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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos

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Fonseca
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptySab 22 Out 2016, 14:26


Chegar no palco gritando e caindo no chão de tanta dor havia sido o clímax da situação. Não pude aproveitar nada da bela vista do caminho pelo qual vim, não poderia aproveitar-me de tal festa, já que possuía um compromisso a cumprir. Não lembrava exatamente dos detalhes do que havia visto ou muito menos o caminho que tinha feito, lembrava apenas de arvores e mais arvores, fora a clareira pela qual avistei a cidade pela primeira vez. Essa clareira era a única coisa diferente que conseguia lembrar.

A dor em meus pés e em minhas costas somados um ao outro faziam com que eu não conseguisse me concentrar nos arredores, por tal motivo, acabei por ignorar boa parte das conversas paralelas e comentários feitos pelas pessoas da festa. Porém ao ouvir a palavra médico, acordei de meu transe temporário de dor e comecei a olhar para os lados, e ver um homem belo dizer que ele poderia ajudar. Na verdade ele apenas disse “cá estou eu”, mas assumi que ele era um médico, pelos trajes e pelo contexto da fala anterior de uma das convidadas.

Lutei bravamente para poder me por de pé novamente. O meu pé latejava. Eu mal o sentia, mas a pior dor ainda era a de minhas costas, devido a porrada que eu havia recebido do Pirâmide. Estando de pé, caminharia para a direção do homem, estava cambaleando, me sentindo psicologicamente humilhada, por estar naquela situação bem desconfortante no meio da multidão. A felina mortal estava praticamente caindo aos joelhos a um homem que mal conhecia e se ele fosse um marinheiro? E se alguém ali fosse da marinha? Patético, porém não tinha muita escolha, tinha uma divida com Marie e essa séria a melhor forma de pagar a ela, salvando sua vida.

- Por favor... Por favor... Me ajude.... Me ajude.... Minha ami... Minha amiga perdeu muito san... sangue... Preciso de ajuda para salvar a vida dela... Ela precisa de ajuda... Me... Me siga... Por favor!!

Tentaria sair daquele local. A principio não esperaria por uma resposta. Eu sabia que precisaria começar a me mover novamente em direção a cabana, caso contrario, acabaria desmaiando ali mesmo de tanta dor que sentia. Além do mais minhas energias estavam se esgotando. Eu precisaria comer e dormir, para poder estar 100% recuperada. Não da dor em si, mas do cansaço que sentia.

Olharia para trás, assim que estivesse prestes a entrar na floresta novamente. Faria isso para checar se o homem estaria ou não me seguindo. Se ele não estivesse, eu procuraria-o no meio da multidão e depois gritaria

- POR FAVOR, VENHA ME AJUDAR, EU LHE IMPLORO!

Esperava que ele me seguisse, e iria entrar na floresta, caminhando o mais rápido que eu poderia, o que era praticamente andar lentamente. Mas não tinha escolha. Se parasse por um segundo a mais, não me levantaria e seria consumido pela dor e pelo cansaço. Precisaria chegar com um médico até onde estava Marrie.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyDom 23 Out 2016, 01:02

