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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 E não sou mais um transviado...

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySeg 23 Out 2017, 00:37

Relembrando a primeira mensagem :

E não sou mais um transviado...

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Zuzu Hijra . A qual não possui narrador definido.


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Zuzu Hijra
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySeg 05 Mar 2018, 22:34



        Viu aquele elegante revolucionário se emocionar com suas palavras e ficou um pouco envergonhado. “Será que foi impactante demais pra ele saber que ainda pulsa um coração cheio de desejos subversivos nesse corpinho magricelo aqui? NHA NHA NHA NHA”, pensou enquanto afirmava com a cabeça para o rapaz com uma expressão neutra.  

        - Claaaaaaaaaaro que não, bobinho! – mentiu descaradamente, pois jurava que teria de enfrentar a escuridão para chegar ao covil dos “cruéis agitadores” que tanto admirava – Vou te seguindo, honey. Não precisa se preocupar, NHA NHA NHA!

        O cheiro ocre daquela escadaria se fundia com as madeiras quebradiças, o mofo das paredes e o barulho intimidante que estavam sobre os seus próprios pés, criando uma atmosfera perfeita para um paniquito em Zuzu. Ele era um homem simples, mas se tem algo que o incomoda são lugares abafados. Por sorte, sua afobação passou rápido, pois ao chegar na porta metálica, a senha foi dita por Adrian com firmeza:

        - libertate aequalitatem fraternitatis

         “Mas que tipo de senha é essa, Meu Prince? Eu tinha colocado uma frase de música, daí só ia entrar quem soubesse completar, NHA NHA NHA NHA”, acabou se distraindo, como de costume, e sendo puxado pela realidade ao ouvir os dois homens falando sobre alguém estar esperando Adrian. “Será que a minha presença era requisitada ou serei eu uma persona non grata para meus queridos vermelhinhos? Uuuuh, que enigmáticos! Sinto-me dentro de um livro juvenil para garotos rejeitados e com sede de mistério, NHA NHA NHA NHA”, balbuciava mentalmente enquanto continuava a seguir o homem.

        Observou com imenso fascínio aquele lugar. “Como é possível eles manterem tudo isso aqui dentro?”. Estava impressionado com tamanha organização e com a aura enérgica que preenchia o imenso salão, transformando o simples olhar de um okama em uma fotografia merecedora de prêmios que ficaria guardada em sua memória. Aquilo parecia uma verdadeira concentração e, pela primeira vez em tantos anos, Zuzu sentiu-se confotável e com um gigantesco sentimento de pertencimento, pois era como se estivesse intimamente ligado àquele local e suas ambições. Era filho do vazio, habitando lugar nenhum e compartilhando os dias com a solidão, mas ali...Oh, ali ele poderia desabrochar seus quereres tão insurrectos e radicalmente ousados. Naquela data, naquele lugar, o nascer de um revolucionário era celebrado por uma artística aberração inebriada com a rede de informações e mudanças que operava ali, debaixo do seu nariz desde sempre.

                               APRENDIZADO DE PERÍCIA: CRIPTOGRAFIA

                                           ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫♫

                                            FIM DO APRENDIZADO

        Findado aquele quase um dia completo de intenso aprendizado – e nenhum sinal de Adrian, que foi visto pela última vez passando um suposto relatório para a Comandante Akilah – e erros extremamente pontuais, diga-se de passagem, Zuzu procuraria pelo revolucionário galã” para lhe contar sobre o que acontecera durante esse tempo e lhe perguntar por quais motivos não apareceu mais.

        - Agora posso enviar e receber cartinhas de amor em línguas que você jamais imaginária conhecer, sweet heartdiria passando o indicador sobre o queixo de Adrian, caso o encontrasse.

        Na possibilidade de não conseguir contato com ele, buscaria parar qualquer um dos seus companheiros ali presentes para lhe perguntar:

        - Darling, sabes alguma notícia sobre Von Braun? E seria possível conversar com a Comandante sobre a minha situação? Creio que devo satisfações a um patinho muito amável que deixei lá em cima...Oh, que saudades de Ichida... – apertaria a mão contra o peito.

        Existia, porém, a alternativa de que, envolvidos em seus trabalhos e preocupações da vida de um integrante da resistência, ninguém lhe dar ouvidos. Usaria, sem titubear, sua voz em um tom agudo e esgoelado, junto com rigorosas e sonoras palmas, para chamar a atenção:

        - AS MADAMES VÃO ME IGNORAR? EU TO AQUI QUERENDO SABER ONDE ESTÁ O ADRIAN! ALGUÉM PODE, POR FAVOR, ME RESPONDER OU VÃO SE FAZER TUDO DE DESINTENDIDA, EIM?! – colocaria a mão na cintura e bateria com o pé – VOU CANTAR ATÉ ME RESPONDEREM! 1...2...3... – ficaria em uma pose estranha, com os braços para cima e as pernas abertas, como se fosse fazer um polichinelo, mas ao invés disso, jogaria os braços para o lado, abrindo, fechando e tudo mais, como se estivesse formando uma palavra - Young man, are you listening to me?/I said, young man, what do you want to be?/I said, young man, you can make real your dreams/But you got to know this one thing/No man does it all by himself/I said, young man, put your pride on the shelf/And just go there, to the Y-M-C-A/I'm sure they can help you today/It's fun to stay at the Y-M-C-A... ♫ - seguiria cantando até ser interrompido...ou não.


Histórico:
 

Objetivos:
 
OFF:
 


Última edição por Zuzu Hijra em Qua 07 Mar 2018, 15:23, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptyTer 06 Mar 2018, 02:22



Adrian? Ichida?


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Após um dia de aprendizado Zuzu se via pronto para voltar a sua busca, mesmo passando tanto tempo com os revolucionários e já podendo de se considerar um o seu cargo ainda não era oficial, Adrian por sua vez também não foi mais visto nem por Zuzu e por mais ninguém o que indicava certa estranheza já que o mesmo havia prometido voltar assim que entregasse seu relatório e não é como se aquele lugar fosse grande o bastante para se evitar encontrar alguém durante tanto tempo, Hijra parava o primeiro revolucionário que via transportando uma pilha de documentos. – Darling, sabes alguma notícia...- Sem nem mesmo parar o homem falou. –Desculpe companheiro estou com pressa.- E seguia seu caminho, uma mulher passou e antes que a mesma fosse interrompida. –Agora não, horário de almoço.- Um segundo homem passou mas o mesmo sequer virou já que ele parecia em meio de uma conversa divertida entre seus amigos. – AS MADAMES VÃO ME IGNORAR? EU TO AQUI QUERENDO SABER ONDE ESTÁ O ADRIAN! ALGUÉM PODE, POR FAVOR, ME RESPONDER OU VÃO SE FAZER TUDO DE DESINTENDIDA, EIM?!- Alguns revolucionários se assustavam com o grito repentino do okama mas Zuzu logo continuo. – VOU CANTAR ATÉ ME RESPONDEREM! 1...2...3...- Antes que pudesse começar a sequer pensar em uma melodia uma voz feminina surgia por trás do artista. –Sinto muito mas Adrian está em uma missão importante agora, se quiser pode tratar seus assuntos comigo.- A voz era um tanto fria quanto autoritária e quando okama se virou ele dava de cara com a comandante, dessa vez não alguns metros de distância mas sim cara a cara com ele, tão próximo que era capaz de sentir a respiração da mulher o fazendo considerar em como a mesma tinha chegado tão perto sem sequer ser notada.

A mulher fazia uso das mesmas roupas do dia anterior representando que aquelas não eram suas roupas casuais ou algo do tipo mas sim seu uniforme, os olhos castanhos da mulher fitavam o okama em silencio até que sua expressão fria e autoritária repentinamente dava espaço para a surpresa e vergonha. –Ah droga, você é o Hijra né? Sinto muito ontem eu acabei saindo em missão de urgência e voltei à algumas horas.- A palma direita da mão da mulher ia de encontro com sua testa em um gesto de vergonha. – Me desculpe mais uma vez, acredito que ainda não tenha sido “oficialmente” alistado né?- Mesmo a mulher apresentando certa lamentação em suas expressões e gestos sua voz permanecia forte e afiada como se não valesse a pena discutir algo que havia ficado para trás. –Venha comigo por favor.- A mulher se virou e seguiu seu caminho para o final do salão onde existia uma mesa oval longa com diversas cadeiras a sua volta, a mulher se sentou na ponta da mesa e indicava o lugar vago em seu lado direito. –Por favor sente-se aqui...- Antes que pudesse terminar a cara da comandante ia direto contra a mesa mas imediatamente se levantava de maneira alerta. –AINDA ESTOU ACORDADA!- Seu grito repentino surpreendia algumas pessoas que andavam próximos a mesa, o som provocado por um par de saltos ao caminhar seguia em direção de Akilah e Zuzu, ao se virarem era possível ver uma figura nova que assim como Zuzu não parecia se encaixar em um lugar onde todos usavam uniformes.

A mulher trajava roupas simples e cinzas como a de uma serviçal, no entanto o okama sabia que nenhuma serviçal usaria saltos que pudessem provocar tal som ao desfilar, a mulher trazia uma bandeja de prata com duas xicaras, um bule, um pequeno prato com alguns biscoitos, um bule menor e um pequeno pote de açúcar, chegando na mesa a mulher removia as coisas da bandeja e começando a servir tanto a comandante quanto Zuzu. – Ei Ama você não precisa fazer isso, se quer trabalhar servindo então vá para a taverna tenho certeza que eles devem precisar de ajuda lá.- Mesmo contestando a comandante não recusava o chá e falava tudo isso enquanto colocava açúcar em sua xícara já cheia, Ama por sua vez fechava a cara com a ideia da comandante. –Um lugar cheio de pessoas brutas? Não obrigado, e você senhor? Açúcar e leite?- Perguntava a mulher de maneira gentil.-Bem acho que velho hábitos não morrem...- Terminou seu chá e voltava a sua conversa com Hijra. –Me desculpe eu acabei ficando sem dormir mas temo assuntos importantes para tratar né? Bem como você já deve saber nós somos a célula revolucionária que atua em South Blue por enquanto e claro estamos sempre com as portas abertas para aqueles com espirito para lutar pela mudança.- Ama se sentava no lugar vago ao lado da comandante se mantendo em silêncio. –Por isso eu já lhe considero um revolucionário assim como os demais homens e mulheres aqui.- Ama revelava um pequena caixa entre suas vestes e a colocava na mesa abrindo ela em frente a Hijra, revelando uma medalha prata com um tecido amarelo –Seja bem vindo Zuzu Hijra ao exército revolucionário.- Tanto Ama quanto Akilah se levantavam batendo continência em frente de Hijra e logo voltavam a se sentar.

-Bem acredito que você esteja curioso sobre Adrian né? Bem ele estava em uma missão de espionagem mas infelizmente as coisas deram errada e deste então estou sem contato com ele, irei mandar um grupo de busca mas antes Ama vai te ajudar com os demais preparativos te vejo daqui a pouco.- A mulher se levantava e se afastava sem responder demais perguntas ou comentários enquanto Ama continuava sentada fazendo proveito da xícara vazia que a comandante deixou para que ela agora bebesse um pouco de chá. -Que curioso seu jeito de se vestir, são roupas típicas de sua cultura? De onde você é?- Perguntava Ama curiosa enquanto bebia uma xícara de chá.


Histórico Zuzu:
 
FERIMENTOS:
 
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptyQui 08 Mar 2018, 12:45



        Não esperava que tivesse de usar a “força” para poder chamar a atenção, aliás, achava muito estranho a sua própria presença não ser um chamariz, mas aquilo era, de certo modo, bom e ruim ao mesmo tempo. Mas voltando ao que interessa, naquele momento ser apenas mais um era TER-RÍ-VEL! Zuzu precisava de informações sobre o paradeiro de Adrian e de como conseguiria se encontrar com Ichida novamente, pois, coitadinho, tinha sido abandonado desde o dia anterior naquele local totalmente estranho e hostil para o ingênuo rapaz. Sendo assim, não hesitou em dar um “piti” ao se ver invisível para os outros revolucionários.

        Estava preparado para começar o seu show – literalmente – quando aquela voz ríspida e potentemente feminina rompeu a cena como um narrador que mexe e remexe o enredo conforme seu humor. Um narrador que guia seus personagens rumo aos caminhos sensatos, mesmo os mais excêntricos. O okama arrepiou-se todo e chegou a dar um pulo, tamanho o seu susto com aquela aproximação.

        - UUUUUUUUUUI – seu grito, seguido de uma virada brusca, revelaram aquela mulher tão poderosa praticamente fungando em seu cangote, prestes a abocanha-lo com toda aquela presença – Nha...nha...Bonjour, mademoiselle Akilahum sorriso amarelo estampava aquele cumprimento – Eu...er... – o artista estava pronto para sair correndo e desaparecer da frente da Comandante, mas, tão rápido quanto a sua chegada, o seu humor sofreu uma reviravolta impressionante – Sou sim...Nha...nha... – aquilo foi tão inesperado que ele acabou não respondendo muito mais do que meias palavras para ela, apenas seguindo-a na direção em que ia.

        Calado, deu saltinhos animados atrás de sua futura líder até chegarem em frente a uma grande mesa, onde pôde se sentar ao lado dela. Mas não antes sem uma surpresa.

        - AIN, MULHER, QUE SUSTO! – Zuzu colocou a mão no peito e sentiu-se ofegante depois que Akilah desmaiou em sua frente e em sequência acordou desesperada – NHA NHA NHA NHA NHA – por mais indelicado que fosse, o okama não conseguia deixar de achar graça na situação. Ele era um comediante que ria “de” e “com” seu público.

        Observou com certo receio aquela segunda mulher que se apresentava. Como ele, ela também parecia um cisne em meio aos patos, só que um pouquinho mais elegante do que o “patinho feio” que era Zuzu. Seus sapatos eram barulhentos para uns, contudo, para quem carrega a música no coração, as batidas já começavam a se desenhar em um ritmo para acompanhar a melodia que ele criava espontaneamente ali, naquela mesma hora. Tamanha a sua distração com o que produzia em sua mente, que somente se deu conta de que ela já estava ali ao ouvir:

        - E você senhor? Açúcar e leite? – a voz suave de quem serve com carinho é inconfundível.

        - Oh, sure, Darling!respondeu com um sorriso dantescamente banguela, mas com a simplicidade e sinceridade de sempre!

        Enquanto tomava o seu chá – que por sinal era mais tradicional do que nunca ousaria ser em tantos anos, com direito a leite! Leite! – focou a atenção nos dizeres da Comandante, sem interrompê-la uma vez sequer, afinal, ouvir é uma arte para poucos. Com olhos marejados, olhou para a caixa que a moça – que não sabia o nome, pois ficou vidrado em seus sapatos – colocou e abriu sobre a mesa, revelando a materialização do primeiro passo de seu sonho.

        - Que o meu velho corpo e o meu coração juvenil possam servir com bravura a Resistência! – bradou enquanto mantinha sua continência desalinhada – Serei, com todo o prazer, mais uma ferramenta de libertação sob a bandeira revolucionária, Akilah! – com as pernas bambas, os braços desajeitados e o rosto em lágrimas, sentou-se para dar continuidade à conversa.

