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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - The End of Spring

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MensagemAssunto: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptySab 14 Jan 2017, 17:52

Relembrando a primeira mensagem :

I - The End of Spring

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Luna Argyris. A qual não possui narrador definido.


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Lince
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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptyQui 26 Jan 2017, 22:14

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I - The End of Spring
Part 5 - Ovos e bacon


Assim que Luna adentrou o recinto ela saboreou o ar sentindo sua boca instantaneamente salivar pelo cheiro da comida. Um sorriso de antecipação surgiu em seus lábios. A fome só a motivava a ser mais determinada quando fosse pedir sua comida. Determinação que rapidamente foi testada por uma atendente obviamente mau-humorada.

— Temos diversos pratos de diversos sabores custando entre B$5.000,00 e B$10.000,00 o que você vai querer?

“Bem, um brunch cairia bem…” Pensaria a menina, obviamente intimidada, entretanto mantendo um sorriso desconfortável.

— Ovos… e bacon? Com batatas fritas? — perguntaria ela um pouco insegura. Na verdade ela queria uma salada, mas não tinha certeza sobre a qualidade de verduras do local. Se resposta fosse afirmativa para o que ela queria em seguida pediria — E um copo de água, por favor? — se prontificando a pagar o valor solicitado.

Caso lhe falassem que ela poderia esperar numa das mesas ela se dirigiria a alguma mesa vazia, do contrário esperaria em pé até que seu pedido estivesse pronto. Na ausência de mesas vazias, ela procuraria alguma que somente tivesse uma pessoa, ou que pelo menos tivesse algum espaço vago.

A cada passo que ela desse em direção ao local, ela ficaria ainda mais vermelha. Com a voz hesitante e um tanto gaguejante ela pediria:

— P-por favor, posso me sentar aqui? — engolindo seco então acrescentaria — Não há… Não há nenhuma mesa vaga…

Se a resposta fosse negativa ela assentiria algumas vezes com um “desculpe incomodar” nos lábios para então se dirigir a próxima mesa com menos pessoas. Caso a aceitassem em algum lugar, ela sorriria gentilmente e diria “Obrigada.” genuinamente agradecida e tentaria se sentar o mais silenciosamente possível de forma a não incomodar a outra pessoa na mesa.

Todavia se ela se sentasse numa mesa vazia e alguém pedisse para se sentar com ela, Luna gentilmente ofereceria a mesa indicando uma das cadeiras vazias com um sorriso envergonhado.

Finalmente alocada ela começaria a saborear sua comida com parcimônia, tentando identificar os temperos a ele empregados pelo cheiro que a comida liberaria.

“Quanto tempo será que falta?” Olhando para a própria refeição ela percebeu que talvez ela não tivesse dinheiro o suficiente para pagar um hotel. “Ahh… Como vou me virar…”

Ao finalizar sua refeição ela optaria por se levantar e voltar ao convés de forma a observar a paisagem restante de infinito azul antes de finalmente aportarem.

“Estamos chegando!” Perceberia ela um tanto excitada pela perspectiva. “Talvez não foi em vão…” Mas seu coração ainda doía um pouco ao se lembrar de quem ela havia deixado para trás.

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TheJoker
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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptySeg 20 Mar 2017, 18:04

O cheiro apetitoso de comida fazia a boca de Luna salivar e seu estômago roncar. A atendente possuía um cabelo castanho preso em um coque, roupas escuras e um lenço violeta em seu pescoço.


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
— Ovos… e bacon? Com batatas fritas? E um copo de água, por favor?



Atendente: Ficam B$7.500,00, pode aguardar nas mesas que levarei o seu pedido até você. - Disse a atendente logo em sequência, como se fosse um robô automatizado.

Luna prontamente pagou o valor e então se dirigiu até as quatro mesas postas em frente ao balcão de pedido. Eram mesas simples de madeira, cobertas com uma toalha branca e com quatro cadeiras. Todas estavam bem cheias, a não ser pela ultima. Um homem de terno e gravata lia um jornal enquanto tomava um café com um croissant.


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
— P-por favor, posso me sentar aqui? Não há… Não há nenhuma mesa vaga…


A moça agora podia observar melhor o homem. Parecia ter cerca de 70 anos, mas demonstrava força e vitalidade ainda; cabeça totalmente careca e um bigode grisalho. O homem encarou sério o pedido de Luna e então disse em tom áspero:

Homem: Não, estou ocupado! Não me atrapalhe! - Fitou a garota por mais alguns segundos e então riu com a ão na boca de modo a conter o riso - Shashashasha, você devia ter visto sua a cara, foi tão engraçado! Claro mocinha, sente-se e fique a vontade, a companhias agradáveis são sempre bem vindas! Me chamo Guilder, muito prazer.

O homem deu um sorriso simpático de modo a mostrar ainda mais suas marcas de expressão e rugas.  Luna sentou-se,  passados cinco minutos observou no balcão que a atendente vinha trazendo seu pedido. Não sabia o que estava com a aparência melhor, os ovos e bacon ou as batatas fritas recém preparadas, certamente deveria estar muito apetitoso.

Passado algum tempo de conversa, a garota notou a diminuição da velocidade do barco e então uma voz que saia dos auto falantes:

- Bem vindos a Baterilla

[off]
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Atendente:
 

Guilder:
 

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A voz do Joe:
 


Aventura:
 


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Lince
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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptyQua 22 Mar 2017, 16:12

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I - The End of Spring
Part 6 - Forasteira


Do branco ao vermelho.

— Oh! — deixou Luna escapar baixinho depois de ficar pelo menos mais meio minuto se recuperando do choque da brincadeira do senhor Guilder. — Lu-luna… Prazer…

O rosto da menina ainda estava carmesim quando ela finalmente se sentou, ela não sabia ao certo o que fazer. Deveria ela falar com ele? Todavia tinha medo que fosse incomodá-lo. Ela procurava pistas para iniciar uma conversa, talvez algo em sua roupa, ou no jornal que ele lia, entretanto antes que pudesse iniciar qualquer assunto, o nervosismo calava suas palavras.

Felizmente, sua comida logo chegou e seu cérebro foi inundado pelos aromas convidativos do seu pedido. Com um sorriso ela agradeceu a pouco responsiva atendente, para logo em seguida observar com deleite a comida a ela servida. Inconscientemente ela lambeu os lábios em expectativa, mas antes que pudesse dar a primeira garfada, olhou com culpa para Guilder.

— O senhor… — chamaria ela baixinho de mais, repetindo um pouco mais alto. — O senhor quer…? — ofereceria ela o prato, se sentindo rude demais em comer sem oferecer um pouco para o homem mais velho.

O ancião aceitando ou não ela sorriria, dando um pequeno aceno com a cabeça em entendimento, Luna então pegaria os primeiros palitinhos de batata frita, saboreando com parcimônia cada um dos ingredientes. As palavras morreriam rapidamente antes de saírem deus lábios, entretanto se o homem mais velho iniciasse a conversa, encontraria uma garota mais do que disposta a conversar, apesar de que falando baixinho e engasgando nas palavras, se mantendo sempre educada nas escolhas de suas palavras.

Após já ter comido metade de seu prato, ela se arriscaria a estabelecer um tema para conversa. O assunto não era algo realmente revelador sobre si mesma, mas revelava muitas de suas inseguranças.

— O senhor conhece Baterilla?

Verdade seja dita, ela sabia muito pouco da cidade. Sabia que era maior que Karate Island, e por ter um Quartel General era bem mais desenvolvida que a sua ilha natal. Entretanto ela não gostaria de admitir que tivesse apostado o inicio de sua vida sozinha no local errado.

Seus olhos brilhariam ansiosos para receber qualquer informação que poderia lhe dar qualquer vislumbre de seu futuro. Entretanto, ela sentia o navio desacelerar, e poderia ser que pouco ouvisse do lugar que decidira recomeçar.

— Bem-vindos a Baterilla.

A voz que saiu dos alto falantes a colocou em imediato em alerta, seu coração batia alto , ensurdecendo seus ouvidos. “É agora…” Aquela não era sua ilha natal.

— Oh! Nem percebi o tempo passando! — apesar de surpresa, sua voz não sairia mais que um sussurro, levando a mão ao peito enquanto ela olharia ansiosa a porta do restaurante, como se pudesse ver além dela a superfície.

Se não fosse por Guilder ela provavelmente teria passado seu almoço se torturando pelas inseguranças do futuro, mas graças a sua presença ela estivera mais preocupada em manter uma conversa agradável com o estranho do que com o que a aguardava quando aquele navio aportasse. Entretanto era ele agora que a impedia de sair correndo para o convés e observar seu novo lar.

— Muito obrigada pela companhia, senhor Guilder. — agradeceria ela com um sorriso gentil, um tanto ansiosa para partir. — Acho que já vou indo, o senhor também? — em sua pergunta ela buscava deixar um convite para acompanhá-lo caso ele também fosse desembarcar.

Guilder parecia estar bem fisicamente, mas a educação que recebera desde a infância a impedia de ser de alguma forma descortês a uma pessoa mais velha e não lhe oferecer ajuda, ou pelo menos a companhia até o momento do adeus. Se este recusasse Luna assentiria com um sorriso leve e iria em direção ao convés para que pudesse finalmente desembarcar.

Para uma pessoa qualquer o ato de respirar fundo ao chegar ao convés poderia ser interpretado como alívio, ou busca de coragem, até mesmo recuperar o fôlego, mas para a garota seria uma coleta de informações de todos os elementos daquela ilha. O cheiro do mar, dos peixes, o cheiro que vinha da terra, tão peculiar, tão próprio do que era aquela ilha. A identidade dela. O cheiro que se impregnaria nela também a tomando como um de seus habitantes.

Quando ela estivesse próxima do parapeito ela fecharia os olhos lilases e se concentraria nas informações que seu olfato lhe traria, em seus lábios um sorriso se traçaria um tanto tímido, conforme ela fosse descobrindo um pouco mais da ilha.

Assim que ela pudesse desembarcar, estivesse ela acompanhada de Guilder ou não, ela procuraria com o olhar algum lugar que pudesse se informar, como um posto de informação para turistas ou algum tipo de construção de carácter oficial.

Ao localizar o local, ou algum Marine, ela se aproximaria um tanto nervosa gradualmente se tornando mais vermelha conforme se aproximasse:

— Boa tarde… Você saberia me dizer se tem algum Laboratório na cidade? Ou onde fica o Quartel General?— caso lhe perguntassem o motivo, ela responderia ainda mais baixo. — Estou procurando um emprego… — assim que lhe dessem a informação, ela agradeceria com seu fraco sorriso habitual. — Obrigada, senhor. — e partiria de imediato na direção informada.

Caso estivesse com Guilder e este desejasse saber o que ela procurava, ela um tanto corada admitiria:

— Estou procurando alguma forma de saber onde é o Quartel General daqui, ou se aqui tem algum Laboratório. Você sabe, Senhor Guilder? — ainda mais timidamente ela confessaria. — Minha mãe trabalhou nos laboratórios do governo antes e pensei que talvez eu pudesse conseguir algum emprego como auxiliar…

Se ainda acompanhasse Guilder, com um sorriso ela se despediria quando chegassem ao fim do porto, e novamente ela agradeceria a companhia dele, que definitivamente a tirava da mente de pensamentos mais incômodos como suas atitudes impulsivas.

Com o coração palpitando ela se dirigiria ao Quartel General se ninguém a quem tivesse perguntado soubesse de algum laboratório na região. Do contrário iria em direção ao laboratório primeiro, sua respiração um tanto acelerada pelo nervosismo, mas principalmente pela marcha rápida que impusera a si mesma. “É agora...” Repetia em sua mente por todo o caminho como um mantra. Se fosse recusada ali, sentia que suas opções se tornariam deveras escarças. “Eu vou precisar de um lugar para dormir... Talvez eu possa trabalhar como atendente em algum lugar... Eu atendente? Isso não vai funcionar...”.

Se houvesse um Laboratório na cidade, ela primeiro iria a ele. Um tanto tímida entraria no local e se dirigiria um tanto receosa a quem estivesse lá:

— Olá... — e era a primeira vez que pedia um emprego na vida e isso e isso se se encontrava estampado escarlate em seu rosto — Me-meu nome é Luna Argyris. Gulp! Eu sou estudante de To-toxicologia e Botânica e gostaria de saber se vocês precisariam de algum... Auxiliar nessa área. — caso a questionassem sobre sua perícia, ela rapidamente diria — Eu estive auxiliando a Professora Doutora Melissa Argyris em sua tese sobre a as toxinas naturais das plantas do South Blue. — dizer o nome de sua mãe era trapaça?

“Mas é verdade... Eu realmente auxiliei minha mãe na pesquisa dela em Karate Island...”.

Se mesmo assim ela fosse recusada, Luna tentaria engolir o orgulho ferido, todavia não conseguiria evitar seu andar cabisbaixo até o próximo laboratório, se é que existisse outro laboratório, onde ela se obrigaria a dizer o mesmo e talvez ser recusada novamente.

Poderia, entretanto que algum laboratório estivesse disposto a contratar uma desconhecida e nisso o rosto da menina se iluminaria num sorriso. “Obrigada!” diria em sua voz baixa, mas notavelmente feliz.

— Quando posso começar? Quais são os meus afazeres? — se empolgaria, sua voz entretanto ainda era baixa, não condizendo com a vivacidade que iluminava seu rosto.

Entretanto, se nenhum laboratório estivesse disposto a contrata-la, ela iria ao Quartel General. Ela não sabia se tinha um laboratório governamental em Baterilla, mas não custava tentar. Lá talvez eles tivessem alguma informação sobre os empregos que tinham na ilha, ou talvez eles precisassem de auxílio em alguma de suas perícias. “Bem, se eles quiserem envenenar alguém...”. Riria ela do próprio pensamento. Ela poderia ter aprendido algo mais universal como medicina, não algo que as pessoas lhe olhariam estranho como Toxicologia.

“Posso trabalhar na limpeza também...” Limpeza era algo que qualquer pessoa que estivera no Dojo sabia fazer com exímio. Afinal, nada se mantinha por muito tempo limpo no Dojo, e era a tarefa de todos os pupilos limpá-lo com dedicação.

Ao entrar no Quartel General a última coisa, entretanto, que passaria na cabeça da jovem era se alistar as forças governamentais. Mesmo tendo estudado Taekwondo por toda a sua juventude e não ser completamente ignorante nas artes da luta, ainda assim ela nunca se julgaria apta a ser um soldado. Por fim procuraria alguma mesa de recepção onde pudesse perguntar

— Boa... Boa tarde... — começaria ela já corada até as orelhas em sua voz habitualmente baixa. — Meu nome é Luna Argyris, e gostaria de saber se tem algum laboratório governamental na ilha... que precise de uma... auxiliar...

Se a resposta fosse negativa, Luna engoliria seco, sentindo as mãos tremerem um pouco hesitantes. Ela precisava muito de um emprego. Sua bolsa de berries estava quase vazia, ela não podia se dar o luxo até esgotar todas as possibilidades.

— Vocês teriam alguma vaga de emprego? Eu sou especialista em Botânica e Toxicologia... — antes que quem a atendesse pudesse a olhar ela estranho ela rapidamente acrescentaria — Qualquer vaga de emprego mesmo, eu acabei de chegar na cidade e... — e a cada palavra que dizia sua voz ficava mais desesperada e mais baixa. — Por favor... — pediria sentindo suas forças se esgotando.

Caso lhe oferecessem algum emprego, seu sorriso de imediato iluminaria sua face, e ela agradeceria veementemente quem lhe oferecia. Do contrário, um suspiro resignado escaparia de seus lábios, e num sorriso triste ela se afastaria da pessoa se dirigindo a saída.

Do lado de fora, ela olharia o céu com uma expressão um tanto triste. Erguendo o capuz, ela começaria a buscar por alguma hospedaria, pensando que talvez ela não tivesse condição de pagar a diária do local.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptySab 25 Mar 2017, 13:57

Guilder sorriu e recusou educadamente a refeição de Luna, pegou seu croissant em cima da mesa e terminou de come-lo enquanto dava goles em seu café. Após algum tempo de silêncio, Luna decide puxar assunto com o senhor:


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
— O senhor conhece Baterilla?


Guilder pousou o jornal sobre as pernas, virou para Luna e então respondeu ainda tomando seu
café:

Guilder: É minha cidade natal, tenho muitos amigos no QG da marinha, mas soube que houve uma explosão. Estou voltando para ver como todos estão. Eu viajo bastante, quase não tenho tempo para visitas como essa, eu trabalho para o governo.

Disse dando um sorriso confiante. Parecia que era forte o bastante para não se importar em dizer tal afirmação, afinal, se Luna posse uma pirata ou revolucionária, seria um problema e tanto.
Com o anuncio da chegada em Baterilla, a garota educadamente se dirigiu a Guilder:


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
— Muito obrigada pela companhia, senhor Guilder. Acho que já vou indo, o senhor também?


Guilder: Claro! Vamos!

Ao se levantar, Luna percebeu que Guilder além de alto, carregava consigo duas belas espadas, embainhadas  do lado esquerdo da cintura e do lado direito. Uma era totalmente Alva com detalhes em prata, enquanto a outra era totalmente negra com detalhes em dourado.
Era acaso ou o destino colocara aquele homem junto de Luna no barco? Quais eram as chances de se encontrar alguém do governo na mesa enquanto comia?  A garota aproveitou a deixa e então disse:

— Estou procurando alguma forma de saber onde é o Quartel General daqui, ou se aqui tem algum Laboratório. Você sabe, Senhor Guilder? Minha mãe trabalhou nos laboratórios do governo antes e pensei que talvez eu pudesse conseguir algum emprego como auxiliar…

Guilder: Ora, que interessante! — Disse o homem com um sorriso — Claro que conheço o quartel, estou indo para lá agora mesmo! Trabalhar para o governo é seu desejo então? Por acaso ser uma agente?

Guilder disse a palavra agente em um tom um pouco mais baixo, apesar de sua confiança era notável a cautela do homem também. Do lado de fora a brisa fresca era um alivio contra o sol, que estava a pino. O porto tinha um forte cheiro de maresia mesclado com odor de peixes frescos e ferrugem. U m deck antigo de madeira levava até a entrada da cidade, Guilder e Luna caminhavam lado a lado.

Guilder: Esse lugar é tão nostálgico para mim... creio eu que já fazem oito anos desde a ultima vez que vim para cá..

A cidade era notavelmente maior que Karate island, muitas pessoas caminhavam pelas ruas de pedra do centro, l barracas com comidas, armas, frutas e as diversas variedades ficavam no centro da larga rua. Apesar da grande quantidade de pessoas, se observava uma ordem, as ruas no centro   tinham sentidos únicos, enquanto do lado direito as pessoas subiam a rua, do lado esquerdo iam de forma contrária, descendo.

Vendedores gritando seus produtos era algo normal, entretanto Luna e Guilder puderam ouvir um grito alto e estridente que superou todos os demais:

???: SOCOROOO, ELE ROUBOU MEU DINHEIRO!

A voz era de uma mulher, enquanto Luna discernia de onde o grito vinha, rapidamente Guilder colocou uma de suas mãos na bainha da espada e disparou em corrida dizendo com um sorriso enquanto olhava para trás:

Guilder: Vou resolver isso logo!

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptySab 25 Mar 2017, 21:27

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Part 7 - Cidade Grande


“Uma explosão?”

Os olhos liláses não conseguiram evitar a surpresa. Levemente boquiaberta, ela tentou tirar da mente que tinha decidido se mudar para um lugar que tinha sido recentemente explodido. Tal tipo de violência era algo completamente diferente de sua realidade, ou pelo menos era, ela não estava mais em Karatê Island e a naturalidade com que Guilder disse aquilo parecia deveras comum, o que reforçava o choque da menina.

— Espero que nenhum de seus conhecidos tenha se machucado durante a explosão… — desejou Luna, um tanto perdida se era assim que devia se comportar. As vezes as pessoas ali nem pensassem muito sobre isso, afinal, era um problema de cidade grande… provavelmente.

Luna já estava começando a ver Guilder como algo além de um ancião, afinal, ele trabalhava para o governo, deveria ser algum tipo de Marine, mas o que arregalou os olhos da menina, além da altura de Guilder foram as espadas que ele levava consigo.

Verdade seja dita, ela nunca tinha visto alguém andando com uma espada antes. Em Karate Island as pessoas eram as armas, seus pés, punhos e força de vontade. Ou pelo menos era o que tinha aprendido. Sacudiu a cabeça, tentando espantar o assombro que aquelas armas lhe passavam. Ali estava uma pessoa que provavelmente sabia onde ficava o Quartel General da Marinha e ela não sabia quando poderia ter novamente a oportunidade de perguntar onde este ficava, e por isso um tanto envergonhada perguntou, somente para receber uma pergunta um tanto estranha.

— Agente? O que é um agente? — perguntaria em sua voz habitualmente baixa.

A jovem entretanto se deixou levar pelo cenário que se abria a sua frente. A quantidade de pessoas, as estradas de pedra e as barracas mais adiante. Luna fechou os olhos, sentindo os aromas, as comidas, frutas, armas, a maresia e peixes… Um sorriso naturalmente se formou em seus lábios, seu olhar focaria tranquilo no horizonte que sua vista alcançava. Tudo reforçado pela nostalgia com que Guilder se referia aquele lugar.

Inconscientemente, Luna observou a ilha pelo prisma gentil com que Guilder a pintava. A cidade não parecia mais tão voraz como uma cidade grande, mas uma cidade como qualquer outra. E o sorriso nos lábios de Luna morreram quando a magia se quebrou.

— SOCOROOO, ELE ROUBOU MEU DINHEIRO! — a voz desesperada da mulher tirou rapidamente Luna de seu estupor, pondo de imediato em alerta, buscando a origem da voz com o cenho franzido, mas antes que Luna pudesse ter uma resposta, Guilder já se adiantava a sua frente.

— Vou resolver isso logo!

— Ahm? Senhor Guilder… — tentaria Luna dissuadi-lo da ideia, mas novamente seu olhar iria para as espadas a parando de imediato. Ali não era Karate Island.

Em Karate Island, aqueles que faziam a segurança da ilha era Xin Yang e seus discípulos, por isso, para Luna ver alguém buscando o perigo que não fosse um de seus colegas de dojo era deveras estranho. Fora de Karate Island o mundo funcionava de forma diferente. Quem provia a segurança dos cidadãos fora de Karate Island era o governo e isso ainda lhe era muito estranho, principalmente por nunca ter tido uma figura de autoridade como aquela. Entretanto, apesar de muitos conceitos passassem a ser reais fora de sua terra natal, o senso de obrigação da menina era mais forte e por isso ela não pôde evitar dizer enquanto começava a correr atrás de Guilder:

— E-eu vou com você!

Talvez ela não fosse o melhor apoio, mas nela ainda residia a obrigação de ajudar aqueles que precisavam de ajuda e um tanto de curiosidade sobre como a situação se desenrolaria. Não que ela tivesse sido muito útil na segurança de Karate Island. Lá sempre tinha alguém mais capaz do que ela para ajudar alguém de fato. Mas ajudar aqueles que precisam de proteção sempre fora um dos conceitos que estiveram presentes em sua doutrina. Todavia, mesmo que não tivesse aprendido os conceitos nobres das artes marciais, se você pudesse ajudar alguém, não ajudaria?

Ela tentaria acompanhar Guilder em sua corrida, atenta a movimentações suspeitas que poderia um ladrão desencadear se saísse correndo. Se notasse algo que pudesse ser significativo, como armas ou grito de mais vítimas sendo roubadas, ou pessoas sendo empurradas para fora do caminho que não fossem causadas por oficiais que também tentavam chegar a ocorrência, Luna tentaria indicar para Guilder. Todavia, se este estivesse de alguma forma obstruído para seguir, a menina tentaria correr em direção a aquilo que parecia ser a origem do problema.

Se houvesse pessoas bloqueando seu caminho, ela pediria licença com a voz alta tentando abrir o caminho sem esbarrar em ninguém com uma expressão um tanto frustrada, mas se fosse necessário forçosamente abrir seu caminho, ela buscaria ser o mais delicada o possível e, se dentro da suas possibilidades, ela pularia sobre as pessoas, ou obstáculos, utilizando seu corpo mais flexível e leve para fazê-lo sem causar dano desnecessário.

Caso visse o suspeito ela gritaria:

— Ei!! — sua voz ressoaria em seus ouvidos de forma estranha por raramente se exaltar. — Pare, por favor!!

Ela correria em sua direção, e se pudesse alcançá-lo ela procuraria segurar a primeira coisa que chegasse ao alcance de sua mão pequena, como um braço ou pedaço de roupa, pronta para largar caso este de alguma forma tentasse se defender utilizando de algum item que pudesse machucá-la.

A possibilidade dela estar, entretanto, atrás da pessoa errada a envergonharia imediatamente, tornando-a um pimentão e obrigando-a a soltar seu engano com a mão um tanto trêmula.

— De-desculpe. — diria ela com a voz baixa, dando dois passos para trás. — E-eu… Desculpe. — diria ela novamente um pouco mais alto, checando se não tinha de alguma forma machucado o estranho. Com o olhar apologético, ela se afastaria, e voltaria a procurar por Guilder e o verdadeiro suspeito caso nada houvesse sido danado.

Todavia, era mais provável, que Guilder chegasse ao foragido antes de Luna, e nesse panorama, Luna tentaria manter uma distância de Guilder, de modo a ter uma visão mais ampla do espaço, e dessa forma, poder intervir caso algo fora do normal ocorresse.

Guilder, entretanto poderia já acabar com o problema assim que o encontrasse, para a surpresa da jovem que o olharia um tanto surpresa. “Isso é um agente?” Se perguntaria boquiaberta, sacudindo então a cabeça tentando afastar o pensamento.

— Devo chamar alguém? — perguntaria a Guilder ainda mantendo certa distância, passando a procurar alguém vestido com o uniforme da marinha ao seu redor, alguém que poderia levar o foragido ao lugar devido, que Luna não fazia a mínima ideia de onde era.

Aparentemente a vida na cidade grande seria bem diferente da qual estava habituada.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptySeg 27 Mar 2017, 01:30

Os olhos de Guilder vacilaram por alguns segundos após o comentário de Luna a cerca dos amigos e da explosão, o homem simplesmente concordou com a cabeça, em silêncio.

Quebrando o breve silêncio que se fez, a garota pergunta:


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
— Agente? O que é um agente?


Guilder coçou a cabeça careca um tanto sem jeito com a pergunta:

Guilder:— Errr.. bem, nunca havia  precisado explicar para alguém o que era um agente... Basicamente trabalhamos  em nome do Governo Mundial, geralmente fazemos algum tipo de intervenção relacionadas a questões e conflitos com os Revolucionários, piratas ou seja  lá mais quem for contra o governo... acho que é isso

Finalizou a frase dando um sorriso simples.

.
.
.



Não deu tempo nem de Luna terminar a frase, Guilder já havia partido em disparada atrás do homem, a garota via o criminoso a distância e com poucos detalhes, pele clara , camiseta azul escuro e short bege; era tudo o que podia ver.

Devido  ao tamanho  e o porte fisico, a garota de cabelos alvos passava com facilidade pelas pessoas  enquanto fitava o horizonte em busca do ladrão, que por sua vez, criava barreiras e empurrava pessoas para obstruir Guilder. Subiram toda a movimentada avenida principal até Luna ver ambos entrando em uma esquina.
A garota se apressou até chegar no local e encontrar uma rua sem saída  e frustrado e agitado Guilder:

Guilder:— Droga ele passou por esse buraco no muro, não consigo passar por ele e muito menos pular, terei que dar a volta.

Ao se aproximar mais, Luna percebeu que com algum esforço e um bocado a mais de coragem, conseguiria se esgueirar pelo buraco e sair pelo outro lado, Guilder já havia retomado em sua perseguição e agora restava apenas Luna naquela escura e suja rua sem saída.


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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptyTer 28 Mar 2017, 21:10

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I - The End of Spring
Part 8 - Criança?


“Que tipos de intervenções?”

Pensaria Luna ao continuar a correr até o buraco indicado por Guilder. Passando a língua rosada pelos lábios, ela notaria conforme se aproximava correndo que poderia passar pelo buraco, mas não tinha a menor vontade de fazê-lo. O principal motivo era que ela não queria se colocar numa posição tão vulnerável quanto aquela.

Independente de querer ou não ela não hesitaria a agachar imediatamente ao chegar perto do buraco de modo a tentar ver se algo a aguardava do outro lado, com sorte ela ainda poderia ver o foragido correndo, com mais sorte poderia ver se alguém aguardava do outro lado para atacar uma cabeça despreparada.

Ela provaria o ar em busca de traços de algum odor que denunciasse que havia alguém ali e cautelosamente colocaria a cabeça pelo buraco preparada para tirá-la do buraco ao menor indício que havia alguém ali, como uma respiração alta demais, o sapato de alguém, até mesmo uma sombra mal posicionada.

Se houvesse alguém ali, Luna mudaria o ângulo de sua cabeça buscando um vislumbre de um pé ou perna ainda se mantendo cautelosa para tirar sua cabeça dali recuando para trás caso algo tentasse machucá-la, como um chute ou animal. Se bem sucedida em localizar onde estaria o membro mais próximo, ou esse fosse em sua direção, se este tentasse daná-la, rapidamente investiria suas mãos contra o pé o agarrando com veemência, para em seguida apoiar os pés contra a parede de forma a impulsionar o puxão que se sucederia.

Usando toda a sua força, ela tentaria puxar quem quer que estivesse antes a aguardando do outro lado. Ela esperava que fosse alguém tão pequeno e leve quanto ela, afinal, como de outra forma ele teria passado por ali?

Se bem sucedida ela sorriria com o olhar aliviado e a respiração definitivamente ofegante:

— Olá. — e sentaria sobre os quadris da pessoa, enquanto buscaria segurar os braços do foragido contra o chão. Seu rosto vermelho pelo esforço e pelo embaraço. — D-desculpe por isso. — diria ela num sussurro para em seguida gritar num contraste que deixaria a menina um tanto constrangida. — Senhor Guilder, aqui!! — ou pelo menos, ela o chamaria se a pessoa embaixo dela possuísse as características que vislumbra enquanto perseguia o suspeito, do contrário, ainda mais embaraçada ela franziria o cenho em óbvia culpa. — Você não roubou aquela moça, não é?? — e se levantando um tanto trêmula diria — Perdão… Eu achei que… Perdão… — ela esperaria a reação do estranho, mas desistiria da perseguição, afinal, não se arrasta e monta em alguém e depois sai correndo por um buraco.

No entanto, se tivesse pegado o suspeito correto, ela ficaria atenta se o estranho não possuía alguma arma em mãos que pudesse acertá-la. Se este a possuísse ela saltaria para longe dele imediatamente, ficando de pé. Se este tentasse novamente escapar pelo buraco, Luna novamente agarraria uma de suas pernas e o puxaria novamente para fora do buraco.

— Por favor, pare! — pediria ela deixando o esforço escapar no tom de sua voz.

Todavia Luna poderia não ver, sentir, ou cheirar ninguém a aguardando do outro lado. Dessa forma se sentisse-se segura para atravessar, mesmo que não de todo confortável em se esgueirar por um buraco na parede, Luna se esforçaria ao máximo para atravessá-lo, prendendo a respiração, ao mesmo tempo que tentava se certificar de não ficar entalada, pois como aquilo seria embaraçoso!


Apesar de ser minuciosa, Luna se esforçaria para fazer tudo no menor tempo possível, não parando em nenhum segundo para contemplação. Ela havia perseguido o criminoso até aquele momento, não pararia agora!

“Será que é uma criança?” Se perguntaria Luna se passasse pelo buraco, correndo em direção ao último vislumbre que tivera do criminoso. Ela não tinha um complexo em relação a sua altura, mas não era algo que ela ficava muito feliz em pensar, pois exatamente naquele momento ela não via um homem adulto passando por um lugar que ela havia passado com certa dificuldade. A verdade era que muitos a confundiam com alguém bem mais jovem por causa de sua estatura diminuta e por isso ela conferia ao foragido a mesma suspeita.

Tirando a especulação por quem seria o criminoso, Luna, esperava que ele tivesse diminuído sua velocidade quando despistara Guilder naquela última façanha. Procurando pelos traços que ela reconhecera, a camiseta azul e o short beige, ela continuaria correndo, atenta a becos, caixas e outros lugares que ele poderia se esconder. Para manter sua dignidade como uma das alunas mais rápidas do dojo, Luna esperava que Guilder que havia tomado o caminho mais longo não a tivesse alcançado.

Assim que Luna tivesse contato visual do criminoso ela dispararia em sua direção, mantendo o mesmo cuidado que tivera antes, em não machucar ninguém ou danificar algo, pedindo alto por licença sempre que pudesse abrir seu caminho que não fosse forçosamente. Se pudesse se apoiar em ombros, caixas, objetos para facilmente saltá-los, ela o faria mantendo seu olhar naquele que fugia.

Na corrida desenfreada, Luna tomaria cuidado para sempre manter sua curva aberta todas as vezes que precisasse mudar sua rota em busca do criminoso, afinal, ela não queria ser surpreendida por um golpe em sua direção sempre que o criminoso virasse alguma esquina e a aguardasse em seu ponto cego para golpeá-la.

Ela se empenharia a alcançar o criminoso com a mão, buscando agarrar algum membro e puxá-lo para uma freada forçada. Mas se não conseguisse ela tentaria uma abordagem bem mais agressiva saltando sobre estranho e com sorte agarrando sua cintura e o levando ao chão.

— Pare, por favor… — murmuraria ela sentindo suas forças se esvaírem, porém ainda estaria atenta para imediatamente recuar num salto para trás caso conseguisse ver ou sentir uma apunhalada ou soco em sua direção.

Contudo, poderia ser que o mergulho triunfal de Luna não fosse bem sucedido. Engolindo o orgulho e a dor da queda ela se levantaria o mais rapidamente que conseguia e novamente se poria a correr atrás do estranho com um gosto amargo nos lábios. A perseguição estava aos poucos se tornando pessoal.

Apesar de todo o esforço de Luna, poderia ser que sua vantagem em tempo poderia ser rapidamente ultrapassada pela experiência e perícia de Guilder. Se este conseguisse pegar o foragido Luna o observaria ofegante apoiando as mãos sobre os joelhos numa expressão de cansaço e embaraço.

— Desculpe, senhor… — lamentaria ela por não ter sido de ajuda, mas principalmente por seu orgulho ferido.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptyQui 30 Mar 2017, 19:15

Luna com muita precaução e um pouco hesitante adentrou no buraco. Estava totalmente alerta e preparada para qualquer possível emboscada, provava o ar em busca de algum odor que caracterizasse algo ou alguém, e para sua surpresa, identificou o odor de três pessoas.

O vento soprava contra sua face, por isso não sabia da distância ao certo, mas sabia que estavam próximos. Enquanto especulava a cerca do criminoso e se preocupava em não entalar, Luna não via dificuldades em passar pela esguia passagem, chegando então do outro lado.

A garota não sabia ao certo em qual parte da cidade dava a passagem, mas a visão deste lado do beco trazia uma mescla de tristeza e um pouco de repulsa, o local parecia abandonado, sacos de lixo velhos, caixas de madeira antigas e quebradas e uma grama alta quase na altura de sua panturrilha, o cheiro não era dos piores, mofo e madeira velha. Mais a frente via um caminho por entre a grama alta, e na esquerda uma "casa". Era pequena, parecia que há tempos estava abandonada, um pedaço grande de lataria servia de porta, e via também um espaço vazado que julgou ser a janela.

Se antes acreditava que poderia ser ultrapassada por Guilder, agora não sabia ao certo... Talvez tivesse que dar muitas voltas até chegar naquele pedaço abandonado. Notou pegadas frescas no caminho até a casa, e de lá sentia o cheiro das três pessoas, além de conversas. Como estava longe, distinguiu pouca coisa.

???: Uauu irmãozão, você realmente conseguiu! Isso vai ajudar a gente...

Mais conversas continuavam, mas Luna não conseguia distinguir as palavras. Era o único barulho naquele remoto lugar.  

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptySex 31 Mar 2017, 16:15

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Part 9 - O Lado Escuro da Cidade


Luna desejara profundamente que sua suposição estivesse errada, mas ao ouvir a fala do estranho, passou acreditar que estivera certa em sua suposição.

“É só uma criança…”. Pensaria sentindo a garganta fechar ao observar o local que estava. Karate Island não era lá uma cidade tão pequena ao ponto de todos se conhecerem, mas era pequena o suficiente para não ter problemas tão grandes de desigualdade. “A beleza é só uma fachada…” Perceberia com tristeza. Baterilla podia ser vendida como uma cidade paradisíaca, mas tinha também seu lado escuro. Ela chegara aonde os turistas não iam, aonde não havia uma preocupação pela estrutura e principalmente pelas pessoas.

Se soubesse que perseguia uma criança ela não tinha certeza se teria continuado a persegui-lo, pouco discernimento tivera enquanto corria acreditando que era somente um criminoso. “Mas nunca é só um criminoso.” Pensaria sentindo sua garganta fechar ainda mais por sua inconsequência. Ela nunca vira a pobreza real e talvez a situação não fosse tão grave, mas Luna só conseguia imaginar o pior.

Seus passos foram hesitantes ao se aproximar do local, ela tentava ser cuidadosa para não fazer barulho, atenta para não pisar em nada que pudesse denunciar sua posição. Ela tentava pensar no que fazer, mas não conseguia, todavia sentia que prender aquelas pessoas que só querer sobreviver errado. Mas Luna não conhecia Guilder o suficiente para saber se ele compartilharia da ideia dela ou não.

No dojo os alunos mais velhos ensinavam aos novos e a mais jovem dos Argyris estivera tempo o suficiente para chegar a sua vez de ensinar os novatos, muitos entre eles crianças. Ela nunca fora a melhor professora. Seus alunos geralmente a caçoavam por falar sempre em voz baixa e se enrubescer perante qualquer gracejo, entretanto, apesar de sua incapacidade de liderá-los, Luna nunca desistira. Agora, aquela senpai que existia dentro dela pedia para que ela não fosse tão rápida para julgar, que ela não os deixasse ser punidos tão facilmente sem ter uma segunda chance.

“Mas Guilder pode não achar isso.”

Ela imaginava em suas mentes as piores situações. “E se eles estiverem passando fome? E se alguém os está obrigando a roubar? E se eles perderam seus pais? O que eu faço? Guilder pode estar chegando...” Procuraria ela com o olhar o agente. Como Guilder lidaria com aquela situação?

Apesar do nervosismo, ela tentaria se aproximar com cautela do local de forma a conseguir ouvir melhor a conversa buscando se aproximar da janela se mantendo rente a parede da casa. Verdade seja dita, ela queria saber sobre o que eles falariam e principalmente suas aparências, mas ela se seguraria só um pouco, ainda não queria ser vista. Talvez ela pudesse ouvir algo que os redimisse ainda mais diante seus olhos ou os condenaria para sempre.

A jovem lunar não tentaria entrar em contato com eles de imediato. Procuraria dicas do local que eles se encontravam pelos aromas que deles desprendiam. Quem sabe receber algumas dicas importantes.

Mordendo os lábios ela não resistiria e olharia pela janela, tentando ver quem seriam os autores das vozes. Ela torcia para não ser pega, afinal, ela ainda não sabia e na verdade não queria lidar com aquela situação. Assim que tivesse um vislumbre daqueles dentro da casa, ela se voltaria rente a parede.

Se fosse pega, ela se afastaria da janela, e com um olhar apolagético, e o rosto levemente corado ela diria:

— O-olá… — enquanto avaliava a situação em que se encontrava. Ela esperava que não estivessem armados, mas tentaria manter uma distância de alguns metros para evitar ser apunhalada ou a distância curta demais para não conseguir saltar para o lado, caso um deles disparasse alguma arma de longo alcance. — Vocês… viram o meu gato? Eu acho que vi ele entrar nessa… casa.

Uma mentira. Inconscientemente ela engoliria seco para em seguida morder os lábios. E quem era ela para interferir na vida deles? Novamente ela desejaria não ter seguido o criminoso. Mas o que Guilder faria com eles quando chegasse? A jovem procuraria por aquele que provavelmente havia cometido o roubo, aquele que tivesse pele clara, camiseta azul e short bege.

— Você poderia devolver o dinheiro que roubou? — e em seguida engoliria seco novamente. — Por favor, não corra de novo. — pediria em sua voz baixa, seus olhos uma súplica ela tentaria mover o corpo o menos o possível, para que não parecesse de alguma forma uma ameaça. — Aqui… — pegaria o que sobrava de seu dinheiro — Eu sei que não é muito, mas esse dinheiro não vai lhe trazer problemas. E-eu posso trazer mais depois… E se você quiser conversar, me contar o que está acontecendo eu prometo que vou tentar te ajudar, ajudar todos vocês — diria ela novamente olhando para aqueles que o acompanhavam — Mas… Você não devia… Não devia roubar os outros. Isso só vai trazer problemas pra você, pra vocês…

Luna respiraria fundo. Ela não fazia a mínima ideia do que estava fazendo, mas ela precisava tentar. Todavia ela sabia que não seria tão fácil. Seu nariz buscaria a presença de outros, mas também, só ouvira a voz de um outro além do suposto bandido. Se uma terceira pessoa não aparecesse isso a deixaria ainda mais alerta.

E eles podiam correr. E se eles corressem, Luna relutante correria atrás deles, mas ela mais os seguiria do que de fato tentaria pegá-los.

— Eu só quero conversar! — pediria ela exaltando estranhamente sua voz — Por favor...

Ela esperava reconhecer o cheiro de Guilder após o período que passaram juntos. Raramente ela esquecia um cheiro, principalmente depois de identificá-lo. Mas o que diria a ele se o visse? Com o olhar assustado balançaria a cabeça numa negativa, uma súplica para que não os machucasse. Todavia o agente tinha mais chances de saber como agir naquela situação do que ela, e por isso ela não se colocaria entre ele e as crianças, ao menos, é claro que ele se tornasse violento com elas.

— Pare, Senhor Guilder! — diria com a voz alta, mas suas mãos tremeriam em medo de uma represália dele. Seu corpo se aquecia, como se a preparasse para o que teria que fazer caso Guilder não a ouvisse.

Todavia, a compaixão de Luna não se estenderia no caso de um adulto estar obrigando as crianças a roubarem ou de alguma forma as estivesse ameaçando. Seu olhar lilac brilharia em raiva. Era dever dos mais velhos protegerem os mais novos. Como ele podia.

Caso esse suposto vilão aparecesse, se Luna ainda não estivesse sido descoberta ela andaria até a porta, a passos um pouco pesados demais e bateria na porta, tentando controlar a própria força que não era lá muito para não parecer ameaçadora. Respirando fundo ela diria:

— Com licença? Tem alguém em casa?? — chamaria, e se não houvesse nenhuma resposta continuaria em sua farsa. — Eu vi meu gato entrar na casa... Você poderia me deixar entrar para procurá-lo? — forçado? Obviamente. Ela só queria que o infeliz abrisse a porta para que ela pudesse pessoalmente socá-lo e lhe incutir um pouco de responsabilidade.

Ela recuaria alguns passos para trás, atenta para correr atrás de alguém que resolvesse fugir, enquanto ao mesmo tempo tentava memorizar o cheiro que desprendia dos corpos em específico daquele lugar. Se conseguisse memorizá-los ela os seguiria até o inferno. Logicamente a menina não dirigia sua fúria as crianças, mas a aqueles que os coagiam a cometer crimes.

Todavia a fúria se dissiparia para uma cautela imediata assim que ela confrontasse seja lá quem estivesse lá dentro. Afinal, Luna esquecera por um momento que era uma menina sozinha naquela grande cidade que ela infelizmente desconhecia as regras.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptyTer 04 Abr 2017, 00:49



O pensamento de serem apenas crianças fazia com que Luna vacilasse. Aproximava-se hesitante até a casa, de forma sorrateira media cada um de seus passos, a grama alta farfalhava em sua perna e conforme se aproximava, mais nítidas as vozes ficavam.

Garotinha: Que bom termos você cuidando de nós - Disse uma voz feminina doce e meiga.

Em meio a seus pensamentos, cogitava diversas situações para aquelas crianças e, enquanto pensava, sorrateiramente conseguiu se esgueirar até a janela da casa.
Por dentro, o chão de madeira estava velho e esquecido, em algumas partes já nem madeira mais se tinha, no centro da casa uma mesa simples de madeira onde pôde ver uma bolsa de dinheiro e em volta a ela, três jovens.

Reconheceu pelas roupas o maior deles, devia ter cerca de 15 anos, certamente fora ele quem havia roubado o dinheiro, tinha um jeito relaxado, cabelo bagunçado, um brinco e um tapa olho, que fazia Luna pensar se havia tido problemas.
Ao lado do garoto mais velho, via duas criança, pareciam ser entre cinco ou sete anos mais novas, um garoto e uma garota.

O cenário todo era de muita pobreza, no canto via sacos de dormir velhos e trapos que eram feitos de cobertor. Distraiu-se na busca por algo a mais na casa e então percebeu que a garotinha olhava para a janela.

Garotinha: Ei moça, está perdida? - Disse a garotinha de forma ingênua.
Rapidamente o garoto mais velho ficou em pé, pegou a bolsa de dinheiro, escondendo atrás de seu corpo e disse alarmado:

Ladrão: O que está fazendo aqui?! Quem é você e porque está nos vigiando?

Um pouco vacilante e um tanto desconcertada, Luna respondeu:



[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
— O-olá… Vocês… viram o meu gato? Eu acho que vi ele entrar nessa… casa.



Garotinha: Um gatinhoooo? Por aqui? - Disse de forma inocente a garotinha enquanto batia palmas de alegria.

O jovem mais velho ficou na frente dos dois menores como uma forma de proteção e então disse:

Ladrão: Não vimos gato algum, por favor, saia!

Garoto: Irmãozão, porque você está desse jeito estranho? O que tem de errado?

O jovem ladrão parecia pressionado, encarou Luna e depois o irmão mais novo, e disse com um sorriso sem jeito:

Ladrão: Não é nada... mas é que.... não vimos nenhum gato certo?  Ela está perdendo o tempo dela procurando aqui.

Garotinha: Vamos ajudar ela a procuraaaar Toshiro!!! - Disse a garotinha empolgada

Garoto: Boa ideia mana! Vai ser como uma caça ao tesouro, mas com um gato! - Respondeu o irmão tão empolgado quanto.

Logo, os dois irmãos se levantaram animados e saíram da casa na busca pelo gato, Luna e o jovem se encaravam desconcertados, seria uma boa ideia falar do roubo ali, perto das crianças?

[OFF] Fotoplayer NPCs

Jovem:
 

Garoto:
 

Garotinha:
 

OFF2:
 

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 EmptyQui 06 Abr 2017, 05:56

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Part 10 - Mentiras


Ela mentira.

— Muito obrigada! — agradeceria Luna um tanto embaraçada continuando numa voz um tanto baixa e hesitante. — Eu estou... Tentando fazer ele ser o meu amigo, mas... Ele vive fugindo...

E pelo jeito continuaria mentindo, pelo menos para as crianças, pois assim que elas parassem de olhar para ela, nervosamente ela dirigiria o olhar ao menino mais velho engolindo seco.

— Precisamos conversar… — sussurraria ela com um olhar de urgência, pronta para sorrir timidamente para as crianças, casos essas se voltassem a ela, todavia todas as vezes que fizesse isso seu sorriso se tornaria cada vez menos natural, perdendo o tom rosado em suas bochechas. — Eu não quero lhe causar problemas… — continuaria Luna um tanto tímida sem saber para onde olhar. — O-onde… Estão seus pais?

Perguntaria ela em voz baixa. Ela estaria muito atenta a movimentação do garoto que não devia ser muito mais novo que ela. Aparentemente ele estava contido pela presença dos irmãos, mas nunca se sabe se ele de repente se mostraria violento, nisso Luna tentaria se afastar o mais rapidamente possível dele.

Eles não tinham muito tempo, e felizmente haviam saído de dentro da casa, ela esperava que assim que Guilder visse as crianças ele se contivesse, de outra forma teria que interceder por eles, se colocando a frente e silenciosamente sacudindo a cabeça numa negativa, na esperança que isso fosse o suficiente para que o homem mais velho hesitasse o suficiente para ser sensibilizado pela situação. “Por favor…” Era uma súplica silenciosa e era tudo o que Luna achava que podia fazer em prol do ladrão e sua família.

— Isso não vai dar certo… — suspiraria ela um tanto cabisbaixa. — Eu não sei por quais problemas você passa, mas o que você está fazendo agora… Não é… Não é a resposta certa. — Engolindo seco ela continuaria em voz baixa. — Eu posso ajudar, se você quiser. Eu não tenho muito comigo no momento, mas… — tiraria ela o dinheiro da bolsa. — Você poderia devolver? O que você tirou daquela moça?

Em nenhum momento ela descuidaria das crianças, ela não queria prejudicar a imagem dele perante elas, por isso sua voz sempre seria baixa, sussurrada.

— Não fui só eu que consegui te seguir… — revelaria ela com o olhar triste. — E eu não sei quanto tempo ele vai levar para chegar aqui, mas temo que ele não desista, por isso eu peço, por favor, para você devolver o que você pegou… emprestado. — respirando fundo ela acrescentaria. — Eu posso te ajudar a fazer diferente… Eu não quero… Eu não quero que eles fiquem tristes.

Luna era sincera. Ela tentara ao máximo não se mexer bruscamente, não queria alarmá-lo com a ideia de um suposto ataque da parte dela. Ao mesmo tempo, ela ficara atenta a presença de Guilder, ela não queria que ele atacasse o rapaz assim que o visse. Ao mesmo tempo cuidava da própria segurança e da atenção das crianças. Era muito a se considerar, ela estava exposta, sozinha num lugar onde ninguém conhecia ela e seus princípios, pedir a confiança do ladrão talvez fosse demais. Todavia ela não queria que aquilo se transformasse numa tragédia.

Por fim, se alguém a lembrasse de dar uma descrição do gato, ela arregalaria os olhos, surpresa:

— Ah, uhm… Olhos bicolores, um castanho e outro azul. Ele é preto e… Seu rabo tem uma ponta branca… — inventava ela, seria um problema se eles encontrassem de fato o gato que ela descrevia, entretanto era um problema se eles não encontrassem gato algum.

Mentiras nunca duravam muito tempo, e o Ladrão e Luna poderiam descobrir sobre isso a qualquer momento.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring - Página 2 Empty

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