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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Livro I - Potência

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MensagemAssunto: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptyTer 24 Out 2017 - 20:03

Relembrando a primeira mensagem :

Livro I - Potência

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Angest Vernunft. A qual não possui narrador definido.


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Angest Vernunft
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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySab 23 Dez 2017 - 21:13


        Apesar de sentir a simpatia que ganhou do pequeno guerreiro, aquela situação o deixava um tanto desconcertado. “Não acredito que ‘tô ouvindo isso d’um cara quase menor que a própria arma...” pensaria Vernunft, talvez sem perceber a própria expressão de desconforto. Contudo, a mesma autoridade que fazia o revolucionário encolher-se sob sua voz, também parecia demonstrar certo receio com relação ao ladrão.  Parecia poder-se extrair das palavras de Freya uma certa desconfiança com relação à animação exagerada de quem acabou de matar um ser vivo. Mal podia imaginar os gostos excêntricos do rapaz, ou os oceanos de sangue e escalpos que inundavam sua mente e desaguavam em suas risadas.

         “Me fazendo ir na frente... Quando qu’eu vou poder ver que que tem nessa carteira?” Aquela mulher parecia ter surgido na contramão das sortes que pareciam ter sido oferecidas pelo destino. A palavra dela, cogitava Vernunft, talvez tivesse um peso muito importante na decisão dos revolucionários a respeito de seu ingresso, e sua cautela, ao mesmo tempo em que minava suas intenções, também crescia o seu receio. Não seria passado por revolucionários a quem, em sua mente, faltava o espírito de um transformador. Sua carteira teria que esperar — o objetivo era nada mais, nada menos do que sua participação ativa na maior força opositora ao Governo. Seus caprichos deveriam ser postos de lado... por ora.

        Suas costas pareciam queimar. Apesar de não ver, sentia um peso estranho sobre os ombros. Um peso, por sua vez, bastante familiar — o peso do julgamento. Sabia que seus passos, jeitos e expressões estavam sendo julgados. No fim das contas, aqueles dois não pertenciam ao grupo que desejava atacar. Sabia também que, mesmo que fossem, um ataque frontal e gratuito não resultaria em nada além de sua própria queda, e com ela, a queda de sua luta. Mesmo norteando o caminho indicado, sons de descontentamento escapariam ocasionalmente de seus lábios.

        Finalmente o grande dia parecia ter chegado. Estava diante do posto dos revolucionários. Os homens que resguardavam o local abriram as portas e finalmente, quando seu primeiro passo tocou o interior do local, ele era fascinantemente... modesto. Vernunft olharia em volta e dificilmente conseguiria conter seus pensamentos.

         — O quartel dos revolucionários é um botec... — dando-se conta do erro que poderia cometer, tentaria, embaraçosamente, consertar sua fala — um bom teco de terra que virou esse lugar maravilhoso...

        Brann o avisou que ficaria sob os cuidados da arqueira, que parecia caçá-lo com sua atenção. Suas palavras e seus gestos eram o extremo oposto de seu companheiro, e talvez a pessoa que cuidou disso tivesse sido sabia. Equilibrado o frio com o calor, a indiferença com a impulsividade, o resultado poderia ser devastador. Mas o que seria feito com Vernunft? O que se fazer com quem é o próprio desequilíbrio?

        Um suspiro colocaria para fora toda a tensão originada das vigilâncias e julgamentos. Estaria, também, mais leve, sabendo que sua estada com o grupo não dependeria de Freya, mas de alguém talvez acima. Sabendo que teria que esperar até o retorno de sua “iniciadora”, buscaria tentar obter alguma informação. Seus olhos tentariam guiá-lo à criatura mais embriagada e fora de si que estivesse naquele lugar. Sua chegada seria o menos desavisada possível, pois não queria correr o risco de surpreender um bêbado e acabar sofrendo as consequências dos seus reflexos agressivos. Sua pergunta seria bastante simples e, talvez, aparantemente irrelevante. Mas Vernunft poderia utilizá-la e, quiçá, transformá-la em algo maior. Não suportava a omissão dos revolucionários, e Freya, com sua cautela e frieza, representava a indiferença do próprio grupo com relação aos miseráveis — pelo menos na cabeça enevoada e simplista do ladrão.

         — Ei, rapaz! Por acaso aquela menina de cabelo branco é quem manda?  



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySab 23 Dez 2017 - 23:29


Livro I - Potência

Som ambiente (Opcional):
 




Conforme Angest rolava os olhos pelo ambiente conseguia ir detectando suas sutilezas. As pessoas todas pareciam se conhecer bem, mesmo quando não estavam conversando uma com a outra, simplesmente pela atmosfera de conforto. Da lareira conseguia ouvir Brann falar alto, contando os acontecimentos do dia para seu colega enquanto sacudia desajeitadamente seu copo, derrubando sua bebida aos poucos no chão. Outra sutileza que notou é que independente de quem fosse, todos estavam armados de alguma forma. A maioria portava de pistolas em suas cinturas enquanto outros ostentavam livremente armas maiores como lanças e espadas, mostrando se tratar de uma organização de combatentes. O mais estranho de todos estes detalhes era porém o barman: devia ser um menino de apenas 12 anos, pelo menos pela aparência, e servia as bebidas com grande destreza e malabarismos. É nesse momento que seus olhos acabam por avistar o seu alvo, a pessoa mais bêbada do local.


Bêbado:
 

- Ei, rapaz! Por acaso aquela menina de cabelo branco é quem manda?


