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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Belle Époque I: Fonctions

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MensagemAssunto: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptySex 12 Maio 2017, 13:54

Relembrando a primeira mensagem :

Belle Époque I: Fonctions

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Victarion Greyjoy. A qual não possui narrador definido.


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Hidan
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptySex 26 Maio 2017, 23:11

Submerso em sua própria existência, afogava-se. Almejava a morte com todo o traço de vontade que ainda se agarrava ao seu corpo. O silêncio o preenchia. Sentir nada nunca foi tão bom quanto no momento de sua morte, viver nunca foi tão fácil quanto no momento de sua morte; libertador. Suspirou aliviado quando ouviu a morte chamar seu nome. Olhou para trás, mas antes de ver, sentiu, as mãos frias envolvendo suas bochechas e o puxando para mais perto de um rosto sem forma. Conhecia bem a história, o beijo da morte. Deixou-se levar. Ouviu seu nome mais vezes, de um lugar e de lugar nenhum. E quando a morte estava próxima, a dor germinou.

Regressara à vida com a única sensação igualitária do mundo: dor. Vivo, estou vivo... não comemorou. Olhou nos olhos da humana, piscou os olhos e mexeu o maxilar, tentando voltar a raciocinar enquanto a sua cabeça era abalada pelo despertar dos seus sentidos. Era doloroso viver, embora, ele mesmo já soubesse que não poderia ser morto por qualquer um menor que seu fardo; cada vez mais, tudo parecia menor que ele, um mundo envolto eu seu negro, em segredo, invisível. Temeu viver para sempre.

Condensou as próprias ponderações com as de todos. Estava óbvio que o melhor era não depender do nobre e de sua vassala. Os segredos tinham afunilado a confiança que pouco conseguia encontrar em homens, machos ou fêmeas. As constatações de Mathilda vieram para que enfim percebesse que a floresta estava cheia de lobos, silenciosos e sem língua. O urso mata a alcateia, recordou quem era, mas não deixou-se levar por sua prepotência, identificava certa astúcia na fêmea e notável desequilíbrio no macho bem-nascido. Somados representavam perigo, farejou no ar.

Libertaria o cinto, num clic. Ajeiraria o tapa-olho, arrastaria os cachos para trás do cabelo e olharia para o sol, ou para a lua, e tentaria predizer quanto faltava para penumbra partir ou chegar.

– Eu baterei o caminho – murmurou, com seu típico ímpeto melancólico e desanimado. – não esperem por mim...

Levantaria e mexeria a espada na bainha, bem sabia que poderia custar sua vida se aquela lâmina agarrasse em um momento inapropriado. Por mais que não gostasse, ele sabia o que estava fazendo e nada poderia ser melhor do que deixa-lo solto em uma floresta. Pra ele, cada crocitar, rugir e ladrar era muito mais que demonstrações de selvageria. Numa floresta, ele teria ouvidos em todos os cantos se os animais seguissem seu fluxo natural. Partiria, uma caçada livraria sua cabeça dos pressentimentos terríveis que estava tendo ali.

Possuía certo receio de deixar os três sozinhos e por isto apenas se distanciaria um perímetro que conseguisse ouvi-los e estivesse apto a responder um pedido de socorro, por precaução bateria o perímetro rumo à montanha, se encontrasse algo, voltaria para o trio e os avisaria. Enquanto batia o caminho, buscaria o cheiro de presas com as narinas e iniciaria sua caçada, ainda prestando atenção nos sons que o grupo emitisse e não negaria um pedido de ajuda.

O rapaz-urso possuía uma técnica de caça bem mais animalesca do que humanizada, por isso acabava nunca sendo furtivo para dar ao animal alguma capacidade de reação. Conhecia-os para saber bem que era aquilo seu último desejo; lutar por sua vida e os animais que não faziam aquilo, como cervos e outros animais que fugiam diante ao perigo, eram covardes e não mereciam que um urso os comesse.

No instante que farejasse algum animal de porte médio ou grande, macho e adulto, poria sua lâmina para fora de seu descanso e daria a prova do que estava prestes a acontecer com um golpe no ar. Correria. Por mais que não fosse um caçador furtivo, o mestiço tinha suas nuances e usaria táticas de cerco para ter os animais em armadilhas. Flanqueando eles se dessem perseguição e buscando encurrala-lo aos pés de um monte, ou de um desfiladeiro, ou, até mesmo, de alguma árvore grande como um carvalho.

Quando o embate entre os dois animais começasse, o meio-homem, abriria as perdas e flexionaria seus joelhos enquanto arrasta a perna direita para trás. Esperava que o animal ao ver-se encurralado avançaria. Caso contrário o urso-negro faria isto para ele, usando da cautela e do seu tamanho para não deixar que ele fugisse.

No instante do golpe, jogaria a espada para cima, desceria a arma enquanto joga seu peso e golpearia a cabeça de sua presa, voltando o braço para cima e repetindo o golpe até partir o crânio que alvejava.Tomaria cuidado com movimentos muito bruscos seu ferimento ainda estivesse em processo de cicatrização. Todo golpe que lhe fosse deferido contra o mestiço, seria respondido com outro golpe com a parte mais larga da espada, visando apenas bloquear o golpe e não dar uma morte mais dolorosa à sua caça. Variaria a angulação da espada com a variação do golpe do oponente, porém a única estratégia possível para uma investida de um animal era respondendo com uma estocada entre os olhos deste, jogando todo o seu peso na espada para que o impacto entre as duas velocidades não o atirasse metros para trás.

Se o animal escapasse Victarion iria segui-lo até conseguir. Era uma clara idiotice deixar o trio para trás, mas a personalidade impetuosa não admitia que ele não fosse o melhor caçador de todos e, como um, não podia deixar que sua presa escapasse. No momento que ele escolhe uma caça, ou ele, ou a caça morre, mas ele não podia morrer vestido em seu fardo. Devido a isto, se por algum motivo percebesse o grupo de sua audição, tentaria rastreá-los com o cheiro de Mathilda, que já devia conhecer bem pelo tempo de convivência, se não assim seria pelas características que conseguia recordar da noite que chegaram ao submarino, conheceram o nobre-anão e Victarion teve o cuidado de reparar em como poderia rastreá-lo caso ele fosse sequestrado.

Ao abater a caça, a arrastaria pela floresta de volta ao acampamento, no caminho se encontrasse presas menores e que fossem fáceis de abater, não pensaria duas vezes. Buscaria saber escutando o barulho da floresta se existia algum de perigo próximo, instantaneamente escutou algo se arrastando na praia de novo e um beijo gélido percorreu seu corpo, num calafrio. Ao deixar a caça no acampamento do trio, se eles tivessem montado um, voltaria para buscar lenha seca para uma fogueira, com seus conhecimentos saberia procurar qual árvore proveria uma lenha mais útil. O urso-negro e a lince-albina dormiriam coberto pelas estrelas, mas teriam uma fogueira para olhar enquanto variavam os turnos de vigília. Se sentisse fome, não se importaria de comer a carne crua, mas não negaria se alguém conseguisse cozinha-las.
Histórico:
 


Última edição por Hidan em Sab 27 Maio 2017, 20:11, editado 1 vez(es) (Razão : errei o nome do meu personagem ahsua)
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptySab 27 Maio 2017, 02:36

O amigão-urso partiu mata à dentro e os outros três foram percorrer seus 10 quilômetros diários. Estava de dia e ele podia julgar que, pela posição do sol, estavam em alguma das horas de transição entre a manhã e a tarde. Para alguém acostumado com rastreio e com os instintos de uma besta antológica, a busca de inimigos demorava não mais do que meia hora para bater todos os quilômetros que o grupo seguia. Caçar e rastrear perigos foi no entanto mais árduo, mas não por incompetência do caçador. A aproximação dos humanos faziam todos os animais recuarem, alguns confrontavam o grupo, mas só faziam isso para fugir logo em sequência. Boa parte dos animais tinham conhecimento suficiente que grupos de humanos representavam perigo, até mesmo os minks que eram apenas metade homem eram dignos da desconfiança e os animais covardes já cediam de imediato seu território para não ter de ceder sua vida.

Enquanto não tinha presa para ir atrás, durante os 3 primeiros quilômetros, que duraram mais do que podia-se esperar, com a grande bagagem duas vezes maior que sua portadora, a secretária parecia se arrastar para conseguir fazer aquilo. Mathilda parecia consternada com o fato de ela não querer dividir comida com os guardas que o próprio governo os enviou e não deu a graça de sua presença no carregamento das bagagens. Victarion pode ouvi-las brigar duas vezes por motivos completamente aleatórios.

No 5° quilometro a tarde já estava em sua metade, mas o sol parecia não ter efeito algum contra a umidade da floresta. Com sorte, o mink encontrou o um javali imenso, com presas tão longas quando braços humanos e olhos pequenos imersos em fúria. Pelo olfato Victarion já sabia que estava confrontando contra um macho.

O animal avançou, Victarion estocou e cortou a boca dele em duas abas. Após um guincho de desespero, o javali viu que aquela luta não valia tanto a pena e começou a fugir, mas o caçador não poderia deixar de maneira alguma que aquilo acontecesse. Ambos correram, um atrás do outro, e, quando o espadachim estava próximo à fadiga por não estar tão apto à corrida, o javali (que já tinha perdido muito sangue), bateu o casto em uma raiz que fugia para fora da terra e caiu, sentenciando-se à morte.

A lâmina ensanguentada subiu. Um guincho ecoou. E o novo agente do governo arrastava seu jantar de volta para o acampamento.

Alcançou-os no inicio na noite, tinham percorrido exatos, 7 quilômetros e a secretária estava bem próxima de desmaiar. Mesmo assim, foi ela quem montou a tenda deles. Do lado de fora, encostada em uma árvore ao lado de uma fogueira estava a outra agente, com uma fogueira lambendo a brasa e dançando conforme o vento ornava. Carrancuda, disse para que dormisse e que ela teria o primeiro turno de guarda. O cansaço de Victarion o obrigou a não negar. Deitou, fechou os olhos e apagou.

Parecia que no mesmo segundo que seus olhos se fecharam eles se abriram, com os gritos e rugidos em toda parte, mas entre os dois instantes tinham decorrido horas e a madrugada já tinha entrado. A primeira coisa que viu, foi à sua frente a barraca sendo derrubada do nobre e sua secretária. Olhou para o causador e viu uma sombra tão grande quanto ele, outrora dez vezes mais animalesca e, entre Victarion e o animal, Mathilda corria na direção da fera para confrontá-la.
Monstrão:
 

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptySab 27 Maio 2017, 07:10

Levantar-se-ia, implacável e imponente como o verdadeiro predador natural de tudo. Cravaria seus passos no chão, enquanto, em sua cabeça, tudo passava um tanto mais devagar. Esse foi um dos que fugiu? olhou de soslaio a besta. Viu mais de si mesmo nela do que jamais conseguiu identificar-se com qualquer homem. Ponderou que talvez esse fosse o algoz de Mathilda e a saliva, junto ao pensamento, desceu amarga.

Bufando, transtornado, puxaria a espada com tamanha rispidez que a bainha viria casada à arma e ele seria obrigado a arrancar o aço à força de sua vestimenta e atirar o utensílio para longe. Morrei em uma caçada, viu-a respondendo sua pergunta de dias atrás, numa sutil distorção de sua real memória. Correria. Não antes de aprendermos a dançar dois aços no ar... ponderou, quem sabe ela parasse de ser útil quando terminassem, mas, como ele, por enquanto, ela tinha um fardo. E quem tem um fardo, como ele, não pode morrer.

A corrida serviria para encurtar a distância entre as duas bestas até o rapaz-urso estar entre dois e quatro segundos de atingir o seu alvo, estando este em movimento ou preso à inercia. Para medir a distância exata usaria sua capacidade absurda de memorização de tempo para facilitar e seu soberbo conhecimento sobre técnicas de batalhas.

Ao atingir a faixa de tempo, flanquearia seu oponente pela direita apenas o suficiente para em uma linha reta entre ele e a nuca da fera. Novamente, correria, agora não dando muita importância em ter um gasto excessivo de energia já que a distância era relativamente curta, levando em conta que estaria à no máximo quatro segundos de distância.

No instante que faltasse um passo entre os predadores, Victarion flexionaria a musculatura da parte inferior de sua perna esquerda, a melhor delas, para impulsionar seu corpo para frente. No ar, inclinar-se-ia sutilmente na direção do seu adversário e jogando o ombro esquerdo para trás enquanto retrai seu cotovelo e direciona a ponta de sua espada para algo próximo à cabeça da fera.

Pouco antes do impacto, giraria o dorso, jogando seu ombro direito para trás e esticaria o outro braço, segurando a arma com o máximo de forças possível e contraindo o músculo de trás do braço, que faria seu braço manter-se duro durante a estocada.

Efetivando o golpe ou não, recuaria alguns metros para poder estabilizar sua respiração.

Como um bom estrategista, o mestiço tinha todos os possíveis golpes da fera em mente. Evadindo patadas com movimentos em arcos de baixo para cima, contrapondo o movimento natural de um animal quadrúpede, angulando a arma para bater a bater plana contra a pata, já que assim teria mais chances de acertar o golpe, mesmo que parcialmente, pelo lado plano ser maior. Mordidas seriam afugentadas com estocadas dentro da boca, fazendo com que o animal tenha a instinto natural de fechar sua boca, facilitando o golpe que viria em seguida: um poderoso corte na horizontal da esquerda para a direita que visava cegar um dos olhos ou quebrar alguma de suas presas. Outrora, se a besta ainda sim não fechasse a boca, o segundo brandir nasceria apenas para quebrar uma de suas presas e, em conjunto, o mestiço recuaria. Efetuando os bloqueios tanto para ele quanto para a fêmea-albina, entrepondo-se entre os dois na primeira oportunidade que tivesse para poder assumir o embate sozinho dali para frente.

Levando em conta que a missão dada aos agentes era de proteger o nobre, remodelaria toda a sua estratégia de recuo para se aproximar dos outros dois caso o monstro avance contra o cientista, embora, após deferir seu primeiro golpe murmuraria no seu corriqueiro desgosto:

– Mathilda... o nobre... cuide do nobre...

O mestiço não era tão bom para dar ordens como alguns eram, ou tinha qualquer capacidade de moldar nada além de melancolia com sua língua e lábios, nada obstante torcia pela inteligência da espadachim alçar o que estava subtendido em sua frase. Mesmo que fosse bem mais o seu lado caçador megalomaníaco falando, ele temia que o fardo dela não fosse grande o suficiente para enfrentar um inimigo como aquele e se aquele animal fosse realmente um dos quatro fugitivos alertados pelos alto-falantes, ele teria um foco maior em matar o nobre do que qualquer outro ali, alguém teria de protegê-lo, mas não o caçador. O caçador mata a fera, a maior dentre elas.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptyDom 28 Maio 2017, 12:27

Imerso n’um respeitoso caos, o Amigo Urso, levantou. Firmou um passo depois do outro, numa cena que poderia muito bem ser gravada para um filme de super-heróis, seguiu andando com a sua pose de protagonista marrento até que o seu lado suicida competidor o levou aos pés do monstrão (que tinha sua altura estando em quatro patas, esclarecendo). Correu, flanqueou, pulou e estocou. Conseguiu atravessar o emaranhado de pelos e ferir profundamente a monstruosidade. Um corte profundo, causado por toda a aceleração do movimento e a poderosa massa que onde o golpe provinha. O monstro rugiu e atacou com uma patada que acertou em cheio contra a espada de Victarion, que já tinha visto o golpe e foi bloqueá-lo. O impacto colocou o cavaleiro a cambalear para o lado e quase cair. Outra patada veio, mas ele já tinha se distanciado.

Quando foi lembrada do nobre, pelos lábios do predador que lutada do seu lado, seus olhos se abriram e suas sobrancelhas arquearam. “Oh!” deixou escapulir, já virando o rosto para procurar pelo nobre e começar a correr na direção contraria ao embate.

A fera, consternada com um dos seus oponentes tentar escapulir ignorou a existência de Victarion e começou a seguir a presa fujona. Mathilda não percebeu à aproximação até que ele já estivesse perto o bastante para abrir sua boca numa mordida que seria fatal. Munido dos seus conhecimentos de batalha e tendo já descansado, Victarion surgiu entre eles, transpassando a espada da boca ao focinho. Puxou a espada antes que o monstro a mordesse, ao sons dos grunhidos de dor da fera e rugidos de ódio; aparentemente as duas criaturas pareciam compreender uma à outra.

Não satisfeito com todo o estrago, o mink ainda bate sua espada contra uma das presas do monstro e o vê gritar em agonia, mas responder um golpe com uma patada que naquele momento seria impossível de bloquear. O Menino Urso sentiu a pata bater contra seu corpo, rasgar suas roupas e esfolar seu couro e o arremessar na direção de uma árvore que envergou com o golpe.

O baque contra a árvore quase arrancou a consciência de sua carne. Sua vista embaçou com a dor em suas costas e parecia não querer voltar à nitidez. Seu antebraço dava cãibras de tanto que deve de segurar sua arma para não deixa-la presa ao dente da criatura e os centímetros do seu peito que estava esfolado ardiam. Mas nada podia ser comparado com suas costas. Sentia-as em brasa, mas, aparentemente nada parecia estar quebrado dentro dele.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptyDom 28 Maio 2017, 14:29

Os sentidos se foram e voltaram. Tantas vezes que, naquele instante, podia estar vivendo um sonho ou servindo seu fardo em algum inferno. Eu não posso morrer... recordou lamentando, enquanto gemia de dor pelo golpe e apalpava a ferida que tinha sido cravada em seu peito com a mão que tinha sido obrigada a soltar a espada em seu colo por cãibras. Ponderou que não estava tão ruim, ao menos aquilo não sangrou como na luta contra o cavaleiro dourado. Respiraria fundo, farejava o cheiro do sangue de sua presa. Aprisionaria seu olho em sua própria pálpebra; seu olho azul podia estar inútil, mas seus outros sentidos funcionariam tão bem quanto. O pouco tempo ainda tinha se quisesse ser o fardo que faria a lince-branca viver e ele tinha de ser bem aproveitado. Com ou sem visão... eu não posso morrer, recordou, sórdido.

Apoiaria a mão direita no chão e envolveria o cabo de sua espada mais uma vez com sua melhor mão. Fincaria a espada no chão enquanto impulsionava seu corpo com a mão direita e tentaria se erguer, trancafiando as maldições da dor em seu lábio rosados.

Censurando sua visão, iria ter mais energia para concentrar nos outros dois sentidos afiados que ainda lhe restava, isto somado à sua plena capacidade de caçar para descobrir onde o animal estava e para onde iria, deveria ser tão útil quanto um único olho era. Esticaria as costas, sentindo uma pontada de prazer na dor que era enfrentar algum oponente digno de dar vida ao seu sofrimento interno, suspiraria entediado, inclinaria seu dorso e correria na direção do odor e do som. Esperava que o sangue quente o fizesse esquecer-se da dor nas costas.

Investiria com sua velocidade máxima, mesmo que precisasse correr por algum tempo para conseguir fazer sua musculatura atingir seu máximo. Tentaria não bater em árvores usando do seu conhecimento sobre elas para saber identificar o cheiro de cada uma e poder mudar de direção caso estivesse indo de encontro a alguma, mesmo que houvesse grande possibilidade de não existir mais árvores entre eles já que seu corpo tinha sido arremessado em linha reta e ele não teria muito motivo para deferir um percurso tão diferente daquele, era sempre bom ter um desvio para todo o tipo de acaso.

Quando pairasse próximo de atingir o outro predador, voltaria a abrir o olho azul-gelo. Esperava que o tempo tivesse sido suficiente para que sua visão voltasse a funcionar com a nitidez necessária para identificar mediocremente onde estaria atacando. Não esperava ter sua visão completamente perfeita, mas gostaria de poder saber onde estava o focinho e as patas frontais e traseiras.

Se fosse possível identificar o mínimo, correria para a sua frente e ergueria sua espada acima paralela ao ombro direito. Jogaria o seu peso para trás e balancearia o movimento dando um passo com a perna esquerda para frente e começaria a inclinar a arma na direção ao topo das árvores. Em um movimento único, racionaria o pé esquerdo para fora e ergueria a perna direita jogando o peso do membro na mesma direção que o pé estava indo, jogaria o quadril junto ao movimento. Em suma, as rotações serviriam para impulsionar o golpe o máximo possível e descrever na carne da pata que havia o atingido um corte diagonal de cima para baixo com todo o peso do seu corpo e a aceleração que iria conseguir com a rotação de todo o seu corpo em conjunto. Visando a pata, tentaria atravessá-la, para, assim, amputá-la ou torna-la inútil. No caso, da pata que o golpeou ter sido direita, golpearia a outra, já que, essa seria a mais fácil de amputar sendo canhoto.

Não sendo possível visualizar onde ele estaria atacando, tentaria identificar para onde Mathilda estava indo e se a fera estivesse seguindo-a, julgaria aquela parte como sua frente e descreveria o mesmo movimento, apenas, dessa vez, não teria tanta certeza onde o golpe iria acertá-lo, se acertasse, mas apenas infligir dano seria o suficiente.

Se a fera tivesse, por algum motivo, parado de perseguir sua parceira. Apenas não precisaria correr e esperaria o impacto entre eles de pé aos pés das árvores que envergara. Com sua capacidade de tempo e seu intelecto superior, fruto dos livros de táticas de guerra, calcularia em quanto tempo ele seria atingido com o som dos passos da besta e assim escolheria o melhor momento para desferir o golpe que poderia amputar sua pata.

Como tática de evasão a dano, teria duas situações: na primeira, ele enxergaria suficientemente bem para ter um plano de bloqueio usual; na segunda, ele precisaria usar muito bem todos os outros sentidos e, ainda sim, ter certa fé naquilo que estava fazendo. No primeiro dos casos, iria interpor a parte plana e descrever movimentos contrários aos descritos pelo oponente e, no caso de mordidas, seria suficiente apenas estocar dentro de sua boca ou segurar a parte plana da espada e empurrar o focinho para longe. No segundo caso, ele evitaria o máximo ficar próximo o suficiente para que seu inimigo o golpeasse, mas, em último caso, tentaria somar o pouco que conseguia ver com o restante dos seus sentidos para definir que tipo de ataque estaria sofrendo para bloqueá-lo normalmente.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptyDom 28 Maio 2017, 22:46

Mesmo atordoado, o ursão levantou dolorido e voltou para a batalha. Com apenas a sua visão embaçada, rastreou o alvo com os outros sentidos aguçados e notou que ele estava no exato lugar de antes batalhando contra Mathilda que parecia estar tentando apenas abrir algum tipo de brecha para que pudesse escapar da aberração. Os metros que os separavam, foi o suficiente para que a corrida liberasse adrenalina suficiente na corrente sanguínea do espadachim e desse-o a oportunidade de ignorar um pouco a dor que sentia em suas costas. Nesse meio tempo também foi possível distinguir formas básicas com sua visão, que ia melhorando aos poucos.

Frente a frente com a fera, teve de bloquear o primeiro dos golpes, medindo forças com o o monstro que já tinha perdido uma quantidade razoável de sangue; ganhou. Quase foi mordido, mas no instante que o animal percebeu que seria golpeado dentro de sua boca, ele cerrou os dentes e a espada apenas bateu e voltou contra as presas tão grossas com os dentes do javali, cada uma. Na primeira abertura que viu, golpeou, com sua força sendo “upada” pelo giro. A carne da pata esquerda do urso rasgou e o osso ficou à mostra, mas não era o suficiente para cortar o emaranhado de pelos, gordura, carne e ainda assim amputar o membro.

Em resposta ao golpe, a fera bateu a pata com menos força que antes e o tirou do caminho, atirando-o no chão. Teve ali uma oportunidade de ferir Victarion e não o fez. Parando para prestar atenção o animal tentava se comunicar, n’uma língua selvagem que o agente não escutava há anos. “Anão mau!” seus rosnados expressaram “anão machucar pequenas”.

Sentiu um calafrio e ouviu um rugido que anunciava à morte. Algo estava chegando e não parecia querer agregar ao lado da justiça.

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptySeg 29 Maio 2017, 03:40

Mais uma patada veio e como reação Victarion só conseguiu perceber o chão pulando para abraçá-lo. O baque surdo veio logo em seguida, outrora o avesso de surdez nascera com o impacto. Estatelado no chão, pela primeira vez, ouviu. Ouviu a fera e ouviu suas próprias dúvidas. Quis ser incrédulo nos sons que tinha conseguido traduzir, mas o ato de negligenciar um golpe certeiro demonstrava que a fera não tinha qualquer objetivo de ferir o meio-urso. Ele... só quer... o anão... o ato confirmou suas expectativas, ele era uma experiência do anão, e o olho solitário correria para a direção que o urso ia, cheio de um desdém. Cada vez o remetia mais os gritos que ecoavam pelo submarino à noite, sentia mais nojo daquela pequena existência covarde. Uma marcha de gritos tocou em sua mente, por fim um calafrio veio para calar a agonia de sua mente e dar vida a um grito que levantava o estandarte da morte. Os outros...

Libertou sua visão do nobre. Mais do que nunca, desgostoso. Triste, considerou que sua missão nunca foi fazer justiça. Era preciso que aquele anão chegasse ao seu destino. Não importa as consequências disso... advertiu-se, sempre foi sabido que muitas vezes seria obrigado à ir contra a moral para ser a melhor máquina de guerra do governo, mesmo assim a sensação de fazer aquilo deixava sua garganta seca e com um nó. Era tão ruim saber que em suas mãos teria mais sangue de uma criatura culpada apenas de existir, como se já não bastasse ter nascido tarde demais para parar a era dos piratas. Lágrimas subiram ao seu olho sem serem convidadas, o urso-negro logo expurgou a existência delas com as costas da canhota, brusco e ligeiro, não queria que ninguém notasse sua fraqueza. Ele tinha de ser forte, era fadado a isto.

Novamente, erguer-se-ia, agora como não menos que um vulcão derramando caos pelas narinas. Se tinha de vestir o fardo, seria justo; mataria os quatro, de forma limpa. A missão não podia falhar. Todos já morreram quando se contrapuseram ao meu destino... o primeiro dos quatro mortos-vivos estava ali, à sua frente. Tinha de ser rápido quanto ao fato de levar este ao abate, lutar contra três é melhor do que lutar contra quatro... incentivou, silencioso, seus passos a irem contra o animal, ambos os pés relutariam, mas com pouca insistência cederiam.

Cambalearia até seu oponente, com tanta variedade de dores para sentir que cada vez sentiria uma parte nova em suas costas para ter dor lá. Acreditava que o outro predador não tinha intenção de fazê-lo sua presa, mas, mesmo assim, tomaria certo cuidado na aproximação, bamboleando até um de seus flancos e se aproximando novamente de seu pescoço, à todo momento pronto para revidar golpes.

Empunharia a espada com as duas mãos. Arquearia os joelhos, e flexionaria os músculos superiores da perna para não jogar todo o peso apenas nos joelhos. Arrastaria a perna esquerda para frente e a direita para trás, cantando o sapato no solo terroso da floresta. Travaria os músculos da perna destra e impulsionaria o corpo para frente, tirando-o do contato com o solo, simulando um andar, enquanto ainda manteria a ponta do pé esquerdo no chão. Desceria a arma com todas as forças que tinha e jogaria seu corpo para frente para dar seu peso ao golpe. Antes de cair, colocaria o pé direito à frente do corpo, para estabilizar-se. Subiria e desceria a arma, mais e mais vezes até conseguir decapitar a criatura, dando golpes menos técnicos que os corriqueiros, outrora mais brutais.

Embora tivesse esperança de conseguir dar fim ao sofrimento do besta sem muitas delongas, interromperia o ataque assim que notasse que estava sendo atacado por quem quer que fosse. Como não conhecia as outras três criaturas, mas podia tirar certa linha de pensamento de que todos poderiam ser algum tipo de animal grotesco. Com base nisto, não teria problemas de medir forças respondendo dentadas com estocadas dentro da boca, próximas ao pescoço ou na região dos olhos. Se o animal tivesse algum tipo de cauda e a usasse para atacar, tentaria ser ágil o bastante para entrepor a espada entre o golpe e ele, espalmando a mão direita na parte plana da arma para ter dois apoios e dificultar que a arma fugisse dos seus dedos. Para os outros tipos de golpes, apenas mediria forças ao retribuir um golpe com outro espelhado no seu e, se fosse possível notar, tentaria desviar o golpe para longe do seu corpo com a arma se percebesse que o golpe seria forte demais para apenas anulá-lo. Desviando, anulando o golpe ou sendo alvejado; recuaria para analisar melhor a situação.

Não poderia descartar que algum dos inimigos poderia ter seu empenho voltado à tecnologia, considerando que alguém com a capacidade de ter um navio tão tecnológico, poderia ter experimentos do tipo. Neste caso, ainda sim usaria sua espada para entrepor os golpes, outrora evitaria medir forças já que era bem possível que qualquer tipo de máquina com inteligência poderia ser mais forte do que ele. Sempre mantendo a estratégia de bater golpe contra golpe, contra-atacar e recuar alguns passos para analisar melhor como deveria proceder.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptySeg 29 Maio 2017, 10:01

Decidido a seguir o lado do governo, quer ele estivesse certo ou errado, o espadachim cambaleou até a lateral do monstro e desceu a espada. A lâmina zuniu no ar, brilhando o reflexo da lua, sentiu um impacto e algo bateu no chão. Após o golpe, o único som que conseguia ouvir era o gotejar, que cantava, cantava, lamentando uma morte. O mundo foi tomado pela penumbra. Seus sentidos se foram por um instante e quanto acordou uma lufada de alguma coisa malcheirosa agrediu suas narinas veio junto a um hálito quente. Sentiu a grama mordicando suas orelhas e quando abriu o olho visualizou uma nova aberração frente-a-frente. O focinho cheirou seu rosto, lambeu o suor de sua bochecha e gritou para Mathilda que voltava para defender seu companheiro imobilizado. O grito não tinha nada além de sede de vingança, porém foi o suficiente para fazer a agente recuar, tropeçar e cair sentada.

Noventa-e-oito... por-... por que o treze está com uma espada presa nele? ― Ouviu uma voz encima do monstro, mas não podia ver de quem era, apenas sabia que era feminina.

Ele... Ele está descansando agora, noventa-e-nove. ― Respondeu outra voz, no idioma comum dos homens. Também provinha de uma fêmea. Ela disse e engoliu seco o choro, entretanto não conseguiu fazer que a voz não saísse trêmula.

Uma mão pequena e sem cor deu tapinhas no topo da cabeça do segundo monstro e a voz segunda voz disse: ― Precisamos voltar daqui... O treze... Não voltará conosco.

Imediatamente, o monstro recuou e antes que se perdesse na mata, Victarion pode notar uma criança agarrada às costas de outra um pouco mais velha, mesmo assim um tanto mais nova que o mink. A criança estava com um sobretudo com capuz todo rosa, com as mangas rasgadas mostrando sua pele toa enfaixada e um cachecol floral em torno do seu pescoço. Preso entre o antebraço e seu corpo, pendia um boneco de pano surrado, com botões negros no lugar dos olhos. A mais velha tinha todo o corpo coberto por seu sobretudo negro com capuz. Eles passaram ao lado do corpo desfalecido da fera, onde a espada do menino-urso estava presa e ela se esticou para acariciar o pelo dele e dar-lhe um aceno de despedida com a mesma mão.


Assim que partiram, Mathilda desembainhou a espada e apontou contra a secretária:

Diga tudo. ― Aproximou a arma do cientista

O que fugiu do submarino? O que explodiu dentro do mar? Eu já sei a verdade, só quero que você diga com seus próprios lábios!

Vo-você não pode fazer isso eu so-...

Que os sete infernos queimem seus títulos, meu pai deve ter o dobro de influência do que você. Diga! Quero ouvir de sua boca que você é um monstro!

O que você quer saber? Tentei recriar alguém como seu amigo ali. Tudo daria certo, as últimas duas seriam duas vezes melhor do que a besta do governo...

Mathilda interveio, parecia não se sentir confortável com a verdade sobre seu companheiro sendo dita em voz alta: ― Não compare Victarion com aqueles bichos. Quem chorava todas as noites?

A noventa-e-nov... Espera, por que você quer saber isso? É comum que durante a infância as criações tenham emoções demais...

Pois bem, como espera que chegaremos vivos se estamos sendo caçados vinte e quatro horas por dia?

Ouvir dizer que é preciso apenas dar um nome que o grandão ali trás uma cabeça. ― Interrompeu a secretária. Olhares maldosos emoldurados com sorriso perversos foram trocador e ambos pronunciaram, apreciando cada sílaba: ― Quatorze, noventa-e-oito e noventa-e-nove.
Monstrão II:
 

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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptyTer 30 Maio 2017, 00:44

As palavras dançaram pelo ar e como tubarões arrancaram um pedaço de sua dignidade numa dolorosa abocanhada glutona. Palavras são vento... titubeou, quando recordou da filhote fêmea que estava agarrada às costas de um filhote um pouco mais crescido. Cuspiu, o desgosto tinha tornado o gosto de sua saliva o mais puro fel, não iria engolir aquilo.

Ergueria seu tronco, ainda remoendo toda a conversa e cada vez mais propenso a correr até sua espada e por fim a tudo aquilo em um banho de sangue real. Apoiaria as pontas dos dedos em sua testa e suspiraria, mais decepcionado do que triste. Pelo menos se fossem máquinas... apoiar-se-ia no chão para se erguer com um solavanco, existe robôs filhotes? Teve de indagar enquanto seguiria em direção com corpo desfalecido do outro predador, talvez nem o destino onde encontrasse máquinas fosse tão fácil assim. Problemático, pisaria na carcaça e arrancaria a espada do corpo, tudo é problemático.

– Não desperdicem minha caça... – murmuraria, um pouco mais alto que o comum, fruto da raiva, ao mesmo tempo que giraria seu dorso para a direção dos três e esfregaria a sua gravata contra o aço molhado em sangue, limpando-o para que a lâmina não perdesse o fio ao ser guarda na bainha; apenas depois do ato lembraria que tinha rasgado seu cinto e jogado a bainha para longe. Arfaria, condenando-se, e pousaria a parte achatada do aço em seu ombro. – prometam.

Negligenciaria qualquer impulso de ir cumprir o que o nobre tinha ordenado antes que os três prometessem, almejava, principalmente, ouvir a promessa da boca de Mathilda; a única ali que demonstrou às vistas do espadachim que era digna de crédito em alguma coisa.

Como um bom caçador, o urso-negro não poderia permitir que uma caça fosse abandonada daquela maneira, logo ela teria que servir de alimento para alguém ou ele seria obrigado a enterrar os corpos e dar um fim digno à vida que tinha sido culpada de simplesmente existir. Se fosse preciso cavar uma cova, procuraria por uma pá no acampamento, caso não encontrasse usaria sua própria espada e suas unhas para cavar e enterrar as duas caças num foço largo e fundo que coubesse ambos.

– Não me esperarem... – lambeu os lábios secos, ajeitou o tapa-olho e adentrou a mata enquanto estapeada os ombros do paletó, na esperança de deixá-lo um pouco mais apresentável. Tateou seu novo machucado e soltou uma maldição silenciosa, se eu estivesse de armadura... não precisou completar. Fungaria, puxando uma lufada de ar para dentro dos seus pulmões e tentaria rastrear o fedor do hálito da montaria dos filhotes.

Na hipótese de não conseguir encontrar nada, voltaria à atenção em escutar algum som que ele conseguisse fazer alguma conexão com algo que tinha ouço, seja a voz dos filhotes fêmea ou algum barulho que pudesse reconhecer como da montaria delas. Em último caso, libertaria seu olho-negro para procurar por pegadas ou traços que poderia identificar como a movimentação de um animal de um porte muito maior que o comum, coisa que seria impossível ver numa floresta no meio da madrugada, logo o prendendo de novo se conseguisse achar alguma direção. Mas, apenas faria uso dele, se todas as outras opções não funcionassem.

A possibilidade de ser atacado enquanto patrulhava atrás de suas presas, por isso, prestaria tanto atenção de o que estava se aproximando dele quanto prestaria atenção nos vestígios deixados. Tentaria, dessa vez, evitar medir forças, boa parte da determinação que tivera na luta e pretendera ter nessa foi obliterada ao descobrir que teria de machucar filhotes, mesmo que estes fossem humanos, ou quase isto, se o anão tivesse falado a verdade. Responderia cada golpe com um impacto da parte plana de sua espada, mas apenas pretendia fazer com que os golpes desviassem do seu corpo, para ajudar, daria um passo na direção oposta à que pretendia mandar o golpe e sempre optaria para a direção esquerda pelo simples fato de não ser ambidestro e não estar usando um escudo.

Ao chegar até suas presas ou se fosse dado batalha à Victarion no meio do caminho. Ele apenas bloquearia os golpes. Tentaria uma ou duas vezes combater o oponente, mas não conseguia empunhar uma espada contra crianças e sua índole já tinha açoitado demais sua alma com a morte da outra fera. Focaria em ganhar a luta na resistência e evitaria se lesionar; seu fardo não correlacionava com matar pessoas inocentes, mas também o impedir de negar qualquer embate que o propusessem.

Na hipótese de ser derrubado pela montaria, outra vez, empunharia a espada com ambas as mãos, deixando a esquerda em seu devido lugar e deixando a mão direita na parte plana da arma. Flexionaria os cotovelos, as partes de trás dos braços, os ombros e os antebraços. E, de uma vez só, empurraria a espada com toda a força contra o rosto da criatura e tentaria jogá-la para o lado ou atordoá-la o suficiente para que conseguisse rastejar para fora e ficar de pé.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptyQua 31 Maio 2017, 05:05

“Eu prometo”, foi a última coisa que ouviu de Mathilda antes alertar que não voltaria tão cedo e partir rumo à escuridão.

A floresta se aprofundou, o derramar prata da lua parecia cada vez mais ineficiente quando se tinha um arvoredo cada vez mais espesso. Havia pedras, raízes e covas escondidas por baixo da crosta de folhas mortes e úmidas, onde tropeçou duas vezes. Mesmo sendo bastante experiente em caçadas, com o dom de sua visão negada por tanto tempo dificultava bastante sua locomoção. Via muito pouco, mas o suficiente para não cair ou bater contra uma árvore, e esse pouco tinha de agradecer à lua minguante que insistia vez ou outra em atingir o chão.

Victarion fez uma pausa momentânea, de olhos presos na distância e o rosto desprovido de expressão. Um vento frio sussurrou por entre as árvores e botou as folhas para correr. A gravata agitou-se no seu peito como uma coisa semiviva. O cheiro e o barulho vinham de bem próximo. Em algum lugar um lobo uivou. O Garoto Urso sentiu uma sensação que era como se alguma coisa o estivesse observando, algo implacável que não tinha gosto algum por ele.

Seguiu caminhada e acabou em uma clareira com uma cabana alojada debaixo de um abrigo natural escavado aos pés de uma pequena montanha de pedra. O musgo cobria boa parte da madeira já próxima da podridão, no entanto o rastro deixado pela montaria das garotas era inconfundível. Aproximou-se e o vento fez o favor de abrir as portas do casebre. Talvez não o vento, mas a garota enfaixada o fez.

Noventa-e-nove, não saia.

Ouviu o grito e a floresta vez questão de ecoar. A noite moldou, mais uma vez, a garota mais velha e sua montaria. A outra besta, um pouco menor que a primeira, zuniu em um vulto e apareceu no exato caminho entre o espadachim e a cabana. A velocidade arrancou o capuz da cabeça da 98 e seu olho negro brilhou. Sem hesitar mais um segundo que fosse ela incitou sua montaria a ir contra ele com um comando na língua animal que Victarion pode traduzir como “mate-o”.

O animal pulou, e bateu com uma de suas mãos. O garoto-urso colocou a parte não cortante de sua arma contra eles e sentiu um solavanco para o lado que o informou que não seria capaz de medir forças depois da batalha com o primeiro monstro. Após isto, acabou apenas mudando a direção dos golpes e indo para a direita. Talvez não propositalmente, aquilo acabava fazendo o monstro ter que girar em seu próprio eixo, várias e várias vezes, gerando um cansaço maior do que a ação deferida pelo caçador. Sua notável resistência era excepcional, mas o foco que estava dando à batalha acabou deixando que pisasse em falso numa pedra e desabasse no chão com um golpe meio-defendido.

Não doeu tanto quanto parecia, seus ligamentos eram lubrificados, graças aos seus anos de treino intenso e sua musculatura fazia com que o desgaste em ligamentos fossem bem menor do que uma pessoa sedentária (eu lembro do meu professor de biologia falar algo do tipo). Outra vez no chão, porém dessa vez ele tinha um planejamento para colocar-se de pé.

Segurou a espada com as duas mãos de uma maneira que não se machucaria, travou os braços e empurrou. A espada bateu contra o focinho da fera que foi ordenada a não comer o caçador pela sua montadora, no entanto o mink não tinha a força para derrubá-la para o lado e acabou fazendo com que ela se levantasse em suas patas e derrubasse a garota. Teve tempo para se rastejar e se erguer, e a situação pareceu ser um pouco vantajosa; até que a garota puxou uma adaga do seu sobretudo e com seu olhar morno ordenou que a fera cercasse o agente.

À sua frente em uma parte do leu lado direito estava a montaria, à sua esquerda estava a montadora e toda a sua retaguarda era composta pela floresta.
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MensagemAssunto: Re: Belle Époque I: Fonctions   Belle Époque I: Fonctions - Página 3 EmptyQui 01 Jun 2017, 05:37

O olho solitário analisaria os dois inimigos, pairando sua visão no olho negro que a garota tinha. Irei matar meu reflexo... o nó de sua garganta fazia com que as goladas de saliva parecessem viscosas demais para que lhe descesse sem um profundo desgosto. Já não era uma tarefa fácil ter de julgar culpado à inocência ou a gana pela vida, ele teria de fazer isto com alguém com o qual tinha uma clara facilidade de se colocar no lugar; não bastava se sentir um perjuro, ele agora era um fratricida, a família de aberrações fadadas à tragédia... sua vida parecia cada vez mais o seu gênero preferido de literatura e, por incrível que pareça, ele não estava apreciando nem um pouco.

Apertaria os nós dos dedos contra a bainha de sua espada, aliviando a tensão em sua mente com um pouco de dor física. Infelizmente, eu não posso morrer, lamentaria noutro ressentimento surdo, enquanto tomaria uma golfada de ar, arquearia os joelhos e inclinaria a espada para a direita, para que pudesse proteger uma maior parte do seu corpo e, ainda sim, ter uma mobilidade boa para bloquear os golpes que viriam do predador. As leis de caça o faziam crer que a montaria era mais perigosa que sua montadora levando em conta sua aparência grotesca, mas como um estrategista de guerra ele sabia reconhecer o real perigo.

A probabilidade de ser atacado pelo inimigo à direita era bem maior do que pela esquerda, levando em conta que por ser canhoto e não possuir nenhum escudo aquela região do corpo era a mais propensa a ser alvo de golpes. Tudo isso se seu oponente fosse alguma criatura com capacidade de formulação de raciocínio lógico, um estratagema simples para um embate de dois contra um, mas, ao julgar pela desenvoltura que a criatura teve, ele não era tão diferente do javali que ele abateu há pouco ou à outra fera, logo seria mais provável que ele fosse atacado pela garota ou que um comando dela ordenasse o ataque.

Mais uma vez ele não atacaria, apenas por não conseguir reunir coragem para ir contra sua própria moral. Era a única coisa que o diferia de um animal selvagem. Empunharia a espada e esperaria pelo ataque de ambos. No primeiro momento, estaria mais preparado para que a menina avançasse. Deixando que seus ouvidos tomassem conta da movimentação de ambos, no entanto sua visão tivesse um maior foco nas movimentações da garota, pois havia a hipótese dela ter a mesma capacidade de Mathilda e seus pés serem leves demais para que pudesse emitir algum som.

Conseguia visualizar que o estilo de combate dela era voltado para uma curta distância onde sua espada seria extremamente inútil, por isto cederia todo o espaço que conseguisse dar entre eles, se ela avançasse demais, e para evitar que desse de costas com uma árvore ou uma raiz, Victarion usaria seu olfato apurado para sentir os cheiros das árvores, tentaria premeditar a distância entre eles e reconhecer a espécie unindo seus conhecimentos em flora com sua habilidade de reconhecer nuances que só um bom caçador tem, para buscar saber se o cheiro das árvores que sentia tinham raízes que costumavam sair da terra, assim se preparando para não tropeçar em nada. Embora, por não ter como saber reconhecer se estava próximo de uma pedra, o urso-negro focaria em gastar sua força em contragolpes de desarme, usando sempre a parte achatada de sua espada e bateria todas as vezes que conseguisse contra a arma e tentaria arremessá-la para longe dos dedos dela. Quando conseguisse desarmar a garota ou uma brecha em seus ataques permitissem que ele batesse a parte plana de sua espada em seu flanco direito e jogasse-a contra a sua montaria, Victarion tentaria fazê-lo e se rogasse êxito usaria do buraco que ela iria deixar para correr e ir para a clareira, ficando entre eles e a cabana.

A sua tática de bloqueio consistiria em, além de usar dos seus sentidos para premeditar o golpe, entrepor a parte chata da espada contra os golpes e empurra-los para a esquerda enquanto da um passo para a direita e segui circundando seus oponentes. Acontecendo um caso um pouco semelhante quando se trata de golpes verticais, onde ele colocaria a espada horizontal na região que julgasse que o golpe iria acertar e descreveria um arco da direita para a esquerda com a lâmina, para fazer uma tentativa de desarme e, ainda, afastar o golpe do seu corpo. Usaria, novamente, essas defesas no caso de que conseguisse fugir do cerco e voltasse à estratagema de fadigar seus oponentes sem causar lesão.

Em segundo momento, estaria pronto para prestar atenção em movimentos coreografados ou que usassem do encaixe de um golpe da garota para que a sua montaria atacasse na guarda aberta. Sua audição seria essencial numa ocasião como aquela, mas também efetivaria o uso do mau-hálito para reconhecer alguma aproximação furtiva. Era sabido que o rapaz-urso não tinha mais forças para medir contra uma criatura daquele porte, sendo assim, ele bateria a parte chata de sua espada contra o golpe que acontecesse, levantaria a perna direita e efetuaria um giro com o quadril para o seu lado esquerdo na tentaria de usar a força do seu próprio golpe para derrubar o animal em cima da garota. Caso ele acertasse-a e se emaranhasse, seria a brecha necessária para que o agente do governo pudesse sair do cerco que eles formaram, outrora apenas o susto causado pelo movimento poderia ajudar para que ele conseguisse passar corrente e ficar entre a dupla e a cabana.

Se a hipótese principal não acontecesse, Victarion estaria preparado para prestar atenção em qualquer comando da garota, demonstrando ainda que ele estava certo quanto à capacidade de raciocínio de um dos seus oponentes era inferior à dele. Efetivando o mesmo bloqueio que fizesse um cair em cima do outro e desse a oportunidade para que o rapaz-urso escapasse do cerco.

Por último, caso a besta conseguisse discernir o que era uma brecha em uma defesa e usasse disso para atacar sozinho ou em conjunto com a garota do-olho-negro, o urso-negro, avançaria contra a criatura e bateria com a parte plana de sua arma contra o membro que o agredisse com a maior força que conseguisse encontrar. Usando do movimento de jogar o ombro esquerdo para trás, girar alguns graus seu punho canhoto para o lado de fora do seu corpo e numa jogada de ombros bateria o aço contra o membro para que causasse dor e distração, tentando fugir do cerco logo em seguida.

Se alguma de suas estratégias desse certo, ele continuaria com a ideia de seguir desviando os golpes do seu corpo e não dar nenhum ataque direto na dupla, tentando ganhar pelo cansaço ou pelos golpes que eles dessem neles mesmos, após o espadachim desviá-los. Obviamente, quando chegasse lá usaria sua audição para prestar atenção na garota-enfaixada e impossibilitar que ela o atacasse pelas costas sem que ele tivesse a chance de tentar bloquear o golpe com um golpe espelhado ao dela.

Se algo desse errado, ele seguiria lutando e tentando jogar um no outro até que conseguisse efetivar sua fuga e ficar entre eles e o casebre.
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