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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - The End of Spring

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MensagemAssunto: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptySab 14 Jan 2017, 17:52

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Luna Argyris. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptySeg 16 Jan 2017, 04:30

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I - The End of Spring
Part 1 - Antes do Adeus


Dizer adeus doeu mais do que ela esperava.

As lágrimas inconscientemente juntaram nos cantos dos olhos violetas e traçaram silenciosamente a face avermelhada da garota lunar que se despedia nostálgica da casa que um dia fora sua.

Era estranho dar adeus para aquela isolada moradia que significara tanto e agora era somente um eco de tudo que um dia a preenchera. Ela só podia imaginar como fora para seus irmãos e pais terem dado aquele mesmo adeus, só que deixando Luna para trás.

Naquele momento sozinha, tudo o que ela sentia era a profunda solidão que a acompanharia ao longo de sua jornada. E apesar de querer parecer corajosa, ela sabia que o futuro não lhe reservava a comodidade confortável que ela vivera naqueles últimos meses sozinha.

O dinheiro não mais viria. Ela preferira assim, entretanto agora que as suas reservas se esgotavam era inevitável questionar se a sua atitude havia sido precipitada.

“Não, se eu continuasse recebendo o dinheiro de meus pais eu não teria decidido ir embora!” Cerraria ela os punhos limpando um tanto rude com as costas de sua mão as lágrimas que ainda teimavam em cair. “E eu preciso ir…”

Seus pais venderam a casa de imediato assim que Luna lhes escrevera revelando seu desejo de sair da ilha. Nas semanas seguintes ela enviara suas posses e roupas para Las Camp, somente para decidir que se realizasse os desejos de sua família de ir para Universidade seria o mesmo que admitir que estivera errada desde o início.

Estar errada era algo que jovem não admitiria.

Engolindo seco ela deu as costas a casa que não mais lhe pertencia. Ao mesmo tempo revia as faces de todas as pessoas que foram importantes para ela naquela cidade. Seus amigos de infância, Raiki, o mestre Xin Yang, Alphonse…

Um suspiro triste escapou de seus lábios. Ela queria vê-lo mais uma vez, somente mais uma vez antes de partir. Seu coração doía e ao mesmo tempo se agitava somente de pensar no lutador. Ela queria estar ali quando ele finalmente ganhasse Xin Yang, entretanto no fim aquele não era seu destino.

Um futuro sem Alphonse era… aterrador.

Fungando o nariz e de cabeça baixa a jovem enfrentaria os vários quilômetros que separava sua casa da cidade perdida em seus pensamentos, seguindo automaticamente sem prestar muito atenção em seu caminho.

— Ah, o porto! — levantaria ela a cabeça um tanto surpresa depois de algum tempo, procurando um tanto nervosa seus arredores um ponto de referência.

Caso não estivesse perdida, ela partiria em direção do porto um pouco mais atenta aos seus arredores. Lá ela procuraria algum marinheiro que estivesse a passar pelo local. Seus olhos ainda estavam vermelhos pelo choro, mas sua face se coloriria pelo simples ato de se aproximar de um estranho.

— Co-com licença, senhor… — chamaria ela um tanto nervosa o que poderia ser um marinheiro. — Você sabe se algum navio parte para Baterilla — ao sentir os lábios secarem instintivamente ela passaria a língua rosada sobre eles. — e se ele aceita passageiros? — os olhos violeta da garota não sabiam onde olhar, mas evitavam diretamente confrontar por tempos prolongados seu interlocutor. — E quando… ele parte? — A cada fala que dizia sua voz diminuía, invariavelmente proporcional ao brilho escarlate em seu rosto.

Um agradecimento estaria em seus lábios, pronto para que ela pudesse rapidamente fugir depois que tivesse a informação que buscava. Com essa preocupação satisfeita, seus olhos inconscientemente procurariam aquele responsável por suas noites insone. Sua última pendência e arrependimento: Alphonse.

Parte dela temia que ela procuraria Alphonse para sempre. Congelando e enrubescendo a sua imagem como se hipnotizada por seus movimentos, o mesmo que acontecia toda vez que o via desde seus 12 anos. Talvez fosse melhor que nunca mais o visse, todavia não era o que o seu coração desejava. Um coração já ferido que pesava pelas decisões que seu ego precisava cumprir. Ela um dia poderia encontrar a paz, mas ela não existiria agora.

Há decisões que mudam completamente a vida de uma pessoa. E aquela mudaria a dela para sempre.

Luna Argyris, no fim da primavera de sua vida.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptyQua 18 Jan 2017, 20:42


As lágrimas desenhavam tristeza e uma faísca de arrependimento enquanto escorriam pelo rosto da jovem Luna Argyris, sabia dos males e dos bens causados pela decisão que estava a tomar, mas não tinha mais meios de continuar, parava de chorar por alguns minutos, suas maçãs do rosto ainda estavam avermelhadas das lágrimas que há pouco caíram, teriam duas simples soluções para a garota no momento, voltar para sua casa e matar a saudade das pessoas que eram o motivo de seu choro ou levantar a cabeça e ir para Baterilla, sendo a segunda opção a escolhida.

- Senhor, sabe se parte algum navio para Baterilla? Ele aceita passageiros? E quando parte? dizia enquanto intercalava com breves paradas entre cada frase seguida de uma pergunta, por sua sorte - ou azar - o porto estava um dia de agitação, aparentemente algum lutador estrangeiro desembarcaria em alguns minutos para lutar ou treinar, não dava para ter muitos detalhes dos boatos que se era possível ouvir no porto. Apesar das contradições e pessoas agitadas, um homem quase idoso, devia ter seus cinquenta anos, cabelos grisalhos e um simples bigode que ia de uma ponta da boca até a outra, vestia um traje simples de trabalho, roupas sociais e um capacete de obras, em sua mão tinha uma prancheta, provavelmente era algum tipo de engenheiro fazendo uma manutenção no porto - Hm.. Calma garota, vejo o nervosismo em seus olhos, uma jovem tão bonita não devia deixar seu rosto tão vermelho, mas não tenho nada com isso, perdoe-me, deixe-me olhar aqui.. hm.. - dizia enquanto folheava alguns papéis em sua prancheta, esboçou então um leve sorriso - - Encontrei, vai partir em cerca de uma hora, eu não tenho a relação do preço da passagem aqui, mas não deve ser muito, o navio é aquele ali! ao terminar sua última frase encostou os braços no ombro da garota e a redirecionou para o lado certo, então o homem apontou seu braço para o último navio do porto, eram cerca de duzentos metros até chegar no navio, a garota deveria se apressar até chegar lá.

Enquanto a mesma tinha uma resposta sobre a sua futura viagem até a ilha de Baterilla, ainda tinha que resolver seus lances amorosos com Alphonse, um lutador que dos Dojos da ilha que um dia pretende derrotar o mestre Xin Yang, faltava uma hora para o zarpar do navio e a preocupação da garota era se revelar para um lutador que era seu amigo há muito tempo, muitas considerariam muita ingenuidade da parte da moça, mas o amor move o mundo, sem amor muitas partes históricas de nossas vidas não existiriam, triste é aquele que não ama e não é amado.

Pelos boatos que eram escutados no Porto um lutador viria para treinar e em alguns dias lutar contra Alphonse, talvez essa luta fosse uma chance para que antes da mesma acontecer a doce Luna fosse até Alphonse e desabafasse com o mesmo, talvez isso servisse até de revigorante ou uma motivação extra para o rapaz ganhar a luta, enfim, muitos eram os caminhos que a moça poderia escolher, caberia somente e, exclusivamente, a ela tomar a decisão final.


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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptySex 20 Jan 2017, 04:52

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Part 2 - O que deixamos para trás


A movimentação de pessoas no porto era um tanto intimidante a garota que fazia o seu melhor para não entrar no caminho de ninguém, recuando um tanto tímida perante a multidão sem nem ao menos conseguir provar com tranquilidade o cheiro da maresia. E apesar de estar com os nervos à flor da pele ela conseguiu se aproximar de um velho senhor que parecia estar muito atarefado.

— Hm.. Calma garota, vejo o nervosismo em seus olhos, uma jovem tão bonita não devia deixar seu rosto tão vermelho, mas não tenho nada com isso, perdoe-me, deixe-me olhar aqui.. hm.. — a fala do homem só fez a menina alcançar tons surpreendentes de vermelho fazendo imediatamente encarar os pés que pareciam muitíssimo mais interessantes do que o olhar o senhor. — Encontrei, vai partir em cerca de uma hora, eu não tenho a relação do preço da passagem aqui, mas não deve ser muito, o navio é aquele ali!

Luna buscou olhar o barco indicado, dando um pulo de susto quando o homem a tocou. Ao entender qual era o barco ela sacudiu a cabeça várias vezes em sinal de entendimento sentindo o rosto muitíssimo quente.

— O-obrigada! — agradeceu ela timidamente andando em direção ao navio de uma forma não muito natural, semelhante a um robô.

Mas antes de chegar à metade de seu caminho olhou para trás. Ela ainda esperava que ele miraculosamente aparecesse. E se ele aparecesse ela correria em sua direção, seu rosto rosado e sua respiração sôfrega pelo esforço. “Eu nunca vou vê-lo novamente…” Inconscientemente ela seguraria com as pontas dos dedos rosados a roupa de Alphonse, num pedido silencioso para que ele não partisse.

— Por favor… — Pediria ela com a voz trêmula para então soltá-lo embaraçada pelo que havia acabado de fazer.

Se não o visse, e era melhor que ela não o visse, a menina lunar inevitavelmente abaixaria a cabeça cabisbaixa, mordendo os lábios enquanto evitava ao máximo não chorar.

Recuperando o fôlego, ela fecharia seu punho com tanta força que o os nódulos de seus dedos pareceriam brancos. Deixando o ar escapar lentamente de seus lábios rosados, ela andaria com o olhar fixo na embarcação que a levaria para Baterilla.

O futuro desconhecido de tudo que Luna imaginara estava naquele navio, entretanto às suas costas, naquela ilha se encontrava um futuro não tão desconhecido, ainda assim ela o desejava com todas as suas forças.

Ela ainda não estava pronta. Ela ainda não queria ir. Novamente ela olhou para trás.

Vai partir em cerca de uma hora.

Àquela hora poderia mudar tudo. Ela era um veneno. E Luna entendia muito bem de venenos. Aos poucos ele a enlouqueceria. 1 hora era tudo que ela precisava para desistir de tudo e continuar na ilha, ao mesmo tempo 1 hora era tudo que a separava de um destino diferente do qual ela teria se continuasse vivendo ali.

“O destino é cruel…” Sorriria ela de canto com pesar nos olhos. Tudo o que ela queria era vê-lo mais uma vez, todavia parecia que ela teria que decidir entre ir embora para sempre ou ficar refém da impossibilidade de vê-lo novamente.

Por um segundo ela desejou que o lutador que ela ouvira rumores atracasse logo naquele porto. Se ele o fizesse, talvez Alphonse estivesse ali para analisar seu desafiante e ela poderia vê-lo mais uma vez. O futuro dele, entretanto era certo e por isso Luna nem pensava muito nele. Ele perderia para Alphonse, pois ninguém era melhor que Alphonse, tirando o velho Xin Yang.

Batendo nas bochechas com as palmas das mãos ela se tirou a força de seu devaneio prosseguindo numa estranha marcha até o navio. Novamente ela procuraria alguém que pudesse lhe informar sobre a condução até Baterilla.

— Olá… — cumprimentaria ela timidamente. — Esse navio vai para Baterilla? — esperando alguma confirmação, ela continuaria com a voz um tanto trêmula pelo nervosismo. — Vocês ainda estão aceitando passageiros? Quanto é a passagem?

Se aquele fosse realmente o navio para Baterilla ela daria um sorriso tímido em agradecimento, pagando o valor da passagem se fosse dentro do pouco dinheiro que lhe restara.

— Obrigada. — agradeceria com um leve aceno da cabeça. — Devo me dirigir a algum lugar?

“Precisarei achar um emprego imediatamente quando chegar lá…”.

Ela ainda não sabia ao certo o que faria na cidade, mas lá certamente teria mais empregos do que em Karate Island, principalmente relacionados à ciência. Mesmo que não estivesse disposta a passar uma vida em pesquisas acadêmicas na universidade, talvez trabalhar numa laboratório fosse algo interessante até achar algo melhor para fazer.

“Se não me engano a mamãe trabalhou para o governo por um tempo no início de sua pesquisa… Por que será que ela parou?”

Sempre que sua mãe reclamava da pouquíssima verba que recebia ao trabalhar para a universidade, falava de como era bem paga quando trabalhava para o governo. Entretanto ela nunca havia mencionado o motivo de ter parado de trabalhar para um ‘empregador’ tão generoso.

“Talvez seja porque ela queria um reconhecimento acadêmico.”

E de fato agora sua mãe era uma renomada cientista com uma posição de professora titular na renomada Universidade de Las Camp. E ela era a filha rebelde que abdicara estudar em tão renomada instituição.

Um sorriso escapou involuntariamente de seus lábios. Se ela era a filha rebelde, não imaginava o que os irmãos supostamente eram, sendo tão mais encrenqueiros. “Mas eles foram com ela…”

Ela cumpriria os requerimentos da viagem que fossem a ela instruídos com o coração se apertando a cada minuto que a afastava de Alphonse. Se tivesse algum tempo observaria o porto à procura dele. Não que o sentimento fosse recíproco. Se ele ao menos soubesse seu nome ela sabia que já estaria absurdamente feliz ao ponto de querer desistir de tudo que decidira depois de muitas noites insones.

Entretanto a dor não seria somente por Alphonse. Cada minuto que se passava também era um minuto que a separaria da ilha que ela conhecera por toda a vida. Cada pessoa, amigo, mestre, amor… Luna estaria deixando todos para trás.

Mas se o momento do adeus chegasse, ela partiria e definitivamente olharia para trás.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptySeg 23 Jan 2017, 12:49


A garota que há pouco largara a oportunidade de estudar em uma boa Universidade para ser alguém com algum reconhecimento agora tinha seu destino em mãos, bastava escolher ficar ou partir, ambas opções com seus prós e contras, a mesma se baseava nos prós ignorando os contras, o único contra que levava em sua decisão era o lutador Alphonse, não conseguia esquecer o mesmo e, contava com a sorte, para ver se o sujeito apareceria no Porto, seja para se despedir dela ou para analisar o possível lutador que desembarcaria de um dos navios.

Ao mesmo tempo que pensava ia tomando suas - sábias? - decisões, não tendo motivos aparentes a garota ficou tímida ao ver o senhor falar com tanta intimidade mas era possível ver no rosto do homem que não agia de má fé, possivelmente ele tinha alguns netos ou filhos e sabia trabalhar com adolescentes mas isso já era uma ação do passado. Tendo em mente as informações do navio Luna marchou até o mesmo, talvez paralisada de nervosismo e ansiedade acabou marchando com uma postura similar a um robô, alguns civis que anteriormente olhavam a beleza da garota agora riam de sua postura, mas aquilo não era motivo de briga afinal, era realmente engraçado.

Enquanto cumprimentava um dos auxiliares do navio que partiria para Baterilla - tendo ela algumas dúvidas à respeito se realmente era este o navio - indagou para o primeiro que viu perto do navio algumas perguntas sobre a vericidade da embarcação e de seu destino - Olá para você também. o rapaz sorriu - Sim, é este mesmo o navio para Baterilla, temos algumas vagas sobrando, talvez não nos melhores lugares e, possivelmente, você não terá um quarto, a passagem custa exatamente B$ 20.000,00. a garota então - ainda tímida - pegava seu dinheiro e pagava para o homem e, então, conseguia finalmente observar o ambiente, o rapaz já não lhe interessava mais, porém era um rapaz de dezoito anos que trabalhava para aquele navio, ao lado do mesmo tinha um tapete vermelho que guiava o passageiro até o navio e nos limites da largura do tapete seguiam faixas pretas penduradas em pequenos bastões para que impedissem a entrada de pessoas no tapete sem que tivessem pago a passagem. O Navio era normal, medianamente grande, possuía diversas velas, totalizando dezessete velas, sendo dez delas com o símbolo do navio, uma cruz branca com contorno vermelho.

A moça então seguiria o tapete onde chegaria ao navio, tinham muitas pessoas lá, algumas pareciam ter a maldade no olhar, se não quisesse encrenca era melhor nem chegar perto das mesmas, tinha um canto vazio onde tinha apenas um banco, ficava na parte de trás do navio, talvez durante a viagem fosse a parte onde mais causasse enjoo, mas caso quisesse ficar olhando para a ilha e se lembrando de diversos momentos aquele era o melhor local, era uma opção arriscada mas talvez Alphonse aparecesse e Luna poderia dizer Te Amo mesmo estando no navio, o tempo normalmente é o maior aliado das pessoas, mas nesse caso, era o pior inimigo de Luna, aguentar aqueles momentos restantes antes do navio zarpar era uma tortura que pareceria durar anos, mas era uma sensação que seria obrigada a aguentar.

Faltavam exatos três minutos para o navio zarpar, os auxiliares do navio faziam questão de anunciar os últimos cinco minutos há cada vez que um se passasse, Luna ainda tinha a esperança de observar o Porto na procura de Alphonse, o Universo tinha que fazer alguma boa ação naquele dia, e Luna era a sortida, em meio a multidão de pessoas era possível distinguir Alphonse, um rapaz de vinte e oito anos, ele estava sem camisa, talvez fosse algum tipo de treino de resistência mas era irrelevante essa informação, o rapaz estava há dois navios de distância de Luna, qualquer tentativa de grito que a jovem desse tinha uma grande chance de chamar a atenção do lutador pois o lutador adversário ainda não tinha chegado e Alphonse apenas aguardava como um bom anfitrião. Quais seriam as ações de Luna? Sair do navio com menos de três minutos restantes? Permanecer no mesmo e tentar gritar para o mesmo? Lembrando que os dois navios que separavam Luna de Alphonse eram barcos de pesca, então, não necessariamente tinham o tamanho de um navio, o que apenas diminuía a distância entre os "pombinhos".


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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptyTer 24 Jan 2017, 04:39

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Part 3 - Adeus


“Ninguém veio se despedir.”

Percebeu Luna observando o movimentar do porto por sobre seu ombro antes de enfim adentrar no navio.

Um suspiro escapou de seus lábios, seu olhar um tanto cabisbaixo, antes de encarar um tanto surpresa sua nova realidade que não parecia nenhum pouco amigável por alguns olhares um tanto ameaçadores entre alguns passageiros.

Um sorriso constrangido surgiu em seus lábios. Era o incerto que a aguardava agora a começar por aquele navio. Entretanto antes de explorar procurou uma cadeira vaga e encontrou uma muito cômoda no sentido da vista do que pelo conforto.

A nostalgia de repente era forte. Ela observou o porto, a paisagem que seguia após ele. A cor do oceano e do céu. Respirando fundo ela sentiu todos as notas dos aromas que ela conhecia e alguns desconhecidos. Tudo o que fazia daquele lugar seu lar estava diante de seus olhos.

— Tchau tchau…

Murmurou ela baixinho com um sorriso gentil nos lábios. Ela poderia ter ficado horas ali, parada observando sua casa e lutando contra o enjoo marítimo. Entretanto, o destino lhe presenteou com uma última visão.

Num estopim, Luna correu até o limite do barco, segurando-se nas grades para evitar se jogar ao mar e correr até ele, até Alphonse. Seus olhos brilhavam como estrelas e suas bochechas enrubesciam conforme um sorriso alegre iluminava seu rosto. Ela queria gritar de felicidade, mas se conteve. Por um segundo era quase como se ele estivesse ali, só para ela. E como ela queria que fosse verdade…

— Alphonse! — ela não gritara, na verdade, era quase como se ela tivesse chamado alguém a poucos metros dela no convés. — Alphonse… — engoliria ela o choro num fio de voz, ainda iluminada por sua felicidade de vê-lo uma última vez.

Ela tremeu, mas ela não saiu dali, conteve com todas as suas forças sua urgência de correr até ele. Segurando com força o parapeito até suas mãos ficarem brancas pelo esforço, ela aguardaria sem tirar os olhos dele até que o navio começasse a se mover. E só então ela se daria o direito de gritar:

— Bye bye! — e acenaria com todo seu braço um adeus. Poderia ser que ninguém acenasse de volta. Na verdade, ela não acenava para ninguém em específico que não para Alphonse e para a vida que ali vivera.

Quanto mais longe o navio estivesse mais fraco se tornaria seu aceno, até que por fim não conseguisse distinguir ninguém no porto. E então as lágrimas não se segurariam e ela deixaria um gemido de dor escapar enquanto ela deslizaria para o chão ficando de joelhos enquanto observava tudo o que significara sua vida ficar para trás.

Ela cheiraria o ar novamente, esperando que ele trouxesse mais lembranças. Ela gravaria esses sabores em sua mente enquanto aos poucos se acalmasse. “Acabou?” Perguntaria a si mesma enquanto usaria o parapeito para se apoiar para se levantar. Ela olharia rapidamente ao seu redor para então abaixar a cabeça embaraçada. Andando estranhamente ela iria da popa a proa do navio, tentando evitar trombar com aqueles que viessem a cruzar seu caminho.

“Eu nem perguntei quanto vai durar a viagem…” Se surpreenderia depois de algum tempo observando o horizonte infinito do oceano. Além de seus olhos.

Num suspiro ela levantaria a cabeça, já bem mais calma do que antes. Curiosa ela perambularia pelo barco, entrando em todos os lugares que lhe fossem permitidos. Caso avistasse alguém da tripulação que não parecesse muito ocupado, com um sorriso um tanto tímido ela se aproximaria cautelosa e perguntaria:

— Olá. Desculpe incomodar, mas quanto tempo levará para chegarmos em Baterilla? — lembrando-se que ainda havia uma ilha a caminho de Baterilla ela indagaria mais. — Vamos parar em Torino Kingdom ou vamos direto?

Luna esperava que fosse algo direto, afinal, não tinha muito dinheiro sobrando para continuar gastando caso aportassem e ela fosse obrigada a descer. Era curioso como ela se sentia tão calculista com seu dinheiro pela primeira vez na vida. “Deve ser porque está acabando…” Sorriria ela de canto. Era a primeira vez que isso lhe acontecia na vida.

“Agora o que vou fazer com o tempo que tenho?” Olharia ela para os lados um tanto agitada. Ela poderia muito bem dormir, mas o jovem dissera que ela não tinha um quarto o que era um tanto inconveniente. Passear pelo convés poderia ser uma boa forma de passar o tempo, assim talvez ela pudesse melhor ver aqueles com quem ela compartilhava a viagem.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptyTer 24 Jan 2017, 21:39


Despedidas sempre foram atos incompreendidos por aqueles que as fazem, um ato que deveria significar à falta ou o respeito para com o indivíduo que está à partir dói mais que ser espancado pelo homem mais forte do mundo, talvez a fraqueza do ser humano seja seu próprio coração, deve ser por isso que os líderes.. líderes, não.. aqueles que acham que tem o mundo em suas mãos matam sem medo, pessoas frias e calculistas tem tudo para dar certo nessa vida, essa triste vida que o próprio homem criou, tritões deveriam fazer parte da sociedade como qualquer um, mas somos tentados a achar que somos diferentes e superiores aos seres que - nós mesmos - julgamos estranhos, algumas partes fazem sentido.. apenas um narrador descrevendo o mundo - ou uma parte dele - e seu ambiente atual..

Luna por mais frágil que pareça ser fisicamente está aguentando trancos e barrancos que muitos pereceriam nos primeiros minutos, ficar sozinha em um navio onde o mau não se distinguia do bom enquanto pensava e refletia nos que tinha largado era uma atitude um tanto quanto ousada e arriscada, infelizmente o que move o mundo - e as pessoas - é o dinheiro, sem Berries você não vai nem no quarteirão ao lado, é uma triste realidade mas Luna conseguiu passar por isso, ou pelo menos tenta, infelizmente a doce jovem mal acaba de começar sua caminhada, o navio levaria cerca de seis horas até chegar no seu destino, como ela saberia dessa informação? Há cada duas horas seria anunciado por um dos auxiliares, fora dito nos primeiros minutos em que o navio zarpara, porém complicações na viagem poderiam vir a acontecer.

- Não, não, senhorita, a viagem é totalmente expressa, com conexão apenas em Baterilla, tenha uma boa viagem!! Hyahyahya era a resposta que a moça recebera ao indagar um sujeito que estava no convés enquanto enxaguava e limpava o piso de madeira na tentativa de o deixar brilhando - O chefe me mata se eu deixar uma sujeira aqui, hyahyahya! dizia enquanto limpava o suor que pingava de seu queixo com o cotovelo, era um rapaz novo com seus dezesseis anos, rosto limpo - sem espinhas - e um cabelo que tinha o formato de um onda, começava baixinho até que fazia uma onda e percorria para o lado esquerdo de seu rosto, aparentemente bonito, pena que Luna ainda estava presa à seu antigo amor.

Adentrando no convés tinha um quarto esteticamente largo, deveria ser um dos maiores cômodos da embarcação, estava vazio de objetos, apenas uns poucos objetos que só seriam vistos se a donzela se aproximasse, no ambiente era possível ver um homem com seus trinta anos e consigo carregava dois coldres para facas, possivelmente eram adagas, ele aparentava ter um ar calmo e suspirava, estava encostado na porta oposta a que Luna estava a entrar no local, dessa porta até a outra eram dez metros, esse número também deveria ser a largura do local, totalizando uns cem metros quadrados, era um bom local para treinos se fosse utilizado corretamente.

Se Luna se aproximasse do homem era possível ouvir as falas do mesmo - Estou meditando, não me atrapalhe, se quiser usar o local pode usar, se precisar de minha ajuda também lhe darei, somente não encoste em mim.., não se era muito tentador mas se a moça resolvesse passar seu tempo ali somente sua criatividade era o limite, muito poderia ser feito com aquela oportunidade, possivelmente aquele não era o convés principal por não estar muito movimentado, e onde estavam era possível ouvir os gritos de um homem que estava um pouco longe dali - QUATRO HORAS RESTANDO!, restavam mais dois avisos..


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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptyQua 25 Jan 2017, 20:14

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Part 4 - Um mestre não convencional


“Interessante!”

Os olhos de Luna brilhariam curiosos para a grande sala vazia. “Para que que ela é usada?” Se perguntaria adentrando mais o ambiente. “Ops!” Perceberia ela um tanto ressabiada a presença de um estranho homem que estava… Armado!

Com os olhos um tanto assustados ela recuaria uns três passos em direção à porta quando perceberia que o homem parecia resmungar algo. Cautelosa ela se aproximaria, se inclinando um pouco em direção do homem. “Talvez ele esteja passando mal…” Mas ela não acreditava muito nisso.

— Estou meditando, não me atrapalhe, se quiser usar o local pode usar, se precisar de minha ajuda também lhe darei, somente não encoste em mim…

“Super estranho!” Olharia ela acusadora para o homem, mas já que ele parecia não se importar ela andaria pela sala com um olhar curioso. O espaço era amplo, ideal para seus exercícios matinais que ela estava acostumada pelos anos de treinos diários no dojo de Karate Island. “Por que não?” Sorriria ela um tanto travessa. “Eu ainda tenho 6 horas de viagem mesmo…”.

— QUATRO HORAS RESTANDO! — assustaria ela com a voz repentina.

“Okay, então quatro horas…!” Se corrigiria ela andando até o centro da sala para então começar seu alongamento.

Ela a princípio se curvaria, a princípio tocando o chão e depois abraçando as próprias pernas num exemplo exímio de flexibilidade. Luna então deixaria as pernas se abrirem e deslizarem até ter um perfeito espacate lateral deixando o próprio tronco em seguida rente ao chão. E assim ela prosseguiria com calma até que todos os seus músculos estivessem alongados.

“Agora um aquecimento!”

Início aprendizado
Perícia: Furtividade

— Muito bem… — olharia ela para o chão um tanto corada pelo esforço. Respirando fundo ela daria o primeiro salto sem sair do local encolhendo bem seus joelhos ao atingir o ápice da altura.

Tum! Nhec~

— Arg…

Surpresa pelo gemido de desagrado do homem, Luna virou-se para ele com um olhar inquisitivo. Entretanto o homem parecia igual ao que ela vira antes. “Talvez eu esteja imaginando coisas…” E deu novamente as costas a ele e saltou mais uma vez. Tum! Nhec~ Fazia o chão assim que ela pousava bruscamente seguido do ranger do piso sob seus pés. E o som desgostoso do homem mais uma vez pôde ser ouvido.

E Luna novamente o encarou, procurando o motivo do desagrado do homem, mas nada era visível. Deixando um pequeno bufo escapar ela novamente saltou, só que dessa vez encarando o estranho. E pronto. Ela estava obviamente o incomodando com o barulho de seus saltos.

“Talvez eu devesse parar…” Franziria ela os lábios ainda encarando o homem um tanto contrariada. Dando de ombros, ela daria um passo em direção à saída. Tum!Nhec~ Talvez ela não tivesse percebido o quão barulhenta era, afinal, não era como se tivesse uma audição espetacular, entretanto agora ela se encontrava tão consciente dos barulhos que causava que ela não se surpreenderia se fosse um elefante.

Engolindo seco ela deu um próximo passo só que pousando seu pé bem mais devagar. Nhheeeeecccc~ Aquilo só pareceu prolongar o barulho, mas não diminuí-lo. Mordendo os lábios ela tentou novamente. Inconscientemente fez uma careta quando o barulho novamente ocorreu.

— Pff! — Sobressaltou-se Luna, olhando o homem obviamente segurar um riso.

— Desculpe? — pediria ela com o rosto em fogo, seus olhos piscando diversas vezes estupefata pela atitude do homem.

O homem limpou a garganta, e apontou para seus pés com um sorriso de divertimento.

— Tente colocar primeiro as pontas do pé, depois o calcanhar. — Luna o encarou por um segundo sem entender até que o estranho arqueou as sobrancelhas instigando que ela fizesse logo o que mandara. Olhando fixamente para o chão ela novamente tentou. — Nada mal, mas se quer andar sem fazer barulho ainda tem um longo caminho pela frente…

E ele voltaria a sua suposta meditação.

Fazendo um pequeno bico, Luna novamente tentou dar mais um passo para fora. Dessa vez foi bem mais silenciosa. “Nada mal!” Se parabenizou pendendo a cabeça para o lado num leve sorriso.

E mais um passo, e outro, tentando cada vez ser mais silenciosa. Ela ia e voltava pelo quarto esquecendo completamente que pretendia antes sair dali. Aparentemente tentar andar silenciosamente parecia bem divertido. E ela tentava o fazê-lo cada vez de forma mais fluída, para então ser mais rápida. Sempre olhando para o homem que parecia sempre esboçar algum tipo de reação quando ela errava e fazia algum barulho.

Depois de várias tentativas, percebendo que alguns lugares o piso fazia mais barulho do que outros, Luna conseguiu surpreendentemente fazer uma pequena corrida sem que o homem sequer arqueasse uma sobrancelha. “Rará!” Sorriria ela abertamente um tanto rosada.

“Acho que posso continuar!” Determinada ela novamente começaria seu alongamento, mas dessa vez, tomando cuidado para distribuir bem seu peso, de forma a não fazer tanto barulho. “Talvez funcione também com os saltos…”.

Olhando de canto para o homem, ela realizou o primeiro salto. Ele obviamente a encarou com uma expressão desgostosa, fazendo a menina virar um pimentão. Rapidamente ela olhou para frente. “Distribuir o peso…”.

Ela começou com um salto bem curto, quase não saindo do chão. Seus dedos primeiro tocavam o chão, depois seu peito, e por fim seu calcanhar. O barulho foi bem menor dessa vez fazendo o homem a encarar com uma sobrancelha arqueada e um sorriso de canto. Novamente ela o tentou, só que dessa vez mais alto.

Toda vez que ela ficava nervosa ela falha miseravelmente, entretanto, conforme a ideia de distribuir seu peso para causar o menor ruído possível começava a se incutir em sua mente, melhor ela trabalha em seus saltos.

Por fim ela tentou algumas outras acrobacias. Os mortais, as estrelas, as pontes e muitas outras, e cada uma delas parecia muito mais cansativa quando ela se concentrava tanto para não fazer som. Mas Luna não parava, afinal, aquilo estava sendo bem mais desafiador do que ela imaginava que seria. E, portanto, divertido.

Sentindo o suor escorrer por seu corpo, Luna finalmente se deixou escorregar para o chão um tanto cansada pelo esforço. Respirando sofregamente ela observou o homem levantar e pegar uma caixa. Fazendo uma careta de assentimento ele pegou um punhado de peças de lego e os jogou no chão. Mais e mais de forma que não demorou muito para que uma surpresa Luna estivesse rodeada por peças caídas.

— Agora tente de novo.

Aquilo poderia ser interpretado de várias formas. Para uma pessoa mais pessimista poderia ser uma forma clara de dizer para parar de ficar pulando naquela sala, entretanto o sorriso desafiador do homem não era hostil, e sim convidativo.

Hesitante ela se levantou, começando a pisar com cuidado. Afinal, aquelas peças eram definitivamente algo perigoso para se pisar caso estivesse descalça, o que felizmente não era seu caso. Crec. E ela havia pisado em um. O homem sorriu de canto. Luna respirou fundo, e ela começou tudo de novo.

A princípio ela evitava pisar sobre as peças de lego, entretanto, havia vezes que aquilo se tornava impossível. Então ela tentou novamente distribuir seu peso de forma que ele não ficasse inteiramente apoiado sobre as peças. E de novo e de novo ela andava, mas não importava como, ela não conseguia ser muito rápida e assim a primeira noção de que nem sempre ela poderia ser rápida lhe veio à mente num ensinamento valioso.

Com o olhar, Luna passou a perceber onde seria mais barulhento pisar, e onde seria melhor não deveria pisar de forma alguma. “Talvez funcione em outros lugares…” Se surpreendeu ao lembrar das florestas que caminhava. Sempre pisava num galho ou algo que alertava os pássaros e pequenos mamíferos que ela encontrava em seus passeios. Talvez com esse conhecimento ela conseguisse também andar silenciosamente pela floresta.

— Perto demais! — reclamou o homem que se encontrava sentado de costas a menos de uma passada da garota.

— Mas como…?? — perguntaria Luna baixinho chateada que o homem a percebera mesmo não a vendo.

— Sua respiração está alta demais e… — apontaria ele para a sombra que a garota projetava sobre ele. — Não sou cego.

— Oh!

A menina o observou de olhos levemente surpresos, para então afastar o olhar um tanto tímida. “É melhor eu guardar tudo…” Com um leve franzir de lábios, ela começou a guardar as peças. Olhando de vez em quando no homem que parecia voltar a sua meditação.

Com as peças guardadas ela se aproximou dos outros objetos. Ao que parecia tinha várias boias desinfladas dobradas e uma bomba de ar. Uma ideia começou a surgir em sua mente. A visão da sala era completamente desobstruída, o que dificultava se aproximar sem ser notada. “Mas se tiver algo mais para me ajudar a me esconder…”.

— Por que não…

Quando o homem abrisse os olhos novamente ele estaria cercado pelas mais diversas boias, botes e móveis infláveis, dispostos ao seu redor de modo que davam uma visão limitada da garota que se abaixou perante um deles.

— Engenhoso, mas não ideal. — advertiu ele, observando a menina se mover para a cobertura de algumas boias de patinho empilhadas. — Mas se insiste, vou contar até dez.

— 1…

E Luna tentou controlar a sua respiração.

— 2…

Suas mãos tremeram, mas ela se agachou, espalhando seu peso por seu corpo.

— 3..

Ela se movimentou lentamente, mas silenciosa para o próximo conjunto de boias, apoiando seu peso tanto em seus pés, como em suas mãos.

— 4…

A próxima boia. Respirando fundo ela continuou seu trajeto como um felino.

— 5…

Os olhos lilases olharam de relance para o homem que contava de olhos fechados. Sua expressão era séria.

— 6…

Nhéc.

— 7…

Pânico. Ela se distraíra.

— 8…

Outra boia. Ela precisava ir para outra boia.

— 9…

Ela seguiu para a próxima. Sua respiração acelerou.

— 10…

Uma faca passou cortando a boia que Luna previamente havia estado. Imediatamente a mão dela foi à boca, segurando um engasgo causado pelo medo.

— Eh? Podia jurar que você estava ali. — disse o homem num tom divertido.

“E você ia me matar???” Exasperou-se Luna, começando novamente a se mover, tentando ser silenciosa, entretanto, não cuidadosa o suficiente, que seu ombro roçou em uma das boias, fazendo-a tremer.

Seu corpo moveu-se antes dela. Saltando por cima da boia que iria ser perfurada pela faca para então rolar para a próxima, silenciosamente, e então para a próxima, e voltando para a anterior. Tirando a boia em que ela cometera o primeiro erro, o estranho mentor não a achou novamente.

Segurando-se para manter a respiração contínua e baixa, um fio de suor escorreu o rosto da jovem, que novamente voltou a se mexer. Rolando para se movimentar mais rápido, seguindo os ensinamentos que aprendera a custa de muitos legos.

Entretanto, quanto mais ela se aproximava do estranho, mais certeza ela tinha que não seria o suficiente para chegar até ele sem ser notada. Engolindo seco, ela começou a pensar no próximo passo.

Talvez furtividade não fosse simplesmente não ser visto, mas sim, deixar ver o que era necessário para ocultar o verdadeiro objetivo. Silenciosamente ela começou a tirar seu agasalho. Deixando que as orelhas de seu capuz saíssem da cobertura conveniente das boias.

O mais rapidamente possível começou a andar em direção oposta a luz e atrás do homem. Sua sombra não iria novamente denunciá-la. Um lego atraiu seu olhar. Com um sorriso observou o instrumento perfeito. O homem continuava a virar-se para todos os lados a sua procura.

“Calma!” Pediu ela a si mesma sentindo seu coração começar a bater mais forte. Sua respiração novamente era obrigada a se normalizar. Engolindo seco, ela continuou sua jornada. Mudando sua trajetória várias vezes, para que sua movimentação não se tornasse óbvia demais.

Luna tremeu ao chegar finalmente ao seu destino. Estava exatamente na última boia mais próxima do homem que parecia cada vez mais alerta. “É agora.”

Sem abandonar a cobertura, ela jogaria a peça de lego em direção da boia que abrigada sua camisa. A trajetória parabólica parecia durar uma vida. Depois de minutos de tensão e silêncio absoluto, ela pousou num som gritante sacudindo de leve a boia.

O homem viu o capuz. Sua arma pronta para atirar a faca. Sua arma voou. Ao mesmo tempo correu Luna o máximo que conseguia em passos silenciosos. Com as mãos espalmadas, ela tocou seus ombros suavemente, um sorriso de vitória em seus lábios.

— Peguei! — sua voz era baixa, em seu rosto a iluminação da vitória.

O homem sorriu de canto.

— É acho que sim… — e então franziu o cenho se afastando rudemente. — E eu te falei para não me tocar!

— Desculpe… — a garota perdeu um pouco de seu brilho, um tanto cabisbaixa.

— Tsc… — reclamou o homem novamente sentando. — Agora arrume essa bagunça!

— Sim, senhor…

Em quanto ela esvaziava o que sobrara das boias ela se perguntou se alguém ficaria zangado pelas boias furadas. Entretanto, ninguém as descobriria tão cedo, ou era o que esperava. “E não fui eu exatamente que as furou…” Tentou inutilmente tranquilizar sua culpa.

— Obrigada. — disse por fim ao homem. Havia sido um bom entretenimento.

— Não fale comigo, estou meditando…

Luna riu baixinho, e dando os ombros a ele, pegou seu casaco e o vestiu novamente quando finalmente chegou até a porta.

— Foi divertido… — disse o homem por fim, recebendo um novo olhar da jovem que lhe dirigiu um sorriso gentil antes de sair.

“É, foi divertido!”

Fim do aprendizado

Luna sentia todo o seu corpo tenso pelo esforço contínuo que executara naquela brincadeira que a princípio começara tão despretensiosa e se tornara tão intensa com o passar dos minutos.

A necessidade de respirar ar puro de repente se tornou algo imperativo. Movida pela necessidade ela caminharia a passos rápidos até o convés. Animada, a menina lunar se apoiaria no parapeito e observaria com um sorriso o horizonte.

Um sentimento de excitação crescia nela. O que mais? O que mais? Seu olhar parecia dizer. Como uma gata ela satisfeita ela se espreguiçaria deixando que seus músculos novamente relaxarem. “E agora? Quanto tempo será que falta para chegarmos?”. Ela estava evidentemente muito mais animada do que entrara. Aos poucos a perspectiva do novo alcançava um panorama inteiramente diferente do que ela imaginara, a incitando a mudar ainda mais seus planos.

Todavia, o estômago de Luna parecia que não concordava muito com a animação da garota e só desejava que ela comesse algo logo. Afinal, a garota muito o negligenciara quando partira somente com um suco de laranja pela manhã.

— Será que tem algum restaurante por aqui?

E novamente ela começaria a andar pelo barco a procura de algum lugar que ela pudesse comer algo. Em sua mente ela já começava a contar o berries que ela poderia dispor para aquela refeição.

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptyQua 25 Jan 2017, 21:03


Dizem que a fé move montanhas, é uma teoria interessante que alguns religiosos acreditam, mas se você não tiver com dinheiro no bolso e de estômago cheio quem teria paciência para concentrar a tal fé e fazê-la mover uma montanha? Agora sim veio uma teoria interessante e era justamente isso que se passava com Luna, a garota tinha alguns trocados sobrando e um estômago vazio, possivelmente não seria naquela hora em que a garota moveria uma montanha. A moça ia caminhando até encontrar o refeitório, não foi uma tarefa difícil pois na porta do convés tinha uma placa mostrando a direção dos lugares, o refeitório ficava na parte de baixo do navio por ser mais fácil de cozinhar já que os alimentos eram guardados ali. O local era um pouco apertado, ao passar pela porta no lado oposto a esse ficava o balcão, tinham algumas bebidas encostadas na parede e uns bancos sem parte de encosto rodeavam o balcão, era um típico balcão de bar, mas também tinha cerca de cinco mesas, Luna não havia prestado muito atenção para ver se tinha pessoas nas mesas ou não de tanta fome que tinha.

Se chegasse no balcão era possível ver uma mulher com seus quarenta anos, cabelo castanho liso que formavam tranças - feitas por ela mesma - que caíam no ombro direito, suas sobrancelhas pareciam se juntar e formar uma espécie de "linha" em cima dos olhos e seu buço parecia estar por fazer há alguns meses. Caso Luna resolvesse se aproximar para fazer alguma pergunta ou pedido seria dito - Temos diversos pratos de diversos sabores custando entre B$5.000,00 e B$10.000,00 o que você vai querer?, era mais do que visível o mau humor na face da balconista, ela não parecia estar em um bom dia.

Após alguns minutos no refeitório o mesmo auxiliar que antes havia dito as horas chegava no refeitório e gritava - 2 HORAS RESTANDO! o que era um pouco ensurdecedor já que Luna permanecia perto da porta mas nada que afetasse sua audição..





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Mulher do Balcão:
 

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MensagemAssunto: Re: I - The End of Spring   I - The End of Spring EmptyQui 26 Jan 2017, 22:14

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Part 5 - Ovos e bacon


Assim que Luna adentrou o recinto ela saboreou o ar sentindo sua boca instantaneamente salivar pelo cheiro da comida. Um sorriso de antecipação surgiu em seus lábios. A fome só a motivava a ser mais determinada quando fosse pedir sua comida. Determinação que rapidamente foi testada por uma atendente obviamente mau-humorada.

— Temos diversos pratos de diversos sabores custando entre B$5.000,00 e B$10.000,00 o que você vai querer?

“Bem, um brunch cairia bem…” Pensaria a menina, obviamente intimidada, entretanto mantendo um sorriso desconfortável.

— Ovos… e bacon? Com batatas fritas? — perguntaria ela um pouco insegura. Na verdade ela queria uma salada, mas não tinha certeza sobre a qualidade de verduras do local. Se resposta fosse afirmativa para o que ela queria em seguida pediria — E um copo de água, por favor? — se prontificando a pagar o valor solicitado.

Caso lhe falassem que ela poderia esperar numa das mesas ela se dirigiria a alguma mesa vazia, do contrário esperaria em pé até que seu pedido estivesse pronto. Na ausência de mesas vazias, ela procuraria alguma que somente tivesse uma pessoa, ou que pelo menos tivesse algum espaço vago.

A cada passo que ela desse em direção ao local, ela ficaria ainda mais vermelha. Com a voz hesitante e um tanto gaguejante ela pediria:

— P-por favor, posso me sentar aqui? — engolindo seco então acrescentaria — Não há… Não há nenhuma mesa vaga…

Se a resposta fosse negativa ela assentiria algumas vezes com um “desculpe incomodar” nos lábios para então se dirigir a próxima mesa com menos pessoas. Caso a aceitassem em algum lugar, ela sorriria gentilmente e diria “Obrigada.” genuinamente agradecida e tentaria se sentar o mais silenciosamente possível de forma a não incomodar a outra pessoa na mesa.

Todavia se ela se sentasse numa mesa vazia e alguém pedisse para se sentar com ela, Luna gentilmente ofereceria a mesa indicando uma das cadeiras vazias com um sorriso envergonhado.

Finalmente alocada ela começaria a saborear sua comida com parcimônia, tentando identificar os temperos a ele empregados pelo cheiro que a comida liberaria.

“Quanto tempo será que falta?” Olhando para a própria refeição ela percebeu que talvez ela não tivesse dinheiro o suficiente para pagar um hotel. “Ahh… Como vou me virar…”

Ao finalizar sua refeição ela optaria por se levantar e voltar ao convés de forma a observar a paisagem restante de infinito azul antes de finalmente aportarem.

“Estamos chegando!” Perceberia ela um tanto excitada pela perspectiva. “Talvez não foi em vão…” Mas seu coração ainda doía um pouco ao se lembrar de quem ela havia deixado para trás.

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