabo, passou com velocidade e força no pescoço do guarda, o degolando. Marcel o olhou com espanto após tal ação, mas nada disse sobre isso, apenas se virou para o lugar de onde vieram e começou a andar. - Você se lembra por onde viemos né? Faz tanto tempo que estou nessa espelunca, que até esqueci o caminho para sair daqui. Já que você sabe como sair, vá na frente. – Disse o azulado, esperando Oskar tomar a dianteira da ocasião.

Legenda:
Guarda 1
Marcel
Guarda 2

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptySex 12 Jan 2018, 12:23

Tão esperado quanto um prêmio, chegamos à sala de armas. Revirei ali, um pouco acolá, bastões, facas, armas desinteressantes, quando finalmente um instrumento me saltou aos olhos tanto quanto um belo par de seios o faria: uma foice longa e vistosa... sua lâmina reluzia à luz da desajeitada sala num ímpeto mortal, quase em vida própria. Catava-a antes mesmo que pudesse pensar, agindo por impulso, boquiaberto e com os olhos arregalados. Seu cabo era firme, amadeirado, e o fio de sua navalha estava vivo, verborrágico e implorante por sangue; e como bom dono, eu alimentaria minha cria.

O guarda, mais apressado, deu-se a abrir a porta para sair daquele lugar, e logo eu e Marcel o acompanhamos. Vagamos pelo local com as armas em punho, e logo nos deparamos com o primeiro obstáculo: uma formação de três guardas nos barrava, ainda por cima soltando uma afronta, acusando o responsável por nossa fuga de traidor. Convenhamos que não me importava muito com o blábláblá ali, desde que eu fugisse... O homem que havia disparado a fala e nosso comparsa apontaram suas pistolas um ao outro, como num confronto de faroeste; aliás, estava tão compenetrado na beleza de minha foice que nem mesmo notara a categoria das ferramentas que os outros pegaram. Num rápido balançar de cabeça, pude notar: uma espadinha curta para Marcel, e aquele revólver simplório para o outro cara, que agora eu observava mais detalhadamente.

A dupla inimiga atrás do atirador desembainhava suas espadas, e como num momento de "pré-clímax", o azulado me sussurrava ao pé do ouvido para prestar atenção, dada a importância da situação. "Jura? Não me diga...", respondia-o mentalmente de forma sarcástica, sem nem sequer dirigir o olhar para tal. Cara, no dia que ele conseguir uma daquelas alcunhas de pirata, ele deveria ser chamado de Capitão Óbvio, é a única nomenclatura cabível.

Um fator misterioso e desconhecido sorrateiramente iniciou o embate mortal, trazendo consigo uma surpresa: ambos os pistoleiros atiraram ao mesmo instante, caindo ao chão com marcas de tiro na testa. Pasmo, pensava: "Qual a chance disso acontecer?! Poderia muito bem ter me acertado em cheio... mas que seja...". Como se aquele fosse o sinal, os restantes avançavam em nossa direção, e meu parceiro se posicionava à frente. O primeiro, mais descuidado, não parecia ter planejado algo antes de se aproximar, provavelmente tendo agido por instinto. Como consequência, fora golpeado impiedosamente na garganta e foi ao solo por tal motivo, colocando sua mão no local atingido, como se tal ato pudesse regenerar a área atingida pelo tabefe. "Inocente demais... hahaha!", debochava com um sorriso de canto. Já o segundo, um pouco mais preparado, quase acertava Marcel, mas não iria mais além disso, pois fatalmente era impedido pelo cabo de minha foice, que era posta em bloqueio por um rápido movimento provocado pelo meu reflexo instintivo. Aquilo parecia apropriado para uma daquelas pausas momentâneas que provavelmente o oponente poderia utilizar para contar mais blábláblá ou afins, o que só de imaginar já me causava tédio e irritação. Que saco. Para meu alívio, este era acertado pelo bastão de meu colega, provocando um forte estalo. Ao impacto, levantava levemente minha sobrancelha direita, em caráter de dúvida, e acompanhava a queda do cara. Ao repousar no chão, pude ver que seu pescoço estava quebrado de uma forma... bizarra.


- Psshshhh... HAAAHAAHAHA! - tentava segurar o riso num primeiro momento, causando um estranho som, mas não conseguia o fazer por muito tempo, gargalhando descontroladamente pelo modo que o coitado estava. Era engraçado demais, ao menos para o meu humor sádico.

O mais estranho era que ele ainda conseguia falar; assombroso! Coisa de outro mundo mesmo, era como se um homem-sem-cabeça tivesse conseguido falar, e o mais estranho: ele pedia clemência! Arregalava os olhos por um instante, mas sadicamente voltava a rir depois, incontrolável pela asneira que ele havia proferido.


- Cara, essa foi engraçada demais, meus parabéns... - dizia, passando minha mão livre pelos olhos, revirando-os e limpando-os das lágrimas que o forte riso havia provocado, entoando a voz em um tom raivoso logo após: - Primeiro você tenta matar nós dois e depois pede misericórdia?! Vai pro inferno, porra!

Com a mesma função que um ponto de exclamação teria para a frase, decepo sua cabeça rapidamente, buscando seu pescoço por sua parte traseira, puxando de uma vez só, como se estivesse a jogar sinuca. "Não gosto muito de matar sem que haja necessidade... mas havia um porquê agora, pô! Testar a belezura aqui, oras! Hahahaha!". Distraído, assistia ao sangue fresco cair como uma goteira da ponta da foice com um sorrisinho maldoso. A cena ficava ainda mais macabra por estar com aquela camisola ridícula do hospital. Só era despertado pela fala de Marcel, que pedia para que eu tomasse as rédeas da direção que tomaríamos.

Acatando-o, lembrava de minha entrada no estabelecimento, cercado de guardas. Aquilo me era familiar... se não me engano, logo haveria uma sala escura por onde não se pode enxergar nada. Dando continuidade, seguia em tal sentido, esperando que meu companheiro fizesse o mesmo, semelhante à uma brincadeira de siga o mestre. Ao chegar na dita sala, apenas seguiria em frente em meio ao breu, procurando por uma porta ou saída ao fim. Depois disso - que eu me recorde - provavelmente haveria um corredor em que deveríamos seguir, uma grade a ser escalada e finalmente a liberdade. O faria consistentemente, antes tentando observar se havia algum objeto pontiagudo ao topo ou fios de alta tensão para impedir nosso escape. Caso não houvesse, pediria um pezinho ao azulado para que subisse, pendurando-me à parte de cima por um instante para fornecer minha mão para que este também pudesse chegar ao lado de fora. Se de fato possuísse a presença de impossibilitantes na extremidade da grade, perguntaria ao camarada:


- E agora, o que fazemos? - questionaria, apontando ao que quer que estivesse a nos prejudicar e esperando por sua resposta.

Se conseguíssemos fugir, buscaria pelo resto da cidade e caminharia em direção a tal, mesmo que assustasse os cidadãos com a arma em punho. Caso não encontrasse indícios de características urbanas, me aproximaria do lugar mais alto que avistasse e novamente procuraria pelo município, seguindo para tal caso achasse. Faria todos os movimentos corporais possíveis com a maior calma e lentidão que estes me permitissem por culpa do ferimento na costela, que me impedia de certa forma ainda bem contundente.

Caso aparecesse(m) outro(s) vigilante(s), ficaria em guarda, inclinando a foice em sua direção. Esquivaria de seus ataques com pulos curtos e rápidos em direção traseira, prestando atenção em suas ações para que pudesse reagir com uma ceifada horizontal, numa pegada firme no cabo, em direção ao pescoço quando este(s) se desequilibrasse(m) entre um ataque e outro. Se fosse um atirador, avançaria em ziguezague, tentando despistar sua mira, e ao chegar próximo o suficiente, golpearia com a lâmina em sua cabeça, no intento de abri-lo ao meio, puxando o cabo ao final e me distanciando de volta para onde estava.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyDom 14 Jan 2018, 16:51



Oskar von LaMartine

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Após matarem os guardas contra quem lutavam, a dupla de fugitivos estava em um dilema, por onde iriam, já que o azulado não sabia o caminho que deveriam seguir. Mas por sorte, o platinado ainda lembrava entre flashs o caminho, mas o primeiro caminho, era o principal, haviam 5 rampas inclinadas para baixo, duas eles conheciam, as extremas direita e esquerda, a direita levava ao refeitório, e a esquerda ao pátio, mas as outras não sabiam, somente tinham a certeza de que uma delas levava ao caminho que almejavam.

Não tendo a certeza de qual rampa deveriam seguir, seguiram a central, e logo chegaram a uma sala escura, esta que Oskar recordava-se que passara para entrar na prisão, acreditando que este era o caminho correto, seguiram sempre em frente, mas ao sair da sala, algo não estava errado, pois não pereciam estar no corredor que dava direção a saída do lugar, apenas seguia em frente, com outro portão indicando que havia outro caminho. - Estamos no lugar certo mesmo? – Perguntou Marcel, andando a frente de forma insegura.

Deixando seu parceiro de fuga para trás, o ninja foi à frente e ao passar do portão que havia à frente, este se fechou, deixando o azulado preso nesse novo local, desconhecido a ambos. - Então parece que outra presa caiu em nossas mãos, não? – Disse uma voz, feminina, mas o azulado olhava em volta, e não conseguia ver ninguém a sua volta, calafrios faziam o mesmo se arrepiar. - Você sempre gosta de assustá-los, não é mesmo? – Disse outra voz, mas esta indicava que era um homem que falava. Logo em seguida, barulhos estranhos começaram a ecoar pela sala, como se garras estivessem arranhando toda a extensão da parede, causando ainda mais medo e espanto, e então, de repente, os barulhos pararam. Assim que o silêncio voltou a reinar, uma ferida apareceu na maçã direita do rosto do azulado, que só sentiu depois do corte ser feito. - QUE PORRA É ESSA? – Gritou Marcel, seu medo chegava a níveis inimagináveis neste momento.

Depois do grito dado pelo azulado, uma risada sinistra apareceu, deixando-o em pânico, lágrimas desciam com velocidade pelo rosto do azulado, que estava paralisado com a situação. E apesar de estar assistindo do lado de fora, não havia escapatória para Oskar, já que no momento que o portão se fechou deixando Marcel preso, um portão fechou atrás de si, fazendo com que fosse impossível escapar pela sala escura por onda haviam acabado de passar. Mas naquele momento, algo inesperado aconteceu, o portão que prendia Marcel na sala horripilante se abriu, e em pânico este começou a correr na direção de Oskar, mas poucos passos foram dados, quando uma adaga veio velozmente e acertou o centro do pescoço do azulado, que nem sentiu quando a lâmina trespassou seu pescoço, matando-o na hora. A lâmina não parecia estar satisfeita em ceifar somente a vida do azulado, tanto que continuou indo na direção do futuro pirata, que não conseguira ver a curta adaga indo em sua direção, mas para a sorte deste, sua foice tinha a lâmina posta entre ele e a arma que tinha o objetivo de lhe matar.

E da escuridão, um homem e uma mulher sorriam, acreditando que outra presa sucumbiria ao método da dupla de assassinos da prisão. - Você adora isso não, dar uma falsa esperança antes de matá-los. – Sussurrou a mulher olhando para o homem com um sorriso malicioso. - Não me venha com esse seu sorriso nojento mulher – Sussurrou de volta o homem, sem tirar o olhar de sua presa, que era Oskar, aparentemente fora ele quem arremessara a adaga que ceifou a vida de Marcel.

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Marcel
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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyTer 16 Jan 2018, 16:12

Continuávamos a fugir, apressados. De relance, lembrava-me da entrada no presídio, como num flashblack saudosista. Os guardas se prostravam aqui e acolá em fila, e eu entrava como um prisioneiro de alta periculosidade, como se pudesse explodir tudo aquilo em um estalar de dedos se eu quisesse. Lembro dos caminhos tortuosos e como aqueles porcos haviam decorado cada detalhe daquele lugarzinho idiota. Lembrando daquilo, logo meu corpo se colocava em estado de alerta ao associar a situação vigente: "Espera! Eu sei como podemos sair! É óbvio!", felicitava-me, abrindo um leve sorriso. Sem disparar nem uma única palavra, seguia em frente, esperando que o companheiro de trás me seguisse. Entre um passo e outro, logo chegávamos à um lugar com rampas. Recordava muito bem que uma delas resultaria na saída, porém não sabia qual o faria ao certo. Levava minha mão livre à nuca, coçando, em dúvida. Prosseguia pela rampa do centro, mentalmente resolvendo qual deveria ser a correta num unidunitê no mesmo pique de uma roleta russa. "Foda-se, deve ser essa", decidia. Como a personificação da voz da minha consciência, Marcel questionara se este seria mesmo o trajeto que nos levaria à liberdade. Ignorava-o, o respondendo em minha própria mente, como se este pudesse ouvi-la: "Acho que sim... Dane-se também".

O azulado se descontrolava, provavelmente deixando sua ansiedade ir à frente, de uma forma perceptível. Da mesma forma que seu psicológico, ia à frente seu corpo, me ultrapassando. Eu avançava pouco mais atrás, indiferente, como habitualmente acontecia. A fuga parecia continuar com sucesso, quando abruptamente o portão defronte a rampa se fechava, nos separando. Em um primeiro momento, arregalava os olhos, em surpresa, mas logo me acalmava numa frieza inumana, suspirando; "Ah, legal... Era o que me faltava!", reclamava. Percebia que outra comporta havia fechado ao meu dorso, como se fosse uma gaiola com duas divisórias; uma para mim e outra para Marcel. Não sabia se este estava com alguma companhia lá dentro, mas conseguia ouvir alguns sussurros vindos de lá, seguidos de um arranhar metálico que, ao seu cessar, exibia um grito horrorizado de meu comparsa, o que levava a pensar que estava encrencado com alguém.

Estava tudo escuro, mas conseguia ouvir claramente os passos desesperados de Marcel vindo em minha direção, junto da liberação da comporta que nos dividia. Me preparava para fazer algo que ainda não havia decidido; talvez trazê-lo para trás de mim para que eu pudesse combater os inimigos. Porém, antes que este me alcançasse, era golpeado por... algo. Parecia morto. Ainda calculando em meu psicológico a morte, não percebia a aproximação de um novo objeto, sentindo o relampear da lâmina contra minha foice, como um aviso. Em resultado, logo cerrava minha expressão facial, tornando-a uma verdadeira carranca. Aparentemente, o que quer que estivesse a enfrentar possuía vantagens no escuro, o que automaticamente me dava uma tremenda dor de cabeça. Rapidamente era recompensado com as vozes assassinas, certificando-me do que estava prestes a encarar. "Pelo menos são humanos... eu acho.", concluía.

Parece que não éramos os únicos amotinados do dia; "Que seja, mais dois para a conta das baixas de hoje." O único problema seria como atingi-los se não os vejo muito bem, dada a situação, piorando pelo fato de que aparentemente estes conseguiam enxergar no escuro.


- Estão pensando que vai ser fácil, não é? Pff... - cessava por um instante, vociferando uma onomatopeia de desdém. - É melhor focarem em mim, pois quero pelo menos ter alguma dificuldade, por menor que seja, até o momento do jantar que terei com o sangue de vocês. - dizia, como se estes estivessem a me dar preguiça, num tom de superioridade.

Era teatral; como num clássico movimento meu, visava irritá-los para que se descuidassem e deixassem sua vantagem na penumbra de lado, caso contrário, não teria muitas chances. A possibilidade de luz naquele momento parecia impossível, visto que eles não pareciam estar muito a fim de liberar o portão. Ainda podia sentir o desconforto em minhas costelas, o que seria mais um obstáculo. "Que seja...", pouco me importava.

Me esforçaria para ouvir algum ruído sempre que possível, mesmo que minha audição se encontrasse na categoria normal. Caso ouvisse, rapidamente tentaria calcular o sentido que este se apresentava e golpearia tal direção com a lâmina da foice num golpe horizontal, para que aumentasse a amplitude de sucesso e, por consequência, a possibilidade de acertar alguém. Caso atingisse, faria ainda mais força em direção à área afetada por alguns segundos com minhas duas palmas de mãos consistentemente pressionadas e brutalmente puxaria o cabo de volta em minha direção, para que causasse o maior dano possível. Precisava aproveitar cada golpe, pois o escuro era um inimigo considerável. Logo após, voltaria à guarda, esta que permanentemente seria cruzar o cabo da arma na diagonal bem à minha frente - sempre repetindo este processo -, para que assim evitasse o maior número de ataques possíveis, visto que eu teria quase que prever de onde estes viriam, logo, nada melhor que a posição que impediria o maior número de ataques. Caso em algum intervalo deste procedimento ouvisse passos ou qualquer indício de um novo ataque, esquivaria - esta preferível ao bloqueio - lateralmente para a direita; caso não escutasse, continuaria na posição de interceptação com o cabo, sempre intentando ouvir algum ruído para repetir meu processo de ataque.

Visaria executar todos os movimentos com certo cuidado com meu ferimento, sempre utilizando do outro lado do corpo para executar o que quer que fosse e, se fosse necessário, apenas usaria o lado ferido como complemento de força e/ou apoio.

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyQua 17 Jan 2018, 19:29



Oskar von LaMartine

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Os dois assassinos viram com calma a sorte que sua segunda presa havia tido, já que, se não fosse a lâmina que apareceu entre a adaga e o corpo de Oskar, a vida deste haveria de ser esvaída de seu corpo. Mas agora o aspirante a pirata já sabia da presença deles, apesar de não ter certeza de onde estavam, então resolveu usar a fala para fazê-los abaixar a guarda. - Estão pensando que vai ser fácil, não é? Pff... – Disse o mesmo, fazendo com que ambos os assassinos arqueassem a sobrancelha, não entendendo o que o rapaz queria com isso. - É melhor focarem em mim, pois quero pelo menos ter alguma dificuldade, por menor que seja, até o momento do jantar que terei com o sangue de vocês. – Voltou a falar Oskar, mas dessa vez, os dois carrascos abriram um sorriso, eram experientes, já viram diversas pessoas tentando usar a mesma tática com eles. - Então por quê não nos mostra, pirralho? – Desdenhou o homem, abrindo um sorriso superior, mas que o rapaz não pôde ver, já que não sabia a localização do homem.

Depois desse período na escuridão, os olhos de Oskar conseguiram se acostumar, mesmo que pouco, à escuridão, não que estivesse enxergando como se houvesse uma luz acesa, mas poderia ver, ao menos, cerca de dois palmos a frente do rosto. O que fora suficiente para o rapaz ver uma nova adaga, que subitamente apareceu em sua frente, e conseguiu saltar para a direita, mas com certa dificuldade, já que tudo acontecera muito rápido, causando um corte superficial em sua bochecha esquerda, nada com que deveria se preocupar no momento. - Oh, foi um bom movimento, achei que dessa vez, seria minha vitória, você é melhor do que os outros, mas não é grande coisa. – Disse o homem, que alternava seu tom de voz entre surpresa e desdém.

Logo após o assassino terminar de falar, o platinado escutou um ínfimo som atrás de si, e por precaução virou-se na direção deste, e pôde ver uma mulher vindo em sua direção com uma ninjaken em sua mão direita. Oskar pôs o cabo de sua foice diagonalmente e foi capaz de bloquear o corte que receberia, em partes, já que uma pequena rachadura apareceu no cabo de sua arma, e foi arremessado longe, batendo com as costas na parede, fazendo-o sentir uma dor lancinante no lugar. Por causa da distância percorrida o rapaz não pôde mais ver a mulher que o atacara, mas pôde escutar o que ela falou para o mesmo. - Até que você não é má coisa, mas está muito longe de escapar de nós. – Disse a mulher, sem demonstrar sentimento algum em sua voz. - Agora, prepare-se para morrer. – Disse a mesma, mas algo estranho ocorria, já que sua voz saía de todos os cantos da sala, não se podia dizer se era um eco, ou uma rápida movimentação da mulher.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyQui 18 Jan 2018, 22:37

Um espelho posto à frente de outro não acusará mais do que a si mesmo; assim se explicava a situação atual. Minha provocação fora respondida com outra provocação, sinal de que conhecem a estratégia. Sendo assim, por ora, não haveria muito o que fazer, exceto sobreviver. Continuava ao breu, como em um labirinto. Àquela hora, já começava a imaginar como seria morrer; vi algumas vezes, porém, em suma, fui indiferente. Como seria se acontecesse comigo? Um alívio reconfortante ou a maior dor que poderia sentir? O único fato que tenho certeza neste assunto é que não gostaria de descobrir tão cedo. Quase que em caráter poético, como em recusa ao que minha própria mente pensava, avistava um vislumbre de um objeto metálico determinadamente se dirigindo à mim. Sua luz refletida soou como um brilho do luar; perfeito para um algoz. Entretanto, não dessa vez! Saltitando pela minha lateral direita e por consequência fazendo com que este acertasse nada além do que a parede, eu desviava. "Volte, porra, volte! Se continuar pensando tanto sobre a morte, vai acabar acontecendo mesmo!", alertava a mim mesmo, num aviso desvairado.

Logo notava um ardor pela bochecha esquerda, sutil como pimenta em comida. Escorria um líquido, e logo concluía que se tratava de sangue, e não suor, como estava a deduzir. "Pff...", desdenhava de tal pequeno ferimento. Trazendo-me de volta ao que realmente importava, uma voz masculina me elogiava pela esquiva, em ironia. "Desgraçado!", atrevia-me, mentalmente. As cobras cegas provarão do próprio veneno, hão de me pagar e... "Ali!", rapidamente me indicava, bloqueando um ataque que poderia ter sido fatal. Ingenuamente, ao toque das armas, sorri de canto e felicitei-me pela perspicácia, notando uma mulher aparentemente jovem enquanto as lâminas debatiam; tolice. Fora suficiente para empurrar-me até que batesse com as costas contra a parede, em desconto pelo meu descuido. A escuridão engolia novamente a moça, deixando a mim uma dor incisiva no dorso.

Como um papagaio de pirata, repetia a ação de seu parceiro e ironizava ao enaltecer-me. Estranhamente, sua voz mais se assemelhava a um coro uníssono, o que coincidentemente me gerava uma dúvida que poderia salvar minha pele... Afinal, como que eles sabiam a cada momento onde eu estaria? Pela audição ou pela visão? Ao descobrir, poderia muito bem confundi-los. Eles podem ter a vantagem do campo de batalha e podem ter a superioridade numérica, mas eu sou ruim, e jamais poderão me superar neste quesito.

Porém, deveria esperar o que estava por vir. Aparentemente, pela inclinação de seu tom de voz, estava a se preparar para um novo ataque. Com olhos bem abertos e ouvidos atenciosos, esperaria por um indício de aproximação. Como já era de meu conhecimento que meu ponto forte estava na velocidade, tentaria desviar em direção contrária ao notar alguma ofensiva. Caso não ouvisse nem avistasse nada relevante, apenas posicionaria o cabo de minha foice em minha frente, infelizmente recorrendo a um choque de armas. Se fosse bloqueado ou fosse atingido, buscaria empurrar o inimigo para longe com a extremidade sem lâmina da arma.

Após, caso alguma das situações citadas anteriormente ocorresse ou mesmo que nada se sucedesse, bateria a ponta amadeirada de meu instrumento contra a superfície da parede no ponto mais longínquo que conseguisse, procurando testar se estes eram dotados de boa audição ou se realmente enxergavam. Se percebesse algo suspeito - a área que toquei ter sido atingida -, tentaria golpear com a foice o mais rápido que conseguisse em direção ao local envolvido, repuxando brutalmente de volta para minha direção para que proporcionasse o maior dano possível.

Caso mesmo assim continuassem a investir em minha direção, tentaria ter mais cautela aos sons e ao que vejo e tentaria esquivar-me novamente em direção oposta. Caso não identificasse, apenas empunharia a empunhadura à frente e tentaria interceptar algum possível ataque. Seria a deixa para me preparar para a próxima estratégia...

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptySab 20 Jan 2018, 16:58



Oskar von LaMartine

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DDepois de ser arremessado para a parede, Oskar levantou-se, já pensando em um plano para neutralizar os assassinos, visto que eles sabiam onde o mesmo estava, apesar da escuridão que reinava na sala onde estavam. Mas para o azar do mesmo, a forma que tinham para descobrir a localização deste era algo muito complexo, e que ninguém pensaria, um deles, no caso o homem, fica em uma “prateleira”, que fica quase no teto, e de lá o mesmo tem acesso a todo o lugar. E para melhorar a estratégia, que já era boa, os assassinos eram treinados para terem uma boa visão no escuro, de forma que poderiam ver uma área 5 vezes maior do que qualquer outra pessoa, e isso abrangia quase a sala inteira, e além disso, tinham outro esquema, que era uma marcação com números, em cada parede havia uma quantidade determinada de números, de forma que para saber a localização de uma determinada pessoa que estivesse no nível do chão, fariam como se estivessem lendo coordenadas em um mapa. O que era perfeito para uma dupla, o homem era o estrategista, e a mulher era a executora.

Apesar do platinado não saber da estratégia utilizada pelos assassinos, se preparou para fazer o que fosse necessário, a mulher abriu um sorriso, imperceptível por conta de sua máscara, e investiu na direção de Oskar, ela realizou um corte diagonal da direita para a esquerda, que novamente foi bloqueado pelo cabo da foice do aspirante a pirata, que obteve novas rachaduras em sua superfície, mas surpreendentemente, a assassina usou sua mão livre, a direita, e desferiu um soco no rosto do rapaz, que foi arremessado para trás, e enquanto voava, foi acertado por duas adagas, uma no ombro esquerdo e uma no centro do antebraço esquerdo. Após a queda, Oskar deslizou no chão por alguns metros, depois de parar, rapidamente se pôs de pé, e assim que o fez, viu a mesma mulher lhe atacando novamente, e com o mesmo movimento, mas, desta vez, o platinado saltou para a esquerda, vendo a lâmina da ninjaken passar por si sem acertar-lhe, o mesmo fez um golpe horizontal da esquerda para a direita, que acertou o ombro direito da mulher em cheio, para logo depois trazer sua arma de volta em sua direção, deixando o ombro desta inutilizado por um bom tempo.

Depois de receber o ferimento, a mulher enlouqueceu e partiu para cima de Oskar sem qualquer receio, e fez em sequência 4 golpes diagonais, alternando entre direita e esquerda, o platinado foi capaz de esquivar dos dois primeiros, saltando para trás, bloqueou o terceiro mas o último foi incapaz de se defender, e o golpe causou-lhe um corte mediano que ia do ombro esquerdo até o processo xifoide do esterno do rapaz, que deu dois passos para trás, em reação ao corte recebido. A mulher achou melhor se afastar do futuro pirata, e o fez rapidamente, saindo novamente da linha de visão de Oskar, que se levantava calmamente até ver outra adaga que era arremessada em sua direção, mas esta tinha a intenção de acertar-lhe a cabeça, mas a tentativa foi falha, já que o platinado saltou para a direita, desviando a lâmina voadora e novamente se encontrando sozinho em meio aquela sala escura.

Imagem do Corte:
 

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyTer 23 Jan 2018, 15:52

O tempo escorria entre meus dedos como areia; havia uma série de variáveis: poderiam perceber a fuga em tempo hábil, a possibilidade de morte caso continue nesta gaiola por estar em grande desvantagem, os ferimentos... O universo parecia estar em um maldito complô contra mim junto aqueles dois ali... Enfim, logo pensava numa estratégia; formidável, diga-se de passagem, mas ferozmente interrompida: a mulher investira mais uma vez, novamente tendo sua lâmina interceptada. "Os golpes dessa vagabunda estão fortes demais... Imagino o que deve estar acontecendo com o cabo da querida aqui... Que merda!", reclamava, provocando um rápido vislumbre pelo cabo, como se estivesse a falar com ele. Entre um pensamento e outro, me distraía e permitia ser golpeado com um soco no rosto; "Puta!", escarnecia, raivoso como uma cobra peçonhenta.

Fui lançado longe pelo golpe e, enquanto pairava, como se não fosse o bastante, acertaram-me duas perfurações em cheio, ambas ao lado esquerdo, no ombro e no antebraço:

- URGGHHH! - grunhia; não pela dor - já havia recebido coisa pior -, mas pelo susto, pois definitivamente não esperava por esta.

Não parecia que o meu braço esquerdo se recuperaria tão cedo, nem que seria fácil usá-lo assim; certamente, se isso demorar mais, começará a ficar complicado... Não me desce à garganta dar esse gostinho a essa megera, de forma alguma. Levantava-me e direcionava o olhar novamente a ela, que já se aproximava, enfurecida, não oferecendo tempo suficiente sequer para retirar as lâminas de meu braço. Via sua lâmina se aproximar, sedenta, mas hoje não seria o dia que mataria sua sede: esquivava, o que fazia com que a moça golpeasse o vácuo. Assistia de canto de olho, enquanto reposicionava-me para um ataque: era a brecha perfeita. Tudo parecia estar em câmera lenta; sorria de canto, com os olhos esbugalhados pela adrenalina. O destino fechava os olhos perante o que estava para acontecer e, como mágica, a velocidade voltava ao normal ao cair de minha foice em seu braço direito, repuxando brutalmente. "HAHAHA! Minha vez!", comemorava. "Parece que foi o braço direito! A maioria das pessoas é destra, porra! Que sorte! Ela não deve conseguir usar mais!".

Não tardou muito e logo veio, buscando seu empate. Contrariando-me, ainda desferia golpes poderosos, mas parecia ser fácil de desviar, como acontecia com os dois primeiros. Bloqueava o terceiro, como em uma coreografia ensaiada, mas o quarto calara minha prepotência. Até agora, as investidas não haviam sido tão graves, mas essa levantava dúvidas... Olhava para baixo e avistava um corte do ombro esquerdo até um pouco abaixo do peitoral, que instigava um relutante recuo meu. Ainda pelo impacto, caía ao chão, como se houvesse pisado em falso. "GRRRR!", começava uma irritação mais potente. Levantava lentamente, até que pude ver uma navalha a ser atirada em minha direção, tendo como resposta um desvio para a direita. "MERDAAAA!!!", gritava em meu íntimo em um enorme estresse momentâneo, afinal, não poderia mostrar que estava a este ponto de descontrole.

Estava bem fudido - esta era a palavra perfeita para a ocasião -, irritado. De tempos em tepos, arfava, sempre com os dentes cerrados e fortemente pressionados uns contra os outros. A dor era grande, mas como sempre... foda-se.

Aquietaria-me por um instante, pois sabia que não conseguiria pensar muito bem assim. Procuraria arrancar as adagas do corpo, estas que me incomodavam deveras; as lançaria ao chão, longe. Sabia que ela apareceria de novo para terminar o serviço, coisa que eu jamais permitiria. Após, aprontaria-me para um novo round, da forma que me fosse possível. Indubitavelmente, a vitória estava no contra-ataque. Infelizmente, deveria combatê-la na raça, pois não havia descoberto o mistério acerca de saberem minha posição rapidamente. Parecia tão bizarro que estava a ponto de apostar que aquilo se tratava de um pacto demoníaco desses dois filhos da puta... Seguraria a foice com a mão direita, flexionando os joelhos e colocando o lado destro à frente, a evitar a canhota machucada.  

Assim que algo suspeito surgisse novamente, visaria esquivar-me de possíveis ataques, evitando o bloqueio à qualquer custo, usando-o como último recurso. Procuraria desviar até que achasse uma brecha; uma pisada em falso, um mal posicionamento por parte do inimigo pelo impacto dos golpes, algo do tipo e, ao encontrar, golpearia fortemente na altura da cabeça em sentido horizontal, usando a mão direita como principal e a esquerda apenas como apoio, continuando a empurrar mesmo depois de acertar, para que fosse intensificado. Direcionaria para o lado contrário de sua ninjaken (caso estivesse na mão direita, atacaria o lado esquerdo, e vice-versa), para que o bloqueio fosse dificultado. Depois de alguns segundos, repuxaria brutalmente, rasgando.

Caso desviasse do impacto, rapidamente saltitaria para trás, me reposicionando para evitar malefícios. Repetiria o processo, sempre ao contra-ataque, aguardando uma falha da adversária para tentar novamente.

Se o outro idiota tentasse se envolver também, visaria ficar na defensiva, intentando esquivar-me até que a mulher errasse algum de seus procedimentos, a tendo como alvo prioritário. Porém, caso por algum motivo não houvesse risco, atacaria o homem da mesma forma: um golpe horizontal, empurrando o fio da lâmina contra o oponente vigorosamente.


- Grrrr! - tentaria intimidar. Aquela precisava ser a cartada final, pois novos ferimentos significariam um perigo enorme...

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptyQui 25 Jan 2018, 20:49



Oskar von LaMartine

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Tendo bastante dificuldade no combate, Oskar se irritava com ambos os assassinos,  primeiro tirava as adagas de seu ombro e do antebraço, e depois pensava em se acalmar, ofegando bastante devido a fadiga, que aos poucos deixava seu músculos mais lentos e fracos, mas, felizmente, não era naquela hora, o que fora benéfico ao ceifador, visto que a assassina voltara a investir contra o mesmo, com golpes horizontais, alternando entre direita e esquerda, o LaMartine saltava para trás no intuito de fugir da incômoda sensação da gélida lâmina da ninjaken penetrando sua carne, e teve sucesso nisto, pelo menos por um tempo. Depois de algumas esquivas bem sucedidas, o aspirante a pirata teve suas costas pressionadas contra a parede da escura sala novamente, e não teve outra alternativa a não ser bloquear o golpe vindo em sua direção, mas o golpe veio com mais força do que antes, e quando o cabo da foice de Oskar entrou em contato com a lâmina da ninjaken, o cabo se quebrou, e a lâmina fez um corte da esquerda para a direita pouco abaixo da altura do peitoral do platinado, fazendo um sorriso se abrir na mulher, mas foi imperceptível, graças à máscara que cobria o rosto desta.

Mas sem esperar mais nada, Oskar pegou a parte superior da foice, que ainda continha a lâmina da foice e com a mão direita manipulando essa parte, fincou na têmpora direita da assassina, que com a surpresa estampada no rosto caiu no chão lentamente após a lâmina ser retirada do seu crânio, mas não teve somente esse ferimento, pois quando a mesma caía lentamente, o LaMartine passou a lâmina rapidamente na garganta desta, degolando-a.

Vendo a mulher caída no chão, segurando sua garganta, tentando segurar o sangue dentro desta, o homem, que estava na plataforma no alto da sala, se desesperou e desceu, gritando por ela. – FILHA!!! – Gritou o homem, segurando a mesma em seus braços, que perdia os sentidos aos poucos, falecendo lentamente. Uma morte dolorosa, mas merecida para alguém que ganhava a vida com a morte dos outros. Vendo que a morte da filha era iminente, o assassino entrou em estado de fúria, e se levantou calmamente, o que não combinava em nada com seu estado mental. E estando de pé, virou-se para Oskar e falou bem baixo, mas o aspirante a pirata conseguiu escutar o que foi dito pelo homem. – Você vai se arrepender maldito, não vou te perdoar por nada nesse mundo. – Depois de terminar de falar, o mesmo partiu para cima de Oskar, que ainda estava com a parte superior da antiga foice na sua mão direita.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 4 EmptySeg 29 Jan 2018, 13:42

Uma sequência de ataques se iniciava novamente, como já era de se esperar. "Só mais um pouco... Na próxima brecha ela será minha!", pensava enquanto desviava melindrosamente de seus ataques. Entre uma esquiva e outra, logo se fazia presente uma investida que julgara rápida demais para um desvio, ainda mais por não ter impulso nas pernas suficiente para esta velocidade toda, talvez pelo desgaste; obviamente, restaria um bloqueio: posicionava o cabo à frente, à espera: "Que merda... É como oferecer o braço para um urso comer!", calculava em uma fração de segundo. Ao toque da outra arma, meu bloqueio se quebrava junto à meu cabo, deixando ao relento uma tímida foice amputada.

- AAH... MERDA! - gritava em protesto, ainda pasmo.

Para minha surpresa, o golpe continuava mesmo após transpassar minha arma, rasgando-me um pouco mais abaixo de meu peitoral. Por consequente, a raiva se fazia tanta que não conseguia mais falar. Estava mais puto ainda que antes; completamente irritado, "no talo" de minha irritação. "VAGABUNDAAAAA!!!", a xingava, agarrando o resto laminado de meu instrumento, como instintivamente reagindo ao recém acontecido. Sem sequer pensar, enterrava a lâmina na têmpora direita da mulher, decretando seu fim. Observava o corpo cair ao chão: "Não... ainda não é o suficiente...". Não bastando, antes que a moça alcançasse o chão, degolava-a. Agora sim! Ela vai em uma viagem direta - só de ida - passar o resto de sua existência no colo do capeta. "Au revoir, vagabunda!", desdenhava com sarcasmo, em comemoração pelo assassinato.

A falecida ganhava afagos de seu parceiro, que aparecia da escuridão. "Ah... sentimentalismo... Que nojo! Devo aproveitar este momento de fraqueza para mandá-lo para a puta que o pariu também, junto com essa cachorra aí". Este revelava ser pai da vítima, tornando a cena mais bizarra ainda, conseguindo arrancar meu espanto, deixando-me boquiaberto; lembrava-me do início do embate, onde aparentava que estes estavam a insinuar um possível incesto. Ao menos era o que parecia a mim."Aquele papinho, sorrisinho pra cá e pra lá, os dois no escurinho... não sei, não, hein!", imaginava, enojado. Foda-se também.

O que havia de me preocupar neste momento era o fato de a foice ter se quebrado de uma forma ridícula, me deixando com um toco, um resto. Assim que terminasse com o idiota aqui da frente, empenharia-me em buscar uma nova...

O mascarado se levantava lentamente, soltando palavras sem valor à mim: arrependimento... Perdão... Foda-se isso. Ele avançava descompassadamente, provavelmente movido pela emoção. "Vai tomar só uma na cara", escarnecia, deixando uma risadinha ao fundo.

Ficaria em posição, com meu lado direito mais à frente para que pudesse proteger meu braço esquerdo; quando se aproximasse o suficiente, visaria desviar dos golpes com curtos saltos traseiros até identificar uma brecha em sua defesa (pisar em falso, desequilibrar-se, etc). Assim que encontrasse, aproveitaria-me da foice ter se encurtado e por isso ter se tornado mais maleável em seu manuseio e golpearia o mais rápido que pudesse sua cabeça, repuxando violentamente. Caso bloqueasse ou desviasse, retiraria-me rapidamente em uma evasiva traseira, de modo que ainda pudesse vê-lo, e esperaria uma nova brecha, repetindo o processo. Se não fizesse nada, provocaria-o para que tivesse motivos de fazê-lo:


- A cadela da tua filha vai dormir com o capeta hoje, juntinhos numa cama de casal no quinto dos infernos! HAHAHA!  - sacanearia, esperando que este se descontrolasse e assim abrisse espaço para que eu executasse minha estratégia de procurar uma brecha para atacar.

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