One Piece RPG
O lobo em pele de cordeiro XwqZD3u


One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
InícioBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se
Últimos assuntos
» [Mini-Azarado] Um falastrão beberrento
O lobo em pele de cordeiro Emptypor GM.Jinne Hoje à(s) 10:58

» Os 12 Escolhidos, O Filme
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Fran B. Air Hoje à(s) 05:24

» Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Wesker Hoje à(s) 03:53

» Jade Blair
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Kylo Hoje à(s) 03:42

» Seasons: Road to New World
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Ravenborn Hoje à(s) 02:26

» The Victory Promise
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Akise Hoje à(s) 00:33

» Ler Mil Livros e Andar Mil Milhas
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Fukai Hoje à(s) 00:27

» Kit Phil Magestic
O lobo em pele de cordeiro Emptypor GM.Muffatu Ontem à(s) 22:25

» 10º Capítulo - Parabellum!
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Marciano Ontem à(s) 22:12

» [E.M] - Gostosuras e Travessuras
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Achiles Ontem à(s) 21:59

» II - Growing Bonds
O lobo em pele de cordeiro Emptypor War Ontem à(s) 21:36

» Xeque - Mate - Parte 1
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Ceji Ontem à(s) 21:20

» Pandamonio, Vol 1 - Rumo à Grand Line!
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Fran B. Air Ontem à(s) 19:58

» Livro Um - Atitudes que dão poder
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Quazer Satiel Ontem à(s) 18:28

» Galeria Infernal do Baskerville
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Blum Ontem à(s) 18:16

» O Log que vale Dois Bilhões de Berries
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Blum Ontem à(s) 17:48

» Hey Ya!
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Takamoto Lisandro Ontem à(s) 17:25

» Blackjack Baskerville
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Baskerville Ontem à(s) 17:21

» Cap. 2 - The Enemy Within
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Takamoto Lisandro Ontem à(s) 16:07

» ブルーベリーパイ ~ Blueberry Pie
O lobo em pele de cordeiro Emptypor Skÿller Ontem à(s) 16:07



------------
- NOSSO BANNER-

------------

Naruto AkatsukiPokémon Mythology RPG
Naruto RPG: Mundo Shinobi
Conheça o Fórum NSSantuário RPG
Erilea RegionRPG V Portugal
The Blood OlympusPercy Jackson RPG BR
A Song of Ice and FireSolo Leveling RPG
Veritaserum RPGPeace Sign RPG
Pokémon Adventure RPG

------------

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::


 

 O lobo em pele de cordeiro

Ir em baixo 
Ir à página : 1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte
AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
Duque Azul
ADM.Tidus

Créditos : 62
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Masculino Data de inscrição : 10/06/2011
Idade : 27
Localização : 1ª Rota - Karakui

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptySeg 31 Out 2016, 15:43

O lobo em pele de cordeiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Jack Dracul. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Olá Convidado, seja bem-vindo ao One Piece RPG.
Links para ajuda: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] | [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptyTer 01 Nov 2016, 01:02

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
Doutrinado num mosteiro e ensinado o que era certo e o que era errado baseado em ser punido ou não pelos seus atos, ele nunca foi de fazer muita questão quanto ao horário que iria dormir, ainda menos quando tinha de escolher entre seu sono e sua cruzada contra os pecadores. Contudo, no dia anterior, Jack dormiu cedo, pois se sentiu mal após um arrastado e penoso dia de trabalho na funerária dos seus pais.

Remeteu, logo após, que aquele dia o Estripador teria que dormir mais uma vez e isto o perturbou o suficiente para esquecer-se da fome no jantar cheiroso que tinham servido à mesa. Sabia há risca que ele estava há exatas duas semanas neste trabalho maçante e sem fim que seu pai impunha e rezava ser o último dia com tantas coisas a serem feitas sempre que um dia novo começava. Doze dias sem um assassinato do estripador.

Os dias corriam como um riacho, já a implacável fúria crepitava em sua alma mais forte do que o calor de qualquer donzela. Revoltado, rezou até cair no sono, remoendo os gritos das suas vitimas mescladas com suas orações, em um uníssono aconchegante ao celestial. Pouco tempo depois se sentiu leve e tudo apagou.

Aprendeu a acordar cedo para aproveitar as maravilhas que seu deus criou. Sempre relembrava a frase de um dos seus padres mais marcantes em toda a sua estadia no mosteiro. Dormir é perder o pouco tempo que deus nos da para contemplar suas incalculáveis maravilhas, mesmo que o primogênito dos Dracul’s tivesse idade para entender que aquilo não passava de uma desculpa do sacerdote para acordar todas as crianças e fazê-las exercerem as poucas funções que ele tinha, era uma frase bonita quando Jack a sussurrava para si mesmo. Foi uma pena ele ter morrido no massacre.

Tapearia pela cama e seus arredores onde havia se escondido seu terço, inicialmente sem desvencilhar-se de onde estava. Procurando melhor se fosse necessário e desistindo se precisasse gastar muito tempo. Com o terço na mão, ou tendo desistido de encontrá-lo, vestiria as roupas adequadas para sair do seu leito, seguiria até a janela que fosse mais próxima a ele e a abriria. Gostava da brisa salgada que o vento arrancava do oceano e carregava para as janelas do palácio e torcia para ter acordado a tempo de vislumbrar a beleza do sol nascendo.

– GUHEHE! Sorriu com os lábios e com os olhos, escondendo parcialmente a sua boca com uma de suas mãos. Por mais incrível que possa parecer, era um sorriso puro, o serial killer nunca deixou uma curva escapar dos seus lábios que não fossem as curvas mais cobertas de sentimento. Ele ama sorrir.

Lamberia os lábios enquanto alongava para estalar algumas articulações doloridas pelo sono e mexer suas enormes asas negras o pouco que conseguia. Preparando-se para rezar o seu terço matutino e se tiver tido êxito em encontrar o seu, as contas o ajudariam bastante para que não se perdesse, mas não era como se ele não tivesse decorado.

