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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - Ameaça Vermelha

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MensagemAssunto: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptyDom 03 Dez 2017, 14:17

Relembrando a primeira mensagem :

I - Ameaça Vermelha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Agnes Glaskov. A qual não possui narrador definido.


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Agnes Ikov
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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptyQui 14 Dez 2017, 22:55

AMEAÇA VERMELHA



A ideia de sacrificar alguém por um bem maior era uma opção. E se Cina estivesse morta? Agnes tinha noção da possibilidade de encontrar Killer Jack e Ada vivos, mas e Cina? A menina loira era a que mais importava, e também era a mais provável de estar morta. Agnes nunca se esqueceria do momento em que vira o flash da batalha entre o homem de barbas ruivas e sua amiga. Espera! Por que? Ela queria saber o motivo da sua mente lembra-la daquilo! Sempre foi e talvez sempre será assim? Era isso que ela tinha que entender? A mente da garota nunca ia obedece-la então. E sempre iria lhe fazer lembrar daquilo que queria esquecer. O certo a se fazer era aprender a conviver com as más lembranças, não é mesmo? Usá-las como os degraus que te levarão a ascensão. Sim, era aquilo! Agnes precisava daquilo. Com sua amiga morta, quem continuaria os passos à liberdade? Agnes! E não Ada e muito menos Killer Jack.  Era ela que comandaria o novo bando daqueles que mudarão o mundo para sempre, daqueles que acabarão com as desigualdades e injustiças, daqueles que mancharão o mar azul de vermelho: a cor da revolução! Com o único guarda consciente em seus peitos, e Bob ainda no chão, ela pensava em como dar um fim aquilo tudo. Ainda assim, não podia se esquecer do novo “empecilho” que aparecera. Mas não tinha com o que se preocupar, pois ela acabaria com ambos, e Bob seria o seu sacrifício. “Quanto mais pessoas você ama, mais fraco você é”, pensaria, relacionando o amor daquela frase à compaixão tida pelo homem que ainda era um desconhecido para a jovem. Agora, ela só tinha que se livrar, ou melhor, matar aquele guarda. Aliás, uma revolução não acontece sem sangue.

Aproveitando-se da distração que seus seios provocavam no guarda, Agnes tentaria desprender o chicote de uma de suas perna com a outra, fazendo movimentos com a sola do sapato desta perna livre em direção ao calcanhar daquela com a arma. Depois, balançaria o pé para se livrar daquilo. Sem demora, cerraria seu punho direito e, em seguida, usufruindo de sua força, atingiria a lateral da cabeça opositora a fim de desacorda-lo finalmente. Depois de deixa-lo provavelmente inconsciente ou mais desnorteado do que já estava, célere, aproximaria sua mão da adaga do inimigo e agarraria em seu cabo. Após isso, ainda tentando ser o mais rápida possível, colocaria as mãos nos dois ombros do guarda e o levantaria, empurrando-o para o lado e deixando-o de barriga para cima. Estaria pronto, era aquilo que ela queria. Com a fala do novo inimigo em sua mente, Agnes iria rapidamente até o abdome do guarda e ali sentaria. Caso ele ainda estivesse acordado, a mesma colocaria seus joelhos em ambos cotovelos do inimigo para mobilizá-lo. Por fim, sua mão esquerda pressionaria a cabeça do guarda contra o chão, enquanto a mão direita – armada com a adaga – se aproximaria do pescoço do mesmo.

Festa?! Acredito que esta já terminou. Me desculpe, mas chegou atrasado. – Diria, olhando para o novo Após aquilo, num só movimento, Agnes arrastaria a lamina da arma pelo pescoço do guarda, afundando-a enquanto o rasgava para sentir sua laringe. – Estou fraca. Uma luta agora seria covardia. Aliás, quer mais covardia que esta? Dois guardas contra uma simples e desarmada garota. Mas, não pense que irei sair dessa ilha sem você me provar... Agora, eu preciso voltar revigorada para o banquete, quer me experimentar fraca e cansada? Será como saborear uma comida sem temperos! – Agnes entenderia que uma próxima luta seria como um suicídio, por isso, tinha que usar uma das poucas habilidades que lhe eram garantidas para fugir dali: a lábia.

Esperando que o homem fosse envolvido pelo poder de sua fala, Agnes se levantaria, com a adaga de seu inimigo em mãos, e daria início a uma corrida em direção ao lado oposto de toda aquela confusão. Caso seu “novo oponente” a seguisse, Agnes começaria a andar em ziguezague a fim de desviar dos futuros ataques de seu oponente. Seu novo objetivo de viagem seria a floresta da região; o lugar que o possível Killer Jack tinha ido. Por isso, assim que visse indícios de floresta, para lá seguiria e dentro desta buscaria uma árvore com bastantes folhas para subir e se esconder, um buraco que não apresentasse perigo iminente para entrar ou arbustos grandes, também para entrar. Depois de achar algum desses esconderijos, faria os respectivos processos para adentrar neste e ali aguardaria até ter certeza que não estava sendo perseguida. Para obter sucesso na chegada até a floresta, Agnes entraria no primeiro beco que desse em um caminho até a floresta, e lá forçaria ainda mais suas pernas para ser mais veloz, e sempre andando em ziguezague.