Não lembrava que tinha fome, mas, ali, prestes a rastejar aos pés de um desconhecido, sentia um vazio em sua alma que poderia ser facilmente ser confundido com fome. Por mais que a felina mortal fosse uma promíscua assassina, pedir ajuda não seria um sinal de humildade? Ater-se a isto pouco valia e mesmo que na cabeça da assassina fosse uma situação humilhante, pela vida de Marie aquilo tudo seria um preço barato a pagar.
Humilhada e com fome, a assassina já tivera dias melhores.
Os joelhos doíam pelo impacto. Uma dor anestésica que parava, por alguns segundos, as dores que tinha nos pés. Quem sabe não tivesse sido uma boa ideia cair de joelhos quando sentiu que seus pés não aguentariam mais nenhum passo sequer.
O homem de pele negra caminhava na sua direção, trazendo consigo toda a população festiva que formava um grosso anel em volta de Niyah. Pareciam atordoados pro sua beleza, devaneando deleites e invejando. Poucos murmuravam sobre a raça da felina mortal e relembravam que sua cabeça tinha sido colocada a prêmio no mercado negro, contudo logo eram respondidos com calorosos brados a favor da linda mink. Em um mundo feio e sujo, ser linda trazia aliados.
Parou na frente da frágil assassina, abaixou-se para poder olha-la nos olhos e ouvia-a começando a implorar por sua ajuda, mas afagando suas bochechas com sua mão enluvada, advertia:
– Ninguém precisa implorar por um médico – sorria, mantendo, estranhamente, a rispidez de sempre na voz. –, diga para onde devemos seguir para salvar a sua amiga que. Posso ver nos seus olhos e sentir nos meus ossos que você gosta mesmo dessa sua amiga, mas não precisa se preocupar em me convencer de ir até lá, como minha mãe diz, “sou um empresário fadado ao fracasso”. Não nego ajuda a nenhuma pessoa, pirata, marinheiro ou uma mink linda e desesperada, não importa quem seja, irei sempre ajudar.
Ajudo-a a levantar e a viu seguir na frente, dando tremulo passo e despencando no seguinte. Podia jurar que tinha batido no chão, mas pouco antes disto ocorre, sentia as firmes mãos de médico na sua cintura e o via joga-la sobre os ombros e a segurar pela parte de trás das suas coxas.
– Durma, apenas irá me atrasar se tiver que acompanhar sua passada coxa das duas pernas.
As palavras soavam como uma ordem, via-o apenas seguir até uma das mais cheirosas mesas, pegar uma abarrotada mala de viagem pano escuro e feita apenas de tecido, joga-la no outro ombro e o viu entrar na floresta. Depois disso tudo ficou escuro.
No percurso esteve atenta de menos e o homem se movia rápido demais. Corria tão rápido como ela, mas conseguia manter o ritmo como se aquilo fosse um simples trote para ele. Lembrava de ter visto algo na floresta algumas vezes, entre um solavanco e outro acabava acordando e sempre via atrás de alguma árvores um palhaço macabro que parecia olha-la fixamente, mas sempre antes de conseguir tomar qualquer atitude sobre isto voltava a dormir.
Acordou, horas depois, na mesma cabana de sempre. Sentia um forte cheiro de café e via que o médico de ébano tinha montado uma mesa desmontável de madeira e servia café em uma das três xícaras dispostas em um triângulo.
– Acordou!  – sorriu. – Dormiu bem?
Não esperou por uma resposta.
– Da próxima vez, será mais fácil achar sua amiga se você me falar que ela estava em uma cabana no meio do nada. Tive que deduzir que ela estava em uma linha reta do caminho que você tentou seguir antes de desmaiar e usei o pouco que sei sobre caça para seguir a trilha que você deixou no caminho. –reclamava em um tom alegre, parecia achar que tudo aquilo era simples diversão, uma aventura. – talvez se não tivessem deixado a marca das suas unhas em uma árvore próxima eu não teria chegado aqui.
Marie vislumbrava a imagem dela descansando após o primeiro tiro, mas não lembrava de ter deixado garras alguma lá. Tivera ela se distraído ou a emoção do momento limitou sua memória?
– Bom, vamos à sua amiga! – esfregava uma mão na outra, como uma ardilosa mosca. – Ela foi envenenada com algo parecido com uma cicuta, uma variação que não tem na ilha, mas pelos sintomas era algo mais fraco que tinha como objetivo apenas atrofiar sua capacidade de reação. Alias, isso me lembra de indagar: quem está atrás de vocês? Isso não é algo que qualquer assassino faria, não é algo que um assassino bom faria... É algo maior! Vocês são as duas minks que a caçadora colocou a cabeça à premio, não são?
Marie estava enfaixada no mesmo canto, perecia muito melhor do que antes já que não suava com uma torneira. As bolsas estavam nos mesmos lugares que foram deixadas. Tudo parecia maravilhosamente bem, e, enquanto ele esperava pela resposta de Niyah, puxava da sua bolsa um baú repleto de chocolates e começava a degusta-los.
Do lado de fora, a mink conseguia ouvir um rugido ecoando do mar, algo rir atrás de uma árvore próxima e o arrepiante bater de assas que pouco tempo atrás ouvira chegar.

