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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 E não sou mais um transviado...

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 5 EmptySeg 23 Out 2017, 01:37

Relembrando a primeira mensagem :

E não sou mais um transviado...

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Zuzu Hijra . A qual não possui narrador definido.


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Zuzu Hijra
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 5 EmptyTer 01 Maio 2018, 05:26



         “O reconhecimento do público enche meu corpinho de alegria...”, pensou enquanto suas bochechas maduras ficavam coradas com os sinais de respeito vindo de – algumas - pessoas que cruzavam por ele.

        Não houve nenhum contratempo que fizesse Zuzu ter um ataque de pelancas no meio do bar, sendo assim, seguiu com passos firmes até Ichida enquanto sua bunda insistia em remexer ao ritmo da nova música que tocava. Ao notar que o barman estava se movimentando de maneira estranha, aumentou a velocidade e foi logo interrompendo para mostrar que livraria o funcionário e que este não precisava usar a violência.

         - Honey... – abraçou o amigo com afeto, afinal, eram poucos aqueles que tinham passado por sua vida e o tratavam com carinho e dignidade – Levaram? Como assim? – observou o outro se afastando com grande estranhamento – Não importa o motivo de eu estar só de cueca! O que está se passando, little boy? – colocou as mãos na cintura e o encarou fixamente com um semblante nem um pouco agradável.

        Analisou com cuidado todas as expressões corporais do amigo e ficou preocupado ao sentir as notas de medo que sua fala carregava. Ao contrário do outro, relaxou os ombros e deixou os braços caírem enquanto ouvia. Sentiu a presença do estranho e, diferentemente da maior parte do tempo, conseguiu prender a atenção nos detalhes e não se deixar levar pela emoção. “Não é o mesmo do torneio, mas deve estar juntos... e envolvidos nisso!”, presumiu de imediato.

        Em meio ao caos, o cantor encontrou uma luz de glitter em sua mente: pouca, mas que impregnou até o último fio de cabelo de sua cabeça. Colocaria a mão direita sobre o ombro de Ichida e diria com firmeza:

         - Ichida, sweet, vamos resolver isso. Agora preciso de sua ajuda. Está vendo aquele rapaz mais suspeito do que os criminosos aqui dentro? Well, acho que ele tem ligação com o que acabas de me falar, carneirinho! Ou fazemos ele de refém e descobrimos alguma coisa, ou ele irá colocar em plano alguma coisa que está tramando – faria um sinal com a cabeça para que o rapaz olhasse com cuidado para o mascarado – Percebes? Pela forma como se movimenta parece estar procurando alguém ou fazendo reconhecimento do local. Tenho uma ideia – abaixaria o tom de voz e aproximar-se-ia do rosto do outro – Pretendo provocar uma briga generalizada e conseguir capturá-lo junto com você, o que acha? Assim que o caos estiver instalado, quero que vá em direção a ele e chame a atenção para si. Irei pelos lados e vou capturá-lo. Apenas confie em mim, ok? – daria uma piscadinha.

        Caso Ichida se recusasse a seguir o seu plano mirabolante, diria com certa indignação:

         - Ah, pronto! A bonita me vem aqui pedir ajuda e não quer colocar a mão na massa? É tudo “venha a nós”?! – as mãos na cintura e as batidas no chão com o pé direito denunciariam seu descontentamento – Então volta já para casa que eu vou reformular minha estratégia – viraria o amigo pelos ombros e daria dois tapinhas em sua bunda – Anda, anda!

        Apesar de ser o que menos queria, era preciso pensar em uma ação que não envolvesse o rapaz. Não seria nada fácil, mas não podia se dar ao luxo de perder aquela oportunidade. Sendo assim, agiria da seguinte forma: tiraria sua sunga e a seguraria com uma só mão, enquanto a outra arrancaria algum copo do balcão em que o barman estava trabalhando. Em seguida, partiria correndo por entre as mesas em direção ao seu alvo, pensando que, se ele estivesse armado ou algo do tipo, poderia pelo menos jogar-se no chão e/ou esconder-se embaixo de uma delas. Por fim, o copo seria a distração. Arremessaria na direção do mascarado e, aproveitando-se de uma possível esquiva ou bloqueio, jogar-se-ia em cima dele, usando a sunga como uma corda a fim de estrangulá-lo. Aquilo tinha tudo para dar errado, porém era tudo o que tinha para o momento.