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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySex 15 Dez 2017, 10:00

~ A se ela soubesse... ~

Agnes pensava demais em sua irmã de consideração Cina, porém, no fundo, só tinha esperanças de encontrar seus outros dois companheiros Killer Jack e Ada. Não que de fato houvesse grandes provas de que eles passaram pelo vilarejo, mas afinal, a esperança é mesmo o sentimento mais comum ao ser humano, e é o que permite que a boxeadora mantenha a sanidade nesse momento. Carregando toda essa bagagem emocional, lançou diversos socos na cabeça do guarda sobre ela, logo após se desvencilhar do chicote enrolado nas pernas, observou que o mesmo tombou sozinho para o lado já desacordado.

Sentada sob o abdômen daquele infeliz, a garota poderia ver que o mesmo possuía alguns papéis no bolso da frente da camisa, e se assim desejasse, poderia levá-los consigo para ler mais tarde. A pessoa a sua frente permaneceu em pé, imóvel, enquanto protagonizava-se uma saída pela tangente. O discurso utilizado fora apreciado, porque podia-se notar o balançar da cabeça do novo inimigo em sinal de concordância. Foi o momento de distração necessário para que Agnes pegasse uma adaga do guarda desmaiado e partisse na direção oposta rumo a floresta. Correndo e olhando pra trás para saber se não estava sendo seguida, o último guarda ficara para trás em segundos, e sua voz abafada pela máscara fora ouvida mais uma vez enquanto o mesmo esticou para fora da capa o braço bronzeado. – Espera… Com uma última olhada antes de ganhar a floresta Agnes perceberia aquele indivíduo se aproximando de Bob, e o grito do velho entalhador foi o último som que a garota ouviu já distante do vilarejo. – Aaaaaahhhhhggggrrrhh!

Pobre Bob “Bêbado” Harrys, uma pessoa humilde e batalhadora tentando sobreviver, possuidor do dom de falar de si mesmo na terceira pessoa, não tinha muitas posses, nem muita instrução, proseava errado e lhe faltava um dente ou dois, mas não merecia terminar sendo jogado numa vala qualquer sem identificação, o destino as vezes é cruel sem a menor razão aparente. De outro lado, correndo e correndo pela floresta, até encontrar um possível esconderijo, uma árvore cheia de raízes sob a terra parecia um bom lugar, devido ao nível mais elevado escondido criado pelas raízes, estaria com a vantagem do terreno caso alguém passasse por ali, enquanto esperou perdeu um pouco a noção do tempo, sendo que a vigília seria interrompida por seu próprio estômago roncando. Aparentemente era seguro dizer que não fora seguida.

Ao olhar em volta poderia situar que a floresta não era “super” densa, a ponto de ser necessário sair cortando mato, mas era uma mata fechada, onde seria necessário ir desviando dos obstáculos a todo o tempo, pelo caminho animais silvestres, tal como o mico-leão de juba roxa, o sapo verde e rosa, e o pavão de calda pelada e penas hipnotizantes podiam ser vistos, além é claro de centenas de canários de todas as cores. Para quem soubesse apreciar seria uma visão reconfortante pois a vegetação também melhorava ao longo do caminho, ficando mais verde, mais agradável, som de água corrente esfriava de forma deliciosa o clima daquele local, parecia um convite seguir os animais, afinal, tais criaturas não vivem longe de comida.

Optando por seguir adiante, logo estaria em meio a um oásis na mata, um pequeno lago, era uma nascente natural de onde água escorria formando um pequeno córrego a partir do nada, em meio a esse lugar havia frutas de várias espécies, e até por isso uma criança que ali devia brincar, comia um mamão partido ao meio com as próprias mãos sentado embaixo do pé, o suco da fruta escorria por entre os dedos, que agora acenavam diretamente para Agnes.

– Olá! Tudo bem? Caso fosse perguntado o menino responderia.

– Eu moro na floresta, a minha família também, todo mundo que não pode viver na cidade vive lá, nosso líder é muito forte e nos protege.

Se tivesse pego o papel, e se tivesse curiosidade de olhar...:
 

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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySeg 18 Dez 2017, 00:58

AMEAÇA VERMELHA


Finalmente estava distante de toda aquela desordem que lhe trouxera lembranças ordinárias oriundas do mais profundo de seu âmago. Aquela que estava a lutar não era a verdadeira Agnes, mas um ser nefasto mergulhado em soberba; uma nova identidade construída a partir da ruindade. Não, aquilo não era uma nova personalidade. Era uma de suas ramificações. Aquilo sempre existira, e Agnes no fundo sabia, só que não era uma missão fácil revela-la para si. A vingança era a chave daquele lado de sombrio da jovem, e aquele sentimento fora guardado dentro de seu inconsciente desde a infância. Uma menina inocente cercada por pessoas que queriam ver seu sangue como troféu. O seu primeiro sentimento ali surgira, e não era amor, muito pelo o contrário. Depois daquilo, no futuro, um massacre acaba com os únicos que conseguiram reduzir aquela chama de ódio que se estendia por seu corpo. Agora, aquela que antes era uma ínfima partícula calorosa em sua alma, estava invadindo cada nervo de seu corpo, cada veia, cada tecido e cada órgão. Seu interior estava se transformando em brasa, e seu cérebro cada vez mais derretido devido ao forte calor que era emanado da região inferior. “Corra”, pensou, exalando uma quantidade demasiada de ar dos seus pulmões; a fumaça do incêndio.

