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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Terceiro Ato: The Swordless Knights

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MensagemAssunto: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptySeg 26 Dez 2016, 20:53

Terceiro Ato: The Swordless Knights


Aqui ocorrerá a aventura do pirata Buzz Bee. A qual não possui narrador definido.

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyQui 29 Dez 2016, 00:00

Início do Sonho

No começo, havia apenas o branco e eu. Estava tudo tão quieto e calmo que por um momento até cogitei que estava morto. Antes que eu entrasse em pânico, porém, uma paisagem começou a se formar bem em frente aos meus olhos. O que estava à minha frente era a ilha onde morei por basicamente toda a vida: Micqueot. Um sentimento nostálgico começou a se formar em meu peito, e cresceu ainda mais quando notei a figura de dois garotos brincando pelo rua. Olhando atentamente, percebi que os garotos eram eu e meu amigo de infância, nos tempos em que nos divertíamos afanando algumas coisas que nos chamavam a atenção ou simplesmente correndo pela ilha. Parecia apenas uma reprise de minhas memórias, até que repentinamente Snatch sumiu e meu eu mais novo ficou parado, olhando para o chão enquanto tudo em volta mergulhava no mais profundo breu. Nesta tela preta, foi pintada a palavra "sozinho".

Novamente outra paisagem começa a surgir lentamente, mas agora ela representa o mar em sua vastidão azul. Noto um barco navegando em alta velocidade em direção à outro, que parecia pertencer à marinha. Logo que os dois se aproximam, inicia-se um combate que parecia pender unilateralmente para o lado dos marinheiros. Ao fim da disputa, sofro uma espécie de teleporte para o convés do navio derrotado e a ficha finalmente cai. Aquela cena era a do meu primeiro combate após deixar micqueot, onde perdi todos os membros da minha primeira tripulação. Ver novamente a imagem de seus corpos sangrentos e mutilados no chão me dava um nó na garganta que parecia que iria me sufocar. E uma vez mais, tudo ficou negro e silencioso, mas uma nova palavra foi escrita: Inútil.

Em mais uma mudança de cenário, me encontrava no porto de Loguetown diante de três homens. Isso ocorreu de verdade na noite passada, então ainda estava claro em minha mente cada detalhe daquilo. Logo a cena tremulou e eu me deparei deitado ao chão, olhando as estrelas e ouvindo os três homens se gabarem por terem me derrotado. E o céu negro se expande, as estrelas somem e uma nova palavra surge bem diante dos meus olhos: Fraco.

Após isso, eu achava que tudo já tinha acabado e que eu poderia sair dessa ilusão maluca. Infelizmente, parece que aquilo era apenas uma preparação para o que estava por vir. Primeiro o cenário faz sua mudança, mas o novo local não é como os outros que fazem parte das minhas lembranças. É um cenário novo e intrigante, constituído basicamente pelo céu azul e com algumas nuvens e uma cadeira branca, aonde eu estava sentado. Ao olhar para baixo, encarei a mim mesmo com uma expressão de dúvida. Cada movimento que eu fazia, por menor que fosse, era repetido pela imagem e com isso pude constatar que o chão abaixo de mim, era um grande espelho.

Tão rápido quanto eu percebi isso, uma risada alta e reverberante podia ser ouvida de todas as direções. Olhei em volta, mas continuava sozinho naquele local. E então a risada parava e uma voz de criança podia ser ouvida. - Gostou do show? - Eu tentava responder, mas minha boca simplesmente não abria, não importando o quanto eu tentasse. Logo, a voz muda para a de um velho. - Ah, eu esqueci de avisar que você não vai conseguir falar. Então seja um bom rapaz e ouça tudo. - Subitamente, uma corda surgiu e amarrou meus pulsos aos braços da cadeira, mesmo eu não entendendo bem para que isso serviria.

Atrás de mim, surge a voz doce de uma garota que sussurra em meu ouvido. - Sabe, eu não gosto de ter que ficar apanhando por causa da sua fraqueza e por isso estou me preparando para fazer algo. Esse corpo não é mais só seu, então pare de agir despreocupadamente como se isso não afetasse mais ninguém. - Tentava visualizar quem falava, mas quando me virei já não havia mais ninguém lá. E uma quarta voz surgiu, sendo esta a de um rapaz de timbre alto. - O que eu lhe mostrei é a realidade. É como as coisas são e você sabe disso. Não faço isso por que quero que morra, mas para que supere as fraquezas que tem e viva. Afinal, estamos juntos nessa. -

O chão espelhado aos meus pés se quebrava e revelava uma espécie de líquido negro, onde eu acabava caindo. Imerso ali, sentia raiva. Não pelo que acontecia ali, mas por que tudo que ouvira e vira, era verdade. Ao meu redor, foram surgindo vários olhos arregalados de diversos tamanhos e cores, tendo como única semelhança entre eles estarem virados em minha direção. E em alto e bom som, pude ouvir as vozes que falaram comigo dizerem em uníssono. - Eu lhe revelei a verdade. Faça dela o que quiser. -

Fim do Sonho

Acordo suando frio e inquieto. Minha respiração está pesada e de certa forma até dolorosa. Me sentaria na cama, tentando entender o que havia se passado naquele sonho estranho. Praticamente tudo de certa forma fazia sentido, menos uma coisa. * Esse corpo não é só meu. De quem mais é? * Lembrando da voz misteriosa que ouvira na minha mente no dia anterior, me passou pela cabeça a ideia de que poderia ter sido ele quem armou todo esse sonho. Motivado por essa ideia, resolvi tentar novamente um diálogo com ele. * Ainda está ai? Foi você que fez tudo isso? * E novamente, apenas o silêncio permanece comigo.

Desisti de pensar mais sobre o assunto. Até onde eu sabia, poderia ser só um pesadelo louco ou algo assim, então não tinha para que se incomodar. Além de que, havia algo bem mais importante para pensar sobre. Como havia chegado totalmente esgotado, acabei reagindo as coisas de maneira automática e só agora começava a processar tudo. Bem, mesmo dizendo isso só duas coisas de fato me chamaram a atenção. A primeira e mais óbvia foi o fato de nem sequer ter agradecido à jovem dama que me acompanhou até o quarto. Como pude ter sido tão rude com tão belo ser? Talvez eu estivesse bêbado e não soubesse. Quanto mais eu pensava nisso, masi eu sentia que não poderia viver em paz sem fazer isso do jeito certo. * Nota mental: Primeira coisa a fazer quando sair do quarto é procurar a jovem... Umika, certo, a jovem Umika para agradecer da maneira correta. *

Isso seria prioridade para mim, não fosse a segunda coisa que me chamou a atenção. Próximo dos meus pertences, havia um baú que parecia não estar trancado. Não sabia o que tinha dentro, mas podia ter algo interessante ou de valor, e isso por si só já capturava quase que inteiramente a minha atenção. Me levantaria da cama e colocaria minhas roupas sobre ela, me virando logo em seguida para o baú e o abrindo para saber o que lá havia. Caso houvesse algum objeto, dinheiro ou vestimenta, retiraria do baú e poria em cima da cama junto às roupas. Agora, vestiria toda miha roupa, inclusive as vestes que possa ter achado no baú. Caso a peça fosse alguma que eu já tenho, como um casaco ou uma calça, poria os achados ao invés dos que eram meus, para variar um pouco meu estilo.

Depois de vestido, colocaria todos os meus itens nos bolsos, tomando cuidado para deixar o dinheiro eu um bolso separado das demais coisas, do mesmo modo que o óleo. Tentaria não esquecer nada do que me pertencia ali antes de passar pela porta e trancar o quarto. Já do lado de fora, iria até a recepção e entregaria a chave do quarto junto aos 5 mil berries equivalentes à estadia no local. Caso quem me atendesse fosse a senhora, perguntaria em um tom um pouco ansioso. - Senhora, onde está sua neta? Eu preciso falar algo com ela. - Caso ela me indicasse o local onde a jovem se encontra, iria até lá respirando fundo para tentar agir mais naturalmente.

Se quem estivesse na recepção fosse a própria Umika ou se sua avó a chamasse ou indicasse seu paradeiro após meu pedido, faria uma leve reverência em sua direção e diria olhando em seus olhos. - Bom dia. Peço desculpas por ter sido tão idiota de ter me esquecido de agradecer-lhe por me ajudar. Ontem eu estava muito cansado e acabei agindo feito um robô estúpido, mas agora que descansei posso expressar minha gratidão da maneira certa. - Quando terminasse de falar, prestaria atenção e esperaria alguma resposta ou reação vindas da moça.

Quando terminasse de observar a reação da jovem, caso não fosse alguma que me denegrisse ou que não demonstrasse algum sentimento negativo, falaria. - Bem, eu tenho que ir, pois tem alguns assuntos que precisam serem resolvidos. Mas... Como digo isso sem soar estranho... Eu gostaria de ter uma companhia enquanto faço, bem, o que tenho de fazer. Então... Gostaria de me acompanhar? - Estenderia minha mão ao final da fala e esperaria uma resposta. Caso ela se recusasse, eu suspiraria e acenaria para ela, enquanto andaria até a saída dizendo. - É uma pena. Então, até outra hora. - Mas se acaso ela aceitasse, mesmo que não segurasse minha mão, daria um sorriso e diria. - O dia começou realmente bem pra mim. Tomara que eu continue com essa sorte. - E ao lado dela, caminharia até a saída do local.

Na rua, iria andar sem ter um destino certo, mas sempre olhando para todos os lados ocasionalmente para não perder nada interessante. Também tomaria cuidado para não adentrar em uma área pouco movimentada da cidade e acabar me envolvendo em outra briga desnecessária. Não podia acabar envolvendo uma dama em uma coisa tão perigosa em menos de um dia depois de conhecê-la. Tinha várias coisas para fazer, como conseguir um barco, por exemplo. Mas a maioria dessas coisas eram mais fáceis de serem feitas de noite ou eram um tanto quanto arriscadas para agora. Por hora, eu apenas andaria à procura de um local onde pudesse tomar um bom café da manhã. Tinha medo de deixar minha fome se prolongar ainda mais e meu estômago roncar para todos ouvirem.

Objetivos:
 

off:
 

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* Pensamento * (Buzz)
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- Fala

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyDom 01 Jan 2017, 16:06

~~ Narração ~~


O jovem Buzz havia acordado de um sonho nada prazeroso, em razão de que sua respiração estava ofegante, seu coração disparado e um suor “frio” percorria partes de seu corpo magricelo. Após levantar-se e vestir-se, o garoto decidia abrir o baú que possuía no local, estava intrigado como todo e qualquer pirata esperando que dinheiro lá contasse. No entanto, apenas um relógio de aparência estranha estava lá dentro.

O garoto pegava o objeto e colocava em seu pescoço que de certa forma, caia bem! Mas uma carta ou melhor dizendo, um papel surrado, possuía uma cor marrom e estava rasgado nas laterais. Expressava sua forma antiga assim como as letras que lá estavam escritas. “ Um relógio de bolso com um par de asas, dizem que este relógio pertenceu a um dos arcanjos divinos e era utilizado para aplicar a punição divina. Com este relógio o arcanjo hipnotizava vítimas de atrocidades, então as vítimas iniciavam uma busca incansável pelo seu agressor em busca de vingança. Ou ele era usado para hipnotizar os agressores e fazer com que eles sejam punidos pelas vítimas a procura de vingança ou cometam suicídio. ” Assinado Bowel.

Talvez fosse algum colecionador que havia esquecido naquele recinto, ou talvez apenas um louco que curtia antiguidades, todavia, Bee sem notar já estava com o colar em seu pescoço e seu consciente criado um afeto pela aparência do objeto. Após arrumar-se devidamente, Buzz seguia até recepção onde encontrava a garota de anteriormente, Umika. Ele começava a falar após pagar a moça enquanto percebia que a mesma estava segurando um panfleto de algum lugar. – Ah, está tudo bem! Minha vó vai vir daqui a pouco para ficar no meu lugar, porque quero ir ver o novo circo na cidade! Dizem que é considerado um dos circos mais horripilantes e engraçado dos Blues. Mas como estou curioso, quero ir ver! Se você quer tanto assim se desculpar, venha comigo? Ela dizia ao fazer um sorriso carinhoso e encantador, como Buzz diria não a uma beldade dessas?!

Ela estava vestindo sua blusa amarela com estampas de fantasminhas sorridentes, seus óculos quadrados apenas se fundiam com a beleza que seu rosto transmitia. A garota não possuía uma aparência sexy, o que a maioria dos jovens procura. Umika possuía um charme carinhoso e uma aparência graciosa. Logo a vó da garota chegava no local fazendo um sinal para que a mocinha saísse de uma vez. Umika não perdia tempo e pegava na mão de Buzz e saia a caminhar pela cidade, mais precisamente falando, em direção ao circo.

A cidade de Loguetown estava movimentada algo costumeiro na última ilha do blue, além é claro, de ser a ilha que o rei dos piratas havia sido morto. Algumas espécies como humanoides de raças distintas passavam pela cidade, mas a maioria estava habituado com aparências diferenciadas. Buzz podia notar que minutos depois da caminhada, paravam em frente a um circo imenso. Seu nome estava bem legível e cheio de luzes chamativas! “Circo Argows! Onde o impossível é possível dentro do possível.” Era um nome estranho e uma frase ainda mais intrigante, mas quem era Buzz para definir tal conceito, visto que, seu nome era Buzz Bee. A entrada estava movimentada, era por volta do fim da tarde, muitas famílias haviam ido até o circo para ver o espetáculo, mas Buzz realmente estaria disposto a pagar o preço da entrada, ele estava destacado na bancada dos ingressos.

Havia um homem de terno estilo a rigor, mas o diferencial era sua cartola que possuía penas, suas mangas que também possuíam penas e seu rosto maquiado, uma maquiagem estilo zoombi. - Venham... venham para Argows, o circo mais horripilante e engraçado que jamais viram! Vejam a feiura de Orgam, dizem que ele foi amaldiçoado pelo Deus Odim! Vejam a princesa Malakeia, dizem que sua pele é tão fria quanto o inverno mais forte do mundo! Vejam Taroff, o mago mais estranho desses mares! Vejam nosso principal protagonista, Argow, o palhaço pirado! Dizem que suas peripécias não têm fim e que seu corpo não sente dor! Vem muito mais, entrem... entrem! O circo Argows os aguarda. O homem parecia empolgado enquanto encantava as pessoas ao seu arredor, principalmente Umika que brilhava seus olhos com as palavras do homem propaganda de terno.

O ingresso custava B$ 10.000 mil berrys! Um valor alto, mas quem sabe realmente valesse apena. O que o jovem faria a seguir? Pagaria apenas a sua entrada ou a da garota também? Seria uma boa oportunidade para Buzz ser um cavaleiro e ainda conhecer mais profundamente a jovem adolescente, pois quem sabe o passado que Umika poderia ter tido, visto que, sua gentileza e charme escondiam.


Histórico Buzz:
 

OFF:
 

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~Fala / Narração

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyDom 01 Jan 2017, 23:02

Esse era um dos raros dias em que tudo parecia dar certo. Primeiro eu conseguia um relógio com um design interessante, e que aparentava ser bem caro. A história que o acompanha é meio fantasiosa, mas alguns aspectos dela me deram uma ideia para uma boa funcionalidade que ele poderia ter para mim. Em seguida, consegui ter sucesso em chamar Umika para sair comigo e vou ter certeza de compensá-la pelo modo como foi tratada. Passei anos na companhia de um homem que prezava bons modos e trabalho duro, então não me desculpar pelas atitudes de outrora seria vergonhoso. E depois de ver aquele sorriso magnífico, meu objetivo principal no momento se tornou fazê-la feliz não importa o que eu tivesse que fazer.

A jovem aceitava me acompanhar, mas com a condição de escolher para aonde iríamos. Ao ouvi-la falar que gostaria de ir no circo que estava na cidade, recorri a minha memória para tentar saber que espécie de lugar seria. Demorou um pouco mais do que eu esperava, mas consegui lembrar de algumas referências à circos em alguns livros que eu li. * Ah, o local com vários brinquedos, comidas e atrações... Também associam o local à algo que traz felicidade e prazer aos que visitam. Se bem me lembro, o ser mais ligado ao circo é o palhaço, apesar dos tais mágicos fazerem bastante sucesso também. Acho que não vai ser tão ruim, afinal. Faz tempo que eu não me divirto, e ao lado de tão boa companhia não tem como ser desagradável. *

Antes que eu pudesse formalmente aceitar o convite da garota, sua avó chegava para tomar de conta do local e Umika segurava minha mão enquanto me guiava até o tal circo. Foi tão repentino que até demorei um pouco para processar, mas quando a ficha caiu senti meu coração bater feito louco e meu rosto ficar quente como fogo. Tinha certeza de que deveria estar corado agora, e a ideia de que ela poderia ver uma faceta tão fraca minha me deixava um pouco nervoso. Levaria a mão que estivesse solta à frente de meu rosto, cobrindo a região abaixo da ponta do nariz para tentar esconder as bochechas corando. * Sempre que eu acho que já me acostumei com as mulheres, uma delas faz algo novo e inesperado que me pega desprevenido. Acho que vai levar séculos até dominar a arte de me sentir calmo perto de tais seres belos, levando em conta que isso não seja totalmente impossível. *

Ao chegarmos ao tal circo, pude observa-lo e gravar o que via em minha mente para futuras referências. A placa cheia de luzes me chamava a atenção, mas o motivo era a frase talvez até paradoxal que se podia ler. * Talvez, seja um piada? * Levaria meio que por reflexo a mão solta até meu queixo e colocaria o dedo indicador sobre ele, fazendo uma expressão de dúvida. Acho que meu cérebro ainda não estava pronto para esse tipo de piada. E ai eis que surge uma figura misteriosa e estranha. Qual seria o motivo de tantas penas e da maquiagem? Essa era uma dúvida que talvez só afetasse a mim, já que nunca tinha ido à um circo. Intrigado por sua aparência, prestei atenção em tudo que falava, para talvez conseguir fazer uma ligação ao motivo de estar vestido daquele jeito. Mesmo tendo tanta expectativa em suas falas, aparentemente ele só estava anunciando as atrações do local. Já estava cogitando desistir de descobrir, até que percebi que o motivo talvez fosse chamar a atenção de todos e assim conseguir atrair mais pessoas. * Esse cara é um gênio. *

Depois de deixar de lado aquela figura intrigante que havia acabado de ganhar algum respeito meu, pude notar que a jovem a qual eu acompanhava parecia bem animada para entrar e ver as atrações apresentadas. Acho que o que mais me animava ali não era conhecer o local novo, mas sim conhecer mais dessas reações magníficas que só essa linda donzela podia me mostrar. Já havia observado humanos várias vezes e visto o melhor e o pior que poderiam oferecer, mas por alguma razão eu não me importava de ver tudo de novo, caso fosse Umika que me mostrasse. * É normal você se apaixonar fácil assim? Ah, que pergunta idiota. É óbvio que eu sei que é. Não é como se fosse a primeira vez que eu estivesse vendo isso, e se tudo acontecer como de costume, é bem provável que não seja a última. *

Novamente aquela voz. Eu tinha muita esperança de que ela tivesse sumido, mas parece que ela só estava esperando o momento certo para me encher o saco. * Se com isso você quer dizer que ela vai me deixar, assim como as outras, pode ser até que você esteja certo. Mas eu não ligo, porque é perda de tempo se preocupar com o futuro à esse nível. Prefiro aproveitar o presente enquanto ela ainda está aqui. * Pensava que haveria uma réplica de imediato, mas ela só veio alguns momentos de pois. * Faça o que quiser. Mas só avisando, não esqueça do seu objetivo principal, e nem de que você tem que ficar mais forte pra conseguir realizá-lo. Se a garota ficar ou não ao seu lado, não desvie do caminho. * De certa forma, eu entendia do que ele estava falando e infelizmente uma pequena parte de mim concordava com ele.

Respiraria fundo e me focaria no que tinha de fazer no momento. Para entrar no local parece que nós precisaríamos de ingressos, cada um custando 10.000 berries. Para mim, dinheiro não era necessariamente um problema, já que eu sempre podia arrumar mais de uma maneira não muito lícita mas eficaz. E em função de promover uma experiência divertida para a jovem, resolvi que pagaria para ambos. Procuraria o local onde fossem vendidos os ingressos e me dirigiria até lá junto de minha companhia. Ao alcançar o lugar, diria para o/a atendente. - Bom dia. Por favor poderia me vender duas entradas? - Logo que terminasse de falar, já colocaria a mão livre em meu bolso e retiraria a quantia de 20.000 berries e a entregaria a/ao atendente, pegando os ingressos logo em seguida.

