One Piece RPG
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» Arriscando a sua vida pelo objetivo - O Despertar do Rei da Destruição
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Jean Fraga Hoje à(s) 17:44

» Enuma Elish
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor GM.Alipheese Hoje à(s) 17:09

» A inconsistência do Mágico
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Jean Fraga Hoje à(s) 16:34

» Mep-Ruriel
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Ruriel o Ruivo Hoje à(s) 16:28

» [Mini-Ruriel]
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Ruriel o Ruivo Hoje à(s) 16:24

» O Regresso do Anjo Torto
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor DanJo Hoje à(s) 15:18

» Meu nome é Mike Brigss
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Shiro Hoje à(s) 14:38

» [E.M] - Gostosuras e Travessuras
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Thomas Kenway Hoje à(s) 14:05

» [MINI - Gates] O Pantera Negra
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Ryoma Hoje à(s) 13:46

» Xeque - Mate - Parte 1
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor TheJoker Hoje à(s) 13:31

» Art. 4 - Rejected by the heavens
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Kenshin Himura Hoje à(s) 12:50

» Apresentação 6 ~ Falência Bombástica
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Furry Hoje à(s) 11:20

» [M.E.P] Joe Blow
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Joe Blow Hoje à(s) 09:56

» [Mini-Aventura] Joe Blow
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Joe Blow Hoje à(s) 09:55

» Livro Um - Atitudes que dão poder
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor gmasterX Hoje à(s) 09:54

» [M.E.P] Veruir
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Veruir Hoje à(s) 08:16

» [Mini-Aventura] Veruir
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Veruir Hoje à(s) 08:14

» Mise en place
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor arthurbrag Hoje à(s) 07:24

» I - A Whole New World
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Makei Hoje à(s) 07:01

» ブルーベリーパイ ~ Blueberry Pie
O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Emptypor Skÿller Hoje à(s) 04:45



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG
Pokémon Adventure RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 O lobo em pele de cordeiro

Ir em baixo 
Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 62
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptySeg 31 Out 2016, 16:43

Relembrando a primeira mensagem :

O lobo em pele de cordeiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Jack Dracul. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo

AutorMensagem
Hidan
Civil
Civil


Data de inscrição : 09/01/2013

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptySex 18 Nov 2016, 23:08

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
A lâmina subia numa majestosa dança purgatória. Penetrando e rompendo carne e osso como se insignificantes fossem. Rasgava e trazia consigo a libertação do vermelho de dentro da pele. Rubro nascido de um corte simples, uníssono e perfeitamente lindo. Insignificante. Um brandir belo, mas não mais puro. Desolador. O carmesim liberto escorria pela lâmina prateada, embebedando a foice, que antes tinha sede de um sangue errôneo, com o verdadeiro vermelho que ela merecia. Devidamente corrompida aos olhos dos mortais, mas, ainda sim, perfeita. Como toda a purgação no mundo deveria ser. A mais pura simplicidade, necessária para taxar o quanto a vida de um pecador valia pouco aos olhos do deus que Jack brandia sua lâmina. O quanto um corrompido merecia não mais que sofrer no purgatório que os circundavam. Sofrer perante o santo carrasco.

Entre o casamento da prata e do carmesim, do esvoaçar das penas negras e das madeixas alvas, o espetáculo se estabelecia. A plateia olhava-o de soslaio ao notarem o clímax. Nada mais que o esperado. A apresentação pública do Estripador não era um fato muito corriqueiro. Mas logo o desfecho precisaria florescer, e, sem sombra de dúvidas, traria consigo não mais que o caos. Eminente caos. Afinal, não era de se esperar uma reação mais branda diante do assassino da única diversão dos plebeus. O detentor da foice que ceifava mãe, irmãs e filhas; sem escrúpulos. O diabo em forma de anjo, que jurava aos céus que tinha o melhor dos motivos para ser o famigerado assassino. Os fatos cantavam uníssono que o estopim da calamidade pública era eminente a todos. A todos, menos ao simpático sorriso do ceifador, que por mais eminente que fosse o estopim do caos não refletia as feições de Jack. Mantinha-se ereto, cortês e, devidamente, despreocupado. Não era de o seu feitio permitir que qualquer preocupação escapasse, mas, naquele caso em específico, era um feito notável a qualquer ser de sangue quente. Quem sabe sua cruzada ao pecado já tivesse consumido o calor dele há muito.

O algoz da dança da morte germinava como o delgado feixe de sangue que escorria do seu ombro esquerdo na abertura do seu sobretudo. Fitou-o estimando o quanto seria difícil fazer uma pele humana chegar a aquela cor outra vez e quase perdeu o seu sorriso. Quase. Jack não se importaria nem um pouco de ter de travar uma justa contra plebeus moribundos de fome, mas suas roupas eram utensílios importantes para uma criatura que se intitulava como um nobre. Se ateu a segurar a foice apenas com a mão esquerda e tateou o seu peito em busca dos caros colares de pérolas que estimava quase tanto quanto suas roupas de couro humano. Bufou de alivio no instante que sentiu as pequenas contas com as pontas dos dedos e, finalmente, voltou à donzela que o tinha trago ali. Olhá-la-ia com cuidado, demonstrando o um sorriso meigo nos seus finos lábios rosados e caminhando com calma em sua direção. Ao se aproximar o necessário, tiraria sua cartola em seu movimento cordial de coloca-la sob o peito e se reverenciar.

– Mil perdões por tê-la amedrontado, mademoiselle. Ouvi o cantar do pássaro errado, mas o meu bom Deus me trousse a luz da verdade. Compreendo seu temor quanto a mim, mas não posso abandoná-la aqui. Temo que permanecendo aqui a coloque numa situação onde a olhem como simpatizante do estripador. Bem... na melhor das hipóteses, não a deflorarão antes de ceifarem sua vida... peço que compreenda. Balbuciava incerto, ainda encabulado por tê-la como uma pecadora quanto o homem que tentará o controlar era o verdadeiro mal. Em sua cabeça, não detinha completo controle do que devia fazer dali em diante, mas de certa dois fatos iriam guiá-lo ao inevitável: purificar e, agora, resguardar.

O ceifador sabia que tinha o dever com sua moral de proteger a fiel. Sabia, também, que ela não permitiria que ele a carregasse sem lutar contra. E nisto o contraditório Jack Dracul nasceria. Iria sim ajudá-la. Sem nem mesmo pestanejar, ajudaria, mas à sua moda. À moda controversa do estripador de justificar seu meio conturbado de atingir seu inalcançável bem maior. Doeria tanto nele quanto nela, mas era a atitude mais viável para os dois. Ainda sorrindo e sendo gentil, giraria seu punho para que a foice fosse apontada para o lado contrário ao que o movimento e descreveria uma meia lua visando acertar a lateral da sua cabeça forte o suficiente para que a desmaiasse, mas nada que arrancasse sangue de sua carne. Descreveria o golpe, justamente, com o braço que a munição rasgara sutilmente sua pele para que a lesão censurasse o seu movimento e a golpearia com a madeira da foice. Arderia num aviso de que aquilo doía tanto nele quanto na moça. Arderia para mostrar que a dor dela, uma fiel do seu deus único e potente, também era uma dor dele.