        Entretanto, se Ichida concordasse a situação seria completamente diferente. Zuzu pularia para o lado de dentro do balcão e procuraria com atenção algum homem com feições brutas e que estivesse bastante bêbado. Era preciso que ele estivesse embriagado o suficiente para, quando a garrafa que o okama jogasse em sua direção – com o cuidado para não acertá-lo e acabar apagando a sua bucha de canhão -, não identificar de onde o objeto veio e culpar a pessoa mais próxima. Se obtivesse sucesso, o clima do bar já se encarregaria do resto: um verdadeiro pandemônio viria a se instalar. No meio do redemoinho, o lutador partiria em direção a vítima pela frente com o objetivo de chamar-lhe a atenção enquanto o artista flanquearia, com sua sunga em mãos, para, em um momento de distração – seja ele em uma tentativa de fuga ou até mesmo um embate contra o outro -, cegar-lhe as vistas com a roupa “íntima” cobrindo todo o seu rosto.

        Caso triunfasse, acompanhado ou não, arrastaria a misteriosa pessoa até a porta que começava a dar acesso ao esconderijo da Resistência. “Será que estou fazendo isso certo?”, pensaria em meio a sua própria confusão.

        Em um possível fracasso, não hesitaria em chamar o individuo para uma briga, até mesmo por já ter demonstrado suas intenções. Torceria somente para que ele/ela não estivesse em posse de arma, pois estava completamente vulnerável.

        La révolution? C’EST ÉNORME!, pensaria com entusiasmo ao mesmo passo em que o seu coração pulsasse ao ritmo de um baixo em um solo de Jazz. A emoção estava percorrendo por suas veias abertas e repletas de jovialidade desde o momento em que se sentira parte da luta materializada e agora, mais do que nunca, precisaria testar com verdadeiro brio a sua vontade de fazer a diferença. Ele sabia que havia algo de estranho em tudo aquilo e era aquele o átimo oferecido pelo espaço-tempo para que o primeiro passo rumo ao seus desejos dentro da Revolução pudessem ser concretizados.

         - Sweet dreams are made of this/Who am I to disagree?/I've traveled the world and the seven seas/Everybody's looking for something... ♫ - cantaria instantes antes de iniciar toda àquela epopeia digna de constar nos anais daquele bordel e da vida de Zuzu Hijra.


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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 5 EmptyQua 02 Maio 2018, 21:07



Uma surpresa nada bem vinda
Alvos




O rapaz olhava atônito para aquela figura de negro, por algum motivo ele parecia não ter percebido o homem ali demorando até mesmo para conseguir identificar sobre quem o okama falava mas quando o garoto identificou ele entrou em choque, normalmente criminosos costumam exibir um ar de perigo e alguma ameaça em uma presença aterradora como que tentassem provar alguma coisa apenas com a sua presença, mas aquela figura não exibia nada e não permitia exibir nada além de movimentos casuais com a cabeça como se fosse apenas um fantasma perambulando entre os vivos. -Esse é um plano arriscado mas se você acredita que podemos dar um jeito nisso então não irei recuar… Não posso recuar.- Falou o garoto cerrando o punho superando o seu medo com alguma determinação, o lutador foi se posicionar deixando que o okama seguir com sua ideia de arrumar confusão e como um bom okama Hijra sabia que não iria precisar procurar muito já que confusão parece perseguir os okama.

O artista removeu sua sunga assumindo mais uma vez sua nudez e passou por cima do balcão mostrando uma cena para um dos clientes que talvez não fosse do agrado de todos pois quando o homem se virou ele viu um okama nu de costas para ele levantando uma de suas pernas até o balcão como uma criança pulando um muro. -Ah qualé eu estava comendo amendoins que estavam aí onde você está encostando suas... coisas, as paradas obscenas ficam no segundo andar!- Falou o bêbado apontando para o okama, a reclamação do homem chamou atenção do barman que parecia tentar decifrar aquele código, Zuzu tinha sido notado e isso não estava nos seus planos mas antes que ele pensasse em improvisar ou seguir continuando com a ideia outro evento aconteceu, o mascarado olhou Ichida se aproximando e imediatamente ele avançou contra o rapaz, o garoto por ter sido pego desprevenido em um ataque oportuno sofreu com um soco no rosto que o fez voar até um grupo pessoas a caráter que imediatamente caiam no chão com o impacto que o rapaz gerou caindo em cima da mesa que o grupo estava usando. -Tenho que levá-lo de imediato…- Falou o mascarado caminhando até Ichida que tentava se levantar com dificuldade, a voz do mascarado era grave porém abafada pela máscara mas mesmo assim era possível identificar uma calma absurda dizendo aquelas palavras de maneira tão casual.

Muitas pessoas começaram a correr e outras abriram espaço para o homem andar até o rapaz como se tivessem montando uma roda para que ambos lutassem, o barman ao ver aquilo assobiou chamando atenção de todos. -Muito bem amigo se quiser brigar é bom ir lá para fora, você não vai querer arranjar confusão aqui.- Falou o barman com certa confiança e logo puxou um rifle debaixo do balcão, ao verem uma arma de fogo boa parte da clientela começou a correr para fora do bar, outra parte começou a sacar as próprias armas sendo de fogo ou armas brancas, o clima ficou tenso, o homem parou de andar sentindo o perigo no ar até que derrepente um tiro acertou uma das garotas no palco, por alguns segundos todos se viraram para entender o que estava acontecendo e de onde tinha vindo o tiro e nessa janela de tempo o colossal homem investiu mais uma vez contra Ichida só que dessa vez ele pegava o rapaz e se preparava para sair dali, tudo parecia estar a favor dele até que Hijra saltou nas costas do colossal homem e cobriu toda a máscara do inimigo com sua cueca, o okama por um momento tinha ficado estático com tudo que tinha acontecido e na velocidade que as coisas aconteciam mas no final tinha conseguido agir aproveitando da abertura que o homem tinha oferecido ao agarrar Ichida.

Não demorou muito para uma confusão começar ali, como ninguém sabia quem havia atirado na cantora as pessoas que ainda estavam ali começam a acusar uma às outras o que desencadeou em uma luta, mesmo a mulher ainda estando viva os únicos preocupados em conseguir atendimento era a banda pois todo o resto começou a lutar, tiros começaram a ser disparados por todos os lados, espadas, facas e socos eram trocados em uma fervorosidade que apenas a raiva e o álcool poderiam fornecer, Hijra segurava aquela sunga como se fosse as rédeas de um boi e agora era ele que tinha que aguentar firme enquanto o homem se retrucava para alcançá-lo até que o gigante homem deve uma ideia, ele curvou seu corpo e pulou batendo suas costas contra o teto do lugar, pelo seu tamanho aquilo era um movimento simples e Hijra logo caiu ao se chocar contra o concreto. -Este garoto será levado pelas asas que guiarão este mundo a um novo amanhã, nossa revolução é completa e seu espírito ascendera como novo e purificado, aqueles que ficarem em nosso caminho tombarão perante a granditude de nossa visão, permaneça diante de mim e pereça em um fim lastimável.- Falou o homem com sua voz poderosa sendo abafada por aquela máscara branca, o lugar sucumbia ao caos e o homem tinha Ichida debaixo de um dos braços como se carregasse um saco de batatas, Zuzu estava nu com sua sunga a alguns metros de distância, seu inimigo tinha no mínimo uns três metros de altura de puro músculo, um verdadeiro brutamontes.


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Zuzu Hijra
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 5 EmptySex 28 Set 2018, 02:41



        - NHA NHA NHA NHA – o riso estridente em resposta ao bêbado poderia ter sido, também, o responsável pela revelação de suas intenções, mas não pôde deixar de envolver-se naquela situação, no mínimo pitoresca, iniciada pelo bêbado – Não tenho culpa se o seu paladar não é refinado o suficiente para suportar uma tarte aux noix com esse... – deu uma leve rebolada em cima do balcão – ...nível, honey! NHA NHA NHA – desceu do mezanino com um sorriso largo e debochado.

         “Oh, my Prince! Como pude ser tão desleixado?!”, pensou enquanto observava o homem indo em direção a Ichida e ficou chocado ao ver seu carneirinho ser arremessado como um saco de batata e espatifando-se naquela mesa de bar. “Sutil como um elefante em meio a louças finíssimas!”, colocou a mão entre as sobrancelhas que convergiam por sua testa estar extremamente franzida. Suas reclamações não eram ofensivas, muito pelo contrário, estava preocupado demais com seu amigo, mas não podia colocar tudo em risco tão cedo, afinal de contas, ele agora fazia parte da célula vermelho-sangue e tomara aquilo como uma primeira missão. Zuzu estava eufórico o suficiente para não se embananar logo de inicio.

        Pois bem, não durou muito.

        Após o barman sacar sua arma e o clima assemelhar-se com uma pausa abrupta em um show por motivos técnicos, com direito a reclamação do público – que no caso estava armado -, o okama aproveitou para, com a leveza de uma gazela senil e doméstica, ir esgueirando-se pelas mesas e pessoas sem chamar tanta atenção. O que é, por si só, muito irônico, uma vez que um ser como ele devia ser um chamariz dadas as circunstâncias.

        Estava há pouquíssimos metros dos algozes de seu querido companheiro, quando, como uma nota fora do tom, a linha da melodia que embalava aquele silêncio potencialmente mortal tornou-se grave demais: uma das cantoras foi baleada e o responsável estava fora dos olhos de Zuzu e de qualquer outro. A confusão novamente generalizou-se e o grande momento da entrada triunfal estava por vir, mas para isso precisou sair de sua inércia. O mundo começara a ficar um pouco mais violento e seria parte de seu dia-a-dia a partir dali, então não havia motivos para que se apequenasse diante de uma injustiça como aquela contra uma amante das artes que momentos antes dividira o palco com ele.  

        Como uma perereca de pele brilhosa – e algumas ruguinhas -, pulou nas costas do alvo e encobriu sua visão com o pano que minutos antes recobria seus preciosos sinos dourados. Enquanto tentava se equilibrar nas costas daquele brutamonte, gritava sem pudor e, de maneira imprudente, sem dar muita atenção para todo o caos que se instalou naquele bar:

        - NHAAAAAAAAAAAAIN! SINTA A IRA DE UM OKAMA ULTRAJADO! – seu corpo era sacudido como se fosse feito de tecidos de algodão barato – VOCÊ DEVERIA AGRADECER POR EU TER TIDO A OPORTUNIDADE DE TOMAR BANHO! – desferia socos ineficazes no agressor de Ichida, mas provavelmente estes soavam como plumas em seu corpo tão forte – ÊRA BOOOOOOOOOOOI! NHA NHA NHA

        Como era de se esperar, a sorte não sorri muito para Zuzu, pois este teria de devolver e não há muita beleza em sua boca banguela. A expressão “esmagar a borboleta” jamais fora tão bem aplicada quanto naquele exato instante; Hijra era como um inseto sendo massacrado entre o teto e o corpulento inimigo. Sem muita resistência, acabou caindo no chão e observando o seu pacotinho de batatas escapando de suas mãos.

        O artista sempre soube que suas palavras jamais ameaçariam ninguém, inclusive usava justamente essa habilidade de parecer sempre amável – ou tolo, ingênuo – para escapar de uma gama de situações desagradáveis que permearam sua vida até ali. Contudo, depois daquele dia, não se via mais obrigado a usar sua inteligência somente para fugir de pedradas ou outros “pormenores”. Era preciso agir ali, naquele instante, contra quem estava bagunçando seus planos e pondo em risco sua amizade tão sincera – construída há alguns dias, é verdade, mas quem se importa? Seu coração estava ritmado com uma horda de tambores enfileirados em sua mente e tudo parecia eletrizante demais para seu corpo. “Não, não há o que temer, Zuzu”, dialogava consigo, “Nós necessitamos uns dos outros para os tempos em que estamos vivendo!”.  

        - Que vá para o inferno essa conversa de vocês! – esticaria os braços para baixo e remexeria todo o seu corpo em protesto a fala do outro, batendo os pés com força no chão depois que tivesse se levantado – Estou FARTO dessa brincadeira com máscaras! – o agudo de sua voz faria os ouvidos mais sensíveis estremecerem – Solte o little boy agora ou eu serei obrigado a arrancar uma orelha sua! – a ameaça não fazia o mínimo sentido, mas pouquíssimas coisas eram coerentes quando se tratava do okama – Não sei que tipo de seita ou ritual bizarre você e sua matilha estão organizando, mas tira já as mãozinhas do corpinho de Ichida!

        Nesse momento suas estratégias seriam dividas em duas: “arremesso de tralhas” e “pistoleiro cego”.

        A primeira era um pouco mais simples e ornava muito bem com a bagunça ambulante que Zuzu era. Pretenderia começar seus movimentos chutando uma cadeira ou mesa que estive próxima ao inimigo, visando os membros inferiores, para em seguida desferir um chute com a ponta do pé em seu rosto ou pescoço. Caso falhasse, poderia ser que servisse apenas como uma distração e isso já seria um ótimo atalho para a aproximação necessária. Ou, já que o bar estava sendo completamente destruído, em uma situação onde nenhum desses objetos estiver por perto, buscaria qualquer “tralha” – copos, talheres, pratos, pedaços de madeira e etc – e arremessaria indiscriminadamente para todos os lados no intuito de distrair seu alvo e, se a sorte decidisse não sorrir, mas pelo menos piscar para ele, acertar algum dos baderneiros para que este, transtornado pela fúria, tornasse o mascarado um de suas vítimas também. “Um par de kung fu dugongs é mais mortal do que somente um, NHA NHA NHA NHA”. Assim, se desse certo, teria caminho livre para aplicar a sua temível e tenebrosa técnica secreta: o quebra-nozes.