Com eles em mãos, entregaria um para Umika e seguiria para a entrada, já pronto para entregar o bilhete à algum funcionário que estivesse na porta de acesso. Podia não conhecer circos, mas sabia que se estavam vendendo ingressos é porque precisaria entregá-los à alguém para ter acesso ao lugar. Depois de passar pela entrada, resolvia puxar assunto com a dama ao meu lado cuja mão eu esperava ainda estar segurando. - Então... eu acho que eu ainda não me apresentei. Meu nome é Buzz e eu sou um grande amante de doces e coisas ou pessoas bonitas e fofas. Prazer em conhecê-la. - Esperaria para ver se ela tem algo a dizer, e caso ela não tivesse falado sobre si mesma, tomaria coragem e diria. - Se estiver tudo bem, talvez você pudesse me contar mais sobre você. S-seria um prazer te conhecer melhor. -

Talvez ela notasse o nervosismo em minha voz, mas não tinha nada que eu pudesse fazer quanto a isso. Essa é a terceira vez que eu falo com uma garota próxima a minha idade, e das outras duas vezes o resultado não foi muito estimulante. Mas eu já havia progredido bastante, levando em conta que antes eu gaguejava bem mais que isso. Era uma vitória pequena, mas não deixava de ser uma vitória. Ouviria tudo que ela tivesse a dizer, buscando olhar para ela vez ou outra e ver suas reações enquanto falava comigo. Queria saber mais. Ver mais do que ela podia me mostrar. Quanto mais eu a conhecesse, mais fácil seria conversar com ela e não tocar em assuntos dos quais ela não se interessava. Aproveitaria a situação para dar liberdade para a garota ir ao local que desejasse, até por que eu não era a pessoa mais indicada para guiar alguém ali.

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyTer 03 Jan 2017, 21:12

~~ Narração ~~


O jovem mão leve decidia comprar um par de ingressos para impressionar talvez Umika?! De certa maneira funcionava. Após entregar os ingressos para o segurança na entrada do circo, Buzz e a garota adentravam no local e o jovem Bee não perdia tempo ao se apresentar devidamente.

Umika prestava atenção em suas falas, soltava um leve sorriso, podendo até ser considerado uma risada boba, pois ao ouvir “sou um grande amante de doces e coisas ou pessoas bonitas e fofas”, parecia ser boiola, mas Umika presumiu que fosse apenas o jeito do adolescente, afinal, Buzz estava no ápice da puberdade. O moleque batedor de carteira não perdia tempo e ia logo perguntando quem era Umika! A garota soltou outro sorriso frisando sua beleza natural e charmosa. – Venha, vamos nos sentar! Ela dizia ao pegar novamente na mão de Buzz e caminhar até as cadeiras da frente.

Estavam sentados na primeira fila, as cadeiras não eram muito confortáveis, mas o cenário compensava o desconforto. Haviam luzes de várias cores, painéis coloridos, uma torre com uma enorme escada e uma cortina que separava os artistas dos telespectadores. – SENHORAS E SENHORES, DENTRO DE ALGUNS MINUTOS, IREMOS COMEÇAR O ESPETACULO! Uma voz rustica e prazerosa de se ouvir ecoava pelo local, insinuando sobre o tempo que levaria para começar o show. Buzz possuía uma voz tão bonita quanto a do homem, no entanto, a voz que saia dos altos falantes era mais máscula.

Umika olhava para Bee e respondia sua pergunta feita momentos atrás. – Eu sou Umika Strauss! Filha do falecido Tark Strauss. Meu pai foi um grande pirata, mas infelizmente morreu na Grand Line. Mas não se preocupe, isso já faz muuuito tempo. Ela dizia após mostrar sua face seria por alguns momentos e em seguida sorrir como de costume. – Olha, olha... vai começar! Ela dizia ao mexer no braço de Buzz e em seguida as luzes se apagarem. Para a maioria era uma escuridão completa, porém, Bee ainda conseguia enxergar em alguns pontos do cenário.

Logo uma luz surgia do alto e iluminava o centro do local, havia um homem e uma mulher, ambos possuíam uma aparência fora do comum. – Prazer pessoas de todo mundo! Eu sou Argows e essa é minha querida Malakeia! Eu lhes desejo um bom espetáculo! Sua voz era serena e firme, seus cabelos eram verdes, seus olhos roxos, sua camisa social bordo aberta no peito junto de sua calça social davam um estilo diferenciado ao que parecia ser o palhaço do circo, bem incomum poderia se dizer, mas para quem prestasse atenção, o circo não era apenas de comedia, era espetáculos sobre aberrações hilárias.

A mulher ao lado dele possuía uma beleza estupenda, a maioria dos homens sentiam seu coração palpitar! Seus cabelos louros e nas pontas rosa davam um destaque nas belas curvas que Malakeia tinha. Momentos após o termino da fala de Argows as luzes se apagavam e a escuridão predominava, poucos momentos depois uma luz vermelha acendia poucos metros atrás do centro do palco. Um ser astronomicamente feio surgia. Era tão feio que algumas pessoas chegavam a vomitar, pois possuía mais de uma cabeça, era uma deformidade ou mascara? Parecia bem real aos olhos dos céticos! Sua aparência era estranha, asquerosa e repugnante, mas apesar disso, ele começava a fazer uma dancinha e em seguida gargalhadas tomavam conta do local. Umika por sinal havia sido espantada, porém, as risadas eram contagiantes. – ORGAM! ORGAM! Rugidos com seu nome o estranho homem emitia, fazendo ainda mais pessoas rirem, pois, sua voz parecia um velho de cem anos.

Após as risadas diminuírem a luz se apagava e outra se ascendia em um palco mais elevado ao lado direito. A luz era azulada e um homem encapuzado segurando um cajado aparecia. – Valharas... Drakarios... Manifestos! As palavras saiam de sua boca ecoando pelo lugar e em questão de segundos a ponta do cajado ia avermelhando e uma chama saia enfurecida e segundos após se apagava. – Dolhares... Olcutares... Oscidentos! A ponta do cajado ia ficando avermelhada novamente, porém, ao invés de sair uma chama perigosa, um clarão era emitido ofuscando a visão de todos. Após abrirem os olhos, o homem havia desaparecido, questão de segundos. Todos ficaram impressionados incluindo Umika que não era acostumada a ver esse tipo de coisa.

Passava-se meia hora desde que havia começado e uma voz surgia dos altos falantes enquanto a luz acendia. – IREMOS FAZER UMA PAUSA, VÃO AO BANHEIRO, COMAM E EM 10 MINUTOS VOLTAREMOS! Uma pausa tradicional para os telespectadores relaxarem e enquanto isso alguns ajudantes do circo iam mudando o palco central.


Elenco Circo:
 

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyQua 04 Jan 2017, 01:15

A interação com a garota parecia ir bem. Tenho que admitir que não estava muito confiante, até porque estava agindo de modo mais espontâneo do que o de costume. Me era até estranho a forma como eu agia, mas enquanto estivesse funcionando eu não tinha do que reclamar. Quanto mais sorrisos ela me mostrava, mais vontade eu tinha de estar perto dela. Talvez aquela voz irritante estivesse certa. Talvez eu estivesse mesmo apaixonado por ela. Ainda não tinha certeza se isso era bom ou ruim, mas sabia que a resposta não iria demorar para aparecer. Enquanto eu tentava me descobrir, a jovem pegava novamente minha mão e me guiava até a fila da frente, onde poderíamos ver tudo claramente. Bem, a medida do possível, é claro.

No começo, tudo era um festival de cores bem instigante que se assemelhava à uma pintura. Depois, uma bela voz pôde ser ouvida e anunciava que o show já estava prestes a começar. Era isso. Pela primeira vez eu assistiria um espetáculo de circo, e por isso tinha muitas expectativas quanto ao show. Queria ver cada segundo para saber o quanto aquilo iria me agradar, e guardar o que pudesse de informações em minha memória. Enquanto não começava, Umika finalmente respondia minha pergunta, e me revelava um pouco mais do seu passado. O fato do pai dela ter sido um pirata que morreu na Grand Line me fazia refletir um pouco sobre o meu futuro. Teria eu o mesmo destino do pai da moça? Antes que eu conseguisse me aprofundar mais na explanação, a jovem mexia em meu braço e me avisava de que o show estava prestes a começar.

As luzes se apagam. Por um momento achei que tivesse havido algum problema na iluminação do lugar, mas logo a luz voltava, revelando duas pessoas um tanto quanto peculiares. O homem se assemelhava muito aos meus dados sobre a aparência dos palhaços, então eu tinha quase que certeza de que ele era uma daquelas famosas criaturas. * É quase impossível não ser. O cabelo colorido, essa roupa tão espalhafatosa quanto estilosa, sem dúvidas é um palhaço. * Quanto a mulher que lhe acompanhava, bem, eu não estava muito focado em saber sua profissão no momento. Era uma dama com o tipo de beleza madura que chamaria a atenção de qualquer homem, até os cegos. Os tons de rosa nas pontas dos cabelos loiros realçavam ainda mais a beleza de seu rosto, e o corpo tinha belas proporções que deviam ter deixado a maioria ali com ciúme, seja do corpo dela ou do homem ao seu lado, que parecia ter um relacionamento mais íntimo com ela. Bem, mesmo com toda aquela beleza eu tinha de manter a compostura, afinal, estava acompanhado de uma jovem cuja beleza e doçura podiam rivalizar com a mulher de igual para igual. Sendo assim, manteria a expressão calma e observadora com a qual eu entrei no local e gravaria o que se passaria dali para frente.

A primeira atração se mostrou uma surpresa. Nunca antes tinha visto um ser tão intrigante em toda a minha vida, e a vontade que tinha de dissecá-lo era estratosférica. Queria saber como o sistema nervoso dele era, já que em minha opinião todas as cabeças tinham cérebros. E também tinha o mistério de como o sangue conseguia circular por todas as cabeças. Será que seu coração tinha mais artérias que o normal, ou será que ele tinha mais de um coração? Certamente um mistério que eu gostaria de resolver. Enquanto eu me maravilhava com tal ser, as pessoas começaram a rir dele, como se ele tivesse acabado de contar a maior piada do século. Quando ele começou a dançar e dizer seu nome, e as risadas aumentaram, algo pipocou em minha mente. * Estão rindo dele? Por que? Por que era feio? Por que era diferente? Acho que é um level muito avançado de comédia para que eu entenda, e sinceramente espero nunca entender. *

A atração que se seguia era muito mais empolgante que a anterior, um mágico. Parecia como um daqueles descrito nos livros: Usava uma capa que lhe cobria quase todo o corpo e carregava um cajado. Objeto esse que parecia ser o canalizador de seus poderes, já que todos os seus truques tiveram como ponto principal seu cajado. * Será que isso tudo foi só um truque ou foi mágica mesmo? Bem, ele pode ter comido uma daquelas frutas e ganhado algum poder relacionado a fogo. Seja o que for, é bem legal. * Umika parecia ter gostado do mago tanto quanto eu, e sua expressão de surpresa quando viu o homem sumir, conseguia me arrancar uma leve risada.

Mas eu sabia que aquilo tudo era um aquecimento. Um aquecimento para a estrela do show. Sabia que o palhaço estava vindo ai e eu sinceramente já estava bem ansioso para ver se ele corresponderia às minhas expectativas. Mas algo me jogou um balde de água fria na cabeça. A voz que tínhamos ouvido antes de começar o espetáculo surgia novamente para anunciar uma pausa para descanso. Eu achava que tal pausa era desnecessária, até sentir meu estômago roncar. Como era de se esperar já que eu não tinha comido nada, a fome me assolava como um espírito vingativo. Tomado pelo desejo de alimento, me levantaria da cadeira e, com a mão esticada para a jovem Umika, diria. - Acho melhor aproveitarmos a pausa para comer algo. Vamos? - Esperaria a jovem tomar minha mão para então irmos em direção ao local onde servissem alguma comida. Lá, olharia tudo que tivesse para vender e escolheria algo doce, de preferência algo de chocolate. Também pegaria algo salgado, como uma pipoca ou algo assim, pois os mais velhos sempre me diziam que apenas comer algo doce no café da manhã pode me fazer mal. Após a garota escolher o que gostaria de comer, pediria a minha comida e a dela, perguntando logo em seguida quanto ficaria. Entregaria a comida que ela pediu em suas mãos e retiraria a quantia requisitada do bolso, entregando ao vendedor.

Com a comida em mãos, começaria tirando mordidas pequenas do doce que havia comprado e aproveitando enquanto estivesse com a boca vazia para dizer algumas palavras a jovem. - Então seu pai também era um pirata, em? Bem, eu nunca conheci o meu pai biológico, mas o meu pai de criação também era um pirata. Foi ele que me ensinou a lutar, e apesar da idade, ainda dá uns chutes bem fortes. - Diria essa última parte enquanto passaria as costas da mão que estivesse segurando o doce em meu pescoço, lembrando dos vários golpes que já levei ali. Ouviria o que ela tivesse a dizer e ficaria em silêncio, prestando atenção no que ela pudesse estar dizendo e mantendo uma expressão alegre para que ela não ficasse desconfortável. Depois que ela houvesse falado, ou caso ela resolvesse não dizer nada, eu perguntaria em um tom um pouco mais sério do que o qual eu estava usando. - O que você acha dos piratas? - Era uma pergunta que eu gostaria de ter uma resposta. Sem saber sua opinião sobre minha "profissão" eu me via em um campo minado. A resposta dela poderia me levar à um caminho bem mais fácil e florido, ou à um caminho espinhoso repleto de mentiras que eu teria que inventar para encobrir a verdade. Depois de ouvir sua resposta, manteria o silêncio para pensar nos próximos passos.

Quando voltássemos aos nossos locais, me sentaria e continuaria comendo minha refeição de maneira calma e educada enquanto esperava o show. Como tanto eu quanto a jovem estávamos comendo, puxar assunto em uma hora como essa seria deselegante e inoportuno demais, e por isso manteria o silêncio.

Histórico:
 

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* Pensamento * (Buzz)
* Pensamento * (Staz)
- Fala

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyQui 05 Jan 2017, 22:45

~~ Narração ~~


Enquanto a pausa no circo ocorria, Buzz logo sentiu seu estomago roncar e convidou a jovem para lhe acompanhar e ambos comerem algo. Próximo as arquibancadas, estava algumas carrocinhas de cachorro quente, cortesia do circo visto o valor da entrada, no entanto, era apenas um por pessoa. Após Umika e Bee pegarem o seu e começarem e se alimentar, o jovem pirata não se continha e falava sobre seu passado.

Umika apenas o olhava enquanto o mesmo dialogava, após isso Bee ainda perguntava o que a garota achava sobre os piratas, logo ela respondeu ainda com o canto da boca sujo do molho de cachorro quente. – Não sei bem definir isso. Sei que são livres e ambiciosos hehehe! Pelo menos meu pai era. A minha irmã que faz anos que não a vejo, ela também é uma pirata assim como meu pai. Viajou alguns anos atrás pra grand line, nunca mais soube dela. A jovem fazia uma expressão de tristeza. Os minutos passavam-se voando e logo o locutor voltava a dizer. – SENHORAS E SENHORES! RETOMAREMOS A PARTE FINAL DO ESPETACULOS EM INSTANTES. Todos iam terminando de comer e beber até que voltavam para seus acentos, incluindo Buzz e Umika.

O show começava novamente e alguns malabaristas faziam seus truques com objetos, encantador de animais mostrava seus talentos ao dar comandos para os cachorros, pássaros e macacos. Algumas dançarinas faziam uma dança ousada no ar se segurando apenas em cordas e etc. Nada muito especial, pelo menos não comparado ao início. Passava-se aproximadamente uma hora com todo o espetáculo, porém quem tomava o palco agora era Malakeia! A mulher de corpo esbelto e olhar frio dirigia-se até o centro do local, sozinha e destemida dizia para todos. – Eu sou de Fernand Ice Island! Lá quando está calor, a temperatura chega a 2 graus! Quando está frio, baixa dos 5 graus negativos e nas noites mais frias do ano, chega a 12 graus negativos! Eu fui criada desde criança e nunca usei casaco. Todos faziam uma expressão de “uohhhhhh” impressionados com as falas da mulher, apesar de ela não ter mostrada nada verídico a suas falas. No entanto, Malakeia puxava uma caixa que parecia extremamente lacrada e abria sua tampa! Uma massa de ar fria saia para cima fazendo o pessoal da primeira fila sentir um arrepio na espinha.

Malakeia pegava uma pequena adaga e colocava levemente dentro da caixa e segundos após retirava mostrando a adaga totalmente congelada. Ao forçar com ambas as mãos a mulher quebrava o objeto fazendo todos ficarem literalmente espantados, mas não bastasse isso... ela enfiava uma das mãos dentro da caixa e começava a olhar suas unhas da outra mão para ver se estavam bem pintadas, algo típico de mulher. Minutos após ela tirava e a mão estava rígida e roxa! Ela gesticulava para que todos vissem e em seguida aproximava-se de um homem e encostava no copo do sujeito ao qual estava segurando sua bebida. Malakeia pegava o copo e erguia para cima, segurando com sua mão gélida. Em seguida virava e deixava o liquido cair, entretanto, caia como um cubo de gelo. “UOHHHH’ Novamente a expressão de todos era de espanto e impressionados ao mesmo tempo.

Malakeia começava a caminhar e uma chuva de aplausos sem fim prosseguia, todos encantados com o que a mesma havia feito. A mulher fria sentava-se próximo do palco e no alto da escadaria estava Argows. – INCRIVEL! NÃO É MESMO? Ele dizia ao manter um sorriso sádico em sua fase. Em instantes o palhaço descia a enorme escada e ao chegar no solo, começava a fazer mortais para trás até que no final sentou-se ao lado de Malakeia. – Meu querido público! Irei chamar um de vocês para mostrar que qualquer um pode aprender acrobacia, mesmo sendo idoso, criança ou até mesmo um... bebe! Calma, calmem estou brincando! Realmente para idosos é difícil. HÁ.HA.HA.HA.HA! A plateia ria junto das piadas do homem enquanto o mesmo levantava-se e começava a fazer um gingado para ver quem iria escolher.

Ele ia para um lado e para o outro até que disse. – Irei escolher alguém próximo a mim! Hummm... vejamos, alguém jovem e inteligente! VOCÊ... vamos venha, não tenha medo, não mordo... só mastigo! HA.HA.HA.HA. Ele apontava para Buzz para que o jovem saísse de sua cadeira. Umika estava impressionada e apenas instigava a escolha do homem. – Vai! Você foi escolhido, que legal, estarei esperando você. Vá! Ela dizia ao puxar a mão dele e fazer o mesmo se levantar. Era uma situação estranha para alguém meio tímido como Bee, entretanto, talvez fosse uma rara oportunidade para aprender a como utilizar seu corpo em devidas situações.



Histórico Buzz:
 

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyDom 08 Jan 2017, 00:31

* Mas esses caras pensam realmente em tudo! Atrações interessantes e comida de graça? Com certeza é uma sacada de mestre. * Pensava ao me deliciar com o cachorro quente com o qual estava me alimentando. Logo após isso, fiz a pergunta sobre a opinião da jovem sobre piratas e, mesmo não tendo obtido uma resposta clara sobre isso, acho que não tem perigo contar que eu também faço parte desse grupo de "ambiciosos" como a própria garota definiu. Além desse fato, soube que sua irmã também se tornou uma pirata e partiu para a Grand Line. A tristeza em seu olhar me mostrava que ela ainda sentia saudades dela, então eu poderia usar isso para tentar convencê-la à se juntar a mim e partirmos para aquele mar.

Enquanto eu pensava sobre essa nova ideia que havia se formado em minha cabeça, o locutor anunciava que o show já iria retornar, o que me deixava um pouco ansioso. * O que será que vem agora? Mais coisas estranhas? Ou talvez mais alguém com poderes legais? Faz um bom tempo que eu não fico animado assim. Será que tinha alguma coisa naquele cachorro quente? * Infelizmente os shows que se seguiram foram bem mais ou menos, até que a bela loira voltou ao palco. Não tinha certeza se ela havia voltado apenas para captar nossa atenção com sua beleza e compensar os shows mais fracos de anteriormente, ou se iria se apresentar também, mas não tive de esperar muito por uma resposta.

Foi literalmente de arrepiar. A caixa que a mulher abriu tinha alguma coisa que deixava seu interior incrivelmente gelado, sendo possível sentir de leve a queda de temperatura do local onde eu estava e me causando um pequeno calafrio. A maior surpresa fica por conta do que ela faz a seguir. A dama põe uma das mãos dentro da caixa e a deixa ali por um tempo, como se não fosse nada, para depois de retirar tocar no copo de um dos espectadores e congelar o líquido que ali havia. Era inacreditável o fato de que ela tinha aguentado tamanho frio em sua mão sem nem ao menos tremer um pouco. Minha expressão não poderia ser outra além de uma de admiração para com a moça. Tal resistência ao frio deve ter sido arduamente trabalhada por ela, e isso merecia meu total respeito. Ao fim do espetáculo, obviamente o local encheu-se com o som das palmas de todos, parabenizando a mulher por seu feito incrível.

Mas logo as atenções se voltavam para Argows, que avisava com uma piada que iria escolher alguém para subir ao palco e aprender acrobacia. Eu estava até meio animado, pensando em quem poderia ser o pobre coitado que teria de ir passar vergonha no palco, até que ele chamou a mim. Se fosse apenas o palhaço querendo que eu fosse, eu poderia facilmente recusar e ficar na minha. O problema foi que a jovem garota ao meu lado também queria que eu fosse, e toda a coragem que eu tinha reunido para recusar a convocação se esvaiu como um sopro. Me levantaria e retiraria todas as peças de roupas excessivas, mantendo só a camisa que uso por baixo do suéter e da jaqueta, a calça marrom e as botas, deixando o restante sobre o meu assento. Não sabia se aquilo exigiria muito de mim, mas eu não estava a fim de ficar todo suado e ferrar com as minhas roupas.

Post de Perícia - Acrobacia


Ali, no meio do palco, pude ver todos aqueles olhares mirando direto para mim. Sentia minhas mãos e pernas tremerem e tentava parar com essa reação involuntária, mas acabava apenas deixando-a pouco perceptível aos olhares dos menos atentos. Minha respiração, bem como meus batimentos cardíacos, aceleravam a medida que o tempo passava, e para mim eles pareciam tão altos que se tornavam ensurdecedores. Não sabia que alguém tinha notado meu nervosismo, até que o palhaço se aproximou do meu rosto e me observou por um tempo. Depois, se afastou um pouco e falou. - Está nervoso? Não precisa! É fácil e praticamente indolor! Você só precisa assinar esse termo que não responsabiliza o circo por quaisquer danos que você venha a ter e podemos começar! - O homem me entregava uma folha extensa e uma caneta, apontando para uma linha traçada na folha para que eu assinasse meu nome ali. Peguei ambos os objetos, mandando um olhar confuso para o palhaço logo em seguida. Ele me olhou intrigado, como se eu fosse um daqueles quebra-cabeças super difíceis e depois bateu com a palma aberta da mão sobre a testa. - MEU DEUS! COMO PUDE ESQUECER DISSO? Apoie aqui. - Após proferir essas palavras o homem virava-se de costas e se abaixava um pouco, esperando que eu apoiasse o papel sobre elas para conseguir assinar.

O público ria das palhaçadas que ele fazia, mesmo antes dele começar o ponto alto de seu espetáculo. Engoli em seco. Não sabia se assinava ou jogava tudo para cima e corria, até que meu velho amigo resolveu mostrar a voz da sabedoria. * É melhor você não dar para trás. Não quero que minha imagem fique associada à um frouxo, além de que isso que ele vai te ensinar é algo bem útil que você pode precisar no futuro. Se você não aceitar, eu prometo que eu vou fazer de tudo para tornar sua vida um inferno, e isso inclui ficar contando piadas ruins e cantando músicas chatas até eu cansar. E eu te garanto, eu não canso muito rápido. * Depois de ouvir o ataque de nervos que a voz acabara de ter, resolvi escolher o melhor do pior dos mares. Colocando a folha sobre as costas do homem, usei a caneta para escrever meu nome e entreguei os dois objetos para ele. O homem pegava as coisas, checando tudo para ver se estava certo e começou a incitar as pessoas. - Muito bem! Uma salva de palmas para meu ajudante aqui! - As pessoas aplaudiam de maneira meio robótica o fato, certamente por que não era algo que fosse muito impressionante.

Agora que ele parecia já ter o aval para começar, ele entregava as coisas para a dama loira e depois me trazia para um pouco mais perto da plateia. Alguns homens entravam no palco e começavam a amarrar uma espécie de rede entre dois postes bem altos, mas eu não entendia o porquê. Talvez houvesse mais uma apresentação após essa, quem sabe. Após chegar à cerca de quatro metros da primeira fila, ambos paramos e ele me virou de modo que ficamos de lado para a plateia e de frente um para o outro. O homem se afasta um pouco e começa a ensinar. - Bem, acho que primeiro eu tenho que te falar o que vamos fazer aqui. As acrobacias são movimentos de destreza corporal, que são comumente usados por nós do circo. A base de seus fundamentos datam da Grécia antiga. Akrobatos, palavra que define Acrobata, exprime-se na sua forma mais simples por Akros, ou seja, aquele que dançava e fazia jogos de equilíbrio nas mãos e nos pés. Para simplificar, vamos trabalhar movimentos que exigem equilíbrio e destreza. - O conceito era bem simples, na verdade. Mas eu tinha a impressão que a prática seria bem difícil. - Vamos começar com algo bem fácil: Rolamentos. Primeiro, agache-se e coloque ambas as mãos no chão. Em seguida, incline-se para frente, dividindo o peso do seu corpo entre os braços e as pernas e trazendo a cabeça para perto dos joelhos. Depois, é só usar suas pernas para jogar sua parte inferior por cima da parte superior que está apoiada sobre seus braços e é só deixar a gravidade tomar conta do resto. - Para exemplificar, ele fazia um rolamento devagar para frente, de modo que eu visse cada passo realizado. Depois que ele terminou, era a minha vez.

Relutante, fiz assim como havia sido descrito para mim, até que quando tentei jogar minhas pernas por cima de mim utilizei quase nada de força, e minhas pernas voltaram para a mesma posição. Tentei mais três vezes, mas sempre me vinha um medo de última hora que me fazia conter minha força. Eu deveria estar parecendo um idiota, com a bunda virada para cima e sem conseguir fazer algo que aparentava ser simples. Talvez tendo entendido o que estava errado comigo, o palhaço esperou para que eu desse novamente um impulso com as pernas, mas dessa vez ele usou seu pé para terminar de me empurrar e fazer com que eu completasse o movimento. Por um segundo achei que meu coração ia parar depois daquele movimento inesperado. Quando voltei a mim, me levantei rapidamente e o encarei, com um olhar frio e penetrante. - O que foi isso? - Exigia saber. Não lembrava de ter pedido ajuda, além de que aquilo fora bem vergonhoso para mim, então eu não estava muito contente. O homem levantou as mãos até a altura dos ombros, com as palmas viradas para mim, e disse. - Você parecia precisar de um empurrãozinho. E então, viu que não tem nada a temer? Vamos, tente de novo. - Mesmo ainda não tendo engolido aquela explicação meia boca dele, resolvi fazer o que ele pedia e me pus na posição. Na hora de me jogar, acabei nem me preocupando em segurar minha força e consegui fazer o movimento, dessa vez sem ajuda de ninguém.

- Muito bem! Viram? Eu disse que era simples. Vamos, agora faça o rolamento para trás. Fique de cócoras com o queixo colado no peito, olhando para entre suas pernas, e com as mãos atrás das orelhas e as palmas apontadas para cima. Agora você tem que se sentar, jogando o corpo bem para trás enquanto coloca as mãos no chão e dá o impulso final com elas para que você pare o movimento de cócoras. Ah, e não se esqueça de puxar os joelhos para o peito assim que se jogar para trás. Desse jeito. - Colocando-se de cócoras, o palhaço realizou o movimento com maestria e calma, me mostrando as etapas citadas. Após o movimento, ele ergueu-se e apontou para o chão em sua frente, indicando que era minha vez de fazer o movimento. Respirei fundo e fiquei de cócoras, tentando me concentrar para dessa vez fazer tudo certo. Infelizmente, como era de se esperar, das primeiras duas vezes eu não consegui impulso o suficiente e acabei rolando para frente como se fosse uma tartaruga que tivesse caído de costas. Na terceira eu acabei perdendo a paciência e pondo força demais no impulso. O que seria bom, se eu tivesse tido o cuidado de por uma quantidade parecida de força em meus braços para não dar com a cabeça no chão. Na quarta, percebi que o homem já queria se aproximar para me ajudar, então fiz o movimento rápido e meio desengonçado, mas consegui. Arranquei até uma expressão de surpresa dele, o que me deixou um pouco convencido, para falar a verdade. Repeti o movimento mais duas vezes, para mostrar que tinha aprendido, e quase errei o último, mas consegui finalizá-lo.

Ao final, achei que já havia concluído o aprendizado, até o ver se equilibrando com um pé só enquanto ficava mudando as poses que fazia, mas sempre mantendo o pé de apoio no chão. Parecia que ele tinha grudado o pé ali, e confesso que eu havia ficado tentado à empurrá-lo para ver se ele iria conseguir se equilibrar, mas me contive. Depois que terminou o showzinho, ele olhou para mim e explicou. - Para o que vamos fazer a seguir, você vai precisar ter bastante equilíbrio, então preciso que você treine ele um pouco. Levante uma de suas pernas e tente não colocar a outra no chão por um minuto, imitando as poses que eu fizer. - Finalmente ele me aparecia com algo que não seria vergonhoso, apesar de que imitá-lo seria um belo desafio. Para não perder tempo, levantei a perna esquerda que é a que eu menos tenho costume de usar e esperei por suas poses. Logo antes dele fazer a primeira, meu corpo inteiro cambaleou e por um breve momento, quase fazendo com que eu caísse. Por um milagre, consegui me equilibrar novamente e olhei para a posição que teria de fazer. Me arrependi logo em seguida. O homem estava apoiado sobre sua perna esquerda, enquanto mantinha a outra para trás formando um ângulo de 90 graus entre elas. A parte superior de seu corpo estava projetada para frente, com seus braços abertos apontados para os lados. Se ele tivesse penas, parecia um pássaro estranho voando no céu. Com relutância, pus-me na posição em que ele estava, tremendo de vez em quando por causa do pouco costume na posição. Ao mudarmos para uma em que eu teria de trocar as posições da perna e da parte superior do meu corpo, pendi para o lado e acabei tendo de colocar o outro pé no chão. Praguejava em minha mente pela falha que acabava de cometer, antes de assumir novamente a posição inicial e tentar manter meu equilíbrio. Logo de primeira, tive dificuldades para manter a posição e comecei a pender para frente enquanto girava meus braços instintivamente para trás. Por sorte, voltei para a posição inicial e consegui mantê-la até ter de mudar. Trocamos de posição mais umas cinco vezes, até que fui avisado pelo meu instrutor de que o tempo já havia acabado. Inspirei o máximo de ar que pude, para depois soltar tudo e tentar manter a animação para isso, mas parecia muito impossível. E as coisas não melhoraram quando ouvi que teria de repetir o exercício usando a perna esquerda como apoio. - Quero que você tenha equilíbrio no corpo todo, e não só na parte direita. - Dizia ele. Mesmo com a desculpa, isso não me impedia de começar a odiá-lo com todas as minhas forças. Depois de ter de repetir todo o exercício umas cinco vezes com a perna esquerda, por causa da óbvia falta de coordenação com ela, já começava a sentir o suor escorrer pelo meu rosto, mas por hora eram apenas algumas gotas.

- Agora que você já tem uma certa habilidade para se equilibrar com as pernas, temos que aplicar isso aos seus braços também. - Minha expressão de tédio misturado com cansaço devia estar demonstrando bem o que eu achava daquilo tudo, mas eu não havia chegado tão longe para desistir por causa disso. Meu professor colocava as mãos no chão e jogava as pernas para cima, mantendo o corpo ereto por um bom tempo. Apesar de já saber como aquilo terminaria, pus as mãos no chão e joguei minhas pernas pro alto, o que fez com que eu caísse de cara no chão e depois rolasse até ficar com as costas no chão. O motivo do fracasso era apenas um: Havia passado boa parte da minha vida treinando minhas pernas, e não meus braços. Com todo aquele peso sendo posto sobre eles sem que eu estivesse pronto para ele, era óbvio que meus braços cederiam e eu daria um belo beijo no chão do circo. Ouvia as risadas das pessoas e sentia meu nariz queimar e um líquido quente escorrer sobre minha face. Meus olhos lacrimejavam e estavam ficando embaçados, mas ainda consegui ver a bela mulher loira se aproximar e entregar um tufo de algodão para mim. Logo depois, ela se afastava e eu dividia o pedaço em dois, pondo um em cada narina. Agora, começava a dar boas respiradas pela boca enquanto me aprontava para tentar novamente. Agora que eu já tinha uma ideia de quanto peso eu teria de aguentar, ficava mais confiante para realizar a manobra. Na segunda tentativa, consegui me apoiar nos braços, mas acabei caindo de costas com um baque surdo. Acabei perdendo o ar por uns segundos e fiquei meio zonzo, mas assim que senti que a vertigem havia passado, levantei-me e tentei mais duas vezes, que acabaram com quedas para o lado e para trás, respectivamente. Por fim, consegui realizar o movimento e mantive o equilíbrio por uns bons vinte segundos. Depois, pendi como se fosse cair de frente, mas pus os pés no chão e impedi o que poderia ser o fim do meu nariz.

O homem aplaudia meu esforço, apesar de que eu sentia uma pontada de sarcasmo ali. Logo, partimos para mais um exercício da série de torturas que ele havia preparado para mim. - O próximo passo é meio que uma continuação do último exercício. Você vai colocar as mãos no chão e jogar as pernas por cima do corpo. Aproveitando o impulso, vai empurrar o chão com os braços e trazer a parte superior do corpo para cima de novo, tentando cair de pé. Ah, e dessa vez tente não usar tanta força. - Sentia meu rosto enrubescendo com o comentário, mas tentava não pensar naquilo. Era hora de ficar sério. Tentei lembrar de como fiz anteriormente e lancei meu corpo. Mas mesmo usando a mesma força para me apoiar e usando um pouco mais para lançar a parte inferior do meu corpo, tudo que consegui foi cair de costas tendo o impacto reduzido por minhas pernas. Ao me levantar e olhar para o instrutor, vi que ele apontava para os próprios braços e isso me fez lembrar de que havia uma parte que eu estava esquecendo, a de empurrar o solo. A segunda tentativa foi quase perfeita, não fosse a força excessiva usada. Depois do giro, o impulso foi tanto que eu acabei parando de joelhos, e não de pé. Mas bem, não foi tão doloroso quanto podia e eu já havia pegado o jeito daquilo. Fiz o movimento mais três vezes, acertando todos de maneira quase excelente, mas ainda meio torto. Mesmo assim, passamos para o próximo passo.

- E para o próximo passo, preciso que você pule o mais alto que puder. - À alguns momentos atrás, eu até acharia que fosse uma piada. Mas depois de tudo pelo que eu tive que passar, não duvidava de mais nada. Olhando pelo lado bom, aquilo era bem mais a minha praia. Confiante, me abaixei um pouco para pegar impulso e saltei com tudo que tinha, o que fez o homem abrir um sorriso e dizer. - ÓTIMO! Isso vai nos poupar um bom tempo que não temos. Já que você sabe pular alto, só vai ter que emendar isso com mais algumas coisas. Primeiro, você vai ter que lembrar de jogar os joelhos e os braços para trás quando estiver no alto. Se conseguir fazer isso, o último passo é o mais fácil. Você só vai ter que utilizar as pontas dos pés para amortecer sua queda. - Ele abaixava-se um pouco e saltava, descrevendo um giro para trás no ar e caindo de pé. * Ah, não. Isso ai já é exagero. Isso é praticamente humanamente impossível. Não tem como eu fazer! * * Oh, pare de chorar! Vai dar pra trás agora? Na frente da garota? Você é o que, um okama? Honre essas calças e faz logo isso. Até por que, isso é um baita movimento legal pra se fazer em uma luta. * Apesar da desmoralização e idiotice, em um ponto ambos concordávamos: Não havia nem a menor chance de eu desistir bem na frente de uma linda garota que aceitou sair comigo. Tomado por um entusiasmo gigantesco e com meu incentivo olhando para mim, tomei espaço e saltei, dando um giro meio fraco no ar e quase caindo de cara de novo. Mas depois de tudo aquilo eu já havia ficado esperto o suficiente para usar as mãos para diminuir a gravidade da queda e me ajudar a cair com os pés no chão. Sem perder o pique, resolvi não esperar nada e repeti a ação, mas dessa vez a fiz de maneira correta. A adrenalina e emoção eram tantas, que até esqueci de que estava de frente para uma plateia enorme e me permiti uma reverência à todos. Foi bom pelos dois segundos que durou, já que depois de ouvir as palmas me lembrei de onde estava e senti que fosse explodir de vergonha. Virei o rosto na direção oposta a plateia e tentei manter a calma diante da situação, e decidi agir como se nada tivesse acontecido.

Sem muito tempo para que eu pudesse me recuperar desse vexame, o homem da pele estranhamente branca tocou meu ombro, chamando minha atenção para que continuássemos as lições. - bem, como eu falei, a acrobacia é constituída de movimentos que exigem equilíbrio e destreza. Já que a primeira parte já foi aprendida, falta você adquirir a elasticidade necessária para realizar os movimentos de uma maneira menos robótica. Primeiro, quero que você jogue seu braço direito para a esquerda o máximo que conseguir, usando o braço esquerdo para puxar o direito e alongá-lo. Depois, faça o mesmo com o braço esquerdo. Quando terminar, tente manter as pernas retas e tocar seus pés com ambas as mãos. - Ouvindo aquilo, me lembrei da época de treinamento em que tinha de me alongar daquela mesma forma e fiz os movimentos pedidos sem muita dificuldade. - Agora, preciso que você abra um espacate. - - Espaoque? - indaguei sem entender o pedido. O homem nem se deu ao trabalho de me responder e estirou-se no chão com a barriga para baixo e as pernas viradas para as laterais, assumindo a forma de uma linha reta que tocava totalmente o chão. Aos meus olhos o movimento era até bem simples, mas quando eu o tentei fazer, senti uma forte queimação na virilha e não consegui por todo meu corpo no chão. Já desistindo, senti um pisão em minhas nádegas que me pressionava forçadamente para baixo, até que minha região inferior conseguiu tocar o chão. A dor aguda e certeira que senti foi o suficiente para que praguejasse até a décima geração de quem estivesse fazendo isso. Apesar de que, eu tinha absoluta certeza de que era o cara com cabelo de capim. Após manter a pressão por alguns segundos, ele retirou seu pé e eu consegui me levantar, com uma certa dificuldade. - Deixa eu adivinhar... Eu parecia precisar de ajuda. - Rosnei. Mas a retórica para isso foi apenas o silêncio e uma dada de ombros. Estava gostando menos e menos daquele cara, mas eu estava disposto a aguentar aquilo para finalizar o aprendizado logo. - Agora quero que você traga cada uma de suas pernas para trás, até que seu pé toque seu traseiro. Faça isso por alguns segundos e já podemos passar para outra etapa. - Levantei meu pé direito e o trouxe para próximo dos glúteos, usando as mãos para puxar o máximo que eu podia. Depois, troquei para o pé esquerdo e fiz a mesma coisa.