        O mais novo membro da revolução ensaiou perguntas para sua Comandante, porém não houve espaço algum para elas. Zuzu entendia e ficou apenas especulando o que poderia ter acontecido. “Será que meu galãzinho se encrencou na tal mansão? Um grupo de rev- EITA, SERÁ QUE IREI JUNTO? PRINCE, TODO PODEROSO, NÃO ME DEIXE AMARELAR AGORA!”, pensou. Aliás, sua expressão devia ser no mínimo engraçada, já que a mocinha logo engatou uma pergunta:

        - Que curioso seu jeito de se vestir, são roupas típicas de sua cultura? De onde você é?

        - NHA NHA NHA –
nunca conseguiria lidar com a maturidade necessária quando lhe faziam essas perguntas – Que nada, honey! Eu sou daqui mesmo. Bem, na verdade sou de Nobbio Werneck, uma ilha próxima desta... – abaixaria para aproximar o rosto ao dela e sussurrar com a mão em forma de concha ao lado da boca – ...basicamente um belíssimo cabaré em escala gigantesca! NHA NHA NHA NHA NHA – lembraria sempre, pelo resto de sua vida, com orgulho de suas raízes tão bonitas e que, mesmo com os maus-tratos às flores, colhia os frutos mais doces do período em que se descobriu no Burlesque&Jazz. O dia que se envergonhasse de contar aos outros sobre seu passado, o okama podia se considerar morto, vazio.

        Caso a mulher olhasse com desaprovação ou dissesse algo que incomodasse Zuzu – que provavelmente seriam comentários sobre as pessoas e o local de onde viera -, ele não hesitaria em defender os seus:

        - Pois bem, diga o que quiser, honey, contudo, não se esqueça que se os nobres podem ter dinheiro para escravizar uma ilha inteira ao seus delírios e luxurias, também há aqueles que mesmo sob os grilhões, continuam tendo força para continuar com as artes e a música. Respeito muito mais um dos meus que pinta a face para garantir o ganha pão do que aqueles que a escondem para manter as estruturas que os adoecem. É tudo uma questão de saber até onde é revolta e até onde é uma esquizofrenia generalizada, d'accord avec moi?

        Entretanto, se a gentil revolucionária permanecesse e não desse lugar a alguém desagradável, o artista diria:

        - NHA NHA NHA, adoro quando falam sobre isso! – apoiaria o cotovelo sobre a mesa e o queixo na mão, exibindo os mesmos dentes (restantes) com muita alegria – Eu sou assim mesmo, sabe? Uma obra de arte viva! Minhas cores, sons, atitudes e sabores são reflexos do que vivo, do que quero viver,my lady. Todavia, minhas roupas, trejeitos e aparência são a cereja do bolo, NHA NHA NHA NHA – subjetivo e vago como costumeiramente era, finalizou My sweet, “uns podem seguir o caminho do homem, uns podem seguir o caminho da mulher, mas ninguém pode escapar do caminho da humanidade!”, isso resume com precisão o que sou e por quais motivos o sou, NHA NHA NHA NHA.

        Estava feliz com absolutamente tudo o que estava acontecendo nessas poucas horas – talvez nem tão poucas para Ichida, pobrezinho... – que se seguiram. Ficaria ansiosíssimo para seguir adiante e, principalmente, saber o que houve com seu companheiro. Digo, com um de seus companheiros, o Adrian. “Ai ichida...”, lembrar-se-ia esporadicamente do outro. Coitadinho...


Histórico:
 

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“I wish you could know what it means to be me
Then you'd see and agree that every man should be free...”. ♫


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Quer saber mais sobre o okama way? Ficha na imagem, honey... ♫  

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySex 09 Mar 2018, 14:16



"concentração"


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Ama ouvia as palavras mas sua reação se mantinha até ouvir a palavra cabaré nesse momento suas bochechas coraram e sua mão livre cobria sua boca enquanto a outra se ocupava com a xicara, não era uma expressão de desgosto ou de admiração mas uma embaraçosa como se fosse um assunto novo e intimo demais para a revolucionária –Aaah... ééeh... Desculpe é que....- A mulher soltava a xicara e começava a mexer em tudo na mesa como se estivesse tentando focar sua atenção em outra coisa. – NHA NHA NHA, adoro quando falam sobre isso!- O okama apoiava seu cotovelo na mesa e o queixo em sua mão enquanto relembrava seu passado e sua história com um sorriso no rosto, a mulher continuava acanhada com o assunto enquanto todo seu rosto assumia um tom rubro. – Eu sou assim mesmo, sabe? Uma obra de arte viva! Minhas cores, sons, atitudes e sabores são reflexos do que vivo, do que quero viver,my lady. Todavia, minhas roupas, trejeitos e aparência são a cereja do bolo, NHA NHA NHA NHA- A mulher se acalmava ao perceber que Hijra tinha saído do assunto do cabaré e não comentava nada obsceno na sua percepção. – My sweet, “uns podem seguir o caminho do homem, uns podem seguir o caminho da mulher, mas ninguém pode escapar do caminho da humanidade!”, isso resume com precisão o que sou e por quais motivos o sou, NHA NHA NHA NHA.- Ama agora mais calma abria um sorriso gentil com um olhar mais sereno em seu rosto. –Sim, concordo mesmo que existam aqueles que insistem em sair desse caminho uma hora ou outra seus pecados serão lembrados  e seu atos julgados.- A mulher se levantou e arrumou a bandeja com todo o jogo de chá que havia trago. –Por favor Sr.Hijra me siga, irei leva-lo para o vestuário quando terminar irei lhe entregar seu manto e então estará livre para seguir seu caminho, quando Akilah estiver pronta para lhe entregar sua missão então alguém irá a seu encontro.- Falou a revolucionário esperando o okama se levantar.

Ama seguiu pelo grande salão e indo de volta para o corredor, na segunda porta a esquerda do salão para a saída Ama abria a porta revelando um segundo pequeno corredor com outras duas portas indicando o vestuário masculino e o feminino. –Assim que terminar me encontra ali fora.- A mulher se despedia seguindo seu caminho para fora do cômodo deixando Zuzu sozinho em frente as portas do vestuário, naquele cômodo não tinha muita coisa apenas dois bancos longos de madeira um em cada lado das paredes, fazendo seu caminho para dentro do vestuário masculino Hijra dava de cara com quatro fileiras de armários de alumino com espaços vagos para que as pessoas pudessem colocar tanto suas roupas quanto seus calçados os armários não possuíam portas ou trancas então o acesso a todos era livre, mais a frente tinham quatro boxes com cortinas simples para prover alguma privacidade, em cada espaço vago do armário tinha uma toalha embalada em um saco lacrado enquanto no canto da sala tinha uma cesta onde estavam as toalhas usada (sem o saco lacrado) e de um lado das paredes tinha uma fileira de boxes que já seria onde tinha os toaletes, o lugar parecia vazio dando a liberdade do okama finalmente se banhar depois de tanto tempo vivendo nas ruas.
Não Julgue o desenho:
 


Histórico Zuzu:
 
FERIMENTOS:
 

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptyDom 11 Mar 2018, 00:51



        Zuzu se divertiu muito enquanto falava devido a reação inesperada de sua ouvinte. “Será que temos uma puritana entre os marginais e vagabundos? NHA NHA NHA”, pensou durante uma pequena pausa em seu monólogo, olhando fixamente para o rosto corado da mulher. O okama era um artista, provocar sensações extremas era um vício que não podia ser saciado com qualquer coisa, logo, não hesitava em deleitar-se do rubor que sua história causava aos mais sensíveis. Ele era uma arte devassa em constante (re)construção.

        Arqueou a sobrancelha direita, cruzou os braços e encarou a sua companhia de conversa de maneira neutra depois de seu comentário, todavia, por dentro estava confuso sobre a intenção da outra ao dizer aquilo. “Isso foi alguma alfinetada sobre o meu amado Burlesque&Jazz ou esse protótipo de freira está falando sobre os inimigos? Qualquer passo em falso e eu enfio essa bandeja no...”, estava prestes a terminar o seu raciocínio quando obteve a resposta sobre sua dúvida quanta a mocinha. “Ah... Nossa, como eu sou má...NHA NHA NHA”, encarou a camarada que estava em pé com um sorriso sincero – e aliviado – no rosto.

        - Vestiário?! Uuuuuuuuuh! – bateu palminhas enquanto se levantava – Então irei para um camarim me preparar para o show! NHA NHA NHA NHA – deu alguns pulinhos enquanto falava – Sairei de lá prontinho para brilhar, my lady deu uma piscadinha para ela.

        Seguiu a moça sem dar muita bola para os lados, somente desvairava em sua cabeça sobre questões fúteis. “NHA NHA NHA! Vou, finalmente, tirar esse cheiro MAL-DI-TO do meu corpinho. Não aguentava mais levantar os braços para dar meus jeté e sentir a podridão que morava em meus sovacos. Quiçá irei ganhar roupas novas?! NHAAAAAAAAAAIM! Que sonho! Sinto-me uma bonequinha de luxo nas mãos fortes da Revolução, NHA NHA NHA NHA”. Estava excitado com todas aquelas novidades e não via a hora de encarar, depois de tanto tempo, um banheiro limpinho e perfumado, diferente dele.

        – Assim que terminar me encontre ali fora.

        - Bye, bye, sweet heart!
balançou os quatro dedos da mão direita em uma despedida ao seu modo. Ficou de frente para as duas portas, cruzou os braços e começou a bater o pé no chão no ritmo de uma música qualquer Oh...Sempre fazem isso, NHA NHA NHA – as risadas se referiam a divisão do banheiro – Por acaso a lady ficou confusa? NHA NHA NHA – colocou as mãos no bolso da calça e entrou cantando no seu devido vestiário - Vira, vira, vira homem, vira, vira/Vira, vira, lobisomen/Vira, vira, vira...♫

        Já dentro daquele luxuoso espaço, Zuzu olharia atentamente os detalhes ali: armários, chuveiros, lavabo, toaletes e até mesmo remexeria nas toalhas sujas para se certificar que era ali mesmo onde deveria colocar a sua. Daria uma olhada para a direita e para a esquerda, certificando-se que não tinha mais ninguém ali para logo em seguida gritar:

        - PUTAAAAAAAAAIN! C’EST LA VIE QUE TOUT LE MONDE MÉRITE! daria vários giros com os braços aberto em torno de si mesmo, comemorando com entusiasmo aquela pequena grande vitória.

        Caso alguém estivesse por perto e ele notasse isso, diria a mesma coisa, porém um pouco mais baixo, tornando a comemoração mais pessoal.

        Em seguida, partiria sem muita demora para um dos chuveiros, jogando sua roupa pelo chão do vestiário - com exceção de seu turbante e de sua medalha, que estaria enrolada no pano - sem o mínimo de pudor. Oras, havia anos que não tomava um banho decente, apenas lavava-se na água salgada do mar, em dias de chuva ou em algum cano que estourasse por perto ao ar livre, logo, estava sedento para sentir-se livre de toda a carga negativa que a sujeira carrega. Abriria o chuveiro no máximo e com toda a alegria que sentia naquele momento em seu coração, cantaria:

        - Cantando no banheiro/Berrando no chuveiro/Deixo logo o meu corpo/Inteirinho ensaboado/Benzinho eu fico ensopado/[...]/A minha irmã diz que tá apertada/Fica falando que tá por um triz/O que é que eu faço/Se é no banheiro/Que eu me sinto feliz... ♫

        Se o artista terminasse o seu longo banho sem ser interrompido, sairia todo molhado em busca de uma das toalhas que se esqueceu de tirar de algum pacote lacrado e pegar emprestada. Provavelmente estaria fazendo uma bagunça, todavia, sua glória era maior e mais importante do que qualquer código de ética fútil. Buscaria nos armários, então, alguma para que pudesse se secar. No caso de não encontrar, iria buscar o seu amado turbante e se enxugaria com ele – ou pelo menos tentaria tirar o excesso de água que continuava a ensopá-lo – para amenizar a bagunça. Entretanto, se tivesse a oportunidade de “usurpar” uma bem limpinha, aproveitaria cada segundo daquele felpudo tecido tocando em sua pele nova e macia como o de um bebê – que foi maturado em um pote de vinagre por anos, afinal, a pele de Zuzu já estava um horror! -, assobiando a melodia da canção que embalou seu banho.

        Ainda nu, seco ou um pouco molhado – dependendo do que acontecesse -, sairia em busca da Akilah com o turbante na mão – e a toalha na cabeça, na hipótese de ter pego-a – enquanto sua madeixas esperavam serem cobertas novamente naquele ritual tão sagrado que era realizar a amarração que adornava-as. Queria encontrar com sua comandante para pegar logo o seu manto e poder receber a missão. “Estou tão preocupado com meus petit garçons...Oh, Adrian...Oh, Ichida...”, pensaria enquanto procuraria sua líder.

        Em um cenário onde fosse interceptado por um companheiro ou companheira e seja indagado sobre sua nudez, responderia:
        - Muito me admira você impressionado/impressionada com isso, honey. Quando eu cheguei aqui com roupas sujas e um cheiro insuportável, ninguém me parou. Por que isso agora? Perdão, mas não tenho tempo para discutir com você sobre a moral decadente que o velho mundo incutiu na cabecinha de cada um. Estou passando, com licença, com licença – e prosseguiria em sua procura.

        Na hipótese de dar de cara com Akilah antes que alguém o repreende-se, faria uma saudação respeitosa: bateria continência e, por consequência, juntaria as pernas com rapidez, torcendo para que seus testículos não se machucassem novamente.

        - Estou pronto para acatar suas ordens, Comandante Akilah – o sorriso banguela mostrar-se-ia mais uma vez, cheio de vontade e animação.

        Zuzu era um ser engraçado, cativo, com desejos transformadores e disposto a dar sua alma para a causa que sempre acreditou e que agora descobriu ter um nome, uma organização. Não se importava com o que pensavam dele, queria apenas ser mais semeador da liberdade sob a égide vermelha da Resistência que agora, finalmente, fazia parte. Era como brasa incandescente: precisava unicamente de camaradas dispostos a aguentá-lo e verter as cinzas em um fogo indomável. Assim como ele.


Histórico:
 

Objetivos:
 

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySeg 12 Mar 2018, 14:21



Nu com a mão no bolso


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Hijra se via sozinho no banheiro com toda a liberdade e privacidade que alguém poderia desejar, cantando alto a melodia de seu coração o okama se banhava de maneira despreocupada dando finalmente fim a sua última marca como sem teto, o seu odor, Zuzu terminava seu banho sem ser interrompido e caminhando até suas roupas ele arrumou seu turbante em sua cabeça e partiu ao encontro de sua comandante, assim que abriu a porta ele encontrava Ama o esperando do lado de fora com uma espécie de mando em suas mãos mas assim que a mulher se virava escutando o som da porta ao se abrir ela via a cena do okama nu caminhando em sua direção ou semi nu considerando o turbante em sua cabeça, a mulher em um misto de susto e surpresa soltava o manto levando suas mãos até seus olhos enquanto seu rosto enrubescia. –Sr.Hijra mas que pouca vergonha! Por favor vista algo!- A mulher se abaixava como se tentasse pegar o manto que ela havia derrubado no chão, o okama simplesmente respondia sem sequer parar sua caminhada. – Muito me admira você impressionada com isso, honey. Quando eu cheguei aqui com roupas sujas e um cheiro insuportável, ninguém me parou. Por que isso agora? Perdão, mas não tenho tempo para discutir com você sobre a moral decadente que o velho mundo incutiu na cabecinha de cada um. Estou passando, com licença, com licença.- A distância ele só conseguia ouvir a voz da governanta. –SÃO COISAS ASSUSTADORAMENTE DIFERENTES, PERA CADÊ VOCÊ!?- Gritava a mulher não o vendo e sim tentando se guiar pelo som enquanto caminhava com seus olhos cobertos.

Zuzu caminhava sem evitar os olhares, muitos paravam surpresos com a cena e até mesmo deixavam os documentos que carregavam cair, outros viravam o rosto evitando a cena enquanto alguns cutucavam seus companheiros para que vissem a cena do okama caminhar pelo QG nu deixando um pequeno rastro de água por onde passava enquanto Ama o seguia com seus olhos cobertos gritando coisas do tipo. –Andar pelado não pode! Ai ai ai! E se sua mama e seu papa vissem isso? Use o turbante como uma tanga pelo menos!- Para Hijra também não estava muito confortável já que seu corpo ainda úmido sofria com a temperatura do ambiente que mesmo sendo no subsolo ainda assim possuía um bom sistema de ventilação graças aos dutos de ar no teto, logo seus pelos ficavam arrepiados, seus lábios tremiam e seu nariz começava a escorrer, Akilah estava sentada no mesmo lugar que antes parecendo um pouco mais disposta enquanto lia um papel e bebia um copo de café assim que ela percebeu a comoção ela se virou olhando a cena sem nem mesmo esboçar nenhuma reação além de tomar um gole de seu café enquanto Hijra se aproximava. - Estou pronto para acatar suas ordens, Comandante Akilah.- Um sorriso com “janelas” se revelava após tais palavras e em resposta a elas Akilah se levantava olhando o okama nos olhos. -É bom ver que está pronto para sua missão soldado e já que você parece tão ansioso eu te darei uma missão de extrema urgência! Como você já sabe o bordel acima de nós é um disfarce e alguns dos funcionários são agentes disfarçados, eles vem relatando uma pessoa suspeita rondando o local fazendo muitas perguntas nossos agentes disfarçados não podem se expor e por isso você ira agora mesmo descobrir as intenções e quem é essa pessoa, dispensado e vá agora mesmo.- A mulher voltava a olhar para seus documentos como se o conteúdo neles fosse a coisa mais preciosa no momento. –Você ouviu homem eu falei agora você não tem tempo a perder!- Falou ela mais uma vez só que agora de uma maneira mais grossa e urgente.

Não ficava claro se aquilo era uma simples ordem ou se por trás da ordem também existia uma punição já que implicitamente Akilah ordenava que o okama fosse para o bordel nu trajando apenas o turbante em sua cabeça mas Ama parecia não ter compreendido ou pelo menos tentava não entender a ordem. –É mas col...- Antes mesmo que a mulher pudesse terminar a frase a voz de Akilah se manifestou mais uma vez. –Ama você pode passar mais um café por favor eu tentei mas não é nada comparado ao seu, deixe que nosso amigo consegue se virar bem da maneira em que está afinal ele vai para o bordel roupas são opcionais.- A governanta pareceu confusa por alguns segundos mas cedeu ao pedido de sua comandante.


Histórico Zuzu:
 
FERIMENTOS:
 

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySex 16 Mar 2018, 20:04



        - Não é nada diferente não, mocinha! Seja pele, ou seja, tecido, é tudo finito. Qual a diferença do que come a traça e a larva? Nada! – disse enquanto continuava caminhando, sem saber que a mulher tentava alcança-lo com os olhos vendados – Mas chega de papo! – freou sua caminhada, colocou as mãos na cintura e, ainda de costas, empinou o quadril em direção a sua companheira – NHA NHA NHA, PEGUE-ME SE FOR CAPAZ, HONEY! – debochado, deu um tapa de leve na sua bunda e disparou a correr pelo QG com a intenção de despistá-la.

        Diminuiu o ritmo de sua fuga quando percebeu que poderia se machucar, já que seu corpo molhado começara a deixar vestígios pelo local. Não percebeu os olhares e reações de espanto, horror, nojo ou as que achavam aquilo tudo muito cômico. Contudo, mesmo com o ar gélido do quartel e os sintomas de uma gripe que muito provavelmente chegaria, não hesitou em colocar um pouquinho mais de sebo nas canelas e manter distância de sua moralista perseguidora.

        - NHA NHA NHA, SE MAMÃE ME VISSE ASSIM ERA CAPAZ DE CORRER ATRÁS SÓ PRA ME PASSAR UM TALQUINHO! NHA NHA NHA NHA! – deu seu último grito de deboche antes de avistar Akilah e parar bruscamente, desacelerando os passos e se aproximando com uma caminhada firme. “Ufa...Que exercíciozinho bom, NHA NHA NHA!”, pensou enquanto dava uma tremidinha e se balançava todo.

        Imóvel, ouviu atentamente as ordens de sua Comandante sem esboçar qualquer indicio de insubordinação ou relutância. “Que mulher decidida! Mas o que ela quis dizer com ‘parecer tão ansioso’, eim?! Será que minha correria para fugir daquela lady soou como uma ofensa aos vermelhinhos?”, pensou ainda em posição de continência.

        Despertou de seu transe com um “puxão de orelha” de sua líder. “Essa doida vai me fazer subir lá agora?! EU NÃO TIVE TEMPO DE RETOCAR A MAQUIAGEM! Oh Prince, estou parecendo uma fruta seca, toda enrugadinha e sem o mínimo de cor. SINTO-ME PELADO DESSE JEITO! Mas...bem...C'est la vie, Zuzu Hijra, deu de ombros e deu meia volta, ouvindo somente os resquícios da fala de Akilah:

        - ... Afinal, ele vai para o bordel, roupas são opcionais.

        O okama, então, seguiria para a parte mundana daquele esconderijo rapidamente. Queria chegar em grande estilo, então amarraria seu turbante com um pouco mais de força, estamparia uma expressão ousada em sua face e não vacilaria ao subir as escadas, após ultrapassar a pesada porta de metal que separava aqueles dois universos que, de maneira muito peculiar, eram familiares e confortáveis para Zuzu.

        Caso o artista não fosse interrompido durante seu percurso, não iria deixar que soubessem que estava ali há muito tempo. Tentaria entrar pela porta da frente como um recém chegado. Se não conseguisse, apenas misturar-se-ia na multidão para esperar uma brecha favorável ao seu próximo passo.

        Já na hipótese de apresentar-se pela frente, não intimidar-se-ia. Abriria a porta com toda a força e cantaria – seria mais um grito do que um canto – com os braços e pernas abertas:

        - CHEGUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI! TO PREPARADA PRA ARRASAAAAAAAAAR! ♫

        Sua intenção não seria de causar espanto ou qualquer tipo de aversão aos seus modos – afinal, nem se incomodava mais com isso – mas de chamar a atenção da pessoa que tanto questionava os companheiros à paisana. Não podia controlar a forma com que terceiros o viam, mas acreditava saber muito bem como fazer para instigá-los.

        Em uma eventual tentativa de impedirem sua entrada, correria pelo recinto para despistá-los e não titubearia em subir nas mesas se fosse preciso. Ele tinha uma missão e a sua excentricidade era uma arma poderosíssima que não deveria ser contida jamais! Faria isso até conseguir livrar-se das garras pedantes, subir no palco ou em qualquer outro local em que a banda estivesse tocando e agarrar o microfone. Se obtivesse sucesso, usaria sua voz para trazer ainda mais os holofotes para si:

      - Me diz que eu sou seu tipo/Me diz, neném, que eu acredito/Murmura baixinho que eu sou seu ideal/Coloca aquele vestido, tipo cupido/Vê se não brinca com a minha libido/Meu beija no ouvido/Nada faz sentido/Tudo arde/Me diz que eu sou seu tipo/Repete amor que eu acredito/ [...] /Na minha chegada/Sua boca comece a gritar/Gritar que eu sou tipo,/Só isso,/Somado a muita emoção/Vai fazer rolar de prazer/Meu coração... ♫

        Durante sua “apresentação”, Zuzu olharia atentamente para a plateia em meio as suas reboladinhas, danças e performances, buscando encontrar alguém muito destoante do público-alvo daquele lugar. Qualquer conduta suspeita – asco, desejo velado, falso recato, raiva ou estranheza não seriam novidades – indicaria quem era o peixe fora do cardume.

        O passo seguinte, que independia do que acontecesse, seria sentar-se em um banco e esperar que o estranho se aproximasse. Levando em consideração as palavras de Akilah, o alvo mostrava-se bastante interessado em colher informações e não tardaria para que um okama se torne mais uma fonte.

        Sendo assim, esperaria a aproximação de qualquer pessoa e responderia, com uma brilhante encenação, como se estivesse muito, muito bêbado:

        - Pois...HIC...eu vo’ fala o que ‘ocê quis-HIC-er, baby! HIC...É só pagar mais uma pá mim...HIC o soluços seriam encaixados perfeitamente na fala arrastada e cheia de erros propositais.

        Ele não podia falhar. Daria o seu melhor para saber quem era a pessoa que perturbava o caos do bordel e que fez sua Comandante designar o artista para identificá-lo. Porém, em meio aos seus planos mirabolantes e excitação por se tratar de sua primeira missão, algo ainda permaneceria a incomodá-lo. “Ai, ai, ai... Só espero que não seja você, Ichida”, pensaria a todo instante.


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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySab 17 Mar 2018, 23:12



Mamãe disse que haveria dias assim


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Andar nu para Zuzu era algo tão natural quanto andar vestido para as pessoas afinal a nudez para o artista também se encaixava em uma forma de manifestação, quebra os padrões que fazem as pessoas esconderem os seus corpos por trás de vestes que muitas vezes exploram mão-de-obra escrava na produção de uma simples peça, manter um eu natural por baixo de baixo dos panos com medo de ter seu corpo julgado pelos padrões estabelecidos pela sociedade, mas claro isso não envolvia sua maquiagem, sair sem sua make era algo absurdo de se imaginar expondo suas rugas para que as pessoas vissem e julgassem acreditando que "aquilo" era o melhor que Zuzu tinha para oferecer ao mundo, mas esse era um pequeno sacrifício para a conclusão de sua tarefa em prol da revolução, era notável os esforços de seus colegas revolucionários para não encararem e julgar a cena de um trans nu saltando pelo QG mas o okama não parecia ligar para isso pois como um artista o mundo era seu palco e estava na hora de sua apresentação.

O okama fez seu trajeto pela porta de ferro em seguida subiu as escadas e conseguiu fazer seu caminho até a porta da frente fazendo sua entrada triunfal; -CHEGUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI! TO PREPARADA PRA ARRASAAAAAAAAAR! ♫ Era como se um som de um disco se arranhando ecoasse pela sala durante alguns segundos, olhos se viraram para a porta de entrada e um silêncio constrangedor surgiu no bordel mas na mesma velocidade em que silêncio surgia ele sumia com as pessoas voltando para os seus afazeres e com a música voltando a tocar, Zuzu podia notar que hoje o bordel estava um pouco diferente, os moveis velhos e o ar de violência continuava, mas algumas pessoas estavam vestidas de ternos e com instrumentos musicais mais requintados para um bordel de tal calibre, no palco tinha uma pequena banda com um composição mais completa e complexa de instrumentos e com trio de três mulheres cantando.

Mama said there will be days like this, There’ll be days like this mama said (mama said, mama said)...-

A música prosseguia com a voz doce do grupo em ótima harmonia, ficava evidente que naquele bordel acontecia algum evento ou uma temática voltada para o Jazz, alguns homens usavam ternos pretos, brancos, roxos e até mesmo amarelos enquanto as mulheres usavam vestidos de diversos tamanhos e cores algumas tinham plumas ou echarpes, claro que a porcentagem de pessoas vestidas a caráter era uma minoria comparada ao público habitual do lugar.

Mesmo o grupo fornecendo um ótimo um show Zuzu tinha seu objetivo ali e por isso ainda nu Hijra tentou subir no palco, mas um homem surgiu em meio à multidão tentando impedir sua passagem correndo para cima do okama, Hijra conseguiu driblar o homem e começou passar pelas pessoas no salão tentando despistar o perseguidor fazendo seu caminho em meio da multidão, se esfregando em meio de algumas pessoas, se escondendo atrás de outras e finalmente conseguia despistar seu perseguidor e correr até o palco surpreendendo mais uma vez as pessoas ali e surpreendidas as meninas não resistiram contra o okama o deixando tomar o microfone e começar a cantar.

No primeiro momento Zuzu seguia à capela fazendo uso somente de sua voz e de seu corpo para performance e eventuais reboladas, a banda se olhava durante a apresentação assim como as meninas e de repente o pianista começou a seguir com uma melodia suave acompanhando a canção de Zuzu, as garotas se encararam e deram de ombros começando a acompanhar o okama fazendo o vocal de apoio em momentos oportunos, o resto da banda se limitou a admirar o show estalando os dedos ou se olhando fazendo comentários sobre o cantor nu. –“Sempre algo estranho acontecendo nesse bordel”/ “Não existe nada que simbolize mais a liberdade que cantar e ficar pelado e liberdade é o verdadeiro soul” / “Heeey olhem só o Bob John, c’mon oldman mostre porque você é o melhor pianista de South Blue.

Considerações:
 

Do palco não era difícil ter uma visão de todo o bordel, lá Zuzu via algumas pessoas fumando cigarros suspeitos, charutos, alguns exibiam belas piteiras longas e adornadas, muitos bebiam e poucos comiam, todos pareciam interagir entre si fazendo com que poucas pessoas realmente prestassem atenção na apresentação, era difícil procurar alguém suspeito ali já que naquele ambiente todos poderiam ser suspeitos de algum crime eventualmente, mas em contraste a isso uma figura acabava se destacando um rapaz jovial e inocente com vestes simples de artes marciais conversava com o barman, Ichida se destacava parecendo ter uma conversa fervorosa com o funcionário que parecia responder o rapaz com toda a calma e paz de Jó.

Ao terminar a música os poucos que acompanharam o mesmo até o final aplaudiam a apresentação com palmas lentas e desanimadas como se fossem simplesmente automáticas enquanto outros músicas que estavam em meio a plateia e as pessoas que estavam ali a caráter aplaudiram com certo vigor mostrando que gostaram do show, uns jogaram coisas no palco como papeis picadas, moedas e uma sunga um tanto exótica.


Histórico Zuzu:
 
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySeg 30 Abr 2018, 01:51



        “Oh...meu coração irá explodir...isso é tão...LINDO!”, os olhos de Zuzu brilharam ao encontrar o bordel em um clima que lhe era tão familiar. Suas pernas tremeram e seu peito encheu-se de alegria, como se estivesse retornando ao seu lar. As roupas – dos que estavam caracterizados, é claro -, os cheiros dos fumos baratos e caros se fundindo no ar e formando um só aroma, os instrumentos charmosos e brilhantes que tanto o atraiam e, por fim, aquelas cantoras e o arranjo musical que fazia eriçar os pelos mais...singulares, eram uma pequeníssima amostra do Burlesque&Jazz bem ali na sua frente! “Isso não pode ser real”. A ingenuidade de um artista em decadência é certamente tão cativante quanto um marinheiro em seu primeiro dia de serviço sonhando em se tornar Almirante: patética.  

        Uma nostalgia avassaladora arrebatou o seu corpo velho e nu. Assim, sem sequer perceber que a banda retornou a tocar depois de sua brusca entrada, decidiu que precisava, mais do que antes, tomar o espaço do palco para si mais uma vez. E em meio às repetidas “mama said, mama said ♫” daquelas esplêndidas backing vocal, correu em direção ao seu Olimpo, onde, por alguns segundos, tornar-se-ia uma deusa!

         - É HOJE QUE ME EXPULSAM DA REVOLUÇÃO POR SER SUBVERSIVO DEMAIS! NHA NHA NHA NHA – gritou com toda a euforia que sentia no momento e disparou a correr pelo local.

        Alguns passos separavam sua alma dos holofotes quando de repente um ser de escuridão – Zuzu acreditou nisso até o fim dos tempos! Oras, quem mais iria se colocar entre um okama e seu objetivo? – tentou impedi-lo. Sequer deu espaço para as trevas. Rápido como um travesti deve ser para fugir das pedras que lhe arremessam, esgueirou-se entre as mesas, pulou feito uma gazela e escondeu-se atrás dos clientes – caso alguém tenha reclamado, que fique registrado que ele não pôde ouvir às queixas, afinal, estava em rota de fuga – para ludibriar seu algoz. Por fim, encontrou uma brecha e, além de libertar-se da violência do moralismo encarnado, ainda conseguiu conquistar o seu tão querido e amado microfone com as meninas que, para o artista, haviam lhe dado de muito bom grado.

        Os primeiros instantes foram difíceis, até por que não deve ser tão comum que um homem nu cante tão bem sem ficar envergonhado, mas assim que a banda entrou em sintonia com aquele estranho, um verdadeiro show se iniciou. Os áureos tempos no Club estavam sendo revisitados com muita paixão e patifaria, como ele bem sabia que tinha que ser! Subiu no piano que aquele homem tocava como se estivesse traduzindo os sentimentos mais íntimos do cantor e, enquanto balançava as pernas cruzadas, falou em uma pausa minúscula dentro da música:

         - Oh Darling, não vejo um pianista como você há décadas! Onde você estava enquanto eu ainda era jovem? NHA NHA NHA

        Observou com cuidados as pessoas durante a sua apresentação – mas sem esquecer-se de sua performance – e levou um susto ao reconhecer Ichida na multidão. “Prince, você está brincando com a minha cara, não é? O que esse menino está fazendo aqui?! Preciso salvar meu little boy desse covil”, pensou enquanto puxava fôlego para uma das últimas notas, onde faria as firulas vocais que encantavam o público do Burlesque&Jazz.
        Recebeu os louros do seu sensual espetáculo com um cumprimento aos músicos e a plateia. Esqueceu-se de que estava completamente nu e curvou-se, primeiro para os que o acompanharam musicalmente e em seguida ao seus amados ouvintes. Uma cena normal, certo? Errado! Os detalhes ficam a cargo de quem permaneceu com os olhos abertos mesmo no primeiro sinal de que...Bem, isso não importava tanto assim...

        Zuzu amarraria a sunga – que ele achou adorável – em seu quadril e partiria em direção ao seu amigo que estava nitidamente angustiado. Enquanto iria passando pelas pessoas, tentaria tomar “emprestado” alguma pluma ou echarpe para cobrir um pouco mais suas partes íntimas. Não era a vergonha ou qualquer sentimento do tipo que o incentivara a querer isso, apenas estava ficando frio demais e não queria que Ichida o visse mais feio do que já estava, já que a ausência de maquiagem realmente fazia falta em sua cabeça.

        Caso conseguisse se aproximar, nu ou seminu e interrompendo a conversa com o barman, diria com uma expressão de desaprovação:

         - Vocês mais jovens são teimosos assim por qual motivo? O que andaram colocando no leite de vocês quando eram crianças? Pedi para que fosse embora por saber que esse não é um lugar para ti, my little boy... – o tom de voz do okama iria abrandar-se. Era muito difícil brigar com o rapaz.

        Já se não tivesse a oportunidade de se aproximar, abordaria um cliente, independente se estivesse de terno ou não, e pediria um favor:

         - Honey, preciso que me faça um favorzinho... Pago uma bebida para compensar, o que achas? – daria uma piscadinha  – Aquele rapazinho ali está querendo conversar com uma das meninas daqui. Conquistador barato, NHA NHA NHA – disfarçaria para que não soubesse que ele era conhecido. Aquele local era, acima de tudo, um ponto de encontro da Resistência, então assuntos pessoais provavelmente não seriam bem-vindos – Diga somente isso a ele: “bate no viado-san, lá fora”. É um código, ele irá entender, NHA NHA NHA – e seguiria em direção a porta novamente na esperança de que o recado fosse entregue.

        Se em uma possível resposta o lutador pedisse ajuda, prontamente responderia:

         - Diga, diga! Desembucha! O que está acontecendo? Como posso te ajudar,Darling? – Apesar de tudo, ele era seu amigo e deixá-lo em uma situação ruim era tudo o que Zuzu não queria.

        Não era um cenário muito favorável. O provável intruso era seu companheiro e se alguém soubesse disso, era motivo de sobra para levar uma bronca ou até mesmo ser advertido formalmente. Uma conversa talvez pudesse resolver aquilo. Talvez.


Histórico:
 

Objetivos:
 
OFF:
 

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Última edição por Zuzu Hijra em Seg 30 Abr 2018, 17:37, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptySeg 30 Abr 2018, 16:28



Desaparecimentos
Coisas misteriosas





Após o sucesso de sua apresentação Hijra seguiu seu caminho até seu amigo no bar, alguns homens levantavam o chapéu enquanto algumas mulheres sorriam e acenavam não em um gesto de cobiça mas sim de certa admiração pela apresentação do artista, o quarteto formado pelas cantoras assumia mais uma vez o microfone seguindo com uma nova canção. - Oh, meu amor/ Não fique triste/ Saudade existe pra quem sabe ter/ Minha vida cigana me afastou de você/ Por algum tempo que eu vou ter que viver por aqui/ Longe de você, longe do seu carinho/ E do seu olhar ♫….- Ninguém tentou se interpor entre o okama e seu objetivo desta vez e mesmo com o bar movimentado Zuzu conseguia fazer seu caminho com certa tranquilidade com alguns poucos esbarrões e leves desvios.

- Escute senhor eu preciso de respostas eu…- Antes que o jovem lutador pudesse terminar  sua frase o okama chegava pegando os dois distraídos com a conversa e em um tom de desaprovação Zuzu anunciou sua chegada -Vocês mais jovens são teimosos assim por qual motivo? O que andaram colocando no leite de vocês quando eram crianças? Pedi para que fosse embora por saber que esse não é um lugar para ti, my little boy…- Sua voz ia se abrandando a cada palavra mas isso não abrandou o pequeno susto que o rapaz tomava devido a surpresa em ver seu amigo bem, o barman já parecia pronto para puxar algo debaixo do balcão com seu semblante visivelmente irritado devido a toda situação já que ele tinha um bar cheio e muita clientela para atender mas Ichida o impedia de uma maneira um tanto irritante, quando o rapaz viu o okama em pé ao seu lado ele imediatamente sorriu em alívio e abraçou Zuzu. - Que bom que você está bem! Eles não levaram você… pera ai…- Nesse momento ele afastou um pouco o corpo de Zuzu ainda o segurando pelos ombros. - Por que você está só de cueca!?- Nesse momento o barman via que a situação estava sob o controle do okama e por isso ele se afastou voltando finalmente ao seu trabalho.

-Ah me desculpe não tive intenção de incomodar- Falou o rapaz voltando a sua postura habitual. -Ah verdade é que estava começando a ficar preocupado, muitos lutadores que competiram ontem desapareceram de maneira misteriosa o próprio Raiki está se movimentando tentando investigar o motivo e por um momento acreditei que você também tinha sido levado.- Enquanto Ichida dizia essas coisas Hijra pode perceber que ele tentava soar forte e esconder o medo em sua voz, o rapaz virou seu olhar para chão e cerrou um de seus punhos assim que terminou de passar toda a informação, isso de certa forma era preocupante pois Zuzu sabia que os habitantes de Karate Island em sua maioria são lutadores ou pessoas com certo conhecido sobre luta e todos aqueles que ousaram participar daquele simples torneio tinham certo reconhecimento do povo levando em consideração a torcida que eles recebiam.

Enquanto Hijra parou para conversar com seu amigo ele pode perceber que no canto da sala tinha uma outra figura que também lhe era familiar, um homem encapuzado trajando uma longa capa negra, em seu rosto uma máscara totalmente branca com dois furos para os olhos, essa figura era bem similar ao encapuzado que Zuzu tinha visto no torneio as diferenças estavam na altura do homem que quase alcança o teto do estabelecimento com sua cabeça e sua máscara que era mais simples não possuindo nenhum detalhe ou desenho, a figura misteriosa parecia mover seu olhar pelo salão como se estivesse procurando algo ou simplesmente fazendo o reconhecimento do local.

OFF:
 

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Zuzu Hijra
OKAMA
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Zuzu Hijra

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 4 EmptyTer 01 Maio 2018, 05:26



         “O reconhecimento do público enche meu corpinho de alegria...”, pensou enquanto suas bochechas maduras ficavam coradas com os sinais de respeito vindo de – algumas - pessoas que cruzavam por ele.

        Não houve nenhum contratempo que fizesse Zuzu ter um ataque de pelancas no meio do bar, sendo assim, seguiu com passos firmes até Ichida enquanto sua bunda insistia em remexer ao ritmo da nova música que tocava. Ao notar que o barman estava se movimentando de maneira estranha, aumentou a velocidade e foi logo interrompendo para mostrar que livraria o funcionário e que este não precisava usar a violência.

         - Honey... – abraçou o amigo com afeto, afinal, eram poucos aqueles que tinham passado por sua vida e o tratavam com carinho e dignidade – Levaram? Como assim? – observou o outro se afastando com grande estranhamento – Não importa o motivo de eu estar só de cueca! O que está se passando, little boy? – colocou as mãos na cintura e o encarou fixamente com um semblante nem um pouco agradável.

        Analisou com cuidado todas as expressões corporais do amigo e ficou preocupado ao sentir as notas de medo que sua fala carregava. Ao contrário do outro, relaxou os ombros e deixou os braços caírem enquanto ouvia. Sentiu a presença do estranho e, diferentemente da maior parte do tempo, conseguiu prender a atenção nos detalhes e não se deixar levar pela emoção. “Não é o mesmo do torneio, mas deve estar juntos... e envolvidos nisso!”, presumiu de imediato.

        Em meio ao caos, o cantor encontrou uma luz de glitter em sua mente: pouca, mas que impregnou até o último fio de cabelo de sua cabeça. Colocaria a mão direita sobre o ombro de Ichida e diria com firmeza:

         - Ichida, sweet, vamos resolver isso. Agora preciso de sua ajuda. Está vendo aquele rapaz mais suspeito do que os criminosos aqui dentro? Well, acho que ele tem ligação com o que acabas de me falar, carneirinho! Ou fazemos ele de refém e descobrimos alguma coisa, ou ele irá colocar em plano alguma coisa que está tramando – faria um sinal com a cabeça para que o rapaz olhasse com cuidado para o mascarado – Percebes? Pela forma como se movimenta parece estar procurando alguém ou fazendo reconhecimento do local. Tenho uma ideia – abaixaria o tom de voz e aproximar-se-ia do rosto do outro – Pretendo provocar uma briga generalizada e conseguir capturá-lo junto com você, o que acha? Assim que o caos estiver instalado, quero que vá em direção a ele e chame a atenção para si. Irei pelos lados e vou capturá-lo. Apenas confie em mim, ok? – daria uma piscadinha.

        Caso Ichida se recusasse a seguir o seu plano mirabolante, diria com certa indignação:

         - Ah, pronto! A bonita me vem aqui pedir ajuda e não quer colocar a mão na massa? É tudo “venha a nós”?! – as mãos na cintura e as batidas no chão com o pé direito denunciariam seu descontentamento – Então volta já para casa que eu vou reformular minha estratégia – viraria o amigo pelos ombros e daria dois tapinhas em sua bunda – Anda, anda!

        Apesar de ser o que menos queria, era preciso pensar em uma ação que não envolvesse o rapaz. Não seria nada fácil, mas não podia se dar ao luxo de perder aquela oportunidade. Sendo assim, agiria da seguinte forma: tiraria sua sunga e a seguraria com uma só mão, enquanto a outra arrancaria algum copo do balcão em que o barman estava trabalhando. Em seguida, partiria correndo por entre as mesas em direção ao seu alvo, pensando que, se ele estivesse armado ou algo do tipo, poderia pelo menos jogar-se no chão e/ou esconder-se embaixo de uma delas. Por fim, o copo seria a distração. Arremessaria na direção do mascarado e, aproveitando-se de uma possível esquiva ou bloqueio, jogar-se-ia em cima dele, usando a sunga como uma corda a fim de estrangulá-lo. Aquilo tinha tudo para dar errado, porém era tudo o que tinha para o momento.

        Entretanto, se Ichida concordasse a situação seria completamente diferente. Zuzu pularia para o lado de dentro do balcão e procuraria com atenção algum homem com feições brutas e que estivesse bastante bêbado. Era preciso que ele estivesse embriagado o suficiente para, quando a garrafa que o okama jogasse em sua direção – com o cuidado para não acertá-lo e acabar apagando a sua bucha de canhão -, não identificar de onde o objeto veio e culpar a pessoa mais próxima. Se obtivesse sucesso, o clima do bar já se encarregaria do resto: um verdadeiro pandemônio viria a se instalar. No meio do redemoinho, o lutador partiria em direção a vítima pela frente com o objetivo de chamar-lhe a atenção enquanto o artista flanquearia, com sua sunga em mãos, para, em um momento de distração – seja ele em uma tentativa de fuga ou até mesmo um embate contra o outro -, cegar-lhe as vistas com a roupa “íntima” cobrindo todo o seu rosto.

        Caso triunfasse, acompanhado ou não, arrastaria a misteriosa pessoa até a porta que começava a dar acesso ao esconderijo da Resistência. “Será que estou fazendo isso certo?”, pensaria em meio a sua própria confusão.

        Em um possível fracasso, não hesitaria em chamar o individuo para uma briga, até mesmo por já ter demonstrado suas intenções. Torceria somente para que ele/ela não estivesse em posse de arma, pois estava completamente vulnerável.

        La révolution? C’EST ÉNORME!, pensaria com entusiasmo ao mesmo passo em que o seu coração pulsasse ao ritmo de um baixo em um solo de Jazz. A emoção estava percorrendo por suas veias abertas e repletas de jovialidade desde o momento em que se sentira parte da luta materializada e agora, mais do que nunca, precisaria testar com verdadeiro brio a sua vontade de fazer a diferença. Ele sabia que havia algo de estranho em tudo aquilo e era aquele o átimo oferecido pelo espaço-tempo para que o primeiro passo rumo ao seus desejos dentro da Revolução pudessem ser concretizados.

         - Sweet dreams are made of this/Who am I to disagree?/I've traveled the world and the seven seas/Everybody's looking for something... ♫ - cantaria instantes antes de iniciar toda àquela epopeia digna de constar nos anais daquele bordel e da vida de Zuzu Hijra.


Histórico:
 

Objetivos:
 
OFF:
 

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“I wish you could know what it means to be me
Then you'd see and agree that every man should be free...”. ♫


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Quer saber mais sobre o okama way? Ficha na imagem, honey... ♫  

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E não sou mais um transviado... ♫
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