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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 1st Part - The End of Spring

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MensagemAssunto: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptyQua 16 Nov 2016, 14:55

1st Part - The End of Spring

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Luna Argyris. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptyQua 16 Nov 2016, 18:31

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1st Part - The End of Spring
Ato 1 - O Mundo de Luna Argyris


Hoje ela não queria voltar para casa.


Ter mais um dia desperdiçado a aborrecia profundamente, mas não sabia como mudar essa realidade. Desde que sua família partira para Las Camps e ela continuara ali, os fatores que se erguiam contra ela só aumentavam. Não só aqueles que a conheciam se perguntavam o motivo de sua permanência como ela própria.


Aos poucos o dinheiro acabava e a rotina de ir para o Dojo para voltar à uma casa vazia era aterradora. O propósito que ela tão orgulhosamente alegara aos seus pais não parecia querer surgir a sua frente, não sem um esforço por parte dela que continuava tão perdida quanto no dia que fora abandonada pela primeira vez nos Dojos da cidade.


Mas agora ela não teria Raiki para guiá-la pelo caminho certo. Ninguém poderia fazer uma escolha sobre seu futuro que não fosse ela mesma. Era sua responsabilidade e isso a assustava.


O dia de hoje estava sendo particularmente difícil. Ela caminhara os vários quilômetros de sua casa até a cidade, mas não tivera força para entrar no dojo. Nem a perspectiva de ver Alphonse parecia alegrar seu dia, e era ali que ela percebia que estava entrando numa fase perigosa. Algo havia mudado ali, em seus habitantes, em sua cidade, sua casa… Nela mesma.


Era como se algo estivesse acabando e ela não fazia a mínima ideia do que era, mas doía muito. Ficar encolhida embaixo de uma árvore, tampouco traria seu propósito.


Se ao menos ela pudesse encontrar um valor para si mesma. Algo que a fizesse mudar, fosse para melhor ou pior. Algo que lhe desse confiança para terminar tudo que ela tinha ali em Karate Island, que a permitisse seguir em frente…


“Alphonse…”


Deixou o pensamento escapar num suspiro, suas bochechas enrubesceram tingindo de rosado sua face. Não, se declarar para Alphonse ainda era algo muito precipitado, a jovem ainda queria se segurar na esperança que talvez um dia fosse correspondida, entretanto não podia negar, se ela quisesse seguir em frente, ela também teria que dar àquele sentimento que tinha pelo lutador um desfecho.


“Não, hoje eu não vou voltar.”


Aquele pensamento fazia seu coração bater mais rápido, gostando do que sentia falou dessa vez em voz baixa para si mesma, o efeito foi ainda mais forte. Aquele sentimento, ela gostara dele. E assim decidiu ainda mais. Ela nunca mais voltaria.


Apesar da determinação, não mudava sua situação. Entretanto algo lhe dizia que esse propósito que tanto falava estava quase ao alcance de suas mãos. Assim sendo, ela não iria ao dojo hoje, talvez nunca mais fosse. Iria a algum lugar que nunca fora antes. Algum lugar misterioso, proibido, ao alcance…


“Um bar!”


Ela nunca fora a um bar na vida! Seus irmãos mais velhos sempre iam e diziam que não era um lugar para ela, mas como ela poderia saber? Nunca fora num bar, e por isso iria em um, nem que fosse só para espiar dentro e sair correndo.


“Okay, pelo menos temos um objetivo!”


Determinada, ela caminharia até algum bar próximo que se recordasse. Com um sorriso ingênuo ela afugentaria a ideia que ela estava entrando ali para afogar suas mágoas, não, ela realmente queria ver se algo diferente aconteceria. Talvez alguma notícia, alguma pessoa…


Quanto mais se aproximasse mais tensa ela ficaria, estaria ela andando engraçado? Com um sorriso nervoso, ela não tiraria os olhos do bar até que entrasse por sua porta ao menos que algo a interrompesse.


“A-Aqui vou eu!” Seria seu último pensamento antes de abrir a porta. O que a aguardaria do outro lado? Se tivesse alguém para atender seu pedido do outro lado do balcão ela gaguejando pediria involuntariamente alterando o volume de sua voz:


— S-senhor(a), você teria um suco de laranja?


Terminaria ela quase num sussurro. Os tons rosados da primavera colorindo seu rosto. Ela poderia muito desaparecer naquele momento…


Aquela era Luna Argyris, no fim da primavera de sua vida.

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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptyQui 17 Nov 2016, 00:45

Era manhã, o estranho clima de Karate Island harmonizava com a fauna vigorosa. Os pássaros berravam, como se chamassem por Luna, ainda que tão transluzente. Questionava-se, tão íntima, a menina, andando em passos leves até a cidade, em um ato cotidiano e quase automático. As linhas de seu tempo e espaço estavam onde ela desejava? Era confuso para a menina, como poderia, seguindo sua vontade e paixão, acabar estagnada e perdida? Os raios de sol chocavam-se, cheios de vida, com o corpo de Luna e refletiam sua imagem adorável, em frequências íntimas, como se sua assinatura: Mais um dia em sua vida.

Depois da caminhada cotidiana, adentrando a cidade, movimentada, mas passando a impressão de um lugar limpo e calmo, Luna encontrava-se próxima do Dojo. Por motivos, até por ela, desconhecidos, suas recentes mudanças emocionais impediram-na de entrar no local e encontrar com Alphonse, uma antiga paixão que, a cada dia, parece mais nova, ou pelo menos parecia, mas quem sabe?

“Não, hoje eu não vou voltar.”

O pensamento de Luna tinha peso e significado para ela. Aquele era o seu pensamento mais sincero dos últimos tempos, mas nem ela mesma parou para pensar nisso, não teve tempo. Era um momento de auto-entendimento, um momento de contemplação a almejos para o futuro, era, sim, um momento de extrema importância, mas inconsequente e insano, como todos os bons momentos devem ser.

Naquele momento brotou de suas terras secas um botão de motivação, do qual se extrairia as forças para que a menina saísse da inércia e desse seu veredito sobre si mesma: Seguir em frente ou ficar para trás de seus próprios desejos? Seu único desejo parecia ser o futuro, aquele que para ela, como para todos, se revelaria amante. O súbito desejo de ir ao bar tomou conta de Luna.

Em busca de qualquer movimento a menina decidiu enfrentar seus medos e arrastar seus eixos enferrujados. Andou, sorridente, mas nervosa, em direção a um antigo bar que se lembrou de, no passado, passar pela frente e rir do seu nome: Bar Phomet.

“A-Aqui vou eu!” E lá foi ela, abrindo a porta do bar e entrando, cheia de medo e fé.

O bar era um lugar esquisito, muitos enfeites simbólicos traziam a assustadora impressão de que tudo lá era incentivada pelo ocultismo e forças extremas da natureza. O ambiente era rústico e, apesar da temática, muito bem iluminado. Grande parte das pessoas eram estranhas, pareciam ser de cultos ou carregar consigo ideais que fugiam da moral e da ética que foi ensinada a Luna, mas ela evitou olha para qualquer um deles por muito tempo. O bartender, encarando um copo meio-cheio que segurava na mão com extrema atenção, tinha uma aparência mais comum, diferente dos clientes do local.

— S-senhor(a), você teria um suco de laranja? — A menina disse para o homem, gaguejando e baixando o tom de voz conforme a frase ia se compondo.

Sua face, já um pouco rosada, coloriu-se em um vermelho gritante nas bochechas, como a obra prima que nunca foi feita de um pintor que nunca existiu: Um retrato deslumbrante da timidez e da sensibilidade.

— Ah... Nós não vendemos suco de laranja por aqui, se é o que procura você deveria procurar em outro estabelecimento. — O homem disse e, após terminar, parou de encarar o copo e olhou a menina dos pés à cabeça. — O que uma menina como você faz por aqui?

E o tabuleiro cheio de contraste foi posto naquela cena atípica: O outuno apático e indiferente do bartender e a primavera sensível e desabrochada de Luna.
Bartender:
 

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Última edição por Branco Pondus em Qui 17 Nov 2016, 10:26, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptyQui 17 Nov 2016, 02:16

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1st Part - The End of Spring
Ato 2 - Um desejo para uma estrela


— Ah… uhm…


Luna sentia o rosto esquentar perante a interrogação do desconhecido. Sua boca abria e se fechava e tudo que conseguia emitir eram monossílabas sem sentido. Seus lábios pareciam de repente secos e inconscientemente ela os lambeu esperando assim ganhar tempo para formular uma resposta.


“Esperando um sinal.” Mas definitivamente não era uma resposta apropriada.


— É-é estranho? — gaguejou ela novamente se recriminando pelo nervosismo. Balançou a cabeça tentando afastar o embaraço sem sentido. Por algum motivo seus olhos acharam muito interessante o copo que o homem previamente encarava. — O que vocês — fecharia ela os punhos que tremiam em nervosismo tentando novamente encarar o bartender — vendem aqui?


Caso o rapaz dissesse alguma bebida que ela já ouvira falar e não parecesse muito cara, ela pediria por ela com um “Por favor” novamente baixinho, quase uma súplica. Ela reunira sua coragem para entrar ali, não imaginava que precisaria de muito mais para continuar. Estava enganada. Não era necessariamente o ambiente do local, mas definitivamente sua incapacidade para lidar com estranhos que a fazia querer sair dali correndo.


“Será que falei algo muito errado?” Se recriminaria mordendo levemente os lábios. Inconscientemente ela tentaria respirar fundo alguma vezes tentando recobrar a calma enquanto encararia balcão a sua frente. Os aromas do local… Como seriam? Ela tentaria se concentrar neles.


Todavia, ela poderia não ter tempo para se acalmar se o bartender a dissesse para se retirar. A ameaça de lágrimas então pousaria sobre seus olhos, com a voz baixa ela suplicaria, procurando simpatia nos olhos daquele que a rejeitava.


— Por favor, só hoje.


Sim, somente hoje. Hoje era tudo que ela precisava para fazer algo acontecer. Porém hoje poderia não ser o suficiente para o estranho. Engolindo seco ela abaixaria a cabeça, seus lábios numa linha de relutância. Seus passos a levariam suavemente para fora. A segunda derrota do dia. Deveria ela se render e ir ao dojo? Por cima do ombro ela observaria a porta do estabelecimento. Ela não tinha muita sorte com primeiros encontros.


Entretanto, se ela não fosse expulsa do local logo de imediato, ela tentaria observar o bar com mais calma evitando entretanto seus clientes. “Um bar…Uau” Era a primeira vez que entrava em um. Ela não sabia se era apropriado ficar ali no balcão, mas se assim pudesse tentaria ficar ali, não sentando diretamente de frente para o bartender, mas ainda assim perto o suficiente para que pudesse falar com ele sem gritar. Seria bom não ter alguém muito próximo dela, mas se não houvesse outro lugar vago, porque não?


Curiosa ela tentaria distinguir os diversos adornos do local. Não reconhecia nenhum deles. Cultos e figuras religiosas infelizmente não haviam sido parte de sua educação, principalmente na vida de reclusão que sua família levava no meio da floresta.


— O-o que seriam esses símbolos? — perguntaria num fio de voz ao bartender apontando para algum adorno próximo caso ele continuasse por perto.


Ela devia puxar conversa? Ela devia ficar quieta? Ela seria expulsa? Como pessoas se comportavam num bar? Ela não fazia a mínima ideia! Por quanto mais tempo ela não tivesse uma resposta mais embaraçada ela ficaria, abaixando lentamente o braço e se encolhendo quieta aonde repousava.


“Mas o que seriam essas coisas?”


Se recebesse alguma bebida ela assentiria em agradecimento oferecendo um tímido sorriso. Delicadamente ela saborearia o aroma da bebida antes de bebê-la, dando um pequeno gole, o suficiente somente para molhar sua língua e sentir seu gosto. Era saboroso? Era amargo? Azedo? Tudo que ela bebera em sua vida eram refrescos saudáveis, algo que tanto sua família como o dojo tinham como dogmas. Beber algo de um bar era praticamente uma heresia.


“Rá!” Luna estava mudando, ou pelo menos era o que ela queria acreditar quando tomasse o próximo gole. Se fosse saborosa ela sorriria e agradeceria:


— Está... muito gostoso. — era hesitante e seu olhar estava perdido em algum lugar que não era em quem lhe servira, todavia ela estava se esforçando a interagir, aos poucos ela se esgotava. Inconscientemente ela provaria mais gole.


Se a bebida, entretanto, não fosse de seu agrado não conseguiria impedir uma careta fechando bem os olhos e lábios enquanto forçava o pouco que ingerira a descer por seu garganta. Após o péssimo contato ela tentaria se focar somente em suas cores ou a ausência delas.


“Alphonse…” Seus olhos pesariam. Será que ele estava no dojo naquele momento? Desafiando os três mestres para novamente tentar novamente derrotar Xin Yang? Inconscientemente sorriu. Aquela tenacidade dele era uma das coisas que ama nele. Talvez houvesse algo que ela pudesse fazer por ele. Se ao menos ela fosse um pouco como ele talvez ela poderia… “Não seja boba.”


Mas quem não é um bobo quando está apaixonado?


— Se você tivesse que provar o seu valor para alguém, o que você faria? — perguntaria para si mesma contemplando o vazio. Sua voz era baixa, Luna não esperava que ninguém a ouvisse. Mas desejava profundamente que alguém a respondesse.

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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptyQui 17 Nov 2016, 19:20

Parecia, de fato, uma criança autista. Pelo menos foi o que o bartender, Khadhulu, pensou, sem pensar naquilo de forma negativa, após o estranho comportamento de Luna movido pela sua timidez. A menina internalizava suas emoções e não conseguia pensar em uma resposta para aquilo, nem lógica e nem passional.

— É-é estranho? — Gaguejou, procurando entendimento pelo seu interlocutor, o que falharia se não fosse a audição incrível dele. Quase se perdeu no copo, interessada, como o homem. — O que vocês... — Fechou os punhos, nervosa, tentando encarar novamente o bartender. — vendem aqui? — Bem, mademoiselle, nós temos um drink que é a sua cara, chamamos de Purple Heaven, e eu sou o criador dele. — Completou, dando entonação irônica à palavra mademoiselle.

— Por favor.. — Disse ela, baixinho e quase abaixando a cabeça novamente.

O homem riu baixinho e, após misturar alguns igredientes que já estavam na bancada interna do bar, colocou-os em um recipiente de metal e começou a chacoalha-los freneticamente, assoviando uma música irritante que lembrava a Luna de dias chuvosos.

A menina se perdeu sensorialmente nos aromas do local, quase se esquecendo da situação em que se encontrara. Era um cheiro de suor que lembrava o dojo e um aroma que lembrava flores, mas tão diferente que sabia que nunca tinha encontrados flores do tipo antes. Era cantante, sim, quase quente, mas ao mesmo tempo, misturado com o ambiente, em contraste, só fazia a tensão do lugar parecer mais séria.

Andando devagar, dando a falsa impressão de que seu porte físico era uma vergonha, ela se encaminha para um banco próximo, na frente do bar, era um banco um pouco alto que ela teve que fazer certo esforço para subir, cheia de vergonha e, ao mesmo tempo, quase perdida nos pensamentos deslumbrados de estar em um bar pela primeira vez na vida. Se acomodou e sentiu a compulsiva vontade de balançar os pés, soltos, sentada no banco.

— O-o que seriam esses símbolos? — Perguntou em um tom baixo ao bartender, apontando, contida, para símbolos em uma parede próxima.

A menina se questionava insesantemente, sem saber que ninguém ali realmente a julgava de forma alguma se não uma menina frágil, que aos olhos da maioria não deveria ser algo para se preocupar.

O bartender terminou de bater a bebida e, servindo-a, apontou para alguns símbolos, dizendo, um por um, o nome das entidades a quais eles prestavam homenagem ou culto. Cansou rapidamente e soltou um rio frio enquanto trazia a bebida até a menina.

Luna se sentia confusa, e não era atoa, o bartender foi breve e não explicou o significado de nada daquilo, ele parecia preguiçoso e, em geral, indiferente, apesar de demonstrar interesse pela personalidade frágil da menina, que o entretia. Ela deu um breve gole, o suficiente para molhar um pouco de sua língua e estimula-la. O gosto era suave, parecia um suco de uva com frutas roxas mais fraco e, quando menos esperava, havia uma ardência estranha. Nunca havia sentido nada parecido antes, mas não era assustador, não para quem decidira enfrentar a vida, não para Luna.

Ela sentia que estava mudando e, de fato, estava. A interação social, os estímulos visuais, a bebida, a vida andando para frente pela primeira vez em muito tempo: Tudo isso a mudava. A bebida consumida em breve a afetaria com efeitos estimulantes e depressores, criando sensações que ela nunca sentiu antes, mas ela não tinha bebido a quantidade necessária para tais coisas acontecerem.

— Está... muito gostoso. — A menina disse, sorrindo, sem olhar para o bartender, após tomar mais um gole.

A menina parecia distante, e Khadhulu notou isso, desmanchando seu suave sorrisso e pensando um pouco, voltando a olhar para o copo. Luna ainda pensava em Alphonse, era inevitável, ela estava completamente apaixonada e essa condição dificilmente a deixaria do dia para a noite. Seus olhos brilhavam, calorentos, mesmo que ela aparentasse confusão e fragilidade naquele momento.

"Não seja boba." Pensou. Mas quem não é um bobo quando está apaixonado?


— Se você tivesse que provar o seu valor para alguém, o que você faria? — Luna disse, distante, com os olhos fixos na bebida, que era segurada por suas duas mãos.

Para a surpresa da menina, que não imaginava receber resposta alguma, Khadhulu levantou-se de trás do bar, como se estivesse escondido ali embaixo. Ele segurava o mesmo copo de antes em sua mão, agora preenchido com um líquido roxo. Luna levou um susto.

— Bem, eu não faria nada de diferente, se não eu não estaria provando o meu valor, eu estaria alugando um imenso valor que não é meu para, então, mostrar a alguém e joga-lo fora. Se queremos ter valor, que seja o tempo todo, não? — Disse Alphonse, encarando-a, sem expressão alguma. — Bem, eu tenho isso, talvez te ajude a pensar nessas questões, é por conta da casa. A proposito, me chamo Khadhulu.

Alphonse coloca em cima da mesa uma caixa de fósforos e um item cilíndrico esbranguiçado, Luna o reconhecia como um cigarro, algo que ela nunca antes pensou que usaria um dia. O que faria a mademoiselle?


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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptySex 18 Nov 2016, 22:05

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1st Part - The End of Spring
Ato 3 - Prazer em Veneno


Havia muitas formas de descrever o modo que Luna encarou Khadhulu.


Sua boca entreaberta pela surpresa, seu olhar preso no dele sem conseguir se afastar, era quase como se ela o visse pela primeira vez e talvez de fato realmente fosse. Ele havia despertado seu interesse.


— E se o seu valor não for bom o suficiente? — Sua voz ainda era baixa, mas dessa vez era uma pergunta direta a Khadhulu. Luna segurava-se ao olhar inexpressivo do rapaz em busca de ter finalmente a resposta que esperava.


Sim, aquela sempre fora a questão. Ela nunca se achara boa o suficiente para Alphonse, por isso sempre se contentara em observá-lo a distância. Mas se ela pudesse mudar isso talvez ela encontrasse a coragem para seguir em frente.


Entretanto o que a faria acreditar que havia mudado?


O cigarro atrairia sua atenção. Era aquilo uma ferramenta para mudar?


— Ah! — perceberia sua falta de modos, ficando ainda mais nervosa. — Lu-luna…Meu nome é Luna...


Se ele a ignorasse, ou sua pergunta viesse tarde demais, ela balançaria a cabeça repleta pela vergonha de ter perguntado algo para o vazio. Sem jeito, ela voltaria-se ao cigarro que ele tão gentilmente oferecera. Ou pelo menos era como ela via.


As mãos delicadas tocariam o objeto cilíndrico com estranheza, levando em direção as suas narinas, sentindo o cheiro do tabaco. Ela conhecia também aquela flor. Flores cor-de-rosas, as vezes amarelas...


Khadhulu é uma pessoa realmente gentil, seu conselho e o cigarro, por algum motivo lhe lembrara Raiki, seu mestre. Não que seu mestre algum dia lhe ofereceria um cigarro, na verdade, ela estaria em problemas se ele a pegasse com algum.


Entretanto ele vira seus medos, suas aflições e oferecera uma alternativa, um consolo, e de gentileza em gentileza ele cultivara a afeição da menina. Não que Khadhulu estivesse buscando a afeição de Luna, mas ele se importara o suficiente para oferecer aquele conselho e meio de esclarecimento.


Infelizmente, somente o cheiro do tabaco era para a garota nocivo. Seu olfato aguçado não a deixava separar a suposta recompensa do seu conhecimento biológico. Nicotina era um veneno lento e cruel e isso a fazia se preocupar genuinamente pelo bartender. Ele obviamente não conhecia o risco. De repente ela tinha uma urgência para falar, assim que Khadulu se aproximasse novamente, ou estivesse ao alcance de sua voz.


— V-você sabia que eles são feitas a partir de uma planta? Ela dá flores… Eu go-gosto das cor-de-rosa… — começaria ela um pouco nervosa oferecendo o cigarro de volta a Khadulu. — Obrigada, você é muito gentil… — suas orelhas começariam a se tingir de vermelho, o volume de sua voz decresceria ao longo de sua fala, ao ponto de terminar quase inaudível nas últimas sílabas.


Com suas bochechas novamente ardendo ela continuaria num tom um pouco pesaroso e genuinamente preocupado:


— Fumar, Senhor Khadulu, faz mal à saúde. — o olhar dela seria sincero, sua boca se contrairia em preocupação, todavia sua voz diminuía a cada palavra. — Tem uma ne-neurotoxina, a nico-...tina… — tentaria ela argumentar, suas mãos mexiam-se nervosas, até que rapidamente desistiria, não conseguindo lidar com a própria ansiedade.


— Você deveria… tomar cuidado. — Concluiria ela cabisbaixa abaixando o olhar em vergonha.


Inconscientemente ela novamente provou o drink, o gosto de frutas seguido pela ardência era muito interessante. O perfume da bebida, tentaria identificar mais alguma coisa, mais algum ingrediente. Sua mente voltada para as palavras de Khadhulu. “Se queremos ter valor, que seja o tempo todo, não?” De esguelha seu olhar o procuraria novamente. Em sua figura ela buscava a resposta.


“Ele saberia o que fazer…” Entretanto se ele a tivesse ignorado, ela abaixaria o olhar. “Mas ele não me dará a resposta.”


Nervosamente ela morderia seus lábios. Talvez estivesse na hora de sair, mas antes ela terminaria o seu drink, saboreando com parcimônia cada gota de sua bebida. Khadhulu parecia alguém diferente, pelo menos diferente das pessoas que ela conhecia. Talvez naquele curto momento que o destino lhe oferecera ela aprendesse algo que nunca poderia aprender sozinha.

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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptySab 19 Nov 2016, 15:31

Luna era maravilhada pela sua curiosidade, não havia timidez ou rigidez emocional que tirasse seus olhos da imagem de Khadhulu, mesmo sem maldade alguma nesse interesse, quase poesia.

— E se o seu valor não for bom o suficiente? — Luna disse, com voz baixa, voltada ao bartender.

Luna nunca teve a melhor auto-estima, ainda mais depois de elevar seu patamar amoroso ao se apaixonar por Alphonse, que era uma pessoa extremamente dedicada aos seus objetivos e que se esforçou em busca de evolução por toda a sua vida. Ela queria mudar, ela queria ter energia e coragem para seguir em frente, ser melhor, ser alguém. Luna sentia, do fundo do seu coração pequenino, que precisava evoluir.

— Ah.. — Disse a menina, quase espantada ao perceber sua falta de educação. — Lu-luna... Meu nome é Luna.

— Bem, Luna... — Disse Khadhulu, largando o copo em cima da mesa. — Então... — Prosseguiu, voltando-se a ela e olhando-a, agora, nos olhos. — Você precisa melhorar.

Deu uma pequena pausa dramática, encarando-a, e depois libertou dos pulmões uma risada um pouco mais forte do que o normal, mas ainda assim sutil.

Luna pegou, delicadamente, o cilindro, que ela acreditava piamente que era um cigarro, que fez com que ela achasse, confusa com os aromas intensos de tabaco do lugar, que aquilo era, também, tabaco. As memórias berrantes das sinapses do seu cérebro conversavam com a menina, lembrando-a de Raiki, seu mestre, com seu imenso significado e seus conselhos bem recebidos pela menina. Luna criou certo afeto por Khadhulu e, ciente dos efeitos do tabaco, ficou preocupada e pensativa.

— V-você sabia que eles são feitas a partir de uma planta? Ela dá flores… Eu go-gosto das cor-de-rosa… — A menina disse, nervosa, devolvendo o cigarro ao bartender. — Obrigada, você é muito gentil. — Sua timidez embreagou-a e tingiu suas orelhas de vermelho e diminuiu, gradualmente, o volume de sua voz, até se extinguir.

Luna estava menos tímida do que quando entrou, mas ainda assim suas bochechas rosadas e sua expressão confusa, como uma defesa, permaneciam na menina.

— Sim, eu sei tudo sobre essas.. — Disse, pegando o cilíndro com a mão e acendendo-o. — Não é todo mundo que diz que eu sou gentil, mas vou aceitar esse adjetivo, com prazer.

— Fumar, Senhor Khadulu, faz mal à saúde. — Ela retrucou, com seu tom decrescente e sua expressão preocupada. — Tem uma ne-neurotoxina, a nico-...tina… — Tentou argumentar, nervosa, mas não mais trêmula. Desistiu, extinguiu a voz e se deixou levar.

— Você deveria… tomar cuidado. — Concluiu ela, cabisbaixa, vencida pela vergonha.

Khadhulu riu, tragando a fumaça e guardando-a nos seus pulmões.

— Bem, isso aqui não é tabaco.. — Khadhulu disse, enquanto a menina tomava mais um gole da bebida, inquieta. — É de uma planta, também, extraída, normalmente, de suas folhas. Não é muito popular aqui, mas costumam chamar de maconha. É suave e esclarecedor, deveria tentar, pode abrir as portas de destinos que você não conhecia antes.

A menina identificou, no arder da bebida, que havia hortelã extremamente concentrado. A bebida era maravilhosa, mas era difícil de apreciar, o gosto no final parecia dar um soco na pessoa depois que ela bebia muito. Ela voltou a encarar a figura de Khadhulu, que ainda fumava a maconha. Khadhulu sorriu e estendeu a mão com o fumo para que a menina pudesse pegar, enquanto ela chegava mais e mais no fim da bebida. Seu sorriso era lindo.


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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptyDom 20 Nov 2016, 11:35

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Ato 4 - Purple Heaven


“Cannabis?”


O sorriso de Khadhulu entretanto estava acima de qualquer discernimento, e por isso Luna tomaria o cilindro em mãos sem hesitar, para curiosamente sentir a forma dele entre seus dedos sem acendê-lo.


Com a cabeça levemente tombada para o lado, os olhos liláses ficariam ligeiramente entreabertos observariam o bartender fumar. De vez em quando fecharia seus olhos, inspirando o vestígio de fumaça, para deixar o ar escapar lentamente de seus pulmões. Seus olhos voltariam-se para Khadhulu curiosos.


— Por que... uma erva alucinógena me ajudaria a pensar? — em sua voz, não havia acusação ou preconceito, e sim simples curiosidade, uma curiosidade que lhe custara um pouco falar pela timidez resultando em hesitação. — Ah, não, ela também é estimulante e sedativo, né? — daria ela um pequeno croc em sua cabeça enquanto sorria, foi quando o brilho saiu por completo de sua face — Senhor Khadhulu, o senhor está doente?


Esperaria ela a resposta com os olhos arregalados com sua realização. O cigarro cairia no balcão num gesto involuntário. Ela estudara Cannabis como muitas outras plantas, eram uma das plantas com efeitos propriedades medicinais pelas quais sua mãe não se interessava.


A perspectiva de estar incomodando Khadhulu com suas perguntas sem peso de repente era egoísta demais. Por isso se sentiria de coração partido caso a resposta fosse afirmativa. Sua boca se abriria e fecharia em choque até conseguir nervosamente começar a falar:


— De-Desculpe, e eu lhe importunando... — suas mãos não sabiam como se comportar, e sua face em vergonha não conseguia encarar Khadhulu. O silêncio, ela não sabia o que falar, mas enquanto estivesse lá terminando sua bebida, lançaria olhares de vez em quando na direção do bartender preocupados sobre o que um moço tão jovem poderia estar sofrendo. — Desculpe.


Entretanto, se a resposta de Khadhulu fosse negativa, ela suspiraria em alívio levando a mão ao peito. Por fim, perceberia a confusão que fizera e embaraçada pegaria o cigarro que caíra e entregaria de volta a ele. Com o susto que levara, qualquer interesse que ela pudesse ter pelo cigarro se findara. Se perguntasse o motivo pelo qual ela não experimentaria ela responderia:


— O cheiro é meio estranho. — responderia ela roçando seu indicador na ponta do nariz.


Na verdade Luna não gostara nenhum pouco do cheiro, mas sua cabeça parecia um pouco pesada, era quase como se fumasse passivamente junto a Khadhulu. Inconscientemente ela a apoiaria a cabeça sobre uma de suas mãos, suas pestanas abrindo e fechando num ritmo mais lento repetidas vezes, seus lábios entreabertos.


Seus dedos circulariam a borda de seu drink pensativos. “Melhorar como?” Mais uma vez as palavras do bartender a instigavam, mas não lhe davam a resposta que queria. Até aquele momento ele lhe falara várias frases que a provocaram, todavia em que direção?


Ela não sabia.


Os últimos goles de sua bebida seriam dedicados ao seu sabor. Ela os provaria tentando descobrir o máximo que podia por seu aroma, a hortelã, a uva, as frutas, o que mais? Se não pudesse descobrir desistiria e com as bochechas coradas perguntaria sua voz num tom mais leve que o habitual:


— Purple Heaven… Quais são os ingredientes dele? — caso Khadhulu parecesse ofendido, desconfiado ou achasse que ela estaria tentar roubar sua receita ela rapidamente acrescentaria um pouco nervosa enquanto gesticulava com as mãos em negação completamente constrangida — E-eu só… Não sei muito sobre álcool e… Eu queria saber, de onde vem… O sabor ardente.

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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptySex 09 Dez 2016, 00:18




RISE OF THE DRAGON


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Antes que a conversa pudesse ir mais adiante, a porta do bar se abriu com pouca sutileza. Um rapaz alto, de cabelo castanho e espetado, vestindo um short e camiseta branca, foi se aproximando do balcão. Luna o conhecia bem, era um amigo do dojo, e durante muitos anos eles haviam treinado juntos sob a tutela de Raiki. Khadulu ergueu uma das sobrancelhas, e com um ar pouco amigável, falou:

- O que você está fazendo aqui Ikki? – pelo o que a garota podia perceber, o balconista se dirigia ao rapaz com intimidade. Este por sua vez deixou que um largo sorriso brotasse em seu rosto, e ficando lado a lado com Luna respondeu de forma descontraída, como se já estivesse acostumado com aquele tipo de recepção.

- Khadulu, mamãe pediu para avisar que sábado fará o ensopado de coelhos que você tanto gosta. – não havia mais dúvidas de que eles eram de alguma forma, próximos. Luna notou um sorriso prazeroso surgir no canto dos lábios do barman, mas durou tão pouco que ela provavelmente se questionaria se não estava vendo “coisas demais”.

- Não me venha com essa, você está aqui para roubar mais um cliente. Eu tenho conheço! – falou com uma falsa indignação. Khadulu não era o dono do estabelecimento, e nem se preocupava com ele, entretanto, por trabalhar lá tinha que manter as aparências. Ikki apenas assentiu rindo, mostrando os seus dentes perfeitos.

- Vim buscar a Luna-chan, nosso sensei a está procurando. Aqui, pela bebida. – atirou uma moeda para o barman que a pegou no ar, em seguida segurou com gentileza em uma das mãos da moça puxando-a para o lado de fora. Ikki era pelo menos três anos mais velho, e embora fosse cobiçado pela maioria das garotas da cidade, ele agia como um irmão mais velho para Luna, sempre carinhoso e doce.

Caso ela aceitasse ser “arrastada” para fora dali, chamando a atenção dos velhos pensadores e filósofos do bar, ambos se deparariam com uma rua muito movimentada. Na rua pessoas iam e vinham sem parar, mas pelo menos o clima era bem menos pesado e mais alegre. Os mais curiosos pararam de repente observando e cochichando sobre o “casal” de jovens saindo do bar.

- Poxa vida Luna, o que você foi fazer ali? Melhor dizendo, naquele bar. Todo mundo sabe que aquele não é um bom lugar. Aqueles caras que se dizem pensadores e filósofos não passam de um bando de drogados. O que você acha que as pessoas dirão sobre o nosso sensei após te verem ali? – com os olhos fechados e braços cruzados, repreendia com um tom ligeiramente irritado, e olhe que dificilmente Ikki ficava nervoso.

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Citação :
Olá, a partir de hoje serei seu narrador. Te enviei uma mp, qualquer dúvida ou sugestões, let me know ^^

Ikki:
 



Uma nova lenda. Inicio em Dawn Island!

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MensagemAssunto: Re: 1st Part - The End of Spring   1st Part - The End of Spring EmptySab 10 Dez 2016, 01:03

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Ato 5 - Ikki


O fim da magia.


O misterioso bar e seu bartender, a bebida de sabor intrigante e o cigarro de uma erva proibida. As máscaras, seus clientes. De repente tudo ficava para trás.


Ambas as mãos de Luna segurariam delicadamente a de Ikki em busca de apoio, somente o deixando brevemente para um rápido adeus para Khadhulu. Com bochechas coradas, no olhar a confusão. Ela estava tão genuinamente feliz quando vira Ikki no bar que esquecera completamente que ela não devia estar ali. Ela devia estar no treino que ela tão caprichosamente faltara. Algo que rapidamente voltara a sua mente a menção de seu mentor.


Entretanto seus pensamentos estavam mais lentos que o habitual para compreender a gravidade da situação sozinha. O máximo que passava por sua cabeça era uma punição severa por ter faltado ao treino. Seus olhos pesaram. A bebida não ajudava. Seus passos eram trôpegos, sua respiração acelerada, sua determinação um pouco mais forte que o habitual. Apesar de amar o mestre, ela não queria o ver agora. Inconscientemente ela aumentou o aperto da mão de Ikki em busca de conforto quando o contato foi bruscamente quebrado.


— Poxa vida Luna, o que você foi fazer ali? Melhor dizendo, naquele bar. — a cabeça de Luna pendeu para o lado em dúvida conforme via a postura de seu amigo mudar completamente. — Todo mundo sabe que aquele não é um bom lugar. — Ela não sabia. — Aqueles caras que se dizem pensadores e filósofos não passam de um bando de drogados. — Ela não sabia diferenciá-los. — O que você acha que as pessoas dirão sobre o nosso sensei após te verem ali?


Luna engoliu seco, aparentemente fizera algo muito errado. Quando decidira entrar naquele bar tudo o que queria era mudar sua rotina, ela mesma, e agora, parecia que ela tinha ofendido uma das poucas pessoas que admirava.


Seus olhos se arregalaram perante as últimas palavras de Ikki, para depois se abaixarem em vergonha. Culpa. A mudança, o valor que ela procurava não era aquele. Lastimar seu professor era a última coisa que gostaria de fazer.


— De-desculpe. Eu não achei que… — mas ela ainda não entendia completamente o que fizera de errado. — Eu só queria…


“Eu”


O egoísmo dela se tornou evidente. Levando a mão aos lábios, seus dentes roçaram levemente seu indicador conforme seu olhar se perdia além de Ikki. Ela fora inconsequente, ela sabia, sua curiosidade, sua impulsividade a tinham a levado a entrar num lugar que por algum motivo misterioso era “pior” que algum outro semelhante.


— Ikki-senpai, o que eu faço? — os olhos liláses eram suplicantes. — O sensei está muito bravo?


Sua imaginação a fazia pensar no pior. Seria ela expulsa? Talvez beber fosse contra as regras, talvez ir em bares em geral fosse contra as regras… E Ikki fora buscá-la. Ele realmente era um bom amigo.


Luna estava presa entre duas escolhas. Ao mesmo tempo que queria pedir desculpas ao seu professor ela não queria quebrar a premissa que a fizera entrar no bar para começar. Hoje ela só queria fazer algo diferente, queria buscar a mudança dentro e fora dela. Talvez o bar tivesse sido um erro, mas fora uma experiência para mudar. Talvez ela fosse uma Luna um pouco mais diferente da Luna que entrara ali.


E por isso, mesmo que se sentindo péssima por dizer aquilo ela ergueria os olhos buscando os de Ikki. Eles pareceriam um tanto chorosos, mas definitivamente determinados.


— Senpai, eu não quero ir…

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