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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O lobo em pele de cordeiro

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

Créditos : 62
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Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
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MensagemAssunto: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptySeg 31 Out 2016, 16:43

Relembrando a primeira mensagem :

O lobo em pele de cordeiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Jack Dracul. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Branco Pondus
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Data de inscrição : 28/10/2016

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptySab 03 Dez 2016, 16:14

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Não existe infinito mais lindo que o breve, que vai para além dos conceitos humanos, o instante que se divide, infinitamente, em unidades menores: Um esplendor detalhado que urra a significância das pequenas coisas. O momento em que faleceu a pistoleira, por consequência dessa dança conjunta, foi a obra de arte que pintou meus neurônios e, em um prazer quase desumano, mas ao mesmo tempo selvagem como só nós, marcou o começo de algo que eu sabia que em breve entenderia, junto destes que seriam os meus novos companheiros na caçada frenética pelas obras do destino.

Observei as figuras, mas prestei minha atenção mais a Jack, que parecia um líder, mais convicto de seus objetivos do que todos. Observaria-o, girando a foice, sem expressão alguma, cumprindo seus rituais. A cena dele matando a celestial preencheria meu coração: Sob os olhos do ceifador a bondade regia, como sob os meus. Eu o seguiria, estagnado, como se pintado de branco, mas berrando o caos óptico por dentro no contraste mais belo de quem eu era e de quem eu deveria ser. Se algo visasse os nossos corpos no caminho eu ceifaria diagonalmente, tentando proteger Jack e qualquer outro dos "nossos" que estivesse no campo de visão. Branco e vazio, mas tão quente quanto o sol.
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Emilly B. W. Sinclair
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Emilly B. W. Sinclair

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Data de inscrição : 25/09/2016

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptySab 03 Dez 2016, 21:40

Por mais estranho que fosse, o lobo fantasma passou a me fitar. Um momento constrangedor, mas embaraçosamente majestoso. Entre os poucos instantes onde um olhar encontrava o outro, nossas almas dançaram ao som dos risinhos do mar. Valsando lentamente por entre o quebrar das ondas, incapazes de lutar contra duas vontades tão extensas. Duas existências grandes, escudeiros de nobres causas, presos em asas pequenas que não alçavam voo. Aliás, ele detinha, incríveis, asas negras longas e fartas, mas não pareciam ter grandes capacidades. As penas negras e brancas bailavam a cortesia do vento. Mas, tão rápido quanto os devaneios floresceram, murcharam. Ele tinha seus próprios afazeres e, quanto a mim, não era diferente.

Resignada a encontrar a mão que tinha certeza de der pulado de um pulso após um brandir de foice, dardejaria buscando-a, principalmente na área machada de vermelho que, há pouco, foi um corpo vivo e imponente. Nada sobrevive ao sal, constatei, com a certeza apoiada pela figura abstrata que sequer lembrava um guisado, quem diria um corpo humano.

Se descrevesse êxito, cravaria a ponta da katana no centro da mão e a levaria até o corpo logo atrás, do outro policial, pegando a mão com uma das mãos e cortando uma parte da farda para que fosse possível envolver a mão no tecido. A pata do urso será ofertada ao mar, reafirmei, apenas para mim, traçando meu atos por entre a minha mente baqueada ainda presa no bailar das almas. Com o retalho de tecido que teria adquirido, embrulharia a mão e ataria um nó, para evitar que a oferta fugisse por entre a leveza do pano.

Aguardaria o fim do festim de tripas dentro da caverna e seguiria o lobo branco, atrás dos seus objetivos. Podia não ser o líder, mas era o único que pretendia fazer alguma coisa dentre os outros.

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Bernstein
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptyTer 06 Dez 2016, 00:00

O ombro esquerdo doía e a perna direita também o fazia, mas Riagrart não se importava. Mordia a língua e mantinha-se em silêncio à medida que dançava a lança pelos ares para retirar dela o sangue tão vermelho e vívido que a banhava. Não faz a mínima diferença. Esfregava seus pés no chão e olhava ao redor, suspirando com a lança içada pela mão direita enquanto a esquerda descansava graças ao tiro no ombro.

Apesar do grande interesse em entrar na conversa, manteve-se, pela primeira vez, em silêncio. O vermelho tingia os trajes verdes e tudo agora parecia uma salada de tomates com alface e verduras. Apetitoso, hmmm... Lambia os lábios e imaginava-se comendo uma saudável salada, e fazia questão de soltar alguns gemidinhos de prazer vindos diretamente dessa imaginação, os olhos reviravam e o corpo remexia, parecia que estava fazendo sexo, mas só se imaginava fisgando vegetais com um garfo e mastigando-os lentamente, e tudo isso por causa do sangue saindo da ferida.

O falatório de Dracul não o importunou nem um pouco, e continuou fazendo os sons e movimentos enquanto o ceifador proferia suas palavras ao grupo: não nutria simpatia alguma pelo homem, mas o interesse tão ávido fritava seu corpo de dentro para fora, consumindo-o sob a máscara de uma curiosidade insaciável. Jack seu movia.

E Riagrart seguiria-o.

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Nosferatu Zodd
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Nosferatu Zodd

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Data de inscrição : 21/09/2016

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptySex 09 Dez 2016, 04:02

Todos permaneciam parados, inicialmente, alguns vislumbravam a obra de arte sangrenta das duas bestas armadas com foices, outros dois trocavam olhares e dançavam suas almas brancas em essência por entre o mar vermelho que criaram.
Logo, findavam, a maresia calma era submissa a sirene intermitente que intervalava um segundo de silêncio e outro apunhalando seus ouvidos com seu lamento agudo. Um tomou as madeixas da bela face que há pouco era corada e viva, como se fossem rédeas, guiando a sua cabeça até a porta que os levava até a caverna que três dos cinco tinham passado. A outra alma procurou pela mão amputada por Branco, coincidentemente, uma das poucas coisas que sobreviveram ao guisado de vermelho que o corpo havia se tornado, caminhado na mesma direção que o estripador, mas o ultrapassava quando este trombava com sua cartola e parava para pegá-la.
Alcançou o corpo e já arrancou um bom retalho do corpo para embrulhar a mãos e escondê-lo em suas vestes. Quase se assustando com o estripador que surgia em sua frente, silencioso como um felino e ignorando-a completamente para adentrar a caverna.
Atrás das largas costas do homem, conseguiu ver que a moça gemia algo, mas apenas Jack conseguia escutar atentamente o que a frágil voz ecoava por entra a caverna; um singelo pedido de clemencia. A prostituta, mesmo que fajuta, aprendeu bastante no tempo que teve fora do seu reino. Sabia bem que o mundo não era as maravilhas que os saltimbancos cantavam no salão do rei para não serem mortos pela guarda real, ou qualquer coisa épica dos bom arranjo de acordes que nascia por entre dedilhar das arpas dos bardos. Sabia, também, que o estripador não seria uma boa pessoa por um muito tempo.
– N-não! Pelo... amor... de... – tentou conversar, mas, logo, o primeiro golpe nasceu, obrigando-a a apenas concentrar suas forças nos gritos. Em pouco tempo, nem mesmo gritos nasciam de sua garganta.
Apenas dois dos outros quatro viam a dança da foice, contudo, todos que viram admiraram. Durou pouco mais do que segundos, talvez uma dupla de minutos, nada mais que isso; Jack era proficiente na arte de destruir corpos com sua foice manobrada por uma força sobra humana que não sabia diferenciar carne de osso.
Prosseguiu seu ritual, sentando ao chão e desenhando um grotesco sorriso em um e outro (minimamente) mais caprichado na virgem. Na sua cabeça, o segundo tinha de transmitir pureza – algo um tanto quanto difícil ao se tratar de um rosto cortado para imitar um sorriso. Por fim, ergueu-se, prostrou-se de joelhos e orou.
Levantou, vendo o primeiro soldado chegando, mas o ignorando completamente e seguindo para a entrada da delegacia. Bateu na maçaneta da porta, inevitavelmente, a fez abrir e escancarar sua entrada. Olhou para a esquerda e viu Pondus avançar contra o primeiro policial, visualizando a mancha vermelha que, possivelmente ele também era, atacar contra o casal de mãos armados com um rifle, amputando uma delas e afugentando, momentaneamente, o primeiro policial de muitos.
O estripador não precisou de muito tempo para lembrar onde situava a residência do homem que por sua ganância culminou no verdadeiro caos que assolava tanto a alta quanto a baixa cidade. Correu primeiro, logo todos o seguiram.
O vermelho de suas roupas dos ceifeiros e o repugnante fedor de sangue que exalavam, expulsava do caminho todos os nobres que apenas corriam ao ter certeza que frente aos seus olhos corriam assassinos e, pelos rumores, podiam muito bem ser o tal estripador que por algum motivo tinha causado a revolução dos plebeus. Alguns diziam que ele comandava, outros que ele tinha provocado e alguns juravam que todos os plebeus era o estripador. No fim, o melhor era se distanciar, mesmo que fosse o conhecido Jack Dracul, de uma boa família, com suas belas asas negras; tinham de se afastar, era o melhor.
Devido ao afastamento, não foi difícil chegar lá, mesmo imerso ao caos. Os soldados que passavam por eles, nem mesmo se importavam em ver o que os vultos carmesins significavam. Muitos estavam cobertos de sangue e dopados pela adrenalina de, pela primeira vez para a imensa maioria, matavam humanos indefesos. Todos se direcionavam para a delegacia, mas muitos continuavam transitando em direção ao portão para evitar uma invasão de moribundos. Ouvidos bons escutariam as saraivadas e os gritos, bons narizes sentiriam o aroma da guerra: urina, sangue e suor.
Um quarto de hora depois, alcançaram onde queriam chegar. Todos tinham condições normais capacidade aeróbica, relativo à capacidade cardíaca e resistência dos músculos inferiores. Obviamente, o lanceiro e o espadachim precisavam de algumas passadas a menos que os outros e a médica precisava de algumas a mais – por ser a menor e eles serem o avesso –, contudo não era nada que interferisse seriamente na pequena fadiga que foi percorrer todos o percurso em uma velocidade variante entre moderada à alta.
O ceifador de madeixas brancas, tingidas de vermelho, pulou o pequeno portão que, agora, jazia trancado e todos fizeram o mesmo. Não tiveram grandes problemas, pois não era preciso grande capacidade para pular o um metro de cerca do portão inicial, porém, ninguém, nem mesmo o acrobata, conseguiria pular a muralha de pedra que era protegida pela inofensiva cerca de metal entalhada em uma contorção de metal que formava uma flora densa de tulipas.
A porta de madeira que guardava a outra área, era denso e dos cinco apenas Jack iniciou o seu golpear incessante contra a porta que era empalada por todos os golpes. Já no terceiro uma lasca foi arrancada e apenas com a frente que seu belo olho verde bradou sua proposta. Sem ser respondido, julgou que deveriam ter optado pela travessura, golpeou até que do portão do restasse lascas.
A primeira coisa que viu foi a porta da mansão sendo aberta pela serviçal e dela nascer Conde James Robinson, suas belas suíças e a sua segunda sombra reencarnada na formosa estrangeira que roubou os olhos do estripador no denso labirinto que tinha dentro dos olhos amêndoa. Depois de conhecer Branco e Emilly, aquele labirinto significava tão pouco, um vazio tão raso como se fingisse tê-lo. Andar no vau para alguém que mergulhou e bebeu do oceano, não fazia sentido, não dava prazer.
– Olha quem temos aqui, nosso querido estripador e alguns amigos – abriu os braços, batendo, sem querer, na barriga de Blair que o penetrou com os olhos e voltou um passo. Completou o ato batendo uma palma e sorrindo. A voz trêmula, não cabia a convicta voz de um verdadeiro líder que agora detinha. Na certa, atuou em primeiro momento. –,enfim, sejam bem-vindos. Esperava que batesse na porta, mas não faço tanta questão de uma porta da rara madeira gigante da floresta de Skypiea que valia uma fortuna. – ironizou.
– Adorei a maquiagem. Vermelho cai bem com as suas asinhas, digo, asonas, bem grandes, né? Nunca vi igual e, olha, que eu já vi muitas celestiais. – da porta nasceu um homem com duas asas idênticas as suas. Passou as alças pelos braços do conde e quando ela pairou em suas costas a verdade cantou aos seus olhos: as asas eram verdadeiramente iguais a sua. – Ó! Agora eu também tenho – gracejou, encolhendo os olhos para fazê-las remexer. –, sua mãe e mesmo um amor de pessoa! – dos seus olhos nasceu a mais pura petulância, mas seus lábios eram únicos, abrindo uma maligna fenda por entre seus lábios que poucos ousariam caracterizar como um sorriso, embora fosse. – Chega de brincadeira. Rapazes?!
Em um segundo dardos voaram, acertando o pescoço do estripador três vezes e todos os outros uma. Pela grande dose do sonífero, Jack, era o primeiro a ruir ao abraço de Mórfeu, olhando para os lados e vendo vultos negros surgirem como se um formigueiro tivesse disso atacado e pouco antes do baque surdo contra o solo viu os olhos, rasos, de Blair submersos um profundo mar de tristeza, como se sentisse a sua dor. Talvez, uma lágrima? Não, a Blair que conhecia jamais choraria por ele. Seu corpo formigou, mas nada sentia. Quem o garantia que tinha um corpo?
Um a um, todos ruíram. Primeiro Emilly, pelo peso, depois Branco e, quase que no mesmo instante os últimos dois que foram golpeados na nuca por bastões que simplesmente surgiram. Sentiram seus corpos sendo arrastados, momentos depois foram atirados em algum lugar com madeira, ouviram e sentiram um galope; tudo intervalado, como se representassem cenas cortadas de um filme.
Breu.
Aos poucos acordaram. Completamente nus, ouvindo um gotejar ensurdecedor para suas cabeças recém-dopadas e repletas da dor colateral ao sono. Abriam os olhos, um a um, e percebiam que não fazia a menor diferença tê-los abertos ou fechados. Até Riagrart nada via. Aos poucos seus sentidos iam retomando e cada uma deles sentia a dor nas costas por terem sido atirados na madeira, a dor de suas algemas prendendo-os de braços abertos contra a parede húmida de pedra e, ao se acostumarem com o escuro conseguiam notar que seus todos estavam um ao lado do outro. Da esquerda para a direita: Emilly, Riagrart, o espadachim sem graça e Branco. Todos menos Jack que pendia no centro do algemado pelos pulsos por uma corrente que se ligava ao teto, ainda desmaiado. Nenhum dos cinco estava em uma posição confortável, mas nada se comparava ao estripador e a imensa dor nos ombros que ser elevado daquela maneira causava.
O tempo ali parecia não passar, a dor fazia um segundo durar horas e horas milênios. Mas não demorou pra portar ranger e abrir-se num clarão que cegava.
– Bomf diaf, fenhores. (Bom dia, senhores) – Bradou um corcunda deformado, com uma língua que não parecia caber dentro de sua boca envolvido de furúnculo e espinhas, com diversos calombos em sua face e uma das mãos atrofiada. Um dos seus olhos havia sido consumido por uma camada branca e o ralo cabeço jazia molhado. O restante do corpo era coberto por uma toga surrada e tão suja que não tinha uma cor padrão. – Fifie sabendo que o efifador é o fenhor. (Fiquei sabendo que o estripador é o senhor) – apontou a mão boa para Jack– Muitof fazer. Vou guarfar um pedacinhof de você como lemfrança. (Muito prazer. Vou guardar um pedacinho de você como lembrança.)
Voltou para pegar o carinho, já que não conseguiria abrir a porta e empurrar o carrinho. Parou o carrinho pouco antes dele bater na coxa do estripador, desviou e estacionou na frente de Pondus, nada chamava atenção se não o caldeirão sufocante de enxofre derretido, o outro que transportava uma brasa com um pedaço de ferro cravado no meio a maior das toras; o restante eram equipamentos enferrujados de tortura, no geral, alicates, serrotes e agulhas.
– Pefo desfulfas, maf não cosfumamos forfurar as fefoas. Fou fomefer afrancando suaf afas, defem faler basfanti. (Peço desculpas, mas não costumamos torturar as pessoas. Vou começar arrancando suas asas, devem valer bastante.)
Puxou um serrote e começou a caminhar na direção de Jack, gargalhando.

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Emilly B. W. Sinclair
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptySex 09 Dez 2016, 05:48

O plano seguia normalmente.

Como uma boa representando do sal, não me cansaria por correr um casal de dezena de minutos, ou pouco menos que isso, na verdade, não me ative a contá-los. Ensandecido, o lobo fantasma golpeou a porta como se o amanhã não fosse existir. Até então, nada que não fosse esperado, visivelmente o residente tinha alguma relação com o urso que a matilha teve de enfrentar. Outrora, o abraço do caos nasceu no instante que a primeira porta ruiu e o tal conde saiu de sua toca. Poucos segundo de uma ladainha chatíssima, senti uma pontada no meu pescoço. Tentei puxar, mas meu corpo não se mexia. Os efeitos logo surgiram e, como uma boa toxicologista, tive certeza que estava sendo dopada com algum tipo de droga paralisante.

Por que? indaguei ao mar, num grito surdo distante dele e até mesmo de mim. Ouvia ecoar por entre as paredes do meu crânio, como se minha alma lamentasse ter escolhido seguir o sonho. Talvez eu devesse ter ajudado o urso? Estou sendo punida? Falhei? Nenhuma resposta nascia, nada, absolutamente nada, por fim, como o lobo fantasma: desmoronei. A matilha tinha sido aniquilada, com um simples movimento o rei entrou em xeque e não foi preciso completar a jogada para que nosso lado admitisse a, eminente, derrota.

Como um saco de tubérculos sujos fui arrastada, atirada e transportada. Se tivesse tempo de me sentir um lixo, talvez conseguisse, mas não tive. A única coisa que conseguia sentir era o abraço do vazio, um lugar longe demais do mar para que pudesse sentir seu cheiro, seus risos; um sonho negro. Finalmente, acordei.

Acordei? Questionei entra as piscadelas dos meus olhos húmidos que dardejavam o completo breu, o manto negro do simplório nada. Cogitei ser aquilo a morte, o fim de alguém que não tinha levado o sal para os confins da Terra, mas a pedra gelada e o intermitente barulho do gotejar gritaram que não. Sabia que sentia algo. Sabia que a pedra tocava a minha carne nua e as algemas abriam feridas em meus pulsos descobertos. Sabia, certamente, que se sentia algo, ainda havia o que ser sentido, ainda sibilava vida na carne albina presa aos meus ossos e, se isso acontecia, o sal ainda tinha que tomar conta da terra.

Busquei algo. A minha esquerda, a noite reinava, mas ao meu outro lado, via o lobo delgado com seus imensos braços presos a algemas. Tão maltrapilho quanto eu.

Agitei-me um pouco, tentando ver se estava acompanhado pelos outros lobos. Devidamente, em vão, tão tinha estatura para ver além do imenso corpo do lobo esguio que eu jurava que fugiria do combate, mas, chegou antes do sal lá. Espremi os olhos e vi a minha frente o tal lobo fantasmas, preso pelos pulsos em uma corrente que eu não conseguia ver ao certo onde terminava.

Estremecia, tentando pensar em alguma saída. Sem saídas. Sem escolhas. O destino tinha tricotado uma situação onde não havia saída alguma, contudo, após um longo período, um simplório floresceu. Certamente ele era a resposta.

Ei, torto, venha cá. trovejaria, convocando-o, imprimindo toda a persuasão que tinha nas poucas palavras. Se ele atendesse ao chamado e chegasse, sussurraria em sugestão: É melhor que você nos mate depois, suas ferramentas então velhas e você não poderá se divertir. Apenas uma dica..

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 6 EmptySex 16 Dez 2016, 07:50

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No clímax, o valsar da dança culminou no diabo alado por asas roubadas. Nada diferente de um usurpador coroado com um diadema de penas surrupiadas silvou seu despeito, açoitando prazerosamente o ar com o seu escarnio. Um reles regicida que assaltou e vestiu o que não era dele por direito. Em meio ao ato, por entre seus dedos o coração do estripador caiu das mãos do larápio e bateu no chão. Fez-se em pedaços, como se porcelana fosse. Um nó em sua garganta formou-se junto às lágrimas que tomaram se assalto seus olhos sem serem convidadas. Entre as lágrimas, viu o fim do verão dos seus dias. As tortas de maças e canela não mais existiriam nos dias quentes, as costelas de carneiro com molho de mel e cravo, as brincadeiras dos dias das bruxas junto a todos os aromas e canções esfarelaram e num bailar triste foram carregadas pelo vento.

O estripador que tanto quebrou, hoje, sentiu em sua carne a perda. Nada diferente das dezenas de famílias que tinham de enterrar seus entes queridos com os caixões lacrados por não restar corpo a qual fosse possível um velório digno. O grande prodígio Dracul nunca se ateu ao fato e nunca se ateria se não tivessem virado seu próprio gume contra ele. Os olhos marejados entregavam tudo, ou, ao menos aquilo que ele sabia precisar transparecer. A faca que apunhalaria a humanidade, o estripador, Jack, não tinha qualquer sentimento de apego, a tristeza nascia apenas com a morte de vários momentos que o fazia sentir-se vivo. Segundos que sua língua e sua mandíbula trabalhavam juntas e extasiavam pela sensação de prazer com a torta que sua mãe bem sabia fazer. Instantes onde o estripador podia ser o pequeno Jack. Mas o garotinho sorridente com sua honrosa coroa de madeixas negras e sua roupa de um peregrino do sacramento da Ordem que só tinha a desordem em sua cabeça, frágil, morria junto com a pouca compaixão que matinha a rosa do caos estática na forma de broto.

As ferroadas em seu pescoço, doparam-no...

os estandartes do apocalipse foram rasgados...

em meio ao escuro a rosa desabrochou.

Os poucos trancos que seu corpo sentia dava-lhe a certeza de que não tinha partido. O cavaleiro de Deus não morreria por tão pouco. Sua missão ainda não tinha sido concluída e, agora, a sede por sangue não seria saciada por qualquer revanchismo, qualquer morte. O verdadeiro estripador estava liberto. Havia há pouco perdido uma das poucas amarras que mantinham o vestígio de sua humanidade boiando num mar tempestuoso de rancor e fanatismo, simplesmente matar seria um luxo que Jack lutaria até a sua última fagulha de sua essência pelo avesso, faria um verdadeiro show de horror com o conde e sua subordinada. Simplicidade não secaria o ébrio de uma vingança complexa. Tinha longe ido demais para se contentar com não menos que o melhor de todos os mares de sangue que mergulhou. Doa o que doer.

Dor. Ironicamente o primeiro feixe de luz fazia valer exatamente as últimas palavras que se lembrava de prometer. Como putas, cobraram-no na primeira oportunidade. A vida é uma delas. Gotejar. Era confortante confirmar que não tinha perdido a audição. Confortante e temivelmente desolador. A dor abraçava o assalto intermitente em suas orelhas e crescia dos ombros e se alastrava como uma praga para as costas e, num ponto, até mesmo os pés doíam. Mas, ao atingir o fundo do poço, o árduo caminho e a estabilização das dores mostrava que nada iria piorar. Todos pagarão, concentrou-se em sua própria tese para que pudesse esquecer do desgosto que sentia e, minimamente, ignorar a dor que o açoitava. Já tinha vestido dos os fardos possíveis, podia, finalmente, arfar com alívio e por que não? Sorriu. Com ou sem dor, iria se vingar, iria mostrar que o seu deus era o mais forte, mostrar que ele estava certo.

Quando a porta abriu, escondeu o gracejo dos lábios. Um simplório de linguajar estranho, errôneo, invadiu a escuridão. Cantou uma ou outra coisa com seu linguajar estranho; Jack não estava prestando atenção, afinal. Olharia para cima, sabia que alguma coisa prendia seu corpo no topo do buraco que tinha jogado para definhar e, julgando pelos utensílios que o homem trazia consigo: não pretendiam que alguém com sangue nobre tivesse o direito de ter seu julgamento pela lei dos homens ou na das mais diversas centenas de deuses que cada um gritava ser o seu.

Olhou para cima, nos poucos segundos que tivesse, transcreveria seu plano: sabia bem, por ser um acrobata, que manter o peso em seus ombros acarretaria em algum tipo de lesão, contudo, tinha a prioridade de se libertar antes que o torto de língua grande arrancasse suas asas e usasse-as como utensílio carnavalesco, como as de sua mãe. Inicialmente, se fosse possível, tentaria pegar com uma de suas mãos, ou com as duas, a corrente que liga suas algemas ao teto com as palmas da mão, assim puxaria o peso o seu corpo para as suas costas e forçaria o máximo possível os braços para que o ombro parasse de trabalhar. Conseguindo fazer isso ou não iria começar a chutar o ar e iniciar a balançar o seu corpo com a corrente, apenas para aumentar a tensão na corrente para que ela quebrasse com mais facilidade. Aproveitaria da sua capacidade acrobática para pegar velocidade com maior eficácia e girar no ar para num limite bom de velocidade acertar os pés no torturador.

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