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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 E não sou mais um transviado...

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySeg 23 Out 2017, 01:37

Relembrando a primeira mensagem :

E não sou mais um transviado...

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Zuzu Hijra . A qual não possui narrador definido.


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Zuzu Hijra
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptyDom 18 Fev 2018, 21:29



        Não houve iniciativa por parte do outro, apenas uma provocação que foi respondida com uma singela piscadinha com o olho direito e um beijinho. A luta teve de ser iniciada por Hijra. Uma sequência impressionante de ataques, esquivas e defesas, a altura do campeonato. Foi assim até o momento em que Don fora punido pela brecha que abriu.

         - Mas o quê? – o espanto firmou a oportunidade e o chute na coxa a validou.

        Seria aquela uma releitura um pouco mais “artística” e “colorida” do grande clássico bíblico cristão, “Davi e Golias”? Ou quem sabe era na verdade como uma daquelas histórias dos navegantes que passavam por Nobbio Werneck, em que, após uma grande luta com sinais de vitórias contra um Rei dos Mares, seus dentes enormes rasgaram a pele e devoraram os homens que estavam a comemorar precocemente? Dificilmente uma resposta clara viria na mente agitada de Zuzu, enquanto o outro ainda estava no chão devido aos seus bloqueios e, principalmente, o contra-ataque tão bonito que desferiu. A primeira pedra havia sido jogada, agora era preciso acertar no ponto certo e fazer o “gigante” se prostrar aos seus pés delicados.

        Notou, enquanto voltava ao centro do tatame, que seu adversário já não mais materializava o medo de antes. “Parece que existe alguém torcendo por mim, NHA NHA NHA NHA”, pensou com um sorriso no rosto, pois, rasgado o véu do temor, a face da raiva se escancarava. E existe sentimento mais descontrolado do que este? Há alguém capaz de observar um palmo a frente com viseiras tão rústicas e primitivas forjadas no fogo da fúria? Zuzu ainda não conhecera ninguém assim e por isso ouviu por anos que era uma criatura acomodada e inerte. Mal sabem eles que a revolução um dia será regida e regada na melodia doce e calma que só uma aberração como ele conhece...

        Era essa a sua chance. Pretendia, então, usar a poção contra o alquimista: provocaria-o ao máximo para que seus movimentos se tornassem mais rudimentares e menos planejados, sendo guiados apenas por instinto.

        Enquanto o juiz não desse o sinal para que os dois voltassem ao embate, diria, com uma voz maliciosa de irmão mais velho que cutuca o mais novo:

         - Vocês são engraçados. Essas botas e esse uniforme não são o melhor disfarce para os cães do governo. Inclusive, um amigo meu, meio matuto, chamado Fabiano, os chamam de “amarelos”, tamanha a covardia com que tratam aqueles que cruzam com vocês. Aliás, algumas palavras de inspiração me surgiram agora, com toda a licença...– e com uma mão no peito, Zuzu faria com que uma atuação brilhante acompanhasse sua violenta (e exageradamente intensa) declamação “Soldados! Antes de tudo há que lutar! As caravelas, mandei-as afundar, para não terdes vós outros qualquer veleidade de voltar. Há que lutar com as armas que tendes à mão. E se vô-las romperem em violento combate, então há que brigar a socos e pontapés. E se vos quebrarem os braços e as pernas, não olvideis os dentes. E se havendo feito isso, a morte chegar, mesmo assim ainda não tereis dado a última medida de vossa devoção, não! É preciso que o mau cheiro de vossos cadáveres empeste o ar e torne impossível a respiração dos inimigos!”  uma reverência concluiria e selaria aquela declaração de “guerra”.

        Após o gongo soar, manteria sua estratégia anterior de não precipitar-se, esperando que o outro atacasse primeiro. Contaria com isso em um primeiro momento, entretanto, as provocações iriam ser feitas incessantemente com um tom de puro deboche:

        “Oh, eu queria morrer de outra maneira; sem fadiga, sem dor, assim como cai uma estrela. como expira um som, matar-me com beijos de meus próprios lábios, morrer como morre um raio de luz em águas límpidas”os olhos do okama revirariam em uma falsa súplica.

        Caso Don sinta-se ofendido apenas com essa instigação e parta para cima, Zuzu irá tentar esquivar/bloquear e atacar o mais rápido possível. Sendo assim, deslocar-se-ia para traz em ofensivas que vissem acertar sua barriga, tórax, coxas e qualquer outra parte do corpo frontalmente, fazendo com que o alcance do golpe seja curto e deixando o centro de gravidade do oponente perturbando, o que pode ser uma vantagem para o okama que buscaria puxar com os braços a perna que esteja levantada, o que poderia levar a uma queda ou, dependendo da distância e da insistência, para o lado de fora do tatame. Já na hipótese de um ataque para atingir alguma porção lateral, o okama daria dois passos rápidos para frente, encurtando o intervalo entre os dois – e consequentemente entre a perna do outro – e tentaria desferir duas ou três joelhadas no abdômen de Louis e logo em seguida dar um pulo para trás e desvencilhar-se do adversário.

        Há, é claro, a possibilidade de que nenhum desses contra-ataques funcionem, dessa forma, pensando friamente, o melhor seria abusar da velocidade e da habilidade de esquiva. Independentemente de Don ter acertado ou não, caso haja falhas, Zuzu pretenderia deslocar-se rapidamente para a lateral do inimigo e investir com uma forte chute com a sola do pé na lateral do joelho dele, buscando atingir o finalzinho da tíbia e o começo do fêmur para desestabilizá-lo, e, em sequência, dar um giro e golpear na parte de traz do outro joelho, que, se tudo andar conforme o planejado, ainda estará firme no tatame. Mas se não estiver, tudo bem, por que Hijra continuaria o seu ataque finalizando-o com um chute com a canela na orelha do combatente, para, finalmente nocauteá-lo.

        Todavia, não existe garantia algum de que ele cairia em seu truque de ator errante, então seria prudente pensar, mais uma vez, em atacar se Don não o fizesse. Por isso, decidiu traçar e seguir mais uma artimanha para aquela peleja: pegaria mais pesado em suas encenações e partiria com golpes mais pragmáticos para contrastar com suas falas tão “poéticas” e sua movimentação tão “dançante” – ora, era de se esperar que o okama estive se locomovendo como uma mariposa fugindo de uma raquete mata-moscas no tatame, pois seus pulinhos e gracejos já eram traços marcantes de sua personalidade desde que a reconhecera como parte de si – que tirava qualquer adversário mais nervosinho do sério.

        Durante toda a sua ofensiva, falaria em um claro tom de diabrura e representação:

         - Aquele meu amigo matuto sempre diz coisas muito sábias NHA NHA NHA – estenderia a perna direita à frente, colocaria os braços levantados e as mãos dobradas perpendicularmente opostas, adotando sua inconfundível pose de sempre – Coitado, homem pobre como eu... Não podia arrumar o que tinha no interior. Se pudesse ...Ah! Se pudesse, atacaria os soldados amarelos que espancam as criaturas inofensivas com um novo sorriso audaz, continuaria – Acho que posso fazer isso por ele aqui hoje, não, honey? NHA NHA NHA

        Zuzu era de longe uma aberração agressiva ou truculenta, mas a situação parecia um bom momento para adotar um nova faceta. Talvez uma pontada de soberba poderia surpreender a plateia e Don Louis.

         - Quando meu querido amigo foi preso injustamente, me disse: “Mas pegado de surpresa, embatucara. Quem não ficaria azuretado com semelhante despropósito? Não queria capacitarse de que a malvadez tivesse sido para ele. Havia engano, provavelmente o amarelo o confundira com outro. Não era senão isso. Então porque um sem-vergonha desordeiro se arrelia, bota-se um cabra na cadeia, dá-se pancada nele?...” – interpretaria com afinco a revolta do conhecido durante todo o combate.

        O okama iria, então, para cima do adversário na tentativa de lhe acertar vários chutes nas laterais das coxas, alternando as pernas – chute na esquerda com a perna esquerda, chute na direita com a perna direita -, com o objetivo de enfraquecer a base do outro e, principalmente, chamar-lhe a atenção para as partes inferiores.

        “...Sabia perfeitamente que era assim, acostumara-se a todas as violências, a todas. as injustiças. E aos conhecidos que dormiam no tronco e agüentavam cipó de boi oferecia consolações. ‘Tenha paciência. Apanhar do governo não é desfeita’...”.

        Feito isso, iniciaria uma sequência de socos em seu peito – afinal, as regras eram claras e somente golpes do taekwondo eram permitidos, o que não excluía os socos básicos que a arte marcial emprega nos ensinamentos – para forçá-lo a defender-se com os braços. Faria isso com o intuito de pressioná-lo a dar alguns passos para traz, indo em direção ao limite imposto, e, ao chegar próximo, Zuzu daria um Tit tchagui - um chute no qual o praticante gira a perna, quadril e o tronco, ficando praticamente de costas para o adversário, estendendo a perna para trás, como um coice – para jogá-lo longe e garantir a vitória.

        “...E, por mais que forcejasse, não se convencia de que o soldado amarelo fosse governo. Governo, coisa distante e perfeita, não podia errar. O soldado amarelo estava ali perto, além da grade,. era fraco e ruim, jogava na esteira com os matutos e provocava-os depois. O governo não devia consentir tão grande safadeza...”.

        Em um cenário de falha, seja ela qual for – desde o começo ou até mesmo no último – Hijra iria focar em esquivar com um agachamento para ofensivas vindas de cima, mas para qualquer outro, buscaria ignorar e seguir em frente com seu plano, pois ser atingido em outras partes não iria prejudicá-lo tanto, mas em pontos vitais – rosto, boca, cabeça e etc – poderia ser impossível prosseguir. E, por fim, se seu Tit Tchagui não tivesse força suficiente, partiria para o desespero: se jogaria em cima de Don Louis, que provavelmente ainda estaria se defendendo e, portanto, desatento, para que este cruzasse a linha.

        “...Afinal para que serviam os soldados amarelos?”.

        Suas falas eram belicosas, mas faziam jus ao show de horrores que tantos “Fabianos” e “Zuzu Hijras”, homens marginalizados e esquecidos pela marinha e pelo Governo, viviam diuturnamente. Era chegada a hora dos coadjuvantes serem estrelas de sua própria peça, começando por aquele torneio.


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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySeg 19 Fev 2018, 21:05



Torneio -Desarmonia


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Ei do que ele está falando?”; “Isso não é algum trecho daquele filme Resgate do soldade Roger?”; “Cães do governo? Aqueles caras são agentes?”; “Que? Mano você é idiota isso é de um livro sua anta ambulante”; “Tenho quase certeza que é uma crítica social referen...”; “ALGUÉM PODE CHUTAR A BUNDA DE ALGUÉM AI?” A plateia estava um tanto inquieta o torneio até o momento só tinha apresentado lutadores com grande nome e mesmo aqueles que não eram muito conhecidos assim como Zuzu apresentavam técnica e estilo exuberante, apesar de Don estar irritado pela humilhação que havia passado depois de subestimar o artista ele tentava se acalmar e focar na luta mas Hijra não permitiria seu oponente se recompor assim de maneira tão tranquila.

Ao soar o gongo com o okama começa com os deboches, Don Louis não conseguiu se segurar perante ao desacato de seu oponente e após levemente morder seu lábio inferior ele atacava com um chute lateral baixo mirando um pouco acima dos tornozelos de Zuzu, o artista viu a oportunidade diante de seus olhos e partiu contra seu oponente almejando uma joelhada em seu abdômen, Don Louis demostrando grande destreza mesmo perante um momento de descompostura ele levou seu antebraço esquerdo para frente do corpo absorvendo com o mesmo todos os impactos da joelhada, com a sua mão direita ele empurrava Hijra para trás e em seguida transferia um chute frontal em meio do abdômen em um reflexo rápido demais para que fosse desviado mas não forte o bastante para derrubar o artista, Zuzu com sua base firme manteve-se em pé buscando se reposicionar e atacar mas assim que levantou seus olhos ele viu seu oponente no ar, dessa vez era Don que vinha com um timio yop tchagui o okama se agachou desviando de uma maneira nada graciosa comparada a como Don tinha desviado anteriormente.

Uau eles estão lutando de igual para igual”; “Vai lá Don quebra ele!” A plateia continuava a vibrar enquanto a irritação de Louis parecia crescer, depois de pousar no tatame o lutador encarava o okama produzindo um rosnado como um fera que precisava ser controlada, Zuzu começou a avançar mais uma vez enquanto recitava trechos de um antigo autor distribuindo chutes laterais baixos, Don desconcertado recuava a cada chute sempre que o okama mirava na esquerda o lutador recuava a esquerda com um passo rápido e longo o mesmo se repetia com a direita fazendo com que os dois dançassem uma doce melodia, com Don concentrado a recuar seus passos e quando percebeu estar prestes a pisar na faixa demarcando o limite do tatame ele parava em uma postura firme, Zuzu ao perceber que seu oponente estava encurralado ele começava a dar socos básicos contra o Don, Louis usava seus antebraços em frente ao seu peito absorvendo os impactos dos socos, Don estava encurralado com uma expressão assustada em seu rosto tudo estava indo de acordo com os plano de Zuzu mas quando ele girou seu tronco para transferir o golpe fatal Louis abriu um sorriso macabro e girou seu corpo assim como o okama mas diferente do artista Louis optou por abaixar seu corpo e executar uma rasteira acertando os tornozelos de Hijra o fazendo cair contra o tatame.

O publico vibrava com a reviravolta daquela batalha Louis olhava de cima para o okama como quem quisesse demonstrar sua superioridade e com um sorriso vil em seu rosto ele falava –Continue no chão, aberração – Virou as costas para o okama e caminhou de volta para o centro do tatame sem ligar para o que ele pudesse dizer. –Dois pontos para Don Louis, mais um ponto para a vitória.- o arbitro declarou levantando a mão esquerda para o alto e sinalizando dois com seus dedos, Hijra podia sentir os olhos de seu mestre o fitando – Por favor voltem para o centro do tatame. - Dizia o arbitro enquanto sinalizava para os dois competidores.


Histórico Zuzu:
 

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptyTer 27 Fev 2018, 19:19



         “Urgh, que homenzinho mais insuportável!”, pensou Zuzu enquanto ainda estava no chão e ouvia a plateia em êxtase – só não sabia se era por sua queda ou pela sua estratégia que, por infelicidade, fora frustrada – durante aquele curto momento. Levantou-se, deu novas batidinhas na bunda e retrucou:

         - NHA NHA NHA NHA – a risada foi alta e estridente, como tipicamente era – “Eu não alimento nada duvidoso! Eu não dou de comer a cachorro raivoso...” ♫ - cantou com um sorriso malicioso ao passo que se colocava no centro do tatame.

         “Ai, ai, ai, ai, ai, aaaaaai...”, a possibilidade de que Don pudesse vencê-lo daquela maneira fazia sua mente tornar-se uma banda de percussão desorganizada, como se estivessem prestes a se apresentar, mas como o regente ainda não chegara, não conseguiam sequer ensaiar decentemente. Era mais do que preciso encaixar uma ofensiva com aproveitamento total, caso contrário, aquela seria mais uma derrota para a extensa lista de tropeços de Zuzu.

        Pela última vez naquela luta, o gongo soaria.

        O okama desejava mais do que tudo acabar aquela peleja sendo o vencedor, e como suas estratégias de “reação” não mostravam o sucesso que ele esperava, decretou que iria atrever-se a atacar primeiro e adotar uma postura mais ofensiva na reta final.

        Afastar-se-ia com cuidado – não podia se esquecer do limite do tatame - em um primeiro momento para poder ganhar distância, para, em seguida, dar dois miro tchagui – um chute curto com a finalidade de empurrar o adversário, onde Zuzu levantaria o joelho até a altura do peito com a perna flexionada, depois estenderia para frente acertando Don Louis no tronco -, primeiro com a perna esquerda e depois com a direita.

        Caso o oponente consiga desviar de um dos golpes, indo para o lado, o okama aproveitaria a brecha para contra-atacar. Seu pé – esquerdo ou direito, pois iria depender se Don escaparia do primeiro ou do segundo chute, afinal, um dos dois estará firme no tatame e servirá de apoio -, que estaria apontando para frente, mover-se-ia para a direita ou esquerda. Isso por que, na hipótese de Louis ficar em posição contrária a perna levantada, Zuzu desferiria um chute com o peito do pé na costela dele, contudo, se ele se posicionar na lateral da perna estendida, tentaria acertar um “coice” na diagonal para desestabilizá-lo.

        Porém, é preciso não subestimar o adversário e isso exige um pouco mais de parcimônia por parte de Zuzu. Ou seja, é fundamental ter respostas rápidas para caso sua ofensiva falhe e ele receba um contra-ataque. Sendo assim, o “cantor-ator-poeta-palhaço-lutador”, sabendo que durante o seu ataque a perna que estiver esticada no solo emborrachado da arena é seu ponto fraco, estaria atento para qualquer golpe lateral ou frontal, dando um pulo para trás contra o primeiro e um na diagonal para o segundo, o que lhe permitiria continuar a sua estratégia e ainda por cima ter a chance de acertar o rosto do outro combatente, já que, para tentar alvejá-lo, ele teria de abaixar-se um pouco.

        Em uma conjuntura onde os dois miro tchagui encaixem perfeitamente, utilizaria uma investida para finalizar aquela luta ao seu favor. Após um salto, Zuzu flexionaria o joelho até a altura da cintura, giraria a perna a 45º e, antes que um dos pés tocasse o chão, chutaria ascendentemente com cada uma das pernas, visando os dois lados do seu “carrasco”. Por mais bonito que seja, o ataque continha um objetivo mais tático do que estético: fazer com que a área delimitada seja transgredida, uma vez que, apesar de parecer ingênuo e um pouco fora da realidade, o okama sabia mensurar e reconhecer as habilidades alheias e, nesse caso, Don era, no mínimo, mais forte do que ele.

        Todavia, é bom lembrar-se que aquele show não era particular e que o que estava acontecendo ali não era um solo de guitarra, mas um duelo. Na verdade, era até bom não ser um, posto que, sendo fruto do ventre do Club Burlesque & Jazz, sempre teve predileção pelos graves dos baixos e sua sensual melodia. Pois bem, assim como um lick não é uma frase de um texto rígido e nem carrega qualquer sentimento de predestinação, não deixaria que aquela luta estivesse escrita para ser a derrota de “Davi” ou fosse o 81º sacrifício ao banho de  Elizabeth Bathory. Já estava na hora dos cães respeitarem outras pessoas além daquelas que os alimentam com pólvora e sangue.

        Desta forma, na condição de Don ter a agilidade para atacar antes de Zuzu, este manter-se-ia em uma distância segura para não dar chance a um nocaute rápido. Para golpes vindo pela lateral, voltaria a usar o braço e antebraço como escudo; aos que vierem pela frente, um singelo passo para o lado e seguido por um chute no joelho do outro; aos que surgirem por baixo, um salto com as pernas em posição de “borboleta” – como no ballet – acompanhado de uma leve esticada em uma das pernas para acertar o rosto dele e, por fim, os que aparecerem por cima, teriam uma grata surpresa: o okama tentaria segurar a perna usada no ataque e forçar o rival a cair.

        Ainda assim, se tudo isso falhar, incluindo os seus bloqueios e esquivas, não desistiria tão fácil! A vida de uma criatura errante como Hijra não é e nunca será fácil, ou seja, não há espaço para deserção nas fileiras amargas que a vida os coloca. Era tudo ou nada!

        Usaria, assim, seus talentos que as divindades lhe concederam como forma de equiponderar todos os males que ser um transviado outorgam a um okama. Zuzu aproveitaria qualquer momento oportuno para colocar sua artimanha em ação. Ao ver alguma movimentação próxima ou ensaiada contra a parte interna de suas coxas ou região, jogar-se-ia com as pernas abertas em cima do pé – ou mão – de Don para que este lhe acertasse as partes baixas e fosse eliminado por isso. Seria extremamente doloroso e angustiante, tanto para os lutadores quanto para a plateia, mas era tudo o que tinha e não hesitaria em usar! Feito isso, gritaria aos quatro ventos sobre sua dor, seu sofrimento, padecimento e todos os subterfúgios possíveis para incrementar a sua encenação – ou não, pois o golpe poderia mesmo acerta-lhe os sinos -, que seria, no mínimo, impressionante. Jogar-se-ia no chão e com lágrimas verdadeiramente falsas, suplicaria pela eliminação do oponente:

         - Oh, que dor é essa que me corrói as tripas e me impossibilita de continuar? Será que minha visão foi embora ou as luzes se apagaram e nos deixaram aqui, sozinhos? É que a tortura é tão grande que já estou a ver o teto preto... – rolaria no tatame com os braços esticados e os joelhos dobrados no peito - O que será de mim, seu juiz? Eim? E agora, Don? – arrastar-se-ia até os pés do arbitro e agarraria a barra de sua calça, balançando-a em súplica – Não deixe que isso aconteça a nenhum outro, por favorzinho... – largaria o tecido e, ainda no chão, colocaria o braço sobre o rosto – Posso dizer minhas últimas palavras antes de sair daqui como um derrotado que não pôde ir contras as regras daqueles que, paradoxalmente, as ferem?

        Zuzu era um artista chato, muito chato. Mas no fim isso sempre foi algo extremamente cômico para quem resiste ao seu falatório incessante e cheio de lirismos fúteis. Talvez uma pitada de humor fosse o real motivo para nunca desistir diante de um obstáculo. Bem, como um artista chato, recitaria:

         - “Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
        Enterro de tua última quimera.
        Somente a Ingratidão – esta pantera -
        Foi tua companheira inseparável!

        Acostuma-te a lama que te espera!
        O Homem que, nesta terra miserável,
        Mora entre feras, sente inevitável
        Necessidade de também ser fera

        Toma um fósforo, acende teu cigarro!
        O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
        A mão que afaga é a mesma que apedreja.

        Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
        Apedreja essa mão vil que te afaga.
        Escarra nessa boca de que beija!”.


        Era o final daquela odisséia. Se fosse para terminar como um perdedor, que seja apenas na cabeça daqueles que não conseguem levar os dias com o mínimo de alegria, coisa que o okama tinha em tamanha quantidade que acabava transbordando por entre os buracos dos dentes que já o abandonaram.


Histórico:
 

Objetivos:
 

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“I wish you could know what it means to be me
Then you'd see and agree that every man should be free...”. ♫


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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptyQui 01 Mar 2018, 03:20



Torneio – Reviravolta


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Don até o momento demonstrava grande habilidade e experiência perante o okama que só possuía um ponto contra os dois de Louis mas a luta ainda não tinha terminado, Raiki encarava aquela disputa de braços cruzados e apesar de seu olhar estar virado para a luta Zuzu podia sentir que era nele que a atenção de seu mestre se focava, por sua vez o cisne taekwondista não possuía temor algum perante seu oponente em sua vida ele já havia encontrado diversas pessoas que o perseguiam pelo seu jeito de viver ou simplesmente pelo seu jeito de se vestir e por isso perante Hijra seu oponente era só mais um homem ignorante que acreditava ser o dono da razão e Zuzu já estava acostumado com pessoas assim afinal é gente assim que costuma perseguir o okama. Os lutadores se apresentavam no centro do tatame na frente do juiz que sinalizava para que se desse inicio a luta, a plateia ainda parecia bastante empolgada com o desenvolver da disputa mas os lutadores mais experientes sabiam que uma luta como aquela teria um fim breve.

Assim que o gongo tocou Zuzu prosseguiu com sua estratégia executando seus chutes, Don parecia ter planejado atacar nesse round mas o okama tinha sido mais rápido acertando o primeiro chute em seu oponente o obrigando a recuar um passo, Don era forte e seu tronco era duro dando a sensação que Zuzu tivesse chutado um poste de madeira em vez de um corpo de carne, quando tentou executar um segundo chute seguindo a sessão que havia planejado Don assumia um base firme com suas pernas e posicionava seu antebraço esquerdo na frente do golpe de Zuzu que logo ficava surpreso pelo bloqueio, o artista teve uma reação lenta e se aproveitando disso Louis agarrou o tornozelo da perna direita de Hijra que havia sido usada para o ataque e com isso Don projetava um sorriso em seu rosto –Decepcionante- Os lutadores que assistiam a disputa já abaixavam a cabeça ou voltavam para seu aquecimento pois sabiam que aquela luta tinha chegado ao fim, apesar de se manter neutro as mãos de Raiki tremiam e apertavam seus dedos contra seus braços musculosos. –É o fim.- Don mirou um chute lateral com sua perna direita ne perna esquerda de Hijra, sua perna passava por de baixo do chute bloqueado e preso de Zuzu, o golpe mirava um pouco acima do joelho mas ainda era uma altura aceitável para a artimanha maliciosa do okama.

O corpo do artista misteriosamente descia de acordo com que o chute ia se aproximando, por sua perna estar sendo segurada Don percebia o okama se abaixar mas demorou para entender seus verdadeiros motivos e lentamente seu riso desaparecia dando espaço para uma expressão de espanto, devido a “liberdade” de sua preciosa ave o “sino” do okama foi acertado na lateral fazendo com que as esferas douradas se chocassem umas com as outras, assim como um lutador acertava um saco de pancadas o chute de Don acertava as partes de Hijra, a plateia e os lutadores desatentos não conseguiam identificar onde o golpe havia atingido e nem o porque de ter sido atingido ali por isso eles pareciam não entender nada ao ver a reação do okama ao golpe, Zuzu não era capaz de mostrar nenhum orgulho e nem mesmo um sorriso de deboche para seu oponente assim que sentiu a aproximação do chute sua expressão já mudava, seus olhos arregalavam, um mutuado de baba acompanhava seu grito de dor ensurdecedor e completamente fora do tom, as lágrimas obviamente não só corriam sobre seu rosto mas também pareciam voar para fora de seus olhos como um splintler que acabava de ser acionado para regar um jardim.

Enquanto a plateia buscava respostas para o choro do taekwondista, Raiki por sua vez arregalava seus olhos e levava sua mão para frente do seu rosto enquanto respirava fundo, Don estava pasmo com a atitude de seu oponente é como se ele ainda estivesse processando a audácia necessária para alguém cometer um ato tão desesperado, Louis rapidamente agarra Hijra pelo colarinho e o levanta em uma altura em que apenas as pontas dos pés de Zuzu pudessem encontrar o solo. –Chega dessa palhaçada seu desgraçado! O que você pensa que está fazendo!- Dizia Louis claramente irritado, o juiz tentava livrar o okama separando os dois mas antes que ele pudesse fazer algo Louis já acertava um soco no meio do rosto de Zuzu o fazendo voar para fora do tatame enquanto o sangue jorrava de seu nariz deixando um rastro de lagrimas, baba e sangue até onde o okama caia, rapidamente os outros homens que acompanhavam Don apareciam no ringue para segura-lo e tentar acalma-lo. –Don Louis desqualificado por golpe baixo!- Finalmente se pronunciava o juiz se colocando na frente do homem tentando impedir que ele avançasse contra Zuzu mais uma vez.

Dois homens segurando uma maca se aproximavam do artista, a plateia parecia ainda não entender o que tinha acontecido alguns vaiavam a situação enquanto outros trocavam olhares e palavras sobre o acontecimento, um dos homens fardados que segurava um dos braços de Don parecia sussurrar algo no ouvido do competidor que imediatamente parou de lutar para se soltar e imediatamente encarava seus companheiros antes de sair do tatame a passos rápidos, enquanto era movido Zuzu podia ver os outros lutadores trocando olhar com ele como se tentassem entender o que tinha acontecido e isso deixava claro que ninguém ali tinha notado ou sequer suspeitava que aquele golpe sujo tinha sido um plano do artista mas isso não descartava a possibilidade de outras pessoas terem notado a malicia do okama.

O soco de Louis havia acertado bem no nariz de Zuzu que de imediato inchava e causava imensa dor, antes de o colocarem na maca um dos homens tinha colocado dois pedaços de algodão dentro das narinas do artista para segurar o sangramento, saindo do salão principal os paramédicos carregavam Zuzu por um corredor e não conseguiam evitar de balançar a maca enquanto transportavam o lutador mas eles chegavam na enfermaria de maneira rápida e deixavam o okama em uma cama. – Tragam uma bolsa de gelo, acho que ele quebrou o nariz.- Falou um dos paramédicos assim que deixava o competidor na cama, uma enfermeira no lugar logo se virava –Gelo para o nariz?- O segundo paramédico se virou para responder a mulher. -A não, é para o saco dele mesmo.- A mulher acendia negativamente com a cabeça enquanto preparava todos os materiais para o tratamento de Zuzu.

-Ah bate no viado-san você aqui?- Uma voz familiar vinha da cama ao seu lado, era Ichida o jovem que tinha sido derrotado anteriormente estava agora na cama do lado de Zuzu, o rapaz parecia bem com alguns curativos sobre os hematomas gerados no confronto anterior diferente de Zuzu que se encontrava com o nariz torto e inchado. -Você também foi derrotado?- Perguntava o garoto com uma certa preocupação em seu olhar se apresentando ser uma pessoa bem empática diferente de muitas outras a quais Hijra já teve o desprazer de cruzar durante sua vida como mendigo.



Histórico Zuzu:
 
FERIMENTOS:
 
OFF SURPRESA:
 

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySex 02 Mar 2018, 02:13



        A dor lancinante misturava-se aos prantos verdadeiros, que antes deviam ser apenas teatrais, mas agora eram o espelho de uma tática ridiculamente eficaz. Seus gritos deixavam a plateia mais confusa do que já estava e seu oponente mais enfurecido do que antes. Não demorou muito para que isso se materializasse em uma agressão além da permitida, fazendo com que Zuzu ficasse a alguns centímetros suspenso do chão sob o descontrole de Don.

         – Chega dessa palhaçada seu desgraçado! O que você pensa que está fazendo?

        – NHA...NHA... –
a risada fora até ensaiada, mas a aflição que lhe atingia as partes íntimas impediu que saísse como planejou – Acho que nem vocês, cães do governo, pensariam em um golpe tão baixo, não é...honey... – o artista sequer sentiu a presença do juiz e, ainda fraco em decorrência de sua própria engenhosidade para ganhar aquela luta, não teve chance alguma de revidar ou escapar das garras, ou melhor, do punho de seu algoz. Voou como um cisne manco até os limites do tatame, deixando aquela cena um pouco mais dramática do que normalmente deveria ser.

        Enquanto a matilha reunia-se, um sorriso debochado – pura luxuria de um ator calejado – desenhava-se no rosto maduro de Zuzu, enquanto colhia os louros de sua “não-derrota” – seria difícil alguém considerar aquilo uma vitória, até mesmo o okama – e via o “soldado amarelo” espumar a boca em fúria. No tempo em que todos tentavam acalmá-lo e o socorro vinha em direção a “vítima”, esta continuava a atiçar o homem raivoso com troças e gracejos:

         - Caso quisesse algo mais, era só me convidar para sair ou até mesmo dar-me um violão...tsc... – seu nariz o incomodava demais e as palavras saiam de uma maneira muito esquisita, como se ele fosse fanho - ...Não precisava ter esmagado os meus sinos! NHIAN NHIAN NHIAN – a risada nasalada era terrivelmente feia e combinava com sua nova fisionomia.

        Observou com certo prazer – e dor, muita dor – Don sendo contido pelos colegas, no mesmo tempo em que estava sendo colocado sobre a maca com seus dois tampões de algodão, responsáveis por conter a hemorragia intensa de seu novo nariz. Estampando sua amabilidade banguela e agora suja de sangue, Zuzu desfilou pelo grande salão sendo carregado pelos paramédicos e ostentando uma posição nada ortodoxa para quem estava naquela situação: deitado de lado, com uma perna levemente sobre a outra, apoiando o corpo sobre o cotovelo e com um braço repousando sobre a coxa, saiu como Cleópatra... Derrotada pela serpente, mas jamais por Otávio!

        Passou por entre os espectadores e lutadores incrédulos – não por sua genialidade, afinal, eles não sabiam o que havia acontecido – com tamanho deslize de um oponente do nível de Louis. Bem, era o que Zuzu pensava. Dava apenas alguns acenos, como a Rainha do Egito, entretanto, a cada solavanco que seu “transporte” dava, suas nozes o lembravam da fragilidade que carregava entre as pernas e retraia-se em sua penúria.  

        O okama ouviu a conversa entre a enfermeira e o paramédico com certo humor. “Coitadinha, acho que não lhe mostraram todos os termos de contratação pelo serviço dela”, pensou e deu uma leve risadinha. Teve, então, seu pequeno momento de distração interrompido por uma voz extremamente familiar e agradável:

         - Ah bate no viado-san você aqui?

        - Hello, my little darling... –
mostrou os dentes manchados em vermelho e balançou os quatro dedos da mão em um cumprimento afeminado.

         - Você também foi derrotado? – sua preocupação chegava a ser fofa, pensava Zuzu.

         - NHIAN NHIAN NHIAN –  o nariz deu uma pontada intensa, capaz de fazer arrepiar os pelos das costas e cessou a risada escandalosa – Que nada, honey! Eu ganhei com uma estratégia brilhantemente... – olhou para suas partes baixas -...dolorosa. Mas no final acabei me livrando daquele pelego!

        Dito isso, Zuzu esperaria alguns poucos minutos na esperança de receber qualquer atendimento emergencial para ajudá-lo com o seu nariz quebrado. Caso lhe fosse negado ou demorasse demais, simplesmente levantaria, procuraria por um pote ou recipiente com chumaços de algodão e pegaria a maior quantidade possível para guardar no bolso. Se não encontrasse ou fosse impedido, arrancaria um pedaço de seus trajes e colocaria nas narinas, a fim de estancar o sangramento por enquanto.

        Durante esse processo, o lutador iria propor ao seu novo amigo, uma mudança de planos:

         - Ichida, meu little boy, desejas acompanhar esse okama aqui em uma reviravolta no seu dia? É que tenho desejos muito mais profundos do que ganhar esse torneio e, bem... como podes ver, não irei arriscar piorar o meu quadro em mais uma luta aqui e você também não deveria, já que... – olharia fixamente para os hematomas deixados no corpo do rapaz e continuaria – Enfim, preciso que me guies até próximo àquele local que havia lhe contado antes, lembra? – piscaria em sinal ao jovem para que não comentasse sobre a má fama do estabelecimento.

        O cantor não tinha medo de se machucar mais ou qualquer balela que viesse a dizer. Apenas não conseguia mais tirar aquele homem engravatado de sua cabeça e precisava seguir sua intuição. Intuição e memória, visto que, o outro lhe disse em claro e bom tom sobre ter “o discernimento para lutar pela causa da revolução ou desfalecerem na sarjeta proposta pelo governo”.

        Num cenário onde Ichida aceitasse, ele responderia animado:

         - Então vamos, vamos, meu cabritinho! – seguraria a mão do rapaz e daria pulinhos para tirá-lo da cama – Você precisa de ar puro e uma boa dose de cachaça nas ventas! NHIAN NHIAN NHIAN – concluiria com sua recém-adquirida risada fanha.

        Porém, se o garoto recusasse, diria um pouco tristonho:

         - Sem problemas, little boy... – daria um tchauzinho com os mesmo trejeitos afeminados e a mão elegantemente estendida, fazendo o que faz de melhor: drama – Entendo que não possas dividir mais do que alguns minutos de sua jovem vida com esse mendigo sujo, cheio de hematomas e perdido... – colocaria o antebraço sobre a testa como se estivesse ensaiando para uma novela exacerbadamente melodramática – Volto assim que possível, mas não me espere, pois a vida é curta e não podemos enxergar muito mais do que um palmo no breu da solidão...Oh!e iria porta afora, sem dar ouvidos a mais ninguém.

        Contudo, podia também ser questionado sobre o torneio e não pouparia em sua réplica:

         - Entrei no torneio com um objetivo: conseguir dinheiro para as botas. Mas veja bem, sweet, eu penei muito para vencer Don Louis e tenho um foco muito maior e mais importante do que unicamente ser um saco de pancadas aqui NHIAN NHIAN NHIAN – colocaria a mão sobre a barriga enquanto desafiaria a dor em seu nariz para manter o bom humor – Tenho grilhões para quebrar e pouco tempo para isso. O vil metal pode me esperar... – beijaria a pontinha dos dedos e “enviaria” o beijo para o amigo.

        Seguiria, então, pelas indicações antes dadas ou, dependendo da resposta, pelas orientações simultâneas de seu companheiro de viagem, andando como um coxo pelas ruas de Karatê Island, rezando para que seus testículos não desistissem de seu dono e o abandonassem. Seria uma cena tragicômica para os homens, bizarra para as mulheres e cotidiana para os okamas.

        No primeiro caso, com a sua parceria ausente, criaria uma melodia e introduziria as referências como forma de transformá-las em canção e não as perder em seu mar de ideias:

         - “Pegue a rua principal, encontre a choupana e lembre-se da pele daquele animal. Não tem como errar, é só pensar: eu iria frequentar? A corja da cidade estará? Então chegará!”♫

        Já no segundo, com a presença jovial de Ichida, puxaria uma velha canção conhecida para que este o acompanhasse durante a caminhada:

         - Yohohoho, yohohoho/Yohohoho, yohohoho/Binkusu no sake wo todoke ni yuku yo/Umikaze kimakase namimakase...♫

        Esperaria que o caminho fosse tranquilo e que não encontrasse nenhuma surpresa desagradável ou que pelo menos suportasse a dor até encontrar alguém capaz de medicá-lo, caso já não o fosse. Zuzu planejaria, então, durante o trajeto, alguma desculpa boa o suficiente para poder afastar seu amigo, se este o acompanhasse, e entrar sozinho no estabelecimento, mas deixaria isso para os últimos instantes, já que, sendo um artista como ele era, improvisar seria o menor dos problemas – e até por que, o seu nariz e suas bolas já estavam grandes demais.


Histórico:
 

Objetivos:
 
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySex 02 Mar 2018, 23:39



A Ogra e o Bordel


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Na cama da enfermaria Zuzu se via em um lugar um tanto monótono e sem nenhum tipo de entretenimento ou atrativo um lugar um tanto agoniante se tratando que deveria ser ali onde as pessoas fugiriam de sua agonia, o lugar era um tanto mal iluminado com três camas com colchões extremamente duros e velhos, duas poltronas que pareciam ser mobília mais preservada do ambiente mas ainda assim estavam cheias de poeira e algumas manchas suspeitas a enfermeira não tentava esconder sua insatisfação por trabalhar em tais condições. –Como eu deveria me virar com esses equipamentos? Cada hora entra alguém em uma condição pior do que o anterior...- A mulher não falava com Hijra e nem com Ichida ela reclamava sozinha e sempre que havia algum espaço para alguma resposta ou pedido por parte dos pacientes ela voltava a reclamar. –Falaram que eu não trabalharia sozinha, como eu posso cuidar de tanta gente isso é absurdo!
Sei que estão lutando mas... porra usem alguma proteção
- Ficava claro para taekwondista que aquele não era um lugar muito indicado para uma recuperação mas era o único que o torneio fornecia.

-Um bando de pão duro, eu vou é subir lá e descer todo mundo no tapa... só assim para ganhar algo aqui.- A mulher se calava um tempo e depois de recolher os materiais necessários para o tratamento ela seguia em direção ao okama que nesse momento respondia o jovem –Que nada, honey! Eu ganhei com uma estratégia brilhantemente...- Ichida despertava um certo brilho nos olhos tentando desvendar qual teria sido o plano genial de que o okama se orgulhava, enquanto olhava para as partes baixas o artista viu um saco cair com uma certa violência fazendo com que suas partes voltassem a doer. –Sim...Brilhante.- falou a enfermeira irritada, o saco era gelado e ao por as mãos no mesmo Zuzu podia sentir alguns cubos de gelo que não pareciam surtir nenhum efeito para aliviar a dor de suas preciosas joias, a mulher removia os breves tampões no nariz de Hijra e o torceu causando naquele momento uma dor extrema, Ichida virava o rosto tentando evitar ver aquela cena de tortura, agora que o nariz estava “reto” a mulher passava o algodão limpando o nariz e fazendo uma bandagem padrão para tal ferimento. –Aqui tome isso vai ajudar com a dor.- Ela dava um comprimido laranja para o okama e um copo de água para que pudesse ingerir o comprimido com facilidade, assim que Zuzu tomava pode sentir a dor se aliviar mas antes que terminasse a mulher tirava o saco de gelo nas partes baixas de Zuzu e colocava no nariz do lutador mas devido ao tamanho do saco o mesmo acabava cobrindo todo o rosto do poeta fazendo todo o seu rosto gelar por um breve momento, não sabia se a mulher descontava sua frustração em cima dele ou se esse era o tratamento padrão mas o mesmo parecia surtir efeito, não sentia mais dor no nariz apesar do inchaço continuar ali, a mulher agora se afastava e antes de sair da sala ela dizia. –Descansem um pouco e logo devem estar melhores, se perguntarem falem que eu fui para a put..- E a enfermeira simplesmente ia embora deixando seus pacientes a mercê de seu próprio metabolismo.

No momento do tratamento não foi possível para que Hijra falasse nada com seu amigo já que a ogra mostrava um método ortodoxo de tratamento, mas agora que a mesma tinha ido eles conseguiam conversar normalmente –Você tá me chamando para ir naquele bordel né?- Falou Ichida arqueando uma de suas sobrancelhas. –Bem acho que não tem problema para mim mas você pode acabar perdendo sua luta, tem certeza disso?- Hijra usava palavras um tanto inspiradoras aos olhos de Ichida que abria um sorriso. –Certo, vamos lá então.- A dupla saia da mansão seguindo para o lugar indicado no cartão.

Seguiam direto de onde estavam até seu destino, enquanto caminhavam Zuzu podia notar algumas pessoas o olhando torto, o okama por si já chamava bastante atenção mas agora coxo, com nariz inchado e cantando pelas ruas não existia uma alma que conseguia evitar a cena, alguns olhares eram apenas curiosidade mas outros, bem esses já eram o tipo de olhar que Zuzu infelizmente teve que se acostumar e aprender a lidar mas dessas vez era diferente porque agora tinha alguém acompanhando. –Ah eu conheço essa... yohoho...- Apesar da voz jovial de Ichida ele demonstrava uma certa incapacidade de alcançar algumas notas e acabava fazendo alguns falsetes nada agradáveis. – Ah... hehe acho que vou deixar a música com você.- Corava o rapaz. – Bem é só virar aqui e andar mais umas quadras, mas esse lugar é um pouco perigoso fique atento. – Hijra percebia que já tinham caminhado bastante para chegar ali e a primeira vista aquele lugar não parecia perigoso, as casas, lojas tudo parecia bem similar do restante da ilha mas quando se parava e analisava melhor podia-se perceber que aquele lugar estava vazio, nenhuma pessoa caminhava nas ruas, nenhum pássaro cantava e naquele momento até mesmo o sol se escondia.

Não demorou muito para encontrarem o lugar indicado no cartão “Gastonmia Mundaa” pelo menos era isso que estava escrito no letreiro com alguns espaços vazios onde antes poderia ter algumas letras que faltavam, um pequeno prédio cinza de dois andares com uma varanda no segundo andar, de onde a dupla estava dava para ver algumas pessoas sentadas no muro na varanda bebendo e gargalhando a sua frente tinhas duas pequenas portas suspensas de madeira o que permitia a eles a visão do lado de dentro do lugar, no primeiro momento parecia uma taverna normal com moveis de madeira e grandes barris atrás do balcão mas se parassem para olhar poderiam perceber algumas cadeiras quebradas, um lustre com poucas velas, pessoas má encaradas sujas, brutamontes, uma banda formada por pessoas estranhas e no meio dessa confusão se destacava um homem de paletó conversando com o barman, um homem elegante que dava um grande contraste no lugar, o mesmo homem que havia falado com Zuzu. –Esse lugar dá medo, tem certeza disso?- Perguntava Ichida com o medo.


Histórico Zuzu:
 
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptyDom 04 Mar 2018, 01:09



        Zuzu sentia-se um pouco acuado diante da fúria daquela enfermeira tão... amarga. Ela xingava e resmungava aos quatro ventos sobre os lutadores, a condição em que estava trabalhando, sua remuneração baixa e outros pormenores que faziam a cabeça de qualquer um orbitar no mesmo universo de insatisfação daquela mulher, gerando até uma leve dor de cabeça. Bem, por algum tempinho somente foi na cabeça.

        Ao ver o saco de gelo cair com tamanha brutalidade sobre AQUELE local tão sensibilizado pelo golpe, sentiu os pelos de todo o seu corpinho se eriçarem em ressonância com a dor imensa que o dominava e parecia querer sugar-lhe a alma – a começar pela barriga, que dava sinais de que iria retorcer-se até o matar de aflição. Sequer deu ouvidos a sua carrasca, assustando-se muito quando ela, de repente, tomou os tampões, colocou as mãos sobre seu nariz e, com uma violência absurda, o torceu tal qual um brinquedinho na mão de uma criança.

        - NHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIN – o grito estridente provavelmente ecoou por aquela enfermaria e quiçá o ginásio pudesse ouvi-lo também. Esperneou como se tivesse esquecido de sua idade enquanto a desumana cuidadora fazia a bandagem e entregava o remédio para aliviar aquela tortura.  Tomou-o sem pestanejar e já pôde sentir seus efeitos em alguns instantes, até ser interrompido de seu momento de prazeroso alijamento com a enorme bolsa de gelo, que antes estava entre suas pernas, cobrindo sua face. Era, inclusive, muito incomodo falar com aquilo e parou por poucos segundos para se perguntar se toda aquela grosseria era por ele ser um okama ou por ela ser mal educada mesmo. Não se demorou nisso, afinal, tinha coisas mais importantes para tratar.

        Ficou extremamente contente por ter a companhia de seu amigo Ichida que prontamente aceitou seu pedido. Ele era um rapazinho muito encantador e isso alegrava demais o coração de Zuzu, que, apesar de não ter uma inclinação tão grande para a música e tentar esquivar-se, sofreu uma pressão amigável para fazer um dueto com o artista:

        - Ora, vamos, my Darling! A música é a mais doce forma de se expressar, seguido dos livros e das peças. Como não tenho pena e papel, muito menos condições de encenar, então preciso da sua ajuda! NHA NHA NHA – concluiu com sua risada inconfundível de volta.

        A atmosfera desértica daquele lugar despertou certa desconfiança e uma pontada de temor no okama. “Ai meu Prince, onde eu fui me meter? Nunca vim parar nesse pedaço da ilha e agora cá estou eu... Ainda por cima trouxe o little boy comigo...Oh céus”, pensava enquanto prosseguia.

        Não tardou a ver a placa maltratada do estabelecimento e posteriormente todos os detalhes que uma boa observada o proporcionou. Era tudo muito estranho, mas, caso aquele fosse um convite real, não poderia desperdiçar uma chance tão valiosa. Assim que cruzou os olhos e encontrou o homem que falou com ele, virou-se para Ichida.

        – Esse lugar dá medo, tem certeza disso?

        – Oh, Mon petit canard au sucre, acho que é chegada a hora de nos separarmos, non? Acho que este não é um lugar para alguém tão carinhoso e gentil como você. Irei me afogar em minhas mágoas e confraternizar com os meus! –
abriria os braços, espalhafatoso como sempre – Recomendo que volte para o torneio, descanse mais um pouco e me espere por lá, o que acha? Tenho um segredinho para te contar... – daria uma piscadinha ao rapaz.

        Caso Ichida se recusasse, Zuzu faria algo que odeia: seria grosso com o seu amigo. Mas seria por uma boa causa, já que ninguém podia garantir ao artista que aquilo era ou não uma armadilha para fazer chacota do okama da ilha. Ordenaria:

        - Mas veja só! Que audácia! Não vês que quero me divertir, Ichida? Estou fazendo isso por me preocupar contigo e perceber que não está se sentindo bem aqui. Só que, se continuar insistindo, terei que virar as costas para você e seguir, entendido? – colocaria as duas mãos na cintura, adotando uma pose digna de uma mãe que está educando seu filho com palavras duras.

        Independentemente da resposta do amigo, incluindo se este decidir permanecer a seu lado – o que renderia certo alívio para Zuzu -, o cantor iria em direção ao engravatado que tanto lhe chamava a atenção.

        Caso tivesse um assento desocupado ao seu lado, iria ocupá-lo, mas se não houvesse essa possibilidade, ficaria de pé mesmo, se fazendo ser notado.

        - Com licença... – diria depois de já ter invadido a conversa dos dois – A-DO-RA-RI-A tirar algumas duvidas com você, querido – colocaria suavemente uma mão sobre as costas do homem – Sei que deve estar ocupado... – olharia para o barman, na hipótese dele ainda estar lá - ...mas tenho alguns assuntos a tratar com você, honey. A começar por isto – Zuzu tiraria o cartão de seu bolso bem devagarzinho, para, se em uma situação aquele simples pedaço de papel acabar denunciando suas intenções e de quem o entregou, pudesse haver uma reação rápida. Contudo, se nada acontecesse, colocaria o cartão na perna do rapaz e sussurraria em seu ouvido - Discernimento para lutar pela causa revolucionária? É só disso que vocês precisam? Pois eu tenho dois quilos de maquiagem na cara, muita força, vontade, inteligência e talento para oferecer a vocês... Ah, uma pitadinha de humor e arte também...

        Estava ali por um motivo: descobrir as reais motivações para ter sido abordado anteriormente. Entretanto, em um cenário onde o outro não quisesse lhe dar ouvidos ou recusasse conversar com ele naquele momento, indagaria em alto tom:

        - Então qual o seu interesse em mim? EIM?! QUER QUE EU ARME UM BARRACO AQUI? OLHA EU ARMO, EIM?! QUER QUE EU CONTE A TODOS O QUE ME DISSE ANTES?! – usaria seus jeitos e trejeitos teatrais para chamar bastante atenção e pressioná-lo a dar pelo menos alguma resposta para as suas indagações.

        Mas já pensando em um possível convite para conversar a sós dentro de um dos buracos imundos daquela espelunca, Zuzu recusaria em um primeiro momento:

        - Perdão, mas não sou muito fã de ir ao escurinho com pessoas que pouco conheço NHA NHA NHA NHA – pararia de sorrir e olharia com um semblante completamente sério e “intimidador”, o que poderia causar risadas em pessoas mais sensíveis – Conte-me mais sobre você, querido...

        Apesar de tudo, o cantor ficaria atento a qualquer movimento suspeito. Inclusive tentaria mapear visualmente o bordel para ver que tipo de objetos estavam ao seu alcance e podiam ser usados como uma arma improvisada, pois, ainda que carregasse com honra o OKAMA WAY pela beleza do taekwondo, não podia dar-se ao luxo de ser massacrado sem nem ter a chance de usar sua arte marcial para se defender. Sendo assim, qualquer copo, garrafa, pedaço de madeira ou ferro, seria uma boa forma para que ele pudesse distraí-los e conseguir lutar de igual para igual – ou fugir, é claro.

        Tudo se mostrava nebuloso demais, contudo, é sensato nunca se entregar a um inimigo que ainda não se revelou. Era hora de se acalmar e cantarolar mentalmente para manter seus ataques de pelanca sobre controle.

         “L'automne déjà, c'était l'été hier encore/Le temps me surprend, semble s'accélérer/Les chiffres de mon âge m'amènent vers ce moi revê...” ♫.


Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptyDom 04 Mar 2018, 23:18



O Elegante da zona


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Ichida parecia apreensivo em entrar ou permitir que Zuzu se expusesse em um lugar em que o ambiente era tão selvagem e de início ele declarava sua insatisfação com seu amigo. –Olha nós podemos voltar outra hora quando estiver vazio e...- Mas Hijra sabia que aquele lugar tinha mais do que apresentava e por isso ele não se segurava. – Mas veja só! Que audácia! Não vês que quero me divertir, Ichida? Estou fazendo isso por me preocupar contigo e perceber que não está se sentindo bem aqui. Só que, se continuar insistindo, terei que virar as costas para você e seguir, entendido?- Ichida pareceu um tanto surpreso pela reação de Zuzu e durante um momento o espanto era tudo que seu semblante apresentava. –Ahn? Você primeiro me chama e agora pede para ir embora? O que deu em você?- Antes mesmo que pudesse responder o garoto respondia. –Eu posso muito bem cuidar de mim mesmo, não sou uma criança!- E seguiu entrando no Bordel antes de Zuzu, diferente do okama que rumava em direção ao engravatado Ichida se mantinha distante vagando pelo lugar e logo sumia da vista do okama, Zuzu podia deixar as desculpas ou a continuação de sua conversa para depois afinal ele tinha objetivos a cumprir ali.

Caminhando até o engravatado Zuzu pode ouvir parte da conversa entre ele e o barman. –Serio isso, você simplesmente vai voltar para a mansão?- Falou o barman enquanto limpava uma caneca com um pano úmido. –Eu estou falando que as coisas estão estranhas lá- O barman nota aproximação do chamativo okama que já chegava se sentando em um lugar vago próximo ao balcão que também logo chamava atenção do segundo homem, o barman se manteve parado como se ainda estivesse surpreso por alguém surgir em meio ao nada interrompendo sua conversa já o engravatado levantava o seu cenho também em surpresa mas ele exibia um sorriso largo e aberto como se estivesse reencontrando um velho amigo, o barman por notar o okama lhe olhando resolve sair para não interromper a conversa sem nem mesmo dizer mais uma palavra talvez já acostumado com tal situação. – Discernimento para lutar pela causa revolucionária? É só disso que vocês precisam? Pois eu tenho dois quilos de maquiagem na cara, muita força, vontade, inteligência e talento para oferecer a vocês... Ah, uma pitadinha de humor e arte também...- O homem abria mais uma vez o sorriso e dizia. –Bem, então acho que fiz a escolha certa não? Mas não vamos conversar aqui, vamos para um lugar mais “privado”- O homem caminhava de maneira elegante mesmo ali naquele bordel caindo aos pedaços repleto por bêbados e brutamontes o homem parecia como se desfilasse em meio a uma passarela.

O elegante homem levava Zuzu por um breve tour no andar de baixo do bordel, havia cinco mesas redondas no lugar e cada mesa com quatro cadeiras todas as mesas e cadeiras estavam ocupadas por homens e mulheres de aparência um tanto exótica, o balcão ficava no canto da sala com seis cadeiras em frente a ele mas também já se encontravam cheios, ali também tinha um pequeno palco com uma banda formada por quatro pessoas que cantavam um estilo agressivo de música que Zuzu reconhecia ser algo familiar ao Punk duas garçonetes serviam os comes e bebes para os clientes, as pessoas ali eram fortes com roupas que pareciam trapos, uns tinham imensas cicatrizes enquanto outros tinham os corpos cobertos de tatuagem. –O seu desgraçado olha o que você fez!- Gritava um dos homens que acabava de ter sua cerveja derrubada por uma segunda pessoa que imediatamente era acertada com um soco, mas mesmo assim o homem continuava caminhando como se tudo aquilo acontecesse em outra realidade, o homem parou em frente de uma porta e ao abri-la revelava uma escadaria que descia mas o caminho era escuro demais para ver algo. –Ahahahaha ora vamos lá, achei que você era mente aberta para novas experiências.- Falou o homem terminando a frase e exibindo um leve sorriso com seus dentes brancos e perfeitamente alinhados. –Justo...-Falou ele apontado o dedo indicador para Hijra enquanto inclinava levemente sua cabeça. –Bem como começar, Ah claro meu nome, eu me chamo Adrian e como falei antes meu trabalho é recrutar novos membros para a nossa causa.- Ele começava a andar de um lado para o outro como se estivesse apresentando uma palestra. –Você demonstrou grande talento naquele torneio e eu precisava de alguém ali e por isso decidi recruta-lo.- O homem andou até o okama ficando frente a frente a Hijra. –Zuzu Hijra, junte-se aos revolucionários e nos ajude a combater atual tirania dos nobres nesse mundo. – O homem era maior que o okama e nesse momento ele não ria de maneira charmosa ou algo do tipo, seu olhar era serio, era o olhar de alguém que já tinha visto e experimentado muitas coisas, o olhar de alguém com muitas cicatrizes.

O homem voltou ao andar para próximo a porta e deixou duas costas apoiadas a batente da mesma enquanto cruzava seus braços. –A escolha é sua mas assim que passar por essa porta não terá mais volta.- Apesar do tom intimidador Adrian voltava a exibir um sorriso com o canto de sua boca, a escadaria parecia ser longa mas pela escuridão do lugar não tinha como Zuzu ter certeza, Adrian tinha guiado o okama por um corredor próximo ao balcão que levava a uma escadaria que dava ao segundo andar mas em vez de subirem as escadas ele continuaram seguindo o correr e viraram diante a porta em que estavam de frente agora, mesmo ali Zuzu ainda podia ouvir todos os barulhos do salão do bar a banda ainda tocava uma música alta e barulhenta acompanhada dos gritos da plateia uns que acompanhavam a música e outros que gritavam apenas por ser barulhentos mesmo, de cima era possível ouvir barulho também mas era difícil tentar interpretar o som já que a música alta da banda abafava o barulho do segundo andar.



Histórico Zuzu:
 
FERIMENTOS:
 

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Zuzu Hijra
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySeg 05 Mar 2018, 01:50



        Zuzu ficou muito apreensivo pelo little boy, mas nada podia fazer para conter sua revolta juvenil que, de certa maneira, tinha fundamentos. Apenas prosseguiu e tentou manter os olhos nele – movimento vão, já que o rapazinho sumiu no ambiente -, planejando com carinho qual seria a mentirinha que contaria ao amigo. “Homens...tão frágeis...”, pensou enquanto dirigia-se ao seu objetivo.

        - NHA NHA NHA – riu com um pouco mais de moderação devido às circunstâncias – Não queria atrapalhar a sua conversa com o barman, mas fiquei TÃO interessada – enfatizou com veemência o final e colocou a ponta dos dedos sobre a boca que já desenhava um sorriso faceiro.

        Enquanto seguia o homem, acabou não notando muito o ambiente e se enrolou em suas próprias ideias. “Mansão? Será que ele trabalha para um nobre importante? Mas porque alguém que já tem a vida feita iria se envolver com grupos revolucionários? Isso não faz sentido! Esse punk é uma bela trilha pra esse lugar...Não, Zuzu! Foco, seu okama aéreo! Acho que esse bonitinho pode estar tramando alguma coisa pra surpreender a família. Ou até mesmo é um agente duplo, quem sabe?! Ain, eu adoraria ser um. Imagina?! Ia ser MA-RA-VI-LHO-SO pode saber todas as fofocas e ainda contribuir pros subversivos. Uuuuuuuh, que excitante! NHA NHA NHA NHA! Eu ia poder faz-”, teve seus pensamentos – que transbordaram pelo seu corpo e o fez dar pulinhos, giros e expressões faciais que denunciavam seus trejeitos ou pelo menos davam pistas – pela parada brusca de seu guia na frente de uma porta. Como era de se esperar, o convite foi feito e a recusa veio logo em seguida. Não podia se dar ao luxo de entrar em qualquer lugar só por que um suposto revolucionário indicava. Aliás, se existe algo que Zuzu aprendeu com as labaredas abrasadoras do tempo é que coragem e valentia se forjam sob prudência e certo nível de parcimônia, mesmo que falsa.

        Colocou as mãos na cintura, fez um bico e ouviu atentamente as palavras do homem enquanto batia o pé ao ritmo da música que tocava. Somente parou quando a presença de espírito – e de corpo também, pois ele era gigante – inundou aquele espaço e fez cair sobre os ombros do artista o peso da proposta. “Eu?! TÁ MALUCO?! Santo Prince, onde esses Zé Ruelas acham que eu posso me encaixar? Só que pensando bem...”, pensou com uma expressão atípica, já que estava terrivelmente sério.  

        - Adrian, honey, preciso que me ouças agora para que eu entenda sobre o meu papel nisso tudo. Há um desejo intenso para contribuir com a queda dos tirânicos e toda a corja que se assemelha a potestades nesse mundo cruel e de falsas promessas. Corre nas veias desses finos braços... – daria dois tapas firmes no punho esquerdo -...sangue livre e não existe nada que me faça crer que outros não o mereçam também. Sou um okama, velho, afetado, sozinho e toda a sorte de azares que pensar. Chamo-me, inclusive, carinhosamente de “divino teratismo”. Por que estou te dizendo isso? Porque minha resposta precisa vir de dentro – passaria a mão sobre o peito – Preciso ouvir com a minha voz o que quero, o que sinto. Eu sou a Revolução que todos esqueceram, inclusive vocês. Nós, senhores e senhoras das ruas, das sarjetas, dos circos e das prisões de “direito comum”, somos maltratados e pisados pelas tradições, pelas guerras que não criamos e, principalmente, pela falta de informações. Não quero lutar só e somente pelo fim da nobreza e de suas regalias, mas pela extinção total do direito de escravizar qualquer um que seja e pela liberdade e todas as suas faces, afinal, sou um amante fanático por ela. Com isso, digo que não farei prisioneiros e não seguirei a mesma moral que destruiu a velha e fétida madeira do palanque dos Dragões. Dito isso tudo, quero que me diga se serei uma flama para vocês ou uma parca luz que servirá como isca, uma vez que acredito, com o pouco de sensatez que ainda resta em minha alma, que é melhor a ausência de luz do que uma trêmula e incerta, servindo apenas para extraviar aqueles que a seguem. Caso meus desígnios encontrem-se e somem ao da dita Revolução, que morra o mendigo travestido e que nasça o revolucionário Zuzu Hijra.

        Todo esse monólogo seria só e somente para o okama. Ele precisava daquilo. Eram palavras e emoções que o sufocavam desde sua chegada a ilha, ou melhor, desde a primeira vez que teve consciência de sua condição inferior àqueles que carregavam do berço chances muito maiores do que os demais que os sustentavam e divertiam. A raiva, dor e revolta, são propulsores para mudanças e, pela primeira vez, ele podia usá-las para a verdadeira Revolução!

        Daria dois passos mancos por causa da dor que sentia em suas bolas – provavelmente as ajeitaria também, pois toda aquela conversa e movimentação poderia ter deslocado elas de forma desconfortável por estarem inchadas – e ultrapassaria com determinação pela porta, mas não sem deixar sua marca registrada: a incrível habilidade de ser patético.

        - Quando eu estava prá nascer/De vez em quando eu ouvia/Eu ouvia a mãe dizer:/"Ai meu Deus como eu queria/Que essa cabra fosse home/Cabra macho prá danar"/Ah! Mamãe aqui estou eu/ Sou homem com H/E como sou! ♫ - saltaria para o vazio, abraçando com humor o absurdo que é a vida e suas entrelinhas, torcendo para que a partir dali pudesse ajudar a escrever uma nova história para os aflitos e famintos dos mares de violência que banham suas ilhas. E, de preferência, com protagonistas livres.  


Histórico:
 

Objetivos:
 

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“I wish you could know what it means to be me
Then you'd see and agree that every man should be free...”. ♫


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Quer saber mais sobre o okama way? Ficha na imagem, honey... ♫  

Pavão Misterioso ♫
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySeg 05 Mar 2018, 13:04



Iluminado o caminho Revolucionário


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Adrian ainda encostado na batente da porta ouvia a resposta de Zuzu com seriedade, as falas do okama não eram palavras vazias e o revolucionário entendia isso, seus olhos fitavam o taekwondista com seriedade e um certo brilho como se ele concordasse com cada palavra e não só entendia mas como também tivesse vivenciado elas, em seus olhos Zuzu não via atenção total do revolucionário mas o via contemplar cenários além de suas palavras, assim que okama terminava de falar o homem parecia piscar diversas vezes surpreso por tais palavras como se não acreditasse que um simples mendigo que sabia dar alguns chutes fosse capaz de demonstrar tantos sentimentos e rapidamente levou sua mão direita por de baixo dos óculos até seus olhos para os esfregar. –Uau, você não para de me surpreender ...- O homem levou a mão para dentro da batente e pareceu apertar um interruptor que estava ali o tempo todo e acendia a luz iluminando a escadaria. –Sr. Hijra, não podemos almejar um novo mundo enquanto repetimos os erros do passado, Ao meu julgo nenhuma vida em nossa causa serve como degrau para alcançarmos os nossos objetivos mas isso quem vai mostrar é você...- O homem apontava para Hijra. –Sua vontade e desejo por lutar pelos mais fracos e pelas vítimas desse sistema opressor irão te fazer crescer e acender as verdadeiras chamas da revolução, claro que não o deixaremos sozinho, mas durante anos eu vi pessoas ascenderem ou se extinguir perante os desafios que nossa causa apresenta, mas não pense que você está sozinho pois até mesmo uma parca luz pode guiar um desesperado em meio a escuridão.- o homem se virou ficando de frente a escadaria mas antes de descer ele virava seu rosto para Hijra e dizia. –Você não achou que não teria luz aqui né? Seria perigoso demais não iluminar uma escadaria longa dessas.- O homem voltava a sorrir e descia as escadas de madeira sem mais olhar para trás simplesmente assumindo que estava sendo seguido.

Adrian que antes desfilava como um príncipe encantado em meio a um campo florido agora ele demonstrava uma grande lerdeza pelo seu extremo cuidado ao descer os degraus de madeira, o lugar tinha um forte cheiro de mofo, a madeira rangia de maneira assustadora enquanto outras pareciam ser fofas demais para transmitir alguma segurança onde eles pisavam, a escadaria levou a uma segunda porta só que dessa vez de ferro sem nenhuma maçaneta apenas uma aldrava também de ferro, a porta tinha uma pequena escotilha para os olhos que só podia ser aberta pelo lado de dentro Adrian pós sua mão na aldrava e a bateu contra a porta. –libertate aequalitatem fraternitatis- A escotilha na porta se abriu revelando um par de olhos castanho e imediatamente se fechando, um som de trancas sendo manuseadas pode ser escutado e rapidamente a porta se abriu revelando dois homens usando sobretudos pretos e vermelhos, seus rostos eram ocultados pelas sombras geradas pelos sobretudos, os homens usavam uma calça negra e coturnos também negros. – Adrian von Braun e convidado, Zuzu Hijra.- Os homens levavam seus olhos para Zuzu e voltava a olhar para Adrian –Bem vindo de volta senhor, Comandante Akilah guarda sua presença.- Falava um dos guardas. –Muito bem, me acompanhe por favor.- Falou o homem olhando para Zuzu e seguindo seu caminho, os guardas fechavam a porta e voltavam a tranca-la.

Em seu caminho Hijra dava de cara com um corredor bem iluminado e em melhor condições que todo o bar ou a escadaria o qual ele tinha passado até o momento, podia-se ver outros revolucionários trajados de maneira semelhante aos guardas que tinha visto anteriormente, o corredor tinha diversas portas simples de madeira e logo no final do corredor eles entravam em um salão grande de formato retangular com diversos revolucionários caminhando de um lado para o outro, no lado esquerdo de Zuzu tinha grandes estantes de livros e pergaminhos enrolados, três mesas circulares com cada uma com três bancos, em cada mesa tinha papel, tinta, canetas, lápis e penas, alguns revolucionários pareciam transcrever informações em livros e em pergaminhos para o papel, outros posicionavam papeis em frente a uma vela acessa que tinha no meio de cada mesa como se buscassem encontrar alguma informações secreta, no lado direito tinha um tatame onde alguns revolucionários treinavam trocando golpes  e mais adiante tinha uma mulher negra de cabelos platinados e com um dos lados de sua cabeça raspado em um undercut, a mulher usava trajes sociais formais e por cima de seus ombros um grande sobretudo que era usado como capa, a mulher parecia dar ordens para alguns revolucionários próximos. –Espere aqui só um momento por favor? Eu preciso muito passar um relatório, aquela é a comandante Akilah já irei apresenta-los só preciso ter uma conversa com ela e volto já.- O homem se despedia com um sorriso e caminhava em direção a comandante.

Zuzu se via melhor da extrema dor que lhe atormentava em suas partes, se via em um lugar cinza sem nenhuma decoração sendo ele o mais chamativo ali mas mesmo assim nenhum revolucionário parecia se distrair com a presença de Zuzu, muitos pareciam ocupados com seus afazeres enquanto outros conversavam entre si. A distância o okama podia ver Adrian conversar com a comandante, a mulher tinha uma expressão seria e forte enquanto Adrian exibia seu sorriso eloquente como se não tivesse diferença entre passar um relatório e ter uma conversa, mas agora Zuzu se via livre para andar pelo QG sendo que o mesmo só apresentava um corredor ao qual ele tinha seguido com algumas portas e aquele salão.


Histórico Zuzu:
 
FERIMENTOS:
 
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MensagemAssunto: Re: E não sou mais um transviado...   E não sou mais um transviado... - Página 3 EmptySeg 05 Mar 2018, 22:34



        Viu aquele elegante revolucionário se emocionar com suas palavras e ficou um pouco envergonhado. “Será que foi impactante demais pra ele saber que ainda pulsa um coração cheio de desejos subversivos nesse corpinho magricelo aqui? NHA NHA NHA NHA”, pensou enquanto afirmava com a cabeça para o rapaz com uma expressão neutra.  

        - Claaaaaaaaaaro que não, bobinho! – mentiu descaradamente, pois jurava que teria de enfrentar a escuridão para chegar ao covil dos “cruéis agitadores” que tanto admirava – Vou te seguindo, honey. Não precisa se preocupar, NHA NHA NHA!

        O cheiro ocre daquela escadaria se fundia com as madeiras quebradiças, o mofo das paredes e o barulho intimidante que estavam sobre os seus próprios pés, criando uma atmosfera perfeita para um paniquito em Zuzu. Ele era um homem simples, mas se tem algo que o incomoda são lugares abafados. Por sorte, sua afobação passou rápido, pois ao chegar na porta metálica, a senha foi dita por Adrian com firmeza:

        - libertate aequalitatem fraternitatis

         “Mas que tipo de senha é essa, Meu Prince? Eu tinha colocado uma frase de música, daí só ia entrar quem soubesse completar, NHA NHA NHA NHA”, acabou se distraindo, como de costume, e sendo puxado pela realidade ao ouvir os dois homens falando sobre alguém estar esperando Adrian. “Será que a minha presença era requisitada ou serei eu uma persona non grata para meus queridos vermelhinhos? Uuuuh, que enigmáticos! Sinto-me dentro de um livro juvenil para garotos rejeitados e com sede de mistério, NHA NHA NHA NHA”, balbuciava mentalmente enquanto continuava a seguir o homem.

        Observou com imenso fascínio aquele lugar. “Como é possível eles manterem tudo isso aqui dentro?”. Estava impressionado com tamanha organização e com a aura enérgica que preenchia o imenso salão, transformando o simples olhar de um okama em uma fotografia merecedora de prêmios que ficaria guardada em sua memória. Aquilo parecia uma verdadeira concentração e, pela primeira vez em tantos anos, Zuzu sentiu-se confotável e com um gigantesco sentimento de pertencimento, pois era como se estivesse intimamente ligado àquele local e suas ambições. Era filho do vazio, habitando lugar nenhum e compartilhando os dias com a solidão, mas ali...Oh, ali ele poderia desabrochar seus quereres tão insurrectos e radicalmente ousados. Naquela data, naquele lugar, o nascer de um revolucionário era celebrado por uma artística aberração inebriada com a rede de informações e mudanças que operava ali, debaixo do seu nariz desde sempre.

                               APRENDIZADO DE PERÍCIA: CRIPTOGRAFIA

                                           ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫♫

                                            FIM DO APRENDIZADO

        Findado aquele quase um dia completo de intenso aprendizado – e nenhum sinal de Adrian, que foi visto pela última vez passando um suposto relatório para a Comandante Akilah – e erros extremamente pontuais, diga-se de passagem, Zuzu procuraria pelo revolucionário galã” para lhe contar sobre o que acontecera durante esse tempo e lhe perguntar por quais motivos não apareceu mais.

        - Agora posso enviar e receber cartinhas de amor em línguas que você jamais imaginária conhecer, sweet heartdiria passando o indicador sobre o queixo de Adrian, caso o encontrasse.

        Na possibilidade de não conseguir contato com ele, buscaria parar qualquer um dos seus companheiros ali presentes para lhe perguntar:

        - Darling, sabes alguma notícia sobre Von Braun? E seria possível conversar com a Comandante sobre a minha situação? Creio que devo satisfações a um patinho muito amável que deixei lá em cima...Oh, que saudades de Ichida... – apertaria a mão contra o peito.

        Existia, porém, a alternativa de que, envolvidos em seus trabalhos e preocupações da vida de um integrante da resistência, ninguém lhe dar ouvidos. Usaria, sem titubear, sua voz em um tom agudo e esgoelado, junto com rigorosas e sonoras palmas, para chamar a atenção:

        - AS MADAMES VÃO ME IGNORAR? EU TO AQUI QUERENDO SABER ONDE ESTÁ O ADRIAN! ALGUÉM PODE, POR FAVOR, ME RESPONDER OU VÃO SE FAZER TUDO DE DESINTENDIDA, EIM?! – colocaria a mão na cintura e bateria com o pé – VOU CANTAR ATÉ ME RESPONDEREM! 1...2...3... – ficaria em uma pose estranha, com os braços para cima e as pernas abertas, como se fosse fazer um polichinelo, mas ao invés disso, jogaria os braços para o lado, abrindo, fechando e tudo mais, como se estivesse formando uma palavra - Young man, are you listening to me?/I said, young man, what do you want to be?/I said, young man, you can make real your dreams/But you got to know this one thing/No man does it all by himself/I said, young man, put your pride on the shelf/And just go there, to the Y-M-C-A/I'm sure they can help you today/It's fun to stay at the Y-M-C-A... ♫ - seguiria cantando até ser interrompido...ou não.


Histórico:
 

Objetivos:
 
OFF:
 


Última edição por Zuzu Hijra em Qua 07 Mar 2018, 15:23, editado 2 vez(es)
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