Agnes se encontrava na floresta, assim como era de seu desejo, todavia tinha que achar algo para comer, uma vez seu organismo havia alertado a necessidade de energia. Ainda assim, teria que voltar depois de um tempo, pois sua máscara ainda estava naquele quarto, e não podia sair da ilha sem uma das poucas coisas que lhe traziam reminiscências agradáveis. Enquanto seus pés caminhavam para o interior da floresta, guiados pela fome, em suas mãos, uma carta pega nos bolsos do guarda era segurada. Agnes tinha a imagem nítida em sua memória do homem inconsciente abaixo de si, com o bolso cheio de papeis que de certo chamavam sua atenção. Pegar as coisas de um homem quase morto era considerado roubo? Pois foi isso que a garota fizera. Então, o que restava agora era buscar naqueles documentos algo que fosse aproveitável. Entretanto, a única coisa relevante que leu foi uma carta que provavelmente era para ser mandada para uma tal de Olívia, que infelizmente talvez nunca a receberia. No decorrer do texto, o remetente comentava sobre um homem que roubava a vila, certamente a que a menina estava anteriormente, e sobre a relação deste com sua amada. “Esse cara foi o que eu enfrentei?”, era a pergunta que estava em mente. “Não importa mais”, e assim, guardaria o registro entre suas vestes, especificamente na saia, onde também estava a adaga do guarda; a lâmina pressionada pelo elástico da peça de roupa contra sua pele. Depois disso, retiraria a arma dali e a seguraria com a mão direita.

Durante o trajeto, Agnes buscaria se afastar do perigo. Por isso, evitaria caminhos completamente bloqueados por espinhos, e os saltaria caso estivessem em seu caminho. Também ficaria atenta a raízes grandes, e as saltaria também, a fim de não tropeçar e cair. O mesmo seria feito quando Agnes se deparasse com a fauna local. Assim, seria uma caminhada com atenção e desvios, buscando sempre saltar aquilo que lhe apresentasse perigo. Com isso, a jovem chegava em uma nova parte da floresta; um riacho era visto, e sua forma singular trazia certo aconchego e ao mesmo tempo uma melancolia sem motivo aparente. Sentado de baixo de uma árvore frutífera, um menino degustava o mamão provindo desta. Ele acenava para a jovem, mas esta pouco se importava. Derrotada pela fome, esta correria em direção aquela árvore, procurando uma fruta madura, e assim que encontrasse a desprenderia do pé, abrindo-a com a ajuda da adaga e depois saboreando-a. Caso não tivesse nenhuma a disposição de Agnes naquela árvore, a menina encararia o menino forçando um semblante amigável. Após isso, estenderia a mão esquerda em direção a fruta que o mesmo comia, esperando que o garoto a dividisse. Depois, comeria o pedaço dado. Se este não dividisse a comida, Agnes se encaminharia para uma outra árvore com frutas, e depois olharia para o garoto. – Sabe se esta é venenosa? – Caso o menino respondesse que não, ela arrancaria a fruta do pé e descascaria o alimento com a faca, depois comeria. Mas se fosse ou ele não soubesse, ela iria até outra e faria a mesma pergunta, fazendo isso até encontrar uma que pudesse comer sem problemas.

Depois de ter se deliciado com a fruta, Agnes iria de encontro ao menino, e ao lado deste sentaria. Não responderia à sua pergunta sobre a situação atual da vida, pois não estava nada bem, e Agnes não queria mentir como todos os outros. Entretanto, não conseguia esconder as feições de fascínio depois da fala do menino sobre a sua moradia, e o motivo dele viver naquele lugar. Ela sempre admirou a “fuga dos padrões” que alguns possuíam, naquela hora não seria diferente. – Me leve para lá, se quiser. Mas antes, quero te contar algo. – Agnes, naquele momento, manteria seus olhos fixos na queda d’água da nascente. – Uma jovem leoa e sua amiga. Elas viviam na floresta, como esta... Mas existiam outras coisas naquela floresta, coisas malignas. - Após um suspiro, Agnes continuaria. – Eram raposas e águias. As raposas caçavam aqueles que quebravam as malditas regras, e as águias as criavam. Um dia, a leoa estava assustada, e sua amiga disse “Você é uma leoa, minha amiga, não deve sentir medo, pois um dia todos se curvarão a você. Todos. As águias, as raposas... Será uma rainha e comandarás a floresta!”. E a leoa disse “Serei forte como as raposas e astuta como as águias?”. “Sim”, a amiga respondeu, “Será mais forte que as raposas e mais astuta que as águias!”. – Mais um suspiro, e aquele seria o último. – Então a amiga prometeu que protegeria a leoa de todo o mal, e a ajudaria a mudar aquilo tudo.

Agora pode me levar a sua casa, garoto. – Diria, se levantando. – Adorarei conhecer sua comunidade. – Forçaria um sorriso. E assim acompanharia o garoto, caso ele quisesse leva-la, é claro. Na trajetória até o local, Agnes copiaria os movimentos do garoto; caso ele desviasse de algum animal ou vegetação, ela também desviaria, e se ele pegasse alguma fruta de alguma árvore, ela também pegaria. Ou seja, buscaria fazer todos os seus movimentos, uma vez que estes apresentassem um valor significativo para sua sobrevivência.


