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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Vol. 1 - Sufragettes

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MensagemAssunto: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptySab 17 Jun 2017 - 21:48

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Samantha. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptyDom 18 Jun 2017 - 17:58

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Sufragettes


Até que hoje eu estava de bom-humor... Eram raros os dias que eu me sentia assim, alegre, contente, confiante e imponente, expressava isso em meu andar, no seu rosto, no meu olhar. Eu estava deixando para trás a garota que morava com os pais aos poucos, independência era minha nova amiga, a melhor sensação do mundo era essa, não devo dar satisfação a ninguém do que quero, faço ou preciso.

Agora que decidi viver minha vida, da minha forma, ninguém me pararia, eu estava cansada de as pessoas decidindo o que eu tenho que fazer, a partir de hoje será diferente...

Me encontro ainda em Conomi, a minha ilha natal, nasci e cresci aqui, meus pais trabalhavam em uma fazenda e queriam que eu continuasse aqui e me casa-se para que eu pudesse ter uma vida melhor em outro lugar. O problema é: não preciso de ninguém para me dar uma qualidade de vida melhor.

Quem eram eles para decidir o que seria melhor para mim? Não sou criança, e por isso estou aqui, pensando no que posso fazer para poder ter as minhas experiências, escrever minha própria história.

Aquela alegria ainda estava em mim, dentro de mim, eu sabia para onde estava indo, e isso me dava forçar para não olhar para trás e desistir, sou meu próprio sustento e felicidade.

Então simplesmente paro e penso: O que posso fazer agora? O que desejo a partir de agora? A vontade que reinava em meus sentimentos era de sumir daqui, não aguento ficar nem sequer mais um minuto nessa ilha!

Mas sair daqui para fazer o quê? Tenho que trabalhar, arrumar dinheiro... Mas minhas habilidades não são lá aquelas coisas, mas por enquanto eu ainda tinha alguns trocados no bolso, não era minha principal necessidade no momento.

Logo o que quero é ir embora, e é isso que vou fazer, por isso começaria a me nortear, para ver onde estava, e que caminho poderia seguir para ir ao cais mais próximo.

Citação :
Objetivos:
★ Ir para Loguetown;
★ Alistamento no Governo Mundial;
★ Aprender a perícia: Atuação;

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptyQui 22 Jun 2017 - 5:09

Um sonho de independência

Soundtrack Opcional:
 

Era uma tarde de outono. Os raios de sol penetravam por entre as nuvens de forma moderada mas mesmo por entre elas era possível notar que ele se encontrava duas ou três horas de distância do seu ponto mais alto, revelando um horário entre as 14h e 15h. Apesar do céu nublado a ilha ainda costuma ser quente e era possível sentir um mormaço que era contra-balanceado apenas por uma brisa constante. À frente de Samantha estendia-se uma estrada de terra rodeada por árvores com folhas variando entre o amarelo e o rubro. No solo, inclusive cobrindo parte da estrada, muitas destas folhas tomavam seu lugar sendo ocasionalmente carregadas pelo vento, uma cena verdadeiramente bucólica. O ar era tomado pelo barulho de vida silvestre, alguns pequenos mamíferos, pássaros e insetos que serpenteavam e transitavam por entre a vegetação com seus cantos e grunhidos. No horizonte gaivotas podiam ser vistas rumando em direção ao mar embora distante demais para serem ouvidas. Era possível perceber um leve aroma adocicado no ar mas impossível de ser identificado por um nariz comum.

Samantha Evergreen, antiga herdeira do patrimônio Evergreen, já não mais carregava orgulho de seu nome. Como muitas mulheres da época uma série de restrições e dogmas foram moralmente impostos por sua família, majoritariamente seu pai; apenas sintomas de problemas ainda maiores, algo que teve a infeliz oportunidade de presenciar com os muitos olhares e atrevimentos de homens ao seu redor, tratando-a muitas vezes como um troféu, muitas outras como um objeto de satisfação. Diante de tantas pressões externas sentia-se prisioneira de uma sociedade enraizada no machismo que limitava seus potencias e suas possíveis conquistas culimando finalmente em uma escapada de sua casa e de sua família. Poucas memórias agradáveis ainda tinha daquele lugar, a maioria com sua mãe, mais uma vítima da repressão.