Bêbado: - Haam? 'Cê quer dizer a Freya? - Enquanto começa a lhe responder ele vira o corpo no banco em que se encontra, no balcão do bar, para sua direção. Ele te olha com os olhos meio vazios, como de comum em bêbados, e você tem dúvida se ele sequer se lembrará dessa conversa - Aquela garotinha é muito mais... - soluço - que parece. Ela é filha do Max e cresceu aqui dentro... Ela respira revolução! - Rapidamente a atenção momentânea dele se perde novamente e com o copo em mãos o ergue - Freya! A filha da revolução!

Impressionantemente, quase o salão inteiro ergue seus copos ao ouvir isso, como um brinde a um dos seus. Seja quem fosse aquela menina exatamente o respeito era absoluto dentro do salão. Ou pelo menos é o que parecia a primeira vista... Uma observação mais cuidadosa revelava que ainda que quase todos brindassem alguns pareciam descontentes com isso, uma espécie de ressentimento presente em suas faces. Ainda assim, eram uma minoria. Antes que pudesse fazer mais alguma pergunta ao bêbado avistou de trás do balcão a sua frente uma porta se abrir e os cabelos prateados se mostrarem visíveis, revelando Freya. Mas ela não estava sozinha. Em seu encalço um homem alto e volumoso vinha junto, levemente curvado e com o olhar sério na direção de Angest, aproximando-se cada vez mais. Analisando o homem melhor ele tinha uma aparência verdadeiramente notável, e dependendo do observador, assustadora: usava um casaco grande sobre o corpo aberto e revelando diversas tatuagens em seu peito; seu cabelo ajeitava-se como um moicano e exibia uma barba grossa e crespa, uma aparência bruta juntamente ao visual completamento preto e a caveira de um bode pendurada em seu cinto.


Max:
 

Max: - Você... Então você foi quem parou o traidor... - Sua voz era rouca e sombria e ele te olhava de forma penetrante, te analisando sem perder o contato visual por um segundo. Ele não parecia irritado mas sem dúvida não parecia ser alguém de paciência também - Segundo minha filha - ele coloca a mão no ombro de Freya - você pensa rápido e tem alguma habilidade em você... Disse inclusive que você montou nele e foi o principal responsável por parar sua fuga e você tem que ser alguém muito corajoso ou um filho da puta pirado pra fazer isso - Ele deixa um sorriso de canto de boca escapar ainda com os olhos presos aos seus - A gente tem lugar para os dois aqui! Vamos, vamos! Minha filha pode ser muito obcecada com essas burocracia, só beba comigo e vamos conversar de homem pra homem! - Ele agora já sorria abertamente, deixando escapar uma risada ao falar de sua filha e ver a reação da mesma levemente irritada. Nem parecia a mesma pessoa que cruzou a porta.

Ele rapidamente senta-se em um banco ao lado do bêbado, com quem brevemente bate de ombros como em um cumprimento, e esticando o braço pega dois copos de trás do balcão e coloca a sua frente. Com sua outra mão aponta para um terceiro banco vazio do seu lado, indicando que Angest deveria se sentar, em seguida empurrando um dos copos para frente deste banco. Finalmente, esticou a mão na direção de Freya e fez um gesto de 'dispensada', embora informal demais para dizer que foi uma ordem: parecia mais um pai falando com uma filha, mandando deixar os adultos conversarem.

Max: - Então... Até agora, ninguém me disse seu nome. - Enquanto falava esticara o braço novamente atrás do balcão e pegara uma garrafa de vidro com um líquido alaranjado, cheio até a metade. Em seguida, em um movimento preciso, serviu ambos os copos - Mas vou te falar, além disso estou curioso com o que te fez parar aquele traidor e mais... - O sorriso sumia novamente assim como olhar sério retornava - Por que você quis tão prontamente se juntar a nós?




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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptyDom 24 Dez 2017 - 1:33


        O local possuía uma presença ímpar. Mesmo com a atmosfera de festividade, as armas que as pessoas carregavam deixava latente o perigo de ser um estrangeiro naquele lugar. Mas mesmo assim, não poderia deixar-se paralisar, afinal, também era um combatente relativamente hábil (claro, em conflitos simples e de pequenas proporções). Dentre todos os bêbados que respingavam o conteúdo de suas canecas pelo chão, um em especial parecia poder dar alguma informação a Vernunft, e foi até ele, sem pestanejar.

        “Filha do Max? Quem é esse tal de Max?”, pensava. Apesar de passar boa parte de sua vida na ilha, não era tão familiarizado com as coisas referentes aos revolucionários. Contudo, a reação da taberna ao brado do bêbado foi assustadora. “Freya, a filha da revolução” ecoava na mente de Vernunft. Como alguém apático daquele jeito pode ser “filha” da revolução? Sua mente duvidava que ela, ou até mesmo que todos daquele recinto fossem qualquer coisa da revolução. A princípio, seu intento era tão somente ingressar nas linhas do Exército Revolucionário — mas ficara intrigado. Caso descobrisse que a “filha da revolução” é, na verdade, uma “filha criada em berço d’ouro”, talvez acabasse se tornando, também, um inimigo da pseudo-revolução. Poderia estar enganado — e provavelmente estava — mas seu egocentrismo e suas sequelas o faziam duvidar até mesmo dos mais fervorosos dos transformadores. O fato que mais o intrigava naquela reação, contudo, era a omissão e descontentamento de uma pequena parcela dos soldados. E, de acordo com sua experiência pessoal, que era sua medida, a minoria tendia a ter motivos para questionar suas autoridades. Isso o tempo resolveria, pois querer forçar as peças do quebra-cabeças apenas o faria perdê-lo completamente.