Ele rezaria, mas uma sequência de imagens de sua foice cortando um colar de pérolas brancas e fazendo suas contas espalharem e quicarem em um barulho fatidicamente irritante. Foi a única coisa que ele conseguia pensar entre as pausas do seu ritual. O pior de tudo era que nem ao menos conseguia lembrar o rosto da moça com quem tenha feito isto. Era uma prostituta? Talvez, no mínimo uma devassa perdida na vida, contudo, como ela era? Loira? Ruiva? Morena? Não sabia dizer, já tinha purificado tantas, porque ela seria especial? Já não passava de uma filha de carniça para corvos e moscas.

Queria acreditar naquilo tudo, mas suas entranhas falavam o contrário.

– ... pai, filho e espírito santo. Amém! Findou aquilo tudo, com a prazerosa e ressonante palavra que simbolizava que tinha verdade em tudo que tinha dito até ali. “Que assim seja!”, relembrou na voz do seu amado e falecido bispo.

Agora, finalmente estava pronto para seus afazeres diários. Sentiria seu estômago ressonar, lutando com que seu dono percebesse que ele precisava de alimento. A convocação era tão intensa que poderia ser dito que ouriços nadavam dentro das entranhas do estripador. Ele precisava comer urgentemente, todavia, o Estripador foi fugaz em tomar uma providência para tal, indo até a dispensa mais próxima ou convocaria os serviçais da casa para que preparassem algo que para enchê-lo. Obviamente sendo educado ao extremo, como um sor, e mostrando tudo que aprendeu nos anos apanhando de padres e da sua mãe.

Comeria o que lhe dessem ou o que conseguisse encontrar que não necessitasse de um preparo para ser ingerido.

Caminharia com seus passos firmes e postura impecável, até a saída da cara, mas no meio do caminho olhou para suas mãos nuas e lembrou que estava esquecendo-se da sua melhor amiga. A foice. Procuraria pelo castelo por minutos, até se recordar que sua amiga tinha beijado tantas peles diferentes e sendo banhada pelos mais diversos tons de carmesim, que ela perderá seu fio e só seria útil se fosse afiada, mas estava impregnada em vermelho e crostas de sangue seco que não saiam, o que o fez precisar se livrar da arma.

Duas semanas foram realmente tempo demais para o Estripador, contudo esquecer a morte de sua única amiga? Era demais. Quis ficar com raiva de si mesmo ou matar o seus pais, mas em nenhum dos casos teria quaisquer vantagens, já que notariam a falta dos seus pais e que não se lembrava de vê-los pecar o suficiente para que fosse preciso purifica-los com o beijo gelado do aço, ou, não sairia do lugar e não poderia ser a sensação prazerosa de fechar os punhos de sua mão esquerda ao redor de uma foice.

Lenta e desgostosamente, voltaria ao seu quarto, buscando minha carteira e ao acha-la a colocaria em um dos meus bolsos e seguiria para fora do palácio.

Antes que pudesse buscar um vendedor de armas em Porto Branco, precisava avisar minha mãe que eu iria me atrasar para o trabalho hoje, pois iria precisar de uma foice nova. Deveria saber onde ficava a funerária da minha própria família, mas se não soubesse apenas usaria da sua aparência para parar qualquer um e indagar onde poderia achar a tal funerária.

Chegando lá, Jack procuraria por sua progenitora e ao achá-la alertaria:

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
– Mademoiselle, com sua autorização irei à loja de armas buscar por uma foice nova, já que a minha está gasta. Até logo. Dobraria a ponta direita da minha cartola com a mesma mão enquanto acenava com a cabeça, giraria em meus calcanhares e seguiria para loja que vendesse foices mais próximas dali. Se precisasse pedir informação para chegar, assim o faria e lá pediria a melhor foice de duas mãos que custasse menos de cinquenta mil berries.Se existisse Jack a compraria e voltaria à funerária, iniciando seu dia de trabalho

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Scarlight
Civil
Civil
Scarlight

Créditos : 15
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Data de inscrição : 01/07/2016
Idade : 20

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptyQui 03 Nov 2016, 17:57


E assim começava um novo dia para Jack Dracul, o jovem nobre, que tinha tudo que poderia pedir em sua vida. Uma casa muito agradável, com muitos empregados para poderem lhe servir, pais com uma boa condição financeira, além de ser um celestial. Celestiais são raças que costumam vir da Grand Line, o mar mais perigoso existente. Porém, Jack era um caso diferente. Ele era sim um Celestial, mas havia nascido em Dawn Island, no East Blue, uma ilha pacífica, mas que simplesmente foi ignorada pela Marinha e pelo Governo Mundial, não recebendo suporte dos mesmos.

Apesar disso, a ilha recebia proteção de outras maneiras. Eram muitos os Caçadores de Recompensas que vinham até a ilha buscando acabar com alguns piratas para conseguirem algum dinheiro. Além disso, ela tinha uma forte economia, e os nobres de Porto Branco não sentiam medo algum. Uma ilha muito próspera e interessante, isso era verdade.

Rezou seu terço e se pois a tomar café da manhã. As torradas que a cozinheira haviam preparado estavam simplesmente incríveis, e o suco de laranja dava certo frescor e energia para o rapaz, apesar de que os ácidos cítricos poderiam danificar seu estômago algum dia, não que isso fizesse alguma diferença. Após isso, o jovem voltou a se lembrar de sua foice, uma velha amiga, mas que agora já não estava mais em seus melhores dias. O fato de ter purificado tantas mulheres pecadoras pelas ruas de Dawn Island fez com que a lâmina ficasse manchada de vermelho, o sangue impuro seco, fazendo com que a mesma perdesse seu corte. Havia se tornado inútil.

Decidiu então pegar sua carteira e ir até a loja de armas para que pudesse adquirir uma nova. Seria realmente difícil executar os assassinatos que seus clientes pediam se não conseguisse uma nova. Contudo, decidiu avisar sua mãe para onde iria. E ela provavelmente estava trabalhando na funerária da família, então não demorou muito para que o rapaz chegasse até o local.
Era um estabelecimento um tanto quanto sombrio. Quer dizer, ele não transmitia propositalmente nenhuma aura negra, mas o fato de ser uma funerária fazia com que as pessoas ficassem um tanto apreensivas quanto ao local. Jack já estava muito acostumado, então nada fazia diferença. Ao entrar, encontrou o local muito bem organizado, com várias cadeiras dispostas nas laterais das paredes, e um altar para que pudesse ser colocado algum caixão com um cadáver preenchendo seu interior.

Jack então chamou sua mãe. Na verdade, apenas a avisou que estava indo comprar uma nova foice, visto que a sua outra estava muito gasta. Não demorou muito para a mãe do rapaz logo descer as escadas, que conectavam o cômodo onde estava até o andar de cima.
Era uma bela mulher, com seus cabelos negros, caindo nos ombros, mas já estava bem envelhecida. As rugas não fugiam de seu rosto, e seus olhos aparentavam estar cansados, olhos que mostravam que havia vivido muito. Ela olhou para o rapaz, e deu um sorriso.

- Certo, mon amour, não volte tarde! - Avisou ela, logo voltando as seus afazeres no andar de cima.

Jack então começou a procurar pela loja de armas para que pudesse comprar sua foice. Suas economias resultavam em B$50.000. Cinquenta mil Berries. Era uma quantia muito pouca para o filho de um casal de nobres, mas mesmo assim, era seu dinheiro, e apenas seu. Talvez ele conseguisse mais com o tempo, mas por enquanto era só isso.

Não demorou muito para se aproximar de um local bem temático para uma loja de armas. Era uma construção com as paredes pintadas para fazerem lembrar madeiras, e na placa acima da porta dizia algo como "Noble Arms", além de haver uma espada cravada em uma pedra, desenhada sobre a placa. Era claramente uma loja de armas.

Caso o rapaz decidisse entrar na loja, conseguiria ver um local bem organizado. Era pequeno, pois havia somente um balcão ali, e uma mesa de madeira num canto, com algumas cadeiras. Alguns homens estavam fumando e jogando cartas. Atrás do balcão, era possível ver um rapaz alto, musculoso, com cabelos castanho escuro, cortado de maneira irregular, muito charmoso pelo visto. Ele olhou para o rapaz e sorriu.

- Bem vindo! Sou Borz, o que procura? - Diria ele, sorridente.

Histórico Jack:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Fala
Falas alheias
"Pensamento"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptySex 04 Nov 2016, 04:47

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
O ar pitoresco e modesto da construção levou de Jack uma arfada sorridente. Já tinha visto lojas melhores que aquelas, mas, no fim, aço é aço e suas poucas notas amassadas não iriam alçar bons ferreiros. Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus, recordou do confortante e belo sorriso e da mão suave da freira mais velha que gostava de afagar o seu rosto e em flashs lembrou como foi o sorriso se esvaiu quando o purificante vermelho cobriu seu corpo e ele teve de desenha-lo novamente em seu belo rostinho enrugado. O ar nostálgico nascia junto a um delgado riso, ele gostava bastante dela e dos seus biscoitos de canela cheirosos.

Se tivesse de ser em uma loja qualquer, por que não ali, uma bela loja qualquer? Correu os olhos pela faixada e apressou um pouco o passo. Fugiu de sua atenção como a porta era, mas por via das dúvidas entraria de lado para que suas imensas asas não atrapalhassem e o colocassem em uma situação constrangedora. Bateria suavemente com as costas da mão esquerda e empurraria a porta sutil e delicadamente.

– Com sua licença, Sor. Exclamaria ainda abrindo a porta com uma das mãos, dobrando a ponta da sua cartola e inclinando a cabeça na direção do vendedor, como um cumprimento.

Sempre gostou de suas cartolas e esse foi seu único pesar no mosteiro. A única coisa que ele não conseguiu se acostumar naquele monótono e repetitivo orfanato foi o vazio que sentia sem ela. Gostava tanto de usá-la, porém com o tempo e com a rígida educação, ele aprendeu que não podia entrar em locais fechados com uma. Tirou-a. Em um movimento coreografado, onde tiraria o adorno com a mão direita, que ainda a segurava do cumprimento outrora feito, e em um ligeiro arco com o braço até o peito, por fim, assim reverenciaria o vendedor, levantando, girando seu tronco na direção dos jogadores e reverenciando os demais.

– Bons ventos me trouxeram. Deus é realmente muito bom, não? GUHEHE! pentearia sua franja para trás com os dedos da sua mão desocupada, inclinaria a cabeça para cima, respiraria fundo e dardejaria o local até parar seus olhos no vendedor.

– Tens uma bela venda, sor. Outrora, jamais ouvira falar deste tão reconfortante recinto. Uma pena, uma pena! Pausaria, caminhando na direção da mesa, jogou a cartola como um disco por cima dela para que caísse em pé e puxou uma das cadeiras, a girando para que apoiasse seus braços em seu apoio. Um sorriso tão puro quando o mais puro dos sorrisos nasceria por entre seus finos lábios rosados, fazendo com que fechasse os olhos e deixando o seus brancos e plenamente alinhados dentes, falassem por si só. Por mais que não aparentasse, entediava-se fácil com as coisas e em pouco tempo já estaria simulando um cavalgar com as pontas das unhas batendo em um ritmo constante na mesa de madeira.

– Eu procuro a salvação! GUHEHE, mas, por agora, uma boa e amolada foice valerá a viagem. Brincou, ninguém sabia ao certo o que se passava na cabeça de Jack, mas parecia querer tornar aquela situação inusitada e levar todos a sorrir consigo.

Esperaria pela resposta do vendedor, enquanto olhava os jogadores de cartas. O amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie dos males, lembrava a frase e do quanto teve de apanhar ao ganhar apostas com seus colegas internos para aprende-la. Olhava-os como olhou para o vendedor, quis olha-los com o mais profundo desprezo por estarem pecando pouco após a aurora, mas não conseguia fazer aquilo, apenas o estripador era capaz de julgar pessoas, Jack Dracul era apenas um belo anjo.

Desviou o olhar deles, antes que não conseguisse controlar a vontade que tinha de purifica-los, mas não antes de decorar o rosto de cada um para os inserir na lista de nobres que morreriam após as mulheres perdidas serem extintas da ilha. Jack tinha um dever moral com a sua ilha natal, um ressinto de nobres não merecia menos do que puras e intocadas damas andando com seus vestidos rodados encrostados a joias. Quem sabe, quando não se livrasse dos pecadores não mudasse para outro lugar. Quase sorriu, mas se lembrou de que antes teria que falar com sua mãe e, pelo que recordava, ela não o deixaria viver fora após cinco anos desaparecido.

Não se sentia a vontade com aquele senso protetivo da sua mãe, mas entendia como ela se sentia. Correu fugazmente os olhos para o seu terço na mão direita. Ele não estava lá e entendeu como ela se sentiria. Tateou seus bolsos à sua procura, até recordar que o havia deixado em casa. No fim, aquilo não o impediria, abaixou os olhos e voltou a orar silenciosamente enquanto esperava a foice ser amolada. Dedicaria aquele terço às almas dos jogadores que queimariam no inferno se ele não tivesse tempo hábil a purificá-los.

Quando a foice fosse entregue, pararia de orar, a pegaria, agradeceria da forma mais formal possível e seguiria até a saída. Tendo o mesmo cuidado que teve ao entrar para não se ver preso na porta e em passos largos voltaria à funerária. Procuraria pela Senhora Dracul para dizer:

– Mademoiselle, agradeço-te à autorização e julgo não ter demorado. Vês a bela foice que o armeiro meu fez? Agia como uma criança ao ganhar um brinquedo novo, contudo tudo que ele fazia parecia ser estranhamente belo. Pegando a mão se sua mãe e a beijando, em agradecimento.

Novamente na funerária guardaria a foice em algum local acessível e faria o trabalho que seus pais julgassem que ele deveria prestar naquele dia.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Scarlight
Civil
Civil
Scarlight

Créditos : 15
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Data de inscrição : 01/07/2016
Idade : 20

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptyTer 08 Nov 2016, 15:41


O rapaz entrou no local com toda a educação que alguém poderia utilizar, mesmo que aquilo fosse simplesmente uma loja de armas. O fato de ter apanhado muito e de ter sido rigorosamente corrigido o fez lembrar que não se lembra em algum local utilizando algo que cubra a cabeça.

Borz fez as apresentações e o rapaz prosseguiu com seu jeito de cavalheiro, fazendo uma reverência com a cartola em mãos. O homem parecia estar alegre, não se incomodou com a reverência, e assim que viu as longas asas negras de Jack fez uma face um tanto quanto pensativa. Não era todos os dias que surgia alguém com asas negras na loja, mas simplesmente achou que fosse algo como uma moda entre pessoas mais novas, provavelmente vinda de outro mar.
Ele não parecia se importar tanto, pois logo desfez sua expressão e começou a ouvir o rapaz.

- Sim, Deus é realmente muito bom! - Concordou ele, com um sorriso simples.

Parecia estar se divertindo com o jeito peculiar de Jack entre todas as outras pessoas. É mais comum surgirem clientes grossos e rudes que não se importam nem um pouco com o que dizem, ou pessoas que simplesmente compram e saem. O homem ouvia atentamente às palavras do rapaz, e logo começava a procurar por uma foice, abrindo uma espécie de compartimento enorme acoplado à parede. De lá, retirou duas espécies de foice. Uma delas era pequena e servia principalmente para que o utilizador ficasse bem próximo do que estava combatendo, parecia até mesmo uma espécie de ferramente para jardinagem. A outra, longa, com um cabo de madeira bem resistente, a lâmina curva polida e brilhante.

- Tenho esses dois tipos - Dizia - Você é quem escolhe. Ambas são o mesmo preço, 30.000 berries!

Assim que o rapaz escolhesse a foice que desejava, o homem pegaria a que desejasse e então a embrulharia. A mesma já estava amolada, polida e nova em folha para que pudesse ser utilizada, não havia necessidade nenhuma para que o pudessem gastar tempo com a mesma. Retornando ao assunto, o homem pegou uma bainha diferenciada para a lâmina e colocou na mesma, ao mesmo tempo que embrulhava todo seu comprimento em panos, amarrando em seguida.

- Aqui está! - Diria, assim que recebesse o dinheiro de Jack.

Jack deveria estar bem satisfeito. Havia conseguido a foice que tanto desejara, uma bela substituta para sua companheira que agora não servia mais para nada, estava no fim da vida, a ponto de virar pó.
Decidiu, então, mostrar sua nova arma para sua mãe, ao mesmo tempo que estava querendo fazer algum trabalho na funerária de seus pais. O dever o chamava, e não demorou muito para que pudesse chegar até o local. Ao entrar, era possível ver sua mãe limpando alguns caixões, e assim que ouviu seu filho falar com palavras cheias de energia, a mesma se pôs a sorrir e a dar atenção para o mesmo.

- Que ótimo, mon amour - Dizia ela, logo voltando ao trabalho - Ah sim, e tem um nobre procurando por você... parece que a casa dele é a mais próxima do palácio. Pode ir, consigo fazer o trabalho sozinha!

Bom, parecia que o rapaz iria ter outro trabalho em breve, e ele já deve imaginar que tipo de trabalho é. Seja como for, já estava na parte da Alta Cidade em Porto Branco, bastava procurar a casa. Mas quem decide se vai ou não atender ao chamado do nobre é Jack. O que ele deve fazer?

Histórico Jack:
 




off: desculpe o atraso, já na segunda feira tive muita coisa pra fazer, mas agr ta ok q

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Fala
Falas alheias
"Pensamento"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptyTer 08 Nov 2016, 19:38

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
A escolha dentre as duas foices moldava-se ao óbvio. Nunca apeteceu a ideia de uma faca retorcida ser rotulada como uma foice, jamais se conformou com a ideia daquele aço ébrio ser tão pouco formosa e em hipótese alguma desperdiçaria seus anos de treinando numa arte tão moribunda. O Estripador era a reencarnação da fúria. A desgraça que cavalgava abraçada a mais pura beleza de um anjo. O bendito homem que se armava contra o pecado ao lado de uma foice. Uma foice de verdade, nada menos.

O sorriso quase que travesso ainda se prolongava, com a mesma suavidade e impertinente encanto de sempre. Seus atos possuíam um ar senhorial infantil, agravando-se no momento que preferiu erguer ao dedo a bradar pela arma que almejava. Escondeu o dedo, se ergueu e arrumou delicadamente a cadeira que outrora girou. Pegou sua carteira com uma mão e com a outra contou as notas necessárias. Com uma passada rápida de dedos entre as notas, puxou o dinheiro necessário, o estendeu ao vendedor e esperou que pegasse. Seria uma completa falta de respeito com a honra do prestativo rapaz jogar o dinheiro em seu balcão. Finalmente, guardando sua carteira quando o dinheiro fosse pego, prendendo a arma na alça de couro negro entre suas proeminentes asas. Agradeceu e saiu.

De volta a casa descobriu que teria de sair novamente. Era digno de espanto um dia tão pouco monótono, por mais que o semblante do assassino em série fosse estático na mais formosa das fases e naquilo se manteria a qualquer custo.

– Ver-me? Não me vem à memória quaisquer atendimentos domiciliar ou planos disso. De fato é um convite misterioso. Bem, na certa foi inesperado. Sabe o por quê? Ou melhor, eu conheço-o? GUHEHE! Não, não, não precisa me responder tanto, descobrirei lá. Agradeço-te pelo informe e oro para por sua ficada, madame. Prometo não demorar. Bebeu da dúvida entre goladas sorridentes. Tinha um modo vívido de expressar dúvida, se sua mãe não o conhecesse apenas acharia que estava divagando de ansiedade sobre o motivo, falando com o mesmo tom de voz, negando com a sua cabeça quando suas palavras cabiam isso e findando o assunto com o mesmo cumprimento com a cartola que se despediu.

Não aguardaria pela resposta e já puxaria a capa da foice a jogava na primeira lixeira que encontrasse. Seguiria pelas suas com calma, cumprimentando todos que reconhecesse da sua forma galante e respondendo os cumprimentos dos que não lembrava o rosto em uma elegância menos calorosa. Partia em busca da casa que sua mãe havia relatado ser de um homem a sua procura. Segundo ela era a mais próxima ao palácio, então apenas teria de seguir em direção à chamativa construção. Pela sua localização não seria mais que um pequeno senhor, dono de nada chamativo ao ponto de ser realmente um nobre importante, se não viveria dentro do palácio. O que alguém como ele queria com Jack? Nem mesmo ele entendia. Mesmo após teorizar durante todo o percurso até o palácio, apenas viu-se perdido na mesma dúvida de sempre. Por que?

Caminharia até o palácio e quando chegasse lá procuraria mensurar qual delas era a mais próximas para bater em sua porta. Toc, toc, toc.

– Sor? Informaram-me que queria minha presença. Sor? Jack Dracul aqui. Bradou um pouco mais alto do que gostaria entre as batidas e esperou por uma resposta, batendo mais vezes e repetindo as frases em ordem diferente se não fosse atendido.

Esperaria ali fora até sentir que aquele não era o local correto, indo à outra casa e repetindo o processo até acertar ou sentir que bastava. Voltaria para casa e informaria que não encontrou ninguém, na segunda opção. Porém, caso seja atendido por alguém, pediria licença, retiraria sua cartola e entraria.

Lá dentro Jack usaria da sua formalidade velada para olhar todo o ambiente sem que o proprietário notasse. Usando dos momentos onde o homem não olhasse diretamente para ele para seguir seus olhos da maneira que conseguisse e ao poucos notasse como o ambiente se construía ao seu redor. Seria um empenho bobo que agregaria em menos desvantagem em possível embate, mas não levantaria qualquer suspeita e não custava ser precavido. Ficaria de pé de não fosse convidado a sentar, caso contrario usaria de acento o bando que o residente indicasse. Sentado, cruzaria as pernas e manteria sua cartola em seu colo se não existisse nenhum cabineiro ou alça para deixá-la. É sabido que seria uma completa falta de educação se a prosa não fosse aquecida com uma boa bebida quente para afagar a rouquidão das gargantas secas. Se ocorresse Jack optaria por bebidas amargas, temperadas com canela e açúcar. Principalmente bebidas com cheiros característicos demais para serem adulteradas. Nada alcoólico.

– Honra-me com sua hospitalidade, sor, contudo creio que não viemos aqui trocar honrarias vazias. Diga-me, por que estou aqui? Balbuciou, sanando de uma vez por todas toda a incógnita que aquele convite virou. Levaria a xicara à boca, se o usual ocorrer e uma fosse oferecida a ele. Açaria-a entre o indicador e o dedão, segurando o pires um pouco abaixo e bebericaria se não notasse nada de diferente no aroma.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Scarlight
Civil
Civil
Scarlight

Créditos : 15
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Data de inscrição : 01/07/2016
Idade : 20

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptyQua 09 Nov 2016, 15:34


O rapaz decidiu que iria até o nobre que havia perguntado por ele. Afinal, seria uma falta de educação não comparecer no local, certo? Jack, com os bons ensinamentos que teve e com sua etiqueta, simplesmente não pôde recusar, e logo se despediu de sua mãe, indo em direção ao palácio.

Retirou a capa de sua foice e a atirou numa lixeira, não precisava dela. Simplesmente resolveu sair com a enorme foice por aí, despreocupado, carregando-a em seu ombro, ou talvez simplesmente a balançando de um lado para o outro. O rapaz achava que a casa deveria ser um local um tanto quanto menor que os demais por ficar muito perto do palácio. Se era tão lisonjeada, por que já não se inserir dentro do palácio?

Não demorou mais que 15 minutos para que ele pudesse encontrar uma... mansão? Era realmente uma casa gigantesca. Só não era maior que o palácio, e ficava bem próximo do mesmo. O jardim da frente era simples, mas tinha imensas proporções por trás da mesma. Devia ter cerca de 4 andares, sendo ela muito larga. As paredes tinham uma pintura branca impecável, com detalhes em cor de ouro, parecendo-se muito com o palácio que estava logo à sua frente. O pequeno portão que levava para a enorme porta de madeira nobre estava aberto, então Jack resolveu bater em sua porta.

Levou alguns segundos, quase um minuto, para que alguém atendesse a porta. Era uma moça em suas roupas de empregada azuis, acessórios brancos, cabelos cor vinho e enormes óculos, redondos, o reflexo dos mesmos até fazia com que seus olhos não conseguissem enxergar. Ela parecia um tanto quanto curiosa e, assim que viu Jack, deu um sorriso.

- Ah! Entre, entre, mestre James está esperando! - Disse ela, convidando o celestial a entrar em sua casa.

O rapaz entrou na casa com toda a educação possível que poderia possuir. Assim que conseguiu enxergar bem, viu uma belíssima entrada. Havia uma escada de mármore assim que entrou, enorme, que se dividia em duas e levava a outros andares e cômodos da mansão. Além disso, o local possuía um piso de pedra simplesmente magnífico, e as paredes eram cheias de espelhos de todas as formas que se poderia imaginar. Havia um porta chapéus longo, que ia do chão até o teto, se ramificava e era feito de uma madeira de boa qualidade. A empregada tomou a cartola do rapaz e colocou em um dos galhos, e então o conduziu para uma sala ao lado.
Não demorou para que o rapaz visse que a entrada era apenas o começo. Assim que entrou pela porta à direita, viu uma bela sala, com um sofá enorme, uma mesa de centro de vidro e uma decoração em azul. Havia vários armários com louças de cristal, vasos de porcelana altos e esguios, alguns largos e gordos, com belíssimas flores que enfeitavam todo o local. Não demorou muito para que a empregada pudesse puxar o rapaz para que ele se sentasse no confortável sofá azul. Ela parecia ser bem estovada.

Alguns segundos se passaram até que um homem alto, robusto, com costeletas que precisavam ser feitas imediatamente, aparecesse. Ele estava vestido com um terno marrom feito de camurça, e fumava um charuto. Atrás dele, uma moça o acompanhava. Ela estava vestida com um curto vestido, com recortes nas laterais para que pudesse caminhar de forma mais espairecida. O vestida tinha detalhes floridos, e havia algo como um espartilho azul em seu tronco, de maneira que deixava seus seios gigantescos. As mangas do vestido começavam justas aos braços e terminavam largas quando chegavam aos pulsos. A moça também usava meias 7/8, e calçava sapatilhas rosas.

- Bom dia, Jack Dracul, sou o conde James Robinson, e esta é minha guarda-costas, a quem prefere ser chamada de Blair - Disse ele, se apresentando, pegando na mão do rapaz.

Ele se sentou. Blair se sentou também, porém, um pouco mais afastada de James. Ela não parecia ser do tipo que falava muito. Não demorou muito para que a empregada trouxesse uma bandeja de prata com um bule de porcelana muito bonito, as xícaras e pires combinando. Colocou na mesa de centro e então começou a encher as xícaras com um líquido escuro, mas não totalmente negro, e sim algo mais semi transparente. Um cheiro sofisticado encheu o ar, e a mesma colocou as xícaras em frente aos seus donos.

- Obrigado, Maylene - Disse James, um tanto quanto rude - E você, Jack? Aceita o chá preto como está ou prefere adicionar mais açúcar, talvez creme?

O homem foi cortado pela pergunta do rapaz. Ele engoliu em seco, e logo pegou sua xícara para que pudesse tomar alguns goles daquela bebida, que enchia o ar com um aroma muito sofisticado, diferente até. Ele então tossiu e começou a conversar.

- Bem, ouvi de alguns outros amigos que você faz alguns... serviços - Disse ele - Se estiver disposto, posso pagar uma boa quantia. Mas você tem que garantir que vai matar aquela p... aquela madame para mim, está certo?

Ele parecia hesitante em falar. Ia dizer uma certa palavra, mas impediu-se no meio da sentença. Estava escondendo alguma coisa. Jack poderia aceitar, ou poderia também perguntar sobre o que queria pois, afinal, ele não era o tipo de pessoa que costuma ser contratada para que faça o que nobres querem. Era um anjo que não possuía amor por dinheiro, e sim um dos que limpava o mal do mundo. Mas agora seria ele quem deve saber o que fazer.
Aparência da empregada, Maylene:
 
Aparência de James Robinson:
 
Aparência de Blair:
 


Histórico Jack:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Fala
Falas alheias
"Pensamento"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptyQua 09 Nov 2016, 23:38

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
O aposento estava ricamente mobiliado. Como todo o resto da casa representava um luxo difícil de alçar, até mesmo dentre os nobres. As porcelana e cristais, possivelmente trabalhados pelas melhores mãos do reino, deviam custar o peso da pobre serviçal em prata. O sofá e a mesa valeriam pouco menos. Mas nada daquilo pareceu surpreender mais do que a donzela que seguia os passos do Conde como uma felina. Com a saudação, Jack virou-se para avaliar caindo inevitavelmente seus olhos nela. Gostou do que viu. Percebeu, num relance, que seus traços eram exóticos demais para pertencer a aquela ilha; rosto arredondado, olhos grandes e amendoados, com cabelo negro cortado curto, pele tão alva quanto a do celestial e um encaixar de curvas da própria luxúria. As roupas eram curtas num padrão não muito comum na ilha, mas a o ar misterioso que passavam com suas flores e cortes incomuns retiveram por completo sua promiscuidade. Estimou que não fosse mais velha do que ele por mesmo com o semblante sério transmitir um ar jovial.

Blair... ecoou quando foram apresentados. Quase sem palavras e com um sorriso estampado ao olha-la. Pela primeira vez, não sorria por cortesia, mostrava seus perfeitos dentes para gratificá-la por tamanha beleza, enquanto prendia seus olhos em seu rosto e lia o pouco que o penetrante castanho cantava mudo aos seus ouvidos. Leu, leu e leu, nada viu. Ela era o mais formoso dos labirintos que um dia o rapaz se perdera. O mais formoso, o mais complexo e, de longe, o melhor. Riria, incrédulo com tamanha magnificência e cairia em si a tempo de reverter a cena antes de ser patética. Fugiria seus olhos daquela armadilha em foi busca do Conde e escutou o que ele tinha a lhe dizer.

– Ora, ora, um guarda-costas? Acho que eu deveria me sentir ofendido, não? Achei que tinha me convidado para uma tarde de chá entre bons senhores. Mas o senhor veio todo preparado ao pior... Intrigante. Escondeu o escarnio num sorriso sútil, quase que desafiador. Confidenciando seus ditos num tom de voz casual demais para alguém que se dizia ofendido com algo.

Descruzaria as penas, arrumando sua postura e repousaria a sua foice na mesa de centro num lugar que não derrubasse nada. Olhou bem aquela situação e entendeu o real motivo de estar ali. Precisavam dele e ao mesmo tempo iriam começar uma brincadeira de gato e rato. Sabiam quem é o estripador e usariam dele para cumprir suas vontades. Eu só cumpro a vontade de Deus! correria os olhos pelo cabo da foice, estripador poderia simplesmente surgir ali, mas havia um porém: ele não seria tolo o suficiente para saber quem Jack é e mesmo assim convida-lo para sua morada sem ter um preparo. Pelos sete infernos, é arriscado demais... ou suspeitavam dele e usariam da morte do Conde como prova, ou a moça era realmente tudo aquilo que aparentava ser e um pouco mais. Não me cabe ponderar tanto. Deus trama ao meu favor, no fim. Dessa vez deu-me uma música desarmônica, então dançarei de acordo.

– Matar, sor? Acho que leu errado a placa, nós sepultamos, apenas. Deu de ombros, com o mais desafiadores sorrisos preso aos lábios e lançou os dados. O jogo iria começar ali e, independente do resultado, no final do dia teremos menos um caixão vago na vitrine da loja.

Iria serviu-se de classe ao derramar o chá em sua xícara, salpicando a quantidade que julgava necessária de açúcar para deixar o amargo mais delgado, porém presente. Sabia que a verdadeira ameaça não era o senhor com sua suíça hirsuta, mas sim a donzela. Fina, delicada e de ar impetuoso. Logo o chá poderia estar adulterado e o Conde poderia beber para provar que nada ocorria, a justa ocorreria entre os outros dois de qualquer forma. Não se atreveria a beber, porém para não levantar qualquer suspeita, levaria o chá até a altura do seu queixo e deixaria que a fumaça dopasse suas narinas com o aroma amargo. Apreciava aquele aroma e, dificilmente usariam de uma droga tão sofisticada a ponto dela entrar em forma de névoa quente nele, mas se se sentisse mal pelo odor depositaria o chá intocado na mesa.

– Infelizmente, no meu ócio sou bastante curioso. Quando você mencionou matar, lembrei do jantar de algumas noites atrás onde pela primeira vez ouvi falar de um tal de Estripador. Vocês são amigos? Não parece ser uma má pessoa. Acredito que ele é o novo Messias purificando o mundo das mulheres impuras, mas quando segredou a morte da Senhorita P. fui tomado por uma súbita vontade de conhecê-la. Se eu entendi bem o seu título, ela encaixa bem no perfil de vítimas dele. Trágico. Poderia até mesmo vender um caixão para o senhor. Claro, no preço adequado e após achar a pessoa certa para segreda-lhe sua morte. Sugiro que contate o tal Estripador, se for do seu agrado. Ele poderia ajudar. Mas há algo que me intriga, quem lhe informou que deveria comprar o caixão antes de comprar a morte? Gargalhou desafiando-o, dando um apelido à cortesã que ele queria morta, deixando nas entre linhas “quem lhe contou?” na sua última frase e que possivelmente aceitaria o trabalho quando se referia à vender um caixão.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Scarlight
Civil
Civil
Scarlight

Créditos : 15
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Data de inscrição : 01/07/2016
Idade : 20

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptySex 11 Nov 2016, 11:10


Jack parecia um tanto quanto ofendido com o fato de haver uma guarda-costas protegendo James. Acreditou que não haveria problema algum ali e, mesmo assim, o safado trouxe alguém para que pudesse lutar por ele, protegê-lo de qualquer maneira. O homem engoliu em seco ouvindo aquelas palavras, de modo que logo começou a se defender.

- Ouça, eu trabalho no submundo do East Blue, e preciso de alguém para me proteger... - Disse ele, cruzando os dedos e colocando-os de modo que escondessem sua boca.

Jack parecia estar ficando confuso e ofendido com tudo aquilo que havia ocorrido. Ele apenas fazia a vontade de Deus, porém, neste momento, se encontrava num impasse. Ele não poderia arriscar ser revelado como o Estripador, mas também não deveria fazer nada que não fosse a vontade do ser todo poderoso do qual ele acreditava.

Ele começava a beber seu chá, enquanto James ficava com uma aparência mais séria do que antes, talvez beirando o nervosismo. Blair estava com sua "cara de paisagem" de sempre, seu rosto totalmente inexpressivo, apenas ouvindo toda a conversa. Não parecia se importar, mas estava atenta ao menor movimento que poderia ser feito contra seu chefe, ou contra ela mesma. Era perceptível, estava numa posição do qual levantar-se e lutar não era problema. Tamborilava os dedos delicadamente no sofá, aguardando o fim daquela conversa.

Jack bebia seu chá enquanto contava que havia ouvido sobre o tal Estripador, e que sepultava apenas, além de oferecer um caixão ao nobre. A cada pergunta, a cada palavra da prosa do anjo, uma nova estocada da lâmina mais afiada atingia o aristocrata. James então se levantou. Parecia mais sério do que nunca, um tanto quanto nervoso. Estaria ofendido? Talvez a língua de Jack, mesmo que não fosse propositalmente, era muito afiada, como o gume da melhor espada feita pelo melhor ferreiro. Ele então se pôs a falar.

- Ouça bem, eu sou os olhos e os ouvidos dessa cidade. Acha que eu não sei o que o senhor fez? Aquela vadia pegou meu dinheiro e deu no pé. O contrato da Blair exige apenas que me proteja, e não que lute por mim ou mate outras pessoas. E aquela puta... - Ele fez uma pausa, parecia estar nervoso no momento - Eu não posso deixar que ela saia de fininho e acabe com minha dignidade! Exijo que o senhor faça algo, imediatamente!

Sua voz era firme, as palavras saiam com garra. Contudo, era possível perceber um fino sentimento de insegurança e desespero por trás das palavras daquele homem. Estava realmente querendo a morte da mulher da qual havia dado um calote no homem. Era uma situação cômica até, o fato de uma prostituta pegar o dinheiro e simplesmente não fazer o trabalho, além de deu no pé e ele não pode fazer nada. Uma moça muito experiente, não?

- Ah sim - Disse o homem, sua face agora era maliciosa - Se o senhor não fazer o que estou mandando, todos saberão quem será você! Vamos, você é quem decide seu destino!

Será que o aristocrata egoísta e desesperado havia conseguido encurralar o anjo de asas negras? O que Jack deveria fazer?



Histórico Jack:
 

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Fala
Falas alheias
"Pensamento"
Voltar ao Topo Ir em baixo
Hidan
Civil
Civil
Hidan

Créditos : 10
Warn : O lobo em pele de cordeiro 10010
Masculino Data de inscrição : 09/01/2013
Idade : 21
Localização : Inferno.

O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro EmptySex 11 Nov 2016, 14:22

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
O homem ralhou, coagiu e serviu insegurança como acompanhamento ao bom chá. Abria suas penas de pavão em forma de ameaças e achava-se capaz de intimidar o líder da matilha. Nada além de um simplório senhor embriagado por poder. O mesmo tipo de pessoa que não faria falta alguma aos olhos do deus de Jack. Digno de pena, bebericou seu chá, lisonjeado pelo sabor devidamente amargo lembrar-lhe que a viagem não tinha sido realmente em vão e, por mais tolo que podia parecer, era cômico como ele queria se impor e engraçado como bradava. Um apresentador de um bom espetáculo, mas seria melhor se o chá fosse doce... concluiu e gracejou em troca, com um sorriso de pura condolência à sua dignidade escondido nos fundos dos seus olhos verdes. Ouviu o galopar dos dedos da mais bela das guarda-costas e por pouco não desviava totalmente a atenção daquele espetáculo miserável que o conde fornecia. Porém sabia ser descortês parar de fita-lo. Não importasse o quanto a ladainha que escorresse da sua boca fosse tediosa. Em troca passou o restante dos segundos forçando-se a se lembrar de que a etiqueta sobrepunha qualquer desejo, por mais retumbante que fosse, no lugar de dar qualquer valor à ladainha.

O estripador sabia que aquele o que aquele homem representava e o quanto a sua morte fazia-se necessária. A cabeça da aranha do submundo estava ali, na sua frente, se a arrancasse as patas iriam contorcessem numa luta que a levaria à morte. A morte do mercado negro. E com ela boa parte das instituições que financiavam a promiscuidade humana. Deus quer isso; ele queria isto. E, uníssonos, sentenciavam-no à morte. Mas não ali. Não naquele momento. Mesmo que o matasse um ou dois dias depois, era claro que um rapaz com enormes asas negras tinha o visitado pouco antes do seu fim e os holofotes apontariam, no mínimo, para sua família. Seria de farta burrice evidenciar tão às caras e, um dia, momento certo iria chegar. Não tão depressa quanto a próxima lua, mas havia de vir.

– Espalhar sobre mim, conde? Honrar-me com sua publicidade, contudo é difícil crer que você seja um líder do mercado negro bondoso. Ah, não, eu até entendo. Viemos aqui trocar lisonjeio, bebermos um bom chá e negociarmos uma parceria entre o seu mercado e o meu. Ó, vocês devem precisar de centenas de caixões e nem mesmo sei se conseguiremos alçar tanta demanda. GUHEHE! Minha mãe irá adorar sua proposta. Debochou entre sorrisos e gesticulações. O conde precisaria entender que o Jack não iria ser direto ao ponto em nenhum momento que fosse. Ou ele entraria na dança do ceifador, ou perderia a última dança da sua vida em vão.

A deixa tinha sim um caráter de nivelar os ânimos da conversa pouco casual que tinham entre as golas do chá. Outrora, se o fogo estivesse quente demais, era difícil impedir que a torta queimasse atirando um punhado de passas dentro dela. De um lado, o conde fazia o seu jogo duro em tentar forçar que o rapaz admitisse de alguma maneira ser o estripador de Porto Branco e, do outro, Jack estava apenas começando e não se importaria nem um pouco de atirar mais meia dúzia de passas para vê-las torrar. O palco estava armado, agora bastaria saber quem venceria.

– Tens uma bela proposta em mãos. Dar notoriedade e corpos para encher meus caixões, contudo temo que não serei capaz de aceitar ou recusar qualquer coisa que queria propor. Quem cuida das finanças são os meus pais e, hoje, estou sutilmente interessado na moça que você quer que o estripador mate. Demais para devanear qualquer acordo futuro entre nos dois. GUHEHE! Posso um dia embarrar com ele pelas ruas de Porto Branco e dar-lhe o que me contou. Claro, se me der às informações necessárias e recordar como os caixões são caros em tempos de tormentas. Aliás, sugiro que reserve logo o seu. Antes que acabemos com o estoque. Eu não gostaria de ser sepultado em pedras, ou queimado em uma barca. Não sei você. Quase soaria ameaçador, mas o celestial transmitia pureza em excesso para não ser taxado como uma simples brincadeira cruel.

Colocaria a xícara sob a mesa e aguardaria uma resposta. Independente do que conseguisse iria se despedir. Encostaria o dorso de sua mão direita em sua lombar e reverenciaria o anfitrião. Seguiria até Blair, pegaria sua mão direita, a beijaria segredando em um tom que apenas os dois poderiam ouvir: tens uma beleza única, mademoiselle. Saindo, pegaria a sua foice, esperaria a serviçal para que encontrasse a saída com mais facilidade, pegaria sua cartola e sairia. Voltaria para a funerária a passos largos e, chegando lá, trabalharia até o fim do meu expediente. Somente no fim do dia usaria da desculpa de ir encontrar uma moça para sair mais cedo e não ter de voltar para casa. Se tivesse obtido algo usaria das informações que o conde lhe forneceu e dos seus passos leves para observar possíveis locais onde ela estaria ou procuraria por elas por si só.

____________________________________________________

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Voltar ao Topo Ir em baixo
Conteúdo patrocinado




O lobo em pele de cordeiro Empty
MensagemAssunto: Re: O lobo em pele de cordeiro   O lobo em pele de cordeiro Empty

Voltar ao Topo Ir em baixo
 
O lobo em pele de cordeiro
Voltar ao Topo 
Página 1 de 6Ir à página : 1, 2, 3, 4, 5, 6  Seguinte

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
One Piece RPG :: Oceanos :: East Blue :: Dawn Island-
Ir para: