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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Congelando até o Sangue e os Ossos

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyQui 22 Dez 2016, 16:40

Relembrando a primeira mensagem :

Congelando até o Sangue e os Ossos

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Sckarshantallas Akuma. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyQui 16 Mar 2017, 12:46

Sckar mantinha-se em silêncio, apenas ouvia o que o homem dizia e assistia à ele limpar a carne do animal e também lhe dizia para limpar o ferimento e fazer um curativo. Então ainda em silêncio, Sckar faria o recomendado. Iria até alguma pia, balde ou qualquer outro lugar em que avistasse água limpa e limparia o ferimento, depois pegaria a gaze e enrolaria em seu ferimento, improvisando um curativo e por fim, amarraria as pontas, para que não caísse.

Ao terminar seu curativo, Lucas estava cozinhando a carne e contou algo muito interessante para o artista, este lembrava-se de alguns domadores que viviam em seu navio circense. Eram muito interessantes, mas nunca pensou em aprender à domar animais, contudo entendia que Lucas estava certo e aquilo poderia ser muito útil. Então olhou para o rapaz de cabelos brancos e respondeu pela primeira vez em muito tempo:


- Eu gostaria de arriscar ir atrás desse rumor. Tive muitos amigos domadores... talvez seja um deles. Talvez mais alguém tenha sobrevivido ao naufrágio.

O único jeito de Sckar dizer a verdade, era misturando-a com mentiras. Ele lembrava-se muito bem de que todos haviam morrido. Ele tentou salvá-los, mas no fim, só conseguiu salvar à si mesmo. Nem as mulheres e nem as crianças de seu navio, ele conseguiu salvar. Aquilo ainda pesava em seu peito, pois por mais que ele tivesse visto todos perderem as suas vidas sem poder fazer nada por eles, ele havia sobrevivido sem ferimentos. O único problema foi "nadar" até a ilha naquele mar quase congelante. Na verdade talvez seja um pouco de exagero chamar aquilo que Sckar fez, de "nado". Pois ele não sabia nadar, apenas se debateu e teve sorte de cair numa correnteza que jogou-o na borda da ilha. Porém, enquanto estava submerso viu seus amigos... sua família por muito anos, ser arrastada por outra correnteza, que levou-os para o fundo do mar. Era impossível ter outro sobrevivente e Sckar lamentava isso.

Porém, apenas para não dar o "braço à torcer" e dizer que havia gostado do rumor que Lucas havia lhe contado e que havia vontade de aprender à domar, ele decidiu concordar dizendo que queria conferir se era algum outro náufrago sobrevivente de "seu" navio.

Sckar levantaria-se e faria um sinal com a mão, para que Lucas mostrasse o caminho. Assim que Lucas fosse, o artista o seguiria, pensando:


Infelizmente é óbvio que não será ninguém no navio "Artes da Alma"... Mas será interessante aprender à domar animais, apesar de que nunca tinha visto como isso poderia ser divertido ou útil. Sempre preferi me apresentar, demonstrando meus talentos com a espada, mas hoje consigo entender o porque tanta gente gostava da ideia de domar animais e porque tanta gente da plateia os amavam... Mas será que é muito difícil domar?

Enquanto isso, os dois correriam pela região nevada, com seus pés afundando na neve, Sckar manteria-se em silêncio por todo o trajeto, apenas seguindo Lucas. Era uma imensidão branca pra todo o lado. Era até difícil diferenciar um barranco de neve do outro, ou de um iglu ou um animal. Parecia tudo igual aos olhos de Sckar, que não estavam acostumados com tanta "brancura".

Após algumas horas de corrida, avistariam alguns pontos verdes misturados ao branco. Seriam árvores quase totalmente cobertas de neve. Os dois parariam na entrada e Sckar sentaria-se no chão e diria:


- Então é aqui?
Acho que vou descansar um pouco antes...
Você fica aqui, precisarei de um guia para voltar com meu amigo que pode estar ferido.


Sckar mantinha sua falsa esperança de reencontrar alguém de seu navio, sua família adotiva, para que Lucas esperasse e servisse de guia para seu retorno. Afinal, ele precisava reencontrar-se com Lisa e levá-la para seu pai.

- Tem mais alguma coisa que eu precise saber sobre essa floresta? Animais ferozes, armadilhas, bandidos... Alguma coisa?

Questionaria enquanto esperaria recuperar seu fôlego após a corrida tão demorada naquele clima tão inóspito. Depois de algum tempo, quando se sentisse descansado, adentraria na floresta, tomando cuidado com tudo que Lucas tivesse lhe advertido.

