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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Belle Époque II: Dystopie

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Levy
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptyQui 23 Nov - 14:07

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Pareceu uma eternidade… Não sei se me lembraria do caminho de volta, mas depois de tudo, chegamos a um tipo de esconderijo, sim é exatamente essa a impressão que tive, mas tudo ficou mais claro após o discurso que doravante apelidaria de o “O Monólogo de Matt”. Teria deixado o homem cansado e moribundo colocar tudo pra fora – as palavras – é claro, mas talvez estivesse fadada a matá-lo afinal, pois ele pediu para uma pessoa inapta prover primeiros socorros.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Mantive o silêncio para reforçar a concentração e fui buscar o estojo de primeiros socorros, trataria de separar as coisas que Matt me indicou, mas antes disso ele me contou que era um agente a serviço do governo – me observava – mas não, eu não me preocupei em fingir uma reação, e na verdade, apenas olhei pra ele com uma expressão de dúvida, inclinando só um pouco a cabeça para o lado e torcendo a boca levemente, duraria um segundo ou dois, então continuaria a separar os instrumentos, se pudesse ler meus pensamentos naquela hora, poderia me entender. Como um agente do governo foi ser encurralado por dois idiotas naquele beco? Tão fácil assim… Onde está a cobertura?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Foi só depois que ele abriu o jogo que as coisas ficaram mais claras, um agente infiltrado, interessante, prestei atenção aos detalhes que ele me fornecia, sobre os líderes, ou melhor o líder de uma organização que estava causando sofrimento à população local – O Canibal – que tipo de homem seria apelidado dessa forma, ou melhor, que tipo de monstro. A seriedade da expressão de Matt deixava o clima sufocante e impunha que eu mantivesse a calma e fosse tão séria quanto, mas eu não tinha tempo a perder, não podia checar os papéis em cima da mesa antes de tentar ajudá-lo novamente, então pedi instruções, se ele realmente pudesse me ensinar primeiros socorros seria útil, e principalmente, teria ele mais chances de sobreviver.

~ Início do Aprendizado de Primeiros Socorros ~

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Senhor narrador vou atualizar essa parte que é só minha, em momento oportuno, porque vou ter que pesquisar coisas e fazer com calma pra aprovarem esse aprendizado.

~ Término do Aprendizado de Primeiros Socorros ~

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]– Pronto terminei. Agora vou andar em volta e procurar o banheiro pra me lavar, se me der licença. Teria saído dali rapidamente e se houvesse possibilidade tomaria um banho, colaria a mesma roupa senão encontrasse alguma outra que me servisse. Se não houvesse chuveiro tudo bem, apenas me lavaria em uma pia qualquer e buscaria algo para comer na geladeira, como me fora indicado, logo após procuraria aquela mesa onde os “papéis” estavam para me iterar definitivamente sobre tudo, quem sabe daria uma boa olhada na foto do marginal. Conforme soubesse melhor do que as coisas se tratavam, faria juízo sobre o que Matt gostaria que eu dissesse, para só então dizer o que eu realmente estava pensando até aqui…

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Dentro de um suspiro eu diria: – Todo mundo sofre Matt… As pessoas não vão deixar de sofrer só porque você está tentando cortar a cabeça de um lobo que ronda a casa delas, pois quando você for embora um novo perigo vai aparecer e aí? Fazia uma pausa enquanto observava a reação do agente, para só então prosseguir. – Mas eu ainda acredito nas crianças, se não fizermos mal a elas, se pudermos protegê-las e dar um exemplo, elas não vão se tornar cordeiros na mão de lobos, se é que me entende, sempre odiei gente fraca sabe, mas estou… ultimamente… bom, você é o primeiro quem eu ajudo sem pedir nada em troca… Ando meio sem rumo desde que perdi pessoas importantes pra mim, e assim voltamos ao início do meu monólogo, todo mundo sofre Matt, mesmo quem sabe se defender… Então me diga porque vale a pena ser o herói? Parece que a resposta a essa pergunta poderia ditar o rumo das coisas daqui pra frente.

Para o narrador:
 

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptySex 15 Dez - 10:03

Ainda que houvesse entregado a carta há pouco, o mensageiro não tardava em parecer apressado, as pontas de seu sapato erguia-se e batia contra o chão repetidas vezes, em ritmo constante enquanto seus braços encontravam-se cruzados. Estava com a postura mais indiferente possível, contudo esperava como um cão aguarda pelo retorno de seu dono, pois sabia que era seu dever de um jeito ou de outro, em caso do agente decidir o seguir.

Ao que me parece, não. — tão sucinta quanto seu guardião, Mathilda respondia à pergunta de Victarion mesmo que soubesse de sua natureza retórica. A moça não hesitou em agarrar o papel inclinado para si, compreendendo enfim o significado de toda aquela cerimônia distinta ao ler a carta e ouvir os dizeres de seu amado, a garota se mostrou com dúvida — E por que não aparenta estar contente com tal notícia? — indagou, não como se julgasse sua reação, mas como se zelasse por Greyjoy.

A companheira do mestiço não tardou em calar-se, após ser enaltecida pelo amado, que lhe pegara de surpresa pela espontaneidade dos elogios ainda que soassem de certa maneira estranhos e desajeitados. Voltando a si, após corar-se perante o urso, concentrou-se para que não gaguejasse e respondeu de prontidão. — Obrigada… irei me trocar sim, se não for problema que espere.  — já se retirando, em busca de seu uniforme.

Em aguardo, ainda sentindo as angústias de suas feridas, o mestiço torturava-se com questões a respeito do seu superior, em especial a forma como a qual este se referia ao agente. O “carteiro” parecia ainda mais impaciente e egocêntrico em relação ao casal, tratava seu dever como um fardo, um peso que lhe prendia onde estava e do qual ele não poderia se livrar. Apenas abriu a boca quando fitou Mathilda já preparada — Já podemos ir, certo? — e começou a andar sem nem antes obter sua resposta.

Ver o desconhecido afoito e arrogante aborrecia a dama, e ela não hesitava em deixar isso aparente, contudo, a presença de Victarion a distraía de tal incômodo. O estranho ia a frente, em passos largos e postura desleixada, enquanto os protagonistas o seguiam, a passos obviamente mais lentos, um ao lado do outro. O caminho parecia ser longo, andavam em direção a floresta e serem obrigados a não se expor muito deixava tudo mais demorado, o que de começo foi bom, visto que abriu brecha para começarem novamente a dialogar.

Não queria continuar enquanto estivesse ferido, quero aproveitar o máximo de uma experiência tão única. — respondeu sem hesitar, como se o assunto pairasse em sua cabeça constantemente, permaneceu atenta ao pedido de Victarion — Claro que iremos. É uma dívida pendente que temos um com o outro, principalmente de minha parte. — respondeu as súplicas e explicações do espadachim.

A caminhada era árdua devido aos ferimentos na perna do homem, o local alvo era uma construção pacata próxima à floresta, contudo um tanto quanto distante para mesclar-se na zona residencial, a entrada era nos fundos para que pudessem adentrar sem serem avistados por revolucionários ou civis, não havia guarda alguma no exterior para não chamar atenção e o interior era semelhante com o de uma casa simples de dois andares. Alguns agentes armados, o guia apenas usou o indicador para apontar a escada, complementando com uma informação simples — Última porta, fim do corredor, se quiser alguma missão de imediato, é claro. Caso contrário, tem livre passe para explorar o local. — fora apenas o que lhe foi falado, sem adendo algum, provavelmente por má vontade do superior.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptyDom 17 Dez - 4:37

Derramou o olho livre no aclamado quartel secreto. Digno de um cortiço, pontuou Victarion, com desdém, ao menos a revolução não há de suspeitar que o poderoso governo se esconde. Depôs o olho rente ao chão e arfou rancoroso. O empate tinha levado sua melancolia à flor da pele e a dor em sua perna minara qualquer esperança de não fazê-lo ácido. No fundo, o cavaleiro-negro detinha o pleno saber que aquilo era uma das poucas coisas plausíveis a serem feitas, todavia ele tinha de desmerecer; fazia parte dele e, naquela situação, ele não fazia a menor questão de velar alguma cortesia. Eles preteriam-me enquanto definhavam, soltaria seu escudo e o prenderia rente a anca, preteriam seu herói e deixavam a ilha definhar nas mãos dos lobos.

Lobos, recordou que estava no covil deles e olharia para trás de sobressalto. Perscrutaria e dançando a sua pupila cor de gelo de um lado ao outro, em busca de algum infortuno curioso ou uma sombra que lhe fosse suspeita. Contudo, mesmo que por infortuno galgasse êxito em achar algum suspeito, não podia fazer muito além de apenas encenar que nada tinha visto, deferindo apenas ao fato que avisaria os guardas armados quando adentrasse a casa e os visse. No final das contas, daria caminho à Mathilda e conseguinte adentraria, já tinha ido longe demais e sua perna doía o suficiente para fazê-lo passar um papel irrisório como aquele para alguém com uma patente menor que a dele sem qualquer peso em sua consciência.

Ouviu o aviso do guia, apontando sua vista na direção onde a ponta do indicador dele ia; segundo andar, ponderou o óbvio enquanto olhava de soslaio as escadas. Analisou-a por um segundo ou dois, usando das nuances dos sons e dos odores do andar de cima para tentar contar quantos mais o esperavam lá em cima. Talvez alguém importante... lembrou do quanto sua última superior o odiava e concluiu que não pretendia dar motivos para uma próxima inimizade.

– Eu preciso de um terno – Rouquejou, falando mais pra si mesmo que para qualquer um ao seu redor. Ajeitaria sua postura e olharia para o carteiro. – Agente – chamou seu guia, contundente. –, traga-me um novo uniforme – ordenou, em alto e bom tom, embora ainda carregado de todo o seu pesar – Ou mande um subordinado seu o fazê-lo – respiraria fundo, desanimando-se mais e mais no meio de sua fala: – Não hei de me prostrar frente a um superior sem as devidas vestes... então... faça-o rápido.

Naquela situação, era um tanto quanto improvável que alguém que não fosse um reles recruta estivesse entregando cartas de promoção, o que levava Victarion a crer que o homem estivesse em um cargo inferior ao seu. Estando ele em uma parente inferior ao mestiço, ou o avesso disso, ele atenderia o pedido fazendo ou mandando alguém o fazer. No fim das contas, não importava, no pior dos casos o pedido cavaleiro seria negado e ele teria que subir ao segundo andar sem camisa e no melhor deles ele esperaria em silêncio até que seu uniforme chegasse para, então, agradecer com um tapinha nas costas e procurar algum local onde pudesse trocar de roupa, não esquecendo de passar a insígnia do bolso da calça antiga para os da novo.

Em qualquer um dos casos, voltaria para a escada e daria o caminho para que Mathilda as subisse primeiro e, dando uma vantagem de poucos degraus para a sua donzela, Victarion seguiria seus calcanhares enquanto ajeitava o seu chapéu e arrastava as madeixas revoltas para trás de sua orelha. A verdade era um tanto quanto óbvia: estava ansioso para sua nova missão. Já havia enjoado de todo o bucolismo de suas últimas semanas e temia estar enferrujando seus dotes enquanto desperdiçava tempo em uma ilha onde estava claro que o governo tinha a necessidade de intervir em tamanho sacrilégio.

Uma ilha regida sob a bandeira de revolucionários, onde já se viu? se pegou repetindo aquela frase mais uma vez. Aos poucos começava a pensar que sua mente rezava aquilo como uma ladainha para que ele nunca esquecesse quem ele verdadeiramente era. Outras vezes, ele questionava se estava perdendo os miolos; poucas vezes, mentiu, à ninguém.

Seu mestre – ou seu domador, Bernard – corriqueiramente dizia que para os loucos o único remédio era uma boa surra e a falta de comida e, baseado nas experiências de sua última jornada que sua missão desencadeou, ele acabaria tendo certeza absoluta que não tinha enlouquecido na sua próxima. Mas não passarei fome, com certeza ele preferia a dor que a sensação de uma barriga vazia. Já havia passado fome para essa vida e para a próxima no porão que assombrava seus sonhos todo o santo dia. Mesmo que tenha de apanhar mais, fome não passarei.

Voltaria a si com os pés no segundo piso. A perna direita latejava, relatando que ele havia subido os degraus, mas, pela insolência de esquecer sua dor fazia o pequeno latente constante tomar sua perna e quase obrigá-lo a sentar. Outrora o cavaleiro-negro não se dobraria para um ferimento, estalaria a língua, fecharia os olhos e aguentaria aquilo como se não sentisse nada. Depois de receber a missão, eu vou dar um jeito disso parar de dor, ladrou, raivoso como apenas um mestiço entre um animal selvagem e um homem poderia ser e voltou seu pensamento à quais plantas de uma vegetação como a de Conomi Island poderia fazer sua cabeça esquecer a dor. Depois eu penso melhor, findou, avançando em direção ao que aparentasse ser a criatura que lhe fosse passar o roteiro de sua próxima aventura.

– Victarion Greyjoy – estendeu a mão ao cumprimento. Sendo retribuído ou não, apontaria para Mathilda e faria questão de apresentá-la: – e essa é Mathilda... Mathilda, o que mesmo? – dá-la-ia o direito de resposta, antes de prosseguir: – Margolis? Certo... essa é Mathilda Margolis... ambos agentes da ordem e da paz em nome do Governo Mundial... ao seu dispor... – balbuciaria, fúnebre como se estivesse dando a notícia de um falecimento de um ente querido do seu ouvindo, outrora, mesmo assim, bastante solene e pomposo. – fiquei sabendo que tens uma missão para nós... então, sem mais delongas, vamos direto ao assunto.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptyDom 17 Dez - 13:06

O carteiro ouviu ao pedido de Victarion com uma expressão desdenhosa, como se demonstrasse que não queria ou precisava ouvir tal pedido vindo de alguém como ele, contudo, deixando o deboche de lado, pigarreou enquanto direcionou o olhar para a direita — Charles! — exclamou, fazendo saltar assustado de uma cadeira qualquer um soldado, magricelo e desajeitado. — S-sim senhor?!Traga um novo uniforme para este homem. Ele é um agente graduado. — nada mais disse o subordinado, apenas bateu continência, ajeitou o uniforme mal abotoado e acatou a ordem.

O recruta trouxe consigo exatamente o que lhe foi pedido e, apesar de todo estabanado, conseguiu realizar a tarefa sem que as peças de roupas amarrotassem. — O vestiário é lá nos fundos, senhor! — disse de forma animada ainda que não houvesse necessidade para tal, seus olhos brilhavam em admiração pelos seus superiores e sua atenção estava quase toda voltada para a grande marca de garra que, dolorosamente, marcava o torso do cavaleiro negro.

Enfim vestido de forma apropriada, o protagonista prostrou-se a subir as escadas, dando liberdade para Mathilda ir na frente que, por sua vez, negou o pedido. Oferecendo porém seu braço como apoio para o guardião, uma atitude cortes da donzela que optou por servir de muleta para a perna ferida. No andar de cima, puderam contemplar a mesma simplicidade da entrada, desta vez com diversos quartos com portas entreabertas, decoradas em seu interior como dormitórios padrões de quartéis e, por fim, a porta do final do corredor outrora citada pelo mensageiro.

Adentrando no último cômodo, avistaram nada mais que um escritório improvisado e organizado, tendo como único foco de bagunça a mesa principal, lotada de papéis que eram revisados pelo homem que ali sentava. Tinha suas madeixas longas e negras, que se estendiam até não muito mais que seus ombros, possuía o olhar cansado e a barba por fazer. O superior bocejou pouco antes de responder ao cumprimento do meio mink. — Sou Ozzy, cuido desse esconderijo. Fico feliz que tenha vindo pois tenho uma missão especialmente para vocês. — gesticulou, indicando para que sentassem. Trancou os dedos de uma mão a outra e as elevou de conseguinte ao nível de seu lábio superior, deixando-as apoiadas logo abaixo do nariz, no aguardo de seus convidados se acomodarem.

Sua missão vai ser simples, Victarion. Apenas te peço que vá até a cidade vizinha e, sendo o mais “amigável” possível, localize e prenda os simpatizantes da Célula Aurors. — a voz rouca parou, bocejando novamente — Claro que se houver resistência, terá permissão de usar a força contra os civis. Mas tente evitar para não chamar muita atenção, se julgar necessário leve quantos agentes quiser. — o desleixo do homem era substituído por uma postura séria, deixando claro que deixava uma grande responsabilidade nas mãos do Agente, que terminou a frase levantando-se da cadeira, estendendo a mão para cumprimentar o urso-negro.

Por ora, é só. Não se esqueça de tratar sua perna, deve haver suprimentos o bastante para lhe ajudar com isso. — arregaçou a manga direita, caçando os ponteiros de seu relógio com os olhos — São treze horas agora, usem o tempo que têm até o anoitecer para descansar e se prepararem. Dispensados. — Mathilda reverenciou em direção a figura sonolenta — Obrigada por nos receber. — bateu continência e seguiu em direção a porta, no aguardo de seu amado.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptyTer 19 Dez - 9:30

– Certo... – concordou, mesmo que nada estivesse minimamente certo.

Victarion giraria sobre seus calcanhares, entretanto não antes de saudar o outro agente com uma continência. Voltaria em direção à porta enquanto ajeitava o seu chapéu, remoendo apenas o ter retirado da cabeça quando já aceitara o assento que lhe fora cedido; meus modos já foram melhores, reclamou, ao vazio, depondo a culpa daquilo na sensível decadência do recinto. Não demorou em remeter o quão estranho era a missão de irromper contra os direitos individuais de escolha. Tragou do ar, fundo, tentando desanuviar um pouco os seus pensamentos que não tardavam em parecer cada vez mais ambíguos. Fazia parte dele levantar o estandarte que qualquer um poderia fazer o que lhe convir na sua própria vida, no entanto o mesmo valia para sua rompante cruzada contra os malfeitores.

Aos treze anos o mestiço tinha lido algo sobre a liberdade individual em um romance água-com-açúcar e aquilo o fascinou, tanto por ser uma ideia que os homens-de-preto – assim chamava os representantes do Governo, que não Bernard, até, enfim, entendê-los como agentes da ordem e da paz – iriam repudiar se sequer ouvisse a menção do termo, quanto por parece ter um fundo de sentido. Desde aquele dia, sua imparcialidade moldou-se até atingir o que é hoje. No contraponto disto, o espadachim, pôde notar que o próprio destino havia o prostrado para que ele velasse pela flâmula do Governo naquela ilha de insurgentes, no fim, conivência à revolução coincide crime tal qual o ato de ser um revolucionário, ele quis crer, mas logo firmou o acordou que a ideia do usar uso excessivo de força era tolice. Mesmo sem nunca ter se estimulado a cogitar isso. O bem maior, conciso, fez-se recordar do seu maior dever, enquanto iniciaria a descida das escadas e, dessa vez, negava a ajuda de Mathilda com um aceno singelo de mãos.

As duas facetas do cavaleiro do cavaleiro conflitavam com aquela nova missão, outrora o seu fardo e o remorso pelas vidas que os piratas ceifaram sempre hão de prevalecer ao bom senso. Já no fim das escadas, dardejaria em busca de Mathilda, derramando o azul gélido do seu olho descoberto em busca de amparo no vislumbre dela. Havia nela uma beleza ímpar, uma delicadeza calma que fazia Victarion observar ao longo do seu rosto com lábios carnudos, olhos rosados e na sua delicadeza calma onde encontrava ternura. Perder-se-ia por poucos segundos, antes que ela pudesse ter a chance se se encabular e mandá-lo parar ou que expressasse raiva por sua natureza contemplativa com seu gênio forte. Por poucos momentos, olhá-la, deixava-o menos amargurado.

Abrupto, voltaria ao agente que lhe tinha lhe trago seu novo terno, sabia que ele era um dos seus subordinados naquela pocilga e não se importava muito em descobrir quais outros eram. Acenaria, para o requerendo e, só então, balbuciaria, num tom austero e sórdido:

– Agente... há uma enfermaria nesse quartel? – Aguardaria a resposta. Se positiva, solicitaria que fosse mostrado o caminho para lá e, finalmente, curar o coxear que já o importunara o suficiente. Na porta do local requerido, agradecendo ao seu subalterno com um tapinha no ombro, uma continência e um olhar um pouco menos indiferente. Adentraria, e já lá dentro, procuraria algum funcionário capacitado e informaria da dor após o tiro de um revolucionário, alertando seu tratamento de outrora e que só estava ali para requerer algum tipo de remédio que o fizesse esquecer daquela lesão.

Na fatídica hipótese de não existir ninguém para atendê-lo, procuraria algum tipo de planta que diminuísse a dor, usando o que é sabido pelo povo e o que o cavaleiro aprendera no estudo da flora. Negando qualquer impulso de pegar coisas que ele não tinha pleno saber de que lhe seria útil, pelo simples empenho de não carregar mais peso do que já era obrigado a arcar, maldito e pesado escudo, ladraria consigo, ainda um tanto rancoroso com o empate com Mathilda.

Ao final do tratamento, ou no caso de não existir nenhum tipo de enfermaria, o urso-negro voltaria sua atenção até sua fiel companheira: – Mathilda... você quer comer algo? À bem da verdade, eu não sei se há um refeitório aqui... mas se estiver com fome, podemos voltar para nossa casa – pausou, concluindo que aquilo, com toda a certeza do mundo, não foi uma boa maneira de puxar assunto. Nossa casa, Victarion? repreendeu, baixando os olhos; incrédulo consigo, você tem o que na cabeça, homem? Aquilo foi só uma choupana que você perdeu tempo que devia ter gasto sendo o herói que o mundo precisa. Não acreditava no que estava fazendo, outrora, prosseguiu: – enfim... tem alguma sugestão de como gastar o tempo no nosso prelúdio da nossa próxima odisseia?

Caso nada fosse proposto por Mathilda e ele não tivesse, por qualquer motivo, melhorado a dor latente em sua perna, o caçador-negro seguiria floresta a dentro procurando pelo olfato o odor de plantas que possibilitassem que ele pudesse ignorar a dor de sua perna. Tomando sempre cuidado para não adentrar o suficiente na mata que o fizesse perder seu caminho e se, por ventura, isso viesse a acontecer, ele usaria suas capacidades de rastreio para achar suas próprias pegadas e fazer o caminho inverso. Ao final do tempo proposto, tendo o cavaleiro-negro gastado o seu tempo apreciando o nada ou com qualquer tipo de passatempo com a sua dupla, Victarion teria o pormenor de planejar bem o seu tempo para não estar minimamente atrasado para sua missão; galgando do purismo o suficiente para dar ao menos meia-hora de precaução.

– Ambos prontos e ao seu serviço – pronunciaria da melhor forma que pudesse, claramente evitando o nome do seu superior para não fazer uso de uma pessoalidade que não existia entre os dois. Não sabia nem mesmo o cargo para que pudesse chamar por ele, outrora, aquilo pouco importava; só os nobres se importam com cortesia, e o regente daquele barraco não parecia nobre algum. Desta vez, recordaria se tirar o chapéu antes de prosseguir, galgando o assento apenas se lhe fosse proposto. – Quanto a missão, senhor, não creio que haja a necessidade de quaisquer reforços. – Puxaria assunto, antes que o seu superior pudesse oferecer ou insistir pelo envio de homens. Tropas que ainda não eram benquistas pelo cavaleiro por nunca provaram ser dignas de confiança, e, como se não bastasse, eles poderiam acabar ferindo cidadãos.  – Mande-os quando precisar confiscar os produtos dos insurgentes, caso contrário, acho que apenas Mathilda e eu seremos o bastante para lidar com civis. Enfim, há qualquer tipo de informação dos conspiradores, ou minha missão também é identificá-los dentre os inocentes?
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptySex 29 Dez - 0:33

As penas riscavam o papel, um ou dois cômodos ao lado, no segundo andar. Tudo que fora dito ali estava sendo documentado, mas só o mink parecia ouvir. Victarion alcançou o primeiro andar com visível dificuldade e olhou para Mathilda. Ele não transparecia, por sempre ser centrado e sórdido, seus momentos de empate pessoal não diferiam tanto de qualquer outro em sua vida, contudo a costureira conhecia bem o cavaleiro. Eles tinham convivido por duas semanas e por mais misterioso que o cavaleiro podia ser, ela sabia que ele estava incomodado com algo.

O agente promovido encarou a dançaria, rápido e fugaz, como um lince, mas ela percebeu: — Victarion? — fitou-o, apreensiva com sua reação. Mathilda havia falado baixo, entretanto não queria demonstrar intimidade com um superior seu na frente de outros agentes. Ergueu sua mão esquerda em forma de uma concha, ficou nas pontas dos pés para alcançar o ombro do seu parceiro e sussurrou sorrindo: — Acho fofo quando você me encara e tenta disfarçar depois

Encabulado demais para prosseguir com aquilo, ele virou para o mesmo rapaz que lhe trouxe sua nova vestimenta, Charles. Com a atenção e a proatividade que só apenas um novo integrante poderia ter ele ouviu e respondeu de supetão: — Sim, temos uma enfermaria, senhor! — disse enquanto apontava para o corredor e afirmava se a última sala dele. — Não, eu acho melhor guiar o senhor para não fazê-lo perder seu precioso tempo! — afirmou já tomando a dianteira e indo na frente. Era um cômodo simples e visivelmente menor que o escritório de Ozzy. Para todos os lados que o mink olhasse ele encontrava armários e armários, todos com porta de madeira e exalando odores suaves, mas que ao serem mesclados pareciam uma sinfonia assustadora às narinas do meio-homem.

Atrás de uma bancada, sentava-se um rapaz e uma mulher carregava uma bandeja de aço com três frascos e organizava um dos armários aos fundos com a outra mão, procurando um lugar para colocar os vidrinhos que ela tinha na bandeja. O homem sentado, por sua vez, arremessava uma bola de borracha no chão e fazia-a quicar na parede e voltar até sua mão. Ele ignorou o trio que adentrava, mas a moça não tardou em colocar sua bandeja em algum lugar que coubesse e fosse atender os novos pacientes.

Após o relato, a enfermeira caminhou pelos armários enquanto murmurava um nome de um medicamento difícil demais para que fosse reproduzido em fones da língua de Victarion. Parecia algo antigo e, da sua forma, um tanto quanto mágico, embora não passasse de uma língua desconhecida. Ele vistoriou cinco ou seis armários, repetindo o nome dos medicamentos que ela precisava achar como se fosse uma ladainha. As portar rangiam ao serem abertas e lamuriavam quando eram fechadas, outrora uma hora a moça achou o que devia e voltou munida de um potinho bege com uma tampa de tecido amarelo, apertada no pote por uma linha da grossura de um dedo, e de um frasco de vidro rosado selado por uma pequenina rolha. — Passe a pomada toda vez que a lua se prender no céu... E beba quando a dor quase não for mais suportável... No segundo, evite o exagero, pois o medicamento poderá limitar seu raciocínio ou levá-lo ao sono profundo. — completou, dando ao mestiço o remédio requerido. Ela o deixou se automedicar e ele se apressou em fazê-lo.

Com o cérebro sem a sensação da dor em sua panturrilha, as menores preocupações vieram a tona e o agente viu-se indagando se sua companheira estava faminta ou não. — Fome? — indagou ela, surpresa por nem ao menos perceber que sua barriga estava vazia enquanto esperava o cavaleiro voltar da enfermaria para ter com quem conversar. — Pensando bem... Estou com fome, sim... Estranho, eu nem havia me tocado disso — tocou seu próprio rosto, apertando suas duas bochechas, um lado com o dedão e o outro com as pontas dos outros quatro dedos. — Enfim, eu acho que tem um refeitório aqui. Digo: tem que ter uma cozinha! Ou os agentes estariam morrendo de fome.

Ela apertou o passo na direção de Charles. Sinalizou para Victarion permanecer ali e ele ouviu tudo que eles conversavam com suas boas orelhas: ela perguntou onde ficava a cozinha, ele disse que podia levá-la lá e ela pediu apenas para que ele falasse onde ficava. Ele disse e ela partiu para lá. Voltou cinco minutos depois, ela retornou, com um prato da largura de usa própria bacia cheia de frutas, castanhas e dois pernis carnudos com ossos que fugiam para os dois lados. De perto, o espadachim notou que o prato era largo, mas nem um tanto fundo, havia bastante comida nele, mas não tanto quanto aparentava ao longe. Ambos se fartaram de comida. Ela guardou as castanhas dentro do paletó para algum momento de aperto e ele esqueceu da dor de sua perna.

O tempo passou. Eles descobriram um subsolo. Viram um novo agente fazendo o seu teste em uma sala semelhante a um dojo, além de alguns outros cômodos mais ao longe, contudo o olho de Victarion pescou a luz esvaecendo-se logo atrás dele, indicando a passagem de tempo alternando do dia para a noite, já era tempo de falar novamente com Ozzy, para avisar sobre a partida. De volta a sala, Greyjoy se via novamente rodeado de papéis enquanto dizia o que julgava necessário, o homem, ainda com o olhar cansado, ouviu atentamente e olhou-o no fundo dos olhos — Pois bem, se acha que não há necessidade, então não o obrigarei a levar ninguém consigo — pausou e pigarreou, afastando sua cadeira para se levantar, esticou o braço destro enquanto segurava uma pasta — Aí tem informação o suficiente sobre o porco[ do prefeito e seus seguidores. Dispensados — sentou-se novamente enquanto bocejava.

Dentro da pasta supracitada, encontrava-se fotos e nomes de fazendeiros e funcionários da prefeitura, com detalhes sobre como ajudavam os Revolucionários, além de, é claro, cartazes dos soldados que iam frequentemente recolher o dinheiro e arroz eue eram doados, havia catalogado a localização do esconderijo e da prefeitura. Era dito também que geralmente o trabalho era feito na parte do dia, deixando implícito que era provável que não seria encontrado qualquer pessoa armada no local.



NPC’s:
 

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptySab 30 Dez - 1:14

As sombras engoliam sua silhueta na quina de um beco qualquer. Havia contraste, para os transeuntes dotados de certa atenção, no terno alvo adornado por listras negras que parecia ostentar como qualquer outra honraria. Guiou os dedos entrelaçados à altura do joelho e descansou o antebraço no conforto das coxas, sem dar-se conta do olhar já consumido por melancolia. — Esse lugar não compete à alguém como eu. Um tom de voz banhado em incerteza e amargura, carecendo de quaisquer sinais de convicção. O eco do que foram as palavras finais da caçula, em seu leito de morte, apunhalara Asriel de maneira tão vivaz quanto na última noite de Chara entre os vivos.

Ergueu os olhos e pôs-se de pé num solavanco. — Nah. Um ninho de ratos não é lugar que se frequente com o sangue Avallac'h. Todavia, Conomi Island como um todo se adequava aos critérios competentes à um "ninho de rato". Os saltimbancos destituídos de qualquer forma de arte ou beleza; os fantoches da plebe acomodados à sombra de sua carência de ambição e, por fim, seus titereiros: a escória revolucionária degradando as ruas tão bem quanto ratazanas. — Minha glória virá das visceras deles, Chara. Isso eu prometo. Ausente o efeito da embriaguez, havia soberba em seu tom, como era de costume.

Há muito ouvia os estórias acerca de um dito esquadrão que levava reinos às ruínas no primeiro sinal de ameaça, incerto sobre o que havia ou não de verossímil nos ditos. O que sabia limitava-se ao fato de que, em tese, estariam atrelados à jurisdição do Governo Mundial. O Avallac'h jamais vislumbrou a ideia de viver por algo que não fosse a si mesmo e seu ego, todavia ser engrandecido por tamanho prestígio parecia apetecê-lo. — Chega de sonhos por hoje. Farto de desilusões e curiosamente obstinado a buscar a glória que lhe era devida, faria caminho aos circundantes da parte central do ilhéu. Em sua companhia, nada além dos pertences básicos e uma vontade de poder  insaciável.

Mesmo com a passagem dos anos, as ruas de Conomi ainda não eram, aos olhos do jovem cabrum, tão familiares quanto o solo Asgoriathano um dia fora. Não obstante, Asriel esperava que o semblante bestial fosse o bastante para afastar-lhe da ralé. Adotaria também um leque de feições assoberbadas e a postura abastada de exatidão que lhe dotava de uma aura tocada pela austeridade.

Para além das latrinas da cidade, seus olhos rolariam em busca de um estabelecimento que servisse aos seus critérios. Ansiava por calmaria e uma xícara de café, como viria a esclarecer à quem fosse devido, assentando-se em uma das extremidades do ambiente. Tendo a súplica atendida, beberia de trago em trago, hora ou outra vislumbrando os arredores à procura do que fazer.



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Última edição por Marvolo em Sab 30 Dez - 22:20, editado 10 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptySab 30 Dez - 3:17

Bebendo do esmero e do cuidado, o Greyjoy passou a unha do seu indicador canhoto pela superfície, de um lado ao outro. Num golpe delicado e sutil, romperia o sigilo do dossiê, puxando para fora uma foto ou outra, apenas para que pudesse familiarizar-se com os homens que ele deveria caçar, porém não se poria ao empenho de ler a descrição deles; melhores oportunidades viriam, agora ele tinha de partir:

– Muito bem... – interviria, austero, com a voz empostada do seu desânimo habitual, deixando escapar a foto do terceiro para dentro do envelope, para então dobrar o envelope e escondê-lo dentro do bolso interno do seu paletó. Atendo-se à minúcia de deixar a parte que sua unha havia rasgado para cima, evitando que qualquer documento fugisse. – retornarei o quanto antes.

Erguer-se-ia, imponente como o predador que era. Seus dedos se alongariam e, como larápios, já teria o seu chapéu preso por suas falanges antes que pudesse perceber. Sem qualquer escolha, o homem-urso, depositá-lo-ia em seu peito e efetuaria uma mensura para o bom homem que o colocou mais uma vez na trilha para fazer de Victarion Greyjoy o homem que colocaria um fim da Era dos Piratas. O Um que dará fim à sangria que o falso rei galgou póstumo, recordou seu fardo, referindo-se ao rei dos piratas com palpável desdém, sentiu um filete do sofrimento de toda a humanidade, na forma de um beijo gélido em sua nuca, e lamentou não ter vindo ao mundo antes.

Voltou para a porta, alcançando-a a passos largos e descendo as escadas como quem tivesse pressa para resolver as coisas. Estudaria os documentos, lendo en passant, por visar a rapidez. Quando terminasse, daria para Mathilda e esperaria até que ela achasse que tinha estudado o suficiente e, por fim, pediria os documentos e guardaria da mesma forma. Imediatamente incidiria para a outra porta, deixando o quartel improvisado para trás e iniciando sua missão vadeando até o centro da cidade. Esperava a todo tempo ser seguido por Mathilda, evitando dar passos largos pelas calçadas da ilha dos criminosos, para que ela pudesse acompanhá-lo, porém apenas deixaria que aquilo acontecesse enquanto sua mente não remetesse a um conto famoso no east blues: um marinheiro que fora assassinado numa ilha pirata, um homem honrado que fora lá a procura de fazer o bem e encontrara a morte no lugar de honrarias. Sentenciado pelo crime de fazer o bem.

Eles encontrariam um obstáculo intransponível em mim, pontuou, firme e conciso, como só Victarion poderia ser. Ponderou o porquê de aquilo ter assolado sua mente enquanto olharia para Mathilda, apenas para verificar se ela estava acompanhando-o bem. Foi quando os pontos se conectaram: ele não poderia morrer, mas ela sim. Fitou-a, enquanto formulava em sua mente uma maneira de transmitir em verbetes o que ele pensava, sem parecer que estava subestimando a hábil guerreira que o fornecia árduos treinos para sua mão ruim. Se a conheço bem, ela irá se ofender... desaceleraria o passo, voltando sua concentração à como moldar a realidade em eufemismo.

– Mathilda... – chamá-la-ia, mas sem ter a frase completamente formulada. – bom... estamos no covil dos lobos – segredaria, em sussurros próximos aos ouvidos de sua dupla, com as costas da mão tampando seus lábios dos curiosos, prosseguiria: –, parece muito imprudente que andemos assim, sabe?, trajados em uniformes do governo e, ainda por cima, em dupla... – ele ponderou: ela pode achar que eu estou ficando com medo... – digo, um urso não se preocupa com uma alcateia de sarnentos, contudo se você tomar a dianteira, eu poderei ter certeza de que não há ninguém em seu encalço enquanto eu estiver nele. Entende? Você é boa com esses seus passos leves, e além de ser uma estratégia básica de infiltração, se tudo der errado, eu poderei atrair os combates para mim, por ser o único a deixar rastros, e você seguirá a missão sem chamar atenção.

Aproximar-se-ia do seu pescoço e fungaria, engolindo uma lufada do perfume da lince-alva e tentando memorizar bem as nuances do odor que diferiria ela de qualquer outra fêmea na ilha. Prosseguindo com o encerar do monólogo: – certo... entre na maior taberna que encontrar. Um quarto de hora depois eu entrarei e procurarei uma mesa longe de você. Caso tenha escutado algo de importante nesse meio tempo, peça mais uma taça vinho. Caso contrário, espere um tempo, levante e vá embora... não se preocupe para onde ir, eu irei encontrá-la. – tatearia os bolsos do seu terno. – Dinheiro... você tem dinheiro? – indagaria, oferecendo um maço de dinheiro. Não sabia ao certo quanto tinha ali, mas era algo próximo dos trinta mil, isso deve ser mais que o suficiente.

Seguiria o plano à risca, seguindo a agente perto apenas para rastreá-la pelo olfato. Evitaria ao máximo estar no campo de visão dela, contudo não vadearia por becos ou vielas, visando sempre ter um lugar aberto o bastante para que ele pudesse brandir sua espada e findar uma justa sem se ser obrigado a sentir outra vez o incomodo da dor. A ideia primordial era seguir para o maior lugar que pudesse, como um bom caçador de um cérebro afiado pelos estudos, o mestiço sabia bem que quando o rum fluía os homens soltavam sua língua. Contudo, no período que ele daria de diferença entre a entrada de Mathilda para a dele, ele circundaria a região, inicialmente procurando comerciantes locais, vendo produtos perguntando preços e não comprando nada; o caçador negro apenas estaria ali para ouvir tudo que era dito e dar voltas e mais voltas para ter a plena certeza de que não havia ninguém o espionando.

Ao sabor do acaso, Victarion, buscaria releria as informações que foram passadas no dossiê nesse meio tempo, tentando memorizar bem os pontos que achasse que fariam a diferença em uma luta, não obstante não retiraria a foto de nenhum dos procurados. Na melhor das hipóteses, se alguém o visse ali, com uma folha na mão e isolado, acharia que ele estava lendo alguma carta de algum entrequerido. Na pior, sangue seria derramado antes do cavaleiro ser tolo o bastante para deixar que qualquer um roubasse os documentos.

Administraria seu tempo com o movimento do Sol, olhando de tempos em tempos para ele. Galgado, outra vez, purista quando disse que entraria um quinze minutos depois da espadachim. Adentrando ao bar, negaria de imediato qualquer insinuação de convite das rameiras – que, provavelmente, estariam ali, afinal, era uma taberna –, buscando um lugar que ele fosse parcialmente encoberto pela escuridão e ainda sim pudesse ver quem entrava e saia pela porta principal. Ouvia tudo que pudesse, obrigando seus miolos a não desviarem a atenção se o que estivesse sendo discutido pudesse minimamente interferir em sua missão. Ater-se-ia na busca de temas que envolvessem rotas de comércio e ações dos criminosos locais, embora não se importasse de ouvir de tudo um pouco. Aquém disto, tudo que fosse dito ou feito por Mathilda teria uma atenção redobrada, já que ela poderia informá-lo de algo que ele não tenha notado de maneira indireta.

Na hipótese de alguém o atender oferecendo algo, o homem-urso balbuciaria em um tom fúnebre: – dê-me um bom vinho e mais nada – olharia bem para o rosto da moça, deixando transparecer o quanto ele lamentava não ter tido o alivio do desfalecer, como todas as outras cobaias haviam tido. –, conhece... você conhece aquela moça? – apontaria para Mathilda, com o indicador. Aguardaria a resposta, arfaria, entediado antes de prosseguir: – Você me faz um favor? Diga a ela que a próxima taça é pela conta de um bom homem.

Caso a sua dupla pedisse vinho e saísse um tempo depois, esperaria mais um quarto de hora, pagaria sua conta e a seguiria. Esperava não ter dificuldades de encontrar a humana, mas se preciso usaria das suas habilidades de caça e dos seus sentidos apurados para rastrear pistas e seguir vestígios, aromas e sons. Encontrando-a, indagaria o que ela descobriu, informando também o que ele havia descoberto para que eles pudessem somar as informações que cada um coletou.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptyQua 3 Jan - 5:42

Sucinto e direto como de costume, Greyjoy deixava claro que palavra alguma precisava ser dita após as dele, fazendo com que Ozzy apenas acenasse de forma singela. — Sim senhor — erguia Mathilda, delicada e charmosamente fazendo um enorme contraste para com Victarion que, apesar de educado em seu levantar, não podia deixar de se mostrar imponente.

Os dedos alvos da donzela beijaram os de Victarion, parando por instantes antes de pegar os documentos de sua mão, levando-os a frente de seu rosto a serem analisados. — Eles parecem fortes… não tanto quanto nós, entretanto. — ressaltou a dama, sorrindo para Victarion enquanto devolvia-o o dossiê, apertando o passo para fora da pocilga onde se encontravam. Andavam com pressa, sob as sombras de Hiirotown, em direção a cidade vizinha onde se encontrava seu objetivo.

Tortuosos eram os pensamentos que atormentavam o urso-negro, que até fizeram com que ele parasse para abordar Mathilda que se viu corada ao sentir o bafo quente em seu cangote, tendo seu perfume furtado pelas narinas de seu guardião. Nada disse antes que o mestiço começasse a falar, esperando o término de sua frase para que enfim pudesse responder. — C-certo, tem certeza de que não enfrentará problemas estando sozinho com a ferida em sua perna? E não se preocupe, tenho dinheiro o suficiente, além do mais, vejo uma taberna logo a frente que pelo visto anda bem movimentada. — disse a moça que, de certa forma, parecia arrependida em demonstrar tanta preocupação mas ao mesmo tempo não podia se conter.

Mathilda foi na frente conforme planejado, em direção a taberna citada, que tinha grande porte e aparentava estar bastante movimentada, barulho podia ser escutado do lado de dentro até mesmo ao longe por Victarion, que espreitava, indo de comércio a comércio procurando por informação, nada fora encontrado de relevante, haviam apenas algumas tabacarias e afins abertas a esta hora, o tempo passava e o meio-homem apenas podia esperar pacientemente pela hora de adentrar o estabelecimento em que sua protegida se encontrava.

Dada a hora, o agente passou pelas portas do local, entrando pôde vislumbrar um local quase cheio como era de se esperar, em sua maioria vagabundos ou mulheres da vida, tendo em uma única mesa alguns homens que pareciam ter um pouco mais de classe, mesa esta que ficava próxima ao bar, uma posição privilegiada. Mathilda sentava-se ao lado do único sujeito que parecia ter classe e ainda não estava bêbado, a parte mais estranha era que, em sua cabeça estavam adornos diferentes, o que Victarion pôde identificar como sendo chifres reais.

Não tardou até que sua dupla saísse do estabelecimento, não dando tempo para que Victarion pedisse a bebida por ela, quinze minutos se passaram e ele a seguiu, encontrando-se com a garota do lado de fora. — Bem, tudo que eu consegui foi de um senhor, ele disse que os boatos mais recentes são de Agentes na ilha… complementou dizendo que há rondas dobradas e, portanto, estão patrulhando de noite também, para fazer a proteção dos fazendeiros que fazem suas entregas na floresta de manhã e no fim do dia quando não estão cuidando de suas plantações. — Victarion, com sua audição aguçada pôde ouvir alguém saindo do bar pouco após o casal, o que poderia ou não ser um mal sinal.

~Marvolo ^_^~

O elusivo Avallac'h ponderava, às sombras de um beco aromatizado pelas sobras e o lixo, acerca dos ossos de seu ofício como morador de Conomi Island. Fossem por suas motivações pessoais ou pela lembrança de uma promessa até então não correspondida, Asriel partiu. Como de costume, as ruas da cidade não lhe foram particularmente receptivas. Talvez pelo espetáculo da natureza presente em sua cabeça, recebeu olhares de todo o tipo: do medo ao desdém e bisbilhotice. Contudo a bestialidade na fisionomia do mink e sua compostura rígida lhe abriram caminho pelas ruelas, sem que nenhum dos enxeridos se atrevesse a expor suas impressões no que cerne o rapaz.

A despeito da falta de familiaridade para com a ilha, o domínio do caprino sobre as rotas principais foi convincente o bastante para que chegasse ao seu destino. A taberna carecia da tranquilidade que Asriel desejava, contudo o recepcionista atendeu à seu pedido sem delongas. — Aqui está. Puro, ao leite e coberto por gotas de chantilly. São dois mil berries e quinhentos. — Antes que o rapaz pudesse desfrutar da bebida e enfadar-se com a descortesia daqueles que frequentavam o local, teve um vislumbre da dupla que adentrou ao recinto.

Os sentidos do caprino constataram algo inusual no semblante daquele que acompanhava a moça de cabelos cor de neve. Seu olho bom reluziu e algo parecia avolumar as tralhas que carregava. Asriel sequer teve a oportunidade de abordar o casal que, com a sutilidade que tiveram na entrada, deixou o local. Todavia, fossem deuses ou um mero ato do acaso, algo escapou da bagagem da dupla. O recepcionista se manteve, como era rotineiro, ocupado demais para notar. Não havia como esperar além da parte dos bebums, que deixaram o Avallac'h sozinho em sua descoberta. Dedicada a devida atenção, notaria se tratar de uma pasta circundando documentos confidenciais. O tempo passava e logo a dupla, nos exteriores da taberna, deixaria o campo de visão do mink. Dando espaço a uma figura ainda mais peculiar, um homem com queimaduras e seu rosto, roupas de frio comuns e uma placa de metal em sua testa.



Conteúdo da pasta.:
 
OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptySeg 8 Jan - 8:03

O vento trouxe aos ouvidos de Victarion rastro de um perseguidor. O sobressalto imediato foi eminente; a canhota encontrou refugio na empunhadura do gume embainhado e o pescoço torceu-se para que o Greyjoy olhasse sobre seus ombros. Alguém ouviu, ponderou consigo, mordaz. Era sabido que qualquer um que detivesse as informações que escaparam pelos lábios de Mathilda passariam a ser um dano colateral da missão de irromper contra a revolução da ilha. Apenas um dano colateral, assegurou, Victarion, ao seu âmago, transbordando uma irracionalidade obstinada quanto ao vazamento de informações enevoando qualquer sentimento de culpa por ter de por fim à vida de um infortunado.

O olho cor-de-gelo dardejaria em busca de quem saiu em seu encalço, com movimentos firmes e milimétricamente calculados. Victarion além de tudo era um predador, portando-se como um mesmo em um momento onde as coisas poderiam tender ao caos se ele se precipitasse. Antes de qualquer coisa, o agente precisaria discernir se o homem que deixou a taberna não era um frequentador qualquer, tentando identificar um porte de armas de fogo ou alguma arma branca, buscando encontrar algum sinal de que ele iria abordar o casal, ou se ele estava mesmo bisbilhotando a conversa dos agentes. A canhota, ainda entrelaçada na empunhadura, moveria a espada em sua bainha, clamando para ser liberta de sua bainha e o mestiço o faria no primeiro sinal de que o homem que saiu não era um transeunte qualquer.

A princípio, apenas atacaria em represália a um sinal de grave ameaça. Os insurgentes que comandavam a ilha já desconfiavam da existência de uma força de comando do governo na ilha, segundo o informante da espadachim-furtiva, logo, se eles soubessem ou não que o casal estão filiados à causa governamental, não faria qualquer diferença no desempenho de sua missão. Entretanto, se, por algum acaso, ele se apresentasse como um homem que luta sob o estandarte da revolução, ou se o cavaleiro-negro conseguisse visualizar nele algum tipo de periculosidade para com sua missão ou a vida da sua dupla – visto que o caçador-negro sabia ter um longo e pesado fardo para morrer em mãos mundanas –; o ataque viria.

Os nós amarelos pela força que o Greyjoy impunha em sua espada libertariam o gume que pendia junto a sua anca direita, na pior das situações. Deferindo um arco no próprio ar, até encerar seu movimento com a espada apontada para o chão. Gracioso, como só o próprio esgrimista poderia ser. Enquanto sua arma recebia o beijo prateado do astro após o pôr-do-sol, seu portador avançaria contra seu opoente, a passos largos e incisivos. Frente ao seu empecilho, ergueria a espada na linha dos seus ombros, jogaria o ombro esquerdo para trás no intervalo de tempo que o seu pé canhoto estivesse fora do chão – para assim usar seu próprio peso no movimento – e estocaria alguns centímetros abaixo do queixo.

Galgando êxito ao deferir o golpe, retorceria a empunhadura no sentindo horário para, como consequência, girar a espada dentro da garganta e aumentar a área da lesão. Efetivando uma falha, deferiria um golpe diagonal ascendente, visando ainda a pescoço, iniciando pouco acima do ombro esquerdo e terminando no inicio da orelha direita. Em vista da eminência de golpes, Victarion iria interpor a parte plana com o golpe do seu oponente e descrever movimentos contrários aos descritos pelo oponente, para devolver o golpe, com a parte chapada da espada, usando a força necessária apenas para anular o movimento sem ser jogado para trás. Na hipótese de disparo de arma de fogo, faria o mesmo, embora fosse se defender com seu escudo. Em todos os casos, se o embate não perdurasse, giraria sob seus calcanhares e vadearia rumo à floresta, onde sua missão tomaria seu real propósito. No entanto, não recusaria a prerrogativa de um embate com qualquer um que se retorquisse à sentença de morte instituída pelo mais novo agente graduado do East Blues.

Se tudo corresse bem, o Greyjoy junto da Margolis, rumariam à floresta. A pista fornecida pelo informante ditava que eles deveriam seguir para as fazendas. O ocaso já havia tardio e Mathilda não conseguia enxergar tão bem quanto o caçador numa floresta ao anoitecer, por isto o cavaleiro se daria a gentileza de andar puxando-a pelo pulso. Evitando ao máximo ser enérgico ou usar de forma agravante sua força, quiçá cederia o pulso para a mão se ela desse indícios que eles tinham intimidade para entrelaçar os dedos. O mestiço faria o possível para não ter de tirar seu tapa-olho, já que ele apenas o fazia em situações de combate eminente, para isto usaria ao máximo dos seus outros sentidos e de conhecimento sobre floresta para tentar detectar pelo odor as árvores que tinham raízes para fora do solo, por exemplo; embora, se fosse necessário, ele libertaria seu olho negro.

Para evitar que ambos vagueiem pela mata sem rumo, o caçador, usaria do seu saber sobre a flora e suas boas e afiadas narinas para detectar no ar o cheiro de uma plantação, mesmo que Victarion não soubesse o que estaria sendo plantado ali, ele buscaria rastrear o odor de várias plantas de cultivo que estivessem aglomeradas. No caso da falha, eles teriam de achar da maneira mais rudimentar possível, vadeando pela floresta e evitando ao máximo adentrar o suficiente para defrontarem qualquer uma das rotas de comércio que os revolucionários faziam floresta à dentro. Mesmo que Victarion não fosse morrer por mais que lutasse contra dezenas, sua missão não era deflagrar contra todos os revolucionários da ilha – mesmo que ele preferisse que fosse –, ele apenas teria de intervir nos homens que comandavam as rotas de comércio e prender os fazendeiros coniventes à revolução.

Quando próximo a alguma fazenda, Victarion pararia o avanço em algo próximo a quinhentos metros:

– Mathilda – requisitou-a, num tom de sussurro sórdido, em meio à escuridão da floresta ao anoitecer. –, v-você baterá o caminho se dermos de encontro com alguma caravana vinda de alguma fazenda – arfaria, ponderando pela milésima vez o seu plano. – Todavia, não terá de iniciar um combate, entendeu? Apenas, apenas irá lá sorrateiramente e detectar se os homens são os mesmos infelizes do dossiê. Em todos os casos... saia de perto deles que eu a encontrarei e avaliaremos se devemos atacar ou não.

A verdade era única e simples: Victarion havia nascido para lutar em um ambiente como aquele. Embasado em seu plano de que ele se manteria junto de Mathilda até estar próximo a algum grupo e indicar para ela por onde ela deve seguir para encontrar o grupo, para assim fazê-lo furtivamente e depois dela estar numa distância segura ele a rastrearia para indagar se aqueles homens eram os homens certos. Semelhante valeria para o infortuno da Margolis acabar perdendo-se, entretanto o mestiço visaria intervir o quanto antes, para que ela não acabe encontrando com o grupo sem entender. Para monitorar onde sua dupla estaria, o cavaleiro usaria o odor do seu perfume. Seu olho negro, resguardaria tapado até o primeiro sinal de Mathilda de que aqueles eram os homens que eles estavam procurando; incidiria por entre as árvores, balbuciando:

– Quem quer que tenha amor por sua vida... – libertaria, outra vez, o gume de sua bainha. Surgindo das trevas como um demônio, mas falando com pleno palavreado de um rei melancólico. – digo... qualquer um que não levantar sua espada aqui, poderá ser preso sem ser violentado. Enfim... – o mestiço removeria o presente da sua companheira e despertaria seu olho negro em meio a floresta. Piscando duas ou três vezes antes as pupilas despertarem em seu brilho obscuro. Rápido como um trovão, apontaria sua espada para frente. – o Governo confisca esses mantimentos. Dê-os ou morram.

Na hipótese do caçador ser rastreado ou descoberto por algum revolucionário ou qualquer um que fosse lhe atacar em meio a floresta, ele, inicialmente, arrancaria seu tapa-olho, atacaria e defenderia da exata maneira que pretendia fazê-lo contra o homem que o seguiu na taberna. Focaria no embate com quem julgasse ser o mais forte do bando. Seguiria o mesmo procedimento na sua investida contra a caravana de recursos.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 3 EmptyTer 9 Jan - 1:05

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Havia um intruso, Victarion sabia disso com toda a certeza. E também tinha ciência que deveria abordá-lo, e assim o fez, virou as costas e saiu do beco, olhando para a entrada do estabelecimento vislumbrou o homem, que fazia algo simples: deixava suas mãos juntas e próximas ao rosto, soltando seu bafo contra as palmas a fim de fazê-las encontrar calor.

Apesar das ações tão ordinárias, sua aparência fugia dos padrões até demais. Era relativamente esguio, cerca de um metro e noventa e bem magro, aparentando ter um pouco mais de massa devido ao seu casaco pesado. Mas o mais bizarro era o seu rosto, com uma cicatriz de queimadura que cobria do nariz pra cima, além de uma placa de metal presa a frente de seu crânio, que parecia servir como sua própria testa. Seus olhos, ao encararem o urso-negro, pareciam tristes, serenos e cansados ao mesmo tempo. Um sorriso surgiu em sua face, fazendo seus pêlos faciais subirem junto com suas bochechas. — Boa noite. Algum problema, rapaz? — a voz rouca e calma invadiu os ouvidos do mestiço.

O sujeito mais parecia uma aberração, mas não apresentou armas ou qualquer comportamento violento. Mathilda por sua vez se manteve quieta, olhando-o no fundo de seus olhos negros. Terminada a conversa, o esquisitão deixou o local, sumindo nas ruas da cidade, dando espaço para que o casal prosseguisse.

Caminhando em direção a floresta, aos poucos podiam ver construções cada vez menores e simplórias, afastando-se logo da civilização. Olhando aos arredores, puderam ver ao longe pessoas e o que parecia ser uma carroça, Victarion particularmente podia afirmar que se tratavam de homens abastecendo um meio de transporte e se preparando para adentrar a selva, graças a sua visão, o pedido que seria feito a Mathilda fez-se desnecessário.

A dupla esgueirou-se pelas árvores simultaneamente aos fazendeiros, aproximando-se aos poucos deles, os observando com certa dificuldade por entre os troncos. Não tardou até que abordassem os trabalhadores, a moça deu espaço para seu guardião falar, fazendo com que a parada dos cavalos fosse brusca e os animais se assustaram juntos com os camponeses, que se acalmaram não muito depois é, prestes a darem sua resposta, forem interrompidos por uma voz desconhecida. — Ora ora. Se não são os heróis da pátria aqui — falava em um tom meigo doce e sereno, removendo do caminho os panos que cobriam a entrada do carro, o homem pálido mostrou-se aos agentes, puxando os cabelos para trás com a canhota, empunhando a foice apoiada nos ombros ele lábia os lábios enquanto encarava-os com um olhar seduzente, riu sutilmente — Sou Narcisse, prazer.

Outras duas pessoas saíam, um de cabelos tão longos quanto o anterior, porém negros como a noite. Sorria calorosamente mostrando seus dentes alvos, parecia menos debochado e mais amigável, movimentou seu braço esquerdo para frente, de forma a fazer um estalo com seu chicote, recolhendo-o em seguida. O direito, por sua vez, recostou sobre o abdômen enquanto o rapaz inclinava seu dorso de forma a reverenciar — Me chame de Leodegrance Beaufort — declarou, em um tom mais amistoso do que o do anterior. Por último, um ruivo saiu a salto, com duas Ninjaken em mãos — Onde está a escória que está aqui para morrer pela minha lâmina? — gargalhou em escárnio, sua voz era jovem.

A lâmina do urso negro ia contra o pescoço do irmão mais forte, que pôs o cabo de sua foice em frente a garganta, impedindo o avanço do aço frio contra sua carne. Greyjoy não hesitou em prosseguir com seus golpes, presenteando seu adversário com um corte em seu ombro e parte da bochecha, que apenas não fora concluído devido a uma evasiva do ceifador. Que girou de após evitar mais danos, fugazmente indo parar atrás do meio-homem, fincando sua lâmina no ombro do agente e puxando-o para perto de si, levando sua boca próxima a orelha dele, sussurrando — Que olho mais belo você possui, cão do governo — o campo de batalha era estreito, o que dificultava muitos movimentos, Mathilda lutava em desvantagem numérica logo ao lado.

Ouviu-se passos vindos da mata, que pararam a cerca de seis metros do combate, e o dono dos sons reproduziu um som molhado, como se extraísse sucos de uma fruta com sua própria boca, todos pararam no lugar. Victarion rendido e Margolis e seus oponentes estáticos. — Oi, Senhor Agente. Está em maus bocados aí, não? — jogou os restos de uma laranja ao chão — Nos vimos mais cedo. Eu posso até te ajudar, mas só se me prometer que vai me fazer um favor que envolve seu cargo. Me chame de Prezzton. — os irmãos trocaram olhares, como se dissessem um para o outro que aquele intruso era desconhecido. Ninguém deveria saber ao certo sobre essas patrulhas e alguém normal não reconhecia um agente como o homem acabar de fazer.




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