Sabia o quanto seriam visados, por isto a todo o instante estaria preparado para evadir golpes que possam vir a ocorrer tanto a ele quanto a sua protegida. No segundo caso, Jack iria pegá-la no colo, o mais rápido possível, e a colocar sob seu ombro direito, firmando seu corpo ao alçar suas coxas com o antebraço e firmaria. No restante ou após tê-la ao colo, efetuaria evasões para as laterais, visando sempre à esquerda, saltando para trás contra golpes que não fosse possível evadir. Evitaria movimentos muito bruscos para evitar quedas pelo peso excedente que carregava ou lesões tanto a ele quanto à moça. Em último caso tentaria contrapor um golpe com outro, mesmo não sendo tão capaz de descrever bloqueios, seria uma última medida, talvez, desesperada.

Com a moça em seu ombro, se ateria a correr mantendo o seu equilíbrio. Não seria uma tarefa tão requisitada quanto se trata de um acrobata treinado. Sabia muito bem que teria que jogar o seu peso para o lado oposto ao que pairava a moça para que, assim, consiga correr com mais facilidade, pois, ao fazer isto, balancearia o seu o lado mais pesada, voltando, quase, ao normal. Correria em uma velocidade que ele tinha certeza de que conseguiria manter o ritmo por um bom tempo e evitaria ao máximo ter que parar para descansar. Se necessário descansaria durante um leve trote, onde se ateria a concentrar-se em sua respiração para que consiga estabilizar seu estado de fatiga um tanto mais fugaz. Seguiria o rapaz de terno até perdê-lo totalmente de vista ou encontra-lo. Teria de passar pelo prostíbulo, pois era exatamente aquele o lugar que o rapaz de terno tinha entrado. Jack sabia que ele tinha o dever de purificar aquelas mulheres, mas aquele não seria o momento para o ato. Ele estava em uma perseguição e não era chamado de “Estripador” por conceder purificações indolores. Ele precisava de tempo para que sua purgação fosse boa o suficiente para que o reino do seu deus aceitasse a pecadora. Além, de ser necessário que elas entrem ao céu com um sorriso em seus rostos, que mortas, perdem-no instantaneamente.


Última edição por Hidan em Dom 20 Nov 2016, 03:06, editado 1 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
Branco Pondus
Membro
Membro
Branco Pondus

Créditos : 6
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Data de inscrição : 28/10/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptySab 19 Nov 2016, 13:13

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

< Do brusco calor em caos, tudo se organizou, em uma falsamente plena dança, os corpos e os planetas, o espaço, o tempo, nós. E no âmbito dessa dança, em força oposta fiz-me são, para com toda essa bosta, salvar-nos todos na escuridão. >


A dança.

Fui bloqueado, para a minha surpresa. Nossas silhuetas no chão já tentavam ser mais poesia do que o sangue bombeando o frenesi, meu mais antigo e incolor, ódio brusco carmesim, mascarado dentre meu sangue, explodindo em tua direção: Ó, filho da puta. A frustração era indigna de participar dessa dança caótica da minha cabeça, não pretendia desistir da causa, e a minha pena, tão honrosa, iria, sim, purificar essas vidas coitadas, para aquecer a lâmina, como um sacrifício, em nome da paz. Vocês não entendem a paz.

A fuga das figuras quentes, nesse mar de olhares para conosco, pareceu um convite, repente, como se o ar deslocado pelos seus corpos criasse um caminho colorido e gritante para seguirmos.
Os pobres espectros ignorantes ao nosso redor, como se figurantes de um filme triste, nos acusavam mentalmente de enfarruscados de maldade, eu tinha certeza disso, mas eles não entendiam, eles não precisavam entender: Deixem que eu cuido do futuro de vocês, dóceis insetos,  a dor acabará em breve.

Apesar do desejo imenso de seguir os nossos anteriormente adotados inimigos, eu encarei um pouco o outro ceifeiro. Ele parecia ter nobreza e até um pouco de, disfarçado, caos, quase como se fosse um defunto andante, como eu, purificando as almas, sem ninguém além dele mesmo para entender-lhe. Eu senti que ardia, mas não na pele, por além dos buracos ou cortes, por debaixo do terno e da carne: Ele também sofria. Não? Impossível, todos sofremos, mas, ainda assim, ele parecia ter um propósito maior e minha pena não seria suficiente para matá-lo.

Me perco um pouco em pensamentos. Meus pés, surrados, fingindo delicadeza e rentes, fingindo desequilíbrio, permearam o ângulo do chão, agora em uma posição menos ofensiva, mesmo que eu estivesse pronto para cortar a garganta da fêmea. Ela brilhava dor, em uma beleza horrível, em um pedido estérico por um fim. Ah, é uma pena. Eu deixaria, confiante para com ele, que o outro ceifeiro purificasse-a. Ele conversava com ela, parecia prepara-la para o inevitável: Seria lindo ver o trabalho de outra ferramenta da paz. Quase mudei de expressão.

Meu esperar pareceu uma piada quando o homem desmaiou a fêmea e colocou-a nas costas: Me senti traído, mesmo nunca tendo falado com a figura antes, as nossas presenças pareciam já ter negociado os atos futuros, mas isso foi apenas uma ilusão. Se ele corresse eu correria atrás, com a foice na ofensiva. Em busca de alguma oportunidade de cortar a menina e me comunicar com o ceifeiro.
OFF:
 


Objetivos:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Bernstein
Civil
Civil
Bernstein

Créditos : Zero
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Banido10
Data de inscrição : 27/03/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyDom 20 Nov 2016, 05:17

A frustração da primeira peripécia do dia ter falhado era apenas um sentimento que um simples principiante sentiria. “Não era esse o alvo que o destino tinha transcrito ao meu nome...”. O aroma fétido dos seres marinhos ao sol, não mais tomavam suas narinas. Para ele, o único aroma que invadira suas narinas era o da curiosidade. A necessidade da investigação. O prazer da descoberta. Precisava entender o quanto as duas criaturas que ao seu encalço atacaram o, atual, maneta eram, ou não, dignas de seu tempo. Precisava, mas não podia. O flagelo de não ter cumprido êxito na sua primeira “trollada” era não menos do que sufocante. “quem? Quem? Quem?”. Correria os olhos como um trovão ao seu arredor, e, apenas na segunda ida-e-volta seus globos oculares beberam do ensopado de gordura e sangue estirado à sua frente.

Entreviu o corpo atirado à sua frente. Tingido a um rubro em uma cena onde parecia uma baleia próxima ao abate. A cena era igual. Até mesmo o algoz da sua putrefez existência existia para arrancar a vida de sua carne por um instrumento tão moribundo quanto, a simples maneira que o destino julgava ser o fatídico capuz que lhe servia tão bem ao embarcar à morte; na baleia um arpão, nele a estaca de madeira. “Entendi quem você quer, sor destino...”. Remetia ao pronome de tratamento respeitoso ao destino que a pouco não considerava, apenas por soar tão belo quando o escutava ecoar pelas paredes do seu crânio. Imediato ao pensamento, um sorriso malicioso floresceria por entre sua fenda bucal e uma maligna sombra serviria como a mais corrompida dentre as diademas a toda região rente às têmporas de Riagrart.

Iria mover-se no pequeno instante que o casal de ceifadores e a celestial tinham seus assuntos a tratar, dando a volta do trio e seguindo sorrateiramente até o obeso. Iria para a lateral, envolveria com as falanges dos dedos o pedaço de madeira podre e, agora, fétida a sangue e arrancaria a estaca que o empalara, esquivando do possível esguicho de sangue que a acompanhasse para o lado direito e visando não ter nenhuma farpa presa aos seus dedos durante o ato. Teria de fazer o mais rápido que conseguisse, para, assim, conseguir seguir o curioso trio. Com a estaca em mãos, usaria sua mão mais prendada para que desenhar longos bigodes na carne abaixo das narinas, bigodes que se prolongariam em um caracol por parte das suas bochechas e em sua tenta escrever não mais do que um rapaz, gordo, nu em um prostibulo era. Fra... cas... sa... do!”.

Riria, num escarnio surdo-mudo, mas, mesmo assim, riria. Conhecia um pouco da sua vizinhança para saber que não gostavam tanto assim das suas fenomenais brincadeiras, a incerteza do que fariam quando o seu sangue já estivesse quente quanto ao fato de descobrirem quem era o famigerado estripador o deixava incerto se gostaria mais ou menos de sua peripécia. Quando a dupla, finalmente, se atese a correr, os seguiria em uma distância segura até o momento que fosse possível entender o que os três fariam com o homem e, esperaria uma nova oportunidade do destino para conseguir uma nova “trollagem” tão boa quanto a sua primeira. Sem dúvidas, a ideia do balde de peixes não teria sido tão hilariante com o ocorrido com o gordo imberbe, que, agora, estava barbado e coroado com o adjetivo que lhe cabia.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Nosferatu Zodd
Civil
Civil
Nosferatu Zodd

Créditos : 13
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Data de inscrição : 21/09/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyDom 20 Nov 2016, 10:43

O celestial parecia não muito contente com o tiro. Não era nem mesmo pela lesão em sua pele clara como neve, mas, sim, por sua tão preciosa vestimenta. Não tinha muito tempo para sepultar a parte da sua vestimenta que fora perdida no primeiro assalto, a população já estava percebendo aos poucos o que o clímax com a revelação da identidade do estripador, devia resultar em uma caçada popular contra o monstro. Sem demora, ele descrevia um percurso calmo na direção da celestial com o vestido tingido a sangue. A ex-prostituta e atual princesa, se contorcia tentando lutar, em vão, com muita dor latente em sua perna para sair da rota de caminhada do estripador. Seu rosto não demonstrava menos que o terror, o mais puro receio de encarar a face da morte e a morte ser tão bela ao ponto de nausear.
Ó céus, o que fizeste para merecer tanto fel para adoçar minha vida, meu Deus?
Vê-lo sorrindo e andando majestosamente, não era nada fácil. Seu corpo tremia dos pés à cabeça. Aos poucos ele se aproximava e após uma tênue batalha contra os cavaleiros da dor que galopavam por toda a sua coxa desfiada pela madeira, ela se arrastou um pouco, mas logo sentiu o baque contra a parede que limitada todo o sofrido processo de fuga. Ao lado de tudo isso, Branco torcia ao inevitável, quase salivando de satisfação ao já imaginar a purificação que o Jack Estripador faria. E a sombra deles Riagrart rastejava atrás da sua diversão macabra.
Tudo seguia como um lindo roteiro de filme. Havia tantos espectadores quando os olhos de cada um contassem e tantos aromas podres que nem mesmo o carpinteiro com seu nariz afiado conseguia distinguir se era a própria população ou o cheiro das paredes impregnadas ao depressivo aroma de peixe pobre. Tudo era lindo, até que entre as lágrimas que escorriam do rosto quando a mulher arfava e soluçava demais para responder o que o ceifador tinha a lhe dizer, uma foice nascia do movimento em arco do braço do ceifador. Uma foice do lado errado, que apenas serviu para baquear contra o crânio da moça ferida e levada ao, inevitável, amolecer.
Enquanto tudo isto acontecia, o carpinteiro circundou o espetáculo principal e seus respectivos três atores e se ateu à sua brincadeira profana. Tinha força de sobra para arrancar a estaca cravada à macia garganta do menino que não teria a chance de vislumbrar sua vida adulta ou, quem sabe, desposar do calor de uma dama. Arrancou-a, com o devido cuidado para não machucar sua mão como apenas um mestre na arte de manuseio de uma madeira teria e se focou em sua obra prima. Primeiro, o bigode, macabro bigode, que descia até iniciar um circuito circular por boa parte de suas bochechas. Por último, dava-lhe o título que julgava merecedor, escrevendo seu fracasso em sua testa.
Um simplório brandir sem corte que partiu as expectativas de Branco em duas. Imediatamente, o celestial coloca sua semelhante em seu ombro direito e se atreveu a uma corrida na direção do prostibulo. Ato que fez a maior parte das trabalhadoras se atirarem pelas janelas do primeiro andar, empurrando umas às outras para fugirem pelas janelas que levavam às laterais da construção, local onde o ceifador não passaria em sua procura ao homem-de-terno. Em segundos, o prostibulo estava vazio, apenas ocupado pela bagunça do desespero das moças para fugirem e um pelo rastro de sangue, digno, do corte no pulso que fizera há pouco.
O acaso unia o trio. Cada um, da sua maneira, tinha seu motivo de se aterem a correr. Suas próprias intenções e suas devidas desculpas, mas sem o tempero do acaso, nenhum deles teria o uníssono desejo de buscar algo que estava correndo. Jack, corria atrás de um pecador. Branco, buscava um anjo da morte que o trairá ao não ceifar uma alma. E, Riagrart, trotava em nome da sua exacerbada curiosidade. Dada à largada, os três correram. O primeiro deles, era Jack que conseguia se mover em sua velocidade máximo já no começo da corria, mas, aos poucos, era alcançado por Branco que se movia mais agilmente por não ter de carregar um corpo, e, pro último, espreitava Riagrart, curioso. O segundo tinha uma pretensão de cortar a moça que o primeiro carregava, já o terceiro apenas era o espectador daquilo tudo.
Seguiram o sangue até que ele desaguasse ao fim de todas as construções numa formação de um porto de pedra em meia-lua a frente dele. Em cada extremidade do arco portuário, existia um farol, resguardado por dezenas de vigilantes da tropa da cidade que entravam em desespero com a massa civil atrás dos três.
Na ramificação esquerda do porto, existia uma pequena estalagem onde uma fragata do governo mundial fazia sua manutenção com outra dupla dezena de guardas ao arredor. Na mesma direção, porém algumas centenas de metros a diante, nascia um cabo pedregoso que invadia a terra e resguardava uma estátua de nove metros do rei Faham Doroth III em uma posição imponente. A frente do trio pairava dois cais, um deles ocupado por uma pequena escuna de pescadores e, o outro, vazio.
A suas costas, tinham as casas e mais a esquerda uma pequena fortaleza da guarda da cidade construída após a Revolução dos Ingratos, servia tanto para intimidar conto para encurralar a população que seria tanto atacada pelo norte, das portas do castelo do rei, quanto pelo sul, na fortaleza. Depois de tantos anos sem revolta, o castelo estava quase abandonado, tendo pouco mais guardas do que tinha pão nas mesas dos moribundos da baixa cidade; em um dia de sorte, nove, num de azar, pouco mais que o dobro. Por cima de suas muralhas, entre, havia um quarto de dúzia de canhões entre as ameias da sua grossa muralha. Um local com um potencial de destruição ótimo, mas languido de tão poucos guardas.
Porto: ilustração.
O rapaz que o estripador perseguia estava entrando na fragata da marinha, sendo cuidadosamente atendido por um batalhão de médicos. Em seu rosto, não expressava nada e pelo gesticular sempre tentava acalmar os ânimos das enfermeiras e médicos que o atendiam desesperadamente. Não levou mais do que alguns instantes para que apontasse para o trio já com a mão enfaixada e levasse todos seus subordinados a começarem a abrir velas e colocarem o barco em posição para bombardeio em direção do estripador e dos outros três e, pior, da direção da cidade.
A massa que os guardas dos faróis viram, logo surgia aos olhos de todos. Centenas, se não, milhares. Carregando foices de fazendeiros, facões enferrujados, e, principalmente, archotes. Uma massa furiosa que bradava. “Peguem o estripador!”. “Eu vi o que os outros dois fizeram, um deles até cortou o rosto do pobre rapaz morto por ninguém mais que eles mesmos. Sem dúvidas são seguidores do estripador!”. “Peguem o estripador!”. “A moça está sendo sequestrada!”. “Peguem o estripador!”. “Não, ela é uma deles!”. “Peguem o estripador!”. “Peguem o estripador!”.
Não era como se não pudesse ser pior, o rapaz de características andrógenas, investia em um ataque na direção do celestial. Em meio ao caos, os perseguidos tentavam ceifar uns aos outros. Golpeou. Aa capacidade do atacante em efetivar golpes e a capacidade de evasão do defensor eram, quase, iguais, mas o diferencial naquele embate foi à proficiência do estripador em conseguir deferir acrobacias e sua aptidão em começar a se mover em sua velocidade máxima ainda no inicio do embate, não mais, que o suficiente para que o ceifador evadisse, mesmo carregando a donzela em seu ombro. Evadir, mas por pouco, fazendo com que a lâmina cortasse a centímetros do seu rosto e, quase amputando os pés da sua protegida. Algo os dizia que não era o melhor momento para isto.
Histórico Jack:
 