A floresta tinha árvore medianas, eram maiores que o rapaz, mas não deviam passar dos três metros, afinal o clima era inóspito para todas as formas de vida. A floresta também era muito silenciosa, chegava a ser sinistra, pois não era normal tanto silêncio. Provavelmente devido ao frio e aos possíveis predadores, todos os animais preferissem ficar em silêncio o máximo possível, para conservarem calor e evitarem predadores. Ao menos foi essa a conclusão que o artista chegou.

Ele andaria muito, viraria à esquerda, andaria mais, muito mais, viraria à direita e continuaria andando. Subiria e desceria barrancos de neve, contornaria árvores e pedras. Olharia dentro de fendas e cavernas, apenas na entrada. Não queria outra briga com lobos ou qualquer outro predador, mas precisava procurar sinais de gente morando por ali...


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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyTer 21 Mar 2017, 19:06

A floresta era densa, era quase impossível ver o verde das árvores essas que impediam a neve de cair totalmente no chão, logo o chão era coberto de uma camada branca de gelo muito fina e ao caminhar o som dos gravetos se quebrando em seus pés era no mínimo reconfortante, depois de tanto tempo apenas ouvindo neve e só vendo neve e mais neve por onde quer que olhasse.

Lucas então tomou a dianteira do percurso e disse:

- Olha, aqui é o máximo que eu posso te levar. - Ele então tira uma mochila das costas e dá a Sckar um pedaço razoavelmente grande de carne enrolado em um pano surrado. - Respondendo a sua pergunta, aqui é uma floresta densa, mas como está bastante claro, não acho que vá ter problemas. O caminho é reto, não tem como se perder. Não existem muitos animais selvagens por aqui, apenas alguns lobos e alguns cervos e veados, nada com o que se preocupar.

Ele então se vira e levanta uma das mãos como sinal de despedida, olha para os dois lados com cautela e começa a correr de volta para a casa da velha senhora.

A floresta era silenciosa, apenas os passos de Sckar poderia ser ouvidos a alguns metros, alguns galhos maiores estalavam por de baixo de seus pés, fazendo um barulho alto que ecoava pelas árvores que estavam extremamente secas mostrando apenas um "esqueleto" do que foi uma árvore algum dia, enquanto também dividiam espaços com alguns pinheiros altos e desnivelados com troncos grossos e com uma tonalidade de marrom escuro.

A súbita sensação de estar sendo vigiado pairava sobre o ar, mesmo se olhasse para os lados Sckar seria incapaz de enxergar qualquer coisa. Qualquer que seja a coisa que esteja o seguindo era silencioso como a morte.

Após passar por um longo caminho, de rios congelados em suas correntes e por um cadáver de cervo que era disputado por alguns corvos que ainda se arriscavam naquele clima hostil, o jovem chega ao que parece ser o seu destino.

Era uma cabana em ruínas que cheirava a mofo a quilômetros, o cheiro rodopiava no ar. Ela estava coberta por uma fina camada de neve também, mas nada esconderia aquelas madeiras de um marrom muito escuro. Talvez o que algum dia fosse uma janela, agora estava quebrada e o que um dia fora um porta agora é apenas uma taboa de madeira colocada na porta. Em volta da cabana nada muito diferente, apenas a camada fina de neve.

Até que sai de dentro da casa, afastando a madeira da porta, uma figura "peculiar". Apoiado em um galho grosso que era usado como uma bengala, usando uma túnica branca e extremamente fina, era incrível como ele não estava morrendo de frio. Descalço, a figura com uma pele fina e quase púrpura devido ao frio, uma cabeça calva com cabelos apenas nas laterais da cabeça oval do velho diz com uma voz extremamente rouca:

- Saber porque você está aqui sei eu. Treinar os lobos você deve. Expulso fui eu de vilarejo, muito estranho para as pessoas lidar com lobos homem saber. Demorar não devemos, ao mais tardar explicar eu irei. Por favor comece como quiser.

Histórico de Sckar:
 

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Sckar
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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyDom 26 Mar 2017, 06:38

Após se separar de Lucas, Sckar caminhou pela floresta até encontrar uma cabana fedendo a mofo.

- Gurhh... Isso deve estar abandonado à tempos.

Pigarreou e disse em baixo tom de voz, para si mesmo. Em outras palavras, "pensou alto".

Então surgiu de dentro da cabana um velho mal vestido (não só pelo estado de suas roupas aparentemente velhas, mas também porque parecia estar muito longe do suficiente para aquecê-lo naquele clima hostil). Sckar e o velho se olharam, mas foi o nativo idoso quem falou primeiro com sua voz rouca. O artista pensou por alguns segundos:


Mas que é isso que ele tá vestindo? Como aguenta esse frio, vestido assim? E como suporta esse cheiro de mofo?

Por isso demorou um pouco para responder ao velho, mas quando o fez, a resposta foi:

- Que foi que você disse? E como aguenta esse frio vestido assim?

Ele havia entendido, apesar do velho inverter as ordens das orações de suas frases, mas mentiu que não havia entendido e preferiu não comentar o cheiro de mofo. Mas assim que o velho repetiu, continuou com novas perguntas:

- E como sabe disso tudo? É um vidente ou te disseram algo?

O velho não respondeu, apenas ficou observando, então Sckar balbuciou:

- Quer que eu comece logo, né?
Droga... o que posso usar para treinar? Não me dará nenhuma dica sobre como começar ou onde procurar?


- Instinto usar, aprender você deve.

O artista bufou e começou à olhar ao seu redor, procurando algum animal para tentar domar.

Início do Aprendizado da Perícia Doma.


Sckar olhava ao redor a procura de algum animal e então ouviu um uivo, era um lobo aproximando-se, ele correu até subir na cabana velha do idoso e olhou para todos os lados, procurando o lobo. Contudo, ainda não estava acostumado com tanta brancura e só notou o lobo quando este já estava tão próximo da cabana que colocava a vida do idoso em risco.

O logo aproximava-se farejando e rosnando, Sckar saltou de cima do telhado e caiu na neve fofa, sem machucar-se. Encarou a fera que se aproximava, bem menor que as anteriores que havia enfrentado e sido derrotado vergonhosamente. Não sabia se tratava-se de um "lobo adolescente" ou uma espécie menor que a anterior, era um pouco maior que um cachorro de porte médio. Ou seja, tinha o tamanho de um cachorro de porte grande.

A fera começou à circulá-lo enquanto rosnava mostrando todos os dentes afiados, assim como a outra fizera naquele outro dia. Sckar engoliu em seco, apreensivo. Começou à andar em círculos, não deixando o lupino ficar às suas costas e nem sair de seu campo visual.


- As costas não dar, muito bom ser.
Mas domar, não irá assim!


Sckar não sabia o que fazer, então sorriu e disse:

- Totó, totó... vem cá, vem bonzinho. Para de rosnar e fique bonzinho...

Com o braço esticado e estalando o polegar nos dedos indicado e médio da mão direita, ele tentava atrair a atenção da besta, mas era inútil. O animal não mudava seu comportamento. E isso era frustrante para o artista.

- Hey, lobinho... que tal sermos amigos?

O lobo continuou circulando-o e rosnando. Nada estava funcionando. Então o velho voltou à falar:

- Personalidade individual ter cada animal diferente, assim humanos igualmente.
Pra animal alcançar e domar... descobrir modo para cada personalidade agir diferente. Assim como navio capitão de um... saber com cada um lidar pessoa diferente, o capitão dever.


Sckar então parou de falar, mas não de circular e encarar o lobo e começou à pensar:

Hum... Preciso então achar um jeito de tornar esse lobo em domesticado, mas como faço isso?
Bem, ele parece agressivo, será que se eu aparentar ser mais perigoso que ele, ele me obedecerá como se eu fosse o Alpha da alcateia dele?


O artista olhava para o lobo e sacou sua Katana sem tirá-la de sua bainha, afinal, não pretendia ferir o animal mais do que o necessário e muito menos matá-lo. Sckar parou de circular e apenas prestou atenção nos movimentos do lobo que não tardou em avançar e atacar o artista por trás. Akuma virou-se o mais rápido que pode agitando sua katana embainhada horizontalmente na altura do animal, mas não foi rápido o bastante para evitar a mordida do animal na parte de trás de sua canela esquerda, área também conhecida como "tendão de aquiles".

Sckar gritou de dor mas atingiu um golpe forte no focinho do animal o que aumentou o machucado em sua perna que começou à sangrar. Então com medo de ter sido ferido gravemente e impedido de mover-se direito, o rapaz testou o tendão saltitando sem sair do lugar. Doía um pouco, mas não era nada absurdo e ainda conseguia mover-se sem dificuldades. A presas do lobo não haviam penetrado fundo o bastante para ferir tendões ou ossos, para o alívio do espadachim que suspirou e avançou dando mais dois golpes horizontais com sua katana embainhada no rosto do animal que caiu no chão e colocou o rabo entre as pernas, literalmente. Ainda deitado no chão encarava o espadachim com um olhar tristonho. Então o rapaz disse:


- Se quer sobreviver, deverá me obedecer, entendeu?

O lobo abanou a cauda e deu um latido afirmando que havia entendido. Seu rosto e focinho estavam um pouco inchados, mas nada muito grave e mesmo assim o animal já havia se submetido ao artista.

- Muito bem, se entendeu então me traga um graveto.

O lobo levantou-se e mesmo ferido, farejou pela neve e depois desenterrou um graveto, trazendo-o para o artista e soltando-o aos pés do jovem. Sckar guardou sua katana embainhada mais uma vez no seu cinto inferior, ajoelhou-se e acariciou a fronte do lupino, agradecendo:

- Muito bem, parabéns.

Mas o velho estragou sua comemoração:

- Lutar com nem todos poderá domá-los. Aprender deve outras formas. Confiança conquistar deve!

- Ótimo, como farei isso?

- Com instinto descobrir. Eu dicas dar.

Sckar suspirou novamente e ficou quieto, mas pensou:

Esse velho gagá tá tirando uma com a minha cara?
Deixa pra lá... vou tentar fazer o que ele diz...


Então olhou para o velho e pediu outra coisa:

- Hey, tem algum esparadrapo ou alguma outra coisa pra fazer um curativo?

- Aqui nada não ter. Muito sinto.

Sckar suspirou e então arrancou a maior folha de árvore que viu e a pôs sobre sua canela ferida. E com sua meia puxada pra cima, segurou a folha na perna. Desfez o cadarço do tênis esquerdo e amarrou-o na canela machucada, ficando com o tênis esquerdo um pouco folgado.

Olhou para o lobo e disse:

- Agora me mostre onde tem algum outro animal. Um coelho talvez. Mas não ataque, apenas fareje e me mostre onde está. Eu cuidarei disso, ok?

O lobo deu um novo latido afirmativo e passou à farejar a neve. Sckar o seguia e o mestre dele vinha logo atrás. Caminharam por alguns minutos quando o lupino apontou uma toca  cavada numa duna de neve. O rapaz aproximou-se e viu uma lebre sair correndo e saltitando. Correu atrás dela e saltou sobre ela para tentar agarrá-la, mas ela era mais rápida e seu pé doía muito deste a mordida do lobo. Então não conseguiu pegá-la e caiu de cara na neve fofa, por sorte não havia pedra ali e nem era raso.

Levantou-se e viu que a lebre comia um pequeno fruto que dava numa moita ali próxima e notou também que havia outra moita daquelas do outro lado, logo atrás dele. E nesta tinha ainda mais daquelas frutas e eram ainda maiores. Não eram muito grandes para a proporção humana, mas eram maiores que as da moita que a lebre comia. Eram frutinhas redondas e azuladas, obviamente não comestíveis por humanos e tinham o tamanho médio de um grão de feijão.


Provavelmente essa lebre queria comer as frutas DESSA moita, mas como a ataquei ela fugiu e foi comer na outra. Interessante...

Pegou algumas frutas, até encher as mãos em concha, como se pegasse água. Caminhou até a lebre que o viu e fugiu novamente. Ele a seguiu e ela fugiu mais uma vez. Suspirou e continuou seguindo e ela continuou fugindo, por mais que ele gritasse e pedisse para que ela esperasse e que ele só queria dar frutas. Ela não acreditava ou não entendia, talvez ambas as coisas. Sckar parou e sentou num montinho de neve e afundou alguns centímetros, o velho aproximou-se e sentou-se ao lado:

- Como guerreiros homens alguns ser animais. Outros ser mulheres como tímidos. Deve saber com todos lidar.

Disse mais uma vez o velho, Sckar olhou para o alto e decidiu levantar-se, caminhou em direção oposta à lebre, derrubando uma fruta por vez no chão de centímetros em centímetros. Sentou-se com as mãos em forma de concha e deitou no chão de bruços, com várias frutas nas mãos.

Sentia frio, mas decidiu resistir o tanto que fosse necessário. Alguns minutos depois a lebre notou algumas frutinhas no chão e começou à comê-las, seguindo a trilha feita por Sckar, até chegar nele e comer de sua mão. Sem levantar-se o artista abriu as mãos, soltando os frutos na neve, deixando a lebre comer ali. E moveu as mãos bem vagarosamente até tocar na lebre que deu um pequeno salto sem sair do lugar, devido o susto que sentiu ao ser tocada pelas mãos gélidas do artista que sentia frio. Mas ele não a feria, apenas acariciava e ela parecia aproveitar. Ficou assim por alguns minutos, até que sentou-se sem parar de acariciá-la e então disse:


- Hey, nós podemos ser amigos, né?
O que acha?
Eu te protejo, te acaricio e ainda te dou comida e você me obedece, que tal?


A lebre o encarava, farejava sua cara e depois se deitava no colo dele. Sckar então faria um teste:

- Se você está de acordo, dê três saltos e depois cave um buraco exatamente aqui.

A lebre obedeceu, saltitou três vezes e depois começou à cavar. O rapaz estava muito animado e sorria demais. Então olhou para o velho e disse mentindo:

- Devemos continuar?

- Necessário é não... Aprender conseguiu você.

Disse o velho. Então o rapaz concluiu o treino:

- Muito bem, muito obrigado. Mas agora podem ir embora. A lebre volta para sua toca e o lobo não irá comer essa lebre jamais, entendeu? E poderá ir embora para outro lugar.

Ambos os animais obedeceram e em poucos minutos desapareceram da visa do artista...

Fim do Aprendizado da Perícia Doma.


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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyQua 29 Mar 2017, 01:13

- Bem tu foste, ir embora deve ir. - Disse o homem mancando em sua bengala.

Assim que ele vira de costas para o jovem, ele bate a bengala na madeira que servia de porta por 3 vezes, e assim, cinco lobos surgem. Três deles marrons como troncos de árvore em toda sua plenitude na primavera daquela neve castigante. Os outros dois eram brancos como a neve, com olhos vermelhos e pelos tão suaves que o caminhar deles faz o olho de qualquer um brilhar.

Antes de todos entrarem na casa, o homem bate o cajado na mesma madeira por uma vez e diz a um dos lobos brancos.

- Levar para fora da floresta o homem, lobo deve fazer. Cuidado com homem careca, menino deve ter. - Ele então abaixa e esfrega atrás da orelha do lobo, que arfa como se estivesse sorrindo e segue caminhando na frente de Sckar, andando devagar sem apertar o passo e as vezes olhando para trás para ver se o homem ainda o seguia como o ordenado.

Assim que ambos chegam no limite da floresta, o lobo imediatamente para, olha fixamente para uma direção - como se indicasse o caminho que Sckar deveria fazer -. Após um certo tempo o lobo vira e parte em disparada floresta a dentro.

O que Sckar faria agora?

Histórico de Sckar:
 

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyQua 29 Mar 2017, 01:41

- Humpf, foi mais fácil do que eu esperava.

Mentia o artista quando elogiado pelo senhor. Então este chamou alguns lobos e mandou-os levarem o rapaz embora, mas não antes de dizer que o rapaz deveria tomar cuidado com um "certo alguém".

- O que? "Careca"? Será alguma piada?

Disse em um tom baixo de voz, como quem pensa alto. E depois seguiria os lobos até o limite da floresta, sem nem ao menos despedir-se de quem havia o ensinado uma valiosa habilidade. Ao ver a direção indicada pelo lobo, respiraria fundo e sem olhar para trás seguiria a direção, almejando voltar para a casa onde tinha deixado Lisa. Ou ao menos, qualquer sinal de civilização ou ao menos de vida humana, que houvesse naquela direção.

O que será que ele quis dizer para eu tomar cuidado com um "homem careca"?

Se questionaria mentalmente enquanto caminhasse.

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptySeg 03 Abr 2017, 22:12

Conforme Sckar ia caminhando, a neve voltava a subir em seu corpo. O que antes era apenas o som de uma fina camada de gelo sob a terra na floresta agora era uma camada grossa de neve que chegava na altura de sua canela.

O tempo estava frio como de costume, e o rapaz estava começando a ficar cansado da caminhada quando encontrou o caminho de volta até a cabana onde estava anteriormente, da mesma forma que ele saiu ali ela permanecia.

Lucas estava do lado de fora, no que era para ser uma sacada, onde eles desossaram o lobo capturado anteriormente, de cócoras ele terminava de arrumar umas peles de lobo em cima de uma espécie de tábua de madeira improvisada, torta como só ele conseguia fazer.

Ainda que com o frio, ele suava e limpava a testa com as costas das mãos enfaixadas de trabalhos anteriores. Assim que o mesmo viu Sckar vindo em sua direção, ele se levantou e forçou a vista e abriu um leve sorriso dizendo:

- Então? Achou o velho? Enfim... Eu estive trabalhando nessa porcaria enquanto você estava fora, a garota ainda não acordou, mas está definitivamente bem melhor do que estava quando você chegou. Ainda assim a garota precisa de cuidados MÉDICOS de verdade, não dá pra viver aqui para sempre, montei isso aqui para você conseguir levar ela de volta em "segurança" até a vila. - Disse ele dando enfase nas aspas feitas com os dedos.- A velhota ainda está dormindo, ela tem o sono muito desregulado. Enfim, se quiser partir agora, eu posso levar você até a metade do caminho. Acho que tem mais um pouco de comida ali dentro, mas creio que não demorará tanto assim para chegar até a vila.

Lucas estava dando os retoques finais em sua obra de arte que era aquela espécie de trenó completamente torto e irregular. Era uma madeira escura como as árvores da floresta, não era totalmente plana e tinha algumas ondulações que certamente incomodariam que estivesse deitado ali, não que isso seja um problema para a garota, levando em conta que a mesma encontra-se completamente desacordada ainda. A pele do lobo que Sckar caçou mais cedo estava por cima, como uma espécie de lençol para esquentar o corpo da mesma.

Dentro da casa, tudo estava como fora deixado, a velha estava dormindo na cama onde Sckar tinha dormido noites atrás, a garota estava no mesmo cômodo em que fora deixada também, coberta por peles de animais e com uma toalha morna em cima da testa, respirava de boca aberta e com a pele agora rosada, diferente de quando fora deixada anteriormente.

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptySeg 03 Abr 2017, 22:59

Após uma "boa" caminhada na neve, Sckar chegou novamente na cabana da velha e Lucas estava trabalhando, agachado, ao vê-lo, este começou à falar e o artista responderia:

- Não, não o encontrei. Mas um lobo me ensinou à domar um coelho que me levou para sua toca e de lá para um país de contos de fadas.

Sorriria após contar sua óbvia mentira, tão óbvia que era uma zombaria e não uma tentativa de enganar. Então após o rapaz falar tudo sobre como poderiam levar a menina para a vila, Sckar soltaria outra zombaria:

- Com certeza aqui não tem comida suficiente para irmos para o vilarejo. Mas ao menos será melhor do que nada!

Daria outro sorriso zombeteiro e entraria na cabana, viria a senhora e a menina dormindo, pegaria a garota no colo sem descobri-la e enrolaria-a nas cobertas de peles de animais. Depois levantaria-se ainda segurando-a no colo e sairia do lugar, levando-a para o trenó, onde deixaria-a deitada, de rosto para cima. Então olharia Lucas e diria:

- Então já podemos ir?

Se a resposta fosse afirmativa, subiria no trenó também e deixaria o rapaz guiar até onde havia prometido.

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyTer 04 Abr 2017, 00:36

Lucas gargalhava ante a mentira descarada de Sckar:

- Um lobo te ensinou como domar uma lebre? Certo, certo. - Dizia enquanto limpava com o dedo indicador os olhos lacrimejados de tanto rir. - Podemos ir até lá então, mas como eu disse, só posso te levar até a metade do caminho.

O rapaz parou para pensar por alguns instantes com a mão no queixo:

- Se bem que eu preciso comprar algumas coisas para a velha também, alguns suprimentos restantes e coisa do tipo. Preciso voltar também, não moro nem trabalho aqui, preciso viver minha vida também.

Sckar então vai até o quarto e pega a garota envolta em peles em seu colo, ele conseguia sentir o quão ela estava emagrecendo por não estar comendo direito, enquanto ele a carrega até o "trenó" ele percebe que ela respira pausadamente e pesadamente enquanto ele caminha, como se só respirar fosse um esforço tremendo que ela estava fazendo, ela estava lutando também.

Ele a posiciona no trenó, pega uma corda que estava amarrada e servia como apoio para ser puxada com mais facilidade, Lucas também ajuda a carregar. Ele passa antes na cabana, deixa algo escrito para a velha, pega um pequeno cantil de água que ele mesmo carregava consigo mesmo e passa a arrastar o trenó.

O caminho era razoavelmente fácil, mas a neve não ajudava em nada. Em alguns pontos o trenó chacoalhava com algumas pedras irregulares no meio do caminho que faziam a garota quase cair do transporte improvisado.

O sol já estava quase se pondo quando chegaram a vila de Fernand Ice Island, e a mesma estava como sempre fora as pessoas seguiam suas vidas como podiam dentro daquele inferno congelado, elas iam e vinham carregando caixas, peixes, as crianças brincavam com o que podiam em neves usando peles finas de cordeiros das montanhas.

Eles cruzavam a cidade quando o velho veio se dirigindo até eles, as pessoas olhavam - e com razão - os dois homens arrastando para cima e para baixo uma mulher coberta por peles. O velho parecia não entender o que estava acontecendo, ele veio mancando até que notou o que estava acontecendo:

- UM MÉDICO! UM MÉDICO POR FAVOR! - Dizia ele enquanto começava a cair em lágrimas - Lisa! óh Lisa. Pelos deuses o que aconteceu rapaz? Achei que você não apareceria nunca mais, achei que tinha morrido na neve.

Lucas parecia confuso com tudo, mas mesmo assim ele disse:

- Bom, essa é minha deixa rapaz. Já ajudei com o que pude. - Disse ele enquanto jogava a corda no chão soltando o trenó. - Preciso fazer algumas coisas antes de voltar para a casa da você sabe quem. - Piscando um olho só ele mandava um sorriso sarcástico com o canto da boca.

- Enfim, sou amigo de um palhaço de circo, caso precise de um emprego algum dia. Ele costuma passar por aqui as vezes, mas infelizmente não posso aparecer para ele, temos alguns problemas a resolver. - Lucas andava de costas enquanto estalava os dedos e continuava falando. - O nome dele é Magnus, ele é um palhaço bem excêntrico, vai saber quando o ver. Diga que o Lucas te indicou, ele provavelmente vai ter bater, mas você acostuma.

Então ele corria para dentro de um bar e sumia no horizonte.

O velho ainda estava de joelhos, alguém o acompanhara para o que seria o hospital, e eles estava pedindo para Sckar entrar junto.

- Por favor me conte o que aconteceu, por favor eu preciso saber a verdade.

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyTer 04 Abr 2017, 01:14

Sckar riu com Lucas de sua própria mentira deslavada e não falou mais nada até chegarem no vilarejo. Ao chegarem o velho Salomão os avistou, correu até eles e começou à questionar. Quando o artista ouviu sobre morrer na neve, sorriria e debocharia:

- Oh, sim. Isso quase aconteceu mesmo, mas fomos salvos por uma fadinha das neves.

Então daria um tapinha no ombro de Lucas e agradeceria:

- Obrigado, fadinha.

Lucas despediu-se e comentou sobre um palhaço chamado Magnus e que o espadachim poderia pedir-lhe um emprego temporário. O artista agradeceria e voltaria-se para o velho que levava sua neta à um médico.

- "Magnus"? Obrigado, se eu encontrá-lo, direi onde tem se escondido e que está o aguardando.
...
Cadê os médicos daqui? Será que tem alguém bom o suficiente para salvá-la?


Ao chegarem no dito "hospital" do vilarejo, Salomão questionou novamente o que havia acontecido, assim que o velho terminou seu pedido por explicações, Sckar mentiria debochando mais uma vez.

De pé, e com os braços esticados para baixo e com as mãos juntas na altura da cintura, numa postura similar à um militar da marinha ou da infantaria de algum país, diria com um tom de voz grosso e irritado:


- Você quer a verdade? Você não aguenta a verdade!



Depois sentaria-se em algum canto e riria sozinho.

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyTer 04 Abr 2017, 10:47

Sckar gritava como um militar para todos que ali estavam, algumas pessoas se entreolhavam enquanto outras tentavam esconder o riso.

Salomão estava assustado, de boca aberta ele falava:

- Você acha que isso é algum tipo de brincadeira? Seu bocó. Bem, não interessa mais também. Acho que estamos quites a partir de agora, te salvei do frio e da morte e você salvou minha neta. Pode ir agora. - Disse ele enquanto ainda olhava para sua neta, imóvel na cama do hospital.

O "hospital" em que eles estavam era bastante precário, as salas tinham uma tonalidade de verde piscina ou coisa do tipo, o chão era azul e tinham poucas macas ali dentro, mas não era nada preocupante o frio deixava poucas pessoas doentes tendo em vista que quem morava na região sempre estivera acostumado com a temperatura então raramente ficavam doentes.

Haviam poucos médicos ali dentro e alguns deles pareciam  ser de cidades e Blues vizinhos, alguns ainda tremiam com o frio.

Do lado de fora existiam poucas coisas a se fazer agora, tinha um bar com o telhado coberto de neve, estranhas construções que seriam as casas com bases circulares e telhados circulares em formato de pirâmide verde apontando para o céu.

Como estava praticamente ficando de noite, as pessoas começavam a entrar em suas casas e aos poucos a cidade ficava vazia novamente, apenas o bar ficava aberto com suas luzes acessas e o crepitar de uma lareira que podia ser ouvido do outro lado da rua.
Histórico de Sckar:
 

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MensagemAssunto: Re: Congelando até o Sangue e os Ossos   Congelando até o Sangue e os Ossos - Página 7 EmptyTer 04 Abr 2017, 20:11

Assim que Salomão brigou com Sckar, este tentaria pega-lo com as duas mãos pela gola da blusa e derrubá-lo de costas em alguma maca com paciente, sobre as pernas do mesmo, ignorando o que este poderia sentir ou fazer. Então com um olhar raivoso e ensandecido, encararia o velho olho à olho, soltaria-o com a mão esquerda e continuaria segurando apenas com a direita. Levaria a mão esquerda até a testa e levantaria sua "franja" mostrando a cicatriz do ferimento que sofreu ao enfrentar o líder dos piratas. E com uma voz tenebrosa e fria, diria de forma hipnótica com sua voz encantadora e habilidades de atuação:

- Ok... Quer tanto assim a verdade, vejamos se aguenta!
Quando a encontramos os piratas haviam sido mortos por 4 monstros gigantescos, 2 abomináveis homens das neves e dois leões das neves tão grandes que pareciam estátuas colossais vivas. Como já haviam comido os piratas, deixaram sua neta para guiá-los até esse vilarejo, onde pretendiam comer todos vocês.
Após eu e aquele moleque de cabelos verdes, que você mandou comigo - e que não lembro o nome -, criarmos um plano... os pegamos separados e matamos um à um. Até que sua neta estivesse à salvo. Mas infelizmente ele precisou sacrificar-se e graças à isso pudemos matar o último e mais poderoso dos 4 monstros, demolindo a caverna em que estavam descansando com sua neta. Ele ficou para trás para distrair o monstro e impedi-lo de fugir do desmoronamento.
Depois disso percebemos que o cachorro havia fugido e nos abandonado, então comecei à guiar sua neta com o trenó, para cá. Mas um demônio das neves invocou uma tempestade de neve para nos impedir, tivemos que improvisar um abrigo, mas o demônio veio ao nosso encontro e destruiu o abrigo. Quase não sobrevivemos ao ataque dele, mas consegui espantá-lo ao causar-lhe algum ferimento que assustou-o.
Foi nesse momento em que ela desmaiou e em seguida foi minha vez de desmaiar, provavelmente a tempestade era amaldiçoada e fomos contaminados, ficando gravemente doentes.
Então fomos encontrados e salvos por aquele rapaz que estava conosco quando você nos encontrou na entrada da vila. Ele nos levou até uma bruxa que retirou a maldição e salvou nossas vidas. Como sou maior e mais forte, me recuperei mais rápido, mas a menina ainda precisava de tratamentos médicos, pois além da tempestade amaldiçoada, ela acabou ficando à mercê dos monstros por muitos dias, por isso estava mais fraca do que deveria e a bruxaria não foi suficiente para salvá-la. Por isso a trouxemos aqui o mais rápido que pudemos, para ver se esses médicos tem alguma utilidade e conseguem salvar uma pobre vida inocente!
Dei minhas roupas, minha carne, meu sangue e minha vida para salvá-la! Mais de uma vez, muito mais!!! Antes de xingar alguém, veja se não está em débito com essa pessoa e se estiver, tente quitar suas dívidas primeiro! Afinal você me salvou UMA vez, eu a salvei umas 500 vezes durante esses dias!
Agora pare de bancar o vô paspalho e chorão e vá criar um monumento para aquele moleque de cabelos verdes que se sacrificou por nós. Depois procure a bruxa, case com ela e dedique sua vida à protegê-la e fazer dela a mais feliz e saudável senhora do mundo. Pois se ela não retirasse a maldição do demônio de nós... já teríamos morrido dias atrás, como dois picolés à 7 palmos abaixo da neve.
Ah, e também você deveria, mas NÃO agradeça a bruxa por apagar a memória da menina das piores lembranças, assim não ficará tão traumatizada! Mas a bruxa mandou avisar que jamais deverá discordar de qualquer sobre o que houve e nem contar o que acabei de te contar, se mais alguém ouvir a história real, a sua neta se lembrará imediatamente de todo aquele terrível pesadelo que viveu durante esses dias.


Sua hipnose, voz e atuação não teriam sido usadas para dar ordens no velho inquestionáveis, mas para fazê-lo ficar atento e imóvel, ouvindo tudo e que acreditasse cegamente no que foi dito sem questionar a lógica da estória contada. Ao menos era o que o artista pretendia. Pretendia que sua estória entrasse tão profundamente na mente do velho e de quem mais tivesse o ouvido (mas principalmente do velho), que mesmo após ouvir a estória real contada pela menina (quando esta acordasse), ele não teria como esquecer o que o artista lhe contou e possivelmente ficaria dividido em qual versão acreditaria.

Sckar não estava realmente bravo com o velho, mas fingiu apenas por graça, pois viu uma oportunidade de contar um estória fantástica e mentirosa no lugar de uma realidade chata e monótona.

Ele não contava essa mentira querendo parecer ser mais do que era, não era para se vangloriar ou contar vantagem. Era apenas para entreter, divertir e quem sabe, fazer algumas boas ações. Como homenagear aquele que ele usou e sacrificou e também dar uma ajuda à velha que os salvou e era exilada da vila.

Sckar então soltaria o velho quando parasse de falar, levantaria-se e daria as costas, caminharia até a porta e a abriria, olharia lá para fora, viria o bar, então viraria o pescoço e olharia por cima do próprio ombro direito e dirigiria-se mais uma vez ao velho Salomão:


- Eu disse que você não aguentaria a verdade!
Agora terá que aguentar para proteger sua neta e a velha quem a salvou.
Adeus!


Sairia, fecharia a porta e iria até o bar, o qual abriria a porta e olharia lá dentro, pensando:

Preciso de trabalho e de uma bebida quente.

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