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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySeg 18 Dez 2017, 09:49

~ Vamos passear no mato enquanto seu lobo não vem... ~

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Agnes se sentia solitária e com o passar do tempo mais e mais recordações vinham a sua mente em momentos diferentes, por todo o trajeto dentro da floresta. A visão de uma criança amigável fora superada pela visão de um mamoeiro repleto de frutas maduras, poderia fartar-se como desejava, e seja pela fome, pela angustia sentida, pelo cansaço, e, ou, pela dor de um açoite levado a algum tempo atrás, o sabor daquela fruta era o mais delicioso dentre todas as frutas que Agnes já havia provado na vida. Mas aquela criança de olhar vívido tinha uma opinião sobre isso. – Está gostoso não é mesmo? Eu acho que é por causa dessa água, meu pai sempre me pede pra vir buscar pra ele fazer os remédios.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A noção do tempo havia se perdido, a boxeadora já se sentindo até um pouco revigorada, contou uma história sobre leões, águias e raposas, que o pequeno Jun havia gostado bastante, e gesticulou por um instante com uma expressão de dúvida se colocando a questionar, mas se lembrou de algo que para ele pareceu mais importante. – Nossa mas, elas conseguiram mudar tudo? Ih! Nossa desculpe, meu pai sempre me diz pra não falar com estranhos na floresta, mas se agente se apresentar não tem problema, meu nome é Jun, muito prazer.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Depois de prestar atenção às considerações de Agnes, o garoto se levantou e tirou de trás de uma árvore uma pequena mochila. – Então vamos, se a gente sair agora podemos chegar lá até de noite. Se Agnes de fato acompanhasse Jun, estaria o seguindo por mais duas horas de mata fechada, poderia perceber que o garoto estava bastante acostumado com o caminho, ele ia dizendo coisas como. – Olha aqui o tio charlie. Referindo-se a uma árvore não diferente de qualquer outra. – Até outro dia senhora Minie. Agora referindo-se a um enorme tronco de árvore pelo qual ele passou por cima. Horas depois, uma pequena trilha entre a floresta se formava, algo bem definido e fácil de seguir. Entre um obstáculo e outro que ainda existiam na trilha, algumas perguntas foram feitas de forma totalmente despretensiosa.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]– Então Agnes, como você chegou até aqui? Eu já me perdi na floresta quando era pequeno, sabe, quando eu tinha uns seis anos, mas agora eu já sou grande! O garoto escondeu o polegar da mão direita e mostrou nove dedos para Agnes. – Você gosta de peixe? Eu adoro, papai disse que ia fazer peixe hoje a noite. Novamente, o estômago da boxeadora dava sinais de que apenas frutas não seriam o suficiente para que pudesse passar uma noite tranquila. A trilha antes estreita agora alargava-se tal como uma estrada, a noite clara caía, sem nuvens as estrelas cobriam o céu de pontinhos brilhantes, mas era um pouco ofuscado pela luminosidade não natural que podia ser vista, não muito distante dali. Ao inalar, o ar parecia espesso, fazendo Agnes tossir, então uma pequena cinza caia do céu bem a sua frente, próximo o bastante para vê-la tocar na palma de sua mão, e em instantes a brisa soprá-la se desfazendo em partes menores carregadas pelo vento. – Olha lá, estamos quase chegando, a clareira fica atrás daquelas árvores centenárias. COFF... COFF!

Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptyQua 20 Dez 2017, 00:27

AMEAÇA VERMELHA



Déjà vu


As vezes, um simples fedelho é capaz de mudar tudo. Toda aquela chama que incinerava o interior de Agnes era pausada; a inocência daquela criança aos poucos ia alterando o humor da garota, e toda aquela vontade de expelir o ódio desaparecia. Entretanto, uma coisa estava certa: por não ser liberta, a mágoa ainda estava contida em seu corpo. Mas Agnes aguentaria segurá-la, porém não por muito tempo, uma vez que pressentia que um evento como o anterior aconteceria, aliás, tinha uma vida de aventuras pela frente. Com isso, enquanto a aura da amargura era derrotada pela inocência do menino, Agnes escutava o que o mesmo tinha a dizer, mas sempre tentando não parecer surpresa. “Remédios, hum”, pensava, analisando a possibilidade de aprender a fabricar um. – Me chamo Agnes... – depois daquilo tudo, sabia que não adiantava mais mentir sobre seu nome. – ...E a história ainda não terminou.

Decidida em acompanha-lo, Agnes o seguiria. Estava certamente se encaminhando para uma comunidade distante de todos aqueles valores pregados pela “classe superior”. Eles não podiam morar nas cidades, mas por que? Chega de restrições, e Agnes lutaria por isso, em troca, ganharia homens e mulheres guerreiros em seu navio rumo à revolução. Mas não era só isso, Agnes também tinha que alimentar o seu lado sádico, faminto como o próprio organismo da garota. “Queimem tudo”, ela voltava a escutar si própria gritando. Aqueles arqueiros que atiravam as flechas no barco do homem de barbas ruivas... Não eram arqueiros profissionais, mas ainda assim conseguiam acertar por estarem sendo movidos por algo maior. Depois deste devaneio, Agnes cerraria seus punhos, e após uma breve respiração prolongada, aqueles pensamentos seriam apagados. Ela tinha que se concentrar, pensar em um lado positivo em meio a tanto estresse interior. “Pense nele”, olharia para o garoto, que estava a cumprimentar os indivíduos que ambos encontravam no decorrer do caminho. “É uma criança... de nove anos. Mas ainda assim é um desconhecido”. – Sim, eu gosto de peixe! – Esta diria, desfazendo a forma cerrada de sua mão direita e acariciando a cabeça do menino; sorriria com o canto da boca após isso.