QUEBRA NOZES :
 

        Porém, seria possível que, canalha como aquele “sem-rosto” era, poderia usar o little boy como um escudo de carne, osso e inocência - que é basicamente o que o constitui. Teria, então, que contar com a contingência presente no caos para que ele – o amigo - não fosse atingido ou que uma mesa ou cadeira estivesse próxima, para que assim pudesse prosseguir com a ideia de acertar suas pernas e dar um belíssimo coice em seu abdômen. Não tinha intenções de nocauteá-lo com esse golpe, mas gostaria que pelo menos o grandalhão cambaleasse e se visse confuso o suficiente para desviar dos próximos ataques.

        Por outro lado, a segunda stratégie poderia ser o inicio do fim de uma vida purpurinada e musical. Mas não tinha jeito, viver sob a égide do OKAMA WAY era como colocar uma criança para tocar um soneto dificílimo em um lindíssimo piano cor de rosa. Todavia, não raros são os casos de pequenos talentos que desabrocham como lírios em meio a montanhas de lixo. Zuzu Hijra era o punhado de lixo; sua coragem era a flor e o OKAMA WAY era a zelosa jardineira que insiste em regar aquilo que ela não tem a mínima certeza se há de um dia nascer. Devaneios tolos que muito harmonizam com a imprevisibilidade deste fruto do Burlesque&Jazz que agora poderia morrer ou até mesmo matar seu querido camarade. Enfim, mais uma vez, meros devaneios tolos a torturá-lo.

        Tentaria em meio a toda aquela confusão, encontrar algum dos pistoleiros que estivesse um pouco mais distraído e buscaria chutar-lhe a mão que estivesse segurando a arma ou simplesmente puxá-la, caso sentisse que fosse melhor do que a primeira opção. Na hipótese de falhar, sairia correndo abaixado e em zigue-zague para buscar abrigo em outra mesa, afinal de contas, a probabilidade de ser um alvo de outro seria bem grande depois dessa palhaçada. Já se, por um milagre, desse certo, partiria em direção ao seu objeto de obsessão, o opressor de Ichida, e apontaria a arma para ele. Não é um bom plano, mas momentos desesperados exigem okamas alucinados e tomados de ideias mirabolantes!

        É preciso, porém, sempre lembrar que para Hijra essa seria uma péssima opção. Empunhar algo como aquilo lhe faria os pelos do pescoço eriçarem e suas pernas tremerem um pouco. Armas, em sua visão, são pequenos demoniozinhos revestidos de metal que seduzem e envolvem as pessoas em uma aura de poder que não as pertencem. Colocar suas mãos (não tão) delicadas naquilo o fazia sentir o cheiro da morte de maneira muito bruta. O terror materializado na mão de um lutador tão dedicado como ele poderia ser desastroso. “Pela nossa sagrada amizade, Ichida”, pensaria enquanto olhasse para o amigo.

        - LARGUE O GAROTO E DÊ TRÊS PASSOS PARA TRÁS, “SEM-ROSTO” – o nominaria assim sem muitas explicações – Ou prefere a morte? – suas mãos chacoalhariam como varas de bambu verde enquanto cantasse – “E virá como guerra/A terceira mensagem/Na cabeça do homem/Aflição e coragem/Afastado da terra/Ele pensa na fera/Que o começa a devorar...”. ♫

        Se ele obedecesse ou não, suas ações já teriam sido decididas. Engoliria em seco e miraria o seu demônio em direção a perna do grandão. “Mesmo que desvie do caminho do homem; mesmo que desvie do caminho da mulher; o que não posso desviar é o caminho do ser humano!”.

        Dispararia um tiro seco.

        - “Sou o certo, sou o errado, sou o que divide/O que não tem duas partes, na verdade existe/Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem...”. ♫


Histórico:
 

Objetivos:
 
OFF:
 

____________________________________________________

“I wish you could know what it means to be me
Then you'd see and agree that every man should be free...”. ♫


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Quer saber mais sobre o okama way? Ficha na imagem, honey... ♫  

Pavão Misterioso ♫
E não sou mais um transviado... ♫


Última edição por Zuzu Hijra em Dom 18 Nov 2018, 15:04, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 5 EmptyDom 30 Set 2018, 19:38



Me solta porr...