Apesar do desvencilhamento aquele dia não era um de desgosto para a jovem mulher. Era o dia que marcava uma nova etapa da sua vida, o começo de um novo ciclo: a conquista de sua independência. Não mais seria submetida as regras de sua casa e finalmente poderia impor suas ambições e ideais sobre o mundo. O coração de Samantha palpitava com a alegria de estar embarcando nesta nova jornada reafirmando que sua decisão fora para melhor. Entretanto, foi acometida pelas preocupações de ordem prática como a quantia de dinheiro que carregava consigo. Após alguns momentos de reflexão sabia apenas de uma coisa: deixaria a ilha o quanto antes.

Em passos firmes e decididos seguia pela estrada de terra durante por cerca de dez minutos quando começa a sentir o cheiro de maresia fundido aos odores da cidade. Mais alguns poucos minutos de caminhada e aquele coquetel de odores é acompanhado pela vista da cidade beirando o mar, e consequentemente, do desejado cais. Era uma vista já conhecida mas revigorante diante do prospecto de partida, o que fez com que continuasse seu caminho.

Chegando mais perto da cidade podia ver o movimento de cidadães na correria usual da cidade: dois rapazes carregavam consigo algumas caixas de um estabelecimento para a rua, provavelmente para deslocamento. Um deles desvia o olhar para Samantha por alguns segundos fitando sua beleza mas logo volta a sua tarefa. Mais à frente algumas crianças brincam em um jogo de amarelinha desenhado no pavimento da avenida que ainda se estendia por um bocado. À esquerda alguns restaurantes faziam suas propagandas com pessoas uniformizadas em suas portas segurando cardápios e ocasionalmente gritando alguma promoção, não completamente identificável pela mescla de outros sons do local. À direita algumas edificações residenciais davam espaço para um beco que levava ultimamente ao caís pelo qual seguiu. Durante o percusso quase tropeça em algo e averiguando nota se tratar de um marinheiro bêbado, desmaiado. Quando finalmente chega ao cais se depara com grande agitação com muito transporte de cargas e transeuntes comercializando todo tipo de produtos e seres marinhos. No canto do cais existe uma construção com o letreiro [Alfândega Portuária], responsável pelo controle de bens do porto. Do lado oposto do cais uma outra edificação exibia o letreiro [O Tubarão Sem Dentes], uma taverna decorada exteriormente com artigos de pesca e trófeis marinhos como mandíbulas de feras e carcaças de peixes colossais, pelo menos no padrão de peixes que a jovem conhecia. Uma observação do cais em si, suas docas e navios, revelava uma maioria de navios mercantes exportadores de arroz, produto típico de Hirotown, todos dotados de bastante movimento. A pouco mais de dez metros da personagem um artista de rua faz alguns truques com fogo soprando labaredas e apagando tochas em sua boca, acompanhado por uma plateia pequena de 8 pessoas que observavam curiosas.

Qual seria o próximo passo de Samantha Evergreen em busca de sua liberdade?




Histórico de Samantha Evergreen:
 




Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptyQui 22 Jun 2017 - 18:28

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Sufragettes


A cidade não parava, nem sequer por um minuto! Meus olhos se perderam, de tantas informações, tanto a ser revisto, com os meus "próprios olhos", já que eu escolhia a partir de hoje, com quem falar e sobre o que falar, como agir e reagir.

A estrada por onde vim, para a cidade, representou a estação que estávamos, o Outono, as folhas seguiam o caminho que o vento as levava, as árvores não eram mais tão verdejantes como antes, assim percebi o movimento dos animais, que já notaram que o inverno estava por vir e saiam em busca de refeições. Todos sabem que tempos difíceis se aproximam...

Aqui no East Blue a pirataria não tinha limites, e só de pensar o que esses seres retrógrados faziam com as mulheres, me causava arrepios, ainda mais que me aproximava de um lugar onde eles adoram visitar, o porto. A mata ia ficando para trás, o céu se tornava mais visível, e mesmo com o clima predominante quente dessa ilha, a temperatura não estava alta, apenas um mormaço atormentava.

Com a civilização, começo a observar outros tipos de animais, como o ser humano por exemplo, este que procura sempre estar acima de tudo e todos, eram a maioria em todo mundo, e eu fazendo parte dessa raça, sentia um pouco de receio quanto o ódio que causamos nos outros seres, mas nada era pior do que ver o fuzuê que a cidade emanava.