O homem e a mulher se aproximaram de mim, cada um vindo por um lado e segurando um dos meus ombros. Argows então resolveu dar sua cartada final. - Agora vamos para o espetáculo de verdade. - Ele e Malakeia me amarraram e o homem me pôs sobre os ombros para me carregar até o topo de um dos postes mais altos do local. Quando chegamos lá em cima, ele me desamarrou rapidamente e me segurou forte pelos ombros, para que eu não fugisse. Lá em cima, percebi que havia um poste mais a frente do qual nós estávamos. Tinha a mesma altura e ambos estavam ligados por algo que só era possível ver agora que eu estava ali: Uma fita. Ok, não era um fita muito fina, mas também não era muito grossa. Acho que a largura da fita poderia ser comparada a dois dedos meus, no máximo. Ao olhar para baixo, vi a rede que havia sido posta ali durante o começo do meu aprendizado. * Se eu soubesse que isso era para mim, teria corrido antes de estar nessa sinuca de bico. * Para testar a estabilidade e resistência da fita, pus um dos pés sobre ela e coloquei o máximo de peso que era seguro por. A fita balançava como se estivesse dançando, mas não dava a impressão de que se romperia. Antes que eu pudesse desistir, Argows se encontrava detrás de mim, me deixando na beira do local. Ele me olhava com um sorriso malicioso do qual eu já tinha extraído a ideia principal: Me empurrar para que eu andasse na fita. Rapidamente, levantei as mãos como se pedisse para que esperasse e falei. - Olha, eu até que andaria numa boa aqui, mas você acha que isso é mesmo seguro? - Sem estar muito surpreso com minha fala, ele olha para a mulher e aponta para o outro lado. - Pode mostrar para nosso novato que isso é perfeitamente seguro? - A mulher assentiu com a cabeça e pôs-se a andar sobre a fita com uma habilidade impecável. Depois de chegar ao outro lado, ela nos mandou um aceno e saltou, caindo em direção ao chão. Não pude nem olhar para a cena, tendo certeza de que só sobraria uma poça de sangue, até que ouvi palmas e a risada calma de uma mulher. Quando olhei para baixo, lá estava ela, sã e salva. Bem, talvez não tão sã assim.

A mulher saiu da rede e subiu novamente para onde estávamos, ficando ao lado de Argows com um sorriso doce nos lábios. O homem começava a andar em direção à fita, o que me deixava mais e mais perto da borda de onde estávamos. Sem ter para onde ir, me vi obrigado à andar pela corda contra a minha vontade. Tomando cuidado, mantive o equilíbrio nos primeiros cinquenta centímetros, até que pendi e cai. Fim. Pelo menos, eu achava que fosse. Quando atingi a rede, não senti nada mais do que um pequenino desconforto, provavelmente por conta da parada brusca. Sai da rede e percebi que estava com um sorriso grande no rosto, como se tivesse ganhado algo superinteressante ou muito dinheiro. Senti que o motivo era o risco de vida que achei ter passado e resolvi tentar de novo. Já que eu não ia morrer, por que não mostrar que eu consigo? Subi tudo novamente e parei em frente à corda, a estudando com cuidado. Depois, coloquei um pé na frente do outro e abri os braços como se fossem asas, para me dar estabilidade. Andei com cuidado e devagar, inclinando o corpo um pouco para o lado mais favorável para manter o equilíbrio quando a fita balançasse. Ao chegar do outro lado, suspirei aliviado e me sentei, achando que havia terminado. Novamente, eu estava enganado. Ambos, Argows e Malakeia balançavam freneticamente as mãos para chamar minha atenção. Quando conseguiram, apontaram para uma plataforma acima de mim, onde havia uma barra de ferro amarrada nas pontas por duas cordas e presa em um arame para mantê-la deste lado. Subi no pequeno planalto e segurei a barra com as mãos, tentando entender o que poderia ser aquilo. O homem de cabelos verdes gritou para mim. - SEGURE-SE NISSO E BALANCE ATÉ AQUI! - Olhei bem para a distância que nos separava e lancei a barra, para que ela me mostrasse até onde chegava. Quando vi que ela mal chegava na metade do percurso que eu teria de percorrer, a coloquei de volta no lugar e me sentei de novo. Não tinha como eu magicamente sair voando metade do caminho sem asas. Depois de ver que eu tinha percebido que não daria certo, ele subiu em uma superfície idêntica à que eu estava, onde também havia uma barra presa, a qual ele retirou e balançou um pouco. Eu olhei e quase que na mesma hora virei o rosto, fingindo não ter visto nada. Ele então gritava novamente. - VAMOS! EU PROMETO QUE ESSE É O ÚLTIMO PASSO. - A menção ao fato de que eu já havia quase terminado minha penitência me chamou a atenção. - Último passo. Último passo. - Sem nem notar direito, percebi que já havia pegado a barra novamente e estava posicionado em frente ao vão que havia entre os dois postes. Apertei fortemente o bastão e saltei, tomando cuidado para fazer isso ao lado da fita para não acabar batendo nela. Depois de saltar, instintivamente fechei os olhos e apenas senti o vento soprar com força minha face, enquanto sentia meu corpo sendo empurrado para trás pelo ar, ao mesmo tempo que ia para frente junto com a barra que eu segurava. A velocidade foi diminuindo e senti meu corpo subindo, o que me deu coragem para abrir os olhos e ver que havia outro bastão perto de mim, que era bem provável ser o que estava com Argows. E ai a ficha caiu. Eu teria de soltar o que eu estava segurando e pegar o outro, que me levaria até o outro lado. Sem ter nem tempo para reagir, deixei o balanço me levar de volta para onde eu estava e coloquei meus pés do platô novamente. Do outro lado, Malakeia pegou a outra barra e se preparou para lançar de novo, o que me fez ficar nervoso e saltar sem pensar muito. Novamente, eu me balancei e voltei, sem confiança para trocar os bastões e terminar o truque. Para a terceira vez, o palhaço apontou para baixo e me lembrou de que eu não tinha de ter medo da queda, já que havia algo para não me deixar me machucar. Olhei novamente para baixo, mas dessa vez eu procurava outra coisa. Queria olhar para as feições de Umika, antes de fazer algo tão estúpido. Mas por causa da altura na qual eu me encontrava, apenas conseguia ver que ela estava ali, mas não conseguia ver direito seu rosto. Limpando o suor do rosto com a barra da minha camisa e passando as mãos levemente suadas nas pernas das calças, de modo que dificultaria que eu escorregasse enquanto me balançava. Segurei novamente a barra, dessa vez com mais segurança e menos medo do que das outras vezes. Olhei mais uma vez para o outro lado e vi que apenas Argows estava ali. Pensei que talvez Malakeia tivesse algo para fazer, então não liguei muito e saltei, dessa vez de olhos bem abertos e fixos no que eu deveria segurar ao soltar a barra. Quando o segundo bastão se aproximou o suficiente, larguei o que segurava e tentei pegar o outro, mas apenas consegui colocar uma das mãos nele. Me pendurando de forma no mínimo arriscada, resolvi tentar colocar a outra mão para me dar mais apoio, apesar de já estar quase chegando do outro lado. Quando cheguei à superfície de apoio em que o palhaço estava, recebi um empurrão do mesmo, me mandando de volta para o balançar da morte. - SEGURE ISSO COM FORÇA, POR QUE VAI PRECISAR. - Não tinha entendido o motivo do aviso, mas coloquei toda a força que tinha em meus braços para me manter agarrado à barra e me segurei para não gritar com tudo aquilo que acontecia. Logo depois, senti alguém abraçar minha cintura com força, aumentando o peso que eu deveria suportar para não despencar. Bem, a queda não se tornava meu maior medo, e sim acabar machucando quem quer que estivesse se segurando em mim. Quando voltamos à Argows, a pessoa que me segurava colocou os pés na superfície plana de apoio e o homem nos segurou, parando nosso movimento.

A pessoa que me segurava soltou-se e o ajudou a me por sobre o platô também, tomando de minha mão o bastão que eu segurava e o pondo no lugar. Quando me acalmei mais, vi que era a mulher loira que havia se balançado comigo e fiquei meio vermelho, mas feliz de não ter gritado e mostrado que estava com medo. Com a respiração meio pesada, olhei para o palhaço com um olhar raivoso e disse. - Que ideia foi aquela de me empurrar? Tá ficando maluco? - O palhaço gargalhava e respondia. - Ora, foi muito mais divertido assim, certo? - Eu não sabia como responder sem xingá-lo ou bater muito nele, mas isso era algo que não deveria ser feito na frente de tantas testemunhas, por isso deixei para lá.

- GOSTARIA DE AGRADECER A TODOS QUE VIERAM PARA ESSE ESPETÁCULO, E QUERO PEDIR UMA SALVA DE PALMAS PARA NOSSO AJUDANTE DO DIA! - Mesmo estando naquela altura, ainda pude ouvir as palmas em alto e bom som, e isso me deixou um pouco menos emburrado. Descemos todos um por um até o palco e o casal começou a fazer reverências e acenar para o público, enquanto eu caminhei de volta ao meu acento para ver a jovem que me dera forças para suportar toda aquela merda.

Fim do Post de Perícia - Acrobacia


* Até que não foi tão ruim. Você tá vivo e aprendemos mais sobre o circo. No fim, é um lugarzinho legal. * * Se você tivesse passado pelo mesmo, não acho que diria isso. * Obviamente aquela voz não sabia de nada. Meu nariz ainda estava doendo, assim como minha virilha e alguns músculos das pernas e dos braços. Foi exaustivo físico e mentalmente, tendo sido forçado a fazer coisas que poderiam acarretar um problema grave, como um osso quebrado ou a morte. Caminharia até Umika, que provavelmente ainda estaria me esperando e falaria. - Eu paguei muito mico? - Faria uma expressão meio envergonhada, mas evitaria desviar o olhar enquanto estudava sua expressão e ouvia sua resposta. Depois, pegaria as minhas roupas e as vestiria, sem me preocupar muito já que eu não havia suado tanto.

Se o show não tivesse terminado, me sentaria e esperaria as próximas atrações. Se acaso o espetáculo já houvesse acabado, pegaria sutilmente a mão da dama e caminharia até o lado de fora da tenda do circo, enquanto tentaria esconder o fato de que meu rosto deveria estar completamente vermelho de vergonha. Do lado de fora, procuraria alguma loja de lembrancinhas para que ambos lembrássemos desse dia. Deixaria que ela escolhesse o que gostaria de ganhar, enquanto eu optaria por uma máscara, que é um desejo antigo meu para ocultar minha identidade. Como estávamos em um circo, era certeza de que as máscaras seriam com a temática do circo, e por isso eu preferiria uma que representasse um palhaço. O motivo era bem óbvio: Agora que eu odiava palhaços, a marinha também odiaria. Quando ambos tivéssemos escolhido o que gostaríamos, retiraria a o dinheiro necessário do bolso e pagaria para ambos. Ao final, perguntaria para onde ela gostaria de ir agora, para continuar nosso encontro. Se ela não tivesse nenhum local em mente, levaria ela para o Red's Pub, com a seguinte desculpa. - Certo! Por que não visitamos uma conhecida minha? ela sabe de muita coisa que acontece pela ilha, então seria bom saber o que está acontecendo atualmente. E não precisa se preocupar com ela, por que ela é bem legal. -

Caso fôssemos mesmo ao Red's Pub, ficaria atento e manteria Umika próxima a mim, já que eu não tinha muita confiança com os bêbados dali. Se algum deles tentasse tocar nela, a afastaria dele, ficando entre os dois com uma expressão fria. E se o sujeito tentasse atacar, aplicaria um rápido chute lateral em seu rosto e armaria guarda, pronto para desviar para o lado mais favorável para escapar de algum possível golpe. Mas caso nenhum deles tentasse nada, apenas me dirigiria até o balcão e procuraria Guin, caso ela já não estivesse ali. Se a visse, me aproximaria dela e apresentaria minha acompanhante. - Guin! Faz um tempinho que não nos vemos! Essa aqui é Umika, Umika, Guin. - Apontaria para cada uma ao falar seu nome, para apresentá-las devidamente. Depois, continuaria. - Como tem passado? Tá tudo bem por aqui- Depois de ouvir sua resposta, iniciaria o verdadeiro diálogo. - Alguma novidade na ilha ou algum fato que valha a pena ficar sabendo? - A expressão seria constituída por um sorriso, mas o tom de voz transmitia uma certa seriedade para com o assunto.

Histórico:
 

para o narrador:
 

Para o avaliador:
 

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* Pensamento * (Buzz)
* Pensamento * (Staz)
- Fala

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyTer 10 Jan 2017, 09:04

~~ Narração ~~


Após ser instruído por Argows a aprender a arte da acrobacia, algo muito utilizado em circos e que, proporcionaria ao jovem pirata uma maior facilidade ao mover seu corpo em futuras batalhas, Bee voltava a falar com a jovem Umika sentindo-se envergonhado, algo natural visto o que havia passado.

Umika parecia feliz, seu rosto estava risonho e apenas uma movimentação com sua cabeça afirmativa confirmava a pergunta de Buzz. Em seguida Bee optava por comprar algumas lembrancinhas, mas antes que o mesmo fizesse, Argows finalizava o show. – Senhoras e Senhores! Agradeço a sua atenção e o circo lhes deseja uma ótima noite! Ao termino das falas do palhaço, diversos dançarinos e malabaristas adentravam no ambiente e finalizavam o evento. O palhaço aproximava-se de Buzz e trazia consigo uma mascara e entregava para o jovem pirata com uma frase um tanto peculiar. – Obrigado pela ajuda no show! Espero que possa utiliza lá para o bem, se é que me entende. Ele terminava de falar ao dar uma piscada, como se estivesse sendo sarcástico.

O jovem pirata ofertava para a garota para seguirem ate o bar de Guin. Umika não possui o que fazer, por isso aceitou sem preocupação, em razão de, confiar no garoto tranquilamente, o que era estranho mesmo não conhecendo profundamente Bee. Após uma caminhada, ambos chegavam ao bar, já estava noite, os bêbados estavam... Bom, bêbados! Guin expulsava alguns e percebia Buzz logo entrando no bar. O pirata apresentava Umika que com um aperto de mão se apresentava. Logo a dona do bar mostrou um sorriso e respondeu. – Uhm... mas que beldade em! Nada mal, nada mal senhor Buzz! Devo dizer que essa eu agarraria e não soltaria mais, entende.  Guin era simpática, possuía um gênio forte, mas apenas os que se mostrassem macho ou fanfarrão vinham esse lado da ruiva. No entanto, existia um lado mais calmo e paquerador, ao qual víamos momentaneamente. Buzz talvez não soubesse, mas Guin não gostava do sexo oposto, tanto quanto não gostava de Cruzis e da marinha.

Buzz voltava a falar com a mulher de madeixas avermelhadas, ela servia um copo de bebida para o mesmo e para Umika apenas um suco de laranja. –Vamos beba minha querida, laranja faz bem pra pele. – O mesmo de sempre Bee! Fanfarrões e bêbados causando confusão e eu os jogando pra fora, é assim que esse lugar funciona, mas vamos ao que interesse! Se veio até mim, provavelmente esta em busca de “aventura”, não e verdade? Ela terminava de falar ao mostrar um sorriso meio horripilante, mas logo em seguida voltava ao seu normal. – Ótimo! Veio na hora certa. Possuo um conhecido no farol da GL! Ele esta esperando um carregamento meu e preciso de bons homens para fazer a segurança, o que acha de trabalhar um pouco? O pagamento é bom, acredito que achara interessante! Ela terminava de falar ao entregar um papel dobrado e assim que Buzz abrisse, veria um valor de B$ 15.000.000 milhões. – Acha que vale apena se arriscar por esse valor! Ela terminava de falar ao esperar pela resposta do mesmo. Enquanto isso Umika apenas desfrutava de seu suco enquanto olhava ao arredor do ambiente, sem se preocupar com o que a mulher ruiva dialogava com seu amigo de cabelos acinzentados. Ir para a Grand Line, talvez fosse uma rara oportunidade que o pirata teria. O que Bee faria a seguir?



Histórico Buzz:
 

OFF:
 

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~Fala / Narração

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MensagemAssunto: Re: Terceiro Ato: The Swordless Knights   Terceiro Ato: The Swordless Knights EmptyQua 11 Jan 2017, 23:45



私が見る世界
あなたが見ること同じではありません
私飢えて。


        [ ... ]     E ntre curtas passadas e uma coçada no queixo, talvez o pensamento que vem a seguir pudesse vir a surgir. Um olhar distante para o horizonte, porém com ouvidos atentos, tentaria observar em que período de tempo me encontrava. Manhã, tarde ou noite. Porém, ainda tentando ouvir os passos e dizeres trocados entre os transeuntes que estivessem próximos a mim. Minha chegada havia sido recente, ao que me recordo, logo não muito distante da área de pouso dos Zepellins não deveria estar. *Ahh Loguetwon, última parada para aqueles que querem ir para a Grande Linha... Finalmente me encontro na cidadela onde deveria estar para... Para... Por que diabos mesmo estamos aqui, Kevin?*

“Não é óbvio? Para continuar sua aventura sem ser um NPC qualquer por aí... Ai ai, será que eu tenho que fazer tudo por aqui? E para de pensar nisso, se foca em tentar achar o Lúcifer, que agora até eu fiquei curioso com quem diabos é esse cara!!”

*Ok, ok, mas não se irrite.*

“E quantas vezes eu tenho que falar, não se comunique comigo por pensamento, quero que os outros pensem que você é um esquisitão que fala alguma outra língua sozinho, entendeu?!”

Lentamente, balbuciando, responderia ao Kevin de forma baixa, para não despertar muita atenção. -Certo, mas o que viemos fazer aqui?-

“Sua nova tripulação... Agora começa a correr atrás desse tal de Lúcifer.”

Antes de começar a caçar uma sombra, ao menos o que parece ser, seria bom explanar um pouco para o novo narrador quem é esse tal de Lulu. Bem, caro narrador, Lúcifer fora algum tipo de NpC ou alucinação que surgira em minha última e primeira aventura. Tal homem acabara por me auxiliar no combate de um dos procurados que fui atrás. Esse “Homem”, ou seja lá o que for, aparentemente é um utilizador de arco e flecha, assim como parece ser capaz de surgir e desaparecer dos lugares, quase como mágica.

Não demoraria muito para poder identificar o horário, acredito eu, em poucos instantes, após me localizar no tempo, tentaria procurar o espaço onde estava, como placas indicativas, caso houvesse alguma ao meu redor. Por certa infelicidade eu não conhecia o local que me encontrava. Uma pena, pois acabarei me perdendo ou então andando demasiadamente sem sentido.

Procuraria alguém que parecesse ser residente da ilha, lentamente andando e com o simples pensar. *Mais tarde ele deve voltar, espero...* Sei que minha aparência não é a das mais amigáveis, porém não deixaria que isso me restringisse de indagar de forma gentil. -Senhor(a), sabe onde eu poderia encontrar algum lugar em que pudesse trabalhar como ferreiro um pouco?- Com um simples sorriso amigável e uma reverência, afastar-me-ia e seguiria o caminho indicado, caso houvesse, se não perguntaria a outro que estivesse próximo.

Em caso de não obter a resposta com os primeiros 5 para os quais repetiria a pergunta, apenas seguiria sem rumo cidade a dentro, tentando criar uma espécie de mapa mental por onde eu passasse, de forma a lembrar dos caminhos e estabelecimentos que eu passasse, até encontrar uma loja de armas ou então algum tipo de lugar que fosse possível treinar com escudos. Na loja, apenas perguntaria. -Olá, vocês não estariam precisando de alguém para ajudar na fabricação de armas, estariam? Ainda sou novo nesse tipo de coisa e se pudessem me ajudar ensinando algumas coisas seria muito bom...- Aguardaria a resposta.

Porém, se o local de treino com escudos surgisse primeiro, indagaria para a pessoa que aparentasse ser o recepcionista do lugar. -Olá, tudo bem? Quanto custa para eu poder participar de algumas aulas com escudos?- Aguardaria a resposta.

Se fosse tarde da noite e eu acabasse por passar por algum desses estabelecimentos e o mesmo estivesse fechado, apenas iria para alguma estalagem, caso já tivesse passado por uma ou seguiria em busca de alguma outra.

Apesar de não ser a mais apurada, tentaria encontrar com minha visão qualquer rastro ou ser que se aparentasse com Lúcifer, ainda que pouco provável de acontecer. Sempre me manteria atento, não só com meus olhos, mas com ouvidos também, para o caso de Lúcifer aparecer. Se isso ocorresse, pararia meu percurso iria a seu encalço.

Em tom sério, tentaria olhar em seus olhos, diria. -Ok, chega de enigmas. Eu sei que seu nome é Lúcifer, mas o que você quer? Por qual motivo parece que estamos sempre nos encontrando? Já não sei mais dizer se você é real ou apenas um fruto da minha cabeça...- Se sumisse novamente ou não conseguisse alcançá-lo, apenas voltaria a fazer o que estaria fazendo antes do homem aparecer. *Será que esse final fez sentido para o narrador? Aqui dentro fez... eu acho...*


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Offzão:
 

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Citação :

- Harkyn -
"Pensamento"
[Narração]


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Última edição por Lostboy em Qui 12 Jan 2017, 14:36, editado 1 vez(es)
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