A situação caótica alcançava níveis nunca vistos naquele ambiente, Karate Island normalmente era uma ilha de pessoas disciplinadas pelas artes marciais, seres com certa harmonia para o ambiente a sua volta buscando aprender sempre um pouco mais com seus mestres buscando trilhar um caminho de sabedoria, no entanto isso não se aplicava ali, aquele bar mequetrefe que se encontrava em uma parte mais distante da sociedade habitual da ilha estava cheio de criminosos locais, viajantes, possíveis piratas que procuravam um lugar “seguro” para ficar e se divertir, prostitutas que normalmente seriam má julgadas pela sociedade tradicional da ilha, revolucionários disfarçados e agora claro um okama nu, em um ambiente como aquele seria normal uma briga ou outra em dias movimentados mas o que acontecia ali naquele dia era algo que ultrapassou qualquer limite quase inexistente naquele bar quando a cantora foi baleada, um mix de ódio e medo se instalou fazendo as pessoas cometerem loucuras umas com as outras. O imenso lutador que carregava Ichida já estava pronto para sair daquele ambiente antes que fosse mais uma vez pego mas seus passos cessaram quando percebeu que diante dele estava a Queer que tentava levar seus planos água a baixo. -Você está sendo de demasiada inconveniência…- falou o brutamontes diante de Zuzu, não tinha mais escapatória para nenhum dos lados estava na hora daquele combate começar.

Hijra o exímio taekwondoca começou a transferir chutes nos pedaços pequenos e medianos de madeira em direção do mascarado, infelizmente pela sua inabilidade em pontaria os projéteis passavam longe de alvo indo muito acima do desejado ou coisas do gênero, em meio dessas tentativas vãs de acertar o homem a distância o mascarado começou o seu avanço contra Zuzu já parecendo bolar um ataque quando uma cadeira voadora acertava o imenso homem na cabeça o fazendo cambalear um pouco antes de cair dobrando um de seus joelhos no chão depois de rachar a sua máscara. Por ser uma grande confusão Zuzu não tinha como ver quem tinha sido o autor de tal ação mas isso naquele momento pouco importava já que ali estava a sua abertura. - Coloca uma roupa viado do cara… - Um homem um pouco mais ao longe no salão daquele bar estava prestes a jogar uma garrafa de cerveja contra Zuzu quando ele mesmo era derrubado por uma outra pessoa. - Homofóbicos não passarão! - Gritava tal pessoa acertando aquele que mirava a garrafa em Zuzu com um violão, era o tal pianista cego que tinha tocado com o okama antes agora o salvava sem sequer ter noção, com o fim de tal cena Zuzu se viu livre para seguir contra o mascarado em meio de toda aquela confusão, tiros, facadas e muita porrada, o lutador mesmo de joelhos socava um baderneiro próximo antes de se levantar fazendo o inimigo voar alguns metros o que manteve ele distraído durante aproximação de Hijra.

Estando com o inimigo ao seu alcance Zuzu entrava em sua postura de ballet executando sua técnica acertando o homem nas partes de um homem, a perna do taekwondoca subiram até entrar em contato com as genitálias masculinas ficando entre as pernas de seu oponente, a dor que aquele homem sentia era grande fazendo-o urrar em meio a sua dor e soltar aquele rapaz que ele buscava levar, o inimigo levou suas mãos até o chão para impedir que tombasse. - Tsc… Tão covarde! - A voz do homem falhava enquanto dizia tais palavras produzindo uma pausa longa entre as mesmas, ele flexionou suas juntas por um momento e rapidamente se jogou em direção de Zuzu já estendendo seus braços em direção do okama almejando alcançá-lo e pegá-lo, era uma figura encapuzada e mascarada imensa caindo em direção de Hijra que não tinha nenhum lugar para ir durante aquela movimentação como se por dentro ele já fosse capaz de ver o homem por cima dele o enforcando quando de repente aquele corpo imenso cai na frente Hijra, sem entender e buscando por resposta Zuzu poderia ver Ichida segurando uma das pernas do homem com seus dois braços abraçando o membro de seu oponente. - Canalha… Resistir é inútil… - A cólera daquele grande oponente ficava clara em sua voz mas antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa Ichida o cortou. - Bate no viado-san agora! Acabe com ele! - Gritou ele quase clamando pela ajuda de Zuzu.
OFF~:
 

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