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 Livro I - Potência

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MensagemAssunto: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptyTer 24 Out 2017, 20:03

Livro I - Potência

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Angest Vernunft. A qual não possui narrador definido.


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Angest Vernunft
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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptyDom 29 Out 2017, 20:20



    — Tragam-nos, rápido! A guilhotina não tem o dia todo!

    Esses eram os gritos de ordem do Carrasco do Novo mundo. Angest Vernunft se deliciava com as cabeças que rolavam no cesto aos seus pés. Conforme nobres, líderes do governo e Dragões Celestiais gritavam em dor e agonia, suas mãos sacudiam pelo ar como se regendo uma orquestra. Para ele, aquele era o mais legítimo hino para aquela nova época. A revolução havia ganhado e implantado seu domínio (tirânico, talvez) sobre todo o mundo. A bandeira do império que viria a durar mil anos estava cravada firme no chão. Agora, o trabalho a ser executado era a manutenção desse reino de paz que veio após o caos.

     — Venham! Esse belo artefato, escavado das profundezas de Mariejois por apenas dois escalpos de Dragão Celestial!

    Esses eram os gritos dos comerciantes. A moeda mais valiosa desse novo mundo não era fabricada. Apenas alguns produtos para a conservação dela eram necessários. Afinal, os escalpos dos nobres podiam apodrecer.

    Mas, para a infelicidade de Vernunft, o sonho continuava a ser um sonho. Seu mundo ainda estava sob o jugo do Governo Mundial, e ele ainda era um pobre mendigo batedor de carteiras em uma ilhota qualquer do South Blue. Ilhota, porém, que lhe rendeu alguns trocados. Tinha, atualmente, em sua carteira, algo em torno de 50.000 Berries, fruto tão somente de seus pequenos trabalhos. O pouco que ganhava, era de costume dele, ou dividir entre seus companheiros de miséria, ou comprar algo que lhes fosse útil. Alguns itens, que eram comuns entre eles, foram comprados assim. A exemplo há frigideiras, varas de pescar, etc. Coisas, em geral, que possam ser enfiadas em uma caixa de madeira surrada e guardada.

    Mas sua ambição crescia com o sucesso de seus furtos. Sua mente ecoava um complexo de Robin Hood que queria ir além. Queria roubar dos mais ricos, e eles não estavam em Centaurea Island. Queria, também, melhorar a vida dos mais miseráveis, e eles não se restringiam aos pobres dessa ilhota. O tempo fazia acender uma chama vermelha como o sangue em suas veias. Gostaria de esmagar a nobreza como se fosse um martelo e aparar as desigualdades como se fosse uma foice. Queria, enfim, revolucionar. Mas pouco ouvia sobre os revolucionários. Não se dava ao trabalho de parar para ouvir as conversas nas ruas, ou gastar seu suado e limpo dinheiro com pedaços de papel que não alimentam nem esquentam. Mas, talvez, essas concepções mudem. Gradativamente, é provável. Mas mudem.

    Mais um dia viria, e, com ele, mais planos a traçar. O mundo não ficaria parado esperando que Vernunft fosse até ele salvá-lo das mãos terríveis do Governo. Era hora de se mexer, aventurar-se pelo vasto mar que se lhe abria e arrancar os males pela raiz – ou pelo pescoço. Portanto, era chegado o momento de pôr em prática os preparos. Acordando, seu primeiro objetivo seria o de vestir seu manto, que lhe serpenteia o pescoço e a cabeça, lhe fazendo a vez de capuz. Assim, seu aspecto marginal talvez fosse amenizado pela sombra. Estaria, também, enjoado de suas armas de madeira esculpida para simular uma faca de verdade (muito útil à fraca luz da lua, especialmente contra os ricos que nunca passaram um perrengue em toda a sua vida). Seu norte seria, então, uma adaga. Seus passos trilhariam o rumo de alguma loja qualquer que tivesse essa lâmina disponível a venda. Caso ela não esteja dentro dos limites de seu orçamento, talvez a noite traga uma surpresa ao vendedor. Contudo, se tudo corresse bem, a transição seria perfeitamente serena.

    Mas, em se tratando de uma criatura bastante peculiar, não seria espantoso que, mesmo à luz do Sol, quando, por acaso, em alguma estrada isolada ou beco, acabasse “trombando” em um “bom cidadão” e, acidentalmente, em meio ao baque, seus dedos escorregassem e lhe tomassem a carteira. Era, há de se convir, um acidente. Nem mesmo ele se daria conta de tal ocorrido criminoso, é claro. Talvez o sorriso que lhe costuma surgir no rosto diga o contrário, mas o sereno desculpar de Vernunft talvez lhe safasse:

     — Ah, desculpa... Eu achei essa carte’ra no chão, mas não vi de quem caiu... Aí decidi levar até algum guarda que me ajudasse...

    Talvez a violência fosse a chave para uma recusa de seu sincero pedido de desculpas, mas a reação apenas poderia surgir da ação; sem uma, não há a outra. Salvo esse infortúnio (para quem por acaso, cruze o caminho desse ladrãozinho em algum lugar pouco movimentado, afinal, ele não é tolo de tentar roubar alguém às vistas de todo mundo), permaneceria o caminho até o comerciante gentil que lhe daria, a um preço acessível, o artefato que seria como uma semente, que seria regada com sangue e de onde brotaria toda uma revolução.

    Pelo menos assim esperava o gatuno...
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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptySeg 06 Nov 2017, 18:21

Perdido em seus próprios devaneios sanguinários, cheios de vingança e prazer, se encontrava o jovem que iniciava hoje sua história em um mundo tão sujo quanto o futuro desejado por ele. Acordando, escondeu o rosto em meio a alguns panos, levantou-se e então começou a andar procurando alguma loja que vendesse a ferramenta que precisava para colocar em prática seus novos planos, em seus bolsos achou os trocados que havia "ganhado" com os pequenos furtos que já havia praticado.

Centaurea não era um lugar fácil de se viver, a tensão de ser uma base "secreta" dos revolucionários assustava a população e espantava os grandes comerciantes, nobres nem sequer chegavam a pisar naquela ilha, muito menos a marinha ou o governo, pelo menos era isso que todos achavam. Nevava, e as ruas estavam com uma camada espessa de neve por todos os cantos a não ser perto das portas dos estabelecimentos.

Havia pouca gente nas ruas dos subúrbios, as pessoas geralmente se encontravam dentro de casa tentando se aquecer com o pouco que tinham. No centro da cidade, a onde localizavam-se as lojas, as ruas eram mais cheias, as pessoas vinham comprar mantimentos para estocarem e roupas mais quentes para o inverno. Na rua larga em que Angest estava, várias pessoas bem agasalhadas enchiam as bolsas de carnes secas, fumos e agasalhos, comerciantes gritavam para chamar a atenção enquanto fumavam para se aquecer.

No meio de uma movimentação daquela massa, que ia de um lado para o outro observando os produtos dos comerciantes, o jovem percebeu um homem gordo vestindo um casaco onde os botões já estavam quase estourando, assim como a carteira em seu bolso traseiro quase caindo para fora. Foi rápido, o homem era desajeitado e vinha andando a passos largos carregando um saco cheio de produtos. - Saia da frente! - Exclamou para o punguista, e para as pessoas que sem prestar atenção levavam uma investida do gordo, se aproveitando disso, Angest foi ágil ao pegar sua carteira sem que ele percebesse, o homem que mal sentia seus dedos congelando apenas saiu dali andando como se nada tivesse acontecido.

A carteira azul e de pano, foi colocada no bolso para que depois pudesse ser revistada.- Vai levar alguma? - Perguntou um velho de chapéu, que sentado em uma banqueta alta cuidava das suas mercadorias, armas de fogo, espadas, machados e algumas adagas enchiam a sua mesa grossa de madeira enterrada na neve. O velho talvez pudesse ter visto o ato do punguista, mas decidiu ficar calado em troca de uma venda, pelo menos era o que parecia.

Mas antes que o gatuno pudesse lhe dar uma resposta, o jovem ouvia um barulho de metais caindo e madeiras retorcendo. Olhando para sua esquerda, ele entendia o motivo do estrondo. Na esquina ao lado, só se pode ver a imagem de um grande urso branco se jogando em uma das lojas, uma loja de panelas que fora destruída pelo impacto. Depois dos gritos de surpresa das pessoas, o urso se levantou e começou a correr novamente, causando mais pânico ainda, dessa vez para a rua em que o punguista estava. - Vai matar a todos nós! - Disse um desavisado no meio do caminho que somente levou uma investida e foi lançado para o lado quando o urso passou correndo com as quatro patas.

Estranhamente, o urso parecia ter uma tatuagem, e olhando bem, qualquer um poderia perceber que não era um urso comum, e sim um Mink! Usando luvas e um cinto, ele também estava sangrando na parte de trás da coxa e mantinha uma abafada respiração a cada passo da corrida. O problema disso tudo, era que o gatuno e aquela loja de armas estavam no meio da rua, no meio do caminho do urso, que parecia não ter intenções de desviar, e ja tomava mais velocidade para passar destruindo tudo. - Parem esse urso!! - Uma voz grossa gritou da rua de onde o Mink havia vindo.



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptySeg 06 Nov 2017, 21:27



        “Essa noite não tem janta, gorducho...”


        Pensava Vernunft, rindo em sua mente. Quem diria que uma tentativa de furto em meio à multidão teria sucesso? Talvez a sorte decidisse que hoje seria o seu dia, pobre miserável. Uma trombada, uma carteira. Restava, agora, saber o que havia nela, mas isso deveria esperar: não seria amador a ponto de abri-la diante de todos. Guardada, quando a calmaria viesse ele veria os frutos de seu trabalho.

        Tudo havia começado bem, e uma aura de otimismo parecia tomar-lhe o corpo. Alguns devem pensar que é bom seu otimismo, mas em se tratando de um ladrão maníaco, talvez isso lhe renda alguns prejuízos, achando que sua maré de sorte lhe permita dar um passo maior do que a perna. Mas apenas os eventos poderão efetivar ou não esses prejuízos.

        Talvez roubar aquele quente e aconchegante casaco seria o ideal. A neve e o frio não lhe agradavam, apesar de estar acostumado a dormir praticamente sobre ele. Seus movimentos tornavam-se duros e lentos, e por sorte sua vítima era tão imbecil quanto seus ossos eram congelados.

         “Esse velho...”

        Seu pagamento por seu trabalho havia sido visto, aparentemente, por um comerciante que se prontificava a oferecer-lhe seus produtos. Não poderia se dar ao luxo de ignorá-lo e ser linchado por aquele bando de acomodados que não compreendiam seu dote. Um sorriso trêmulo se desenharia em seus lábios, pronto a engajar uma conversação (ou negociação) com seu futuro interlocutor. Mas, como o dia não podia ser perfeito, o barulho que inundava a rua logo chegava aos seus ouvidos, o que o colocaria em estado de alerta.

        À esquerda de onde estava, seus olhos refletiam a arruaça realizada por alguma coisa que se assemelhava a um urso polar. Esta era, de fato, sua primeira impressão. E, junto à coisa, um estabelecimento se perdia, e com isso a troca, e consequentemente também se arruinava um possível comerciante a ser roubado. Mas essa deveria ser a menor das preocupações do gatuno, afinal, aquela coisa se aproximava, e na medida em que o fazia, percebiam-se indumentárias humanas na criatura. Tratava-se de um Mink, talvez o primeiro que Vernunft já viu.

        Imediatamente o ladrão começava a imaginar o que faria. Sendo ou não um urso, deveria ter a força de um, e ele parecia atacar a tudo indiscriminadamente. Havia, contudo, um obstáculo em seu caminho. Esse obstáculo era o próprio gatuno, que provavelmente não ofereceria resistência nenhuma contra a investida do monstro que lhe surgia. A loja também, seria lançada ao ar e destruída como outra já havia sido. Havia três opções: ficar e morrer, tentar lutar e morrer, ou fugir. Mas, sendo um ladrão nato, fazia questão de arrombar as portas das possibilidades e abrir uma quarta saída.

         — Perdão, moço, mas acho que isso vai te faze’ menos falta do que o resto.

        As palavras sairiam da boca de Vernunft no momento em que percebesse que ambos eram os alvos. Sua quarta possibilidade? Arriscar-se-ia a tomar uma das adagas do comerciante e, quando o Mink estivesse poucos metros a sua frente, tentaria tomar impulso para saltar utilizando-se da banqueta que expunha as mercadorias. Um insucesso era cabível, mesmo que contrariando sua maré de sorte que, apesar de pôr em sua direção um animal que deve pesar seis vezes o seu peso, garantiu-lhe uma brecha para talvez tomar de graça a adaga que tanto queria. Esse insucesso seria uma situação qualquer onde seu apoio ou seu pé falhariam e o ladrão viesse ao chão. Neste cenário, a adaga poderia ser lançada contra a coxa que já sangrava (e que deveria ter sido percebida pelo rastro rubro deixado sobre a neve), garantindo no mínimo uma cambaleada e, com isso, tempo para ele se recompor e saltar para uma distância segura do trajeto do urso.

        Mas, por outro lado, tudo podia continuar dando certo. Assim se sucedendo, o salto seria para que Vernunft caísse às costas do urso, onde agarraria com firmeza seus pelos com uma das mãos e, com as pernas como uma “pinça”, seguraria e se equilibraria sobre a criatura. A adaga, antes de qualquer atitude brusca (visto que o resgate de uma coisa dessas talvez lhe rendesse bons frutos), seria posta próxima ao pescoço do Mink, ao mesmo tempo em que a voz do gatuno rumaria seus ouvidos:

        — ‘cê me entende, n’é? Se controla, urso, senão eu te rasgo essa garganta!

        Esperaria que apenas isso fosse o bastante para conter a ira do Mink ou, no mínimo, fazê-lo recobrar o controle. Caso não surtisse efeito, a alternativa seria um “tratamento de corte”, onde sua adaga seria fincada no ombro de sua atual “montaria”, e virada, caso necessário, abrindo a ferida. Talvez o golpe doesse, mas de maneira nenhuma viria a ser fatal. A própria profundidade do corte poderia ser controlada por Vernunft.

        O mais importante, no entanto, era saber de onde veio o urso e quem é que o chamava em desespero, de um lugar em que o gatuno não haveria conseguido identificar com precisão.

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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptyQua 08 Nov 2017, 01:43

O monstro bufava vapor, e suas quatro patas lançavam a neve próxima a ele para cima das pessoas nas calçadas, estas mesmas pessoas em pânico, corriam assustadas para longe do urso tentando se esconder dentro das lojas. - ROOOOOOOOOOOOOAR - O Mink de pelagem branca soltou um rugido antes de se chocar com a barraca de armas, pronto para destruí-la com sua investida.

— Perdão, moço, mas acho que isso vai te faze’ menos falta do que o resto - Soltou uma frase o gatuno antes de surrupiar uma das adagas da barraca. Foi rápido, o urso chegou em segundos, Angest saltou por cima da mesa grossa de madeira e se jogou para cima do Mink que quase não percebeu a chegada do passageiro em suas costas. A barraca foi destruída por conta do peso do humanóide, que em sua primeira pisada rachou a mesa e continuou correndo sobre a neve, mas agora mais lentamente por conta do gatuno em suas costas.

Angest, porém, mal conseguiu se segurar com as duas mãos e as pernas pressionadas conta o tronco do urso, tamanho o balanço do animal. Percebendo que iria cair para a direita, seu primeiro movimento instintivo foi fincar sua adaga no ombro do urso que grunhiu com o golpe.

Depois do corte, o gatuno sentiu um poderoso tremor vindo do urso e logo depois, sentiu o urso parando e caindo na neve. Ouviu o estrondo e quando olhou para a frente, viu uma pessoa que segurava um martelo oferecendo-lhe ajuda.

- Ts-hehehehe! Gostei de você garoto! se parece comigo quando eu montava javalis com meus irmãos! - Uma voz rouca e grossa veio do baixo humano que se apoiava em seu martelo, esse sujo de sangue, o sangue da cabeça do urso que se encontrava agora rachada em duas partes. O homem musculoso sorriu e estendeu a mão ao gatuno, esperando que esse se apoiasse nela para sair de cima do urso. - Hm... Já matamos o traidor, vamos tirar o corpo daqui antes que esse lugar encha de corvos. - Uma outra voz, dessa vez feminina mas não menos rouca e séria vinha de trás do gatuno, se este se virasse, veria uma jovem de cabelos brancos que portava um arco e flecha.

As pessoas começavam a se amontoar, cochichando próximas ao corpo do urso, por sorte, o comerciante que tinha talvez visto o gatuno roubar uma carteira havia desmaiado com uma batida do corpo do animal que tinha destruído sua loja e essa com certeza era uma boa oportunidade de Angest sair dali sem ser notado pelo velho.


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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptyQui 09 Nov 2017, 12:03


        Como já havia sido previsto por Vernunft, a barraca de armas foi lançada ao ar como um brinquedo pela investida do urso. Mas tudo havia saído quase como ele esperava, e sua manobra o colocara sobre o Mink. O desequilíbrio consequente dos movimentos violentos o lançaria longe não fosse seu reflexo. A sua novíssima e bela adaga se alimentava pela primeira vez, e com o sangue de uma criatura que não costuma ser vista em todos os lugares. Ao dar-se conta disso, certamente um sorriso sádico surgiria enquanto seus olhos se vidrariam no sangue que escorria.

        Os devaneios doentios (para ele risíveis) foram interrompidos por dois sons em sequência. Sequer viu o que fez o Mink parar, apenas pôde imaginar o que acontecera enquanto seus olhos refletiam a cabeça partida sobre um mar de sangue e o grande martelo ensanguentado carregado por alguém que parecia ser um guerreiro — apesar de sua baixa estatura.

        Enquanto seus ouvidos eram invadidos pelas comparações e memórias do assassino de Minks, seus olhos acompanhavam a mão que estendia em seu auxílio. Vernunft colocaria a mão sobre a dele, mas apenas em um ato de respeito. O toque seria sutil e nitidamente ele não estaria se apoiando para sair de cima do animal: não queria dar um ar de inexperiência ou até mesmo de necessidade. Na sua cabeça ingênua de quem passou os últimos anos com trabalhos relativamente fáceis, ele era um perfeito lobo solitário, e a única função dos terceiros era a de ser salvos ou julgados por ele. Porém, os mares provavelmente lhe mostrariam que a solidão apenas o colocaria em desvantagem. Em algum momento perceberia a importância de ter pessoas do seu lado. Grife-se “pessoas”, não “laços”.

        Olharia em direção, agora, a guerreira que acompanhava o ruivo. De relance, talvez visse o comerciante desacordado, e, consequentemente, incapacitado de responder se a adaga faria ou não falta. Vernunft provavelmente não controlaria seu riso, e responderia por ele em sua mente:

        “’Não, senhor, não vou precisar dela. Pode levar, salve o mundo e não se importe comigo!’ Claro, é o senho’ que manda. Vo’ honra’ a mureta que ‘cê foi pro urso, muito útil...”

        Sua expressão tornar-se-ia séria ao perceber que o urso havia sito chamado de “traidor” pela arqueira. Não hesitaria em perguntar a ela, com a sobrancelha arqueada em sinal de incompreensão, a voz rouca e o dialeto simples dos marginalizados:

        — Esse urso é algum bicho de carga de vocês, ou qualquer coisa assim?

        O gatuno estaria frustrado, afinal, tanto cuidado para não matá-lo havia sido completamente em vão. Limparia a adaga em sua própria roupa, sem sequer olhar, como se fosse algo automático (afinal, era acostumado à sujeira e podridão). Teria plenas noções de que aqueles dois eram mais experientes e mais fortes do que ele próprio, portanto, valeria a pena ser amigável no começo dessa relação. Regando-a direitinho, ela pode lhe render bons e maduros frutos. Não tardaria para que pudesse arrancá-los com sua nova lâmina.

        Precisaria, primeiro, descobrir o que eles são. Uma pergunta como “de onde vocês vêm?” ou “no que vocês trabalham?” talvez pudesse ser feita em algum momento da conversação. Deixar-se-ia ser levado por eles até poder usufruir de tudo que for possível. Apenas depois decidiria o que valeria a pena fazer. Seu lucro e sua vida são, no momento, a fórmula para bem suceder sua “missão de vida”, e portanto, não faria nada que lhe prejudicasse, seja ao bolso ou a vida.

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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptySex 10 Nov 2017, 16:37

O animal de pelagem branca começava a ser coberto pela neve lentamente, o seu sangue jorrava da rachadura no meio do crânio e sujava o gelo abaixo dele. Os populares que estavam em volta logo começavam a tampar seus narizes por conta do cheiro. - Mais uma vez temos problemas por causa desses malditos Revolucionários! - Gritou um homem de bigode para o bárbaro, a população assentiu e emburrou a face.

Angest, mesmo sem querer, era puxado brutalmente pela mão para longe do urso, aparentemente o guerreiro não media bem sua força.  - Ora, fique calado seu... - O homem portando o martelo soltava a mão do jovem gatuno e ia para cima do popular, mas ao dar um passo era parado pela mulher de cabelos brancos. - Brann, a batalha já acabou... - Dizia a arqueira ao colocar a palma da mão sobre o peito do barbudo que parava bufando.

Tentando iniciar uma conversa para descobrir o que era tudo aquilo, o gatuno começou a falar. — Esse urso é algum bicho de carga de vocês, ou qualquer coisa assim? - O guerreiro e a arqueira se entreolharam e ignoraram o gatuno por alguns segundos, antes que o homem largasse o martelo na neve e começasse a arrastar o corpo para longe dali.

- Não, longe disso... Ele era um dos nossos companheiros, pelo menos era o que parecia, até descobrirmos que ele era na verdade um espião contratado pela marinha. - Falou a jovem chegando mais perto do gatuno. - ... de onde vocês vêm? ... - Continuou a perguntar Angest. - Eu sou de longe, e Brann é daqui mesmo, de Centaurea. Você é daqui também? Vi você pular encima do Pollo, é... Esse era o apelido dele. Talvez você possa ser útil para o exército revolucionário, se quiser, estamos indo depois daqui para o Quartel... - Após sua fala, a jovem começou a pisar no sangue acima da neve, enquanto Brann vinha andando com seu martelo para perto de Angest. - Pronto Freya, deixei aquele maldito em um lugar onde pelo menos sirva de alimento... - Após um sorriso, ele chegava mais próximo ao gatuno e começava a falar novamente. - Desculpe por te puxar daquele modo, quando começo a lutar não controlo minha força e meu corpo demora a perceber que a batalha acabou. - Começou a rir após sua frase. - É um descontrolado, isso sim. - Falou sem se importar a garota.

As pessoas começavam a dispersar, não havia mais nada a ser visto fora a destruição causada no local e nada daquilo se comparava ao corpo ensanguentado do urso. O velho que havia visto o ato do gatuno estava encostado em uma loja sendo atendido por um outro homem de jaleco envolto de outros populares, alguns fechavam as lojas e outros continuavam a andar e procurar algo para comprar como se nada tivesse acontecido.



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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptySex 22 Dez 2017, 02:38


        A criatura tombada parecia ser enterrada pela própria natureza, conforme os flocos de neve lhe cobriam. Talvez seja, de fato, o desejo da Ordem das coisas, pensaria Angest consigo mesmo. Aquele urso podia tanto representar os miseráveis que a própria Marinha enterra mais de sete palmos sob a terra, ocultando-os com suas mentiras, sinalizações de paz e uma suposta “guerra” contra homens livres e revolucionários; mas também podia representar o início da derrocada do Governo e de seus cães adestrados. Apesar da contingência do mundo, uma coisa é certa: o único destino do que está no topo é a queda – e esse é um ponto que precisa ser muito cuidadosamente analisado por aqueles que querem tomar essa posição. Era deleitoso, em fim, ver aquele serviçal caído sobre o próprio sangue, rubro como a revolução que irrigava e alimentava.

        Seus ouvidos se atentavam às palavras de Freya conforme elas chegavam-lhe aos ouvidos. Eram revolucionários e, apesar de ter certo rancor pela omissão deles com relação à miséria em que vivia na ilha, não pensava em caminho melhor a trilhar.

        — Útil? Eu? — diria, apontando o indicador da mão direita para o próprio peito. A máscara da surpresa lhe caía bem, e buscaria passar a sensação menos belicosa possível... “possível”. — S’eu ajudar vocês matando marinheiro, serei muito útil! — continuaria, escapando uma leve risada ao fim da frase.

        Evidentemente, com as sequelas que carregava em sua mente e sua personalidade, não conseguia escantear seu lado sádico contra aqueles que se prostram como alvos de sua guerra pessoal. É particularmente engraçado imaginar eles morrendo (mesmo que, mudando a classe, mude a reação).

        Avisado de que iriam ao quartel, optaria por segui-los para ver onde as possibilidades o levariam. — Claro, irei com vocês para o... — uma pausa, uma risada, e em breve continuaria sua fala — para o Quartel General. Adoraria caçar gaivotas com vocês.

        Lembrar-se-ia dos tropeços e dos sons quase sinfônicos da queda do tal Pollo, e não conseguiria conter sua alegria. Recomposto, registraria seu interesse particular em caçar marinheiros – da mesma maneira como fazem com os piratas. Esse seria o primeiro degrau, seguido da caça aos agentes do governo – da mesma maneira como eles caçam aos medíocres, a mando dos Dragões Celestiais.

        Manteria uma boa distância dos dois, e guardaria sua adaga legalmente adquirida. Caso, no caminho, se afastassem da multidão e cruzassem um local sem movimento, aproveitaria o momento de quase privacidade para averiguar o conteúdo da carteira, um peso inútil que tão gentilmente Vernunft fez questão de retirar dos bolsos do transeunte.

        Poucos passos pareciam separá-lo do início. A gênese da revolução crescia em um Blue qualquer, e logo suas raízes cresceriam sobre o entulho e seus galhos atravessariam as construções mal planejadas. E Vernunft seria a semente de tudo.
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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptySab 23 Dez 2017, 14:49


Livro I - Potência

Som ambiente (Opcional):
 




As palavras de Angest fizeram com que as duas figuras se entreolhassem antes de voltar a pousar os olhos no jovem, o qual analisaram de cima a baixo. Sem dúvida acreditavam que ele podia ser útil após demonstrar seu pensamento rápido e destreza ao derrubar o Mink urso mas também ouviram a tranquilidade e a sua disposição em matar o que os fez ficar em silêncio por alguns segundos, como quem pondera sobre algo. O portador do martelo, Brann, foi o primeiro a enunciar:

Brann: - Você tem alguns parafusos solto, não é garoto?! - Uma risada preencheu o ar e dissipou a tensão que crescia gradualmente durante aquele encontro - Eu adorei! Ainda mais agora! Descobrir um traidor em seu meio é uma merda pra gente mas ver alguém tão brutalmente direto com certeza levanta meu humor! Caçar gaivotas?! - Ria novamente mas Angest podia perceber que ele não agia de forma desrespeitosa, estava genuinamente alegre pelo comportamento e a fala dele - Freya, ta decidido, vamos levar esse garoto com a gente. Ele com certeza vai se mostrar útil e pode até nos tirar umas boas gargalhadas!

Freya: - Mais calma, esquentandinho. Eu concordo que a gente deve levar ele, afinal, ele parou o traidor e precisamos relatar isso, mas não seremos nós que vamos decidir se ele vai entrar ou não. Depois de toda essa história o Max vai querer dar uma boa olhada nele... - Ela lançava um olhar sério para Brann e era possível perceber que ele se encolhia com seus argumentos, revelando uma certa superioridade na garota. Ela podia ser superior hierarquicamente ou apenas ser uma excelente lutadora, mas sem dúvida sabia faze-lo se calar. O olhar sério retorna para Angest - Numa coisa o Brann ta certo, você é um tanto quanto estranho. Esse tempo todo você ainda está com esse sorriso na cara e eu não faço ideia do que ta se passando na sua cabeça. Nós vamos te levar ao chefe, mas você vai na frente! - Virava-se de lado indicando que ele deveria passar a sua frente e seguir sob o olhar de ambos os Revolucionários. Sua tentativa de manter distância não seria bem-sucedida e a carteira que ganhou deveria ser examinada mais tarde, mas pelo menos estava à caminho do começo de seus sonhos.

A caminhada começou. No céu o sol ficava cada vez mais fraco e os flocos de neve tornavam-se cada vez mais abundantes em sua queda. Já era possível ver alguns comerciantes usando de vassouras para afastar a neve de seus estandes e sacudindo suas lonas para que não rompessem. Outros mais sensatos recolhiam suas mercadorias e começavam a se preparar para ir para casa, temendo danos maiores. Mesmo a trilha vermelha na neve pela qual ainda seguiam já começava a sumir e se tornou fácil pensar como aquela morte passaria desapercebida. Angest conseguia sentir os olhares firmes de seus novos "companheiros" em suas costas enquanto andava por entre as ruas com cada vez menos movimento e ocasionalmente ouviam cochichar algo um para o outro. Estavam desconfiados dele. Finalmente as casas deram espaço a uma enorme mansão que parecia o polo central da ilha, com todas as ruas da cidade tendo ela como último destino. Apesar de seu enorme tamanho era de construção simples e não era dotada de qualquer tipo de 'glamour' ou riquezas. Alguns indivíduos se colocavam frente a sua porta principal mas tirando isto o lugar parecia um tanto quanto deserto. Sem opções do que fazer se não continuar seu destino devido aos dois sujeitos respirando no seu pescoço observou um aceno de cabeça de Freya para os guardas e em seguida abriu a porta revelando o local sobre o qual era tão curioso.


Grande Casa (Você está no círculo):
 

Era um ambiente rico em detalhes. Mais semelhante a uma taverna que um centro de operações havia diversas pessoas conversando e bebendo em clima de festa, proclamando suas histórias e dançando ao som de um dueto próximo a uma lareira. Estas pessoas assumiam as mais variadas formas: homens, mulheres, Minks, crianças e até mesmo um Tritão podiam ser vistos entre os demais. Haviam mesas e cadeiras espalhadas pelo salão e do lado oposto a entrada podia ver o bar onde um sujeito de barbas longas servia alguns fregueses. O ambiente era iluminado mas apenas pela luz das velas e da lareiras, mantendo o clima de taverna. É quando uma mão é posta sobre o ombro de Angest:

Brann: - Acho que agora que a Freya vai cuidar do resto eu vou cuidar de mim mesmo! Vê se não faz nenhuma besteira moleque, você parece promissor! - Uma nova risada e Brann ia desengonçado em direção a lareira, cumprimentando um colega e sentando-se ao seu lado com um copo na mão.

Freya: - Se quiser algo bem-feito faça você mesmo, não é? Não teríamos nem que perseguir aquele maldito se fosse eu fazendo a vigilância - Ela parecia falar consigo mesmo em voz alta, como uma reclamação ao abandono de Brann naquele momento enquanto seus olhos o seguiam com certa repreensão. Ela dá alguns passos a frente e coloca-se a frente da Angest, entre ele e o restante da sala - Você vai esperar aqui enquanto eu vou buscar alguém que vai saber o que fazer com você. Não saia daqui e faça o favor de não ser apenas um bêbado como seu coleguinha Brann quando eu voltar - Mesmo com as palavras fortes e o olhar ameaçador dela ela parecia indiferente a você, apenas mais uma parte de um burocracia necessária.




OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: Livro I - Potência   Livro I - Potência EmptySab 23 Dez 2017, 21:13


        Apesar de sentir a simpatia que ganhou do pequeno guerreiro, aquela situação o deixava um tanto desconcertado. “Não acredito que ‘tô ouvindo isso d’um cara quase menor que a própria arma...” pensaria Vernunft, talvez sem perceber a própria expressão de desconforto. Contudo, a mesma autoridade que fazia o revolucionário encolher-se sob sua voz, também parecia demonstrar certo receio com relação ao ladrão.  Parecia poder-se extrair das palavras de Freya uma certa desconfiança com relação à animação exagerada de quem acabou de matar um ser vivo. Mal podia imaginar os gostos excêntricos do rapaz, ou os oceanos de sangue e escalpos que inundavam sua mente e desaguavam em suas risadas.

         “Me fazendo ir na frente... Quando qu’eu vou poder ver que que tem nessa carteira?” Aquela mulher parecia ter surgido na contramão das sortes que pareciam ter sido oferecidas pelo destino. A palavra dela, cogitava Vernunft, talvez tivesse um peso muito importante na decisão dos revolucionários a respeito de seu ingresso, e sua cautela, ao mesmo tempo em que minava suas intenções, também crescia o seu receio. Não seria passado por revolucionários a quem, em sua mente, faltava o espírito de um transformador. Sua carteira teria que esperar — o objetivo era nada mais, nada menos do que sua participação ativa na maior força opositora ao Governo. Seus caprichos deveriam ser postos de lado... por ora.

        Suas costas pareciam queimar. Apesar de não ver, sentia um peso estranho sobre os ombros. Um peso, por sua vez, bastante familiar — o peso do julgamento. Sabia que seus passos, jeitos e expressões estavam sendo julgados. No fim das contas, aqueles dois não pertenciam ao grupo que desejava atacar. Sabia também que, mesmo que fossem, um ataque frontal e gratuito não resultaria em nada além de sua própria queda, e com ela, a queda de sua luta. Mesmo norteando o caminho indicado, sons de descontentamento escapariam ocasionalmente de seus lábios.

        Finalmente o grande dia parecia ter chegado. Estava diante do posto dos revolucionários. Os homens que resguardavam o local abriram as portas e finalmente, quando seu primeiro passo tocou o interior do local, ele era fascinantemente... modesto. Vernunft olharia em volta e dificilmente conseguiria conter seus pensamentos.

         — O quartel dos revolucionários é um botec... — dando-se conta do erro que poderia cometer, tentaria, embaraçosamente, consertar sua fala — um bom teco de terra que virou esse lugar maravilhoso...

        Brann o avisou que ficaria sob os cuidados da arqueira, que parecia caçá-lo com sua atenção. Suas palavras e seus gestos eram o extremo oposto de seu companheiro, e talvez a pessoa que cuidou disso tivesse sido sabia. Equilibrado o frio com o calor, a indiferença com a impulsividade, o resultado poderia ser devastador. Mas o que seria feito com Vernunft? O que se fazer com quem é o próprio desequilíbrio?

        Um suspiro colocaria para fora toda a tensão originada das vigilâncias e julgamentos. Estaria, também, mais leve, sabendo que sua estada com o grupo não dependeria de Freya, mas de alguém talvez acima. Sabendo que teria que esperar até o retorno de sua “iniciadora”, buscaria tentar obter alguma informação. Seus olhos tentariam guiá-lo à criatura mais embriagada e fora de si que estivesse naquele lugar. Sua chegada seria o menos desavisada possível, pois não queria correr o risco de surpreender um bêbado e acabar sofrendo as consequências dos seus reflexos agressivos. Sua pergunta seria bastante simples e, talvez, aparantemente irrelevante. Mas Vernunft poderia utilizá-la e, quiçá, transformá-la em algo maior. Não suportava a omissão dos revolucionários, e Freya, com sua cautela e frieza, representava a indiferença do próprio grupo com relação aos miseráveis — pelo menos na cabeça enevoada e simplista do ladrão.

         — Ei, rapaz! Por acaso aquela menina de cabelo branco é quem manda?  



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