One Piece RPG
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» O que me aguarda em Ponta de Lança? Espero que belas Mulheres, hihihi
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Pippos Hoje à(s) 22:31

» Xeque - Mate - Parte 1
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor TheJoker Hoje à(s) 22:26

» Arco 5: Uma boa morte!
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Kenshin Himura Hoje à(s) 22:12

» Supernova
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Takamoto Lisandro Hoje à(s) 21:34

» I - O bêbado e o soldado
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Masques Hoje à(s) 20:39

» Capítulo I: Raízes Perdidas
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor ADM.Tidus Hoje à(s) 20:30

» Apresentação 6 ~ Falência Bombástica
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Furry Hoje à(s) 20:10

» [Kit - Makei] Red Saber/Mordred Pendragon
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Volker Hoje à(s) 20:06

» [E.M] - Gostosuras e Travessuras
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Achiles Hoje à(s) 19:27

» Drake Fateburn
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor CrowKuro Hoje à(s) 18:59

» Hermínia Hetelvine
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor ADM.Noskire Hoje à(s) 18:51

» Akira Suzuki
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor ADM.Noskire Hoje à(s) 18:49

» Sette Bello
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor ADM.Noskire Hoje à(s) 18:46

» Bell Farest
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Far Hoje à(s) 18:43

» Alipheese Fateburn
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor GM.Alipheese Hoje à(s) 18:31

» As mil espadas - As mil aranhas
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Noelle Hoje à(s) 18:08

» The One Above All - Ato 2
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Thomas Kenway Hoje à(s) 17:54

» Seasons: Road to New World
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor GM.Muffatu Hoje à(s) 17:28

» Cap. 2 - The Enemy Within
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Takamoto Lisandro Hoje à(s) 17:04

» Enuma Elish
O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Emptypor Thomas Kenway Hoje à(s) 16:28



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG
Pokémon Adventure RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 O lobo em pele de cordeiro

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 62
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Empty
MensagemAssunto: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 4 EmptySeg 31 Out 2016, 15:43

Relembrando a primeira mensagem :

O lobo em pele de cordeiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Jack Dracul. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Bernstein
Civil
Civil


Data de inscrição : 27/03/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 4 EmptyTer 22 Nov 2016, 20:14


Que belíssfyiuasyufimo sangue tem o senhor. Sorriu antes de tirar a sedenta ponta de aço da nuca daquele pobre e morto homem. Raspou a garganta e cuspiu, brandiu a lança no ar e deixou-a cuspir as impurezas vermelhas que maculavam sua metálica cabeça. Sentiu dor, mas ignorou.

Manteve-se quieto quanto aos outros dois: não tinha interesse em trocar palavras, mas tinha em seguí-los, descobrir o que tramavam, o que queriam e o que fariam. Jogou a haste atrás da nuca e os pulsos atrás da haste, carregando a extensa arma como um desleixo torpe. Correria, sempre ao encalço da dupla de ceifeiros que tão majestosamente bailava suas lâminas curvas pelos ares. "Elegância pura, devo aprender com tuas breves manobras sublimes com suas acompanhantes." Admirou e aprendeu, era elegante com seus atos, vestes e palavras, mas armas tão vis não mereciam tamanha dedicação, não até agora.

Com enorme pesar, traspassaria a ponta de aço da lança através das costas das roupas, improvisando um suporte que prejudicaria a beleza de seus trajes, mas o daria liberdade para o que viria a seguir. Não sabia escalar, mas adaptação era um dom exclusivo que o levaria ao êxito em qualquer coisa que fizesse. Agarraria qualquer parte possível da mureta e contrairia os músculos dos longos braços para, posteriormente, liberar a força acumulada e me jogar para cima, onde meus pés pudessem acomodar minha esbelta presença.

Acompanharia-os enquanto pudesse, e assim que estivesse sobre a mesma superfícia dos dois, traria de volta às mãos de tamanho incomum a haste da esguia arma, aproximaria-a de minha boca e selaria meus lábios consigo, beijando-a com um dançar de língua bizarro, mas emocionante. "É assim que se deve tratar uma arma?" Flexão, força, disparo: correria para manter-se junto, e repetiria qualquer movimento que fizessem para chegar a algum destino, sempre adaptando-os aos seus trejeitos.

Ora, queiram introfhuauhraduzir esta parte metáuahurhuablica no epicentro de suas graciosas nádegas, inúteis. As palavras calmas ilustrariam infielmente as ações: dançaria a delgada haste pelos ares, rasgando-o com veemência em busca de carne para saciar a donzela que agraciava-lhe as mãos com sua existência, seu dente de aço único rasgaria pele, tendões, veias e nervos como se fossem de papel, e encerraria vidas como um tigre faz com gazelas: estava apenas se alimentando.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Nosferatu Zodd
Civil
Civil
Nosferatu Zodd

Créditos : 13
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 4 10010
Data de inscrição : 21/09/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 4 EmptyQua 23 Nov 2016, 07:00

O guarda gemia histericamente de dor pelo seu braço faltoso, mas Jack não estava satisfeito com apenas aquilo. Como um bom carrasco tinha de terminar o serviço de entregar sua alma, contudo não antes de fragmentá-la pelo simples prazer de ver um pecador sofrer. Bateu o cabo de sua foice em sua bochecha duas vezes e o pobre guarda abriu um dos olhos para ver se ainda estava diante seu algoz. Se tivesse forças se desesperaria, porém já tinha chegado à fase onde ele já aceitava o seu destino e apenas torcia para que não fosse o mais cruel.
O estripador num golpe mais potente bateu com mais força e o fez rodar no chão como um tronco, parando exatamente como ele queria, de costas. Naquele estado ele já alucinava, vendo a muralha destruída e começando a se arrastar em sua direção como se de alguma maneira a luz do sol que passava por entre a fenda fosse ajudá-lo com sua dor.
O anjo negro deixou que rastejasse por alguns segundos, até finalmente prender seu corpo ao solo com um único pisar, encaixando sua foice em seu pescoço e começando a conversar casualmente com os outros dois estopins da revolução.
Enquanto isso, Riagrart, conversava com o seu cadáver e o empurrava-o para que parasse de obstruir a ponta da sua lança. Brandiu a arma fazendo uma chuva de sangue quente respingar por todo o chão até tingir os calcanhares de Branco que pairava de costas entre o celestial e ele.
Nenhum dos outros dois parecia ser versado como o Jack, ou, pelo menos, não estavam com a mínima vontade de seguir suas cortesias num momento como aquele, mesmo assim ele continuou falando. Depois de se apresentar, falar um pouco, para as paredes das muralhas, e pegar a sua princesa, fez que ia embora, mas no caminho desistiu da ideia. Entregou a moça para o outro ceifador e colocou seu mirabolante plano em prática.
Tinha em mente a maneira mais inusitada de atravessar um labirinto de toda a história da humanidade. Inusitada e palpável. Sem sua foice em mãos, correu na direção do castelo e seu labirinto. Correu como um verdadeiro trovão alvo, onde suas madeixas ao vento dançavam a mesma dança que sua foice fazia antes de arrancar da carne dos seus inimigos o elixir da vida. No último momento, saltou uma vez para pegar impulso, como um bom circense faria, e no segundo saltou de verdade e ancorou as suas mãos no topo da muralha com a exímia força que apresentava em seus golpes. Puxou para as costas o peso de subida, até passar seu ombro e logo colocar o outro, dolorido pelo corte. A partir desse ponto, tudo já estava ganho, precisou forçar o músculo do peitoral para erguer seu corpo em um empurrar supinado, passou uma dar coxas e, quando viu, já estava de pé.
O lanceiro pensou fazer semelhante, mas por mais que conseguisse subir por sua altura e seus braços, não tinha o equilíbrio necessário para ficar lá em cima e cair de tão alto não seria bom para a sua saúde física ou mental. Logo, apenas não tentou subir e seguiu por baixo ao lado de Branco.
Lá de cima, Jack conseguia ver toda a extensão do labirinto e, sem sombra de dúvidas, passariam longos dias ali se não tivessem um mapa ou não fossem simplesmente geniais. O salão seguia para frente uma ou duas milhas, até desembocar para a esquerda em um único par de muros. Lá era o caminho que deviam seguir e usando da sua vasta capacidade de raciocínio logico, o celestial, foi desvendando aos poucos o caminho que deviam seguir até finalmente alcançarem o caminho que entrava pequeno na enorme parede de pedra bruta. Não demoravam mais do que uma hora fazendo isto, mas ao passarem pela fresta, o olheiro do grupo tinha de descer para prosseguir, se deparando um labirinto ainda maior e subindo novamente para guiar o grupo. Era bem mais complexo e o grupo acabou em becos sem saída uma dezena de vezes, contudo, em duas horas já atingiam o portão de ferro reforçado por pesadas correntes.
Jack e Riagrart removeram as correntes, Branco se apresentava e seguiram adentrando em um túnel rustico entralhado na pedra irregularmente, uma clara construção às pressas de uma guerra civil.
Continuaram, após o primeiros cem metros de puro breu e subida, o restante do caminho seguiu bem iluminado e menos íngreme com o passar do tempo. Nada habitava aquela gélida fissura na pedra, logo o percurso não teve quase nenhum obstáculo.
Andaram até que o terreno passasse dos quase quarenta e cinco graus de inclinação até o zero. Finalmente, vislumbrando ao horizonte uma silhueta de uma pequena partícula quadrada que cresceu até tornar-se uma verdadeira porta de ipê branco.
– Senhora, estou ouvindo dois policiais da nossa passagem secreta. Na verdade são três, um deles não faz barulho algum, aposto que é o Euron, o silencioso – a voz reverberou pelo corredor de pedra, vendo uma sombra dançar pela luz que escapava pela frente inferior da porta. – Tenho certeza que são policiais por carregam em si um forte odor de sangue. A luta lá fora deve ter sido realmente árdua!
Abriu a porta, viu os quatro e sua boca abertão não expressou menos que o mais notório espanto:
– Q-quem são vocês?
Não teve tempo de saber, o ceifador carmesim investiu ao mesmo tempo do lanceiro de braços longos. Pela diferença de alcance das armas e dos braços de cada um, primeiro a lâmina da lança furou a lateral esquerda das costelas do policial, mas rapidamente o ceifador atingiu o homem; na ida, degolou, na volta, desviou a carne de sua coxa.
– O que está acontecendo aqui? – Bradou uma imponente voz feminina, vindo da esquerda.
Histórico Jack:
 

Histórico Branco:
 

Histórico Riagrart:
 

____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 4 EmptyQua 23 Nov 2016, 16:16

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Dois lados de uma mesma moeda; vida e morte, marcos de início e fim, tão efêmeros quanto lânguidas labaredas sem um pavio para alimentar sua essência. O elixir da vida tornava-se fugaz aos olhos do estripador mais uma vez, mas, nessa, não era o detentor do brandir da morte. Visualizou uma magnífica coreografia onde no linear máximo uma chuva de um carmesim quente voava junto aos bailarinos. A mais formosa dança que os olhos de um homem pode ver, o bailar da vida e da morte. No fim, nada sobraria; tudo remete ao mais perfeito vermelho, a linda chuva quente que apenas os mais esplêndidos dançarinos da morte conseguiriam arrancar.

Naquele instante teve certeza que não estava rodeado de animais cegos que almejavam o pináculo, mas receavam a avidez da trilha que teriam de tomar. Ao seu encalço tinha as duas mais temíveis e ferozes bestas, com seus olhos atentos ao menor vento do acaso para cravar suas presas no primeiro sinal de um desavisado. Como esperado, abocanharam, como cascavéis, enraizando o brilhante aço no corpo que já decorria para apenas uma obsoleta matéria desprovida de vida. Morderam com presas dentadas não em suas bocas, as duas feras aos seus flancos carregavam-nas em suas mãos, reencarnadas em madeira e aço. Objetos tão bem manuseados que não podiam ser intitulados apenas como armas, eram partes da matéria viva que compunha os outros dois, como sua foice era parte dele. Pela primeira vez, conheceu homens que não temeriam nada que entrassem em seu caminho. Nada escaparia dos seus respectivos botes, mortais botes. Não tinham nada a temer.

Vislumbrava o corpo desfalecido e quase se arrependeu de não ter participado da purgação contra aquela pobre alma, mas escutou a voz de uma dama que o impedia por completo de se amargurar. Teve certeza entre a unicidade do aveludado tom de voz feminino que poderia levar uma alma pecadora para o céu se fizesse o verdadeiro ritual para isto: o festim rubro e o sorriso carmesim em sua face. Despertaria a foice do seu triste descanso em suas costas, empunhando-a com sua canhota. Sorriu sadicamente e em um brandir único e preciso, com o seu corpo já excitado com a ideia de manchar o seu rosto com o doce sangue de uma fêmea, floresceria uma meia lua de baixo para cima girando, no percurso, o cabo da foice para que golpeasse seu inimigo com a parte de madeira. Mirava o queixo do cadáver com o simples objetivo de projetá-lo para trás. Errar o golpe era quase impossível quando se trata de um inimigo já sem sua alma agarrada à sua carne, outrora, se preciso, golpearia uma segunda vez.

Deixaria que o corpo caísse primeiro, ele seria o tapete vermelho para que a celebridade entrasse no recinto. Nada mais combinaria com o estripador do que ter um corpo como a tapeçaria. Seu baque surdo contra o solo seria acompanhado com as audaciosas batidas dos saltos de Jack contra a pedra bruta até que finalmente encontrasse o seu novo tapete. Pararia um passo antes de atingir a cabeça do homem, esperando já estar visível para todos dentro daquele recinto. Simularia um passo, contudo tinha apenas a intenção de pisar contra a face do corpo e aos poucos forçá-la contra o solo. Abriria os braços, levando a mão livre até a sua cartola e a outra até as costas e se reverenciaria:

– Bom dia, senhores. Um dia cheio, não? Chamam-me de Jack Dracul... Bradaria um pouco mais alto do que realmente pretendia fazê-lo, enquanto forçava sua voz a uma nítida eloquência fajuta, para que todos ouvissem o que ele tinha a proferir, mantendo sempre a voz calma e liberta de preocupações que sempre teve. No fim, atiraria sua cartola para o alto, apenas para fazer sua apresentação a mais memorável possível e, quem sabe não, distrair a quantidade indeterminada de oponentes que podiam estar espreitando o trio. Antes mesmo de terminar sua última frase, jogaria seu corpo para o lado que nascia a voz da dama, em um salto, e iniciaria uma corrida no máximo de sua capacidade fisiológica.

– Mas podem me chamar apenas de Estripador. Balbuciaria nos primeiros passos na corrida, um tanto mais baixo do que a primeira frase, por estar focando boa parte da sua desenvoltura cardiorrespiratória para descrever a melhor corrida de toda a sua vida. Evitaria gastar muita energia na investida inicial, mas usaria do linear máximo de movimentação que achava capaz, apenas, durante tempo que tinha total certeza que seu corpo ainda aguentaria uma luta sem um final predeterminado ou um número fixo de quantos teria de cortar com sua foice. Correria, incialmente em linha reta, mas caso notasse que a linha inimiga usufruía do porte de armas de fogo ou qualquer variação de arma de longo alcance, usaria seus dotes circenses para impulsionar seu corpo de um lado ao outro, a cada meia dúzia de passadas. Evitaria brandir sua foice desnecessariamente, outrora se encontrasse algum inimigo no caminho, golpeá-los-ia com cortes diagonais nascidos de baixo para cima e com apenas a mão esquerda brandindo a foice.

Correria até saltar, momento que ocorreria entre cinco e três metros de distância da moça cuja voz o convocou. Impulsionaria o seu corpo para descrever um salto e, no ar, inclinaria o dorso até ficar a trinta graus em relação ao chão. Arquearia a perna esquerda e projetar-se-ia para um giro ao jogar sua perna para trás. Tentaria girar o máximo de vezes até atingir o alvo em questão, para ganhar mais velocidade para seu corte. Durante o flexionar do joelho esquerdo seguraria a foice com as duas mãos e a colocaria na horizontal na altura do fim de suas costelas. Com o salto, o posicionamento da foice e o giro, descreveria um golpe diagonal de cima para baixo que visava acertar em alguma área próxima ao ombro. Acertando ou não o golpe, pousaria sob a ponta do pé esquerdo que logo impulsionaria o ceifador para um recuo.

Em sua cabeça tinha um plano de evasão que poderia ser aplicado em qualquer instante que notasse algum movimento hostil: curvaria sua coluna para frente ou rolaria quando atacado por golpes acima da cintura que não fossem verticais, daria um salto mortal para trás sem sair do lugar para outros que visassem suas pernas e, para os verticais, saltaria para o lado esquerdo se esse fosse o mais favorável, se não para o outro. Na hipótese de encontrar muitos oponentes com armas de fogo procuraria um local um pudesse usá-lo como cobertura para os disparos.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]




Última edição por Hidan em Qui 24 Nov 2016, 06:38, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Marvolo
Civil
Civil
Marvolo

Créditos : 13
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 4 10010
Masculino Data de inscrição : 08/01/2013

O lobo em pele de cordeiro - Página 4 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 4 EmptyQua 23 Nov 2016, 17:50

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Vento parecia subir, mas era ele quem descia. Guiava-se para o chão como um míssil, manipulado pelo prazer da gravidade que o fazia manter aquele trajeto. Dessa vez, eu consegui. O kimono feminino abraçava e aconchegava como se estivesse aos braços de sua amada que nem sequer existia. Estava imerso, profundamente, em calma.

Ouviu o uivar de seu corpo ao vento e sentiu-se tão leve como uma pena, tão inerte quanto uma rocha e tão sereno quanto um lago cujas águas agem como o mais fiel dos espelhos, sem ousar oscilar por um milésimo sequer. Um verdadeiro caçador age silenciosamente. Fechou o olho bom que agraciava os céus com sua atenção e deixou que a escuridão se apoderasse da visão, mas aos poucos, à medida que caía, entorpeceu por si mesmo seus sentidos: não via, enxergava, cheirava ou sentia nada. Estava perto do fim, perto do seu destino inevitável e almejado objetivo: a morte, o fim, o fundo.

Abstenho-me agora desse mundo vil. Pensamentos tão sutis quanto serpentes, tão insignificantes quanto insetos e tão pesados quanto navios. Liberto-me do sofrimento e da dor, irmãos gêmeos da vida que brevemente não sustentará mais meu corpo e mente. Talvez estivesse calmo demais para alguém prestes a morrer, mas não se importava: temer a morte é uma virtude que só os mais parvos têm, mas se entregar a ela é a decisão que o mais sábios dos homens relutaria em tomar. Entrego-me aos braços do vazio, que me tomem todos os males e me engulam para que torne-me parte disso, para que chegue ao derradeiro fim. A cor calma e pacífica da salvação o envolve. Silêncio. Já está do outro lado. Entrego-me ao esquecimento, agora e sempre.

Um baque surdo.

Fim.

____________________________________________________