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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Belle Époque II: Dystopie

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Oda
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptyTer 04 Jul 2017, 23:12


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Aventura ♦ Post 02

No caminho notava lojas destruídas, fechadas e bares lotados. Em certos pontos da cidade alguns revolucionários malvestidos faziam guarda. Ao alto, bando de pássaros. O controle revolucionário parecia ser imposto com punho firme, o que matava a cidade, pouco a pouco.

'' Eu preciso libertar essa cidade ''

Uma cidade nas mãos de revolucionários era sem dúvida, uma cidade triste. O que era possível ver pelos bares lotados e pela aparência da cidade, chegava a ser deprimente. Os homens e mulheres naquela cidade estavam cativos, e extravasavam isto em bares. Sentia a tristeza daquele local, as cores já não eram as mesmas, aquela ilha, estava morrendo.

Era uma manhã quente. O clima, amenizado pelos ventos. Resquícios de escamas voavam junto à brisa, fato comum, devido minha espécie. A sensação, reconfortante. Minha pele gélida aquecia a cada minuto exposta ao sol. A sensação de frescor entrava em contraste a meu vício, que apesar de saciado, aumentava gradativamente.

Justamente por essa vontade insana fui ao primeiro comércio que podia encontrar. Meu temperamento calmo impedia com que me descontrolasse. Chegando ao balcão, não esbanjava nenhum traço do meu descontrole, e me revelava aos poucos. No balcão, um homem calvo e de dentes amarelados, esbanjando ser bem mais velho do que eu.

Sua falta de alfabetização era visível. Contava nos dedos uma quantidade tão baixa, podia ser enganado em números fáceis. Não que o faria, afinal não era de mim fazer pirataria. Pegava do meu bolso direito, em meu sobretudo preto uma quantia de quarenta mil berries, entregando ao comerciante. Pegando os dois isqueiros e dois maços e guardando no bolso esquerdo do meu sobretudo, saindo tão discreto quanto havia chegado.

Pelas ruas, procuraria chamar o mínimo de atenção quanto fosse possível. Colocava um dos cigarros na boca, parando na calçada e acendendo com o isqueiro. Rodava sua estrutura e liberava o gás, liberando chamas do mesmo. Puxava o ar pelo filtro, tentando ascender a droga. A primeira tragada seria lenta, aproveitando aquele momento ao máximo.

Já portava meus cigarros e isqueiros, e agora precisava saber aonde poderia alistar-me, não para aqueles revolucionários malditos, e sim ao governo mundial. Iria libertar o mundo, de tudo que pudesse o afligir. Iria criar o mundo perfeito.

Procurava por ferreiros da região, teria que concluir um projeto que já tinha em mente: Balas explosivas. Possuía uma quantia de exatos 10.000 Berries, e acreditava que seria o suficiente para pelo menos, alugar o local para forja do que queria. As formas, o metal, o forno, esperava conseguir tudo aquilo, alugando parte do espaço para que pudesse realizar minhas criações.

Se conseguisse encontrar um ferreiro, iria até o balcão e diria: - Olá, eu exerço a profissão e arte da forja a algum tempo, entretanto, como pode ver, estou desarmado. Preciso criar algumas coisas, poderia ceder o espaço? Possuo isto para pagar, e se não for o suficiente, faço questão de lhe ajudar com o serviço um pouco. - Diria, ao pegar 10.000 berries e colocar no balcão.

Se o mesmo aceitasse iria passar o balcão e guiar-me ao local de forjas, colocando o material de proteção. Em seguida observaria o local, mecanismos, material, ferramentas e aonde estaria o caldeirão e as formas para confecção, procuraria por pólvora também e pavil, para a confecção de minhas balas explosivas.

- Obrigado, vou começar o serviço aqui. Quando acabar, coloco tudo no lugar.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptyQua 05 Jul 2017, 13:27

O olho entalhado em gelo mordiscaria as pontas dos dedos da mão que lhe foi oferecida, relutando para não beber do sorriso que derramava um deleite que o cavaleiro não conseguia entender ao certo o porquê de aquele sentimento tomar de assalto o seu usual luto. No mais puro reflexo do instinto, o lado que melhor calçasse a mão que lhe fosse oferecida tomaria frente e laçaria as pontas dos dedos da donzela como se a cumprimentasse ou quisesse que ela o ajudasse a se erguer, mas não por muito tempo.  

Aquele tipo de cena foi vivida, talvez, centenas de vezes nas vidas que o urso-negro viveu lendo seus livros. Isto somado à da sua falta de convívio com mulheres e o fato de ser um tanto comum aquele tipo de coisa em seus livros de tragédia, já que, em boa parte, a tragédia valsava com o drama, Victarion achava que ela estava oferecendo sua mão para que fosse beijada. Então, a única coisa que o cavaleiro achava que poderia fazer naquele instante era puxá-la delicadamente para próximo de si enquanto ergue seu tronco do seu assento, fecharia seu único olho à mostra e encostaria seus lábios nas costas da mão. Com o apoio de sua outra mão, abriria seu olho e deixaria que o gelo preso pela pálpebra fosse de encontro com o escarlate leitoso dos olhos de Mathilda. Erguer-se-ia, vagarosamente, ainda mantendo atado as suas mãos, embora não a obrigasse de nenhuma maneira a manter aquilo por meio do uso da força.

– Hei de me ofender, se não der o seu melhor... – ronquejaria, insípido, deixando que seu único olho, que ainda a olharia de soslaio, transparecesse como sua alma sofria com a blasfêmia de ter passado pela cabeça dela que um pequeno flagelo poderia tornar sua invencibilidade, fruto do seu longo fardo, mais branda. Fadado, remeteu, imediatamente, ainda não lhe caia bem que ele teria de enterrar todas as pessoas que um dia ele conheceu por um mero luxo do destino. Desviaria o olhar, soltaria sua mão e partiria em busca de sua espada e do seu escudo. Tenho de admitir que, contestaria à si mesmo, no caminho, ao menos, ela é corajosa. Armado, ele seguiria a garota até o lado de fora da casa, o local onde sugestionava que eles iriam treinar. Caso não fosse lá, apenas a seguiria até onde fosse.

O seu novíssimo utensílio de guerra, o escudo, não serviria para que desfrutasse de qualquer tipo de vantagem no embate, pelo contrário, ele o usaria para o estratagema corriqueiro em batalhas que consistia em usar menos o meu membro lesionado para sentir menos dor, mesmo que para isto tenha que usar mais outras partes do seu copo. Embasado nisto, ele iria colocar parte do peso que teria de pôr na perna direita no seu melhor braço e na sua melhor perna, apoiando seu escudo no chão e jogando o peso para o seu lado esquerdo. Dificultaria um tanto sua movimentação, mas diminuiria a dor que ele sentiria de ter de se manter em pé com o sangue ainda frio e possibilitando que ele perdurasse no treino mais do que conseguiria se não o fizesse, quando o sangue já estivesse quente. Por fim, seguiria a garota até o lado de fora da casa, o local onde sugestionava que eles iriam treinar. Caso não fosse lá, apenas a seguiria.

O inicio do treino consistiria na comum encenação de golpes, habituando sua capacidade sensorial e aprimorando seus reflexos que, até então, consistiam em traçar bloqueios e ataques com base em seu braço canhoto. Cada um efetuaria um golpe horizontal e um vertical enquanto o outro treinaria os mais variados bloqueios para o tipo de ataque deferido. Por estar com a perna direita machucada, o cavaleiro-negro evitaria ter de ceder passos para frente ou para trás, tentando aquecer seu corpo sem se movimentar se não for estritamente necessário, contudo, nos momentos que fosse preciso ele impulsionaria seu corpo com o escudo para simular um passo, mas como Victarion não era um acrobata, ele não faria nada além de descrever um pequenino salto e pulsar apenas com a perna esquerda. Executaria isso para se movimentar até que seu sangue estivesse quente o bastante para conseguir mancar sem sentir tanta dor e, assim, conseguir maior movimentação.

No segundo ato do treino, quando o sangue já estivesse quente e os reflexos com a mão menos prendada mais afiados, eles passariam a trocar golpes verticais e diagonais, e horizontais e diagonais. Sendo que sempre o primeiro deles seria mais rápido que a encenação do segundo e poderia variar aleatoriamente entre o vertical ser descendente ou ascendente, mantendo sempre o golpe diagonal em segundo e moderando bem a força e a velocidade do primeiro golpe para ele não passar de um treino que buscava a fadiga para um golpe que causaria lesão. Nesta parte, Victarion tentaria evitar ao máximo usar muito seu escudo para ajudá-lo a mancar, esperava que o sangue quente pudesse fazê-lo esquecer da dor em sua panturrilha, nada obstante se este ato rogasse impossível, ele passaria a usar o escudo como uma espécie de apoio para que colocasse menos peso em sua perna ruim.

Na terceira parte, com boa parte dos possíveis bloqueios já sugestionado pelo treino intensivo, eles tomariam rumo a uma forma mais assídua de treinamento. Ambos passariam a trocar golpes com mais rapidez, uma hora um bloquearia e outra o outro bloquearia. Estipulando uma espécie de coreografia de onde cada um deles iria atacar e como o outro deferia bloquear aquele golpe, treinando-a até que eles conseguissem golpear e bloquear minimamente bem, assim, passando para outra coreografia, até ficarem cansados daquilo. Por ser competitivo, Victarion, instintivamente passaria a usar seus instintos para premeditar como ela iria atacar e assim pudesse deixar que sua espada fluísse serena durante todo o terceiro ato, embora, obviamente, se dedicaria no âmbito de conseguir uma destreza maior com sua mão e não só em se sair melhor.

A quarta e última parte, seria para usar o resto de suas energias em uma troca franca de golpes, como ambos já estariam bastante cansados – talvez Victarion estivesse menos pela sua aptidão física –, o último ato serviria apenas para gastar o restante de suas forças em uma dança sem coreografia, mas, ainda um tanto quanto inábeis, seja pelo cansaço ou pela falta de capacidade de ambos os lados com suas mãos menos prendadas. Obviamente, Victarion controlaria sua força para não machucá-la e apenas golpearia sua espada com força para que a desarmasse e vencesse, já que era quase seu instinto tentar sempre vencer.

Como não estava completamente sapiente da dança do aço de sua espada contra no ar com a destra, Victarion Greyjoy matéria os dedos fortemente atados contra a empunhadura da arma e flexionaria seu antebraço para que não fosse possível que ele soltasse sua arma mesmo que sem querer, mantendo sempre parte de sua atenção na questão de estar sempre com o músculo, em questão, flexionado. Faria isto, também, para evitar que um beijo do seu aço contra o de Mathilda pudesse fazer com que a arma fugisse por entre seus dedos. Já nos casos de cãibra, em qualquer uma das partes do treino, coisa que achava impossível acontecer já que era um guerreiro treinado naquela arte e um tanto mais vigoroso que o comum, ele pediria para que o treino parasse, fincaria a espada no gramado e abriria e fecharia a mão até ter a sensação cessar.

Na fatídica hipótese de sua perna começar a dor o suficiente para que não conseguisse mais treinar, Victarion mesmo assim continuaria treinando, mesmo que aquilo o levasse a desmaiar ou coisas do gênero; fazia parte da sua persona nunca desistir de nada e não seria em um treino qualquer com uma dor qualquer que o faria voltar atrás dos seus princípios. Apenas descansaria se aquilo o estivesse levando, de alguma maneira, a estar inferior a sua companheira, já que, no fim, o urso-negro é competitivo a este ponto. O mesmo valeria para caso ele ficasse fadigado.

Finalmente, ao termino do treino, o cavaleiro deitaria no gramado e entre uma arfada e outra, tomaria ar para puxar assunto antes que pensamentos ruins tomassem sua cabeça:

– Então... Mathilda... – sugaria mais uma lufada de ar. – já se passaram... o que? Duas semanas que estamos aqui? Mais? Não me lembro... pouco importa, também. Não acha que o governo está demorando a nos contatar? Ao meu ver, parece que eles não ligam que essa ilha seja governada por um criminoso... – olharia ao redor, deixando seus olhos pairarem na cerca por alguns segundos até voltarem até sua interlocutora, mais centrado e mais fúnebre. –  eu gosto daqui, de verdade... mas você, você não sente vontade de uma boa dança com a morte?

– Digo, uma dança desafiando a morte, entende? – a ideia dela morrendo, abalou-o, um pouco, embora logo voltou à sua reclamação: – Fiquei sabendo que o líder daqui é bem forte, talvez ele até dance tão bem quanto eu... sei lá, já lhe remeteu que o governo pode nem mesmo nos mandar atrás dele? Podemos ter outra missão protegendo um cara que comete atrocidades... – recordou de Briot e a lembrança dos filhotes tomou de assalto seus pensamentos. – sem contar que eu quero voltar ao arquipélago das focas para... – olhá-la-ia nos olhos e arquearia a boca, lembrando que não havia contado à ela que tinha deixado os experimentos vivos. Falei muito e mais um pouco... – visitar o túmulo das garotas... – mentiria deslavadamente, tentando fazê-la acreditar em algo que nem mesmo ele acreditaria se ouvisse se fosse ela.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptyQua 05 Jul 2017, 15:10


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Prelúdio



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O homem duvidava de mim e seus motivos eram óbvios, até mesmo o mais ignorante dos homens poderiam perceber que eu não era aquele com melhor preparo físico, talvez por eu passar mais tempo aprendendo sobre como me comportar como alguém “normal” do que realmente realizar alguma atividade que melhorasse meu desempenho em atividades físicas.

O sorriso, ainda que falso, demonstraria meu constrangimento artificial. Em verdade não me importava o que um sujeito de cargo tão baixo pensava sobre mim, mas ao menos poderia fingir que o fazia como de costume. Agora, os olhos fitariam o papel, alguns campos talvez fossem problemáticos de serem preenchidos, como local de nascimento e parentesco caso houvesse, mas é claro que apenas seria um empecilho caso algum peão mequetrefe resolvesse se intrometer.

Os dedos da mão destra iriam de encontro a uma cadeira caso houvesse, puxando-a para de conseguinte me sentar. Senão, inclinar-me-ia para me pôr ao mesmo nível da mesa para que pudesse preencher o formulário como me foi solicitado. Em seguida alcançaria a caneta tinteiro ou a pena que estivesse próximo dali se a avistasse, esticando o braço se necessário.

A ponta da ferramenta encostando suavemente no papel, começaria a cantarolar baixo enquanto escreveria. Primeiro “Berthold Faschingbauer” no nome, logo após “Abraham Stroheim” no campo de parentesco, “18” na idade e, por fim, altura e peso. Não explicaria o porquê de ter apenas o agente no campo onde deveria pôr meus parentes, a não ser é claro se me fosse questionado, dançaria conforme a música.

Pois bem, ele é meu tio, como fui órfão muito cedo ele que me criou e eu não costumo preencher documentos usando os nomes de meu progenitores há muito falecidos. — diria em um tom gentil e calmo, dando meu típico sorriso sem mostrar os dentes para quem perguntasse, minha máscara.

Sendo assim, após entregar o formulário, caso me fosse indicado algum local para ir realizar o “TF” ou até mesmo pedissem para eu encontrar por si só, o faria, atentando-me ao que me ditassem para que não me encontrasse perdido posteriormente. Saindo da sala ou simplesmente terminando de assinar tudo que fosse necessário, colocar-me-ia de pé caso estivesse sentado, ajeitando mais uma vez a gravata e meus cabelos.


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptySex 07 Jul 2017, 07:34


Narração
— A silhueta ~ 2—
Um cheiro estranho tomava o ar e impregnava o encontro dos revolucionários com um aspirante a agência mundial. Medo, confusão ou apenas azar, era aquilo que poluía o olfato. Muitas vezes a adversidade aparece de formas impensáveis, a forma como se livra delas no entanto demonstra sua capacidade real. Parecia não se convencer com o sorriso do rapaz, cerrou os olhos e segurou uma gargalhada inesperada, — Você está fedendo medo, moleque — Repousou a mão em um dos ombros de Shibi — Não se preocupe, guri, vá brincar por ai, só cuidado onde acaba parando e, — Subitamente foi interrompido por outro maltrapilho que saiu por entre as vielas escurecidas. — Um minuto. Um minutinho. — Áspero, alto e de olhos escuros como a noite, trajava um terno esbagaçado, uma cartola desfiada cobria seus cabelos amarelados. Seu cheiro era definitivamente muito ruim, — Um... M-i-n-u-t-i-n-h-o. É que... Vejamos, eu estou com um probleminha aqui. Beeeem pequenininho, como você. — Seus olhos esbugalhados eram assustadores e seu tom de voz intimidador.

Caminhou, os olhos pareciam se abrir mais a cada momento, fixos em um único alvo. Shibi. Dedos esguios como os de um pianista e um nariz fino como palito, seus dentes eram pontiagudos e bem macabros, — Olhe só, olhe só, O-L-H-E S-Ó — Apontou e girou em círculo. O musculoso que definitivamente era mais amigável que ele, dava passos para trás, abrindo caminho. — É meio estranho, não é? Não é? ME DIGA QUE NÃO É? — Gritou aos observantes, todos estremeceram com o aumento repentino do volume. Apenas seu corpo se movia com a voz, a cabeça mantinha-se imóvel como uma marionete. — Você vem aqui... Aqui neste lugar esquecido por Deus, e acredite que ele é porque nós, EU, me certifiquei de matá-lo. Mas você nos encontra tão fácil tão ingênuo, olhem essa cabecinha LINDA. Tão magrinha, M-A-G-R-I-N-H-A... E você nos acha, e acha por COINCIDÊNCIA? E-U acho que não. — Completava abrindo mais e mais aquele horrível e asqueroso sorriso. Ninguém parecia querer se envolver com o que estava acontecendo mas o grande bruto levantou uma das sobrancelhas, parecia ter entendido o colega.

Com toda a atenção sobre si, Shibi fez o que conseguiria de melhor, correr. A saída não era distante, o portão parecia aberto e seu cérebro calculou bem o tempo de ação, só se esqueceu da reação dos Revolucionários. No momento que decidiu correr, levantou todas as suspeitas e de certa forma aceitou-se como culpado. Correu o mais rápido que conseguiu, desviou de alguns sacos de lixo e barris velhos, destroçados pelo chão, se esgueirou até de uma mão que quase agarrou-lhe pela gola da camisa. Um estrondo desesperador acabou com a rota de fuga primária, o portão parecia se fechar e aqueles que passavam pela rua já se deslocavam em direção da muvuca no interior.

Encontrou um pedaço de cano preso numa das grades mais próximas, levantou-a em riste contra os perseguidores, acertou o primeiro desengonçado na clavícula, fazendo-o cair imediatamente. Outro se preparava para seguir em frente quando um som agudo fez os pássaros voarem, o calor havia o deixado suado, Shibi podia sentir a água correr-lhe pescoço abaixo, logo em frente o senhor de cartola sorria com sua arma em mãos. — ESSA PALHAÇADA ACABOU. AGORA. AGORINHA. AGOR-A-A-A-A-A! — Eriçou um dos braços até a metade do peito, sua mão trêmula parecia se mover sozinha, em contradição ao corpo.

EU SEI, EU SEI. A-G-O-R-A. AGORA VAMOS CONVERSAR COM ELE, COM ELE. ELE. Garotinho, renda-se e venha em paz, apesar de que eu vou te matar mais tarde de qualquer jeito, HEHEHEHEHEHIH, OU, ou, ouzinho, Hahahaha, morra aqui e agora. — Finalizava a frase entonando de maneira bruta. Apontava sua arma para a cabeça de Shibi logo em seguida, — A escolh-a. É. SUA. — Outros homens se aproximavam, um deles estava com uma algema em mãos.



~~ Lia ~~

O crescente descontentamento com o abandono por parte de suas irmãs havia mudado Lia, de alguma forma. Sabia dentro de si que não podia continuar vivendo um conto de fadas, uma vida fadada ao fracasso, as desilusões seriam demais para uma mente já quebrada há tempos. O agora e o depois são coisas que se encontram nas ações que realizamos, nas reações que temos ao mundo, e para alguém em perigo, a ação da bela jovem seria uma mudança também, da morte para a vida, afinal, todos podemos protagonizar a vida de outrem, basta se esforçar.

Magistralmente caminhou em direção ao beco, seus cabelos refletiam a luz do sol, deslizavam com cada desferido. Mais próxima, podia notar que apenas um dos malfeitores estava de fato armado, uma faca tão pequena que mais lembrava um faquete. O homem agora encostado na parede de tijolos mal desenhados se encontrava ferido, bem ferido. Hematomas no rosto, sangue escapando pelo nariz e um corte na região do abdômen. Parecia estar apanhando há horas, o que levava ao pensamento simples de, porque ninguém se envolveu antes?

Encontrou o apoio que precisava numa lata de lixo mais próxima da saída do beco, bateu o pé ali e pareceu voar, naquele momento os agressores paravam de chutar a vítima e começavam a ver o que diabos estava acontecendo. Seu cotovelo impactou o pescoço do mais azarado, sentiu sua carne e ossos se afundarem na garganta dele, um som estranho tentou sair e ficou preso. Foi impulsionado para trás e caiu inerte no chão, segundos depois, levou ambas as mãos até o pescoço e tentou segurá-lo enquanto via seu sangue jorrar pela boca. Seu amigo abriu a boca em desespero e tentou correr para bem longe dali, sem nenhum impedimento por parte de Lefay, sumiu por entre as sombras na parte mais escura da viela.

O combate parecia acabado, outros problemas surgiriam no entanto, um homem se encontrava morto, sua garganta quebrada e sangue por todo o lado não mentiam. Outro estava bem ferido e talvez não pudesse andar sozinho e por fim, alguém fugiu. Sempre um covarde. Com um sorriso no rosto, Lia decidiu se apresentar e agora, mais calma, conseguia ver com quem estava falando. Lá pelos seus um metro e setenta, barba por fazer, cabelos castanhos e olhos acinzentados, fez o melhor que pode para respirar fundo, um sorriso mal feito tomou parte do rosto, a que não estava ensanguentada, — Matt... É Matt. — Respirou fundo, olhava para a barriga com certa preocupação e isso era notável. — Lia, é um... Prazer te conhecer, — Tentou flexionar uma das pernas para se levantar e nem conseguiu se mover. — Talvez, Talvez... Eu te conte, mas... Eu preciso de um favor... — Tossiu um pouco de sangue na mão e elevou o braço apontado para a saída do beco e consequentemente uma casa de madeira de dois andares. — Se você... Me levar até lá, eu te conto... Mas precisamos... Sair daqui... Rápido

Parecia falar a verdade e nas condições atuais não conseguiria sair dali sem ajuda, o cadáver logo ficaria á vista e provavelmente se tornaria um problema. A casa indicada por Matt não era longe, uma quadra de distância no máximo, poucas pessoas passavam pela rua agora, além da poeira, a única companhia eram insetos e claro, o sol. Mais uma vez a vida se mostrava brincalhona, ou, estaria dando a Lia a chance que tanto pediu? Talvez fosse aquela a oportunidade de mudar, de ajudar e de voltar a viver.



~~ Oda ~~

Ainda no balcão do pequeno estabelecimento, o garoto pagava a quantia correta e pegava seus pertences. Contando o valor nas mãos, o vendedor dá então um sorriso e se despede dele, voltando aos seus afazeres antigos. Buscava encontrar um ferreiro para que então pudesse realizar um projeto antigo, no entanto, naquela parte da cidade não parecia haver nada além de lojas destruídas e pessoas quebradas. Um vento de verão bateu e metade das estruturas de madeira rangiram junto dele.

Bêbados começavam a perambular pela rua, mas, um homem parecia chamar a atenção dentre todos os outros. Correndo como se o Diabo fugisse da Cruz, mal vestido e de aparência chula, passou ao lado de Charmeleon que fumava tranquilamente. Nada de anormal, tirando o fato dele gritar — RAPAZES, RAPAZES, ELA MATOU O BARRIGA, ELA MATOU O BARRIGA! — Ensurdecedores e estranhos, enchiam o saco. Adentrava o bar com truculência, fazendo a pequena porta continuar se mexendo após sua passagem. A escolha de continuar andando em frente até encontrar algum ferreiro ou investigar era no mínimo interessante.



~~ Victarion ~~

Aproveitando-se da vida distópica, um cavalheiro perdido entre bestas, Victarion procurava seguir em frente, vencendo todos os desafios que lhe seriam impostos. Talvez a companhia de sua prometida Mathilda fosse o estopim de algo grandioso, sua alavancada até o topo, ou sua completa derrota. Tudo dependeria de suas ações e de como reagiria a um mundo com sentimentos tão complexos, onde até mesmo o mais inteligente tinha dificuldades de compreender a magnitude de uma raça que Mata e ao mesmo tempo diz amar.

Mathilda viu-se corar ao ter sua mão beijada pelo agente, e ao abrir os olhos conseguia notar certo rosa conquistar a face da garota. Semi boquiaberta, olhava-o em confusão, ou talvez outra coisa, não conseguia dizer ao certo, — P-pare com esta bobagem — Atropelou o começo da frase e logo mais puxou a mão de volta ao corpo, hasteando um 'Hump' logo em consequência. Já de pé, Victarion buscou seus equipamentos de combate. Movia-se com calma e não perderia sua compostura por nada, não tardou a encontrar suas ferramentas de 'arte', a Katana repousava logo ao lado de seu fiel escudo.

Tendo em mente onde duelaria, ou melhor, treinaria, com sua colega, seguiu-a por pouco tempo. Saia do casebre e voltava ao campo onde se encontrava mais cedo. Havia espaço suficiente para dançar ali. A espadachim estudou seus movimentos primários, parecia compreender o que fariam por hora, sem tentar claro, derrubá-lo. Sabia de sua atual condição e por isso seguiu rebatendo seus ataques com a própria espada, o tilintar das lâminas ressoava com o suave encontro do aço. — Já disse pra não forçar, seu... Ah, Veja, mesmo aquecido, você pode piorar suas feridas. — O ar fresco parecia amenizar o sol do verão e talvez seguir os conselhos de sua parceira fosse o melhor a se fazer no momento.

O treino seguiu até o segundo ato, já mais destravado, Victarion ganhava confiança no que podia fazer. Os golpes se entrelaçavam entre a vertical e a diagonal, o aço raspava com mais intensidade e parecia começar a formar algo mais sério. De certa forma o peso de sua panturrilha ferida não o incomodava por hora, simples ataques e exercícios como aquele não derrubariam o cavaleiro com tal resistência e ele parecia saber de seus próprios limites melhor do que qualquer um. Apesar de mais preocupada com qual movimento realizaria depois, a jovem seguiu seu mestre de maneira ilustre.

A terceira parte do treinamento fervia o sangue e foi ali que se esqueceram de suas coleiras, como cães treinados, trocavam ataques e defesas de forma consecutiva. A beleza de tal sincronia seria grande não fosse o fato daquela arte ser mortal. Foi então que na quarta parte sua situação se tornou incomoda, tentando competir com alguém no auge da saúde, sem ferimentos e competitiva, Victarion se viu encurralado após um passo em falso encontrar o desnível no terreno gramíneo e apesar de ser mais forte fisicamente, não conseguiria completar aquela tarefa.

Teve de parar tamanho foi o repuxo do músculo para cima da perna. Sua força de vontade e código de honra gritava dentro das paredes do seu crânio 'Continue', entretanto a decisão final não vinha dele e sim de Mathilda que estendeu a espada em direção a ele e soltou-a no chão. — Você acabou. Perdeu e se continuar assim nunca vai voltar a andar bem. Se não aceitares a derrota, eu estou me rendendo, caso teu ego seja maior que a saúde, podes ficar com a vitória. Não me importa — Conseguia de certa forma sentir a dualidade com seu cuidado para com ele, também um tom de rispidez, não fosse triste, seria uma grande cena.

Deitado no gramado, Victarion ainda sentia seus músculos queimarem. Sentada ao seu lado, alguns metros distante, olhava para o céu perdida em seus próprios pensamentos, — Duas talvez. Ninguém liga para os fracos... — Disse monotonamente, tendo sua curiosidade repescada logo mais — Agora? Mais faria abraçares-te com a morte do que dançar com ela. Não quero ter de carregar tua carcaça para uma vala. De qualquer forma, porque sempre desejas duelar com a morte? — Carregava certa sinceridade em sua pergunta, apesar de já imaginar qual seria a resposta.

Revirou os olhos e soltou um pequeno sorriso por entre os lábios, — Você mente mal. Mal demais, mas agradeço essa certa humanidade. — Juntou as mãos entre os joelhos e voltou a fitar o céu, não tardou a outra presença ser sentida entre eles. O vento entregava seu cheiro ao Mink que percebeu o terceiro integrante quase que instantaneamente, de qualquer forma, parecia não querer se esgueirar por ali. Manteve-se parado mais próximo da residência, carregava em baixo do braço esquerdo uma pasta acinzentada, — Creio que tenho uma encomenda para você, — Disse, aguardando a próxima ação. — Seja rápido. Precisam de você — Finalizou pigarrando no chão entalhado.



~~ Berthold ~~

O Falso sorriso estampado no rosto de Berthold não era notado pelo agente sentado em sua frente, para ser sincero, ele parecia não ligar para nada do que acontecesse, se acabasse o mundo neste exato momento, morreria com o maldito boné enterrado no crânio. Puxou o assento de madeira e se sentou para preencher o formulário de admissão. Não tardou a completar o que lhe foi pedido, entregando o papel de volta, foi agraciado com um bocejo gigante e uma frase mal falada. — É, aceitável. Tá, olha, você vai ter que ir até a sala seis, é logo em frente. O pessoal de lá que cuida dessas boi... Dessas burocracias. Boa sorte, beleza? — Bateu um carimbo não reconhecível e enfiou o formulário pra dentro da gaveta.

A sala seis não era longe, de fato, teve que andar menos de seis metros até encontrar-se num ambiente muito similar a um dojo. Tinha seu charme, apesar de estar envelhecido e mal cuidado, parece que Conomi não recebe atenção a muito, muito tempo. Sentado no chão, uma mulher ruiva estalou os dedos para Berthold no momento que o viu entrar, — Ei você, veio fazer o TF? — Ao se aproximar, podia notar seus penetrantes olhos esverdeados encararem-lhe o fundo da alma. — Diga alguma coisa, se veio, ou não veio, ou se veio ficar me olhando. Não temos todo o tempo do mundo. — Aguardava alguma reação do rapaz enquanto se levantava batendo as mãos na perna tentando retirar a poeira, — Esse lugarzinho é uma merda, né?


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptySex 07 Jul 2017, 11:49

3. Sangue, morte, um moribundo e uma bela mulher

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Depois que a excitação inicial passou pude ver as coisas de uma forma mais clara, e pensar que a Rainha poderia ter sentimentos tão maternais pela plebe, o clichê “protegendo os indefesos” nunca havia me passado pela cabeça, fruto de minha criação obviamente, mas a sensação de ter apenas me movido, ainda que por impulso, deixava um sabor delicioso em minha boca e disparava uma corrente elétrica a energizar meu corpo, me fazendo arrepiar, corar e gemer de estase. – Uhhmmm… Nesse instante, ainda inebriada pela situação olharia para meu punho por longos três mississipi’s, com uma expressão de dúvida em meu rosto, para, enfim, concluir aquela entrada magistral deixando escapar meus pensamentos. – Não tinha essa intenção, acho que esqueci da minha própria força…

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O cheiro acre do sangue por toda a parte, o som inaudível das fibras da carne se rompendo, as sensações de quebrar os ossos e destroçar a pele do pescoço de um homem ainda estavam em mim – segundos – era tudo de que eu precisava para enfim começar a voltar a realidade, e fora também o que precisei para matar alguém. Inevitavelmente entenderia que a vida, breve ou não, simplesmente pode te deixar num piscar de olhos, assim como foi para aquele homem, do qual não saberia se tinha família, sonhos, ou qualquer outro desejo. Mesmo um ser torpe tem vontade de conquistar alguma coisa, senti pena dele, eu sabia disso, mas infelizmente, ou não, sua última lembrança na terra seria de uma loira em trajes sociais voando em sua direção para dar-lhe um golpe fatal. Não conseguiria mensurar a tamanha surpresa e a dor que esse pobre coitado sentiu engasgando-se em seu próprio sangue, mas tudo até aqui, e até então, fora o que antecedeu o estado catatônico natural que me fulminou depois de ajuizar o que havia acontecido. Havia um corpo no chão, e uma testemunha havia ido embora...

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Matt... É Matt. Esse era seu nome, e o som de sua voz rompia a clausura imposta pela minha mente. Surrado como estava, julgava que aquele homem aparentemente mais baixo que eu era mais velho, não sabia ao certo, porém seus olhos acinzentados para mim, muito charmosos. Lia, é um... Prazer te conhecer. Visivelmente estava muito machucado, e apesar de tudo até aqui ter sido por impulso, exitaria por um segundo olhando para ele, deixando que percebesse meus olhos azuis penetrantes e minha seriedade. Reafirmando o juízo naquele instante eu pensava como sempre, isso era um bom sinal – calma – absorva essa situação e comece a mensurar o tamanho da fria em que você está se metendo. Se ele tivesse entendido o recado exposto em minha face, tentaria ajudá-lo inicialmente servindo de apoio, assim Matt poderia tentar se levantar. – Vamos se apoie em mim, vou passar o ombro por baixo de seu abraço e segurá-lo assim pela cintura. Lia segurava firme para não correr o risco de deixar o homem cair, não se importando com o sangue e a proximidade. – Se doer aguente, vou tentar mudar a posição da mão pra aliviar um pouco. O cara nem conseguiu levantar sozinho, foi uma surra daquelas afinal. Talvez, Talvez... Eu te conte, mas... Eu preciso de um favor… Se você... Me levar até lá, eu te conto... Mas precisamos... Sair daqui... Rápido.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Estranhamente preocupada com um estranho… Talvez fosse a síndrome do cachorrinho abandonado com olhinhos tristes que você não consegue resistir e leva pra casa. Ou apenas estivesse tentando justificar minhas ações do ponto de vista da Lia Lefay, a Rainha impiedosa. Não tinha certeza, isso me deixava com medo, com medo de mim mesma. Meu coração novamente acelerado, me dando conta de que estava fazendo alguma coisa por alguém, assim como eu fazia para Lótus e Elizabeth. Enquanto saíssemos do beco tentaria andar o mais rápido possível, certamente era inevitável que alguém nos visse, mas eu torcia para que ninguém nos parasse antes de poder tentar ajudar meu cachorrinho, quero dizer, o Matt. Era tudo que eu mais queria agora.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Naturalmente seria eu quem faria mais força, tentando ir o mais rápido possível, caso ele estivesse em frangalhos, sequer conseguindo mover as pernas para apoiar a caminhada, tentaria pegá-lo pela cintura o levantando do chão e assim usaria de fato muita força para levá-lo até a residência que ele havia me apontado. Se lá chegássemos pousaria a mão sob porta esperando estar aberta, mas se não estivesse seguiria dizendo. – Chaves. Tão logo fosse possível entraria procurando em volta um lugar que pudesse servir para um moribundo repousar, tal como uma cama, ou uma poltrona. Na pior das hipóteses o encostaria a uma parede vazia. Em verdade, não saberia prever se mais alguém estava na casa, pelo menos não agora depois de entrar sem prestar muita atenção ao ambiente. Mas era o certo a fazer, me concentrar em não derrubar o pobre Matt. Enfim, se houvesse deixado o cara em algum lugar poderia olhar em volta e me situar. Caso houvesse mais alguém ali querendo esclarecimentos, antes de mais nada eu diria a essa terceira pessoa, ou pessoas, dando ênfase a frase. – Pergunte a ele, eu só o salvei… Era a verdade, mas dizendo assim esperava acalmar os ânimos. Se ajuda fosse prestada tentaria um diálogo com Matt, mas ficaria em prontidão caso mais alguém estivesse conosco.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Começaria falando em um tom calmo porém condescendente – Eu não sou médica, mas acho que você está todo ferrado. E após uma pequena pausa. – Se eu puder ajudar é só dizer. E abaixando o tom de voz até ficar quase inaudível. – Não tenho nada melhor pra fazer mesmo… Se algo pudesse ser feito, se eu pudesse ajudar, o faria. Se não, apenas observaria a situação, esperando o momento que julgasse mais apropriado para fazer a única e derradeira pergunta que determinaria minha estadia naquele lugar. A resposta realmente me intrigava, mas sabia que talvez ela não viesse.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]– Quem eram eles e o que queriam de você? Realmente não fazia ideia, conjecturas a parte, espera-se que alguém que apanhe por horas sem dizer nada esteja protegendo algo que valha realmente a pena, mas francamente, não havia em meus olhos o brilho da ganância, tais desejos foram esquecidos, e agora eu sabia mais do que nunca ajuizando sobre mim mesma, que havia deixado o desejo pelo domínio das coisas para passar a dar realmente valor ao tempo com as pessoas, ah… Por quanto tempo ainda vou lembrar de vocês com pesar minhas queridas. Envolta em minha nuvem triste procuraria um lugar para me sentar, e então esperaria pela resposta caso ela viesse. Aceitaria a hospitalidade de algo para beber indo buscar eu mesma se fosse necessário, aproveitaria para lavar as mãos e o rosto me refrescando um pouco do calor, e amarraria o cabelo num coque usando qualquer coisa em formato de “pauzinho” que encontrasse por aí. Tentaria entender as coisas que me fossem ditas, porque se afinal as coisas não se esclarecerem talvez de fato perdesse a paciência e tudo até aqui iria se perder. Eu não sabia ainda, mas Matt havia se tornado um pequeno alicerce para a reconstrução do vitral de minha alma, como se você pudesse ter subido o primeiro lance de uma escadaria sem fim até o céu, se é que me entende, então tudo aquilo que ele me desse, seria tudo aquilo que ele receberia de volta, em gênero, número e grau.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptySab 08 Jul 2017, 18:37


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[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A má vontade do homem era desagradável e quase repugnante, o fato de saber que os revolucionários estão por aí mundo afora gabando-se pelos feitos em nome da "causa" enquanto um agente senta entediosamente em uma base precária me enoja. Felizmente, mesmo com a falta de ânimo do meu "colega", ele foi competente o suficiente para me guiar para a seguinte etapa do recrutamento, o teste físico na sala seis.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A mulher que esperava no interior me encarava e indagava-me sobre o motivo de estar ali e eu respondia — Oh sim, vim fazer o Teste Físico, como me foi pedido — sorri ao final da frase, um sorriso simples; prossegui — Se for para ser sincero não é dos mais confortáveis mas já estive em piores, — dizia, o sorriso agora estampado era de uma expressão de embaraço pelo comentário da garota, não me deixava de fato sem graça mas eu não podia sair do personagem — De qualquer forma, meu nome é Berthold Faschingbauer, é um prazer. Por onde começamos…? — esperava que ela se apresentasse visto que ainda não o fizera e de conseguinte me indicasse o que deveria ser feito.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Após receber as instruções, a primeira coisa a se fazer seria tirar o paletó, para que fosse ligeiramente melhor realizar o tal TF. Se me fosse pedido para retirar mais peças de roupas se necessário, como sapatos e meias por exemplo, faria como solicitado. Deixaria as peças de roupas em alguma superfície próxima que estivesse ali, de preferência a mais limpa do cômodo, sujar as roupas tão cedo seria um verdadeiro infortúnio e eu não queria isso. Além de despir parte de meu traje, também ajustaria o nó da gravata, deixando-o mais folgado em meu pescoço.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Me alongar é o que eu faria a seguir, a fim de evitar dores e incômodos posteriores. Isso é claro se a ruiva não me impedisse de fazê-lo. Os movimentos realizados seriam diversos de modo que pudesse preparar o meu corpo como um todo para os testes que viriam a seguir, tais como juntar os dedos das mãos e esticar os braços para acima de minha cabeça, girar a cabeça em sentido horário e anti-horário, pôr as pontas dos dedos das mãos no chão sem flexionar o joelho etc.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Após feitos os preparos necessários para começar a exercitar-me, assim o faria, segundo o que quer que a mulher de olhos esmeralda me instruísse e, se falhasse em dado momento, tentaria novamente até ter sucesso e realizar a próximo etapa da admissão que provavelmente deveria ter.  Se para o teste fosse necessário o uso de determinados aparelhos específicos, utilizaria os mesmos de bom grado, questionando sobre como se não o soubesse.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Na hipótese de me questionarem a respeito de como eu lutava e quais minhas capacidades físicas, responderia da forma mais sincera possível — Sendo honesto, passei boa parte de minha vida reeducando alguns hábitos ruins que tive devido a minha infância, algo pessoal. Contudo, aprendi a usar armas do arsenal de um ninja durante este tempo. — diria, o tom calmo e mais baixo que o normal, expressando uma falsa tristeza, de fato não gosto de minha infância como revolucionário, mas falar sobre isso já não me desagrada desde os tempos em que passei com Abraham. Perguntando-me mais especificamente o que ocorreu enquanto era novo diria em contrapartida — Prefiro não falar sobre isso. — olhos cabisbaixos, tão falsos quanto o pior dos traíras.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Em caso de ter concluído o Teste Físico e me fosse pedido para prosseguir com algum outro tipo de exame, obedeceria de bom grado, se fosse exigido que escolhesse algum tipo de armamento, escolheria aquilo que me fosse melhor dentre o arsenal que possuo conhecimento, pegando de preferência ninjakens. Se o que eu tivesse que fazer não fosse na sala seis, reuniria as poucas peças de roupa que tirei e seguiria o caminho que me instruíram, adentrando a sala e me apresentando novamente — Olá, sou Berthold, solicitaram que eu viesse para cá fazer o teste — falaria, com a mesma gentileza costumeira. Se o segundo teste fosse algo não relacionado a combate, faria a mesma coisa, sem escolher é claro a arma que usaria pois não teria a presença de tal.


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptyDom 09 Jul 2017, 19:33

Uma sombra transmutou vida, juntando-se à quietude do casal e roubando-a para si. Um larápio ou fomos descobertos? O sobressaltou colocou Victarion Greyjoy em paranoia. Não se espera muito de uma ilha de criminosos... senão nos encontraram em quatorze dias, não é agora que rogarão êxito... talvez, talvez não passe de um gatuno infortunado que resolveu entrar na toca do urso. Uma pena, para ele. Mal sabe que o tal urso não pode perecer, mesmo que ele queira, arfaria, insatisfeito, não estava em sua plena aptidão física com sua perna machucada e sabia que mais uma dança poderia fazê-la dor ainda mais. Embora não fosse o caso de recusar qualquer justa que lhe propusessem, a ideia de sentir dor não lhe convinha.

A imortalidade tem seu preço: hei de sofrer com as dores que qualquer um sente, mas serei forte demais para morrer por elas ou, sequer, ter o luxo de desmaiar para não senti-las. Olharia de soslaio sua companheira, com a corriqueira sordidez entalhada no azul gélido do seu olho. E rápido como um relâmpago correria os dedos da mão direita até a alça do seu escudo, escorregaria os canhotos até a empunhadura de sua espada e fincaria o primeiro no chão para alavancar seu corpo sem precisar colocar o pé direito no chão, usando o escudo como uma projeto de bengala de batalha. Durante toda a subida e o ato de se manter estático engoliria a expressão de dor o quanto fosse possível e faria o possível para abstrair a dor com um singelo suspiro ou, no máximo, um estalar de língua, afinal não era uma estratégia plausível deixar que seu possível antagonista tivesse o conhecimento de seus ferimentos preteridos à sua justa.

– Antes de qualquer coisa, identifique-se e será um convidado do meu arrendamento. Não o faça e terei de tomá-lo como um invasor e reivindicar sua cabeça – balbuciaria, fúnebre, sentindo a dor de cada palavra que escorria para fora dos seus lábios rosados, contudo, de forma alguma, o cavaleiro estaria tentando intimidar seu oponente com seus dizeres, até então, estava apenas o alertando do que poderia ocorrer se ele não fosse cordial ao adentrar seu território. Enquanto balbuciaria, o urso-negro apontaria sua arma na direção do seu oponente, colocando o escudo de lado para que ele entendesse que o seu portador não tinha qualquer tipo de temor de mostrar seu peito nu a um potencial inimigo.

Na situação dele não se identificar ou de ser um infrator, o mestiço pediria que se retirasse. Se o invasor fosse cordial e se identificasse, eles prosseguiriam. Embora, no momento em questão, fosse o instante cordial para entender se seu invasor tinha algum tipo de ligação com os revolucionários da ilha, com o governo ao mostrar sua insígnia, ou se era um cidadão ordinário perdido ou, quem sabe, um ladrão perdido. No fim, se ele não fosse um criminoso, Victarion estaria aberto ao diálogo:

– Carrega consigo alguma arma? – pausaria, como se esperasse pela sua resposta, contudo, na realidade, usaria sua capacidade afiada em ler estímulos sensoriais para detectar se ele trazia consigo uma arma ou não, sem precisar que ele fale. Para isto, usaria os sons de engrenagens ou aço tintilando em suas roupas para notar lâminas ou revólveres escondidos e, com seu olfato apurado, tentaria farejar pólvora ou o cheiro decrépito e único de uma bainha oleada onde ele poderia guardar alguma lâmina. Se ele fosse honesto, Victarion saberia que ele não apresentaria grandes riscos, no entanto, mesmo assim, requisitaria todas as armas que ele trazia. Caso ele não fosse honesto, o cavaleiro-negro deduziria as armas que ele portava e pediria para que ele as desse a ele, se ele se negasse, não haveria diálogo, já que todo cuidado era pouco em uma ilha de criminosos e sem o aval do governo para tomar medidas contra qualquer um dos malfeitores. Na situação de nada ser rastreado, o Greyjoy levaria em conta que ele não apresentava tanto perigo, claramente o subestimando.

Na situação onde tudo seguisse bem, o urso-negro partiria ao assunto com o qual o invasor iniciou o diálogo, já desarmado de seus receios iniciais e não se importando tanto com o fato dele saber que o poderoso mestiço do governo estava, momentaneamente, coxo:

– Dê-me a encomenda, então. Peço perdão pelo transtorno, contudo não posso acreditar em qualquer um em plena era dos piratas... – olharia para Mathilda, estudando-a com os olhos e sutilmente cogitando que aquilo poderia ser mais algum tipo de artimanha dela para dá-lo outro presente. Bem provável que não... firmaria enquanto seguiria tranquilamente mancando até o entregador, pode ser uma armadilha que vai acabar matando-a... é melhor que eu abra isso longe dela. No pior dos casos, só vai me atingir e eu não posso morrer, de qualquer maneira. Vestiria o gume de sua espada em sua respectiva bainha, mas ainda manteria o seu escudo em punho.

Pegaria a encomenda, sentaria no chão longe de Mathilda e a abriria. Na fatídica hipótese de lá brotasse qualquer coisa que pudesse machucá-lo, Victarion, instintivamente, iria entrepor o escudo à pasta e iniciaria uma corrida até Mathilda, ignorando o máximo que desse sua dor, puxando-a pelo braço para que eles pudessem se entocar no meio da floresta e, assim, pudesse lutar em seu ambienta natural e ter tempo para que ele pensasse um plano que não o levasse ao confronto aberto. Não fugiria sem ela, já que o único risco de vida ali era o dela. Caso contrário, ele apenas estudaria o que estava lá dentro e faria uma mensura se aquilo não fosse completamente inútil, como um presente ou algum tipo de notícia que o governo, no melhor dos casos, uma missão.

– Certo, certo precisam de mim onde? – rouquejaria enquanto ainda estudava o que tinha dentro da pasta. Na utópica hipótese dele ser um representante do governo, ou algum tipo de agente da lei que fizesse quisto a presença do mestiço, ele o seguiria se ele provasse que era da Cipher Pol 1. Se não, seria necessário um bom motivo para tirar o cavaleiro de sua casa. Caso ele exista, Victarion iria.
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RommelPzr
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptySex 14 Jul 2017, 16:16


Narração
— A silhueta ~ 3—
Moscas começavam a se aproximar do beco onde um assassinato, ou melhor, legitima defesa, havia ocorrido. Aos olhos de quem fosse, muitas coisas teriam significados diferentes, humanos são assim, pensam que sabem de tudo, acham que tem o poder para tomar uma decisão sobre fatos que julgam conhecer, e no final, sabem de muito pouco. Matt mantinha os olhos fixos em Lia, parecia precisar dela muito mais do que ela poderia imaginar, sua aproximação soava como o reforço de um exército em desespero.

Esperou a garota passar o ombro por baixo do seu braço para se esforçar e então subir, segurava a barriga a todo instante e parecia não se sentir bem o suficiente para largá-la. — Eles não brincam... heh — Tentou amenizar a situação com um sorriso puxado em apenas uma parte da face, seus olhos ainda encaravam a garota. A caminhada não foi fácil, Matt parecia ter problemas para andar na mesma velocidade que Lia, no entanto uma grande força de vontade o levava em frente em dolorosos passos. Saindo do beco, pouquíssimas pessoas viravam as cabeças para olhar o que acontecia ali, em Conomi, uma das regras de sobrevivência é cuidar dos seus problemas e não o dos outros, e assim pareciam seguir com suas vidas.

Por ali, chegamos mais... rápido — Disse enquanto usava de um dos braços para apontar uma viela que não havia sido percebida antes, seguindo por ali, não era espaçosa e tampouco parecia ser segura para se caminhar durante a noite mas de certa forma Matt conseguia guiá-la com maestria. Andaram mais algum tempo e nem percebeu ter subido um lance de escadas, o estranho homem apenas empurrou a porta com a mão, estava aberta e ao passar pela entrada empurrou-a de volta. Ninguém acharia um esconderijo assim. O ambiente não era grande ou bem iluminado mas a mobília interna se mostrava interessante, alguns móveis antigos e bem tratados pelo tempo estavam por todos os lados, documentos e papéis espalhados pela mesa e uma escada de madeira ficava encostada em um buraco no chão, levando a algum lugar.

Se escorou no sofá e respirou profundamente, — De fato... Eles estão... Matando a ilha, Lia. — Olhou sua mão ensanguentada e pareceu tentar buscar algum tipo de foco. — Eu prom...eti e vou dizer, já que... cumpriu sua parte. — Apontou para uma caixa largada mais próxima do armário, — Se não... se importar. Ac...acho que vai ter que... Me costurar. — Sorriu, claramente com dor, mas não pode desistir da graça da situação. — Matthew Isringhausen... Ag...gente do governo — Encarou-a uma vez mais, buscando entender o que se passava por aqueles olhos, — Eu tenho... Estava... Infiltrado aqui... há muito tempo. Tenho todos... Todos os documentos sobre as bases... Daqui... os líderes... tudo. Tudo... — Tossiu levemente — Essas pessoas sofrem... Lia... Não posso deixá...-las nas mãos... deles. Não dele... Um homem aqui... O Canibal, ele é... É... O arquivo dele está na mesa... sinta-se a vontade para ler. — Pausou por mais algum tempo, respirou profundamente e tentava não transparecer a dor que exalava.

Se quiser... pode me ajudar, ali tem tudo para... primeiros socorros... Sinta-se a vontade, tem água em... ali — Apontou para a mesa — E comida na... geladeira, não posso lhe retribuir mais que isso... Mas... Se quiser ajudar... Estamos em menor número, Lia... A guerra não pode ser vencida, não somente por nossas mãos — Havia verdade e uma paixão real pelo bem da sociedade na voz de Matthew, no entanto, seria o Governo realmente melhor do que o regime Revolucionário? A cidade estava morrendo, fato, mas a decisão de mudar estava nas mãos das pessoas.



~~ Berthold ~~

A mulher abriu um sorriso de orelha a orelha e gargalhou — Não se preocupe, estou tirando com você! Berthold, é um prazer conhecê-lo. Meu nome é Emily, pode me chamar do que quiser, não ligo mesmo — Respirou e olhou para alguns manequins de ferro no canto do dojo. — Hmmm, tá bom, quero que você dê duzentos socos neles, para começar, pode ser? — Dizia com suavidade, parecia realmente acreditar que aquilo seria um teste de resistência. — Quero ver até onde consegue ir pelo que quer, okay? Boa sorte, estou torcendo por você —  Voltou a se sentar e focou seu olhar no jovem que começava a se alongar. — Quando quiser, docinho. Ah, lembre-se, depois disso você vai ter que me enfrentar, tá? Tente não se matar.


~~ Victarion ~~

A calmaria parecia se retirar dos aposentos de Victarion, ou melhor, alguém parecia querer retirá-la e sem se apresentar, uma falta de educação que não podia ser perdoada pelo Urso do governo. Rosnava em fúria e apontava sua arma como um animal encurralado, não para a surpresa de todos, era assim que agira por toda a sua vida. Mathilda o acompanhava levantando sua arma, como uma fiel escudeira, seguia todas as ordens de seu mestre, ou, seu amado. Sorriu e mostrou seus dentes ao casal, ajeitou a gravata com uma das mãos e suspirou logo em seguida, pouco impressionado. — Uma vez assim... Sempre assim, eu suponho. De toda forma, esperava mais educação de alguém com tua reputação;

Deu dois passos e desceu o declive que o colocava agora na grama, pouco mais próximo deles, — Afinal, é assim que trata seus superiores? Por hora, ao menos. Obviamente carrego uma arma comigo, talvez duas, Mink. — Estalou a língua ao falar, não se sentia intimidado. Carregava consigo uma aura intimidadora e isso podia ser percebido uma vez que havia se aproximado. — Isso veio dos superiores, peço que não tente nada enquanto lhe entrego — Completou. Em largas passadas se moveu em direção aos dois, Mathilda ainda se mantinha imóvel, observando com relutância o diálogo dos homens, não podia se dar ao luxo de desobedecer.

Não podemos. Não em Conomi, Mink. Mas de fato, estamos do mesmo lado. — Arregaçou a manga do terno e lá dentro havia a insignia governamental. — Não sei o que tem ai, mas é importante, senão eu não seria enviado. —  Observou Victarion pegar o pacote de suas mãos e cruzou os braços, olhou a companheira do Urso de cima em baixo e voltou a focar nele. Um papel timbrado, branco e com letras escurecidas saia de dentro, a inscrição era simplória e não revelava muito.

Citação :
Devido a seus atos de heroísmo para com o Governo Mundial, é com honra que por meio desta, assinada por seus superiores, que o recomendamos para promoção, compareça ao QG para o cumprimento da ordem.


E assim terminava a carta.

No QG, é óbvio. Não que tenhamos um aqui, mas existe alguma coisa parecida. O caminho é longo mas parece que algo grande vai acontecer... E precisamos de todas as mãos hábeis, inclusive as suas. — Com um pouco de repugno em suas palavras, o agente se virava de costas e seguia em direção a cidade, afastando-se do campo e da casa do cavaleiro. — Sigam-me se quiserem, mas saiba que se não o fizer eu devo informar aos superiores.

Uma voz doce ressoou aos ouvidos de Victarion logo mais, — O que vai fazer?


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptySeg 17 Jul 2017, 04:20

O olho solitário caiu na folha de papel. Ao pousarem nela, o olho de Victarion não se desvencilharia facilmente. Não resvalaria de lado, como se ele quisesse fingir que aquela carta não pairava em suas mãos. Mas, no curto minuto de contemplação, ele apenas concluiu que não sabia ao certo o porquê de não sentir absolutamente nada com aquela informação. Esperou por tanto tempo para receber as gratificações dos seus feitos que, agora, não mais fazia questão delas. Com ou sem louros, no final, eu ainda serei o herói, pontuaria, cheio de presunção, enquanto a boca do mestiço se espremeria em uma linha reta, não sabia se deveria manter a seriedade ou se prestar a dar um sorriso amarelo. Talvez um sorriso quebre a formalidade, afirmou, à ninguém em específico. No fim, não gostaria de sorrir, de qualquer maneira.

Victarion, ao ouvir Mathilda, soerguer-se-ia apenas o bastante para fitá-la nos olhos:

– Eu vou segui-lo – retrucaria o cavaleiro, no tom indulgente de uma mãe, mas austero e embargado pelo cansaço; a derrota não tinha lhe convindo. Eu não perdi... mas também não ganhei – Temos outra opção?

O urso-negro não esperaria por uma resposta e já tomaria a iniciativa de catar seu escudo e embainhar sua espada. Ao fim disto, apoiar-se-ia no joelho de sua perna boa para se erguer, escondendo o melhor possível a dor que sentia no seu cenho fechado. Daria as costas para a sua companheira apenas para rotacional seu dorso para trás e estender a carta aberta na direção da garota para que ela possa ler com suas próprias vistas o que tinham informado para ele. Não tinha nenhum tipo de segredo de estado em suas mãos e nada poderia convencer ela a ir com ele mais do que as próprias palavras que o levaram a tomar aquele rumo.

– Pegue. Parece que eu fui promovido... – diria, faltoso na devida animação que devia ter ao falar aquilo. Em quanto balbuciaria, deixaria a mesma mão que oferecerá a carta, caso ela tenha a pego, como um convite que ela calçasse sua mão a ele e o seguisse. – você virá, não é? Talvez... talvez você devesse colocar seu uniforme... e sua insígnia... talvez só a insígnia, você fica bonita assim... sabe? De vestido. Mas eu acho que eles não irão se importar com suas roupas. Bem, na verdade, eu espero... já que eu só tenho as calças do meu uniforme...

O caçador não era bom com elogios, contudo, da sua maneira, aquilo tinha sido tão espontâneo e tão sincero que ele nem ao menos teria a capacidade de identificar o caráter elogioso do que ele estava ladrando. Completamente aparte de tudo aquilo, ele manteria o seu semblante insípido o quanto a dor permitisse de tudo que não fosse sua melancolia padrão e esperaria pelas ações da garota. A gama de possibilidades das coisas que ela poderia fazer era um tanto quanto vasta, talvez ele devesse insistir mais para ele ir com ele para o tal quartel ou usar mais floreio em seus dizeres. Nada obstante, o mestiço não faria nada daquilo, pois era da sua índole ser completamente liberal quanto às escolhas dos indivíduos, contanto que ela não faça mal algum a ninguém. Pensando bem, talvez ela esteja fazendo mal à si mesma ficando longe de mim e do meu fardo numa ilha regida pelo crime, cogitaria Victarion Greyjoy, se ela não fosse com ele, contudo já seria tarde demais para voltar atrás coxo como estava. A única ação que ele julgaria plausível era a inercia, o esperar para que ela pegasse qualquer coisa na casa ou fosse lá trocar de roupa.

O cavaleiro seguiria o rapaz que tinha lhe entregue a carta enquanto ainda remoeria o fato dele ter lhe rotulado como se ele fosse um mero mink. Mink, o som da palavra, em sua cabeça, parecia cada vez pior e não era como se ele não fizesse questão de repetir aquilo como se fosse uma oração silenciosa durante todo o percurso. Victarion não gostava daquilo, foi treinado a vida toda para ser mais que qualquer título racial pudesse rotulá-lo, a menos que uma raça seja chamada de salvador ou herói. Pensar naquilo, por hora, o fez bem, já que o levou o remeter que nem ele sabia ao certo se ele era um humano ou um mink, já que tais adjetivos eram aplicados em ambas as espécies; de imediato seus olhos mordiscaram as pontas dos seus dedos e nas garras a dúvida se ele era ou não um humano, tornou-se tolice. Um miscigenado, o mestiço traçou um jeito do seu ego concordar com os fatos, sem dúvidas, o destino não ficou contente que eu fosse o melhor de apenas uma raça.

Se, por algum infortuno, o trajeto se tornasse sinuoso ou longo o suficiente para que sua perna lesionada não aguentasse, Victarion usaria sua própria espada como uma bengala improvisada até quando isso fosse possível. Em situações de percursos mais longo ainda, após um tempo, quando o uso da espada já fosse doloroso passaria a usar seu próprio escudo como um apoio maior e, por isto, mais eficiente. Em último caso, solicitaria pela ajuda da agente na hipótese dela ter ido, caso contrário ele teria de enfrentar aquilo sozinho.

Se Mathilda decidisse seguir junto ao caçador-negro, em algum momento soturno do trajeto onde os pensamentos fúnebres estivessem prestes a tomar conta de sua mente, o cavaleiro puxaria assunto:

– Você dançou bem, agora há pouco. Por que desistiu? – murmuraria, interferiria no silêncio, roubando-o para si e levando para longe os pensamentos ruins que ele iria trazer em algum momento.

– Posso pedir algo? – pausaria, contudo não o suficiente para que ela respondesse, apenas daria uma farta golada em sua própria saliva e prosseguiria: – Da próxima vez, dançaremos quando minha perna estiver boa... e eu, e eu não quero que você desista. Saiba que eu não irei morrer por um treino, eu estava... apenas testando meus limites... entendeu? – balbuciaria como se as palavras machucassem ao sair de sua boca, mas tentaria dar uma nuance amigável a aquilo. Não se pedia um favor com arrogância e melancolia, contudo não era como se isso tivesse chegado aos ouvidos do cavaleiro alguma vez.

Chegando ao local, esperaria ser apresentando pelo carteiro, mas falaria se encontrasse alguém que fizesse questão que o cão certo latisse seu próprio nome:

– Eu sou Victarion Greyjoy e essa é – escorregaria a mão esquerda do bolso e apontaria para o alvo do comentário com o dedão. – Mathilda... Mathilda, o quê mesmo? – deixaria que ela completasse. – Viemos tratar da minha promoção.

Na hipótese de ser necessário, pegaria em seu bolso a insígnia que comprovasse a legitimidade do seu cargo.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptySeg 17 Jul 2017, 23:29


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[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A mulher, que agora se apresentava como Emily, gozava de minha reação para com sua fala. Após dizer seu nome, proferiu apenas pedidos bizarros; propostas impossíveis, tornando o diálogo e ela por si só esquisitos. A olharia com expressão de dúvida após sua última fala e, em seguida, com um sorriso de aceitação em minha face. — Tudo bem então... — diria.

Sinceramente sentia repúdio por ter que aceitar ordens deste tipo, eu afrontava a mim mesmo o fazendo. Por outro lado, me deixaria levar pela situação não só por ser necessário para me oficializar como agente, mas também por aquela proposta da garota ser um pouco suspeito, fazendo-me duvidar sobre a veracidade de seu desafio.

A destra iria até a mão esquerda, tocando o dedo indicador sobre a luva, beliscando a peça, puxando de forma calma até ficar frouxa no palmo, repetindo o processo com os seguintes até que fosse possível retirar completamente o objeto carmesim que vestia meu corpo, repetindo o processo com a esquerda, juntando ambas as luvas no local com as demais peças de roupa. O faria para ter minhas mãos nuas, deixando-as assim livres novamente para usar seu tato.

Caminharia até os manequins e os tocaria com as pontas de meus dedos, sentindo-os para averiguar se estavam frios e se eram mesmo feitos do material que fora dito por Emily. Se de fato fossem de ferro, virar-me-ia para a garota e começaria novamente um diálogo, ao menos isso serviria para testar de fato as habilidades que foram por mim treinadas.

Err… Emily? — diria, olhando para a moça para garantir que tinha sua atenção — Não que eu duvide de sua palavra ou esteja questionando seus métodos mas... — pausaria por um instante — Considerando que não tenho qualquer experiência com socos, não seria mais prático e fácil de me avaliar com algo mais “padrão”? — indagaria, enquanto acariciaria um dos manequins enquanto estivesse posicionado atrás dele, olhando para Emily.

Se, por ventura, ocorresse algo que acarretasse como resultado um outro tipo de teste, que me fosse possível de realizar, o faria, seguindo as instruções da garota. Contudo se no final das contas os manequins não fossem de fato de ferro e fossem próprios para treino e apenas tivesse uma aparência enganadora, faria como me foi ordenado e praticaria socos, dançaria conforme a dança e, se percebesse que sairia prejudicado daquele ato, usufruiria de minhas habilidades de atuação para simular socos que não ocorreriam de fato, estou certo de que seria convincente o suficiente.


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque II: Dystopie   Belle Époque II: Dystopie - Página 2 EmptyQui 23 Nov 2017, 15:07

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Pareceu uma eternidade… Não sei se me lembraria do caminho de volta, mas depois de tudo, chegamos a um tipo de esconderijo, sim é exatamente essa a impressão que tive, mas tudo ficou mais claro após o discurso que doravante apelidaria de o “O Monólogo de Matt”. Teria deixado o homem cansado e moribundo colocar tudo pra fora – as palavras – é claro, mas talvez estivesse fadada a matá-lo afinal, pois ele pediu para uma pessoa inapta prover primeiros socorros.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Mantive o silêncio para reforçar a concentração e fui buscar o estojo de primeiros socorros, trataria de separar as coisas que Matt me indicou, mas antes disso ele me contou que era um agente a serviço do governo – me observava – mas não, eu não me preocupei em fingir uma reação, e na verdade, apenas olhei pra ele com uma expressão de dúvida, inclinando só um pouco a cabeça para o lado e torcendo a boca levemente, duraria um segundo ou dois, então continuaria a separar os instrumentos, se pudesse ler meus pensamentos naquela hora, poderia me entender. Como um agente do governo foi ser encurralado por dois idiotas naquele beco? Tão fácil assim… Onde está a cobertura?

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Foi só depois que ele abriu o jogo que as coisas ficaram mais claras, um agente infiltrado, interessante, prestei atenção aos detalhes que ele me fornecia, sobre os líderes, ou melhor o líder de uma organização que estava causando sofrimento à população local – O Canibal – que tipo de homem seria apelidado dessa forma, ou melhor, que tipo de monstro. A seriedade da expressão de Matt deixava o clima sufocante e impunha que eu mantivesse a calma e fosse tão séria quanto, mas eu não tinha tempo a perder, não podia checar os papéis em cima da mesa antes de tentar ajudá-lo novamente, então pedi instruções, se ele realmente pudesse me ensinar primeiros socorros seria útil, e principalmente, teria ele mais chances de sobreviver.

~ Início do Aprendizado de Primeiros Socorros ~

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Senhor narrador vou atualizar essa parte que é só minha, em momento oportuno, porque vou ter que pesquisar coisas e fazer com calma pra aprovarem esse aprendizado.

~ Término do Aprendizado de Primeiros Socorros ~

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]– Pronto terminei. Agora vou andar em volta e procurar o banheiro pra me lavar, se me der licença. Teria saído dali rapidamente e se houvesse possibilidade tomaria um banho, colaria a mesma roupa senão encontrasse alguma outra que me servisse. Se não houvesse chuveiro tudo bem, apenas me lavaria em uma pia qualquer e buscaria algo para comer na geladeira, como me fora indicado, logo após procuraria aquela mesa onde os “papéis” estavam para me iterar definitivamente sobre tudo, quem sabe daria uma boa olhada na foto do marginal. Conforme soubesse melhor do que as coisas se tratavam, faria juízo sobre o que Matt gostaria que eu dissesse, para só então dizer o que eu realmente estava pensando até aqui…

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Dentro de um suspiro eu diria: – Todo mundo sofre Matt… As pessoas não vão deixar de sofrer só porque você está tentando cortar a cabeça de um lobo que ronda a casa delas, pois quando você for embora um novo perigo vai aparecer e aí? Fazia uma pausa enquanto observava a reação do agente, para só então prosseguir. – Mas eu ainda acredito nas crianças, se não fizermos mal a elas, se pudermos protegê-las e dar um exemplo, elas não vão se tornar cordeiros na mão de lobos, se é que me entende, sempre odiei gente fraca sabe, mas estou… ultimamente… bom, você é o primeiro quem eu ajudo sem pedir nada em troca… Ando meio sem rumo desde que perdi pessoas importantes pra mim, e assim voltamos ao início do meu monólogo, todo mundo sofre Matt, mesmo quem sabe se defender… Então me diga porque vale a pena ser o herói? Parece que a resposta a essa pergunta poderia ditar o rumo das coisas daqui pra frente.

Para o narrador:
 

Histórico:
 

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