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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Le voleur de coeurs - Un conte

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptySeg 18 Dez 2017, 23:33

Meus joelhos foram ao chão tão naturalmente quanto o sereno que vos banha a cabeça na noite densa; beijaram o chão como amantes apaixonados, num soneto mortal. Sangue fresco espalhava-se e lambuzava-se pelas minhas costas, como leite recém-retirado de vaca. Me sentia exatamente assim, um animal. Talvez realmente possuía um caráter parecido, não importa muito, nem sequer sou capaz de me importar... me dá preguiça; prefiro pensar em dinheiro, armas, influências, poder, essas coisas de gangster, espírito independente ou qualquer outro adjetivo semelhante de preferência. Casaria-me também, se pudesse. Não por se romântico, isso eu não sou, não! Sou macho e não preciso de mulher nenhuma, mas o faria para ter uma acompanhante por perto, sabe? Às vezes, gostaria de ter alguém para sentir pelo menos um pouco de afeição, alguém para contar os poucos sentimentos que sinto, e pelo calor humano também e... EI! Isso está ficando muito afetado! Tenho de lembrar que sou homem com "H" maiúsculo e fêmea alguma me terá aos seus pés, jamais!

Reerguia-me, fazendo uma nova proposta ao velho, que podia perceber - mesmo com a visão quase turva por culpa da dor - que culminava em uma arqueada de sobrancelha, causando-me desconfiança. Algo em sua mente lhe levou a desfazer tal expressão e dar-me de costas, seguindo adiante, concordando com o trato, proporcionando mais dúvidas ainda, essencialmente pela faceta inicial que expressara, como se houvesse percebido que poderia - de alguma forma - tirar vantagem de mim. Ele insistia para que eu o seguisse, e só de lembrar que havia a possibilidade de obter uma foice, balançava ambas as mãos ao ar, chacoalhando a cabeça horizontalmente, como se estivesse a dispersar fumaça, afastando-me do que pensara antes e supondo que deveria ser apenas minha imaginação; DANE-SE! É UMA FOICE, CARA!

Pelo caminho, mais rostos desinteressantes. Aos meus olhos, a sociedade e... bem, quase tudo, em geral, me causava uma preguiça tão tediosa que causava bocejos; que coisa chata de se importar. "Prefiro um milhão de berries! Um navio bem grande, mares desconhecidos e cheios de bens ainda sem donos, uma mulher... EI! MULHER, NÃO! Não deveria me lig... Espera aí... Eu conheço este caminho!", pensava, percebendo a enrascada. O homem estava a me levar ao quartel-general da marinha, como uma presa no covil de leões. Duvido muito que me daria a arma que eu havia requerido quando poderia simplesmente denunciar-me aos seus malditos colegas marinheiros e me deitar na porrada até que não sobre nem um único dente em minha boca. Procurei acalmar-me e fingir que ainda não havia percebido. Mesmo no apogeu de minha indiferença, ainda conseguira arrancar alguns batimentos cardíacos mais potentes e acelerados de meu peito. Broxa ousado. Deixava escapar:

- Tsc - triscava minha língua no céu da boca levemente, no clássico som de rejeição irritada.

Aguardava o homem desavisado virar em mais um beco, dava meia-volta e seguia na direção contrária, mancando, quando percebi que a porcaria da adaga se encontrava presa em uma das minhas costelas; fui desatento. O líquido vermelho escorria como um pano de chão sendo espremido até que saia sua última gota. Procedi, cambaleando, parando ao avistar um beco em que fizera de cama para meu corpo. Ainda não havia decidido se tiraria a faca ali mesmo ou procuraria um especialista: um médico, pois estava longe de entender muito de medicina... Era malandro, mestre na esperteza, dono da rua e formado na bandidagem, não um cara de branco e bisturi. Ao parar para refletir neste ponto de vista, uma ideia brilha em minha mente como uma lâmpada recém-instalada. Contorcia meu rosto, como se estivesse às vésperas de um parto, enquanto acariciava a mancha vermelha que se formara entre a navalha e a pele. Mesmo assim, tudo o que conseguia pensar era que minha jaqueta já estava esfolada e feia; não se engane: não me importo com a aparência, e sim com a influência - particularmente, a falta dela - que causará tal visual, me limitando perante às possíveis situações. Quem daria ouvidos a um mendigo, como eu parecia ser àquela hora, caso tentasse mentir? Era impossibilitante sob a ótica de alguns ângulos. Vasculhava o ar pelos meus pulmões instintivamente, enquanto o tempo passava indefinidamente para mim. Assim que me senti minimamente confortável, segui, ainda com a dor impiedosa que me acometia. Andava pelas ruas aleatoriamente, sem sequer conseguir distingui-las, quando de um momento para outro, um horizonte de construções se abriu a minha frente, como o despertar de um pesadelo; olhava-os, quase catatônico. Colocaria meu objetivo anteriormente planejado no beco:

- MÉÉÉDICO! SOCORRO! MÉDICO, POR FAVOR! ACABARAM DE ME ASSALTAR ALI NA RUA TRÊS! - Gritaria aos ventos, citando uma viela aleatória que nem mesmo sabia se de fato existia, tentando imprimir mais intensidade do que realmente sentia - com meu tédio natural -, utilizando do resto de minha energia e fôlego.

Procuraria, preferencialmente, aglomerados de indivíduos. Caso alguém se oferecesse para tal e se denominasse médico, mostraria meu ferimento lateral e dorsal sem emitir nenhuma palavra. Caso não encontrasse tal pessoa, continuaria mancando aos arredores indefinidamente, gritando tais palavras com pausas para recuperar o fôlego, ofegante e sem retirar minha mão do sangramento. Se Pietro aparecesse ou alguém intentasse um ataque a mim, avançaria o mais rápido que pudesse - considerando os machucados - para o mais longe possível, coxo e irritadamente ciente das limitações agora vigentes.
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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyTer 19 Dez 2017, 20:56



Oskar von LaMartine

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AAinda sentindo bastante dor, o suficiente para embaçar um pouco sua visão, Oskar continuou em frente e seguiu pelo beco onde se encontrava, assim dando em uma rua, e via ao redor alguns estabelecimentos ao redor da rua onde acabara parando após a fuga desajeitada que fizera. Quando o mesmo surgira na rua, imediatamente as pessoas que estavam perto do mesmo se afastaram, e outras mais extremas até foram para o lado contrário da calçada onde esse se encontrava, e o motivo de tal ação era por conta de sua aparência, o sangue que descia de suas feridas só intensificava o mau cheiro que havia em seu corpo, e sua jaqueta, agora rasgada pelos golpes que sofrera com a adaga de Pietro, davam a impressão do mesmo ser mais um dos vários mendigos que viviam por Shells Town.

Agindo de acordo com o que planejara no beco, o rapaz começara a gritar depois de perder-se momentaneamente observando a magnificência dos prédios ao seu redor. O desespero que passava aos outros era interpretado de forma diferente pelas pessoas ao seu redor, mais da metade das pessoas sabiam ser mentira, pois ainda não haviam escutado nenhum tipo de grito, o que deveria ser comum a pessoas verem outra pessoa ser ferida do jeito que se encontrava Oskar, e uma parte dessas pessoas o encarava com pena e outra parte com desprezo. Fora esse grupo de pessoas havia outras pessoas, bem inocentes no caso, acreditavam no que lhes foi dito, mas nenhuma delas tomou atitude, a não ser um homem que correu na direção do futuro pirata.

- Rápido, venha comigo. – Foi o que passou pelos ouvidos de Oskar, que no momento estava cambaleando ainda mais devido ao sangue que se derramava quanto mais tempo se passava antes de encontrar alguém que pudesse estancar o sangue que corria para fora de seu corpo. E no momento que o homem viu tal situação, virou-se de frente para o rapaz e o pegou nos braços, para que pudesse ajuda-lo mais rapidamente.

Oskar parecia estar se sentindo desconfortável em estar sendo carregado de tal forma, mas não havia nada que pudesse fazer, visto que não sabia onde poderia encontrar um médico e sua condição física não era nada boa, aquela adaga em suas costelas o limitava de uma forma que este jamais poderia imaginar se não estivesse sofrendo na pele. Depois de um tempo sendo carregado, o homem que o carregava entrou em um prédio, que Oskar não chegou a ver o nome, e imediatamente gritou. – Rápido, preparem um quarto e todos os aparelhos necessários. – Gritou o homem, e todos os funcionários do local se assustaram com a ação deste. – Todo dia a mesma coisa, aff. Ela já está lá em cima escandaloso. – Disse uma mulher que estava sentada em um banco, a mesma estava com a perna direita cruzada por cima da esquerda e revirava os olhos para cima enquanto falava. Ao escutar o que fora dito, o homem voltou a andar, desta vez andou até as escadas e rapidamente subiu por estas até que chegasse ao terceiro andar.

Quando terminou de subir os andares, o homem rapidamente se dirigiu à sala que estava ao final do corredor, quase correndo. Ao adentrar a sala uma mulher já o esperava, sentada em uma cadeira, aparentando estar sem paciência. – Que demora hein, por que demorou tant... – Dizia a mulher, que rapidamente teve de interromper sua fala por seu nariz começar a sangrar ao observar o suposto homem carregando Oskar em seus braços.
- Nem venha com essa merda, sua tarada. Me ajude logo, não tenho o dia todo sabia? – Disse o homem irritado enquanto punha o rapaz na maca. Depois de deixa-lo deitado na maca, o homem rapidamente pôs o jaleco e calçou uma luva descartável em cada mão, o que deixou-o identificado como médico, após isso o mesmo virou-se de frente para Oskar com um sorriso estranho e em mãos uma seringa. – Se prepare garoto, porque depois que você acordar, vai sentir bastante dor. – Disse o médico, com um sorriso assustador em seu rosto enquanto aplicava a seringa e Oskar lentamente perdia a consciência.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyTer 19 Dez 2017, 23:32

Pessoas tomavam distâncias de mim como se fosse lixo, demonstrando nojo. Além da indiferença intrínseca a mim, havia também o fato de estar consideravelmente ferido; logo, se no meu padrão de relevância tais situações já recebiam nota "zero" de cara, imagino que no momento tal índice deveria estar negativo. Alguns mais extremistas atravessavam a rua, talvez com pavor; "se não vai me ajudar, vaza, infeliz", espraguejava mentalmente enquanto prosseguia gritando em busca de ajuda. Ali e acolá, urrava, coisa que normalmente não faria se não estivesse em tal estado; se não me encontrasse assim, ironicamente daria importância semelhante a merda que cago às mesmas pessoas que peço auxílio, pois estes sujeitos são do mesmo tipo daqueles que puseram um fim à vida de meu pai.

Certo tempo depois, um varão correu em minha direção. Foi como a miragem de um oásis no deserto, ainda mais para mim, que cambaleava como uma barata recém-envenenada. Ridículo. Por um momento, senti desconfiança; depois de tanto apanhar nas ruas, qualquer um precocemente presumiria qualquer categoria de ação como ameaça. Entretanto, como se estivessem respondendo ao meu pé atrás, ouvi reconfortantes palavras de amparo; não estava feliz pela caridade do cara - particularmente, foda-se isso - mas completamente por este otário me oferecer a mão. Só um detalhe na operação toda estava a me incomodar: o arrombado me carregou pelos braços como uma donzela indefesa. Como reação, bufei pela boca; creio que não seria comprometedor, pois poderia simplesmente jogar a culpa na dor pela minha reclamação. Ele seguia se locomovendo, e seu passo - pelo menos a mim - mais se assemelhava a um trote de cavalo, sensação que provavelmente se explicava por já estar muito dolorido, e mesmo o menor dos impactos soava como um soco agora.

Em dado momento, meus olhos já desbaratinavam; seria capaz de confundir um prédio com uma montanha, como quase fizera quando o rapaz adentrara em tal construção, que fui incapaz até mesmo de ler seu nome. "Droga", pensava. Poderia estar entrando no quartel general da marinha e sequer saberia, e o pior: não teria forças para lutar ou até mesmo fugir... Quem diria? Uma faca que mal conseguira notar a presença agora mais aparentava ser meu calcanhar de Aquiles. Ouvia algumas palavras enquanto o mundo girava à minha frente: quarto, aparelhos, algo assim. Minha atenção fora reestabelecida quando o maldito subiu as escadarias; cada degrau destroçava-me da mesma forma que uma cotovelada o faria. "Mais cuidado aí, doente!", pensava, momentaneamente formando uma carranca. Olhava o rosto do estranho enquanto o mesmo apressava-se com meu corpo aos braços, como se quisesse identificar algumas poucas características caso posteriormente viesse a ser necessário, mas nem isso conseguia: a visão me impedia. Repentinamente, ouvi uma voz no cômodo; olhei mais atentamente, e somente notei pelas suas curvas femininas, pois tudo agora mais se assemelhava a borrões mal-desenhados: uma mulher. Percebia também que ela havia sangrado pelo nariz, em sinal da atração que sentira. Não deu outra: "quem seria a dama?", dizia ao meu íntimo, ao passo que uma paixonite aguda percorria meu corpo, confundindo e entrelaçando-se com a sensação de dor e calor que sentia pelos ferimentos. Suspirava, em sintonia com meu coração, enquanto mentalmente refutava, mesmo que minhas emoções não obedecessem às ordens do meu cérebro: "para com essa porcaria aí! Maloqueiro não sente: maloqueiro só quer dinheiro, poder e fugir de autoridade, porra!", reprimia-me. Juro que se ainda tivesse algum resquício de energia, me estapearia como repúdio.

Algumas palavras eram trocadas entre os dois, enquanto eu era posto em uma maca - muito mais confortável que mãos ásperas de macho, diga-se de passagem - com o rapaz e a moça em volta. "Pare de falar com a minha mulh... PORRA NENHUMA! Não sinto nada por ela, na-na-ni-na-não!", era tudo o que conseguia imaginar. Deveria dar cabo destas frescuras que apresento toda vez que vejo uma fêmea. Devaneava distraidamente, quando me fora apresentada uma seringa juntamente de um sorriso assustador; lembrava-me de que, uma vez inconsciente, não poderia me defender, e - obviamente - isto seria péssimo para um criminoso como eu. De qualquer forma, era tarde mais: meus batimentos cardíacos gradativamente diminuíam, como música de fim de festa, finalmente fechando os olhos; acordar aliviado ou reencontrar meu pai no outro mundo, se é que este de fato existe: revela-se um novo horizonte duvidoso.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyQua 20 Dez 2017, 02:18



Oskar von LaMartine

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Depois de apagar devido à anestesia contida dentro da seringa que fora aplicada em si, o médico deu início à cirurgia para retirar a adaga, que deveria ser feita com cuidado, para não causar danos a outros órgãos, que estavam localizados próximos ao local onde a lâmina estava alojada, fechar os dois ferimentos e por fim deixá-lo pronto para que pudesse ter um repouso correto para que os ferimentos sejam cicatrizados corretamente. - Por quê você ajudou este? – Perguntou a assistente para o médico, o que ela sempre fazia, querendo saber o motivo dele ter o ajudado, mesmo tendo sempre a mesma resposta “Eu sou um médico, não preciso de motivos para ajudar os outros.”, mas dessa vez a resposta foi diferente, e ela não esperava por isso. - Olhar para ele daquela forma, me recorda a minha infância, eu sempre vivia apanhando, nem lembro mais quantas vezes eu acabei no hospital antes de ser adotado. Mas agora deixa eu terminar essa cirurgia, ou então ele vai morrer. – Disse o médico, saltando uma veia de irritação no final, pelo fato de sua assistente estar atrapalhando sua concentração.

A cirurgia não foi tão longa, mas demorou 4 horas para ser finalizada, por sorte a anestesia dada a Oskar foi bastante forte, e por isso o mesmo demorou mais 3 horas para acordar ao final da cirurgia, o que não fazia a menor diferença para o mesmo, visto que não havia ninguém que tivesse o esperando. Assim que acordou, Oskar estava de uma maneira bastante constrangedora, ele estava imobilizado de lado, para que nenhum de seus ferimentos estivesse em contato com a maca, vestindo uma roupa de hospital, que se assemelhava a um vestido longo, mas devido ao vento, esta estava levantada acima de sua cintura, mostrando mais do que deveria. Além dessa roupa de hospital, havia um tipo de bandagem tampão em seus ferimentos, para evitar que os pontos dados em seus ferimentos voltassem a se abrir.

Não sabendo se estava sendo observado, o rapaz com certa dificuldade ajeitou a roupa, mas para seu azar estava sendo observado pela assistente do médico, que olhou com certa curiosidade quando este percebeu-lhe. - Não deveria estar se mexendo, o Dimitri não vai gostar nada disso. – Disse a mulher, que estava com a perna direita cruzada sobre a esquerda e trocou-as durante a fala na intenção de chamar a atenção do rapaz, e aparentemente deu certo, visto que ele olhava na direção desta, mas não se sabia se fora isso que prendera sua atenção, ou se estava divagando em pensamentos, muito distante do que sua visão lhe mostrava.

Meia hora depois, o médico apareceu no quarto, para poder saber como estava a condição de Oskar. - Então rapaz, primeiramente, eu sou o Dr. Dimitri Mikhailov, como é seu nome? E como você está se sentindo? – Perguntou Dimitri, demonstrando uma leve preocupação com o estado de Oskar, que apesar de ter feito a cirurgia, ainda não estava pronto para se movimentar sem que as feridas voltassem a abrir.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyQua 20 Dez 2017, 23:33

Apagava de um lado, e acordava d'outro, como se estivesse numa realidade secundária; assim que reabria os olhos, a mesma sala se revelava, agora sem os médicos. Agora com a visão restabelecida, olhava ao redor, e de surpresa, avistei o inferno na superfície de uma parede: misteriosamente, uma nuvem de acontecimentos se formava; em um segundo, nevava em Fernand Ice Island enquanto eu corria pelas ruas, alegre. Em outro, meu pai se estirava em minhas mãos ressecadas pelo frio, enquanto mamãe gritava... A cena me doía no resto de alma que tinha, e sentia uma lágrima escorrer enquanto assistia tudo como em uma cruel transmissão ao vivo, sem poder fazer nada. A nuvem se desmanchava, misturando-se ao ambiente, quando de repente a sala se destruía e engolia a si mesma como em um buraco negro, ao passo que eu caía em queda livre em direção a uma escuridão vazia. Virava-me para a direção em que caía, e pude avistar uma imensa atmosfera vermelha ao fundo, com sombras de figuras humanoides em seu meio sendo chicoteadas, abatidas e castigadas por seres de pele rubra, chifrudos e raivosos. Não estava desesperado, muito pelo contrário: o mais desesperador era o fato de aquilo ser cotidiano, comum. Eu já vivia no inferno.

Cerrava os olhos mais uma vez, aceitando o que o destino me reservara. Esperava por algum tempo até atingir o solo, mas nada acontecia... Abria os olhos, e magicamente estava naquele quarto novamente, imobilizado pelas minhas laterais, de forma que somente minha costela saudável recostasse na malha da cama. "Era tudo um pesadelo...", pensava, indiferente, pois minha vida já era um. Em verdade, realmente havia chegado ao solo infernal daquele sonho: a realidade. Depois de refletir um pouco, sentia um estranho "ventinho" nas partes íntimas; inclinava minha cabeça para as áreas baixas do meu corpo, percebendo que estava com uma daquelas roupinhas idiotas de hospital e... quase pelado. Empurrei o tecido da camisola para baixo, dificultosamente, escondendo minha genitália. Não fiquei envergonhado, pois acredito que não havia ninguém por perto, e além disso, foda-se, não me importo com essas merdas; só me visto mesmo para evitar problemas desnecessários. Porém, para meu desconforto, lá estava ela: a mulher de antes, com as pernas sensualmente cruzadas. Invertendo a ordem de sua posição - colocando a que estava por baixo agora por cima, e vice-versa -, atraía minha atenção, deixando-me com o sentimento de estar faminto por aquelas pernas, e o que mais estivesse além delas...

- Não deveria estar se mexendo, o Dimitri não vai gostar nada disso. - Dizia, como se não estivesse nem um pouco interessada. Agora, mais desperto, percebia: era safada.

- Certo, então eu deveria continuar com o meu pinto à mostra pra você ficar olhando, né? O maluco não vai gostar, mas você já está adorando, não é mesmo? - Respondia, sarcasticamente.

Era incontrolável; punia-me na tentativa de evitar pensar muito na cocota, mas era uma situação particularmente difícil: "vestidinho curto sob um jaleco, cabelos grisalhos como os meus, pernocas sensuais... que fetiche... já dá pra brincar de médico, hehehe... EI, PORRA! Foco, dinheiro, poder... Isso aí, dinheiro e poder... e mulh.. OPA!", assim se sucedendo nesta árdua batalha interna pelos próximos minutos, batalha esta que se intensificava, pois agora conseguia vê-la com nitidez. A sala se preenchia com o maior climão, quando o médico surgiu:

- Então rapaz, primeiramente, eu sou o Dr. Dimitri Mikhailov, como é seu nome? E como você está se sentindo? - anunciava.

"Como estou me sentindo... Dimitri Mikhailov...", devaneava. As palavras do médico me lembravam que eu deveria estar brutalmente ferido, levando-me a checar o ferimento na costela, notando - pela textura abaixo do pedaço de pano que me cobria - algum tipo de bandagem no lugar e a ausência da faca. "Devo ter passado por algum procedimento médico...", imaginava. Voltava minha atenção ao rapaz, observando agora suas madeixas ruivas, antes despercebidas. Algo nele me era familiar... sua expressão me lembrava de minha mãe; séria, mas afetuosa. Pelo menos em um momento de minha vida, minha mente se encontrava livre de preconceitos, inesperadamente indo com a cara do sujeito, muito provavelmente por este assemelhar-se à figura materna de minha infância.

- Muito melhor do que antes, doutor. Ah, e meu nome é Oskar von LaMartine, antes que me esqueça. - Respondia. De fato, a rua era um lar de órfãos anônimos; estranho seria lembrar do meu nome, pois moradores de rua não passam de números para a maioria da maldita sociedade.

Aceitava meu estado limitado, e continuava deitado, sem teimosia. Aliás, não poderia fazer muita coisa, ainda que desejasse. Estava fitando o médico, tentando reconhecer mais características em comum com minha mãe, quando recordei-me:

- Err... hmm... onde estamos mesmo? - Perguntava, da forma mais natural que conseguisse.

Caso a resposta fosse algo como quartel-general da marinha, sofridamente tentaria escapar pela porta do quarto. Se tentassem me impedir, debateria-me e seguiria na tentativa de fugir. Apressaria-me para qualquer outra localidade aleatória da ilha, longe dali, lembrando das escadarias - que me foram muito dolorosas, diga-se de passagem - que subimos quando estava nos braços do homem. Se me replicasse com quaisquer outras palavras, continuaria calmo, recostado na maca. Caso o broxa - Pietro Negri - ou um marinheiro surgisse na sala, precavidamente tamparia minha boca e fecharia os olhos, fingindo uma tosse para que assim minha identificação por parte do infeliz fosse dificultada.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyQui 21 Dez 2017, 02:20



Oskar von LaMartine

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Após a pergunta do médico, Oskar ainda teve uma leve dificuldade em analisar o que lhe foi dito, por seu cérebro ainda estar levemente grogue, pois a anestesia que lhe fora aplicada era bem forte. Enquanto seu cérebro analisava de forma lenta a informação que ouvira, seus olhos rapidamente buscaram o ferimento que mais lhe agravava quando percebera que estava gravemente ferido, e seus globos oculares puderam observar a bandagem relativamente grossa no lugar da adaga que tanto lhe infringira dor. E logo após ver que a dor excruciante que sentia havia dado espaço a uma dor bem mais leve, o cérebro do rapaz finalmente terminava de processar as palavras que a si foram dirigidas, e então virou sua face de fronte para o médico, que aparentava ser tão jovem quanto o mesmo. Enquanto observava o médico, sua mente acabou associando a imagem do homem de jaleco a sua frente a sua mãe, pois os dois transmitiam sensações parecidas, algo como uma preocupação disfarçada por trás de uma feição neutra. E vendo que não devia mais deixar seus devaneios tomarem conta de sua mente, resolveu começar um diálogo com o homem, que inesperadamente sentira certa afeição.

- Muito melhor do que antes, doutor. Ah, e meu nome é Oskar von LaMartine, antes que me esqueça. – Disse o rapaz enquanto sua feição se endurecera rapidamente, mas o médico conseguiu perceber a mudança. Antes que qualquer outra palavra pudesse sair da boca de algum dos presentes, Oskar voltou a se pronunciar. - Err... hmm... onde estamos mesmo? – Questionou o rapaz receoso, ainda que estivesse se sentindo à vontade com a sensação que o médico lhe passava, não podia deixar de pensar se estaria correndo perigo de ser capturado pela Marinha, não antes que se tornasse um pirata de renome e matasse muitos dos oficiais imundos, como este os considerava, em retalhação pela vida de seu pai, que fora tirado de seus braços tão abruptamente.

- Não se preocupe com isso rapaz, estamos em um hospital, perto da costa oeste da ilha. A cirurgia foi perfeito, mas agora você precisa de descanso, três dias no mínimo se quiser continuar vivo. Mas não se preocupe pelo que eu vi antes, você e Rose vão se dar muito bem. – Disse Dimitri num tom de zombaria, direcionado para a enfermeira, que rapidamente se pronunciou. - Eu e esse pinto pequeno aí? Mas nem fodendo! Prefiro dar para aquele velho broxa aposentado. – Explodiu em irritação Rose, com uma veia se sobressaindo em sua testa. Tal ação fez o médico explodir em gargalhadas bastante altas, algo incomum para um médico.

- Depois eu volto a falar com você Oskar, agora vou precisar te dar um sonífero, preciso que descanse bastante, e qual a melhor forma de o fazê-lo se não dormindo? – Disse Dimitri para o rapaz, com os braços abertos e um sorriso leve em seu rosto, enquanto que em sua mão direita havia uma seringa, provavelmente com o sonífero. Ao terminar de falar, o médico abaixou os braços e caminhou até a cama de Oskar, que parecia estar bem, com a cama bastante confortável e os travesseiros bem leves, ao chegar na cama levantou a manga do braço esquerdo do rapaz e aplicou a seringa no mesmo. O medicamento fez efeito com bastante rapidez, e poucos minutos após a aplicação, o rapaz estava apagado.


Enquanto isso, no QG da Marinha, Pietro entrava com bastante dificuldade no salão principal, o soco no nariz e o cruzado de direita que havia levado de Oskar haviam embaralhado seu cérebro de tal forma que andar se mostrava ser um exercício de certa dificuldade. Ao terminar de adentrar o salão, o local ficou bastante tumultuado, pois apesar de Oskar não saber, Pietro fora capitão do QG de Shells Town por mais de 10 anos antes de se aposentar, então era um homem respeitado e batante influente em toda a ilha.

- O que houve vovô? – Perguntou um homem de grande estatura que corria na direção do ancião. - Quantas vezes eu já lhe disse Thor, um homem importante não pode agir tão descuidadamente em público. – Disse o aposentado repreendendo seu neto, Hamaku Thor, o atual regente da ilha. - Me leve para fazer um retrato falado  do garoto, eu quero que tragam-no aqui. – Disse Pietro, sendo levado por Thor a um homem, e depois de 1 hora estava com um desenho em mãos.

- Não se preocupe vovô, vou fazer com que todos os soldados tenham uma cópia deste desenho até o final do dia para capturar o garoto. – Disse o homem com seriedade. - Ótimo! – Comentou Pietro sorrindo e dando as costas ao homem e indo com dificuldade até a enfermaria do QG.

Legenda:
Oskar
Rose
Dimitri
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Pietro


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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyQui 21 Dez 2017, 23:54

A maca, tão confortável, começava a me incomodar; a rispidez do concreto é minha cama, e não este luxo de criança criada com vó. Aliás, de vez em quando, eu batia em uns tipinhos desses por aí. Otários educados em apartamentos; nunca serão nativos da rua... Foram bons momentos, era engraçado vê-los chamar por suas mães, e prazeroso sentir a mão dormente depois de ter surrado-os dos pés à cabeça.

- Não se preocupe com isso rapaz, estamos em um hospital, perto da costa oeste da ilha. A cirurgia foi perfeita, mas agora você precisa de descanso, três dias no mínimo se quiser continuar vivo. Mas não se preocupe pelo que eu vi antes, você e Rose vão se dar muito bem. - Interrompia minha empolgação interna, distanciando-me de minha memória febril, rebaixando-me à posição de minhas vítimas.

As lembranças saudosas eram reduzidas a momentos de humilhação: um homem vendo-me nu! Vergonhoso! O fato de a mulher ter visto meu pênis até é aceitável, mas macho, não, cara... E outra: três dias nessa merda enquanto o mundo deve estar acabando lá fora, pois o velho broxa provavelmente deve ter alertado a marinha, rádio e a porra toda. Ainda irritado, vem o ultimato, como um soco no estômago:

- Eu e esse pinto pequeno aí? Mas nem fodendo! Prefiro dar para aquele velho broxa aposentado. - Esta fora a gota d'água. Vagabunda.

O médico ria, como se fosse parte de uma plateia daquele showzinho que a imbecil orquestrava à minha frente, ao passo que a atração que outrora sentira pela megera se desfazia como poeira ao vento pela ofensa que me fizera. Vadia. Minha expressão facial se fechava tal qual uma tempestade raivosa, atiçado como cobra traiçoeira; quase conseguia ouvir um chocalho a balançar ao fundo, sinônimo de que meu bote estava próximo. Jamais xingue o tamanho do instrumento de um homem, é a pior afronta que alguém poderia fazer. Ela verá! Pequeno até eu met...

- Depois eu volto a falar com você Oskar, agora vou precisar te dar um sonífero, preciso que descanse bastante, e qual a melhor forma de o fazê-lo se não dormindo? - Intercedia em meus pensamentos calorosos, talvez até mesmo impedindo um avanço revoltado em direção a moça. Estranhamente, ele me acalmava, provavelmente por estar assemelhando-se ao jeito de minha mãe.

"Espera, o que ele havia falado mesmo?", pensava, lembrando em seguida da palavra sonífero. Merda. Vai me fazer dormir de novo... igualzinho à mamãe, cortando minha onda justo quando estava a ficar com a sensação de que já estava pronto para socar a fuça de Pietro novamente, novinho em folha. Como imaginei, o rapaz se aproximava, aplicando-me uma injeção; o primeiro contato doía, mas a dor afunilava em seguida, mais aparentando ser uma picada de mosquito. Olhava os dois, e notava que me observavam como se estivessem me esperando pegar no sono para fazerem alguma arte por aí. Minhas pálpebras ficavam cada vez mais pesadas, quando lembrei-me de que, se dormisse mais uma vez, o mesmo pesadelo poderia se repetir; não me importava muito, visto que aquilo ali era como uma amostra grátis do que me cercava no mundo real. Não aguentando mais, pisco e, ao abrir os olhos novamente, lá estava eu, agora no meio daquela atmosfera escarlate, não mais em queda livre.

- Tsc, de novo, não... - Dizia, entediado, de alguma forma sabendo que nada daquilo era real. Um daqueles sonhos conscientes. No fim das contas, perda de tempo do mesmo jeito.

Um dos chifrudos se aproximava, altivo, erguendo um chicote contra mim. O infeliz sorria maldosamente de canto, e lançava a arma, já sentindo o prazer que o estalo do ricochete sobre meu corpo lhe traria. Ledo engano. Antes que pudesse atingir-me, minha mão direita vai ao encontro, tomando o impacto. O sorriso da criatura se desfazia em um arregalar de olhos, assustado.

- Se este é o inferno, eu sou seu rei, servo. Reverencie! - Vociferava, enquanto minha voz ecoava por todo o local, magicamente.

Sob aquela declaração, todo o barulho proveniente do ambiente cessa imediatamente, enquanto o rubro a minha frente se curvava, dando início a uma sequência de venerações. Em segundos, todos se curvavam perante mim, pouco a pouco. Demônios, humanos condenados e quem quer que ali estivesse, dobravam seus joelhos e abaixavam suas cabeças.

- Foice e trono, escravo! RÁPIDO! - Ordenava ao que antes tentara me agredir.

Respeitosamente, este urrava em um chamado infernal, e um trono prateado se erguia do solo ardente. Em seu assento, minha foice; pegava-a em punho, admirando-a de cima a baixo por um instante. Sua lâmina reluzia em um vermelho-sangue único, cor que jamais seria alcançada na realidade, com um cabo metálico dotado de detalhes incrustados em diamantes escarlates. Sentava, satisfeito, segurando a arma ao meu lado canhoto, proclamando em seguida:

- Seu imperador prospera! Continuem, cães!

Minha luxuosa cadeira se erguia em um altar a dois metros do chão, me permitindo observar a crueldade de camarote, ao passo que um coro uníssono retumbava por todo o inferno, em comemoração, e os castigos continuavam...

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptySex 22 Dez 2017, 18:47



Oskar von LaMartine

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Perdendo a consciência lentamente, Oskar tentou manter-se acordado, pois não queria que seus velhos pesadelos voltassem para atormentá-lo, como sempre acontecia toda vez que pregava os olhos, fosse onde estivesse, mas nem sua vontade foi suficiente para que se mantivesse consciente, e assim seu corpo entrou em descanso, mas sua mente ainda não poderia descansar devido as imagens que o importunavam. Assim que tiveram certeza de que o rapaz já havia sucumbido ao sono, Dimitri e Rose se sentaram e deram um suspiro cansado, os dois estiveram de plantão desde o dia anterior, quando o médico trouxera o aspirante de pirata para o hospital.

- O que será que o deixou assim? – Lançou Rose no ar, pensando o que acontecera para deixar Oskar com tais ferimentos. - Não é tão fácil conseguir ferimentos assim, ele foi atacado por alguém, agora nos resta saber quem o atacou. – Disse a enfermeira, olhando-o com certa pena. - Eu não preciso saber disso, se ele estiver vivo pra mim já está ótimo. – Disse o médico emburrado, virando o rosto para a porta, longe de Rose e Oskar. - Ai, você sempre emburrado quando eu falo essas coisas né. Hahahahahha. – Riu Rose da face de Dimitri, que em sua opinião ficava fofo.

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Na base da Marinha, o Sargento Hamaku Thor, havia reunido todos os Marinheiros daquela base, como havia prometido a seu avô, Pietro. - Atenção soldados e tenentes, eu peço que venham um de cada vez para pegarem um cartaz de um garoto que quero que capturem. Ele teve a ousadia de levantar suas mão para bater no ex-capitão Pietro. – Disse Thor, demonstrando uma raiva que os marinheiros que escutavam o homem poucas vezes haviam visto. - E eu o quero capturado o mais rápido possível, entendidos? – Deu a ordem Thor com uma expressão de seriedade, e os soldados rapidamente responderam. - Sim, senhor Thor-sama. – Anunciaram com convicção de que conseguiriam atender ao pedido de seu líder.

De um em um, os Marinheiros foram pegar uma cópia do retrato falado de Oskar, e quando todos tinham uma cópia em suas mãos, todos foram em direção à saída com a determinação de encontrar o bandido que fora capaz de atingir um antigo capitão da Marinha.

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O dia se passou com uma velocidade estrondosa para os habitantes de Shells Town, como se o universo quisesse que o encontro futuro entre Oskar e a Marinha ocorresse logo. No hospital, as coisas foram bem tranquilas, poucas pessoas tiveram de ir para o estabelecimento, e as que compareceram, nada grave tinham, apenas um mal-estar passageiro, um machucado leve, e coisas semelhantes a essas, o único paciente que ainda se mantinha no local ao anoitecer era Oskar, que ainda estava adormecido, já que o sedativo dado a si era forte o bastante para que este pudesse passar mais de um dia adormecido, e enfim acabara o plantão de Dimitri e Rose, os dois foram para suas respectivas casas, e teriam folga no dia seguinte.

Ao amanhecer, no dia seguinte apesar da folga, Dimitri se encaminhara bem cedo para o hospital, no local, os funcionários se encontravam confusos. - Bom dia, doutor. O senhor não está de folga hoje? – Perguntou uma das recepcionistas para o médico, que rapidamente lhe respondeu. - Bom dia, eu estou aqui só pra ver meu paciente que está internado – Disse Dimitri para a recepcionista, que entendeu e deixou-o subir sem falar mais nada.

Quando Dimitri chegou no quarto de Oskar, este estava acordado, estava sentado, parecia confuso. - Bom dia Oskar, como está se sentindo? Melhor do que ontem? – Perguntou ao rapaz, que naquele momento finalmente notara a presença do médico na sala.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptySab 23 Dez 2017, 00:55

A bagunça desgovernada do inferno continuava, irreverente. Meu trono era o único lugar seguro, enquanto à minha frente se reluzia uma luz rubra, proveniente da grotesca nuvem de sangue dos condenados que se misturava com o padrão já avermelhado daquele fim de mundo, em um festival de horrores que causaria embrulhos no estômago a qualquer humano normal. Entretanto, eu sou a peste que rege este abismo de perdição, o demônio chefe. Em um estalar de dedos, tudo cessa, e em outro, prossegue-se como se nada tivesse acontecido, ao meu bel prazer... Usufruindo de tal poder, assistia a tudo de camarote; criaturas espremidas umas contra as outras se socavam pelos cantos, muitas vezes as impedindo até mesmo de movimentarem-se, sendo chicoteadas e injuriadas pelos chifrudos, e outras tantas outras cenas que nem sequer poderia descrever sob a lente de meus olhos - mesmo que particularmente indiferentes - ainda humanos, pela complexidade que tal frieza chegara. É correto afirmar que sou um homem insensível e apático - inescrupuloso até, eu diria -, mas o que acontecia ao meu redor me causava certo desconforto, como se estivesse a reativar a essência que perdi ainda na infância: a humanidade. Poderia até ser considerado o que sou para os padrões humanos, mas para os demônios dali, eu era um iniciante na crueldade; me perguntava como que poderia ser o Rei deste submundo, pois era limitado por ainda ser um homem, de carne e osso. Tentava não me importar muito com o sentimento que crescia em meu peito, pois sabia que tudo aquilo era apenas ilusão.

Após certo tempo, uma fumaça negra surge ao chão, ao passo que o inferno seguia sua festa perversa, indiferente ao misterioso evento. A névoa trazia consigo um invólucro que aos poucos fez se materializar figuras peculiares: Pietro Negri, com uma navalha sedenta sob o pescoço de minha mãe, com um sarcástico e maldosamente saudoso sorriso esboçado entre seus lábios. Em resposta, meu corpo instintivamente se arrepiava por inteiro e uma surpreendente explosão púrpura se estendia à minha volta, em forma de aura, rasgando o vazio e o que mais houvesse. A luz se intensificava, tornando-se impossível olhar diretamente em minha direção; após alguns instantes, gradativamente se apaga, revelando meu novo físico: um ser corpulento, desprovido de qualquer característica humana, de pele lilás, áspera e rígida; não havia mais cabelo, e haviam chifres ao meu topo. Apreciava a nova aparência juntamente a minha mente igualmente renovada, que não mais havia nem sequer um resquício de benevolência. Inexpressivo, avançava em direção ao velho, que assustado, largava minha progenitora ao chão. Antes mesmo que pudesse implorar por sua vida, golpeio-o diagonalmente com minha foice, dando início a um estranho vazamento em seu peitoral: um líquido escuro e opaco tomava o lugar do sangue que deveria estar a jorrar, levando o homem ao chão, de joelhos.

- Não, filho! Não era isso que eu queria que você virasse... se continuar, minha morte terá sido em vão! MUDE ENQUANTO HÁ TEMPO, MEU FILHO! - gritava minha mãe, ardente em seu amor maternal, desaparecendo. Entendo. Tal declaração permitia-me deduzir que ela realmente havia morrido. Digeria tal fato com muita dificuldade, enquanto meu corpo se indefinia e brigava consigo próprio, configurando-me em um híbrido de besta e humano, regredindo a transformação, completamente paralisado... Um lapso temporal pausava tudo, e eu acordava.

Meus olhos abriam rapidamente ao passo que saltava do travesseiro, erguendo meu tronco levemente, apavorado. "Porra!", pensava, esfregando minha mão direita sobre meus olhos, tentando despertar-me mais. O pesadelo era como uma mensagem que a mulher que me formou enviava do além, o que me fazia pensar - sob minha concepção - que ela jamais iria para o inferno. "Foda-se essa baboseira, tudo mentira. É apenas minha imaginação, essa merda!", franzia a testa, convencendo-me. Olhava ao redor, concluindo que ainda estava naquele maldito quarto, naquela posição horrível de se estar deitado, e notava que estava sem minha jaqueta, acontecimento que não havia percebido no último despertar. Estava rasgada e imprestável, mas ainda me valia emocionalmente; usara a mesma durante muito tempo em minha infância. Porém, indiferentemente, retiro-a de meus pensamentos rapidamente, voltando a raciocinar o que ocorrera durante todo o sonho.

- Bom dia Oskar, como está se sentindo? Melhor do que ontem? - uma voz já conhecida marcava presença.

Direcionava meu olhar para o sentido que a frase fora disparada, com um semblante curioso, deparando-me com o doutor Mikhailov. Como de costume, somente lembrava-me de sua pergunta após alguns momentos, pois seus trejeitos similares aos de minha progenitora ainda me inquietavam. Esboçava uma expressão de apreensão, pensando: "Bom dia... dia... dias... HÁ QUANTO TEMPO ESTOU AQUI?!"

- Estou melhor, doutor. Ah, bom dia! - falava o mais veloz que conseguia, esquecendo-me por um instante da já falecida educação que um dia possuíra, para ir direto ao ponto que queria. - Doutor, estou sendo tratado há quanto tempo?! - indagava, em uma de minhas raras manifestações de emoção, ainda que pouco intensa; estava preocupado com as possibilidades que poderiam estar acontecendo lá fora, na cidade.

Por uma razão desconhecida, Dimitri fazia meu inconsciente procurar ser o mais sutil que conseguisse, ainda que meu máximo de sutileza fosse pouco se comparado aos dos demais. Após sua resposta, perguntaria quanto tempo demoraria para estar curado, como um bom leigo em medicina. Se fosse algo como "mais do que uma semana", demonstraria estar boquiaberto, insatisfeito. Caso contrário, apenas assentiria com a cabeça; ainda sentia as dores, e uma tímida afirmação seria suficiente, intimamente confirmando a mim mesmo a própria dor e aceitando o tratamento que este me propusera. Se quaisquer figura suspeita aparecesse - que nesta situação seria qualquer um que não o próprio médico ou sua assistente -, fingiria uma tosse, forçosamente tampando minha boca com ambas as mãos e cerrando os olhos o máximo que conseguisse, para que minha identificação fosse dificultada. Negaria veementemente ser quem sou, se acusado.

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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptyDom 24 Dez 2017, 02:46



Oskar von LaMartine

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Reconhecendo o homem que o fizera despertar de seu transe, Oskar virou-se para Dimitri, procurando esquecer do perturbador sonho que tivera, deixando em si ainda mais a certeza da morte de sua mãe, que lhe dera um misto entre conselho e mensagem. - Estou melhor, doutor. Ah, bom dia! – Cumprimentou o rapaz, ainda confuso de quanto tempo se encontrava no hospital. - Doutor, estou sendo tratado a quanto tempo? – Perguntou o rapaz, procurando sanar sua dúvida. Dimitri vendo que o rapaz estava aflito por ter de estar muito tempo parado sem poder fazer nada, deu uma risada baixa e logo respondeu-o. - Dois dias apenas Oskar, ainda falta no mínimo mais um dia antes que eu possa te liberar. – Disse o médico, para o alívio do rapaz, que pareceu suspirar, já que como antigo morador de rua, era difícil para estes terem de ficar parados, sem poder fazer nada.

Ao final da frase, acabou ficando um silêncio pesado, e para espantá-lo, o Dr. Mikhailov tornou a falar. - Eu não deveria fazê-lo, mas pelo que vejo você parece estar entediado e cansado de ficar enfurnado nessa cama, então eu posso te ensinar alguma coisa que tenha relação com a medicina, e ai o que acha? – Propôs este para Oskar, que pareceu se remexer em seu lugar, mas o médico não pôde dizer com certeza, e apenas esperava a resposta do rapaz.

---------------------------------------------------------------

Enquanto isso do lado de fora do hospital, as coisas estavam ficando cada vez mais tensas, na ânsia de encontrar Oskar, alguns Marinheiros estavam passando dos limites, invadiam casas, lojas, prédios, bibliotecas, supermercados, bares, etc. E interrogavam as pessoas de maneira brusca, incomodando-as e, vez ou outra, até ferindo-as. Até que finalmente chegaram ao Hospital.

- Ei, algum de vocês viram esse cara? – Perguntou um Tenente da Marinha para as atendentes do local. - Esse rosto me lembra alguém. – Disse uma atendente de forma pensativa, mas que deixou o Marinheiro agitado. - Onde você o viu? Rápido, me diga! – Esbravejou o homem, assustando a mulher, que se encolheu de medo, mas rapidamente foi procurar nas fichas de atendimentos se a pessoa que o homem procurava já havia passado por ali.

Para a sorte da mulher, esta encontrou a ficha de Oskar, e viu que era a mesma pessoa que o Marinheiro procurava, como não queria problemas com a Marinha, rapidamente ela disse aonde o rapaz estava. - Ele está no terceiro andar, sala 315. – Sem nem agradecer a atendente, o Tenente saiu em disparada na direção das escadas, queria capturar o platinado o quanto antes. - Esse maldito vai pagar por ousar encostar suas mãos imundas no Pietro-sama. – Rosnou em voz baixa o Tenente enquanto subia as escadas o mais rápido que podia.

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Oskar
Dimitri
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MensagemAssunto: Re: Le voleur de coeurs - Un conte   Le voleur de coeurs - Un conte - Página 2 EmptySeg 25 Dez 2017, 15:22

O O médico respondia-me, com uma risadinha que interpretei como um maldoso sarcasmo, mas ainda assim proporcionando um alívio reconfortante. "Ufa..", pensava, indiferente a seu riso que me parecera zombaria; perda de tempo é a pior dor que poderia ser sentida para alguém que está determinado a conquistar algo, e isto vai de encontro às minhas metas: eu desejava poder como jamais havia desejado antes, como um sedento, e cada segundo sem ele era como mais um corte que surgia ao meu corpo, como se Pietro ainda não tivesse me castigado o bastante. Precisava reclamar minha indenização ao mundo pelo sofrimento que este me proporcionara, e o poder era o que causaria isto. Imaginava em minhas mão, tão real e palpável como um objeto: ilhas inteiras sob meu domínio, pessoas importantes ao um estalar de dedos, autoridade e até reinos inteiros... da forma que havia visto no sonho! Como minha mãe disse, ela não queria que eu me tornasse isto... já basta de fracasso, não serei mais este mendigo fedorento e moribundo; ela quer que eu alcance meu trono e construa meu império, deveria ser isso que estava a tentar me dizer, pois não há outra alternativa, pelo menos em minha perspectiva... Entretanto, contraditoriamente, estava entre as quatro paredes de um maldito quarto de hospital, limitado por precisar recuperar-me destes ferimentos. Começava a pensar sobre como aquele cheiro de hospital era uma bosta, e que de tanto tempo ali este já se impregnava em minha roupa, quando o ruivo à minha frente sugere o aprendizado de algo relacionado a medicina. Até agora calado, provavelmente provocando apreensão ao rapaz, levanto minha sobrancelha em leve curiosidade. Porém, até que mataria o tédio... aliás, pensando melhor, é ótimo para saber onde golpear os otários; cômico que, nas minhas mãos, até o que foi criado para salvar vidas pode ser usado para terminá-las, mas é a mais pura verdade.

- Manda aí. - dizia, já com um sorriso malicioso estampado pela ansiedade de aprender, visto que serviria para finalizar lutas mais rapidamente.

~ Aprendizado de Perícia - ANATOMIA HUMANA ~

O cara se virava para a porta, indo embora sem mais trocar uma palavra. "Fez isso só pra me sacanear?", me questionava, formando uma carranca, certo de que este não voltaria mais tão cedo. Já com insatisfação suficiente para cruzar meus braços, o homem voltava à sala após umas dezenas de minutos, com um livro em suas mãos. Ele se prostrava ao lado da cama, aparentemente procurando uma página em específico, concentrado. Alguns instantes se passavam, e ele finalmente entregava a enciclopédia em minhas mãos, empolgado.

- Aqui, leia! - solicitava, entusiasmado.

Entre o mofo e as teias de aranha que já se formavam entre as páginas amareladas, notavam-se algumas imagens peculiares; pedaços avermelhados, ramificações estranhas e afins. Começava a ler, estranhamente ávido para descobrir o que seria aquilo. "O corpo humano, quando não apresenta nenhuma deficiência, apresenta duzentos e seis ossos, divididos entre curtos, laminares, irregulares, pneumáticos e sesamoides [...]", descrevia o livro, em um linguajar que nunca antes havia conhecido, mas não me desanimando a descobrir o que eram aqueles formatos estranhos. "[...] os curtos são equivalentes em suas dimensões (largura, comprimento e espessura), e por terem esta forma proporcional, estão em nossas mãos e pés, para nos proporcionar equilíbrio, membros que essencialmente necessitam desta característica". Seguia-se de uma imagem de uma mão humana, em sua forma esquelética:

Spoiler:
 

"Já os laminares...", prosseguia, "são planos, localizados em partes específicas da cabeça, para proporcionar proteção e, pela sua forma, também são perfeitos para inserção de músculos, que veremos mais a frente", continuava, mostrando-se didático. Seguia lendo este, que explicava sobre os alongados, que são longos e achatados, sendo usados para preencher as costelas; irregulares, que possuem formas complexas e incomuns, presentes nas vértebras (coluna); sesamoides, servindo como apoio para os tendões, para as plantas dos pés e das palmas, e nos joelhos, nas patelas - ossos na extremidade dos joelhos, contava a página amarelada -; os pneumáticos, ocos por dentro e com pequeno peso em comparação com seu volume. Dizia-se que este último se encontrava na... esfenoide, mas não fazia a mínima ideia do que era isso, e a enciclopédia sequer fazia questão de explicitar.

- Cara... com todo o respeito, mas o que merdas é esfenoide? - perguntava, com certa marra.

- É o osso que fica por dentro de seu rosto, "atrás" do nariz, em sua base. - dizia, soltando uma leve risadinha de desdém.

- Ah, tá... Hahaha. - afirmava que havia entendido, soltando uma gargalhada por lembrar que fora bem ali que acertara a fuça de Pietro.

Voltava o olhar ao livro, percebendo que a página havia terminado. Lentamente, ainda absorvendo o conhecimento, devolvo-o ao doutor, ainda inexpressivo, sem balbuciar palavra alguma.

- Terminou, né? - indagava, obtendo a resposta com meu leve balançar vertical de cabeça. - Certo, eu continuo daqui. Esse volume é muito técnico daqui para frente, e é melhor que eu explique para que você entenda. - anunciava, fazendo com que eu me sinta burro com sua fala, irritando-me. Tentando ignorar minha irritação, prestava atenção ao ruivo:

- Certo. Como você viu, esse é o sistema esquelético. Porém, existem outros, que são o cardiovascular, respiratório, digestório, nervoso, sensorial, endócrino, excretor, urinário, reprodutor, muscular, imunológico, linfático e tegumentar. - as nomenclaturas me soavam como comidas estragadas, sendo péssimo aos ouvidos. Bocejava, notando que ainda seria longo, mas valeria a pena...

- O cardiovascular, que basicamente tem como principal o coração, é o responsável por bombear sangue e oxigênio por todo o corpo. Sem ele, haveria um acúmulo desses nutrientes em uma parte só, sem distribuir pelo corpo. - demonstrava uma notável expressão de surpresa, percebendo que as partes avermelhadas que havia visto na enciclopédia realmente eram partes do nosso físico. - Ele depende de canais presentes por toda a extensão de nosso corpo, que são as artérias e as veias. Os primeiros são os canais que saem do coração para o corpo, e os segundos são os que fazem a operação inversa. - até agora, conseguia entender bem, talvez por este estar sempre gesticulando e vociferando de maneira clara, indicando onde ficava cada órgão que este citava. Assentia com a cabeça, sério, e este prosseguia ao meu sinal: - Passando para o respiratório, que é o responsável pela aquisição de gás oxigênio para o sangue, retirando da atmosfera. Em troca, expulsamos o gás carbônico de nossas células para fora. O sistema em questão depende da cavidade nasal, basicamente sendo nossos narizes e o que está além dele, e os pulmões. Na prática, você respira e o ar passa pela faringe, um tubo após a garganta. Após, passa pela epiglote e laringe - que servem para contrair ou deixar alimentos passarem -, esta última que também é a detentora das cordas vocais. Por fim, o oxigênio passa pela traqueia, que serve como um filtro. Finalmente, chega aos pulmões, que são a central de comando deste processo, fazendo contato direto com o sangue, para que este encaminhe o gás para as outras áreas e também retirando das células o gás carbônico que havia citado antes, mandando-as para fora. - ele recuperava o fôlego, ironicamente fazendo alusão ao que acabara de explicar. - Depois, tem o sistema digestório, que decompõe os alimentos para que sirvam como nutrientes ao corpo. É como um decodificador: ele "quebra" a comida para que suas partes mais nutritivas nos sirvam. Executa este processo por meio do ácido clorídrico... - interrompia-o, assustado: - Como assim? Ácido dentro do corpo?! - questionava, surpreso. - Exatamente. Porém, o revestimento do estômago nos protege de qualquer mal que o envolva, fique tranquilo. - elucidava, acalmando-me e levando minha mão a barriga, ingenuamente e comicamente acariciando-a. - Porém, existem muitas partes dos alimentos que não interessa ao nosso corpo. Esses aglomerados, nosso metabolismo joga fora por meio da urina - xixi - e fezes, que significa cocô ou merda... - impedia-o de avançar, com outra dúvida. - O que é metabolismo, cara? - tal questionamento fazia-o levar as mãos ao rosto, em decepção. - É o conjunto de transformações que acontecem dentro da gente... a respiração, cocô, xixi, o bombeamento do sangue, tudo isso. - clareava minha mente.

As aulas se sucederam por mais alguns momentos, revisando até mesmo o que ele já havia dito, avançando e voltando várias vezes, de forma que não conseguisse deduzir quanto tempo havia se passado. Um certo entusiasmo havia nascido em mim pela matéria em questão; o tema, misteriosamente, me interessou. Não por poder salvar alguém, mas por ficar mais fácil derrotar os incômodos. Ele explicou sobre todos os sistemas que ainda restavam, e eu percebia que entre um sistema e outro haviam pontos cegos, vãos entre eles; como no diafragma, uma porção muscular que apoia as respirações, oferecendo espaço para a entrada de ar nos pulmões. Se golpeado, gera uma instabilidade no humano, por impedir a entrada de ar e por este estar também logo acima do estômago, acertando um elo entre os sistemas respiratório e digestório.

- Por fim, agora que ensinei tudo, lhe proponho um teste: eu vou falar um membro, e você vai me falar onde ele está... é o máximo que dá para fazer com você nessas condições. VALENDO! FÊMUR!

Ainda raciocinava o que ele havia me falado, quando começo a rebuscar ferozmente o que me pedira subitamente, rapidamente apontando para o osso que habitava nas coxas, em meu corpo. Olhava Dimitri, buscando alguma aprovação, encontrando seu polegar levantado em afirmação.

- PATELA! - sem sequer ter tempo para suspirar, a atividade voltava.

Fechava os olhos, procurando em minha mente tal osso. Após certos instantes, arregalava os olhos, em sinal de que havia achado, posicionando minha mão sobre o joelho, levando o médico a repetir o mesmo gesto de antes.

- BIGORNA!

Desta vez, sem mesmo pensar, apontava para meu ouvido esquerdo, lugar em que tal ramificação se encontrava.

- Está pronto. - respondia, em réplica.

~ Fim do Aprendizado de Perícia - ANATOMIA HUMANA ~

Felicitava-me pelo aprendizado, esboçando um sorriso no rosto. Era uma das raras vezes em que de fato sentia real orgulho pela conquista, sentimento saudável e apropriado quando em doses moderadas. Fazia tempo que não me sentia digno de tal emoção. Amortecendo o impacto deste aprendizado, reerguia minha guarda. Caso alguém que não fosse o médico ou sua auxiliar aparecessem, fingiria um pigarro misturado com tosses, tampando minha boca e cerrando meus olhos até que o(s) sujeito(s) saísse(m) de cena. Mesmo que tentassem interagir comigo, dissimularia continuando a tossir, intensificando o ato, como se estivesse a piorar.

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