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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Belle Époque I: Fonctions

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MensagemAssunto: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySex 12 Maio 2017, 13:54

Relembrando a primeira mensagem :

Belle Époque I: Fonctions

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Victarion Greyjoy. A qual não possui narrador definido.


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Hidan
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptyQui 08 Jun 2017, 16:15

Seu peito ardia. Muito depois da água já ter apagado o fogo que lambia seu dorso, ainda sentia o crepitar estalando embaixo do seu queixo. Já tinha sido ferido antes, porém nunca assim. Nunca sequer imaginara que uma dor como aquela poderia ser sentida pelos vivos. Não fazia ideia que existia no mundo uma agonia tão grande, estremeceria, temeu sua imortalidade; sabia que tinha um dever à cumprir antes de partir, mas algo falava em seu amago que o mestiço havia de sentir dores piores antes do fim do seu fardo. Se é que um dia ele findará, o beijo gélido da dúvida iria ao seu pescoço e alastrar-se-ia por todo o seu corpo, num calafrio. Podia tremer mais, outrora não Victarion, ele tinha de ser forte, pelo menos às vistas dos outros.

Beberia da ganância do médico com seu desdenhoso e afiado olho azul, solitário na falta do outro. Escorreu, lento, a canhota até cada um dos bolsos e o tatearia em busca do seu dinheiro. É bem possível que o fogo o queimou, lamentou o mestiço, não tinha apresso pela ideia de servir algo além do governo. Talvez eu tenha deixado no outro terno, tentaria ter esperanças, caso não encontrasse nada em seus bolsos. Erguer-se-ia, não tão imponente, mas com o mesmo olhar desdenhoso e seguiria para a cabine compartilhada dos agentes da lei. Lá dentro seguiria até onde tinha deixado seu outro uniforme e tatearia os bolsos deste procurando pelo dinheiro que devia. Enfim, com o dinheiro em mãos pagaria ao médico, caso contrário estaria solicito às ordens dele.

Daria certa ênfase em estar presente no discurso do capitão da embarcação, como ato de autoflagelo. A culpa da morte de um dos reféns recaia sobre os ombros do cavaleiro-negro e o nó em sua garganta viria inevitavelmente. Ele sabia ter feito o bem maior com o seu ato e entendia que ninguém morreria se seu fardo fosse maior do que a vontade da morte de levar sua alma, outrora, uma perda tinha de ser sofrida e ele, no fundo, ver-se cada vez mais imerso na trama duma tragédia dava-o bons motivos para sentir-se triste sem recorrer à autopiedade. Acenaria quando fosse citado, temeroso, num ato de humildade para com o homem que tinha lembrando-se do seu ato, não esperava por aquilo. Humanos, pontuou o mestiço, gratificado. Até agora, foram sempre criaturas ingratas. Talvez eles tenham salvação.

– Não me lisonjeie – murmuraria, rouco, quando o capitão terminasse. Até falar dói, concluiria e esconderia a careta o máximo que pudesse, abaixando seu rosto. Coçaria a garganta para conseguir falar um pouco mais alto. – nada além do meu dever como representante do governo foi feito aqui... e... minhas mais sinceras condolências à sua perda, capitão.

Quanto ao convite de ajudar na limpeza, recusaria. Já bastasse a dor que sentisse com o dorso ereto, não desejava imaginar como ela poderia ser pior se ele envergasse-o ou se movimentasse muito. Eu não sou um faxineiro, firmaria até que Mathilda convidasse-o com os olhos à participar. Negaria o primeiro olhar, desviando seu olho azul para o mar ou qualquer outra coisa que ele visse que fosse passível de fixar sua vista. Ela não vai me fazer voltar atrás, quis crer, mas na próxima troca de olhares ele já estaria mancando até ela, sentando no chão e se apoiando na amurada mais próxima.

– Argh... – ladraria, deixando que a dor de sentar escapulisse por entre os dentes. Deixaria que um constrangedor silêncio reinasse enquanto tomava coragem. – por onde você quer começar...? De onde paramos antes da invasão? Como eu peguei fogo? O olho negro? – abri-lo-ia, deixando que ele bebesse a luz do luar e desse ao seu portador o dom da visão no escuro; pouco depois, selaria seus poderes em sua pálpebra. Sem esperar por uma resposta, levantaria, soprando entre os dentes maldições surda aos ouvidos de outrem.

Regressaria ao palco do espetáculo. O cheiro das entranhas do líder tomaria suas narinas, mas ele não sentiria nada além do que a lembrança do cheiro que precedeu ao fogo. Tóxico, lembrou do destilado, mas o cheiro era outro patamar daquilo, parecia que até seu odor queimava. Olharia de soslaio o escudo, remetendo às aulas que teve antes de lutar com o cavaleiro-dourado. Ainda sei usar um? Questionaria, fazia tanto tempo que tinha tido as aulas, tanta coisa aconteceu daquela tarde de alistamento até aquela noite marcada por tanto sangue e cinzas que ele não tinha tanta certeza. Pegá-lo-ia, meio sem jeito, tomando cuidado para não invocar a fúria das chamas e fazer o navio como brasa, estudaria o que estava vendo, cheio de receio e voltaria até Mathilda;

– Foi isso – giraria o escudo, como se quisesse mostrar um troféu de caça para sua companhia. – eu não sei bem como funciona... porém tenho certeza que foi daqui que o fogo nasceu. Talvez, talvez... – teria uma ideia, uma genial ideia. – Capitão – bradaria, mais alto, para chamar sua atenção, então prosseguiria: –, posso tomar o escudo como minha pilhagem?

Dependendo de sua resposta, ele ficaria com o objeto ou devolveria para o corpo. Como ele estava no navio do homem, ele tinha o dever moral de seguir as regras que ele impusesse, logo não ponderaria uma resposta negativa, nem tentaria barganhar o item. Independente dos fatos antecedentes, Victarion explicaria o que seu olho significava, da mesma forma vaga que fazia tudo, não escondendo nada que ele soubesse sobre aquilo: era uma arma biológica do governo e que ele via melhor e no escuro, quando não o escondia e relataria que apendeu a fazê-lo com o seu instrutor de esgrima Bernard.

– Enfim... – pausaria, olhando um pouco para a garota, relembrando das suas voluptuosas curvas e na inocência que seu olhar deixou escapar por meio segundo, recordaria, logo após, que seu peito estava naquela situação pela causa de um anão que apenas estava se empanturrando no armazém do navio e questionaria seus princípios. Suspiraria, cansado e tentando fazer com que o sopro levasse os pensamentos de sua mente, não devo desejar na morte de um nobre. – o que você ia falar... antes... antes disto tudo acontecer?
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Última edição por Hidan em Sex 09 Jun 2017, 21:25, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptyQui 08 Jun 2017, 22:45

O primeiro dos problemas do garoto-urso foi acertar as contas com o doutor. Revirou os bolsos da parte inferior de seu terno, ainda intacta, mas não havia nada lá. Decidiu então voltar até seu quarto à procura das roupas que há pouco havia deixado de lado. O médico, por vez, não parecia confortável com a ideia. - Nem pense em me calotear, garoto. Mas pareceu satisfeito assim que Victarion entregou-lhe os 30.000 que encontrara entre as peças do terno antigo.

O cavaleiro retrucou os elogios do capitão e deu-lhe condolências, pouco antes de levar até ele a pilhagem que viria a fazer. Parecia ver o escudo como um troféu, e era de fato um objeto e tanto para se ter em mãos. Victarion comprovou na própria pele. - Leve, rapaz. Nada mais justo. O escudo agora estava em sua posse.

- Entendo. Foi a única resposta que Mathilda viu-se em posição de dar após tudo o que disse o agente. Desde suas origens até o olho peculiar e Bernard. A garota parecia esforçar-se para não julgá-lo, e não o fez. - Essa é uma história e tanto, Victarion. Deixou brotar um sorriso de canto enquanto encarava o rapaz de soslaio, medindo as palavras para que não se intrometesse em assuntos que não a competiam. - O que eu queria te dizer naquela hora... Hesitou. - Bem, é que eu gostei de ter te conhecido. Encarou o espadachim ostentando em seu rosto um semblante angelical.

Não levou muito tempo para que, com a ajuda de Mathilda e dos tripulantes, o navio estivesse novo em folha. Lançaram as tripas do falecido revolucionário ao mar, junto à seu corpo, e moveram o refém morto até o interior da embarcação. O capitão estava de volta ao leme. Pouco tempo depois os demais puderam ver o que há pouco estava apenas no alcance dos olhos de Victarion, a fortaleza de Briot. Estavam a cem metros do local quando o agente pôde ouvir o chamado de sua parceira. - Ei, Victarion. Veja, aquela não é Misa? E de fato era. A moça aguardava a chegada do casal, trajada com seu típico terno de agente e acompanhada por três homens vestidos de acordo.

A dupla estava no convés quando Briot e sua secretária se aproximaram, cientes de que a viagem havia chegado a um fim. O anão encarou Victarion por alguns segundos; parecia intrigado. - Esse escudo não é meu, bom rapaz? Ele foi roubado de meu laboratório de experimentos há alguns meses. Eu suponho que o tirou das garras dos revolucionários, já que eles queriam o meu couro. Certo? Aguardou até que o mink respondesse. - Pois bem, Sasha me disse que o javali que degustei no armazém era sua caça. Sinto muito por tê-lo abocanhado sem sua devida permissão. Ele se referia à secretária, cujo nome era um mistério para ambos Mathilda e Victarion até então. - Para compensar o estrago que fiz e também como recompensa pelo bom trabalho na missão, fique com o escudo. E se algum dia quiser produzir uma outra engenhoca, venha até mim com o dinheiro e as ideias. É isso. Até mais ver. Retirou uma caneta de seu bolso e gastou alguns segundos escrevendo numa folha de papel, que por fim entregou à Victarion para então despedir-se e partir. Sasha também se aproximou dos agentes, e parecia ter algo a dizer. - Obrigado, a ambos. Certamente uma surpresa para o rapaz, vindo de alguém como ela. Mas ainda não havia terminado. - Estou agradecendo pelo bom trabalho em escoltar meu mestre. E em especial à você, monstrengo, por ter salvo minha vida naquela situação. É isso. Sem mais delongas, saiu da embarcação em busca de Briot.

Mathilda seguiu para o campo de flores presente nos arredores da mansão 'Briotiana', admirada. Já a agente, Misa, veio ao encontro de Victarion. - Estou surpresa. Não esperava encontrá-lo vivo. Pois bem, aqui está a recompensa pela missão. Entregou um emaranhado de notas cercadas por um elástico. No total, 30.000 berries. - Não lhe devo satisfações, mas para que saiba, estava aqui na expectativa de que teria de lidar com o encerramento da viagem e recolher seus corpos. Mas que seja. Vou registrar seu progresso como agente assim que voltar para Shells Town, e você ficará a par de qualquer mudança que venha a acontecer. Por fim, houve alguma captura? Questionou o homem. - Se sim, traga o bastardo aqui e irei levá-lo até o quartel. Do contrário, estou indo.

A grandona saiu do jardim e voltou até Victarion, incerta. - Para onde vamos agora? Conomi Island? De fora do navio, Briot ouviu a questão de Mathilda e voltou para a embarcação, aproximando-se da dupla. Parecia ter uma audição tão apurada quanto a do cavaleiro. - Conomi? Cá entre nos, no porão da mansão tenho um atalho subterrâneo que os levará até a ilha em vinte minutos, ele serve como saída de emergência. É uma mão na roda já que a caminhada pela floresta levaria horas. Se for de seus agrados, posso acompanhá-los até lá. Mathilda aceitou a proposta sem pestanejar, e acompanhou o anão até o local citado. No navio restavam apenas o capitão e sua tripulação, os passageiros e, também, Victarion.


Anotação de Briot:
 
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySab 10 Jun 2017, 17:46

Ouviu o ralhar do anão. Tinha o pego de surpresa, já que estaria se esgueirando para conseguir ver a tal agente Misa que Mathilda viu. Outrora, não o assustou. Victarion apenas precisaria de um segundo ou dois, para deglutir as informações, fitando o nobre e deixando que seus olhos escorregassem para o escudo antes de acenar positivamente com a cabeça como resposta. Pouco tinha o porquê de negar. Ele era um nobre, mesmo que o escudo não tenha sido produzido por ele, era parte de sua missão aceitar suas palavras como ordens. Talvez seja verdade, levantaria a questão, pouco antes de parar de acenar para oferecer o escudo ao seu possível proprietário. Em resposta, bebeu uma nova enxurrada de verbetes.

A incredulidade de a resposta estar transviando para uma concessão, refletiu no cenho que o cavaleiro teria de fechar. Era quase inadmissível acreditar que ele poderia esperar boa vontade dele. Mas nada ira fazer-se mais cruel ao perfil que ele tinha estereotipado que a própria gentileza da secretária – que, agora, tinha um nome; Sasha –. Quis agradecer ou tecer lisonjeiros velados, mas as palavras se emaranhariam em sua garganta e sua língua não produziria nenhum som, encararia Mathilda, vendo-a partir rumo ao jardim e escorreria, lentamente, seus olhos para a folha de papel, a fim de lê-la. Portão do inferno, recitaria. Abaixaria seu rosto para ver as faixas em seu peito, é um nome justo. Remeteria à dor e sentiria seu peito comichar. Estalaria a língua, soprando a dor para fora. Ouviu algo se aproximando, talvez fosse a espadachim, olhou e viu a outra agente, de imediato, desviaria o olhar e suspiraria.

Ouviu suas pontuações. Recolheria seu soldo, feliz por não ter ceifado a vida dos filhotes por tão pouco. Torceu pelo bem deles, nos segundos que lutou para se erguer, talvez fosse bom voltar lá para vê-las. Calçaria o escudo e fincaria a espada no chão, para usá-la de apoio para se erguer sem mexer muito seu tronco. Agora não, sabia, agora será suspeito. Mancaria pelo caminho que sabia lembrava que Mathilda levou o seu capturado, sem trocar muitas palavras com sua superior; aprendera a não dar chance ao erro. E, para ela, qualquer palavra ambígua poderia ser um erro terminal. Chegando ao ressinto onde tinham guardado seu cativo sem dizer uma palavra. O prisioneiro devia saber o que o esperava e não tinha porque incitar nenhum sentimento de esperança ou medo no covarde.

Seguiria atrás dele, com a mão da espada pronta para empalar sua coxa esquerda em qualquer sinal de fuga. O mestiço, pelo seu cansaço corpóreo, usaria bem sua audição para detectar qualquer tipo de movimentação suspeita que o cativo pudesse fazer, porém para evitar gastar muito suas forças, dando apenas uma estocada e racionaria a espada dentro de sua carne, para que pudesse causar mais dor sem precisar brandir sua arma mais de uma vez. Também se lembraria de colocar o peso do seu corpo em sua perna esquerda, para não precisar tanto da sua perna ruim. Todos os tipos de ataques seriam desviados para fora do seu corpo batendo a parte chapada de sua espada contra o movimento e encaminhando o golpe para a direita enquanto daria um passo para o lado oposto, mesmo que doesse um pouco, usaria a perna destra nesse movimento. Qualquer tentativa de fuga dele seria alertada para os tripulantes do navio, já que Victarion era o mais inapropriado guarda de refém possível e ele era o único que se dispôs ao ato.

Quando, enfim, regressassem. Com o refém inteiro ou não, falaria com a agente comandante:

– Esse um foi o único sobrevivente – apontaria para ele, rouquejando com sua voz cansada e cheia de peso. –, os outros se mostraram... agressivos... e foi necessário... o uso da força para contê-los.

Calcularia bem cada palavra que escorreu dos seus lábios rosados, tentando descrever de modo eufêmico a situação. Não queria tanto os louros do seu embate, mas não desejava de maneira alguma que fosse culpado por qualquer morte que o destino traçou. No final, iria perguntar o que ele teria de fazer a partir dali para sua líder, a queimadura não iria fazer de uma criatura fadada a gloria menos suscetível ao sucesso, contudo Mathilda interveio antes que ele formulasse a melhor maneira de indagar aquilo. A albina veio com uma ótima sugestão nos lábios, talvez não fosse tão temível algum tipo de calmaria após a tormenta. A calmaria dos agentes na ilha de criminosos, deixaria fugir um suspiro, diferente de todos os outros, aquele que precedia um sorrindo. A troça na tragédia. Mas não sorriu.

– Então... iremos. Agente Misa, se ainda quiser cabeças de revolucionários, saberá onde encontrar – confirmaria, transparecendo respeito em sua fala, antes de seguir sua companheira. Levaria a mão ao peito e reverenciaria com a cabeça.

Mancaria atrás do nobre. Apoiaria a sua espada em seu ombro e deixaria o braço com o escudo pender.Por que eu rasquei minha bainha? Negaria com a cabeça, incrédulo consigo mesmo. Caso fosse necessário, usaria sua espada como bengala para que pudesse mancar sem sentir tanta dor, mas evitaria fazê-lo, tentando aguentar o máximo a dor da queimadura e do tiro em sua perna para transmitir o aspecto inabalável. Na hipótese do caminho ser muito longo e qualquer uma de suas lesões estivessem causando-o muita dor, Victarion apoiar-se-ia em uma dar paredes, se existissem, e tentaria seguir o máximo que desse apoiado assim. Em casos de extrema fadiga, sentaria no chão, se tivesse alguma parede para se apoiar colocaria o peso de suas costas lá, no avesso não se importaria de deitar no chão. Nada obstante, seguiria as praticas recomendadas por Briot, para evitar tecer qualquer falha.

Na situação de conseguir chegar até ao destino final, ou se estivesse sozinho com Mathilda, falaria, evitando contato visual:

– Eu... eu também... – pensaria, perdendo o azul do seu olho direito no horizonte. – eu também gostei de te conhecer... sabe... você é... – pensaria em algum elogio. Concluiria que não conhecia muitos. – você duela bem... quando, quando iremos voltar a treinar nossas mãos ruins?
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Última edição por Hidan em Sab 10 Jun 2017, 23:34, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySab 10 Jun 2017, 18:52

Victarion entregou o prisioneiro para Misa, que não teve oportunidade de retrucá-lo graças a submissão presente em cada uma das palavras do rapaz. A agente finalmente havia desaparecido em meio à floresta, junto aos três homens, quando o garoto-urso resolveu voltar até a companhia de Mathilda. Ambos se sentiram confortáveis com a proposta de Briot e o anão os levou até o subterrâneo da mansão, para que dessem de cara com o túnel que havia citado. Era escuro e lamacento. Nas paredes haviam filetes de sujeira e o cheiro era extremamente desagradável. Contudo, numa missão aonde haviam ido de mal à pior para que cumprissem seus objetivos, mais alguns minutos embebidos de desgraça não seria um problema.

Eles seguiram viagem pelo túnel, Mathilda lutando contra a aderência da lama e Victarion se escorando em seu montante para evitar a dor da panturrilha. Alguns minutos se passaram e o túnel se tornou um breu. Não havia mais sinal da entrada e nem luz no fim do túnel. Um cansaço repentino abalou o espadachim, que viu-se obrigado a escorar-se nas paredes imundas do lugar para manter-se em pé. Graças as suas habilidades naturais, manteve seu senso de direção mesmo na completa escuridão. Já Mathilda teve que descansar a mão no ombro do agente para acompanhá-lo. - Desculpe, é que está meio escuro aqui... Quando ouviu as palavras sinceras do agente sobre o que havia dito há pouco, Mathilda não se expressou por meio de palavras. Apenas esboçou um sorriso amável de orelha à orelha que o rapaz pôde ver mesmo naquelas condições. - Quando sairmos daqui, Victarion, vamos arranjar algum lugar pra ficar e descansar durante um tempo. Por minha conta. Você fez muito por mim durante essa missão. Lá poderemos trocar alguns golpes novamente, hehe.

O dobro do tempo que haviam percorrido até a fadiga atacar Victarion se passou, e finalmente um pouco de luz inundou o lugar. No fim do túnel havia uma escada em vertical e logo acima um tampão de ferro. Estavam numa espécie de esgoto. Mathilda foi a primeira a subir, para então se retirar do local no aguardo do mink. Victarion o fez, e a dupla se viu numa área remota de Conomi Island. Para a sorte dos dois, que haviam saído de um bueiro, poucas pessoas circulavam nos arredores. Apenas duas pessoas notaram a chegada triunfal da dupla. O primeiro, carregando duas garrafas de vidro e fedendo a cerveja não tardou em seguir viagem. - Eu tenho que parar de beber. Tô vendo coisa... A outra era uma mulher de estatura admirável, entre quatro ou cinco metros. Tinha claramente o sangue dos gigantes percorrendo em suas veias. Ela tocava um alaúde incrivelmente grande e carregava uma série de outros instrumentos consigo.

O som harmônico da gigante atraiu Mathilda que sem delongas foi até ela. Estava encantada com a estatura da mulher, que tocava de maneira extremamente agradável. Em contraponto, o cheiro que a dupla adquiriu durante a viagem era horrendo. A música deixou o alaúde de lado para então encarar a dupla. - HAHAHA. Vocês devem estar metidos numa enrascada maldita, em? Estão fedendo como porcos lamacentos, e o rapaz ali tá todo ferrado. Levantou-se e cumprimentou a garota, que disse à gigante seu nome e se apresentou. Pouco tempo se passou até que a mulher se aproximasse de Victarion, oferecendo ao rapaz um aperto de mão e concluindo seu raciocínio. - Então, precisam de algo? Vocês parecem divertidos. Não há muita gente assim por essas bandas.


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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySeg 12 Jun 2017, 15:56

O mestiço mordiscou com os olhos a mão que o estavam oferecendo. Não porque queria, seu resfôlego contínuo tornaria sua visão intrépida, mas a cortesia seria respondida da melhor maneira que conseguisse. Prenderia a respiração, para parar de tremer, e forçaria seu corpo a respirar de maneira suave, mesmo que aquilo fosse um pouco mais claustrofóbico, ele precisava manter a imagem temível que zelava. Olharia nos olhos da interlocutora, ficaria a espada no chão, seguraria com o braço direito e apoiaria parte do seu peso na arma. Estenderia a canhota e retribuiria o cumprimento, mantendo o máximo de inexpressividade que suas dores permitissem. Estudou-a e teve de lembrar-se dos bardos do convés. Nem mesmo conseguia remeter se todos estavam vivos agora ou se foi o violinista o que viera a falecer durante o sequestro.

A ideia torná-lo-ia mais negro, quis expressar sua tristeza, mas estava cansado demais para reclamar de sua vida para seu próprio amago. Desejou ser mais forte, culpando-se pela morte, mas, por um lado, também sabia que o destino tinha traçado aquilo tudo. Quem sabe eu não devesse aprender, questionou à ninguém. Um violino... sim, um violino não seria nada mal. Se foi ele mesmo quem tinha morrido, o cavaleiro poderia aprender um pouco de sua arte, talvez para manter o legado dos bons homens que conheceu. Se não foi, parecia atrativo o suficiente para Mathilda a arte musical, talvez fosse uma forma de retribuir sua ajuda com sua mão ruim.

– Sabe tocar outras... coisas dessa? – indagou, indeciso, ainda, enquanto apontaria com o indicador da melhor mão para o seu instrumento musical, o nome tinha-o faltado. Não desejava aprender a tocar aquele tipo; um violino combinava com a imponência de um urso. Uma nova maneira de expressar melancolia, porque não? – Eu, eu quero aprender a tocar um violino. Você faria o favor?

Olhou mais um pouco para o instrumento, e acabou entendendo que além de tudo, aquilo poderia ser um bom treino de coordenação motora. No fim, parecia ter mais vantagens do que o avesso aprender a tocar. Viraria para a lince-branca. Descalçaria seu escudo e ofereceria para a garota. Calmaria, fez acreditar, nada obstante bem sabia que um escudo em uma batalha de emergência poderia mais atrapalhar do que ajudar em uma situação onde não é de pleno conhecimento se ele saberia usar ou não aquele utensílio. Bagunçaria suas madeixas, enterrando até nós dos dedos em seus cachos e chacoalhando o suor para os lados.

– Pegue – sacudiria o escudo, apontando que realmente estava passando sua guarda para a garota. –, eu irei ficar aqui um pouco... aprendendo... você pode procurar a tal casa que você quer alugar ou pode ficar aqui. Apenas... segure, eu acho que vou precisar de ambas as mãos...

Aprendizado da perícia instrumentos musicais.

– Você quer aprender? – a giganta pensou por um segundo. – vejamos por onde devemos começar... – pegou um caderno e um lápis e entregou para Victarion. – é melhor você anotar tudo, vamos ter uma longa noite. –

A primeira das matérias transmitidas foi o ensinamento das notas. Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Sí recordou Victarion depois de ouvir meia dúzia de vezes antes de finalmente conseguir memorizar na ordem correta. A cartada da professora que facilitou bastante, foi tocar uma corda e pressionar em determinado local toda vez que ela falava o nome de uma nota. A audição de um verdadeiro predador facilitou para identificar as nuances de cada uma das notas e poder diferenciar cada uma delas, mas, ainda não conseguia dizer qual era qual ou se ela estava realmente fazendo a mesma nota toda vez que ela falava o nome. Por alguns momentos, o urso-negro chegou a acreditar que ela estava mudando constantemente a posição de suas mãos e apertando em tantos lugares quanto pudessem, outrora sua memória o traia em todo momento que ele tentava recordar a posição das notas apenas por tentativa e erro.

O cavaleiro-negro seguiu anotando cada um dos acordes em seu resumo. Sua professora tinha indicado para ele associar cada uma das notas com uma cor do arco-íris e ir tentando identificar as paletas de cores conforme ela ia variando a posição em que ela fazia a nota nascer no braço de seu instrumento. No começo, foi um tanto abstrato demais, mas, conforme vai se escutando e se familiarizando com cada estrutura sonora de cada nota foi ficando mais fácil saber qual delas era e poder notar certa identidade em cada nuance que diferia os sons vibradores do instrumento.

Após a curta explicação e as demonstrações foi passada uma espécie de exercício que o cavaleiro precisava identificar cada uma das notas. Mesmo que ele pudesse saber certa diferença de cada uma, sua professora armava quase sempre algum tipo de estratagema para que ele não conseguisse reconhecer. Os quinze primeiros ele teve de errar, mas, com cada erro, desabrochava um aprendizado e, a partir do décimo sexto, a musicista não tinha mais armadilhas para prender os ouvidos aguçados do urso.

– Você tem bons ouvidos, rapaz, você não é humano, é?

A professora concluiu, mesmo que ele não tivesse a melhor das memórias do mundo, ele conseguia reconhecer certas tonalidades nos acordes que apenas um bom músico poderia reconhecer. Ou um bom monstro. O silêncio do caçador foi mais que um atestado de culpa que culminou numa boa gargalhada da moça. “Você é um cara difícil”, ela teve de dizer. Seguiram estudando as notas e corrigindo alguns vícios do cavaleiro, mas, ainda, todo o estudo de instrumentos musicas não tinha passado de uma longa aula onde só a professora tocava um instrumento.

– Em qual parte disso eu começo a aprender a tocar um violino?

– Calma, calma. Você acaba de passar da primeira etapa. Agora aprenderemos algo um tanto mais complexo, mas tão básico quanto. Vamos lá: as noção básica dos instrumentos musicais deve ser entendida da seguinte maneira: um acorde é a combinação de duas ou mais notas musicais. O acorde mais simples é a tríade e é constituída de três notas. Uma tríade é formada pelo tónica, terça e quinta. A tónica é a note que da o nome ao acorde. A terça e quinta são os terceiro e quinto intervalos da tónica. Por exemplo, a tríade de Dó maior é o próprio Dó, o Mi e o Sol. Se você recitar Dó, Ré, Mi, Fá, Sol e Lá; você irá perceber que a terceira nota e a quinta são, respectivamente, Mi e Sol – ela pausou e o cavaleiro teve de parar de anotar. – Agora, sem ler, repita o que entendeu.

– É... um acorde é formado por... três? – perguntou, vendo-a acenar com a cabeça. Apenas tinha relembrado as primeiras palavras que anotou em seu resumo, mas, mesmo assim era bom começar ganhando. – E tem as tríades, que são as menos difíc... – olhou-a nos olhos, viu seu rosto negando e voltou atrás: – mais fácil, foi o que disse... Tríades são as mais fáceis.

– E elas são compostas por o que?

– Terça e quarta? Não? Terça e quinta, então? Certo... Anotei errado aqui, perdão.

– Como o dó e formado?

– O dó maior é formado... – Essa vai ser difícil chutar... Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, ganhou tempo enquanto fazia da maneira mais arcaica possível. – é formado por dó, mi e sol.

– Muito bem... continuando: as tríades podem ser de quatros tipos: Maiores, menores, aumentadas e diminutas. A qualidade dos intervalos vai determinar que tipo de tríade é.

– Maiores, menores, diminutas e aumentadas... – anotou. – certo.

– As tríades maiores são comportas por tónica, terça maior e quinta justa. Por exemplo, o dó maior é dó, mi e sol. A única diferença entre a tríade maior e a tríade menos é que a terça será menor. No caso do dó, seria, Dó, Mi bemol e Sol. O Mi bemol é o Mi diminuído um semitom.

– Certo, certo, mas o que é um semitom? Você não explicou isso ainda...

– Não expliquei? Desculpa, um semitom é o menor intervalo utilizado na escala diatônica. No piado, corresponde à diferença de altura entre duas teclas adjacentes dele – houve uma pausa, os dois trocaram olhares: – O que tá esperando? Anote, vamos, vamos!

Foi necessário que ela repetisse uma segunda vez, mas, boa parte do conteúdo que seus lábios jogaram ao vento, Victarion teve capacidade de transcrever aquilo em seu caderno.

– Voltando às tríades, as maiores terão um som mais alegre e as menores um som mais introspectivo. Já sabemos que você tem bons ouvidos, se conseguir memorizar isto terá maior facilidade para aprender qual é qual. O resto será treino incessante.

– Uma tríade aumentada apenas difere que a quinta irá aumentar um semitom e será chamada de “sustenido”. A tríade diminuta é o contrario, é diminuído um semitom da quinta perfeita.

– Isto está ficando muito... muito complicado...

– Leia esse livro – fuçou em sua bolsa e entregou um deles para Victarion.

No livro, leu e releu várias e várias vezes um texto que dizia, de maneira mais minuciosa e rebuscada a explicação dela. Precisou anotar várias vezes para poder ter pleno saber do que estava escrito ali, começando sublinhando as partes que achava importante e seguiu transcrevendo tudo aquilo que lembrava ter sido citado por sua tutora e as ramificações que condiziam com aquilo. Precisou de tempo e de três resumos para não ser um completo analfabeto em acordes, mas, aquilo parecia um tanto quanto interessante já que sua professora mandava perguntava, intermitentemente, a formação de certos acordes e ele precisava ter quase todos na ponta de sua língua para não acabar com alguma bronca. A facilidade por conhecer o som de cada um dos acordes fazia com que ele acertasse boa parte de todos os acordes maiores, porém todas as outras variações davam um incrível nó em sua cabeça e a sensação de estar sendo desafiado fazia com que o espadachim se esforçasse ainda mais para vencer aquilo.

– Chega. Você já mostrou que sabe bastante sobre acordes, agora você precisará aprender sobre par-ti-tu-ras – cantarolou a palavra, com uma afinação vocal quase assustadora. – isso sim fara você penar para aprender – gargalhou e puxou um livro e jogou no colo do cavaleiro. – leia e me explique –

Capítulo um: pentagrama. A ideia do pentagrama ela bem simples, era como se fosse uma representação gráfica de um braço de um instrumento imaginário. O real problema era entender o posicionamento das notas que seguia de baixo para cima e a primeira nota era posicionada em uma sexta linha que não existia graficamente e acabava que a nota acabava ficando solta. Abstraindo esta parte, o restante era apenas entender que seguia normalmente a ordem das notas que a professora obrigou-o a decorar. Capítulo dois: clave de sol. O desenho da clave em si era bem bonito e não muito completo de aprender. Nele as cinco linhas, de baixo para cima, representam E (mi), G (sol), B (si), D (ré), F (fá). Os quatro espaços, de baixo para cima, representam F (fá), A (lá), C (dó), E (mi).

Capítulo três: clave de fá. A clave de fá parecia bastante com uma vírgula, suas cinco linhas, de baixo para cima, representam G (sol), B (si), D (ré), F (fá), A (lá). Os quatro espaços, de baixo para cima, representam A (lá), C (dó), E (mi), G (sol). Capítulo quatro: clave de dó. A clave de dó era uma clave de sol com dois quatros. Estava escrito que ela era a mais importantes da escala e ícone importante nas músicas de orquestras. Por coincidência, ela seguia exatamente a ordem do “Dó, Ré, (...), Sol”, sendo o primeiro dó na tal linha imaginária que confundiu o mestiço.

Capítulo cinco: destrinchando notas. Aprendeu que a cabeça da nota é uma forma oval aberta (branca) ou fechada (preta) e que em sua forma mais básica, ela indica ao músico qual nota tocar no instrumento. Aprendeu, também, que a haste é a linha que se prolonga da nota e que sua direção não interfere em absolutamente nada. E, entendeu que os colchetes é a linha curva anexada à extremidade da haste e que ele sempre está à direita. Capítulo seis: compasso, tempo e ritmo. O compasso é a demarcação do ritmo da musica na partitura, o tempo ou a métrica é a batida da música e o ritmo enquanto a métrica simplesmente indica quantas batidas estão presentes, ele demonstra a forma como elas são usadas.

Leu e releu os cinco capítulos e absorveu o máximo que pode. Anotando tudo aquilo que sua mente não conseguisse guardar para dá-la ao trabalho de se esforçar ainda mais se ela não conseguisse absorver de uma maneira fácil. Com o mínimo de conhecimento básico sobre a música a professora deu à Victarion um violão para poder ensiná-lo as cifras. Antes de mais nada ele explicou que cada uma das cordas do seu instrumento representava uma nota e que as casas representavam as notas que descendiam de cada um, com esse conhecimento aplicado à formação de acordes o urso-negro criar quase todas as variações possíveis de cada um dos acordes, mas não tinha a coordenação motora para variar entre eles, nem o raciocínio fugaz para fazer o “cálculo” de cada um dos acordas.

Eles treinaram por algum tempo, algumas harmonias locais que era simples. Outrora, a falta de habilidade com a destra e suas garras fizeram com que ele arrancasse as cordas num barulho agoniante por uma dezena de vezes. Quando sua professora já não tinha cordas para trocar, ela decidiu dar-lhe um violoncelo para que ele trainasse em usar suas garras. O principal problema ela a troca de acordes e decorar a posição dos dedos. A visão do olho azul não ajudava muito já que ele conseguia ver apenas como qualquer outro e, sem querer, ele acabou por libertar seu olho negro e começar a ver com mais exatidão onde ela colocava os dedos. Acabou que nem ela, nem ele perceberam aquilo até que ela foi parabenizar o rapaz pelo seu alto empenho numa música que ele só errou duas vezes e ficou estupefata com um olho com duas pupilas brilhantes.

– Eu, eu achei que você fosse cego deste olho... – murmurou, boquiaberta. No mesmo segundo, Victarion selou seu olho na catacumba negra de suas pálpebras. – Não, não há problema, rapaz, se você consegue aprender melhor com esse olho aí, você pode usá-lo.

– Não, eu prefiro assim.

Um silêncio constrangedor tomou o ambiente, outrora foi afogado pelo instrumento melancólico do cavaleiro que ele começou a tocar para treinar suas trocas de acordes e se adaptando com a maneira diferente de tocar que aquele instrumento tinha. Logo a musicista o acompanhou, fazendo com que as duas harmonias, somadas, deixassem os erros de Victarion mais discretos. Seguiu tocando e aprendendo com as dicas que ela fornecia para que ele conseguisse mover seus dedos quase que intuitivamente belo braço do instrumento e quando ele estava quase tocando uma música simples sem errar mais do que duas ou três notas, a professora rogou-lhe apto para tocar outros instrumentos.

Eles treinaram num teclado portátil que ela carregava em sua mochila gigantesca, em outro violão com a ameaça que se ele arrancasse mais alguma corda ela iria ter de esfaqueá-lo e por fim no violino. Cada um expressava um timbre diferente um do outro, mas todos conseguiam transmutar a tristeza do cavaleiro em sou com divina equidade. Não obstante, cada um foi preciso longas horas de treinamento afio para que ele conseguisse ser, no mínimo, ruim tocando, mas não era como se o caçador-negro se importasse, quase pequena vitória era boa o suficiente para que ele se sentisse menos inútil com aquelas ataduras em seu peito.

No fim do aprendizado do violino, a giganta disse:

– Até que você não é ruim, fedorento. Acho que já te ensinei o máximo que posso, o resto você consegue aprender sozinho, garanto.

– Posso... posso ficar com o violino?

– Não.

Tendo o seu pedido negado, o mestiço procuraria Mathilda e balbuciaria, puxando assunto:

– Eu preciso de um tapa-olho novo – reclamaria, era bom naquilo. Lembrando que sem querer usou seu olho negro. Ele é traiçoeiro... – quanto será que custa um tapa-olho novo? Bem, pouco importa... alugou a casa?
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySeg 12 Jun 2017, 18:50

Não tardou até que Victarion fizesse uso do dom musical que tinha a gigante. Deu sua pilhagem à matilha, que rumou o centro de Micqueot, e trocou mais algumas palavras com a música antes de fazer o pedido. A mulher não fez rodeios e aceitou a proposta do garoto-urso, e como resultado a dupla de bardos gastou seu tempo treinando. Entre livros, anotações e práticas, horas haviam se passado até que o agente tivesse tido algum progresso. Sem mais a ensinar, a gigante encerrou o treinamento e Victarion foi atingido pelos raios de luz da tarde.

Sua mestra estava para lhe oferecer uma refeição no instante em que algumas batidas na porta a interromperam. Puderam ver pela janela que era Mathilda. Ela entrou na casa e deixou o escudo do rapaz de lado, se sentando no primeiro canto que viu. - Aaaaaaaah, eu estou exausta. Sua aparência estava de acordo: pele oleosa por conta do suor, olhos abatidos e circundados por olheiras e uma expressão de cansaço em seu rosto. - Mas eu consegui, Victarion. Temos um lugar pra ficar e, por 30.000, ele é surpreendentemente legal.

- Continuando. Eu não vou lhe dar meus instrumentos, rapaz, mas que tal uma refeição? Vocês parecem famintos. Mathilda não hesitou em sentar-se à mesa já feita e deliciar-se com o que a mulher tinha a oferecer. Havia um grande jarro com litros de suco de laranja, um bolo de frutas do tamanho do dorso de Victarion e algumas outras guloseimas. Tudo em tamanho surreal e quantidades exorbitantes, o que era compreendível se tratando de uma gigante. Mathilda, apesar de esfomeada, comeu delicadamente. No fim da refeição sua barriga estava estufada mas o rosto completamente limpo e o batom em sua boca intacto.

Ela aguardou na sala-de-estar até que Victarion terminasse sua refeição, ou a recusasse, para abordá-lo novamente. - Acho que já podemos ir. A casa tem um banheiro espaçoso aonde podemos tomar banho e desimpregnar esse fedor, Victarion. E também... já demos muito trabalho pra moça ali. Ela disse e o fez, despedindo-se da mulher e carregando o escudo do agente novamente, como que para ajudá-lo já que estava se locomovendo a trancos e barrancos.

Pouco tempo depois a dupla estava prestes a chegar no novo lar. Para a surpresa de Victarion, se distanciavam cada vez mais da parte central da cidade. - É aqui. Mathilda apontou para um campo gramado a algumas dezenas de metros do casal. Tudo o que os dois podiam ver era um relevo infinito pintado em verde, como em que uma obra de arte, e no meio de tudo isso o casebre de alvenaria rodeado por uma cerca de madeira. Em seu interior havia uma decoração simples de madeira rústica em todos os cômodos: dois quartos, cozinha, banheiro e uma sala-de-estar. Não havia nada de incrível naquilo, mas o cavaleiro foi abordado por uma sensação que há muito não lhe atingia: conforto.

Mathilda foi a primeira a se apossar do banheiro, e gastou quase uma hora lá. Quando chegou em seu quarto, gritou para Victarion. - Tem roupas aqui também, acho que vai servir. Ele estava na sala vislumbrando uma estante recheada com alguns livros quando a ouviu, e assim que fosse até o guarda-roupa de seu quarto poderia conferir a procedência do fato. Haviam algumas mudas de roupas aconchegantes lá. Uma camisa social branca, calças, bermudas e roupas de baixo. Infelizmente nada serviria o grandão.

A garota voltou ao encontro de Victarion algum tempo depois. Estava nova em folha e cheirando muito bem, agora com um vestido laranja estampado com girassóis. Era radiante. - Sobre o que você falou antes, eu discordo que precise de um tapa-olho. Esse olho é fascinante e poderia render a seus inimigos histórias a se contar. Mas se insiste, eu digo que precisa de um chapéu também. Afirmou logo antes de sentar-se no sofá da sala. - É claro que nossos cargos no governo não podem pagar por um chapéu de gala, haha, mas eu tenho um dom que você não conhece. Estendeu a mão direita em direção ao rapaz, entreaberta. - Que tal me emprestar 20.000? Eu prometo que disso só sai coisa boa.

- Agora vou até a cidade. Enquanto isso tome um banho, leia os jornais da mesa de centro, ou pense na vida. Eu volto logo. E andou até sumir no horizonte. Victarion tinha a casa toda para ele e um longo intervalo de tempo para refletir até que a garota voltasse.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySex 16 Jun 2017, 01:51

O deleite da visão do alimento botou sua comida a ressonar. A cor viva da laranja lembrava-o que aquilo era, da sua maneira, bom para o seu sistema imunológico. A queimadura deve torná-lo mais ineficiente, chutou, sentia-se fraco e era um tanto fácil supor aquilo, no mais, queria apenas uma desculpa para explicar o porquê dos seus passos estariam incidindo em direção à mesa de comida. Em um flash ele estava no lugar de antes, parado, noutro balbuciando algum tipo de cortesia e puxando uma cadeira para se sentar. Assaltou primeiro o bolo, cortando uma fatia e tentando ser comportado ao levá-la primeiro ao seu prato, no lugar de seguir seus instintos que gritavam por comer aquilo o mais rápido que fosse. Usaria um garfo se conseguisse achar um, ou, simplesmente, usaria um guardanapo para não ter as pontas do seu dedo sujas.

Mordiscaria sua refeição, tinha a mania de experimentar o alimento antes de pedir por algo que o ajudasse a descer por sua garganta. E, enquanto ainda de deglutia o bolo, serviria um copo de suco e bebê-lo-ia um soberbo gole, para, então, encher o copo mais uma vez. Entre um gole e uma mordida, acabaria por perceber Mathilda, estreitando o seus olhos com a surpresa de não a ter notado antes, e, pouco depois do susto, acenaria como se estivesse aprovando a comida que eles estavam apreciando ou, quem sabe, convidando-a a comer mais. Ao por fim no prato principal, mordiscaria cada uma das guloseimas, principalmente aquelas que ele não conhecia ainda, tentando arrecadar mais aromas para o seu paladar. Mesmo que estes possam vir a não ser naturais, em algum momento pode ser útil, ponderou Victarion Greyjoy. Úteis e deliciosos, comeria mais um.

Ao fim da apreciação de sabores, bambolearia atrás de Mathilda. Não lembrava ao certo onde ela tinha ido enquanto ele se deleitava com a comida, mas podia chutar que ela estava nos arredores do lugar que entraram. Bem, não há outro lugar para ela ir, ou há? questionou a ninguém em específico e o silêncio deste confirmou que ele não iria supor nada melhor com a cabeça tão cheia de açúcar e cansaço. Teria de se esforçar para ir até lá, tudo era sempre um grande esforço para o mestiço depois de tantos machucados, contudo tentaria manter sua figura altruísta o máximo que conseguisse para não transparecer dor. No máximo escoraria em alguma parede e seguira andando, mas, para deferir isto, ele devia estar, no mínimo, bem próximo de apagar.

No instante que conseguisse chegar até a garota e ouvir o que ela tinha a dizer, suspiraria, um tanto aliviado com a possibilidade de arrancar o cheiro desprezível que detinha e no instante que a proprietária fosse referida, o urso-negro tentaria premeditar em qual direção a espadachim apontou em sua frase para, finalmente, gratificar toda a hospitalidade da musicista e toda sua paciência com sua inaptidão musical:

– Fico grato por toda sua ajuda – levaria sua canhota ao centro do peito, não encostando para não ter perigo de estourar alguma bolha e deferiria uma mensura, em sinal de humildade e gratidão para com a outra pessoa. –, Victarion... Victarion Greyjoy... este é o meu nome, Victarion Greyjoy... procure-me se precisar de algo, ficarei grato em retribuir seu favor... e esta é a minha deixa.

Erguer-se-ia, implacável como um valente castelo que resistiu à fúria do oceano. Com suas cicatrizes, suas marcas e, não menos, sua elegância mesmo que suas muralhas tenham sido danificadas. Giraria os calcanhares e rumaria atrás de Mathilda com a espada em punho e a vontade de não ter de usá-la em mente. Estaria no seu próprio ritmo, mancar não era tão fácil quanto andar e muito menos tão rápido quanto, só um tolo não mediria esforços e tolos não eram destinados a salvar o mundo. Seguiu-a por um bom tempo, podia ter sido curto, mas a viagem pelo túnel tinha sido cansativa o suficiente, no entanto o vislumbre da moradia de ambos era uma troca equivalente para todas as dores e comichões que a caminhada pudesse vir a prover.

Olharia bem, no início incrédulo, com um delgado arqueamento entre seus lábios rosados para transparecer o que sua alma sentia. Viraria o rosto para a lince albina, tentando ler em seus olhos a mentira de um lugar tão mágico existir e, inevitavelmente, perscrutaria sua nova residência com cuidado para absorver cada um dos detalhes. Pontuaria que aquele cenário se encaixaria bem em alguma tragédia minimalista e bucólica, riria ao recordar que sua vida era uma tragédia, contudo logo se sentiria mal por perceber o quanto seu fardo fazia sua vida diferir do minimalismo. Mas nada me impede de um bucolismo fajuto, caminharia até sua casa. Pisando no gramado e sentindo as paletas do aroma confortante de um local mais silvestre que urbano.

Adentrou a casa, sentando em algum móvel de madeira para esperar pelo fim do banho de Mathilda, outrem a demora fez-se suficiente para ele desistir de esperar por ela no décimo minuto. Guardaria sua espada em algum lugar seguro e iria para a área externa da casa, se sentar na grama e olhar para o cercado enquanto sua mente devaneia um turbilhão de inseguranças. Viu as garotas sentadas na cerca, suas roupas dançavam ao sabor do vento na mesma direção que o gramado. Viu os marinheiros felizes e cantando na noite passada. Mas, também viu o momento que tentou decapitar um dos experimentos, viu o golpe e o barulho que dele veio na menina mais velha e ouviu o barulho do tiro sendo disparado num dos reféns; tantas e tantas vezes que por alguns momentos as memórias fundiam umas com as outras e ele via o filhote mais velho tomando um tiro e ele decapitando o violinista. Teve muito tempo ali, sozinho, não sabe se chorou, acreditava que seu coração já tinha secado suas lágrimas junto com o lamber do fogo, mas talvez tenha chorado.

Quando ela terminou e ele percebeu, entraria no banheiro sem trocar uma palavra, com a cabeça baixa e torcendo para não estar com os olhos vermelhos. Arrancaria suas vestimentas e tiraria suas ataduras com todo o cuidado do mundo. Optaria por tomar um banho gelado, mesmo que fosse um tanto irreal a opção de tomar um banho quente numa cabana, mas, se fosse possível, já tinha se fartado de calor pelos próximos anos e não desejava recordar da dor do fogo em um momento relaxante como o banho. Esfregaria bem todo o seu corpo, mas limparia com toda a delicadeza que só a dor pode trazer a um homem, suas feridas. Tentaria não tirar a tal escama de peixe que o médico tinha dito fazer bem para a cicatrização. Com o restante do corpo, faria o possível para sair do banho o mais impecável que conseguisse, tinha um nariz muito bom e sabia bem que se fedesse muito poderia estragar sua capacidade de rastreio, por isto focaria em voltar ao seu cheiro neutro padrão e tender ao cheiroso como sempre fazia. Arrancaria os pelos que o diferiam de uma fera, mas não cortaria seu cabelo, tinha decidido que iria deixá-lo crescer por preguiça de dificultar mais ainda sua sessão de higiene pessoal. Quando, enfim, findasse seu banhar, lavaria sua calça e suas ataduras e pô-las-ia para secar ao sol em alguma janela ou em estendidas em algum móvel onde o sol incidisse. Obviamente, tiraria o dinheiro de suas calças e o papel que ensinava como usar o escudo.

Quando terminasse o banho e a lavagem de suas roupas, iria até o local onde Mathilda tinha dito ter roupas, ainda nu por não ter opção e perceber que permaneceria assim por um bom tempo só quando atingisse seu destino. Procuraria duas vezes, torcendo para ter se enganado e que algo ali o servisse, mas não tentaria a terceira. Tinha desistido daquilo e, agora, só restava evitar o máximo que conseguisse a espadachim enquanto suas roupas ainda estivessem molhadas e inúteis, contudo o destino não se fazia amável, pouco depois ela apareceu. Falou sobre o tapa-olho e ignorou sua nudez, talvez estivesse constrangida demais para comentar. Victarion para findar aquele momento constrangedor o máximo que pode deu a ela o valor monetário requerido. Quando sozinho trainaria sua mão menos destra treinando em um lugar espaçoso, deferindo golpes em um inimigo imaginário. Tentaria treinar mais um pouco sua caligrafia se tivesse algo para escrever e alguma coisa onde escrever e, quando se entediasse, esperaria pela sua volta deitado no sofá da sala com o escudo tampando suas vergonhas.

A falta do que fazer colocou-o nos braços dos sonhos em pouco tempo e, logo, o cavaleiro estava tendo seus pesadelos.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 5 EmptySeg 26 Jun 2017, 23:54

AVENTURA FINALIZADA


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
Avaliação - Victarion


Perdas:
● Primeiro uniforme de agente OK.
● Parte superior do segundo uniforme de agente OK.
● 30.000 - Tratamento Médico Negado. Isso não precisa ser contabilizado, já que após pagar o médico ele recebe a mesma quantia de sua superior.
● 20.000 - Materiais para costura OK.
● Armadura OK.
● Tapa-olho OK.

Ganhos:
● Perícia Escudista OK.
● Perícia Instrumentos Musicais OK. Observação para ambas as perícias: Assim como deve ser colocado no post algo que avise o começo do aprendizado da perícia, também deve ser posto algo que indique seu término. Após isso é feito o parágrafo que explana sobre a condição física e mental do personagem depois do aprendizado.
● Uniforme de agente em treinamento (restou apenas a parte inferior) OK.
● Tiro na panturrilha (Tratado, mas ainda causa dor) OK.
● Cicatriz de garras no peito (Resultado da batalha contra um dos monstros na floresta) OK.
● Espada comum OK.
● Escudo comum OK.
● Progresso no aprendizado de Ambidestria (4 posts) OK. O player deverá trabalhar mais a ambidestria antes de adquiri-la, e treinar mais em combate que em questão de caligrafia, já que é quase certeza que ele quer a vantagem para usá-la em combate.
● Novo Grupo: Governo Mundial OK.
● Nova Divisão no Governo: Cipher Pol 1 OK.
● Missão: Recrutamento OK.
● Missão: Escolta de um nobre. OK.
● Tapa-Olho e Chapéu (foi feito pela NPC Acompanhante com materiais comprados pelo Hidan, e serão entregues no último post após a avaliação) OK.
● 50cm de cabelo: O personagem (mink) tem metabolismo acelerado e o ritmo de crescimento de pelos é elevado. Ele resolveu deixar o cabelo crescer durante toda a aventura e a passagem de duas semanas que haverá no post final. OK.
● Insígnia da CP1 OK.
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Atualização de Photoplayer:
 
OK.

NPC Acompanhante:
 
OK.




Relação de personagens:
● O player faz OK.

Exp: 9
EdC: 9

Localização: Conomi Island - East Blue OK.

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