Como de costume, minha presença chamou a atenção de um ou dois meninos, meu corpo era como um desfile, eles olhavam de canto a canto em busca de algo para impressionar mais ainda, realmente era estressante, porém com o passar do tempo, aprendi um modo para deixar eles envergonhado, não a mim... E por causa disso até aparento ser uma sedutora incorrigível! Daria uma risada, e diria para o menino que me olhou e até mesmo se alguém olhasse:

- Como vai você, docinho? Espero que bem, gato! - Não precisava de muito para deixar os garotos sem jeito, ainda mais por eu provocar.

Seria mais um ponto positivo no meu dia se conseguisse deixar alguém vermelho, se não conseguisse tudo bem, eu teria outras oportunidades, e sem perder tempo eu continuaria andando. Depois de muito ver e passar, até mesmo por um bêbado caído, eu me encontro bem perto do meu destino, o mar estava logo a minha frente,  a brisa que vinha dele era inconfundível, eu sabia que logo mais a sentiria dentro de um barco.

O movimento estava fortíssimo, era em torno das 14h da tarde, o pessoal da cidade se encontrava em horário de serviço, então eram caixotes para lá, restaurantes para cá, gritos e promoções de vários lados, só não achava nada que pudesse me levar à Loguetown.

Finalmente chegava ao meu destino, o cais, onde vários marinheiros carregavam cargas para barcos e seguiam com suas vidas, eu me deparo com três cenas que se destacaram das demais, a que mais me chamou a atenção foi um artista utilizando o fogo, para fazer malabares e truques surpreendentes.

Aquilo era excitante e divertido, o fogo sempre me lembrou perigo, mas aquele perigo que você tem vontade de sentir, pois se usado corretamente, os riscos eram poucos, era simbólico o uso do fogo, era alguém controlando o perigo, usando-o como uma técnica, para conseguir o quer, no caso dinheiro, era um exemplo do que eu desejava: faça o que quiser, corre seus riscos e aceite a recompensa.

Deixaria 2 mil berries para ele, a coragem valia a pena e seu esforço deveria ter seu mérito. Passaria rapidamente por ele e colocaria o dinheiro onde pudesse, sorriria e tomaria distância novamente, pois tinha mais o que fazer.

Os outros dois destaques eram: uma taberna, pouco interessante para mim, pois eu já sabia o tipo de gente que encontraria lá, e a Alfândega Portuária, onde era o controle de tráfego, por assim dizer, desse cais, a escolha era fácil demais, o problema era conseguir o que eu queria.

Me aproximaria da Alfândega, sorridente e educada, e procuraria alguém para conversar, para tirar algumas dúvidas que nublavam meus pensamentos, se encontrasse alguém, com um uniforme ou identificação da Alfândega, me apresentaria e falaria:

- Boa tarde Senhor, me chamo Samantha, o senhor teria um minuto do seu tempo para me atender? - Se ele ou ela se negasse, partiria para outro até obter uma resposta, até que alguém aceitasse para eu poder pedir - Ah, obrigada, não vou demorar, só queria saber se teria como eu conseguir uma carona algum cargueiro da Alfândega para Loguetown, e se o preço seria muito caro...

 A resposta definiria se eu viajaria com a Alfândega ou de outro modo,   e se necessário eu falaria com o dono de algum barco, mas era de primordial importância eu seguir as leis daqui, nuna causaria desordem por tão pouco.

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptyDom 25 Jun 2017 - 0:59

Alfândega Portuária - O caminho para Loguetown

Soundtrack Opcional:
 

Samantha adentrava a cidade em passos firmes, maravilhada com as infinitas possibilidades que se estendia a sua frente. Ainda que a empolgação tomasse conta de si era acometida pelos males que o ser humano é capaz, ponderando sobre seu papel como ser humano, porém assim como veio os pensamentos se foram quando algo chamou-lhe a atenção. A sensação de ser dona de si mesmo apenas se intensificou quando os olhares indiscretos foram dispersados por um comportamento considerado inesperado:

Citação :
Samantha Evergreen - Como vai você, docinho? Espero que bem, gato!

A resposta fez com que os rapazes se constrangessem na mesma hora, paralisando-os por alguns segundo e fazendo com que rapidamente virassem os rostos e continuassem sua tarefas, como se não tivesse acontecido. É evidente como os homens podem ser frágeis quando suas posturas são apenas máscaras sociais que escondem frustração e insegurança, a necessidade se subjugar para sentir-se forte. Seriam todos os homens do mundo assim, mais um retrato triste de uma sociedade quebrada? A visão daquela pulsão de vida que o cais simbolizava era de fato estonteante mas nada impressionou mais a jovem que o artista de rua. Aquela performance ressoava em sincronia com o estado de espírito atual de Samantha, o prospecto de aventura e a celebração de liberdade, seja para melhor ou pior. Demonstrou sua apreciação pelo show deixando 2.000 B$, algo que sem duvida o autor de tal mereceu com sua coragem, mas devia seguir seu caminho, a ansiedade começava a apertar.

Os estabelecimentos à sua frente chamavam sua atenção por motivos distintos: um representava a potencial presença de pessoas que considerava vis a trazendo um sentimento imediato de repulsa e o outro mostrava-se mais um degrau de sua escalada, um meio de ir para Loguetown. Aproximou-se da alfândega brandindo um sorriso, desejando demonstrar gentileza para aquele que a atendesse.

O local quando se aproximava revelava mais alguns detalhes: um quadro de cortiça se encontrava preso a parede próximo a entrada com cartazes de criminosos presos por alfinetes, provavelmente uma forma de estar atento a quem entra e sai dali. O telhado se estendia meio metro à frente da porta e em sua extremidades estavam presos dois sinos médios, deviam ser do tamanho da cabeça de uma pessoa, com dois marinheiros sob eles respectivamente. Aquilo deveria ser uma forma de disparar um alerta, sem sombra de dúvida, e era de certa forma reconfortante saber sobre a constante vigilância do porto. Dois homens estavam do lado oposto ao quadro de criminosos, um com uma prancheta em mãos registrando algo e outro a seu aguardo com alguns barris abertos aos seus pés, vítimas de uma fiscalização prévia. Entrando de fato na edificação se deparou com uma pequena sala, apenas com uma mesa, um vaso de plantas e imensas quantidades de papéis sobre dita mesa. Na parede à esquerda outro quadro de cortiça se encontra mas desta vez com relatórios e comunicados importantes presos a ele. Na parede à direita uma pequena janela revela uma vista sobre os barcos acompanhada de um pequeno ventilador preso a seu lado. Finalmente, atrás da mesa havia uma porta no momento fechada que provavelmente revelaria um ambiente bem mais amplo, mas com uma placa que diz [Restrito para Funcionários]. Sentado à mesa havia um senhor, aparentemente entre seus 65-75 anos, com uma densa barca branca e alguns tufos de cabelo na lateral de sua cabeça. Seu rosto era marcado pelo sol e com muitas rugas, exibindo um rosto bravo ainda que permanecesse em silêncio lendo documentos. Era um tanto quanto barrigudo, o que talvez fosse explicado quando olhou para baixo e percebeu uma prótese em sua perna, algo que o impediria de fazer exercícios, apesar dos seus braços fortes e calos em suas mãos dizerem que já fora uma vez um marinheiro. Levanta a cabeça quando finalmente percebe a presença de Samantha ao ouvir sua pergunta.

Photoplayer - Sr. Marko Reed:
 

Sr. Marko Reed: - Sim, minha jovem, apenas peço que seja objetiva, tenho muito o que fazer! - dizia ele brutamente enquanto voltava a escrever algo em alguns papéis, embora parecesse ainda prestar atenção - Hm, uma carona? Pra Loguetown? Certamente posso providenciar algo assim! Muitos de nosso navios vão para lá, mais isso custará alguns Berries! Você parece uma boa garota, mas quando embarca-se em um navio não pode se esquecer que o capitão terá mais uma boca para alimentar e terá que ter aposentos vagos para você, o que implica em despesas!

Ele tinha um tom de voz grave e firme e parecia falar em forma de bronca, com certa intensidade, embora se mostrasse apenas um sintoma de uma rotina estressante quando o mesmo interrompe sua fala e levanta a cabeça novamente, fitando a jovem nos olhos. De uma forma estranha a sensação da garota era que o mesmo conseguia ver dentro de si, como se estivesse avaliando a determinação da mesma através de seus olhos. Porém a recíproca também parecia ser verdadeira e ao olhar nos olhos dele Samantha não conseguia sentir fúria alguma.

Sr. Marko Reed: - Eu posso ter uma tarefa pra você... Se aceita-la e conseguir conclui-la entrarei em contato com alguns colegas e conseguirei uma vaga em um de seus navios para você, nada muito complicado! - ele ainda fitava a jovem, estudando qualquer reação sua - Acontece que um sujeito tentou trazer carregamentos de rum sem declara-los, tentando fugir dos malditos impostos, o que me força a apreende-los e levar o malandro responsável para o chefe, nos subúrbios da cidade! - agora baixava a cabeça novamente, voltando as suas anotações. Era um senhor um tanto quanto dedicado a seu serviço para sua idade e mesmo suas pausas eram breves - Se escolta-lo até lá eu te ajudarei com seu problema, apenas não esqueça de pedir uma confirmação por escrito do chefe - para por alguns segundos de escrever e suspira, retornando em seguida - ou se preferir, apenas me dê 8.000B$ e isso te comprará uma ida no [Rough Diamond], um dos navios que está prestes a sair.




Histórico de Samantha Evergreen:
 




Off::
 

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptyDom 25 Jun 2017 - 11:43

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Uma proposta interessante, a tentação de poder economizar me fez ficar mais atenta quanto a opção. A Alfândega foi bem receptiva, de uma forma simples, eu me senti confortável lá, apenas parecia uma pessoa querendo tirar uma dúvida, sem olhares ou falta de respeito.

O estabelecimento não esbanjava de muita luxúria, enquanto segui o caminho para cá, apenas vi dois marinheiros de olho no cais, tinha minhas dúvidas quanto eles, se houvesse uma confusão aqueles homens não seriam o suficiente, mas tudo parecia muito calmo hoje, logo espero que não seja necessário a intervenção deles.

Dentro, era uma sala simples, com um ou dois quadros, alguns cartazes de procurados para reconhecimento, uma bela vista da movimentação dos barcos, uma sala privada apenas para funcionários, e pilhas de papéis, que devem estar dando dor de cabeça em alguém. O senhor que me atendeu não ostenta muita beleza em si, com tufos brancos de cabelos, uma barba que me fazia suspeitar que haviam restos de comida ali, uma enorme barriga é uma prótese no lugar de uma perna, com certeza ele havia vivido muito bem a vida.

O Sr. Marko Reed, como se apresentou, tinha mais o que fazer do que apenas me atender, então pediu que eu fosse breve, e foi isso que fiz, expliquei minhas intenções e ele as ouviu, olhamos um no olho do outro, era algo de igual para igual, até mesmo sua voz imponente e viril não se manifestava quando eu falava, com meu doce tom gentil e carismático.

Marko me deu uma proposta: eu faço uma escolta de um vendedor, que tentava não pagar impostos escondendo algumas mercadorias, ou pagava 8 mil berries para ir a Loguetown em um barco que iria sair em pouco tempo, expresso dúvida em minha face, duas opções tentadoras, que me fazem pensar por um ou dois minutos.

Escoltar alguém pode resultar em besteira, ainda mais que não uma marinheira, porém sei muito bem me defender, mas também podia apenas pagar e ir embora desse lugar sem nada pra fazer, porém sem trabalho o dinheiro era escasso e uma hora ou outra eu podia acabar me prejudicando por ter gasto esses berries, sendo que podia guarda-lo.

Diria a Marko, dando um sorriso simpático, apoiaria meus braços na mesa dele, e explicaria o que eu decidi.

- Então Senhor Marko, estava aqui pensando com meus botões e cheguei a uma conclusão... - Daria uma pausa apenas para observar no fundo dos olhos dele, mostrando com meu olhar que aceitei o desafio - Eu vou escoltar esse desordeiro até onde o senhor me pedir para levar, e ainda pego essa confirmação por escrito do chefe, como o senhor solicita, então temos um acordo? Eu lhe ajudo com esse problema e você me tira dessa ilha.

Se ele concordasse, iria estender minha mão para ele apertar, para selarmos esse trato, e esperaria o próximo requisito dele, eu não me sentia bem tendo que ser mandada por um homem, contudo não tinha outra opção, se assim eu saísse desse lugar, eu faria.

Se ele mudasse de idéia, por algum motivo, eu então entregaria o dinheiro e partiria ao encontro do barco que me levasse.

Bem no fundo dos meus sentimentos, existia algo misturado, um mix de ansiedade e medo, o que estou fazendo era algo até que perigoso, porém o que vale a aventura se não tiver alguns riscos?

OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptySeg 26 Jun 2017 - 14:25

Crime e punição: a escolta de um criminoso

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Não o conhecia há muito tempo mas por algum motivo ele transmitia confiança e parecia ser uma boa ideia. Sem contar a economia que seria não ter que pagar pela viagem. Pesando os prós e contras da tarefa a jovem decidiu que se sentia confiante o suficiente em si mesma pra eventuais complicações, caso o indivíduo que escoltaria causasse problemas. Debruçando-se sobre a mesa Samantha fitava os olhos de Marko novamente:

Citação :
Samantha Evergreen - Então Senhor Marko, estava aqui pensando com meus botões e cheguei a uma conclusão... Eu vou escoltar esse desordeiro até onde o senhor me pedir para levar, e ainda pego essa confirmação por escrito do chefe, como o senhor solicita, então temos um acordo? Eu lhe ajudo com esse problema e você me tira dessa ilha.

Sr. Marko Reed: - Hmm, uma escolha interessante! Quando eu olhei pra você, de beleza tão cuidada achei que era alguém que apenas escolhia soluções fáceis, que um pouco de dinheiro ali e aqui resolvia tudo pra você! - Ele inclinava-se pra trás em uma gargalhada, mostrando algo diferente da impaciência de até então. Logo em seguida batia com a mão na mesa - Ótimo, garota, estamos resolvidos! Venha comigo!

Um aperto de mão selava o acordo e subsequentemente Marko se dirige para o lado de fora da Alfândega, esperando que a jovem o seguisse. Do lado de fora a mesma cena de quando entrou no local se apresentava mas agora com mais contexto: aquele sujeito que vira previamente sendo fiscalizado por um marinheiro agora esperava de cabeça baixa por algo; provavelmente era o culpado. Marko coloca a mão sobre o ombro do comerciante e em tom bravo começa:

Sr. Marko Reed: - Então você é o engraçadinho! Não tente me convencer de que você não sabia das regras, eu lembro da sua cara da última vez que você esteve aqui! - Ele agora tirava a mão do ombro do rapaz e colocava os braços atrás das costas, virando-se pra você - Esse é o abusado que tentou passar pelo meu porto! É simples, leve-o até os subúrbios do outro lado da cidade e procure por uma construção branca de janelas azuis, você encontrará Klaus lá! Ele vai tomar conta do problema pra você! - Ele dava as costas e começava a andar em direção ao escritório novamente - Apenas não o deixe fora de sua vista... Esse aqui já se mostrou espertinho algumas vezes!

Samantha agora estava apenas à frente do tal espertinho. Era um homem entre seus 40 e 50 anos com barba por fazer, sobrancelhas grossas e cabelo escasso, apesar de um rabo-de-cavalo. Ele vestia roupas comuns, nada que chamasse muito a atenção. Você conseguia perceber que ele estava bastante desconfortável com a situação, afinal acabara de ser pego cometendo irregularidades fiscais, um crime. Era possível observar um pequeno tremor nas mãos do indivíduo que poderiam facilmente ser atribuído ao nervosismo da situação que enfrentava. Levantando os olhos ele fitou a jovem esperando que ambos começassem seu caminho, sem dizer uma palavra. Esse realmente não parecia ser sua primeira experiência e ele parecia seguir a velha máxima de "ficar quieto e obedecer".

Criminoso:
 

O único caminho que conhecia seria deixando o cais pela pequena vila de pescadores que se encontrava ali perto e ir beirando o litoral até ultimamente adentrar o distrito mais pobre da cidade. Desde o fim da habitação dos tritões na ilha não costumava mais ser uma região perigosa mas atenção é sempre um recurso desejado. Além do mais, aquele homem ainda não havia revelado um pingo de informações sobre si e podia ser considerado imprevisível; quem sabe se tentaria escapar ou apenas acataria? Uma brisa varria-lhe os cabelos enquanto a sensação de aventura tomava conta.

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptySeg 26 Jun 2017 - 18:22

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Parece que eu tinha a confiança do Marko, agi de uma maneira inesperada por ele, por isso consegui tirar umas gargalhadas do velho.

Assim que demonstrei minha audácia optando pela modo mais complicado, jeito simples de explicar a minha missão, para conseguir ir a Loguetown, e de fato o senhor não esperava isso de uma moça.

- Hmm, uma escolha interessante! Quando eu olhei pra você, de beleza tão cuidada achei que era alguém que apenas escolhia soluções fáceis, que um pouco de dinheiro ali e aqui resolvia tudo pra você! - Disse ele para mim, eu iria rir com ele, certamente Marko me confundiu com uma dessas garotas sem eira nem beira - Não me faça rir, Grandão, só por eu ser uma garota com dotes maravilhosos. Adoro um desafio, não negaria essa oportunidade! - Responderia ao comentário dele, com uma ênfase sedutora no "Grandão", era um apelido carinhoso que acabei de inventar para ele.

Depois do nosso aberto de mão, fomos até a parte externa da Alfândega, onde o trapaceiro que foi pego, esperava o que aconteceria, garanto que o que não passou pela cabeça dele foi uma garota escolta-lo até o determinado lugar.

As instruções foram claras como água cristalina, levar o homem que estava tentando jogar sujo, que por sinal fazia parte de uma de suas características físicas, nunca vi pessoa mais mal-cuidada, aquele cabelo preso e roupas surradas, um homem simples e com idade para levar nas costas, sem falar da expressão corporal denunciando como estava desconfortável, até o subúrbio da cidade, onde Klaus esperava para resolver essa situação, o local era uma casa branca com janelas azuis, talvez não fosse tão difícil encontrar esse ponto, mas sim levar o criminoso até lá.

Recebo a dica de ficar com os olhos abertos, que o bendito tinha fama de espertinho, diferente de mim, que as pessoas julgavam não ser capaz, apenas por ser mulher. Pelo visto, esse homem dava trabalho para os portuários, espero que consiga ajudar, pelo menos levando-o para o lugar certo.

Eu conhecia um caminho para o subúrbio que passava pela Vila dos Pescadores, era arriscado, pois o local nunca foi bem falado, desde a época dos Tritões que invadiram a ilha, contudo eu já afirmei que é um risco que vale a pena!

- Pode contar comigo Grandão! Vou trazer para o senhor a confirmação que a tarefa foi comprida! Beijos para todos vocês! Já já eu volto, meus amores! - Diria, muito educada, para todos os que ali, me entregaram a praga da Alfândega, aproveitaria a brisa gostosa que passava por ali, para dar mais um clímax na minha saída dramática, até porque, quem não gosta de um pouco de atuação na vida?

Quanto ao criminoso, tentaria ficar o mais colada ao lado do "prisioneiro", andaria no passo dele, não estava com pressa, apenas queria ter certeza que não sairia correndo assim que pudesse... E se ele tentasse algo assim, colocaria o meu pé na frente do pé dele, com a intenção de fazê-lo cair, mas estava crente que maiores problemas eu não teria.

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptySex 30 Jun 2017 - 12:52

Crime e punição: a escolta de um criminoso (2)

Antes de começar seu caminho Samantha não pode deixar de expressar sua gratidão e o faz de forma charmosa com Marko, escolhendo um apelido para ele. Era uma atitude comum a personalidade de garota, uma forma de defesa de seu próprio espaço através do desconforto de terceiros. Você pode observar as bochechas dele corarem levemente enquanto ele se pronuncia.

Sr. Marko Reed: - Hahaha, garota, você faz eu me sentir novo novamente! - Ele dava uma pequena gargalhada. Ainda que se sentisse afetado pelo charme da jovem ele já tinha algum idade e mantinha-se de comentários maiores que esse - Cuide-se, minha jovem, espero seu retorno!

Samantha seguiu seu caminho como conhecia, atenta as características peculiares do homem e seu estado de espírito, sempre tendo em mente o aviso que lhe foi dado. Enquanto percorria o caminho observou o movimento da cidade diminuindo gradativamente junto com a chegada do crepúsculo e o azul do céu sendo lentamente substituído por fortes tons de laranja. Via alguns pescadores amarrando seus barcos e transportando pescados para a orla, marcando o fim de uma jornada de trabalho para muitos. O odor de peixe tomava conta do ar naturalmente mas se misturava com diversos outros, como o de maresia e de especiarias que transitavam por ali, não o deixando tão desagradável. Ao adentrar o distrito mais pobre da cidade notou que o indivíduo, silencioso até então, estava cada vez mais agitado, mexendo-se com mais frequência, logo começando uma fala:

Jert: - Mo-moça, meu nome é Jert! Tem certas coisas que eu preciso que não podem esperar - Ele dizia colocando a mão dentro de suas vestes de forma frenética, tudo em alguns poucos segundos. Naquele momento Samantha poderia preocupar-se com alguma iniciativa do criminoso mas ele logo revela estar pegando um cachimbo e um pequeno saquinho com fumo - Tem horas que eu preciso disso, eu não vou conseguir dar mais um passo se eu não puder fumar um pouco! - Ele prosseguia a colocar o tabaco no bocal do cachimbo apressadamente, inclusive derramando uma parte no chão, e o colocava na boca em seguida, apalpando o corpo em busca de seus fósforos.

Ele revelava-se uma pessoa realmente estranha, com movimentos tão súbitos e bruscos, fazendo tudo com pressa sem nem esperar uma resposta de sua guardiã. Ele estava realmente focado em aliviar seu vício e nem mesmo parecia se importar tanto assim com para onde estava indo e o que seria feito com ele, fosse prisão ou multas. Finalmente, ele vira-se para Samantha novamente:

Jert: - Me diz que você tem fogo, mocinha! - Ele falava com os olhos bem abertos, fitando a jovem firmemente. Era possível ver um pingo de verdadeira esperança naquele momento. É sem dúvida impressionante como um vício pode apoderar-se de uma pessoa.[/b]

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MensagemAssunto: Re: Vol. 1 - Sufragettes   Vol. 1 - Sufragettes EmptySab 1 Jul 2017 - 15:27

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Ficar sozinha com aquele cara é realmente perturbador, eu sentia que não conseguia prever o que ele ia fazer a seguir.

Estávamos indo em direção ao distrito, enquanto o dia começava a ter traços da noite, o azul celeste assumia os tons de laranja do entardecer. Por conta disso, pudemos ver os pescadores terminando seu serviço, guardando seus utensílios, os pescados deixavam o aroma do ar um tanto quanto fedido, contudo ainda sentimos o frescor da maresia e de especiarias, isso ajudou com o cheiro, ainda bem, pois não queria andar por aí com os dedos no nariz, para impedir esse odor.

De repente a situação agradável de apenas escoltar o criminoso até seu destino se torna um pouco tensa, logo que o senhor começa a falar e a mexer em seus bolsos, pronto, pensei, agora ele tira uma arma escondida dali e eu morro no meio do caminho! Paro de pensar besteiras e me foco no que ele diz.

- Mo-moça, meu nome é Jert! Tem certas coisas que eu preciso que não podem esperar - Certo, o nome dele eu não precisava saber, não me convém, agora, o que ele precisa fazer que não pode esperar ? Observo Jert indo pegar seu cachimbo, nesse momento me assusto, percebo como ele é agiu e eu não pude nem reagir - Tem horas que eu preciso disso, eu não vou conseguir dar mais um passo se eu não puder fumar um pouco!

Além de tudo, o cara ainda fuma? Que atraso de vida, perder seu tempo e dinheiro com algo que só te consegue te trazer desgraça e menos tempo de vida, entretanto não posso julga-lo por isso, talvez seja isso mesmo que ele queira.

- Claro, pode fumar, eu entendo, todos temos nossas necessidades, a sua é essa, a minha é terminar logo com isso... - Diria apenas para mostrar que eu não me importava se Jert iria fumar ou não, desde que isso não me atrase.

- Me diz que você tem fogo, mocinha!  - Disse Jert, senti um pouco de desespero na fala dele, seus olhos me fitavam, a procura de uma reação positiva, a qual eu não poderia dar - Jert querido, esse tipo de fogo que você me pede eu não tenho, somente em outro sentido eu detenho, e também não sou fumante, logo não preciso de fósforos nem nada parecido, mas a minha dúvida é: como você pode fumar e não ter nada contigo para fazer fogo?

Eu temia que fosse alguma artimanha do criminoso, como me disseram ele é esperto, então eu estava apenas me cuidando, e eu não consigo acreditar que com uma necessidade de fumar tão grande, ele não tenha consigo algo para acender o fumo!

Iria analisar a resposta do Jert, olharia no fundo do olho dele, eu não podia ser enganada, muito menos atrasada e se ele respondesse que realmente não tinha algo para fazer fogo, eu pediria para examinar os pertences dele, uma vistoria completa, até pelo casaco e calças se precisasse.

Citação :
Interrogatório:com perguntas habilidosas e muita pressão emocional, você pode conseguir de uma pessoa aquilo que deseja.

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