Histórico Branco:
 

Histórico Riagrart:
 

____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Bernstein
Civil
Civil
Bernstein

Créditos : Zero
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Banido10
Data de inscrição : 27/03/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyDom 20 Nov 2016, 21:34


Não consigo parar de seguí-los. Pensou, subjulgado pela curiosidade que sentava-se sobre seus ombros com o peso batendo toneladas; a satisfação estampada em seu sorriso perturbador ia se atuenando à medida que o tempo encobria a mais recente brincadeira. Ainda assim, traquinar um corpo morto, era, além de profano, de um humor negro digno de respeito, e era esse respeito que se estampava nos dentes enfileirados que compunham a mandíbula de Riagrart.

Brados, movimentos pesados e pretensiosos e posicionamento de embarcações. Ele sabia que não deveria estar ali naquele momento ou com aquelas pessoas, mas era a melhor pior situação que vivenciava em meses ou anos, e a abandonaria? Jamais. Conhecer Riagrart Eileean é uma arte, mas ninguém seria capaz de fazê-lo se ele estivesse morto, a não ser que fosse um necromante ou médium. Quando os lábios estavam juntos e retos novamente, deixou que a força das pernas o guiasse para dentro da fortaleza que pecava em guarnição.

Faria seu caminho adentro de uma maneira ou de outra: esperava encontrar algum ou alguns guardas lanceiros para tomar para si suas armas. Com licenahufhsoça, permita-me ficar com isso. E chocaria o antebraço esquerdo na haste de qualquer lança para desestabilizar o trajeto, o braço direito parecia uma serpente traiçoeira como a mais sedutora mulher, e enlaçaria-se pela haste até chegar às mãos que seguravam-na, forçando-as com todo seu arroubo. Caso não encontrasse nenhuma lança, permaneceria de mãos nuas e procuraria até em salas fechadas, as quais arrombaria as portas com qualquer pedacinho de metal que pudesse encontrar.

Assim que encontrasse a tão desejada arma, sentiria-se confortável como um bebê no colo macio e aconchegante de sua mãe, mas sua mãe teria uma cabeça de aço que perfura. Seguraria com a canhota pouco abaixo da metade da haste e a direita logo no final, os joelhos flexionariam brevemente, e as pernas como um todo se afastariam um pouco para dar firmeza ao corpo: os braços armados estariam, por fim, distantes do corpo, mas não a ponto de prejudicar seu desempenho, a guarda ou o equilíbrio físico. Realmrfuhaiuriente não quero matar vocês agora, embora eu devesse. Embora matar fosse uma atividade apreciável, não era como se fosse um serial killer ou um viciado nisso: simplesmente o fazia quando queria, e não queria o tempo todo.

O básico de seu estilo de combate era manter o corpo intacto e os inimigos destruídos; a soma da extensão da lança e dos braços era sua muralha, sua defesa. Estocaria e cortaria qualquer um que apresentasse ameaça naquela situação, e, bem, todos representavam. Direita para cima e canhota para baixo para bloquear investidas vindas da esquerda e direita para baixo e canhota para cima para bloquear a outra direção com a ponta da arma, que também era sua parte mais resistente. Alguém talvez conseguisse atravessar o padrão de distância defensiva, e caso o fizesse, retornaria a lança com a ponta da haste em sua direção, o alvo seria inicialmente um dos olhos, mas qualquer impacto com força máxima serviria. Em outros caso, manteria o padrão de estocadas e bloqueios, sempre tiraria a haste da arma do trajeto de golpes que pudessem quebrá-la.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyDom 20 Nov 2016, 22:51

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Via o pecador escorrer como areia por entre seus dedos e voar até o barco que já içava velas. Quis protestar, já tinha as palavras que gritaria arranhando sua garganta, mas sabia não ser cortês proferi-las. Não tinha nenhuma pretensão de desonrar, ainda mais, o nome dos da sua família. Dracul's... temeu por seus pais ao lembrar-se deles, mas torcia pelo seu genitor ainda ser tão bom no manuseio de foices quanto era há cinco anos. Mesmo tento certeza que não era. Quase se perdera em meio a devaneio tormentoso subseguistes a preocupação que tinha com seus últimos ente queridos, outrora não deixaria que soubessem a verdade. Não queria demonstrar fraqueza. Não deveria... não podia. Quis que tudo findasse e tudo findou num tumulto de som que afogou as últimas palavras presas à garganta, forçando-o às deglutir, virar abruptamente seu rosto na direção e ver o pior cenário possível. Um trovão ressoou. Ódio, desordem e raiva de um exército cuja bandeira era não menos que o fogo. O fogo que traria, logo, a aniquilação total do purgo sagrado de Jack. Um exército unido por uma causa. Um motim contra o medo que os comandará os últimos meses. Uma massa que declarava guerra ao estripador. Um aglomerado de pecadores. Almas que não mereciam sua purificação.

A foice dançou com o estripador. Ao som dos brados, bailaram a música que só ele e ela completariam, juntos, tão bem. Mas, tudo isso, ao avesso. Acolhida ao lado errado dos lençóis, a foice, a mais bela de todas as suas amantes, tinha-o traído. Inconfidente, tentava beber o seu sangue como uma hedionda e ardilosa felina, num beijo frio do aço, num golpe único, puro e virgem; promiscuo. Deferia seu pequeno ato, fazendo-o recuar com o olhar incerto ao entender que o balé transcorria errado, com o sorriso perdido no profundo prateado que há pouco passava rente à sua face. Suas vistas mordiscavam o cabo da foice num serpentear e bambolearam até uma moça. Linda, moça, que os prendeu como amarras apertadas. Detinha nas profundezas dos seus olhos estertores mudos da podridão de uma alma desolada, em uma cor viva de ouro fosco que transmitia nada que se não morte. Subiu os olhos, sutilmente, e em suas madeixas, confirmou nada mais, que a desordem dos seus olhos numa cor heterogênea dominada pelo carmesim que ainda bebericava o negro em suas raízes. Via, em suma, o caos reencarnado. O santo caos encarnado. Não menos que ele, santa, uma mensageira do seu deus; outro detentor do estandarte da cruzada contra o pecado. Sorriria.

Um diálogo entre os dois podia ser bem útil, mas não era a hora. Trocando palavras cheias das melhores intenções entre tiros de canhões e um assalto de moribundos, não era bem a ideia de morte que o celestial tinha em mente. Deveria correr, mas nem mesmo Jack sabia qual das opções era a melhor. A morte a sua frente era eminente. Não era de se duvidar que os subordinados do de terno atirasse com os canhões se estabelecessem um embate contra a população revolta. Dardejaria a sua volta. Um cabo circundado por pedras; sem saída. Duas torres de segurança; povoadas por guardas. E um castelo; um castelo menos resguardado que as duas torres. Arfou sorridente, certamente não morreria ali. Não na praia. Já tinha em mente a mais prestigiada ação e não hesitaria. Se tivesse de morrer, que morresse de dentro do castelo usando os canhões para arrastar o máximo de almas para, dessa vez, o inferno. Era melhor travar uma justa onde suas chances de vitória são baixas do que outras cinco onde são nulas.

Acenaria com a cabeça na direção do castelo, para a menina detentora do caos o seguisse, e correria com todas as suas forças. Tinha de chegar lá antes da massa de populares engolisse-os. Ater-se-ia em usar da sua velocidade máxima o quanto conseguisse, até o destino, que não estava lá tão distante assim. Preocupando-se sempre em manter a garota estável usando e abusando da sua capacidade exacerbada de equilíbrio. Na hipótese de algum civil tentar contrapor sua corrida com o seu corpo e fosse impossível simplesmente contorná-lo, flexionaria o braço armado para trás e num brandir único e tão preciso quanto pudesse, descreveria um golpe horizontal na altura do pescoço do plebeu, com simples objetivo de decapitar o civil antes que ele fizesse qualquer ação. Mas se o inimigo estivesse transcrevendo um golpe contra Jack e este fosse eminente, descreveria o mesmo arco na horizontal só que, dessa vez, visaria cortar os antebraços do moribundo. Nos dois, seguiria correndo, acertando ou não. Repetindo, se necessário.

No caso de ser atacado durante a corrida, manteria a estratégia de esquivar, unicamente, com saltos para a esquerda, por ser seu melhor lado e ser quase involuntário esquivar para ele, ou ir para o oposto se notasse ser impossível evadir para a esquerda. No caso de golpes horizontais e suas derivações, se um simples salto não bastasse, curvaria o corpo para frente, tentando manter o equilíbrio necessário para não cair. Esquivas como rotações seriam descartadas, já que visava efetuar uma corrida com a sua velocidade máxima, um giro de quadril seria mais que o suficiente para levar ele e a moça ao chão com o excesso de peso proveniente do corpo inerte.

Chegando aos pés do castelo, buscaria notar se as portas estavam ou não abertas. Se não estivessem abertas, golpearia com a foice contra o portão se ele não fosse de um material muito resistente ou procuraria algum tipo de passagem secreta que, normalmente, existe em uma fortaleza, levando em conta que um lugar que abriga pessoas por tempo indeterminado deve ter algum tipo de saída de emergência para momentos calamitosos. Se a conseguisse de alguma maneira violar as muralhas da fortaleza, golpearia todos os guardas que visse da mesma maneira que no caso do plebeu. Para evitar confrontos extensos, tentaria matá-los num só brandir da sua foice. No fim, buscaria próximo à muralha algum tipo de estrutura que fechasse o portão. Se efetivo fosse colocaria a celestial ao lado e o mais rápido possível fecharia as portas. Fechando o portão buscaria por um local coberto para evitar que ele e sua protegida se tornassem um alvo fácil para atiradores ou arqueiros. Em todo caso, Jack colocaria a moça em algum lugar seguro e formaria uma área de proteção onde nenhum guarda deveria passar.

Seguraria a lâmina apenas com a mão esquerda, apontando a lâmina da foice para o seu inimigo e o seu cabo para o chão e descreveria um trajeto contra o primeiro guarda que visse tentar invadir sua área de resguardo. O golpe que nasceria apenas quando estivesse por volta de um metro e meio, nesse instante, Jack deferiria um salto e uma rotação, para assim, usufruir de sua lâmina para invadir numa diagonal de baixo para cima a carne do seu opositor. E, ainda girando, erguer a arma com as duas mãos para aproveitar da possível abertura do primeiro ataque num preciso golpe de cima para baixo após completar uma volta, golpeando para desmembrar um dos braços. Em suas evasões, faria igual na corrida, efetuando rotações de quadril para estocadas ou tiros e movendo o corpo da moça de lugar para esquivar por ela.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Branco Pondus
Membro
Membro
Branco Pondus

Créditos : 6
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Data de inscrição : 28/10/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptySeg 21 Nov 2016, 23:33

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

< ... >


Ah, ardia, e como ardia. Eu posso dizer que nunca ardeu tanto, mas seria uma mentira indigna de introduzir minhas ações seguintes. Meu coração tremia, um músculo necrosado que ainda contraia, tão frenético, para alimentar o defunto. Quase cintilava, dos meus pés à cabeça, pois as energias confundiam-se, mas ninguém poderia ver, viajava por além dos seus espectros. O meu espetáculo era anunciado, nas pupilas dilatadas e nos meus pelos arrepiados, e ninguém se esqueceria dele, não hoje. O arcanjo caído; a entidade vazia; o titã do silêncio; o grito que não soa: Meu único senhor, a dor, me ordenava seiva das veias daqueles que a sentem. Coitados.

Meu corpo delgado parecia ao olhar alheio uma folha de papel, uma sacola murcha, algo tão instável que cairia a qualquer momento, mas cada pisar naquele chão de lágrimas era a força imensurável do meu desejo, firme, pela destruição. Acompanhei o gosto do ceifador, cessando fogo para com a situação. Eu teria tempo para salvar a moça mais tarde. Ele parecia temente, mas minha confiança nele se comparava à confiança no meu arsenal de cortes: Graciosa. Eu defenderia seu corpo, como uma muralha: Que atravessassem meus órgãos, eles de nada valiam, minha chama não se apagaria nem no sopro dos fracos e nem no berro dos deuses. "Eu sou uma ferramenta", berrei internamente, em frenesi, imaginando o sorriso sádico que há muito tempo eu não sabia moldar. Eu corri na linha reta por detrás do homem, ainda não era tempo de ser seu escudo. Ele voltou a cabeça ao castelo, como se mandasse um sinal para mim, que eu aceitei de bom grado. O cenário era quase tão caótico quanto as estrelas, mas ainda assim os dois perdiam para mim: Apenas um homem, correndo, apático, para o esplendor, no seu mar de sangue e caos.

Eu seguiria o ceifador, pronto para atacar qualquer um que ousasse ser um obstáculo. Se qualquer um passasse por perto de mim eu ceifaria, em um corte horizontal reto, para não perder velocidade, tentando matar o máximo de pessoas possível, ainda seguindo Jack. Por estar atrás de Jack se alguém fosse eminentemente atacá-lo por trás eu cortaria, mirando nos braços, sem pensar duas vezes. Em momento algum eu desviaria, mas usaria cortes laterais para me livrar de qualquer obstáculo. Caso o homem conseguisse chegar às portas do castelo e tentasse abri-la a força, golpeando com a foice, eu faria o mesmo, sem trocar olhares com ele. Caso falhássemos ou, de qualquer forma, não tentássemos arrombar a porta, eu o seguiria, olhando para trás de vez em quando para o caso de alguém estar muito próximo, e, se estivesse, pararia rapidamente a minha corrida para desferir um golpe lateral nele e então voltaria a correr, seguindo o ceifador.


Vocês não podem me matar, eu já morri, em nome de vocês.

OFF:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Nosferatu Zodd
Civil
Civil
Nosferatu Zodd

Créditos : 13
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Data de inscrição : 21/09/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyTer 22 Nov 2016, 08:20

Entre o flerte dos dois assassinos, o curioso, e esperto, Riagrart, firmou-se na única corda que ligava do grupo imerso até o pescoço em um poço morte. Abriu largada e já estava bons metros de distância quando os ceifeiros correram atrás. Por ter sido o primeiro, o carpinteiro não teve quaisquer problemas quanto a intervenções de civis, estes que focavam mais suas atenções nos dois mensageiros da morte. Já com os dois, não foi tão fácil assim, eram ótimos no que faziam; matar. Mas juntos eram excepcionais, o destino fazia necessário algumas vítimas no objetivo uníssono dos dois.
Um grupo de civis se contrapôs à dupla, quatro moribundos, dois amparados em tochas e o restante em sua própria coragem. Num piscar de olhos, a cabeça do primeiro deles voou, fazendo o grupo abrir um corredor para Jack, sua donzela tão mole quanto uma boneca de pano e sua lâmina embebedada a sangue plebeu, numa fatídica armadilha, onde se fechavam às costas do estripador, tentando golpeá-lo pelas costas. Tão rápido quando o primeiro membro, outros dois abriram voo, libertos dos seus respectivos donos, após dois precisos golpes de Branco que amputava dois braços e afugentava o último. O ruivo podia notar que seu novo parceiro de guerra contra tudo e todos, por carregar a moça em suas costas, se cansou rápido e começou a trotar, contudo, sem muita demora, conseguiram alcançar o forte.
O primeiro a chegar foi o lanceiro, entrando sem muita dificuldade perante ao caos dentro da fortaleza dos soldados da guarda tentando se organizar para parar a horda de civil que, na visão deles, tinham preparado outra revolta. Entrando no lugar, se deparou com um pátio de treinamento onde na lateral direita subia uma escada que desembocava na direção da fortaleza indo para trás e para frente dava uma oportunidade de seguir para as muralhas que circundavam o forte. Abaixo da escada que seguia para a frente da muralha, havia um casebre de guarda com apenas um homem lá dentro, vestindo suas roupas às pressas após o soar do alarme indicando a revolta. Enfrente ao pátio estava a entrada para o castelo, sem nenhuma porta, pela desenvoltura das paredes, seus poucos mais de dois metros de altura e as várias entradas que conseguia ver, era algum tipo de labirinto para dificultar a perseguição de invasores.
Cinco homens corriam para as muralhas para ajudar outros quatro lá em cima com o manuseio dos canhões. Um tentava puxar a alavanca que faria o chão de madeira subir e trancá-los lá dentro com uma das mãos, na outra tinha uma lança que, sem pestanejar, o carpinteiro investiu para roubar a lança, em resposta, o fugaz guarda estocou sua coxa atingindo algo um pouco mais resistente que sua carne deveria ser e rasgando o bolso de sua calça, partindo em dois sua carteira e deixando-o um corte superficial, porém abrindo a brecha necessária para que ele puxasse a arma com seus longos braços e desarmasse o homem com sua força sobre-humana. Num movimento programando, estocou a nuca do inimigo que tentou fugir após perder sua arma, mas contra uma lança e os braços extremamente longos do humorista, uma fuga era a mais plena maneira de morrer covardemente.
No encalço do homem empalado pelo pescoço, os outros dois cavaleiros da morte chegavam. Jack colocava a sua semelhante aos pés da enorme alavanca de madeira e a puxava com as duas mãos, precisando jogar seu corpo para trás para efetivar o movimento, atiçando o ranger das engrenagens e o estalar das cordas que estavam sendo puxadas abruptamente. Lá fora, alguns civis tentava pular na plataforma que se erguia, muitos tentaram, poucos se firmaram e o único que conseguiu entrar era cortado do flanco ao pescoço por um golpe preciso do ruivo que guardava as costas do anjo. Levando-o a agonizar ao chão. Jack, por sua vez, investia contra o guarda do casebre. Que de calças nas mãos, no primeiro golpe já perdia uma de suas mãos por estar de lado e, no seguinte, tinha seu braço amputado.
Uma investida digna, mas tudo se esvaia quando com um baque surdo a muralha estremecia e atirava um dos guarda lá de cima que se partia no chão enquanto um celestial arrastava outro para dentro do casebre com o temor de ser alvejado por atiradores. O impacto veio após o alvejar de canhões, após o primeiro aconteceu dezenas de outros, criando rachaduras na muralha e uma chuva de corpos de guardas. Os gritos da população pareceram menores com o alvejar dos tiros, de certa, quase todos acertaram os plebeus que não tinham quaisquer defesas e uma parcela se esquecia da revolta contra o forte ao acontecer um boato de que o estripador estava dentro do barco e tudo aquilo era uma armadilha. Contudo, alguns, mesmo com as inúmeras baixas continuaram à perseguição e acabavam morrendo aos poucos pelos tiros que rapidamente abriram uma abertura na muralha que desabava diante dos olhos dos três, alguns até violavam as defesas, mas eram corpos sem vida, ou parte de um.
Por um segundo, os tiros paravam, mas eram acompanhados por uma saraivada de tiros de rifle e gritos de desespero da população que tinha se atirado ao mar para atacar o suposto estripador que pairava ao mar.
Em poucos minutos, todos da Baixa Cidade já tinham ouvido que o governo estava protegendo o estripador dentro de um barco da marinha e tão rápido como uma doença o boato envenenou toda a população que saíram de suas casas para lutar mais uma revolta. A Segunda Revolução dos Ingratos eclodia, tudo graças ao estripador e seus comparsas.
Histórico Jack:
 

Histórico Branco:
 

Histórico Riagrart:
 

____________________________________________________


[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyTer 22 Nov 2016, 16:41

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
A besta da balbúrdia abria suas asas e alçava voo, derramando seu véu caótico a todos os pobres seres que eclodiam uma revolução com os estandartes às avessas, lutando na frente errada da guerra. Tudo culminara ao mais deslumbrante pandemônio. Tudo graças a Jack. O Estripador nunca tivera qualquer pretensão de ter sua cruzada renascida em uma obra de arte, a praga era a única maneira de tê-lo vivo. A praga da aversão. A única maneira de fazer uma ferida parar de sangrar é cravando uma adaga mais forte, mas dessa vez, na causa da ferida. A adaga do pavor. O sentimento que atiça o mais vil dos sentimentos e abre uma feria que ulcera até tornar o imaculado lodoso. Lâmina que não precisa de ferimento algum para penetrar qualquer carne e paralisa-la por completo. Por mais que tentassem esquecer o temor, como esqueciam a felicidade, o medo era uma essência humana; jamais esqueceriam do estripador. Assim, do seu jeito torto, o Jack, o Estripador, faria história.

Imerso na chuva de pedras ecoou o canto que ruía tudo. As consequências da violação das defesas do forte não seriam degustadas tão rapidamente. Todos os nobres apreciarão aos poucos o sabor ácido de ver toda a fortaleza de títulos inúteis que construíram serem consumidas pelos plebeus mortos de fome ao seu redor. O desmanchar-se da muralha, simbolizava não só o fim do castelo que representava o marco final da revolta dos ingratos, contudo, sim, o estopim de outra revolução. Ao valsar dos impactos surdos e os densos estalos dos ossos dos soldados que voavam para sua inevitável morte ao chão já carregava o fétido e podre aroma da guerra, casando sangue e suor. Mas todos sabiam que tudo apenas pioraria, absolutamente, tudo culminaria ao apocalipse dos famintos moribundos. Ser o estripador em meio a tudo aquilo era o pior cenário possível.

Jack, inacreditavelmente despreocupado, olharia de soslaio o homem cujo amputara um dos braços há pouco. Iria bater com o cabo de sua foice no corpo prestes a morrer, para que acordasse se desmaiado e que começasse a rastejar com as costas para o teto do casebre, golpeando-o mais forte para virar, se necessário. Apreciaria sua definhar, lembrando que ele pretendia contrapor à vontade do seu deus. Deixaria que degustasse do prelúdio que teria para toda a eternidade com calma. Um pecador que teria o prazer de apreciar o inferno um pouco antes de ser enviado para ele, não menos que qualquer um dos civis lá fora mereceram ao serem bombardeados pelos canhões do corrupto governo. Apreciaria até, finalmente, pisar com força em suas costas, calmamente levaria a foice até o seu pescoço.

– Foi um notório prazer lutar ao lado dos senhores. Principalmente de você, jeune fille rouge, mas sinto que o espetáculo aqui já baixou suas cortinas. GUHEHE! Proferiu, na sua eloquência cortês e causal no seu tom de voz. Descreveria um breve aceno e saudaria com sua cartola ao mencionar o apelido que dera para a belíssima donzela de madeixas rubro-negras que conheceu no meio de uma valsa de foices. Perduraria o belo sorriso de sempre e gargalharia ao final do primeiro assalto de prosa, jogando o corpo para o lado e puxando sua foice para trás, desferindo um único golpe de baixo para cima, dado com segurança, para decapitar o guarda. Ele já tinha apreciado sua refeição de entrada para o inferno com por tempo suficiente. Em resposta ao brandir, observaria calado o sangue quente do corpo borrifar e tingir o solo da fortaleza na cor que Jack mais amava nos pecadores; o rubro fosco que apenas o sangue tinha.

– Essa é a minha deixa, antes que os plebeus se relembrem quem é o verdadeiro purgador ou invistam contra essa estrutura já arruinada. Ó, já ia me esquecendo, minha graça é Jack Dracul, contudo podem me chamar apenas de Estripador. Que Deus de graças a todos nós, com certeza necessitaremos. Bem, espero vê-los mais vezes. Encaixaria a foice na alça em suas costas e pegaria a moça e colocá-la-ia no ombro, seguindo para a única direção que a guerra não culminava: dentro da fortaleza. Olhou de longe e não entendeu muito bem as formas geométricas que se formavam lá dentro, devaneou incerto do que aquilo podia ser até entender claramente que tinha de ser um labirinto e no mesmo instante ter uma epifania.
 
– Bem, você, jeune fille rouge, poderia me ajudar com esse corpo? Tive uma ideia que irá levar todos nós para fora daqui da melhor maneira possível. Mas, infelizmente, não poderei que ninguém fique para trás. Nem você, estranho. Se denunciassem para onde o estripador fugiu será péssimo! GUHEHE! Balbuciaria, de costas, contudo no decorrer da frase de viraria e apontaria para o cara com a lança transpassada no corpo do guarda que os trancaria lá fora e seguiu até a outra ceifadora para entregar-lhe a celestial, se essa aceitasse a proposta de segurar a menina.

– Sigam-me, como Deus, darei a vocês o caminho da verdade! Giraria sob seus próprios calcanhares e iniciaria uma corrida para dentro do castelo. Correndo o mais rápido que podia para no último segundo descrever um salto e na sua queda se estabelecer no solo arqueando os joelhos até ficar acocorado e, como um bom acrobata que era, usar a energia da corrida para estender as pernas com as solas do pé ainda presas ao chão e transcrever um salto que visava alcançar o topo da mureta e segurar com força. Com as mãos pregadas ao topo das paredes do labirinto, contrairia os músculos dos antebraços segurando mais firmemente e iniciando um processo de forçar o seu dorso para que conseguisse erguer o seu peso corpórea ate conseguir colocar um dos cotovelos no topo e, forçando o seu ombro, segurar o seu corpo pelo tempo suficiente para colocar o outro cotovelo. Com os cotovelos lá em cima, levaria as duas palmas da mão ao material e empurraria o seu corpo mais para cima até que conseguisse passar um dos seus joelhos. Finalmente, ficando de pé por cima da muralha e abusando ao máximo das suas capacidades acrobáticas para se equilibrar por cima das estruturas.

Lá em cima, usaria da sua visão privilegiada para encontrar o caminho correto para o fim do labirinto e guiaria o grupo pelo caminho certo do labirinto até chegarem ao outro lado. Apontando com a foice a direção correta e tomando o devido cuidado para ver se o rapaz de braços longos não fugiria para denunciar a duplo ou se a menina detentora do caos não mataria a protegia fiel do seu deus. Em qualquer um dos casos, pularia para obstruir seu caminho e desferiria um golpe de baixo para cima, onde a gélida lâmina beijaria do pescoço ao abdômen. Se não conseguisse alcançar a muralha, pediria para que a ruiva deixasse a princesa de lado e o alavancasse firmando uma rede interligando as falanges de suas mãos, para, assim, pisar e ser alavancado para cima da muralha. Focaria ao máximo para não ter de cair, mas se isso acontecesse, faria o mesmo processo de subida, anulando toda a parte da corrida, contudo forçando mais os músculos de suas pernas para pular mais alto. Na hipótese da donzela não aceitar segurar a moça, não poderia pular e teria que desbravar o labirinto à sua maneira, nesse caso, para evitar se perder seguiria cortando a parede à sua esquerda para nunca repetir o mesmo caminho.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Branco Pondus
Membro
Membro
Branco Pondus

Créditos : 6
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 10010
Data de inscrição : 28/10/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyTer 22 Nov 2016, 18:50

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

< Eu devoro as fronteiras de dor e temência
à minha decadência, meu corpo, ciência
me faço o condenado, defunto a fiar
a sombra na periferia do olhar.
>



A fluidez da situação quase me despertava um enorme desconforto, como se o equilíbrio caótico das partições ferventes do meu cérebro pedisse o fim daquele ballet sincronizado. Eu senti que do lado daquela alma andante, de vistosa similaridade comigo, eu poderia avançar mais em direção ao meu objetivo. Ele seria, como eu, mais uma ferramenta. O homem era cheio de caos, mas ele expressava o mesmo em cada movimento: Ah, cheio de euforia coberta pelo manto da fineza e da sensatez, que, talvez, um dia caísse, mostrando quem o ceifador realmente era. Eu decidi, mesmo que não fosse aquele por detrás das decisões, que eu permaneceria ao lado dessa alma, enquanto olhava sua lâmina expressar seu sadismo em cortes dolorosos no guarda que já morreria.

O homem a quem eu seguia proferiu contra mim a palavra, também parecia se referir a outra pessoa, mas não me preocuparia com aquilo no momento. Me chamou de maneira estranha, se apresentou e anunciou partida. De alguma maneira eu sabia que aquele adeus era mera conveniência para algo que não aconteceria. Jack, o estripador: Me pareceu uma bela alcunha.

Não moveria um músculo. Meu coração estagnado pedia para que eu permanecesse ali, confiante de que aquele não seria um adeus. E assim minha fé se fez verdade. O ceifador novamente voltou a palavra a mim, dando-me a proposta de ajuda-lo em um plano que beneficiaria a todos nós.

— Dai-me a fêmea. — Diria, me aproximando dele em passos rápidos.

Caso ele me entregasse ela eu a colocaria nas costas e conteria meu desejo imenso de poupa-la de toda aquela situação, com um corte rápido no pescoço. Eu respeitaria a decisão de Jack e manteria ela viva, sem encostar um dedo na moça.

Se Jack conseguisse subir nas estruturas sem problemas eu apenas me aproximaria dela para seguir as instruções e atravessar aquilo. Caso ele não conseguisse eu rapidamente me prontificaria, deixando a celestial por um breve período deitada no chão enquanto eu uso as minhas mãos e meus ombros como apoio para que ele subisse, e então pegaria a celestial nas costas novamente. Se tudo desse certo e ele subisse eu seguiria suas instruções para seguir ali e se ele seguisse o "labirinto" sem subir a estrutura eu o seguiria. Eu mataria todos na minha frente, caso houvesse, esse seria meu banquete. Usaria sempre de dois cortes laterais, um visando o pescoço e outro as pernas. Se chegássemos bem no final do labirinto, eu diria:

— Branco Pondus. — Anunciaria, breve, com o olhar vazio mirando o ceifador.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Bernstein
Civil
Civil
Bernstein

Créditos : Zero
Warn : O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Banido10
Data de inscrição : 27/03/2016

O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 EmptyTer 22 Nov 2016, 21:14


Que belíssfyiuasyufimo sangue tem o senhor. Sorriu antes de tirar a sedenta ponta de aço da nuca daquele pobre e morto homem. Raspou a garganta e cuspiu, brandiu a lança no ar e deixou-a cuspir as impurezas vermelhas que maculavam sua metálica cabeça. Sentiu dor, mas ignorou.

Manteve-se quieto quanto aos outros dois: não tinha interesse em trocar palavras, mas tinha em seguí-los, descobrir o que tramavam, o que queriam e o que fariam. Jogou a haste atrás da nuca e os pulsos atrás da haste, carregando a extensa arma como um desleixo torpe. Correria, sempre ao encalço da dupla de ceifeiros que tão majestosamente bailava suas lâminas curvas pelos ares. "Elegância pura, devo aprender com tuas breves manobras sublimes com suas acompanhantes." Admirou e aprendeu, era elegante com seus atos, vestes e palavras, mas armas tão vis não mereciam tamanha dedicação, não até agora.

Com enorme pesar, traspassaria a ponta de aço da lança através das costas das roupas, improvisando um suporte que prejudicaria a beleza de seus trajes, mas o daria liberdade para o que viria a seguir. Não sabia escalar, mas adaptação era um dom exclusivo que o levaria ao êxito em qualquer coisa que fizesse. Agarraria qualquer parte possível da mureta e contrairia os músculos dos longos braços para, posteriormente, liberar a força acumulada e me jogar para cima, onde meus pés pudessem acomodar minha esbelta presença.

Acompanharia-os enquanto pudesse, e assim que estivesse sobre a mesma superfícia dos dois, traria de volta às mãos de tamanho incomum a haste da esguia arma, aproximaria-a de minha boca e selaria meus lábios consigo, beijando-a com um dançar de língua bizarro, mas emocionante. "É assim que se deve tratar uma arma?" Flexão, força, disparo: correria para manter-se junto, e repetiria qualquer movimento que fizessem para chegar a algum destino, sempre adaptando-os aos seus trejeitos.

Ora, queiram introfhuauhraduzir esta parte metáuahurhuablica no epicentro de suas graciosas nádegas, inúteis. As palavras calmas ilustrariam infielmente as ações: dançaria a delgada haste pelos ares, rasgando-o com veemência em busca de carne para saciar a donzela que agraciava-lhe as mãos com sua existência, seu dente de aço único rasgaria pele, tendões, veias e nervos como se fossem de papel, e encerraria vidas como um tigre faz com gazelas: estava apenas se alimentando.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 3 Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
O lobo em pele de cordeiro
Voltar ao Topo 
Página 3 de 6Ir à página : Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: East Blue :: Dawn Island-
Ir para: