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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O lobo em pele de cordeiro

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptySeg 31 Out 2016, 15:43

Relembrando a primeira mensagem :

O lobo em pele de cordeiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Jack Dracul. A qual não possui narrador definido.


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Hidan
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptySex 11 Nov 2016, 15:22

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O homem ralhou, coagiu e serviu insegurança como acompanhamento ao bom chá. Abria suas penas de pavão em forma de ameaças e achava-se capaz de intimidar o líder da matilha. Nada além de um simplório senhor embriagado por poder. O mesmo tipo de pessoa que não faria falta alguma aos olhos do deus de Jack. Digno de pena, bebericou seu chá, lisonjeado pelo sabor devidamente amargo lembrar-lhe que a viagem não tinha sido realmente em vão e, por mais tolo que podia parecer, era cômico como ele queria se impor e engraçado como bradava. Um apresentador de um bom espetáculo, mas seria melhor se o chá fosse doce... concluiu e gracejou em troca, com um sorriso de pura condolência à sua dignidade escondido nos fundos dos seus olhos verdes. Ouviu o galopar dos dedos da mais bela das guarda-costas e por pouco não desviava totalmente a atenção daquele espetáculo miserável que o conde fornecia. Porém sabia ser descortês parar de fita-lo. Não importasse o quanto a ladainha que escorresse da sua boca fosse tediosa. Em troca passou o restante dos segundos forçando-se a se lembrar de que a etiqueta sobrepunha qualquer desejo, por mais retumbante que fosse, no lugar de dar qualquer valor à ladainha.

O estripador sabia que aquele o que aquele homem representava e o quanto a sua morte fazia-se necessária. A cabeça da aranha do submundo estava ali, na sua frente, se a arrancasse as patas iriam contorcessem numa luta que a levaria à morte. A morte do mercado negro. E com ela boa parte das instituições que financiavam a promiscuidade humana. Deus quer isso; ele queria isto. E, uníssonos, sentenciavam-no à morte. Mas não ali. Não naquele momento. Mesmo que o matasse um ou dois dias depois, era claro que um rapaz com enormes asas negras tinha o visitado pouco antes do seu fim e os holofotes apontariam, no mínimo, para sua família. Seria de farta burrice evidenciar tão às caras e, um dia, momento certo iria chegar. Não tão depressa quanto a próxima lua, mas havia de vir.

– Espalhar sobre mim, conde? Honrar-me com sua publicidade, contudo é difícil crer que você seja um líder do mercado negro bondoso. Ah, não, eu até entendo. Viemos aqui trocar lisonjeio, bebermos um bom chá e negociarmos uma parceria entre o seu mercado e o meu. Ó, vocês devem precisar de centenas de caixões e nem mesmo sei se conseguiremos alçar tanta demanda. GUHEHE! Minha mãe irá adorar sua proposta. Debochou entre sorrisos e gesticulações. O conde precisaria entender que o Jack não iria ser direto ao ponto em nenhum momento que fosse. Ou ele entraria na dança do ceifador, ou perderia a última dança da sua vida em vão.

A deixa tinha sim um caráter de nivelar os ânimos da conversa pouco casual que tinham entre as golas do chá. Outrora, se o fogo estivesse quente demais, era difícil impedir que a torta queimasse atirando um punhado de passas dentro dela. De um lado, o conde fazia o seu jogo duro em tentar forçar que o rapaz admitisse de alguma maneira ser o estripador de Porto Branco e, do outro, Jack estava apenas começando e não se importaria nem um pouco de atirar mais meia dúzia de passas para vê-las torrar. O palco estava armado, agora bastaria saber quem venceria.

– Tens uma bela proposta em mãos. Dar notoriedade e corpos para encher meus caixões, contudo temo que não serei capaz de aceitar ou recusar qualquer coisa que queria propor. Quem cuida das finanças são os meus pais e, hoje, estou sutilmente interessado na moça que você quer que o estripador mate. Demais para devanear qualquer acordo futuro entre nos dois. GUHEHE! Posso um dia embarrar com ele pelas ruas de Porto Branco e dar-lhe o que me contou. Claro, se me der às informações necessárias e recordar como os caixões são caros em tempos de tormentas. Aliás, sugiro que reserve logo o seu. Antes que acabemos com o estoque. Eu não gostaria de ser sepultado em pedras, ou queimado em uma barca. Não sei você. Quase soaria ameaçador, mas o celestial transmitia pureza em excesso para não ser taxado como uma simples brincadeira cruel.

Colocaria a xícara sob a mesa e aguardaria uma resposta. Independente do que conseguisse iria se despedir. Encostaria o dorso de sua mão direita em sua lombar e reverenciaria o anfitrião. Seguiria até Blair, pegaria sua mão direita, a beijaria segredando em um tom que apenas os dois poderiam ouvir: tens uma beleza única, mademoiselle. Saindo, pegaria a sua foice, esperaria a serviçal para que encontrasse a saída com mais facilidade, pegaria sua cartola e sairia. Voltaria para a funerária a passos largos e, chegando lá, trabalharia até o fim do meu expediente. Somente no fim do dia usaria da desculpa de ir encontrar uma moça para sair mais cedo e não ter de voltar para casa. Se tivesse obtido algo usaria das informações que o conde lhe forneceu e dos seus passos leves para observar possíveis locais onde ela estaria ou procuraria por elas por si só.
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptySeg 14 Nov 2016, 15:45


O celestial parecia estar se divertindo muito com toda aquela cena. Um nobre que trabalhava secretamente para o mercado negro estava perdendo sua etiqueta por estar agindo daquela forma. Ele parecia estar bem nervoso, mas é claro que o rapaz pouco se importava. O cinismo em sua fala era palpável, e isso fazia com que James ficasse cada vez mais nervoso com a situação. Não demorou para que Blair começasse a dizer alguma coisa.

- Você está passando vergonha, James - Disse ela, ainda inexpressiva - Já sabemos sua real identidade, ele apenas está brincando conosco.

Ela parecia imponente, suas palavras saiam de sua boca com um tom harmonioso, porém que exigia ordem. Parecia muito imperativa, e sua face ainda assim não demonstrava o mínimo sinal de preocupação, ou de nervosismo, ou mesmo de felicidade, ou satisfação. Seria assustador se não fosse sua beleza.

Não demorou muito para que o homem colocasse sua cabeça no lugar, por assim dizer, e se sentasse novamente, ouvindo as palavras do rapaz sobre caixões, enquanto provocava o homem de pavio curto novamente sobre ele comprar um caixão para si próprio. Se não fosse as palavras da moça, ele talvez teria se levantado e começado uma briga ali mesmo. Esperou o rapaz acabar para que pudesse voltar a dizer algo.

- Se é assim, então vou entrar em seu jogo - Disse ele, conformando-se com a situação - Vou reservar um caixão para uma senhorita jovial, com cabelos cor de mel, vestimentas verde esmeralda. Por curiosidade, ela tem asas como as suas, porém, curtas e brancas. Dizem que ela vive na Baixa Cidade de Porto Branco.

Então estas eram as informações necessárias. O jovem se levantou, pegou sua foice e então pegou a mão de Blair, dando um beijo adocicado nas costas das mesmas e sussurrando algo que James não conseguiu ouvir. Ela não expressou absolutamente nada, e tampouco disse alguma coisa. Simplesmente viu o celestial de asas negras se levantar e sair da sala, enquanto saía da mansão, onde a governanta com óculos grossos já estava com a porta aberta.

Não demorou para que voltasse para sua funerária. A mãe do rapaz estava conversando com uma certa mulher. Ela possuía cabelos cor de mel, enrolados em um coque muito apertado. Suas curvas eram formosas, usava vestimentas verdes, como se vestisse esmeraldas, as meias 7/8 subiam e cobriam suas coxas formosas, e calçava sapatilhas com saltos curtos de 5 centímetros. Quem, afinal, era aquela jovem? O mais curioso é que possuía pequenas asas, brancas, em suas costas.
A mãe do rapaz viu a chegada do filho, e deu um sorriso. Parecia estar contente, e logo a dama que estava conversando parou sua prosa. Pegou seu leque preso por um fio em seu vestido, abriu-o em frente ao seu rosto, de modo que só não escondeu seus olhos, mas os mesmos eram ocultados pela sobre de sua cabeça inclinada. Não demorou para que saísse da loja o mais rápido possível.

- Conversou o que precisava, meu querido? - Perguntou a mãe do rapaz, descontraída - Aquela era uma jovem que estava querendo encomendar um caixão antiquado ou coisa do tipo, e então começamos a conversar sobre outros assuntos, mas ela se esqueceu de se despedir, pelo visto...

Era realmente algo muito misterioso. Talvez aquela fosse a mulher que o nobre que havia ameaçado Jack estava procurando. Se fosse verdade, bastava segui-la e ceifar sua vida ali mesmo. Mas logo sob a luz do sol? Algo pouco prudente para o rapaz.

- Ah sim, querido, não precisa se preocupar com o trabalho hoje, não há nada para fazer, ninguém veio a falecer nos últimos dias - Disse ela, logo soltando um suspiro - Isso talvez seja ruim para os negócios...



Histórico Jack:
 



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Fala
Falas alheias
"Pensamento"
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyTer 15 Nov 2016, 03:25

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De cabeça cheia, à volta para casa passou num piscar de olhos. Durante o chá, teve de dançar conforme a música dada pelo conde, contudo lá fora não. Lá fora, ele era de novo Jack, o anjo que estripa em nome do seu senhor. Estripava... Insípido pela tristeza concluía, devaneando sobre o quanto a sua purgação tinha fundido com os interesses de pessoas tão pecaminosas quanto aquelas que sua foice beijava a carne e as fazia sorrir. O rapaz não era bobo, nunca tivera de ser, sabia muito bem até onde seu poder poderia atingir e entendia quanto estaria perdido se soubessem que era o estripador. Quem dirá seus velhos pais. Os papéis tinham se invertido demais nos últimos instante e ele não podia negar o quanto tinha uma parcela de culpa nisso. Tinha os melhores motivos para se corromper, qualquer outro homem faria o mesmo, mas não lhe descia bem a sensação de estar resguardando algo que não fosse sua causa santa. Por minutos pensou em quem podia tê-lo delatado e caiu em si já dentro da funerária.

O recém-chegado via diante dos seus olhos a moça que teria de purificar. Seus dias sempre estavam repletos de moças esplendorosas, mas aquele dia era destoante dos outros, mostrando-o donzelas um tanto quanto extravagantes. Olhava-a e não se recordava de já ter visto um primo seu andando pelas ruas de Porto Branco. Eram como as histórias que sua mãe orava toda noite sentados à lareira; asas curiosamente curtas e destingidas. Talvez a donzela em questão nem conhecesse a história do seu próprio povo, mas ela trouxera a Jack o aroma doce da infância. Era revigorante. Por entre o cheiro de cerejeiras, tortas de maçã e bela moça perante seus olhos, o estripador quase se esqueceu do seu novo fardo. Quase. Encheu seus pulmões de ar, se lembrando do quanto estava triste e serpenteou seus olhos à suas formosas ancas, quase vislumbrando as coxas de Blair ali. Cobriam o que o vestido não conseguia da mesma e elegante maneira. Era uma pena que os ventos soprassem um destino tortuoso para uma delas.

Tê-la ali podia não ser a melhor das situações. A cada instante a identidade do estripador estava mais próxima de ser submersa pelo publico. O caos no encalço dos seus passos e o estripador não notou isso a tempo de impedir que a moça saísse da loja. De certa, ele não faria nada ali à luz de todas, mas encheu-se com a mentira de que teria sacado a sua foice e purificá-la-ia ali mesmo, se tivesse tido tempo. Era a melhor maneira de não se afogar nos pensamentos sobre sua cruzada ao pecado estar bem próxima de ser impedida por forças populares. Tinha pleno saber que as coisas estavam dando errado, entendia de que tudo eclodiria da pior maneira possível e amaldiçoava tudo aquilo por baixo de sua máscara de calmaria. Prendia seus olhos os lábios da Sra. Dracul, via-os dançar mudos e por pouco entendeu o que ela disse.

– Bem... A prosa foi bem estranha, madame... Tinha me mandado atrás de um homem bem perigo. Se não me engano, sua graça era James Robinson, conde James Robinson. Ele gostou de frisar que era um conde e que dominava o mercado negro. Graças a Deus ele não me fez mal algum. Serviu-me um ótimo chá. Aliás, você amaria o chá de preto deles. GUHEHE! Enfim, por mais perigoso que fosse, ele apenas deseja um resguardo para uma dama. Não duvido que tenha mandado um dos seus homens ceifar uma de suas amantes do lado errado dos lençóis após ela não o satisfazer como julga que deveria. Como não me cabia perguntar muito, não questionei. Balbuciou, ainda abalado com o que tinha ocorrido na última hora, contudo falando a verdade à sua moda. Não seria diferente de qualquer nobre que fosse lá, falaria apenas a verdade que fosse necessária e, como não sabia mentir, apenas não tocaria nos assuntos que não fosse interessante mencionar.

“Ninguém veia à falecer nos últimos dias”, soava como um hálito frio soprando em sua nuca e um arrepio corria por sua pele. Alastrando-se como se fosse a mais rápida cura contra putrefação de sua alma que já vira. Sorriu em resposta, um sorriso cortês, quase gélido e sem um pingo de cordialidade nos seus olhos verdes perdidos nas profundezas da tormenta que assolava a mente do celestial. Como tinha sido tão tolo? Deus escreve certo por linhas tortas! O Senhor enviou o conde para que voltasse a ceifar em seu nome! Ninguém morreu nos últimos dias e ele precisou usar da sua sabedoria para me dar tantos pecadores quanto pudesse. Tudo faz sentido! Na verdade, nada fazia sentido, mas Jack não era do tipo que voltaria atrás de um sinal tão claro de que seu deus queria aquilo. Apenas naquele instante, sorriu com verdade, enquanto tirava dos seus ombros o peso do manto que não servia a ele. Dobrou a ponta de sua cartola com a mão mais prendada e acenou com a cabeça, agradecendo pelo dia de folga.

Jack girou sob seus calcanhares e com seus olhos dardejando à sua volta, procurou pela moça que teria a honra da sua purgação. Tinha plena sabedoria que ele não poderia ceifar sua vida ali, mas o celestial era como um lobo. Um lobo branco, belo e sorrateiro. Precisava estudar sua presa ao longe. Usar dos seus passos leves e a culpa nula que cairia sob a família de anjos de Dawn Island para ver sua presa viver sua vida diante, enquanto ele via cada passo sem chamar a atenção alguma. Viver até que ele encontre o momento correto para dar-lhe o caminho para o reino do seu deus misericordioso. Contente seguiria a donzela se a encontrasse. Mantendo-a longe o bastante para que ela não notasse sua presença, mas perto o bastante para não a perder de vista. Conhecia bem a cidade que tinha nascido, por isso evitaria entrar em locais fechados, por ser um ser diferenciado dentre os humanos comuns. Ficando nas redondezas do local que ela tenha entrado esperando que ela saia de lá algum momento. Buscaria por becos vazios próximos que dessem visão privilegiada do local para se acocorar em sua tocaia e usar dos seus passos leves. Evitaria ficar parado por muito tempo no mesmo ponto, mas nunca entraria no campo de visão dela. Se tivesse de trocar de um esconderijo para o outro, para continuar seguindo-a, usaria da sua habilidade em já no prólogo da corrida estar em seu máximo para se mover o máximo que conseguia ainda mantendo seu anonimato, contudo sempre optaria por agir como uma pessoa normal, buscando interagir com as pessoas na rua para parecer o menos suspeito possível. Se ela não saísse do local que entrou após tempo suficiente para o ceifador ficar impaciente, esguiaria até ele para estudar de perto o que ele se tratava.

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyTer 15 Nov 2016, 12:50

"Estar acima dos padrões humanos não é fácil." Estapeou as vestes com as mãos nuas para tirar o pó, e embora estreitasse os olhos, não conseguia detectar onde estava. Não que isso importasse para Riagrart, o vigoroso homem invencível, o homem adaptativo que sempre estava um passo adiante de seus inimigos e amigos, o homem que estaria no topo antes de qualquer um.

Agarraria as roupas verdejantes com os dedos de quinze centímetros, cortesia do alongamento dos membros superiores que chegavam até abaixo dos joelhos, e ajeitaria-as no corpo para obter mais conforto antes de continuar a excursão cidade adentro. Hoje é um dia bonito e importante, talvez o dia perfeito para introduzir meu órgão genital majestoso em alguns órgãos genitais feminifhoahuifhaos em troca de prazer mútufoiaifo, hmmm... Ele, mais que ninguém, odiava os espasmos que a língua dava quando falava, não era nada agradável estar falando normalmente e pimba! Qualquer um ficaria irritado.

Caminharia pela cidade, inicialmente, não procuraria uma loja de armas como de costume, mas sim, uma feira ou um lugar onde pudesse encontrar várias cascas de banana, ovos podres ou frutas podres e um balde. Com licença, majestosa pessoa trabalhadora desse local magnífjioafico, meu nome é Riagrart e estou aqui para reaproveijiajitar o que fora descartado, principalmente frutas e ovos podres, ou cascas de banaahuihdsna, e um balde tambthuém. Não me importaria de pagar pelo balde, mas não pagaria pelos restos de frutas e ovos.

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyTer 15 Nov 2016, 14:54

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< E no começo só havia o vazio, sem narrativa, sem teu calor. Nada dançava. E sem frequência, arrítmico, o universo redigia o futuro. >


O silêncio.


O silêncio me preenchia, ironicamente, no fisgar do meu pensamento, anexado ao meu retorno triste à consciência. Minha cabeça pedia socorro ao meu rosto estagnado toda vez que eu segurava com as duas mãos aquele balde d'água, me preparando para mergulhar-me em mais uma sessão de asfixia. Comecei esse tratamento há aproximadamente dois anos, quando meus conceitos mudaram radicalmente, encaixando minha vida em um novo caminho. No silêncio de debaixo d'água nenhuma voz me atrapalhava, não as reais, as reais já desgastaram muito o meu eu (insanas de podre razão): Debaixo d'água as minhas verdadeiras vozes poderiam conversar, buscando a mim mesmo, em paz.

A calada se quebra. Abro os olhos, respirando o ar puro mais uma vez. Troco minhas roupas encharcadas, vasculhando minha casa em busca de... O que mesmo? Nada fazia muito sentido. Suspirei. Eu sentia que eu estava conversando com alguma outra pessoa, alguém sem voz, alguém que ainda estava para me responder, e eu narrava a minha vida, como em um livro, à grandiosidade desse ser. Não valia a pena me perder em mais uma teoria, minha morte veio como um beliscão chamando pela minha ignorância pois, então, naquele momento, me tornei uma máquina do destino, mas nunca consegui ignorar as questões da vida, nessa infelicidade que era ainda pensar e, pensando, me perder.

— E no começo havia só o vazio.. — Respiro, pisco os olhos e mexo a língua, tentando voltar a raciocinar enquanto meu cérebro voltava a oxigenar. Pobre cérebro. — O silêncio.

Sentia todos os dias uma enorme dificuldade de relacionar as premissas que lotam a minha vida, em busca de uma verdadeira metodologia para alcançar o fim. Meus olhos, minha pele, meus lábios: Retratos falsos, expressões de um vazio que eu não sinto, mas sempre desejei. Era, sim, o meu caos que me inspirava, era a minha dor que me movia ao vazio, me implorava por piedade em meu nome e no nome de todo o ser pensante do planeta. Eu, mais uma vez, estava decidido.

Encaixo um disco na vitrola, coloco-o a tocar. A música era mais uma daquelas que pareciam comigo: Ao mesmo tempo que experimentava o caos, experimenta a paz, de uma forma a nunca conseguir concretizar nenhum. Um ritmo significativo. "Save My Soul". Era a minha alma que deveria ser salva.


Eu nunca tinha a pretensão de voltar para casa quando saia, essa hora, em busca de qualquer coisa, mas, dessa vez, eu tinha certeza que eu nunca mais voltaria para essa casa para desligar a vitrola e que eu nunca mais me perderia no conforto silencioso de "lar".

Eu saio pela porta com uma sensação atípica percorrendo todo o meu corpo sem vida, passo de cabeça baixa pelas ruas. Busquei o frio, senti o frio. As partículas sempre buscam gastar o minimo de energia, se conservam do início ao fim, prefiro acreditar que elas buscam a paz, como eu, mas seria tão egoísta, não? Talvez valesse a pena, mas a minha compaixão cega não me permitia ir embora sem trazer a paz a todos.

Eu acordo um pouco mais, ignoro as vozes na minha cabeça. Eu tentaria, então, andando pelas ruas, ir até o ferreiro. Eu tentaria mais uma vez ver se havia uma foice na loja, nos últimos dias eu procurei mas apenas recebi promessas de que, em breve, chegariam mais armamentos para o estoque. Desde que minha foice quebrou não me sinto à vontade saindo de casa, e eu sabia que se eu queria, nesse dia, encarar meu destino, eu precisaria de duas coisas: Pessoas e lâminas. Eu, então, começaria pelo que me custava menos: Lâminas. Se eu entrasse na loja de armamentos e o ferreiro estivesse lá eu abordaria-o, apático, arrumando os óculos e cuidando para que nossas visões um do outro fossem plenas, me aproximando.

— Olá. Chegaram as foices? — Diria, arrumando os óculos e encarando-o. Independente da resposta, prosseguiria: — Eu realmente preciso dessa arma. —

Se houvesse resposta positiva vinda do ferreiro eu pegaria o dinheiro contado no custo, lembrando das outras vezes que eu visitei-o e perguntei o mesmo, então eu largaria o dinheiro em cima da mesa e esperaria a foice. Quando eu recebesse-a eu assentiria com a cabeça e sairia com ela em mãos, usando-a de apoio para o meu rebolado pra lá de sensual.

Independente de conseguir a foice ou não eu sentaria em qualquer lugar da praça, de preferência uma fonte, e esperaria o destino cuidar do meu futuro, balançando minhas pernas e encarando o chão sujo com inocência enquanto conversava com o caos das vozes na minha cabeça, gritantes. Eu não voltaria, dessa vez não.

OFF:
 

Objetivos:
 

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Última edição por Branco Pondus em Ter 15 Nov 2016, 15:04, editado 1 vez(es) (Razão : Escrevi a palavra ritmo errada.)
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyQua 16 Nov 2016, 06:33

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Parte I: Jack Dracul.
Por um momento a mãe de Jack não falou. Seus olhos sempre foram estreitos e o tempo apenas lhe deu pesares o suficiente para que quase se fechassem, já não passavam de ligeiras fendas onde  outrora brilhantes esmeraldas corriam de um lado ao outro. Surpreendentemente, ao ouvi-lo os olhos dela tinham se aberto muito. O bastante para que Jack se lembrasse de que sua família não carregava apenas o negro no seu sangue, como também o verde. Aquele verde que um dia foi tão belo quanto o seu, mas hoje ulcerava perante o branco.
Via-o se arrepiar, mas fingia o contrario. Achava-se culpada do arrepio. Se não fosse pelo seu encontro com o famigerado conde, seria por algo que saltou de sua boca com mais de um sentido. Nos dois casos, sua culpa. A triste realidade era que após cinco anos, seu filho não parecia o mesmo.
Por que viajamos para aquela ilha? Malditos sejam!
– Oh – levou as falanges dos dedos enrugados à boca arqueada. – Mil perdões, mon amour!
Jack entendia muito bem o quanto sua família presava por sua segurança. Ou fingiam muito bem isto. Mas conseguia notar que seus olhos expressavam muito mais medo do que a compaixão que a voz entonava.
– Sinto-me envergonhada por ser tão tola... – pausou, esvaziando seus pulmões junto com o pesar que um vendedor não poderia ter. – mas como seu pai diz: você é um homem formado. Conseguiu se sair muito bem e vendeu um caixão – forcou um sorriso e deu um ou dois tapinhas no ombro da sua criação. – Infelizmente, não tenho tempo para condolências, meu amado filho. Se tiver de me apegar a todos os erros que cometi na minha vida, nunca darei um sorriso fácil... um sorriso um vendedor... e as pobres criaturas que veem aqui, após perderem seus entes queridos, apenas desejam um sorriso fácil.
Acenou com o dorso das mãos, mandando-o embora.
– Vá, eu e o seu pai cuidaremos dos caixões. Vá e trate dos seus assuntos joviais. Ficar aqui, rodeado à morte, só trará tristeza ao seu belo sorriso.
Precipitou um afagar nos lábios do seu filho com seus próprios e o empurrou para fora antes que pudesse fazer a cordialidade necessária a uma despedida formal. Sua mãe na juventude, enquanto não o aceitava salpicado a branco, tratava-o com notório desdém, mas os anos desaparecido, deram-na o tempo em luto necessário para amaciar sua carne. Talvez fosse coisa da cabeça do Estripador, mas sentia-se, pela primeira vez, amado.
A funerária situava-se na alta cidade, era uma honraria de bem-nascido ter um comercio à sombra do magnífico palácio de Faham Doroth III. Boa parte da alta cidade era constituída por grandes nobres, altos comerciantes e um bastardo ou outro que tivesse sorte. Lá fora, em meio ao movimento que começava a eclodir, perscrutou os arredores em busca da celestial que o conde almejava morta e a viu descer à rua.
Resignado, o estripador foi ao encalço de sua vítima. Tinha a determinação necessária ao remover o fardo pecaminoso e voltar a ver-se como santo. Seguiu-a por todo o percurso distante o bastante para que ela não notasse sua presença. Tinha certo dom furtivo e sempre que ela olhava para trás ele se escondia no meio entre um grupo de prosa, trocando gracejos com seus conhecidos de infância. A alta cidade era uma porção tão seleta de nobre que todos conheciam todos, muitos não eram amigos entre si, mas sabiam suas graças por mera cortesia. E, pelo caminho que ela tomava, eles estavam saindo de lá.
Após poucos instantes de caminhada, sua suspeita de que a moça estava saída da cidade alta era confirmada com o ranger do imensurável portão de carvalho tingido à salmão que separava os bem-nascidos nobres e os malditos plebeus. No instante que os portões caíram, uma lufada de ar salgado tomou as narinas do celestial. Notou que ao longe as muralhas da cidade findavam em um porto. Aos poucos ele foi se aproximando, sendo rápido o bastante para impedir o guarda de fechar o portão diante da sua face. Seria um erro fechar o portão e o abri logo em seguida, o meio mais furtivo de realizar aquilo foi justamente impedindo que se fechasse por alguns segundos e evitando mais estrondos.
Ao pisar na cidade baixa, sentiu falta do odor de perfume que já nem mais percebia na outra. Sua narinas foram imediatamente violadas por um fedor de estábulos, pocilgas, peixes, bordeis e tavernas; tudo temperando com o sal do mar que quebrava-se no porto ao horizonte. As casas seguiam cada uma a sua regra, contorcendo-se uma sobre as outras, mas nenhuma delas diferenciava muito de uma casa de pasto. O acumulo de casas e pessoas, faziam o lugar não ter mais do que vielas sinuosas e ruelas estreitas. Lá a maioria que não tentavam bater carteiras, estavam estirados ao chão, morrendo das mais inusitadas maneiras. Ulceravam e definhavam, clamando pela ajuda do anjo que passava diante dos seus olhos sem fazer um barulho sequer com os pés. Uns jurariam que ele estava voando para salvá-los, mas ninguém daria valor a um juramento de um plebeu morto de fome.
Caminharam por bastante tempo, chegou a perde de vista quando uma briga por um pedaço de pão aconteceu diante dos seus olhos. Foi empurrado de um lado pro outro e depois disso parou de sentir o peso da sua carteira. Fato delgado demais para notar. Quando a briga findou, viu a ponta vestido verde da celestial terminar de entrar numa ruela e Jack apressou o passo atrás. Passaram por uma loja de armas onde uma bela e esguia ruiva comprava uma foice e caminharam até um bordel barato que fechava a ruela e abria outra a sua esquerda.
O bordel era uma estrutura simples, com dois andares e uma sacada. Várias cortesãs pairavam do lado de fora, chamando todo e qualquer homem que passasse por elas. Algumas, mais ousadas, não se importavam de clamar por mulheres que aquecessem seus lençóis. Sentando em uma mesa redonda ao lado da porta, estava uma prostituta barata de madeixas negras e um rosto tão comum quanto à maioria dos plebeus que o celestial viu. Do outro lado da mesa, o assento era ocupado por um imberbe roliço, com espinhas e deformidades suficientes para repelir qualquer dama que não recebesse uma moeda em troca de uma simples conversa. Estavam jogando o mesmo jogo de cartes que Jack observou na loja de armas. Mas, naquele caso, estavam apostando peças de roupas. De um lado, o rapaz já tinha perdido o cinto, uma das botas e a camisa. Do outro, a prostituta parecia mais vestida que a grande maioria das suas companheiras de profissão que optavam por deixar um seio descoberto.
Uma prostituta barata fitava com certo desprezo a celestial ao vê-la entrar e correu os olhos para onde Jack estava. Não a tempo de vê-lo ali, ele já tinha se esgueirado na fenda entre o bordel e outra construção, exatamente de frente para a ruela que se abria em uma praça onde vendiam os peixes que pescavam no mar logo à frente. Notou que estavam a menos de uma milha do mar quando sentiu o sal arder nos seus olhos. Na praça, Jack via a mesma garota da loja de armas, agora sentada num banco próximo a um vendedor de peixes vendendo balde de restos para um homem com braços excessivamente extensos.

Parte II: Riagrart
Após o assassinado, tornou-se um moribundo vivendo à sombra do palácio de Porto Branco. Acordou, apenas quando os raios do sol que invadiam as frestas do barraco, que conseguiu construir em algum lugar moribundo da baixa cidade, tornaram-se fortes o suficiente para impedi-lo plenamente de continuar sonhando. Acordou tarde para o seu padrão, talvez por naquele dia não ter de fazer nenhum tipo de reparo na casa que deve de construir e fortificar tantas vezes que apenas se lembrava de qual madeira representava cada uma das tiras devido ao seu olfato tão apurado quanto seu humor negro.
Naquela manhã, não tinha muito objetivos ambiciosos. Apenas desejava um balde com restos de comida, e ele sabia o lugar certo para fazer aquilo: o mercado da cidade. Já estava há tanto tempo naquela pocilga de pobres que já tinha aprendido a bailar por entre todos os moribundos, mesmo com seus braços longos e ignorar completamente os pedintes. Com o tempo, aprendeu a quase ignorar a agressão ao seu olfato que era viver ali. Ignorou quase tudo, quase. Apenas a maldita venda de peixes conseguia se destacar como nada mais se destacaria no meio daquilo tudo. Tudo, exatamente, tudo tinha sido impregnado por aquele aroma quase nocivo.
Os poucos que o conheciam bem sabiam o real motivo de ele estar atrás de um balde com restos de comida. Seus vizinhos o odiavam por todas as peripécias que ele conseguia tramar das mais absurdas maneiras para atormentar suas vidas, mas o pior nem era isso. O pior era o quanto ele era forte, o quanto ele conseguia se defender de qualquer um que tentasse revidar às suas brincadeiras maléficas. Tentaram por muitas vezes expulsa-lo das redondezas, mas acabavam apenas recebendo brincadeira mais pesadas em troca. Decidiram apenas ignorar.
Na rua, os poucos que tinham o desprazer de conhecê-lo, fingiam que ele não estava ali. Fato que no geral não era assim tão ruim, afinal tinha facilidade a sua busca à praça de onde nascia o cheiro repugnante de peixe.
Sem demora, ele atingiu seu objetivo, chegando ao encalço de uma bela moça que se sentava num rustico banco que ele tinha certeza ser de um pau-brasil podre. A primeira barraca que ele abordou, tinha uma senhora com um avental que em um passado bem distante foi branco, de cabelos cor de âmbar cacheados presos por um lenço florido. Tinha passado a muito da sua juventude, mas carregava um ar jovial pelos seus olhos negros que sorriam junto com suas bochechas engorduradas por gordura salmão. Podia não ser uma das senhoras mais belas do leste, mas tinha curvas de dar inveja a moças décadas mais jovens.
Quando ele pediu um balde de restos ela o olhou dos pés a cabeça e ao notar ser sua magreza foi solene. Sem dúvidas ela pensava que ele queria um balde de restos para se alimentar, se não estivesse em uma situação tão pouco melhor que a do rapaz, com certeza, iria ajudar mais do que aquilo.
– Tome rapaz, não precisa pagar pelos restos... – olhou pra baixo, entristecida. – vamos negociar o balde apenas por vinte mil, certo?
– Foi exatamente o preço que paguei.

Parte III: Branco.
Após assassinar sua família a vida de Branco foi uma epopeia. Teve dificuldades financeiras pela grande parte da sociedade apenas o considerarem uma menina indefesa ou um rapaz estranho. O pouco que conseguiu, comprou um casebre de um cômodo num dos piores lugares da cidade baixa; as redondezas do mercado de peixe. Foram dois anos vivendo como dava, usava o pouco que conseguia e sua aparência dócil para sobreviver ao tortuoso mundo que libertou junto ao minar da vida de sua mãe e seu padrasto. Quem sabe não fosse esse um dos motivos para o rapaz ter começado a fazer a sua corriqueira autoflagelação matinal.
A realidade era cruel demais, sempre foi. Ainda mais para um rapaz que não tinha mais vida dentro da carcaça que chamava de corpo. Apenas vozes. Mandando e desmandando de tantas maneiras que nunca eram interessantes fora do balde d’Água. Ligou sua vitrola e ouviu sua música. Tão bela, tão linda. Canção que de uma maneira singela, porém significativa entonava o desejo mais profundo de Branco em uma melodia harmônica e fúnebre, dançando como se fossem feitas um para o outro. Juntas à alma do andrógeno, as vozes e de todo o resto. Uma tão bela dança que talvez não devesse findar nunca. Mas findou.
Saiu de casa e já ao abrir a porta sentiu o borrifar quente do mar, nas suas orelhas molhadas pelo balde. Acariciando-as em um arrepio sutilmente prazeroso. Tinha o desejo de ter uma lâmina e não demorou à em sua procura. Viveu naquele casebre, que nunca fora nomeado “lar”, por dois anos. Conhecia tão bem a redondeza cheia de pobres almas perdidas, quanto conhecia sua própria tristeza.
Dobrou três vielas e já estava lá. De frente à loja de armas. Ou de um projeto malfeito de uma. Lia num papelão que estava no lugar certo, lá se vendia armas seminovas reparadas. Toda foice bem afiada era bem-vinda. De cabeça baixa, deu o primeiro paço em direção à loja de armas esbarrando em uma moça loira com asas presas em suas costas. Um adorno estranho, mas um tanto bonito.
– Deus me abençoe... Ele está atrás de mim... – bateu em branco, segurando-o para que não caísse. – Ó, desculpe-me... Eu sou estou... Eu só estou apressada!
Não deve tempo de se importar. Tinha que comprar sua foice. Se não, não seria completo nunca. Adentrou, sem pressa, encontrando o mesmo ferreiro cor de ébano de sempre, com sua cultivada barba crespa e sua cabeça desprovida de pelos.
– Branco?! Quanto tempo! – gargalhou. – Sabe que sempre tenho uma foice para você, rapaz!
Esperou que depositasse o dinheiro no balcão e puxão dele uma foice. Uma magnífica foice, tão bem feita que nunca pareceria ter sida usada pro mais ninguém. Ele era, de certa, um ótimo ferreiro. Catou sua foice e usou seu enorme cabo de madeira para apoiar seu requebrar. Tudo da sua ida até a praça teria sido nada diferente do usual, se não tivesse encontrado um rapaz com braços enormes comprando um balde de tripas de peixe e se não pudesse jurar que tinha alguém no beco escuro ao lado do bordel.
Nada importava, ele apenas queria um tempo para que os deuses organizassem um futuro descente... hoje era seu dia de sorte...

Parte IV: Todos.
Os deuses interviram no exato momento que o Riagrart, o humano com enormes braços fazia o movimento de pegar sua carteira. Jack ainda pairava de tocaia, esperando que a moça fosse sair daquele lugar em algum momento, mas aquilo estava demorando demais. Precipitou um passo, talvez ela tivesse fugido pelo outro lado e ele esse tempo todo apenas esteve ali perdendo seu tempo.
– Você não irá fechar isso até que eu me satisfaça!  Vossa graça disse que eu posso fazer o que eu quiser aqui! Não será você que não permitirá.
Bradou uma voz seguida por um estrondo de alguém batendo em algo. O barulho chamou a atenção dos três, mas apenas Jack precisou esgueirar para observar o ocorrido. A habitante do céu havia sido golpeada por alguém forte o suficiente para derruba-la na mesa que se desfez. Uma das farpas transpassou a garganta do garoto que já estava completamente nu e outra lhe rasgou a parte de fora da coxa direita. Por entre as sombras, um rosto alongado e exageradamente pálido saiu das trevas. Magérrimo, para apresentar ameaça se não fosse a garrucha que trazia consigo na mão direita. Vestia terno e gravata, e trazia em seu encalço dois guarda-costas encorpados com as mesmas roupas que as dele.
– Você por algum acaso sabe que eu sou?
– Sim, sor – parecia querer esconder a dor, mas era impossível, sua ferida estava tão aberta que seu sangue já tingia boa parte do restante da madeira podre ao chão e o rodapé do seu vestido que um dia foi verde e bonito. Agora, sujo e vermelho.
– Você se acha no direito de negar uma ordem minha então? Como supostamente negou ao “líder do mercado negro”? – ladrou, em alto e bom tom, para que todos ouvissem, mas apenas os seus riram. – Não sei ao certo se está zombando da minha cara quanto ao meu trabalho por me chamar de incompetente o suficiente para não saber da existência do líder do mercado negro ou se está brincando sobre existir esse tal “Estripador”! Você, uma puta de esquina, acha que pode me enganar?
– Sor...– estranhamente ela tinha um ar senhorial ao falar. – Pelo amor de Deus... –
– Calada! Suas mentiras não param por ai, TODOS irão ouvir que você veio me falar que nunca entregou sua virgindade a ninguém. Uma prostituta virgem? – gralhou e riu, inicialmente sozinho, mas logo os outros dois acompanharam.
– Sor, eu já lhe contei... O conde financiou uma guerra contra o meu povo e me capturou como prêmio... Eu neguei florescer ao seu lado, fugindo para cá ontem ao ocaso... A serviçal dele chama Blair e foi ela que me ajudou a fugir. Você pode ir até lá e ver que ela existe. Eu fugi e ele mandou o estripador atrás de mim. Eu não estou mentindo, sor, eu juro por Deus.
Gargalhou novamente, mais alto que todas as outras vezes.
– Vo-você, você é realmente uma ó-ótima atriz! Só errou quanto à existir um só deus, porém está quase me convencendo que o Estripador existe, mas ela ladainha de ser virgem – riu até perder o ar dos seus pulmões. – Você é muito boa atriz, mas lhe provarei que não existe um estripador: EI! ESTRIPADOR! VENHA AQUI ME ESTRIPAR! EU SOU UMA PROSTITUTA TAMBÉM! Viu? Nada acontece!
Gracejou girando a arma, parou-a na direção de sua fronte e destravou a arma.
– Já passou da sua hora, mentirosa.
Histórico Jack:
 

Histórico Branco:
 

Histórico Riagrart:
 

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyQui 17 Nov 2016, 05:34

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Mais uma vez um homem gralhou diante aos olhos do Estripador. Um homem sem fé, que acreditava nos deuses errados. Bradou blasfêmias que o próprio celestial nunca pensou que escutaria escorrer de alguém. Às cambalhotas, correram e dançaram junto ao ar e apenas pararam quando tomaram de assalto seus ouvidos. Vieram junto ao amargo desprazer de ouvir aquilo. Amargor que se prendia à garganta e formava um nó. Lembrava que naquele dia, já tinha visto um homem se projetar à tentativa de intimidar, mas aquele não era simplesmente isto. Este proferia tudo aquilo como se fosse uma coisa nata de si, não tinha qualquer intenção de se impor perante a um predador, nem mesmo acreditava na existência do estripador muito menos o temia. Um completo tolo.

Diante dos seus olhos o ocaso de todas as suas certezas foi tão rápido quanto o pleno entendimento de que seu deus não o tinha levado para salvar alma alguma. Não salvá-la à carmesim. Salvá-la-ia como um cavaleiro faria nos finais dos versos de uma poesia cantada. Salvaria como uma temente ao seu deus merecia ser salva. Por mais que até mesmo um saltimbanco moribundo pudesse cantar o que a moça tinha cantado, refutar tudo que o conde tinha orado e trazer-lhe a dúvida de qual lado seu deus e o seu diabo estava representando, ninguém sabia o quanto o estripador era temente à sua divindade. E não saberia por mais que conversasse com sua mãe. Ninguém, claro, além da própria divindade em si. Estava diante de um teste de forças entre o bem e o mal. E subsequente à palavra “Deus” no singular florescer por entre os temerosos lábios da donzela injustiçada, o destino fazia daquele segundo em diante de Jack uma mera ferramenta dos céus que iria resguardar todo o povo de deus de seus expurgadores. O ocaso das certezas erronias findava e, por consequência, a alvorada da verdade viria.

Era uma obrigação com sua moral ir ao resguardo. Uma criatura que carregava o seu sangue tinha clamado a Deus pelo seu amor. E ele viria com suas asas negras e suas madeixas alvas brandindo sua foice contra os temores de quem o clamou. Jack investiria, usando de toda a sua velocidade já ao inicio da corrida para tentar chegar à moça antes que o disparo fosse dado. Não se temeria ficaria ou não fadigado justo ao fato de estar próximo demais do ponto que pretendia alvejar. Tinha notado uma arma pairando em uma de suas mãos, contudo o artefato em questão não exerceria problema algum na investida do celestial. O estripador representava um ágil lobo de passos leves, um caçador que não pularia sob sua pressa sem ter um bom plano já resguardado em sua mente. E ele tinha. Correria pela ruela sinuosa intercalando fugazes avanços em linha reta e com suaves propulsões com as pontas do pé de um lado ao outro, irregularmente. Planejava com isto tornar-se um alvo quase impossível de ser baleado por ter um avanço inconstante, mas dependia do quanto o atirador era bom. Faria isto, mesmo sabendo que estava relativamente próximo ao prostíbulo.

Decorrente ao avanço, Jack, o Estripador, seguraria sua foice com suas duas mãos. A menos destra, justamente a direita, seguraria poucos centímetros antes do final do cabo colando-a na altura do seu peitoral correspondente. Já a esquerda, a mão do seu melhor braço, inclinaria a arma para uma diagonal, deixando o braço em questão estendido, contudo não contraído. Cerrando seu punho esquerdo por cima da madeira que atingisse mais ou menos a metade de sua coxa e apontaria a lâmina da foice ao pecador. Durante ao percurso focaria em deixar os punhos firmes apenas o suficiente para que a arma não fugisse por entre seus dedos, evitando exercer força que necessitasse da contração de músculos que dificultassem sua locomoção ou os seus impulsos. Sua proficiência em combate não usava de uma base sólida como um boxeador, colocando os braços à proteção das áreas mais importantes do seu corpo. Solidificar seus movimentos em uma justa seria não mais que um desperdício dos anos que aprenderá a ser um dos melhores acrobatas da alta cidade. Jack era um ceifador, um dançarino da morte, que tinha uma das mais belas e mortais armas rente ao dorso. Quem quer que porte uma foice tem o dever de agir como uma pluma a comando do ar em seus embates.

A investida teria fim quando o celestial notasse que estivesse por volta de dois metros entre ele e o blasfemador. Nesse instante Jack pisaria com força com o pé esquerdo e ergueria o outro do chão. Pisaria no chão com a força que fosse necessária para se projetar ao ar. Ao se projetar, jogaria o ombro direito para trás, levantaria o mesmo braço, miraria no pulso que segurava a arma que ele possivelmente apontava para a celestial e giraria o melhor que pudesse no ar. Efetuando um golpe na diagonal da esquerda para a direita, onde tinha como objetivo fazer a lâmina lamber alguma área do antebraço que segurava a pistola e usar a força do movimento para amputá-lo.

Prostituta, não clame por mim tão alto. Não sou surdo. Reprenderia numa voz pesada e sem vida ao cuspir as palavras como se as tivesse envenenadas e pressas à sua garganta. Sentiria um denso alivio no instante que libertou tais dizeres. Fugiriam juntos ao amargor preso à sua garganta e desatando o nó que antes tivera nela. Iria fitá-lo, secretamente tentando buscar por uma alma escondida dentro naquela casca corrompida. Mas recuaria antes de ver uma resposta.

Recuaria três saltos. Tinha de abrir certa distância para evadir de possíveis contra-ataques, mas não poderia parar de maneira alguma de se movimentar. Iria manter-se saltando de um lado ao outro para evitar que golpes de longa distância e usaria apenas atacaria uma segunda vez num contra ataque. Incialmente usaria de sua esquiva padrão: saltaria, preferencialmente, para o lado esquerdo, por ser canhoto, em todos os casos de golpes que não fossem horizontais ou diagonais, sempre usando da sua desenvoltura arrojada em acrobacias para um melhor desempenho; na hipótese de golpes horizontais ou diagonais, efetuaria um rolamento na direção que o golpe nascesse. Sendo bem sucedido com a esquiva, investiria novamente. Seu segundo golpes visaria usar do contragolpe para acertar seu inimigo com a brecha em seu ataque que se abriria. Assim, usaria plenamente da sua força física para golpear com o seu linear máximo de força por entre a abertura da sua base.

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyQui 17 Nov 2016, 13:20

Sempre se perguntou o motivo de ter sido agraciado com a superioridade; estar sempre acima dos demais era uma benção e ao mesmo tempo uma maldição. "Uma faca de dois gumes." Naquele instante, a maldição estava focada no olfato e no odor incômodo de peixe que banhava o mercado, e graças a algum Deus ou entidade superior, existia outra peculiaridade que possibilitou sua distração: a curiosidade.

Nem se preocupou em não parecer enxerido e desviou o olhar áureo direto para a confusão recém formada, retorceu o nariz e encaracolou mais ainda as madeixas cerúleas com um dos dedos esguios, por alguns instantes, nem o odor e nem a própria senhora defronte a si puderam tirá-lo do transe que era saciar sua curiosidade com algum evento digno desta. "Essa pode ser a oportunidade perfeita." Sorriu, de modo que suas maçãs do rosto inchassem brevemente e dessem um pequeno pump nas marcas cinzas que descendiam dos olhos às bochechas, internamente - dentro do cérebro, no antro da racionalidade - traçou todos os fatos, todos os acontecimentos e eventos que trouxeram-no até aquele momento, e por fim, concluiu. "Destino existe, e ele..."

Pediu que a senhora esperasse com um aceno de mão básico, a palma exposta e os dedos rijos, e embarcou num trajeto sinuoso pelo lugar até o epicentro da confusão, exatamente no momento em que a arma sofria a ação do homem; não se esqueceu do balde nem dos restos de peixe, e tomou um na canhota, segurando o balde discretamente na direita e tomando o devido cuidado para que não tocasse o chão. Empolgação resumiria a cabeça de Riagrart naquele instante. "... quer que eu trolle!" Apesar da disritmia dos passos que tracejavam seu caminho, não apresentava (ou não esperava que o fizessem) ameaça. Com a rede de eventos que culminavam na ação almejada devidamente desenhada em linhas tênues como seda dentro de sua mente, pararia a uma direção segura do homem e dos seus acompanhantes, e até mesmo de qualquer pessoa que viesse a se aproximar.

Saudações, sor. Havia ouvido algum dos dois mencionar o que parecia ser um título de respeite, e não hesitou em repetir, afinal, polidez era sua maior qualidade na terra dos amargurados, sórdidos e odiosos homens. Perdoe minha intromigiasgfygassão, não precisa parar o que está fazengffhtdo, só quero lhe oferecer esse belo peixe em nome daquela senhora. Apontou para a mesma senhora que havia lhe provindo dos restos de peixe, e esperaria ter o mais apresentável destes em mãos; agora, não se confundam, senhores: polidez não é bondade, e bondade é uma virtude tola que Riagrart Eileean não possui. Haviam dois rumos para a "trollagem", e em ambos, alguém sairia morto: no primeiro, talvez o homem percebesse que o peixe oferecido, além de cru, era apenas um resto descartado, e viraria-se contra Riagrart ou a própria velha, e ele realmente esperava que fosse a comerciante, por isso a apontou; o segundo, com certeza era um caminho suicida, pois caso o homem aceitasse o peixe de bom grado, seria cortejado com todo o resto no balde, num ato de humilhação pública. TROLLFHUAGIFGISADO, SENHOR DESPROVIDO DE SAPIÊNCIA, HAHAHA!

Em ambos os casos, estava ciente ou pelo menos contava com uma investida por parte de um ou de todos os alvos mais recentes de sua brincadeira, e bloquear estava tão naturalmente dentro de seus planos quanto a clorofila está nas plantas mais verdes do mundo. Inicialmente, seriam os braços os responsáveis por contrapor-se aos golpes, exceto tiros: fecharia-os em "x" à partir dos cotovelos alinhados perfeitamente à metade das coxas, cobrindo dali até o pescoço numa guarda astuta, no entanto, também não hesitaria em medir forças contra qualquer um, principalmente o que carregava a arma apontada para a mulher: no instante em que a mira fosse alternada para si, usaria a extensão anormal dos membros superiores para desarmar o magrelo, agarraria o pulso com a canhota e a mão em si com a destra, procurando mirá-la para cima antes de torcê-la até que soltasse a arma. Em outros casos, manteria a distância segura com os braços esticados, e tentaria desarmar qualquer um de maneira semelhante. Riagrart faria isso unicamente em auto defesa, demonstrando um descaso completo por qualquer outro que fosse alvejado pelos três inimigos.

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Última edição por Bernstein em Qui 17 Nov 2016, 13:23, editado 1 vez(es) (Razão : Mudança no code.)
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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptyQui 17 Nov 2016, 15:04

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< E então, em repente, tudo explodiu: Veio o caos. O movimento dominou tudo que existia e foi ele o primeiro a criar. A dor nasceu, no mesmo instante em que o universo, berrante. >


O berro.


Para todo o breve sereno, existe um estrondo cortante, arrastando-nos à caótica realidade. Naquele dia, eu, sim, assumi meu nome às estrelas, ou ao próprio, gritante, estúpido, Sol. Em intimidades caóticas movidas a berros uivantes dos maquinários nervosos percorrendo sangue e neurônios: Meu caos, reinando, que tanto me destruiu por todos esses anos, prometeu-me um futuro, como se me ensinasse a destruí-lo, como se me permitisse ser um outro alguém, em algum momento, em grandiosidade ou em remate. Diante das promessas do meu ego para com tudo, eu sabia. Daquele ar gelado, dos meus pés balançantes, da minha foice imatura, dos berros desesperados, que eu precisava me mexer. Os exclamados urros pareciam me chamar, seriam, então, vozes do destino?

Meus olhos levantaram, dispostos. Minha mente não tinha certeza do que estava acontecendo, parecia não processar, estava fechada em seu caos, mas sabia que aquela voz feminina e frágil pedia por ajuda. Um dos meus pontos fracos era a pena. Me levantei, encaixando, com conforto, a foice na minha mão direita. Tudo isso foi mais rápido do que parecia, minha mente era frenética, apesar do meu comportamento lento e apático. Sem mudar minha expressão eu corri em direção ao acontecido, visando um confronto direto com o agressor da fêmea. Não havia necessidade alguma de tomar cuidado com os meus adversários: Eu não poderia morrer, meu corpo já havia falecido há muito tempo, e ele era somente a minha ferramenta para curar o universo de si mesmo.

Eu avançaria com as duas mãos cruzadas na minha frente, uma delas segurando a foice, em posição de contra-ataque, por mais que eu nunca usasse de contra-ataques nas minhas lutas, e também não pretendesse nessa. Assim que eu chegasse perto do agressor eu tentaria cortá-lo com um corte transversal, criando um ângulo que passasse por sua mão e cabeça, como fazia com os arruaceiros, coitados, que curava do sofrimento quando achava-os perdidos pelos corredores da morte, os tais becos. Se algo me atingisse no caminho ou depois disso, apenas ignoraria, eu sabia que aquela dor era só momentânea e que nunca chegaria nem perto do meu sofrimento: Eu precisava completar meu objetivo. Independente de acertá-lo ou não eu chegaria ainda mais perto e desferiria outro golpe, agora na parte inferior, tentando cortar o movimento do filho da puta, outra das minhas divertidas arte-manhas para finalizar vidas. E, se ainda possível, um terceiro corte, lateralmente, visando o tórax. Em caso de erro, em qualquer das circunstâncias ou em caso de ter finalizado os três ataques eu recuaria rapidamente para trás, pensando no ocorrido e procurando uma nova vítima antes de salvar a menina indefesa, tirando sua vida, que era, nos fim das contas, aquela quem a fazia mais mal.
OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptySex 18 Nov 2016, 16:38

[right][Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Erros são cometidos por todos, eventualmente; o erro do esguio e engomado homem de terno, acompanhado dos dois guarda-costas foi ter aparecido num instante tão inoportuno. Talvez os tênues e translúcidos fios do destino se emaranhassem exatamente naquela situação, juntando linhas de histórias paralelas num embaraço improvável de ser desfeito. Entretanto, por mais que esses fios fossem tão separados inicialmente, tão peculiares, individuais e únicos, havia uma semelhança dita magnética, que os atraía involuntariamente: o assassinato. Os três são homens imorais, e embora alguns se amarrem sob a falsa premissa de expurgo ou libertação das mazelas mundanas, o terceiro não justifica seus atos: mata por querer, mas não sem motivos.
Os fatores que os juntaram eram variados, tão incomuns quanto suas próprias personalidades: dever divino, pena, ou simplesmente, chiste. Independente desses, o que os incutia a se unir ao redor como os planetas ao Sol era a própria figura delgada de terno que carregava uma pistola, mas apesar da força sutil, não os tinha sob seu domínio e enfrentava – graças aos próprios fatores anteriores – a rebeldia do trio.
Em primeira instância, o ar sibilou num assobio cortante e crepitante, tingido de alvo por madeixas alongadas como sua própria aparência, que esvoaçavam sinuosamente pelo ar, tão organizadas como um exército hoplita em formação de falange, esbanjando a elegância pomposa do Estripador; e sabiam, e como sabiam, que aquele era o próprio; reflexo disso foram os semblantes pavorosos que despontaram nos rostos que tinham o desprazer de vê-lo. Não houve tempo ou intervalo, Riagrart, reflexivamente, pôs-se para trás de supetão, surpreso e levemente assustado com o fugaz acontecido, e teve sua tentativa de pilhéria frustrada. Todo o trio engomado afogou-se sob a massa abundante e gosmenta de fator-surpresa advinda de Jack Dracul, e em segundos tão efêmeros quanto milésimos, o antes branco estava rubro, maculado pelo sangue impuro que irrompia fervorosamente do pulso vazio do mais alongado e magro, que não esboçava reação maior que um sorriso com os olhos colados em Jack.
Se não fosse pelo tão súbito nascimento da figura misericordiosa de Branco Pondus como mais novo agressor, a dupla teria parado ali mesmo para estancar o sangramento, mas dado ao estado de alerta recém adquirido, sua foice tão fúlgida quanto o lago mais escuro sob a luz branca lunar, encontrou impasse na extensão de uma tonfa, que a manteve ali, e Jack encontrou o karma negativo com um tiro de raspão que vinha do terceiro inimigo, tão perceptível quanto um rato, esmirrado e sutil mais atrás dos outros dois, sentiu o ombro esquerdo rasgar e cuspir sangue pelos trajes antes puros como uma virgem; Riagrart resguardava-se ali próximo, esbanjando um egoísmo fidedigno da natureza humana.
– REVELAÇÕES, SENHORAS E SENHORES! – Um passinho para trás com cuidado para não pisar em sangue e pôs-se na segurança de seus guarda-costas; gesticulava com a mão decepada como se nem sentisse sua falta, o sangue continuava seu trajeto libertário para fora, derramando-se como vinho no chão e unindo-se ao que já estava no ambiente.
– Existe mesmo um Estripador e ele está diante dos nossos ilustres olhares! Aplausos! – Fez que ia bater palmas, mas se reteve quando fingiu notar a falta da mão.
– Oh, que pena. – Reuniu saliva tão branca como neve dentro da boca e entregou-a ao chão, bem aos pés do trio peculiar de assassinos.
– Uma cidade que permite a circulação de um "Jesus de foice", tão charlatão quanto o original, não merece ser chamada de cidade. – Mais alguns passos e foi sendo engolido pela penumbra.
– Nos veremos em breve, "Estripador". – Assim que sua voz foi se perdendo nos confins do desconhecido, a dupla de guardas acompanhou, aproveitando os recuos de Dracul e cia, e concretizaram, sem dificuldade alguma, suas fugas.[/justify
Histórico Jack:
 

Histórico Branco:
 

Histórico Riagrart:
 

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MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro - Página 2 EmptySex 18 Nov 2016, 22:08

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A lâmina subia numa majestosa dança purgatória. Penetrando e rompendo carne e osso como se insignificantes fossem. Rasgava e trazia consigo a libertação do vermelho de dentro da pele. Rubro nascido de um corte simples, uníssono e perfeitamente lindo. Insignificante. Um brandir belo, mas não mais puro. Desolador. O carmesim liberto escorria pela lâmina prateada, embebedando a foice, que antes tinha sede de um sangue errôneo, com o verdadeiro vermelho que ela merecia. Devidamente corrompida aos olhos dos mortais, mas, ainda sim, perfeita. Como toda a purgação no mundo deveria ser. A mais pura simplicidade, necessária para taxar o quanto a vida de um pecador valia pouco aos olhos do deus que Jack brandia sua lâmina. O quanto um corrompido merecia não mais que sofrer no purgatório que os circundavam. Sofrer perante o santo carrasco.

Entre o casamento da prata e do carmesim, do esvoaçar das penas negras e das madeixas alvas, o espetáculo se estabelecia. A plateia olhava-o de soslaio ao notarem o clímax. Nada mais que o esperado. A apresentação pública do Estripador não era um fato muito corriqueiro. Mas logo o desfecho precisaria florescer, e, sem sombra de dúvidas, traria consigo não mais que o caos. Eminente caos. Afinal, não era de se esperar uma reação mais branda diante do assassino da única diversão dos plebeus. O detentor da foice que ceifava mãe, irmãs e filhas; sem escrúpulos. O diabo em forma de anjo, que jurava aos céus que tinha o melhor dos motivos para ser o famigerado assassino. Os fatos cantavam uníssono que o estopim da calamidade pública era eminente a todos. A todos, menos ao simpático sorriso do ceifador, que por mais eminente que fosse o estopim do caos não refletia as feições de Jack. Mantinha-se ereto, cortês e, devidamente, despreocupado. Não era de o seu feitio permitir que qualquer preocupação escapasse, mas, naquele caso em específico, era um feito notável a qualquer ser de sangue quente. Quem sabe sua cruzada ao pecado já tivesse consumido o calor dele há muito.

O algoz da dança da morte germinava como o delgado feixe de sangue que escorria do seu ombro esquerdo na abertura do seu sobretudo. Fitou-o estimando o quanto seria difícil fazer uma pele humana chegar a aquela cor outra vez e quase perdeu o seu sorriso. Quase. Jack não se importaria nem um pouco de ter de travar uma justa contra plebeus moribundos de fome, mas suas roupas eram utensílios importantes para uma criatura que se intitulava como um nobre. Se ateu a segurar a foice apenas com a mão esquerda e tateou o seu peito em busca dos caros colares de pérolas que estimava quase tanto quanto suas roupas de couro humano. Bufou de alivio no instante que sentiu as pequenas contas com as pontas dos dedos e, finalmente, voltou à donzela que o tinha trago ali. Olhá-la-ia com cuidado, demonstrando o um sorriso meigo nos seus finos lábios rosados e caminhando com calma em sua direção. Ao se aproximar o necessário, tiraria sua cartola em seu movimento cordial de coloca-la sob o peito e se reverenciar.

– Mil perdões por tê-la amedrontado, mademoiselle. Ouvi o cantar do pássaro errado, mas o meu bom Deus me trousse a luz da verdade. Compreendo seu temor quanto a mim, mas não posso abandoná-la aqui. Temo que permanecendo aqui a coloque numa situação onde a olhem como simpatizante do estripador. Bem... na melhor das hipóteses, não a deflorarão antes de ceifarem sua vida... peço que compreenda. Balbuciava incerto, ainda encabulado por tê-la como uma pecadora quanto o homem que tentará o controlar era o verdadeiro mal. Em sua cabeça, não detinha completo controle do que devia fazer dali em diante, mas de certa dois fatos iriam guiá-lo ao inevitável: purificar e, agora, resguardar.

O ceifador sabia que tinha o dever com sua moral de proteger a fiel. Sabia, também, que ela não permitiria que ele a carregasse sem lutar contra. E nisto o contraditório Jack Dracul nasceria. Iria sim ajudá-la. Sem nem mesmo pestanejar, ajudaria, mas à sua moda. À moda controversa do estripador de justificar seu meio conturbado de atingir seu inalcançável bem maior. Doeria tanto nele quanto nela, mas era a atitude mais viável para os dois. Ainda sorrindo e sendo gentil, giraria seu punho para que a foice fosse apontada para o lado contrário ao que o movimento e descreveria uma meia lua visando acertar a lateral da sua cabeça forte o suficiente para que a desmaiasse, mas nada que arrancasse sangue de sua carne. Descreveria o golpe, justamente, com o braço que a munição rasgara sutilmente sua pele para que a lesão censurasse o seu movimento e a golpearia com a madeira da foice. Arderia num aviso de que aquilo doía tanto nele quanto na moça. Arderia para mostrar que a dor dela, uma fiel do seu deus único e potente, também era uma dor dele.

Sabia o quanto seriam visados, por isto a todo o instante estaria preparado para evadir golpes que possam vir a ocorrer tanto a ele quanto a sua protegida. No segundo caso, Jack iria pegá-la no colo, o mais rápido possível, e a colocar sob seu ombro direito, firmando seu corpo ao alçar suas coxas com o antebraço e firmaria. No restante ou após tê-la ao colo, efetuaria evasões para as laterais, visando sempre à esquerda, saltando para trás contra golpes que não fosse possível evadir. Evitaria movimentos muito bruscos para evitar quedas pelo peso excedente que carregava ou lesões tanto a ele quanto à moça. Em último caso tentaria contrapor um golpe com outro, mesmo não sendo tão capaz de descrever bloqueios, seria uma última medida, talvez, desesperada.

Com a moça em seu ombro, se ateria a correr mantendo o seu equilíbrio. Não seria uma tarefa tão requisitada quanto se trata de um acrobata treinado. Sabia muito bem que teria que jogar o seu peso para o lado oposto ao que pairava a moça para que, assim, consiga correr com mais facilidade, pois, ao fazer isto, balancearia o seu o lado mais pesada, voltando, quase, ao normal. Correria em uma velocidade que ele tinha certeza de que conseguiria manter o ritmo por um bom tempo e evitaria ao máximo ter que parar para descansar. Se necessário descansaria durante um leve trote, onde se ateria a concentrar-se em sua respiração para que consiga estabilizar seu estado de fatiga um tanto mais fugaz. Seguiria o rapaz de terno até perdê-lo totalmente de vista ou encontra-lo. Teria de passar pelo prostíbulo, pois era exatamente aquele o lugar que o rapaz de terno tinha entrado. Jack sabia que ele tinha o dever de purificar aquelas mulheres, mas aquele não seria o momento para o ato. Ele estava em uma perseguição e não era chamado de “Estripador” por conceder purificações indolores. Ele precisava de tempo para que sua purgação fosse boa o suficiente para que o reino do seu deus aceitasse a pecadora. Além, de ser necessário que elas entrem ao céu com um sorriso em seus rostos, que mortas, perdem-no instantaneamente.

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