E assim o manto celeste se tornava escuro, e a iluminação da noite, papel do luar, era realizada por outro fator. Enquanto se aproximava do objetivo, Agnes sentia sua garganta aquecer, assim como suas narinas. Logo, pela irritação causada por aquele ar diferenciado, Agnes começava a tossir, assim como o jovem. Todavia, o que tornava toda aquela situação cada vez mais estranha era aquela pequena cinza indo até sua mão.


Onde estou?”. Agnes encontrava-se sentada na poltrona marrom em uma das salas que lhe eram conhecidas. “Estou em casa”. Aos poucos, sua memória começava a trabalhar mais precisamente, e as circunstâncias se iniciavam. No canto do quarto, uma cama onde certo volume era coberto pelo lençol branco. “Bill...”. Tudo estava começando a ficar tão claro... Bill estava morto ali em sua frente, mas Agnes não parecia sentir nenhuma emoção de luto, ela estava somente existindo naquela dimensão a observar o corpo jazido de seu falecido “pai”. Porém, enquanto seus olhos estavam presos naquela cama, o som singular do incêndio começava a ser ouvido, e Agnes nenhum movimento fazia. Aos poucos, o fogo com sua ira iam adentrando aquele recinto, e as chamas começavam a subir pelas paredes, até chegar no teto e abrir um buraco que dava ao luar. Mas, ainda assim, Agnes nada fazia, e seus olhos continuavam presos naquela maldita cama. “Eu quero sair daqui!”, pensou, querendo gritar, mas de sua boca nada saía, aliás, seus dentes superiores estavam aderidos aos inferiores, e seu maxilar cada vez mais era pressionado. Enquanto isso, o vermelho e tórrido incêndio chicoteava a cama com suas chamas irrequietas, e pequenas partículas ardentes iam de encontro ao lençol, começando a queimá-lo e ao mesmo tempo revelar o corpo que se encontrava ali de baixo.


Tomada por um sentimento de inquietude e desespero, Agnes levantaria o tecido de sua capa negra com a mão esquerda em direção ao nariz e ali a manteria, a fim de melhorar sua respiração. Em sua mão direita, a adaga seria carregada. – Se apresse, garoto! Mas cuidado! Se ver algo de estranho se esconda e só saia de lá quando eu mandar! – Depois daquilo, a jovem daria início a uma corrida atrás do menino. Ela buscaria saltar todos os empecilhos que encontrasse em seu caminho, sendo estes troncos, raízes, pedras, entre outros, e se caso tropeçasse, apoiaria um dos joelhos no chão, e com a outra perna se impulsionaria para cima, voltando a correr. Ao chegar próximo ao local, ou caso visse algum indivíduo desconhecido, Agnes saltaria em direção a primeira opção de esconderijo mais próxima, como arbustos, pedras grandes ou árvores, e ali ficaria até obter uma melhor visão do que estava acontecendo. Ela tinha em mente que um incêndio estava acontecendo, e provavelmente não era por uma boa causa. Caso se escondesse atrás de uma árvore, Agnes olharia de relance para seu tronco e ali procuraria por protuberâncias; quando estas fossem vistas, a menina então começaria a escalar seu caule colocando seus pés e mãos naquelas saliências, e assim que aquilo fosse concluído, se apoiaria em um dos galhos que pudesse segurá-la, buscando ter uma melhor visão do que acontecia.

Se por acaso não fosse um incêndio ou qualquer outra tragédia acontecendo, Agnes suspiraria de alívio e assentiria pro garoto. - Agora, quem são os seus pais?

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptyQui 21 Dez 2017, 11:26

~ Cinzas do passado ~

Em sua mente Agnes voltava para o lugar onde havia crescido, Bill em sua forma mais acabada, era apenas um corpo sem vida a destarte do que já fora um dia para a boxeadora. Agnes demonstrava ser uma garota bastante perturbada de fato, e tomada por sentimentos inquietantes e desesperadores, tal como ela mesma poderia descrever, sabemos que no fundo, uma ira escondida estava prestes a transbordar em fúria, esse era seu pecado, esse era seu defeito, portanto, partiu correndo na direção daquelas árvores.

De fato, se houvesse tido tempo para contemplar, seria uma visão magnífica de árvores imensas em galhos folhas e raízes, com troncos onde nem vinte pessoas conseguiriam abraçar juntas, tais árvores eram alvejadas por fumaça trazida do vilarejo, muita fumaça no solo, passando entre as raízes enormes acima da terra, entre os musgos, entre a flora vivendo ali, semelhante a uma neblina, Agnes se via adentrando o desconhecido, desviando como pudera dos obstáculos, passaria por aquelas enormes árvores perdendo de vista seu amigo Jun. A situação era complicada, mas tão logo ultrapassou a barreira de árvores, sem grandes problemas por ter coberto o rosto, se via em um terreno íngreme, estava subindo, e a fumaça vinha do topo, uma pequena montanha era a vila onde aquele garoto vivia, e lá no centro da aldeia em uma espécie de plataforma, um homem muito musculoso vestindo apenas uma tanga segurava um enorme “abanador” se é que tal coisa de fato poderia assim ser nomeada, e a cada balançada um vento cortava o vilarejo e cortava a ação de uma enorme fogueira onde um caldeirão seria visto, em segundos ela voltava a queimar mais forte ainda.

O caldeirão maior do que aquele bárbaro, estava rodeado por pessoas sentadas em troncos de árvore, esperando pela refeição, o som de sua voz era gutural. – Vamos comer! Um senhorinha que estava a seu lado, e provavelmente era a cozinheira começava a servir os cidadãos. A fumaça se dissipava e agora Agnes que havia encontrado um arbusto frutífero para se esconder, podia ver Jun olhando pra ela. – O que está fazendo aí? Vem? Aquele é meu pai! O garoto apontava para o bárbaro que estava a farta-se com um ensopado de peixe aparentemente delicioso, ao menos o cheiro agora podia ser sentido e faria Agnes salivar.

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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySex 05 Jan 2018, 00:52

AMEAÇA VERMELHA


A ameaça criada pelo psicológico de Agnes era inexistente, ao menos era o que parecia. Aliviada, porém possuidora de uma quase que insignificante frustração, a jovem se movimentaria para fora do arbusto ao qual havia entrado, e logo depois daria leves batidas na sua vestimenta a fim de se livrar da possível sujeira que tinha ganhado. “Droga”, pensaria, forçando o mesmo sorriso corriqueiro das outras ocasiões que estivera com o jovem. O lugar no qual o jovem vivia não era decerto o que Agnes imaginava, mas era de lá que vinha toda aquela fumaça, e também o cheiro inconfundível da boa comida; conhecer a família de Jun não seria um desperdício de tempo.

Espere – Diria, virando-se para o arbusto. Naquele momento, guardaria a adaga que estava em mãos na parte elástica da saia, deixando a lâmina desta ser pressionada contra sua pele enquanto o cabo ficava para fora, assim, prendendo a arma, pelo menos era o que estava no plano. Ainda assim, olharia para o arbusto onde estivera, e se tivesse algum indício de frutas em seus galhos, as pegaria, virando-se para Jun antes de comê-las. – Sabe se são venenosas? – Então, se não fossem, Agnes caminharia em direção ao topo da montanha, saboreando-as, mas se caso fossem ou o menino não soubesse dizer, as largaria por ali mesmo e faria o mesmo trajeto.

Esperando ser apresentada por Jun aos seus parentes, Agnes aguardaria. Depois disso, faria uma reverência com a cabeça àqueles que estivessem prestando atenção em si. – Me chamo Agnes – diria seu nome caso Jun não falasse – Não sou natural da região... Acabei sofrendo um imprevisto no mar e vim parar aqui. – Após essas breves palavras, a garota olharia para o menino. – Graças ao Jun consegui matar um pouco da minha fome com uma fruta e agora estou conhecendo novos amigos. – Mais uma vez, um sorriso seria forçado. Todavia, caso os habitantes daquela montanha não fossem receptivos como Agnes imaginava, ela recuaria em poucos passos. – Esperem! Eu posso explicar tudo! – Seguidamente à isto, repetiria as mesmas falas da possibilidade anterior.

Aquilo não era o que realmente Agnes queria dizer, ela nem conhecia aquelas pessoas, mas tinha que forçar um pouco do sentimento que estava perdendo para conseguir se apropriar de um pouco daquela comida. E com isso, com finalidade de deixar claro que estava faminta, Agnes olharia incessantemente para o caldeirão – o que certamente seria impossível de controlar – e depois voltaria para os moradores. Se estes oferecessem comida à garota ou perguntassem se queria comer, ela assentiria e iria até a cozinheira buscar um pouco do ensopado. Após isso, deliciando-se com o prato, Agnes se aproximaria do pai de Jun, buscando por detalhes sobre aquele estilo de sociedade. – Desculpe chegar de surpresa assim na montanha. Entendo como é lidar com estranhos. – Diria, caso os habitantes dali não fossem receptivos anteriormente. – Então... Como funcionam as coisas aqui? Por que viver longe da cidade? Não é todo dia que vemos uma sociedade tão singular. - E dependendo da resposta, talvez a garota pudesse trocar ideias com o mesmo a cerca de sua ideologia, aliás, quanto mais pessoas com aquela mentalidade revolucionária, melhor.


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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySex 12 Jan 2018, 20:40





NARRAÇÃO AGNES



DAWN ISLAND / BÁRBAROS?






Agnes pedia para que Jun a aguardasse. Nos galhos da árvore escolhida ela avistava algumas frutinhas roxas, muito semelhante à ameixas. Umas tinham tamanho maior (pois provavelmente estavam mais maduras) mas todas seguiam um padrão. A garota de cabelos curtos pergunta para o menino se elas são venenosas. Ele com um sorriso largo e simpático que contrastava enormemente com o jeito de Agnes de ser responde educadamente enquanto entrelaçava os dedos e se espreguiçava:
- Não são não! São um tipo de ameixas aqui da região...


A garota que usava a adaga presa na saia segue o menino indo em direção à seu musculoso e bárbaro pai. Ele possuía diversas cicatrizes o que indicavam que, se ele não era um caçador, era um lutador com muitas histórias de guerras para contar... O garotinho de nove anos chega saltitando jogando ambos os braços para trás enquanto o fazia, enquanto gritava:
- Pai, Pai, PAAAAAAAAAAAAAAAI! Essa é a Agnes, ela veio jantar conosco tudo bem?


O homem prontamente vira-se em direção àquele que era seu filho com uma cara de espanto e olhos arregalados. Agnes podia perceber que tinha se tornado o centro das atenções da reunião do povo da montanha. Quem já estava jantando o ensopado retira a colher da boca para observá-la e até um dos rapazes que tocava um alaúde e divertia o jantar com uma canção encerra sua música pela metade para fitar a moça. O homem musculoso puxa seu pequeno filho (que era no mínimo a quarta parte de seu tamanho) para trás de suas costas o protegendo. Ele rangia os dentes como uma fera voraz protegendo sua cria:
- Quem é você e o que faz aqui?


O cheiro de ensopado preenchia as narinas de Agnes e parecia delicioso. Sua barriga só não roncava de fome pois ela havia se alimentado à pouco de algumas ameixas da região. Ela dá um passo para trás e tenta se explicar um pouco nervosa... Agnes sabia muito bem como mentir mas, por outro lado, tinha dificuldades em controlar as emoções e fingí-las. Não era de sua natureza aparentar ser educada e extrovertida... aquilo estava pesando demais em sua alma. O fato é que aquele fingimento poderia estar valendo sua vida então ela tenta caprichar, mas em vão.


Após uma tentativa de Agnes tentar saber mais sobre aquela civilização, mesmo com um pedido de desculpas, o pai de Jun arregala uma das sobrancelhas completamente desconfiado, ainda que com uma expressão menos agressiva:
- Você não me engana... vá embora!


A moça adotada pelos Glaskov precisava respirar fundo. Ela acabava de sair de um combate e, no fundo, sabia que se ficasse mais alguns instantes lá sua raiva e grosseria (quem ela realmente era portanto) acabariam escapando... Com sorte apenas em forma de palavras em sua boca... ela estava claramente em desvantagem com pelo menos uns 30 aldeões presentes. Jun puxava de leve a canga de seu pai tentando chamar sua atenção com a voz um pouco abafado:
- Calma pai... ela é minha amiga...




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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySeg 15 Jan 2018, 12:59

AMEAÇA VERMELHA


Não estava indo como Agnes queria, e ela não podia simplesmente sair dali. Se aventurar pela floresta, longe das construções e das pessoas, e a noite? Não. Ela tinha que transformar aquilo em um jogo de tabuleiro, que mesmo não sendo tão boa, pelo menos sua arma seria algo que sabia manusear bem: as palavras. Mas ainda assim ela sabia que o tempo para planejar táticas capazes de convencer toda aquela sociedade de que não faria mal algum era escasso; e tinha ainda aquela sensação do chão se repartindo abaixo dos seus pés e fazendo-a flutuar naquela plataforma invisível, que lhe causava um constante nervosismo que ia se acumulando junto com sua raiva. Ah... A raiva. Uma parceira de outrora, assim podia-se dizer. Agnes sabia que quando o termômetro da sua fúria subia, ela se tornava outro ser, mas aquilo era impossível de se prever. Simplesmente inexplicável. Cada minúcia de seu psicológico estava sendo corrompida e ela não conseguia sentir; para ela, tudo estava normal. No fundo de seu âmago uma contenção começava a ser construída, mas era ela contra uma emoção, uma das mais fortes, empatando com o amor. Ela não conseguiria abranger aquele fogo de ódio que voltava a tornar seu organismo em brasa como fizera em momentos anteriores. A única coisa que podia fazer agora era expulsá-lo.

Se afaste! – Diria caso alguém tentasse se aproximar.

Chega! – Ela gritaria enquanto suas feições começavam a se comprimir em seu semblante e um sorriso de razões desconhecidas começava a se formar, mas rapidamente seria reprimido por uma mordida firme em seu próprio lábio inferior, capaz de fazê-lo sangrar.  – Eu não vim para roubar e muito menos para matar! Já disse que sofri um imprevisto no mar e foi só isso... – Um suspiro seria solto por suas narinas; um resíduo da fumaça em seu interior; bafo do dragão. – Perdi minha família, a pessoa que eu amo, meu barco... Tudo! Ainda tive que lutar contra guardas naquele vilarejo de merda... – Agora sua expressão começava a ser modificada por uma junção entre tristeza e raiva. De seus olhos, que começavam a ser molhados, as lágrimas ainda não desceriam por conta da fechada brusca de pálpebras que daria. Suas sobrancelhas começavam a ser arqueadas a comando da garota, e seus joelhos eram dobrados. As mãos iriam de encontro aos cabelos e ali, naquele aglomerado de fios esverdeados, seus dedos começavam a caminhar até chegarem ao centro da cabeça e começarem a puxar aquela região. Sua cabeça agora deitava-se ao chão, assim como o próprio corpo começava a fazer. Ela não queria levantar mais.