        Finalmente surgia a figura dita pelo bêbado: Max. Sua aparência destoava bastante da que Vernunft costumava ver pelos cantos de Centaurea. Apesar de estar ali praticamente a convite, não conseguiria deixar de sentir-se acuado. Seu medo não surgia, exatamente, da pessoa de Max, mas da impressão causada pela sua aparência — a aparência de um transgressor, de um bruto. Evidentemente, o ladrão não estava livre dos estereótipos e preconceitos do qual tanto reclamava.

        Enquanto era convidado para se sentar por seu anfitrião, Vernunft aproveitaria para responder à suposição do Max: um corajoso, ou um maldito maluco? Talvez tenha, sim, coragem, pois sua pele e seus olhos já sofreram o bastante para não ver a diferença entre lançar-se à própria morte ou ser livre. E esses mesmos sofrimentos eram o que o tornavam um sádico de ideias frouxas – mas não inconsequente.

         — Talvez faça bem par’o exército um filho da puta corajoso, hã?

        Acomodar-se-ia no seu banco no aguardo da bebida, ouvindo as palavras de Max. Com o copo servido, o viraria em poucos goles. Com a mão pesada, talvez o copo acabasse sendo largado com certa violência sobre o balcão, mas não haveria de ser algo que desse prejuízos ao boteco.

        — Me chamo Vernunft, e, er... — começaria a ter breves desorientações em sua fala, levando algum segundo para recompor-se.  — aquele urso grandão ‘tava correndo feito louco, nem vi que era meio gente, aí fui me defender...

        A rápida ingestão do álcool talvez tenha-o tonteado de uma maneira que não gostaria. Consequentemente, o filtro que tinha para suas palavras seria ínfimo, acabando por fazê-lo tecer críticas aos revolucionários dentro de sua própria sede.

        — Quis me juntar... Quis me juntar com vocês esperando que vocês façam alguma coisa... — Seu tom e sua expressão perderiam aquele desleixo costumeiro e tornar-se-iam sombrios e um tanto amargurados. — Eu ‘tô cansado de ver gente miserável sendo ferrada de tudo quanto é canto sem ninguém fazer nada. E se tiver que ser eu a fazer alguma coisa, então vai ser. Até hoje não vi ninguém dar nem um farelo de pão pra’queles mendigos com quem eu vivo na floresta... Não tem revolução sem povo, mas não tem povo sem comida. ‘Cê me entende?



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptyDom 24 Dez 2017 - 18:06


Livro I - Potência





Sentia a ardência característica de um líquido de alto teor alcoólico descer por sua garganta juntamente a um gosto amargo em sua língua. O que quer que fosse aquela bebida era algo forte, e pelo pouco conhecimento que o rapaz tinha, parecia ser de qualidade também. Conforme acomodava-se e bebia o copo reparou que Max também virava seu copo, mas seus olhos estavam sempre nele: talvez algo comum na posição de chefe seja observar todos atentamente, talvez existia algo que ainda o incomodava. Conforme Angest começava a falar Max ficava mais confortável no banco, apoiando-se no balcão e finalmente com a fala final, sobre os motivos de se juntar, ele voltava a ficar tenso, embora parecesse ter gostado do que o jovem falou:

Max: - Agora eu entendi... Essa reação rápida com o traidor mostram que você não é só bravado, você também precisou sobreviver e aprendeu com isso a ser ligeiro - Seu olhar sério baixava em direção ao chão e ele levava a mão ao queixo, em uma pose pensativa - É bom te ver falando sério, rapaz. Minha filha me disse que você pareceu não levar nada a sério, apenas querendo causar bagunça, mas agora vejo que ela estava errada - Levantando-se e largando seu copo sobre a mesa assobiou para o jovem garoto atrás do balcão e em seguida levantou-se de seu banco, colocando uma mão sobre o ombro de Angest - Venha comigo.

Ele passava pelo aspirante a revolucionário e ia de volta para trás do balcão, atravessando a porta da qual veio antes de virar para trás e acenar com a cabeça para você segui-lo. O garoto trocava algumas palavras com o bêbado com o qual você conversou antes e em seguida deixava sua função seguindo Max pela porta. Ao atravessar a porta em si Angest foi capaz de ver uma sala larga com alguns dos utensílios de cozinha comuns, como panelas e fogões a lenha, como também uma forja e uma longa mesa retangular no centro do local. Na mesa estava sentada Freya e o garoto de frente um para o outro e Max na cabeceira da mesa, observando sua aproximação. Após oferecer-lhe um assento, ele começa:

Max: - Eu vou ser direto com você, garoto. Nós não recusaremos seu desejo de se juntar e para todos os efeitos você pode se considerar um de nós. Não apenas pela sua motivação como pelo favor que nos fez com o traidor. Ainda assim - ele é bruscamente cortado pelo garoto que não havia se pronunciado até então, o qual tinha certa irritação em sua voz.


Nathan:
 


Nathan: - Cê tem que se provar! Tem que! O urso era meu amigo e ele fez isso tudo, não vou deixar ninguém chegar assim! - A sua fala era um tanto quanto infantil mas vinha carregada de verdadeira raiva. Os olhos dele eram firmes e ainda que sua fala fosse simplória seu comportamento não era. Era possível ver uma cicatriz em seu supercílio que pelos seus muitos anos na rua sabia identificar como resultado de um objeto quebrado como uma garrafa - Se cê fizer o que eu mandar eu vou pensar sobre você se jun- Sua fala foi interrompida por uma voz vinda do lado oposto, já conhecida por Angest

Freya: - Cala a boca, pirralho! - Pela primeira vez você vê ela se alterar de verdade, as bochechas ficando vermelhas com o sangue subindo e seus punhos cerrados sobre a mesa - Toda hora você acha que é alguma coisa, que pode falar alguma coisa! Desde que você se cagava todo eu já trabalho com o pa- Por uma terceira vez uma fala é interrompida, mas dessa vez pela voz rouca e séria de Max, carregada de repreensão.

Max: - Os dois! Calados! - Ele bate com o punho na mesa e imediatamente as duas crianças, uma de 16 outra de 12, naturalmente se estremessem e abaixam suas cabeças, sem coragem de dizer mais uma palavra. Apontando para Nathan começa: - Você, Nathan, ta ficando cada vez mais abusado! O que eu já te disse mil vezes? Não importa o quanto você queira, se comportar igual uma criança não vai te dar nada! - Virava-se para Freya agora - E você! Qualquer disciplina aqui é minha, não queira mandar em seu irmão ou repreende-lo quando isto cabe apenas a mim!

Toda a situação tornou-se ridícula por alguns momentos, a cena de um pai dando bronca em seus filhos na frente de convidados, de forma embaraçosa. Pra completar o som elevado da voz de Max fez com que um cozinheiro próximo derrubasse um prato no chão, aumentando o ar de desconforto do recinto. Angest começara a sentir calor, tanto das forjas e fogões próximos quanto do álcool que ingeriu há pouco quando uma tosse limpou os ares e Max tornou a olhar para você.

Max: - De qualquer forma... - Começava a desconversar a situação olhando uma última vez para cada um de seus filhos antes de continuar - Tem sim algo que você poderia fazer por nós. Nós cuidamos da ilha toda e muitas vezes deixamos os nossos recrutas cuidarem de tarefas de vigilância, mas considerando que você já se envolveu nessa situação... - Ele inclina-se para frente, ainda olhando para você mas dando a entender que o assunto de repente se tornou mais sigiloso - Você tem seu lugar aqui, mas se quiser provar para todos seu valor esta seria uma ótima forma. Acontece que espiões como aquele Mink nunca estão trabalhando sozinhos... Eles precisam de um canal de comunicação com seus 'mestres' e é comum que tenham um indivíduo específico como contato. A prioridade de alguns, como os meus ansiosos filhos - colocava cada uma das mãos sobre a cabeça de Freya e Nathan - é encontrar esta pessoa o quanto antes, da forma mais furtiva possível. O que você acha desta nossa missão? Com certeza alguém vai ter que acabar morto nessa história e imagino que você poderia se encarregar disso. É claro que pelas circunstâncias da missão eu mandarei mais alguém com você, não sou maluco de pensar que faria tudo sozinho - Ele parecia dizer a última parte de forma levemente provocativa, com a intenção de ver se faria Angest se empolgar com a sua proposta.


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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySeg 25 Dez 2017 - 21:04


        "Então a Freya realmente tava fazendo a minha caveira”, pensava Vernunft, após o seu breve momento de sinceridade. Talvez ele representasse a tênue diferença entre os ativistas e os verdadeiramente revolucionários: ao passo que os primeiros concentravam seus esforços unicamente nas aparências e discursos transformadores, apenas os segundos transformavam em ato a sua luta, sem a necessidade de bradar aos ventos a sua ideologia em troca de medalhas e brindes em tavernas. Contudo, apenas o seguiu — apesar do seu crescente rancor contra a garota, não podia arriscar criticá-la na frente de Max.

         A situação que se seguiu não poderia ser outra coisa se não patética. Certamente a expressão do ladino seria uma mistura de desgosto com vergonha. “É por isso qu’eles não fazem nada... precisam beber e resolver problema de família”, pensaria. Obviamente, não dar-se-ia o trabalho de enrubescer-se (seja em ódio ou vergonha) contra fedelhos que deveriam estar ali como patos, que seguem a mãe onde quer que vá. Mas aquela situação preocupava Vernunft: a liderança (ou uma das lideranças) revolucionária da ilha Centaurea era o pai de dois filhos bastante complicados, que disputam a posição de liderança. Há uma tendência nisso se agravar com o tempo e, quanto mais fraca for a liderança, mais fraco será o exército — e o Governo certamente saberia tirar proveito disso. Não admitiria que seus companheiros voltassem à escravidão. Por isso, não poderia tirar os olhos da situação dos revolucionários, mesmo pertencendo a eles.

         Finalmente, após quedas de pratos e barulhos de tosses, um corte brusco foi feito no ambiente e a atmosfera retornou à anterior. Os ouvidos do ladino deram uma especial atenção a esta parte da conversa, pois parecia que finalmente iria começar a tratar diretamente com seus grandes inimigos pessoais. O golpe contra o Mink pode, talvez, ser tratado como um momento de sorte, mas é inegável que o sucesso se deu principalmente por sua reação rápida e, quiçá, inesperada. Contudo, não fosse o pavor e os machucados, um combate cara-a-cara contra o urso teria sido o último combate de Vernunft. Mas é nisso que reside o detalhe que não se fará presente na missão: não terá que lidar com nada cara-a-cara. Seu principal foco será a furtividade e, portanto, poderá atacar a partir de pontos cegos — ou sequer atacar.

         A sobrancelha do ladrão arquearia em um sinal de dúvida quando apontado que os encarregados de identificar os agentes duplos eram, justamente, as duas crianças que não se gostavam. Era evidente que não seria benéfico trabalhar com eles — talvez atuassem mais como um empecilho do que um auxílio, especialmente o caçula, exagerado e barulhento. Freya talvez fizesse um estilo próximo ao de Vernunft, visto que usa um arco e, consequentemente, precisa manter certa distância. Contudo, não confiava nela.

         — Talvez... er... Talvez dê p’ra fazer tudo sozinho se eu tiver os equipamentos certos. Tudo que eu tenho é essa adaguinha que eu encontrei...  — Toparia, certamente, trabalhar sozinho, especialmente necessitando se esgueirar e manter sua presença oculta (que seria mais difícil conforme o tamanho do grupo).

         — Mas eu preciso perguntar: vocês já devem ter alguma informação, né? Não quero acabar matando alguém e depois descobrir que ele não tinha nada a ver com o assunto e acabar me ferrando por isso... Sabe... Uma questão de, er, princípios de não matar inocentes... — tossiria logo em seguida. Não existe qualquer princípio de não matar inocentes: um legalmente inocente pode ser um grande culpado, para Vernunft, pela condição dos doentes e pobres, e nenhuma lei é mais valiosa para seu âmago maníaco do que a que ele próprio inventa conforme sua conveniência.

        Estaria de acordo em topar com a missão, mas claro que precisaria de algum incentivo de ferramentas. Seu dinheiro tinha outras finalidades, e apenas uma adaga podia não ser o suficiente. Mas fora isso, não havia o porquê de recusar uma investida sorrateira contra as gaivotas.



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptyQua 27 Dez 2017 - 1:16


Livro I - Potência





Max: - Não me entenda mal, garoto. Você acabou de entrar na organização e essa é uma missão importante. A sua companhia não é para o seu benefício e sim para o meu. A tranquilidade de saber que alguém experiente e confiável está nesta tarefa é importante pra mim - Ele então faz um gesto para Nathan com bastante desgosto, mandando ele sair do aposento. O garoto, ainda encolhido e repreendido apenas sai em silêncio, de volta para o bar onde estava trabalhando. Em seguida, ele tira alguns papéis de dentro de seu casaco e coloca sobre a mesa e coloca o dedo sobre os mesmos, sinalizando para que Freya os lesse - É por isso que você vai levar a Freya com você. Na verdade, ela vai levar você, considerando que ela já tem bastante experiência nisso. Além disso não tenho mais nada para te oferecer: vocês só vão precisar ser espertos e sorrateiros, o resto uma adaga resolverá muio bem - Uma sutil risadinha revelou que também tinha um certo prazer em esperar a morte de um indivíduo afiliado à Marinha.

Enquanto mantinha o dedo pressionando os papéis sobre a mesa Freya lia atentamente o seu conteúdo ao mesmo tempo que ele ainda falava com Angest. No momento em que Max fala sobre ela te acompanhar ela dá um leve suspiro de alívio, revelando que era uma decisão que fazia sentido para a garota. Neste momento você conseguiu reparar alguns detalhes sobre ela que não tinha antes: suas mãos eram bem calejadas para uma adolescente de 16 anos e ela tinha várias cicatrizes em seus dedos, assim como em seus ante-braços. O que quer que seja que ela já havia feito envolveu batalhas e sangue, Angest podia concluir.

Max: - Então, filha, o que você viu aí que é do nosso interesse? Nessas cartas existe uma explicação perfeita de onde encontrar o contato do traidor.

Freya: - Parece haver um poema aqui... - Os olhos dela iam de um lado ao outro das páginas, ainda lendo - Provavelmente é um código para o local de encontro deles... - Ela agora virava os papéis ao contrário, analisando seus versos - Hm... Estavam destinadas ao traidor mas não tem remetente algum... Isto tem que ser uma carta para especificando aonde se encontrariam para trocar informações - Ela agora deslizava com o dedo as cartas na sua direção, colocando-as sob seus olhos para que você mesmo fizesse suas interpretações.

Analisando os papéis você vê que eles são um tanto quanto novos: a tinta ainda não se perdeu e o papel não está nada desgastado. A caligrafia é exuberante e concisa, alguém com domínio da escrita havia sido o responsável pelo texto sem sombra de dúvida. Um detalhe interessante que lhe chama a atenção é que na borda de um dos papéis há um resíduo de cera avermelhada, como se algo tivesse pingado e ficado grudado no papel, sendo removido por alguém posteriormente. Finalmente, o conteúdo se tornava visível:

Após o afluente
Sob a luz do sol poente
Onde a flauta lhe vier a mente
Eu espero de joelhos, clemente


O restante do conteúdo das cartas era simplesmente confuso e desconexo. Uma mistura de lista de compras, ingredientes, encomendas e rascunhos que você podia apenas presumir que não existe significado algum, pelo menos aparentemente. O poema estava claramente escrito de forma a chamar a atenção, ocupando o modo de preparo de uma das receitas escritas, mas o restante pareciam ser perfeitamente normais. Poderia ser uma forma de disfarçar a mensagem ainda mais, no caso de alguém ter a oportunidade e lê-las antes de chegar ao seu destino.

Max: - Você está absolutamente certa. Embora eu admita que eu não consigo entender o que o poema quer dizer por completo. O mais longe que cheguei é que a menção ao sol poente nos dá não apenas um horário, como uma possível localização. Ele pode querer dizer se encontrar ao oeste da ilha, no fim da tarde. O restante eu já não faço ideia, além de que deve ser perto da água - Ele levantava-se da cadeira bruscamente como era característico dos seus movimentos e vira-se para Freya - Responda tudo que ele quiser saber sobre a missão e a organização e cuide das costas dele. Vocês são agora parceiros e sua sobrevivência depende da dele, assim como a dele da sua - Virando-se agora para Angest o fitava com um olhar sério - O mesmo vale para você. Freya é extremamente habilidosa mas querer atacar um inimigo sozinho é simplesmente burrice. Ela vai precisar de você assim como você vai precisar dela - Virando as costas ele começa a andar em direção a uma segunda porta, do lado contrário à porta que levaria de volta ao salão, abrindo-a e em seguida dando um passo a dentro. Antes de fecha-la, porém, dá uma olhada para trás e acena com a cabeça numa moção de 'conto com vocês' - Vão com cuidado mas saibam que eu conto com vocês.

Freya: - Meu pai está certo... Se vamos trabalhar juntos temos que poder confiar um no outro - Ela estica o braço para você, pela primeira vez parecendo te olhar com alguma seriedade ao invés do normal desinteresse que esbanjou até então, esperando um cumprimento - Você sabe que me chamo Freya já, e eu sei que você se chama Angest, acho que é um bom começo... Se incomoda de começarmos a andar? Acho melhor resolvermos isso rápido - Uma resposta positiva de Angest faria com que eles começassem a passear para fora do Quartel, ainda conversando - O que você achou das cartas? Além do poema eu não consegui achar mais nada interessante e até agora nós realmente nem sabemos aonde seria esse encontro, qualquer pista seria bom...





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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySeg 1 Jan 2018 - 4:03


        Apesar do véu de compreensão que lhe cairia sobre a face, sua consciência martelaria exclamações de desgosto e repúdio contra sua mente. Sabia que, apesar de tudo, aquele seria um degrau a ser subido, e dar um passo muito baixo poderia fazê-lo cair até o início da escadaria rubra da revolução. Seu caminho era único em seu interior: subir; em se tratando da realidade, seu caminho também seria único: aceitar os termos. E o faria, sem hesitar — aparentemente.

        Tendo acesso ao papel e seus rabiscos, Vernunft aproximaria e cerraria os olhos em um nítido esforço para executar sua leitura. Sabia ler, mas tinha sérias dificuldades, e sua leitura levava algum tempo a mais que o comum. Mas, felizmente, sua dificuldade não era interpretativa e, portanto, não o traria grandes prejuízos. Seus pais, afinal, o letraram até onde fosse possível antes das catástrofes que formaram o caráter desse batedor de carteiras sádico e oportunista.

        As palavras de Max faziam sentido, e Vernunft dividia das mesmas dúvidas que ele. O horário parecia ser a parte mais clara da carta, mas e o resto? Lista de compras e ingredientes servindo de cobertura para as reais informações da carta. Vernunft não poderia deixar de ficar atônito, de certo modo. Sua vida humilde assaltando os “nem tão ricos” e vivendo às margens não o prepararam intelectualmente a essas situações. Sentia-se acuado, em parte, mas também sentia raiva por todo um esforço feito para pensar uma charada em vez do esforço para sanar os problemas reais dos povos.

        Ao primeiro sinal do cumprimento vindo de Freya, Vernunft o retribuiria. Seu aperto de mão seria generoso, apesar de seu rosto expressaria um pouco de sua decepção.

        — Que que eu preciso fazer pra só arrancar umas cabeças nessa cidade? — resmungaria, em um tom de receio pelo grau de dificuldade da missão.

        Com a cabeça, assentiria à partida e seguiria sua “capitã”. Passariam novamente pelas áreas do quartel-boteco dos revolucionários, e responderia com as informações que sua mente o permitiriam alcançar:

         — Não tenho muita certeza de nada... Nem mesmo da coisa do sol poente, que o seu pai disse que pode ser o horário. Mas a coisa de flauta e de ajoelhar — daria uma pausa de alguns breves instantes, relanceando o céu e a terra enquanto buscava algo mais relevante em suas ideias. — Existe algum tipo de templo ou alguma coisa nessa cidade que fique próxima ao porto? Porque essa coisa de flauta e de ajoelhar parece coisa de religião. Ou perto de algum riozinho que deságue em outro rio?

        Seu conhecimento da ilha, apesar de passar boa parte de sua vida lá, não era perfeito — nunca a visitou por inteira, ou sequer teve um mapa. Tudo o que podia fazer era guiar-se pelas palavras que com tanta dificuldade havia lido.

        Mas a hora chegaria, e eles ficariam cara-a-cara com as gaivotas. Talvez o destino norteie Vernunft, e essas mesmas gaivotas, apesar de mortas e pútridas, venham a ser as disseminadoras das sementes da revolução.



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySex 5 Jan 2018 - 13:42

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Livro I - Potência





Conforme iam caminhando deixavam a Grande Casa e começavam a adentrar mais a fundo na ilha. Aos poucos os arredores urbanos e populosos começavam a se tornar rústicos e mais vazios: não mais era possível ouvir a barulheira de uma cidade movimentada e as casas assumiam aspectos mais simples, com maior espaçamento entre elas. Freya mostrava-se pensativa, ainda analisando as pistas que tinham, e agora prestava atenção em seu interlocutor.

Freya: - Você vai arrancar cabeças logo, logo, se tudo der certo. A gente só precisa achar essas cabeças antes... - Ela olhava para o chão por alguns segundos antes de retornar os olhos para Angest, continuando o diálogo - O seu ódio pelos marinheiros é realmente enorme, não é...? Eu admito que eu mesma não gosto deles também... - Você podia perceber que havia algo sombrio em seu tom de voz e que aquele sentimento de desagrado com a Marinha era enraizado em uma memória mais profunda e oculta

Angest tenta um palpite sobre as informações, por mais que não se julgasse plenamente capaz de responder as dúvidas da dupla sobre sua missão. Não tinha certeza de muita coisa e achou muito óbvio o verso sobre o sol poente se tratar do horário. Ademais, questionava as possíveis influências religiosas da carta, tornando a coloca-las em discussão:

Freya: - Talvez você esteja certo... Parece fácil demais... Se de fato eles estão em algum lugar com uma ligação com religião as opções diminuem consideravelmente - Ela desembrulhava um papel dobrado algumas vezes de suas roupas e ao abri-lo completamente revela um mapa de Centaurea Island. Em seguida, aponta para a margem oeste da cidade e sua divisa com as florestas que bordam a ilha - Quando eu era menor meu pai me levava para conhecer a ilha e mais ou menos por aqui existiam ruínas de uma construção... Pensando bem, ela parecia uma construção religiosa... Será que essa menção ao afluente é algo mais que confirma isso?

A garota estava claramente determinada e focada na missão que ambos recebiam e o jovem Angest podia ver uma nova faceta da personalidade de Freya. Já sabia que ela era obediente e acreditava em hierarquia mas descobria uma grande seriedade e objetividade na menina que tratava todo segundo como de vital importância para a a tarefa. Pouco-a-pouco as casas não mais eram visíveis. Estavam agora em meio a uma floresta e a época do ano fazia com que suas copas estivessem volumosas e floridas, tornando um ambiente lindo. Uma mistura de cores e cheirstomava o lugar, mais notavelmente o som de água corrente e o cheiro de lenha sendo queimada. Aproximavam-se do "rio" que cercava a parte principal da ilha e começava a ficar aparente que existia mais alguém por perto, embora pudesse se tratar de apenas um transeunte. O dito som de flauta e a menção a estar de joelhos não se associavam a nada no momento mas conforme as horas passavam e o entardecer começava a se aproximar era notável como o sol se punha no caminho em que seguiam, passando-lhe uma pequena sensação de alívio sobre suas pistas.







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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySex 5 Jan 2018 - 16:35


        Não tardou para que a caminhada levasse a dupla de revolucionários para além do centro comercial, e era nítida a diferença: as ruas eram vazias, as casas eram simples e o ruído da vida se extinguia. Ainda assim, havia tetos contra a chuva e paredes contra os ventos. Mesmo não sendo as condições confortáveis dos médios do centro, ainda era uma posição segura. Jamais se compararia a viver sobre vermes e sob chuva, com o risco constante de ser agredido por animais ou mesmo por mesquinhos — este segundo grupo que, naturalmente, carregavam sequelas quando se aproximavam do buraco que os mendigos dividiam com Vernunft. Ademais, era o lugar mais aconchegante para o gatuno excetuando a floresta.

        Seria difícil não reparar a hesitação na voz de sua companheira. Realmente, ele sentia um ódio profundo contra marinheiros e não se embaraçava disso. Mas seu ódio nasce de sua ideologia, não de um confronto. Nunca sofreu na pele alguma aflição oriunda diretamente das mãos de um marinheiro, mas pelas marcas e pelos tons, as coisas pareciam ser diferentes com Freya. Mas, os dois estando em uma investida contra supostos espiões, não se tornaria sensível às amarguras da vida de sua parceira. Ao se deixarem sugar pelas dores do passado e convertê-los não na força motriz do ódio, mas na estagnação da melancolia, toda a sua missão fracassaria.

        — Realmente... Uma construção d’uma igreja talvez possa ter alguma coisa a ver. Principalmente se ‘tiver perto da água.

        Responderia à questão de Freya, enquanto seus olhos relanceavam o mapa da ilha de Centaurea. Aquela poderia ser uma boa localização para um encontro às escuras — uma ruína além da periferia da cidade.

        Até o momento nada de sons de flauta, muito menos algo relacionado com alguém ajoelhado. Mas havia a vaga sensação de que alguém estava naquela região com eles. Não arriscaria a falar e fazer-se ouvir por outrem; mas tentaria dar um suave cutucão para descobrir se ela dividia da mesma impressão. Poderia ser um mero transeunte — mas o que ele faria em um lugar afastado como esse?

        Tentaria acenar com a cabeça para que buscassem algum lugar para se esconderem, pois não poderia dar sorte ao azar. Qualquer que fosse a reação dela, ele buscaria onde ocultar-se. Seus olhos estariam atentos e seu punho pronto para pôr sua adaga em ação.

        Em suas veias corriam o sangue fervente da excitação. Encontrar os espiões talvez fosse, no momento, seu desejo mais sincero. Claro, a missão e os revolucionários eram alguns dos motivos, mas os mais secundários e irrelevantes. Era chegada a temporada de caça às gaivotas, e queria irrigar sua revolução com o sangue podre dos capachos do Governo. Sua língua cruzaria seus lábios em um desejo quase mórbido. Seu sadismo estava prestes a ser saciado — não sabia se queriam vivo ou morto o tal espião, mas Vernunft sabia perfeitamente como ele próprio o queria: caído e com seu crânio à mostra.



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptySeg 8 Jan 2018 - 17:50


Livro I - Potência





Freya e Angest tomam cobertura por trás das árvores e vão se aproximando cuidadosamente da margem, querendo avistar a fonte daquela fumaça. As árvores vão ficando mais escassas e a vegetação menos densa conforme se aproximam revelando do outro lado do corpo d'agua um acampamento montado com uma fogueira em seu centro. Quatro indivíduos se encontravam presentes e curiosamente um deles vestia roupas distintas, dignas da nobreza, e parecia fazer um monólogo para os demais enquanto uma refeição esperava sobre a fogueira. No momento estavam desatentos e não reparam nenhuma movimentação da dupla, todos sentados ao redor da fogueira. Apenas quem está virado para a direção dos revolucionários é aquele nobre.

Freya: - Pstt... - Ela te chama pra perto e cochicha em seu ouvido - Só pode ser isso, não é? Eu vou encontrar uma posição melhor - ela dizia retirando o arco das costas - Eu vou ficar vigilante sobre qualquer movimentação deles e daqui eu devo conseguir acertar a maioria. Eu vou esperar seu sinal e começamos nosso ataque.

Após esta fala Freya começa habilmente a escalar uma das árvores mais próximas da margem e rapidamente seu corpo fica oculto dentro de sua copa. Mesmo Angest se não estivesse observando ela escalar não saberia dizer que ela estava ali, mostrando certa habilidade em camuflagem: talvez a decisão de Max de escolher Freya pra missão havia sido bem pensada. Um detalhe que você repara enquanto ela escala é que suas flechas são todas diferentes umas das outras, algo curioso mas que não leva a nenhuma grande conclusão no momento. Restava agora a Angest escolher um plano de ataque sabendo que sua companheira o cobriria.

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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência - Página 2 EmptyTer 9 Jan 2018 - 8:38


        Finalmente começam a esgueirarem-se entre as folhas e as árvores, fazendo Vernunft se sentir em casa novamente. Afastando as folhagens e escorando-se nos troncos, ele segue sua companheira até o ponto onde avistam, com mais clareza, o acampamento que dava origem à estranha fumaça. Ao vê-los, os olhos do gatuno se esbugalhariam e seus lábios desenhariam um largo e asqueroso sorriso — havia alguém entre eles que parecia um nobre.

        A hábil escalada e cobertura de Freya fizeram acender uma faísca na mente de Vernunft de que talvez trazê-la fosse uma boa ideia. Mas não arriscaria a dar a cara contra aqueles quatro de graça.

        — Ataque primeiro, tá? Atire quantas flechas der em quantos deles der. Depois do primeiro tiro, vou ir na direção deles porque eles vão preferir me matar do que catar um macaco nos galhos. Depois disso, mate quem conseguir, menos o nobre — e seus olhos se voltavam para ela com um instinto quase mórbido de assassinato — não toque no nobre — diria.

        Apesar de tudo, não tinha garantia nenhuma das habilidades de Freya, nunca tendo visto ela em batalha. Não poderia confiar com plenitude nela. Era possível, sim, que aquelas flechas coloridas significassem alguma coisa, mas não havia como descartar que fossem o simples capricho de uma adolescente.

        Após o primeiro disparo (ou os primeiros), Vernunft saltaria das folhagens como uma criatura selvagem, encurvada e sanguinária. Caso ainda houvessem árvores entre ele e seus alvos, as usaria como cobertura, ziguezagueando entre elas até a fogueira.

        Caso um dos homens tivesse armas de fogo, o gatuno não hesitaria em pular contra a primeira folhagem que visse e gritar: — Ali! Aquele cara ali! — apontando, em seu brado, as características das vestes para que Freya o distingui-se.

        Esperaria veementemente não ter que lidar com nenhum deles antes de chegar ao nobre, e que Freya consiga acertá-los. Mas, sabendo dos perigos e dos insucessos que poderiam surgir dessa manobra pensada às pressas, seria cauteloso em seu ataque e permaneceria atento aos homens a sua frente. Contudo, em um momento de, talvez, excitação, esqueceria que ela também poderia acabar acertando-lhe uma flecha e, portanto, não prestaria atenção em suas costas, apenas no grupo que se acampava em frente.

        Desde o princípio do ato, Vernunft estaria com sua adaga empunhada — afinal, nenhuma investida seria feita de mãos nuas. Ao sinal do primeiro ataque contra si, usaria de sua lâmina para aparar o golpe caso fosse uma arma cortante. Para armas de impacto, aproveitar-se-ia de sua agilidade para esquivar para os lados. A única exceção seria armas de fogo, da qual o gatuno simplesmente correria desesperadamente alternando pulos e cambalhotas para evitar os projéteis.

        Se tivesse que brigar e suas defesas e esquivas fossem bem sucedidas, não haveria hesitação em atacar com a ponta de sua adaga o pescoço ou o estômago de seus adversários — e caso os acertasse, retalharia-los com sua pequena lâmina.

        A presença daquele nobre acordou um pequeno demônio que se esgueirava sob sua ideologia. Apesar de defender os pobres, sua convicções também eram o sustentáculo de sua crueldade: para defendê-los, deve exterminar os ricos. E para que seja justo, eles devem sofrer. Seria isso o que guiaria os golpes ágeis de Vernunft: alcançar o nobre e não simplesmente matá-lo, mas destruí-lo.



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