“Eu quero ficar... Mas não é só isso! Quero que eles lutem ao meu lado. Cina ficaria orgulhosa. Não! Tola! Eu usarei eles para completarem a minha vingança e acabar com os homens que acabaram comigo. Cina, eu sei que me escuta... de algum lugar. Me ajude! Hoje eu devo dormir nessa floresta sozinha... Você está morta! Não da pra me ajudar. O que eu estou fazendo? Por que todos se foram e eu continuo aqui?! Que pecado eu fiz para merecer isso? Ah, eu sou uma idiota! Eu fiz vários! Talvez eu mereça!”


Aos poucos, aquele mesmo riso de anteriormente começava a voltar, e desta vez acompanhado de seu barulho típico e um enjoo nunca sentido antes. Aqueles olhos cor de âmbar agora estariam com as pálpebras tremulas assim como seu corpo, jorrando lágrimas que iam de suas respectivas fontes até o queixo. De sua garganta, tosses e mais tosses causadas pelo enjoo e uma sensação de vazio dentro do estômago que talvez fosse explicada pela fome; haveria uma alternância entre tosse e risada. Era uma controvérsia de emoções que sabe-se lá o que causaria em quem tivesse vendo. Ela não se importava, aquele era um momento inexplicável e Agnes não sabia se queria sair daquele estado ou manter-se nele  Aliás, será que aquele corpo ainda tinha um ser dentro? Era como um brinquedo barulhento que quando dava a corda este começava a saltar. Todavia, aquilo não terminaria quando a corda de Agnes acabasse... Existia raiva correndo por entre suas veias e artérias, e aquilo queria sair.

Eu... – Um soluço seria motivo de gagueira na fala. – ... Não queria... que me vissem assim. – Aos poucos, se recomporia e ficaria sentada buscando não fitar qualquer um que estivesse ali. – Só quero meus amigos de volta e que tudo isso volte ao normal... Devemos completar nosso objetivo e acabar com as injustiças no mundo! – Sua mão esquerda mergulharia nas vestes e de lá sairia com a adaga, segurando o cabo com toda a força que pudesse fornecer. Já sua mão direita, assim como todo o respectivo braço, seria estendido à frente de forma relaxada e com o palmar virado para o céu. Depois daquilo, Agnes moveria a lâmina da adaga levemente inclinada até a pele de seu antebraço e, após inclinar seu pescoço para trás e encarar o negror do manto celeste, uma sequencia de rasgos (4 no total, se não fosse interrompida) seria feita pela própria, e a cada corte um gemido era solto e a raiva se esvaia daquelas fissuras... – Eu posso sentir vocês... – Voltaria a deitar-se ao chão, desta vez de barriga para cima e com os olhos encharcados e fechados; queria dormir e acordar no passado.  


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MensagemAssunto: Re: I - Ameaça Vermelha   I - Ameaça Vermelha - Página 2 EmptySeg 15 Jan 2018, 23:51





NARRAÇÃO AGNES



DAWN ISLAND / CORAÇÕES MOLES






A garota furiosa de fato não conseguia mentir. Não pelo menos naquele momento o suficiente para acalmar os cidadãos montanhescos. Os sentimentos de mau humor da garota batalhavam uma briga interna contra Agnes que a bloqueava de enganar os outros como bem sabia fazer. A situação não era boa e ela sabia que caso eles viessem para o ataque, a moça fúnebre esqueletal de manto negro e grande foice conseguiria ser vista por Agnes em breve. Ela simplesmente surta em um tom que era a mistura perfeita de agressividade com depressão.


A menina adotada pelos Glaskov conseguia transmitir toda sua emoção para aquele povo em um momento tenso. Seu lábio começa a sangrar bastante quase como se ela tentasse cometer um hara-kiri. Ajoelhada e de olhos marejados, ela simplesmente falava a verdade e aquilo tocava o coração dos aldeões. Jun dá um grito:
- PAI! AJUDA ELA!
Mas quando o garotinho executa esse grito, o pai dele já deveria estar pelo menos na metade do caminho para o socorro de Agnes. Ela estava com os olhos cerrados e não conseguia enxergar muito bem... mesmo abrindo suas pálpebras as lágrimas que foram interrompidas de rolarem agora embaçariam a visão da garota impedindo que ela identificasse muita coisa. Mas conseguia sentir pelo tato que duas pessoas a segurariam em cada um dos braços, e aquele bárbaro alto pai de Jun diria com uma das mãos estendida para Agnes:
- Fique calma criança... nós iremos te ajudar...


Escuridão...... era tudo o que Agnes conseguia sentir ou presenciar. Não havia teto, paredes ou chão, apenas o vazio... estranhamente ela conseguiria se postar de pé e ter seus sentidos sendo ligados um a um aos poucos. Primeiro ela conseguiria ver suas mãos e corpos em meio à completa escuridão. Sentiria um calafrio percorrendo sua espinha o que indicava que seu tato estava presente. O cheiro gostoso de ensopado de peixe permanecia em suas narinas e o gosto das ameixas peculiares estavam presentes em seu paladar. Uma gargalhada, atrás dela... era o mascarado!


De braços cruzados, ele gargalhava maleficamente como os vilões de filmes e desenhos fazem. Seus ombros arqueiam em sua risada falsa e com uma voz rouca ele pergunta enquanto estende a mão com a palma para cima e fecha rapidamente os dedos fazendo um sinal de "vem":
- Você não disse que não sairia da ilha sem eu te "provar"? Hahahahahaha O que está esperando? Agora somos só nós dois!



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