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyDom 23 Out 2016, 01:49


Não sei se me sentia sortuda ou com um azar extreme. O médico havia concordado em me ajudar e me seguir, porém eu continuava a sentir dor e havia sido praticamente humilhada por estar totalmente incapaz de fazer nada. Estava faminta também e minha sede por uma laranja estava aumentando, mas tentei continuar a seguir andando pela rota que havia feito, porém não obtive sucesso, cai fraca e o médico me auxiliou e me carregou. Não me lembro de quase nada, apenas de uma estranha figura medonha que vi de relances pela floresta, mas fora isso não me lembrava de nada, depois do momento que havia apagado.

Acordei, levantando-me rápida e preocupada. Onde eu estava o que havia acontecido? Olhei ao redor e notei que estava de volta à cabana. Uma mesa provavelmente montada pelo médico tinha sido montada e xícaras de café haviam sido dispostas sobre ela no formato de um triangulo. Ele notou que eu havia acordado e logo veio falar comigo. Enquanto ouvia atentamente ao que ele dizia, olhei ao redor para ver se encontrava Marie, a mink pelo que ele havia me falado estava bem, mas não há tinha visto ainda. Passei o olho pelo local e a encontrei no mesmo lugar que havia deixado. Sobre os pedaços de bolsa de dinheiro e a minha bolsa que continha o acumulado de dinheiro roubado de Lauren e algumas laranjas. Laranjas...

Levantei-me sentindo um pouco de dor ainda de meu ferimento de mais cedo. Porém, felizmente a dor não estava mais tão intensa. Corri para perto do corpo de Marie e abri a bolsa de dinheiro, mas não queria o dinheiro e sim uma laranja das que tinha pegado mais cedo. Eu possuía ainda algumas em meus bolos, mas havia me esquecido delas. Utilizaria de minhas garras para cortar ao meio e então chupei a fruta inteira, até não sobrar suco nenhum. Era boa aquela sensação de saciar meu vicio e ao mesmo tempo, me alimentar. Com o vicio saciado, sentar-me-ia novamente perto do médico e tentaria pegar alguns de seus chocolates para comer. Eu estava faminta. Olhei para o médico e notei ter deixado de responder suas perguntas. Não era minha intenção ser rude com uma pessoa que havia me salvado, porém não queria ter sido.

- Desculpe estava com muita fome... – disse pegando mais um chocolate do homem – Obrigado por ter me ajudado. Lhe devo algumas respostas por causa disso.

Respirei fundo. Eu estava ciente de que lhe devia a verdade, por ter me ajudado, porém isso poderia ser prejudicial, mas mesmo assim optei por contar a verdade.

- Bem... Eu não lhe contei onde ela estava, pois não sabia um bom ponto de referência – Não era mentira, mas eu apenas havia me esquecido de como chegar ao local – Marca de unhas? Eu não me lembro de ter deixado nenhum tipo de marca. Se as deixei foi por acidente ou isso é um mal sinal.

Poderia estar sendo seguida ainda e alguém poderia ter encontrado Marie antes de nós voltarmos. Fiquei um pouco nervosa, mas tentei manter a calma. Séria a melhor forma de lidar com a situação.

- Obrigado por salvar minha amiga, mas a verdade é que não nos conhecemos muito. Salvei ela de uma pirata ontem. Ela estava sendo torturada e consegui salva-la – passe os dedos pelos meus cabelos brancos e minha calda balançou de um lado para o outro – Na verdade no final quem me salvou. Não sei muito dela e se ela está ou não sendo procurada. Mas creio que eu sim – era a hora de contar a verdade – Estou sendo caçada por uma caçadora sim... Eu matei o marido dela que era marinheiro. E isso meio que a deixou furiosa comigo. Ela deve ter acionado todos os contatos dela pela ilha para me pegar.

Apontei para Marie dormindo calma e lindamente perto do saco de dinheiro e dos pedaços de pano que havia rasgado as pressas mais cedo.

- Ela acabou se envolvendo nisso sem querer... E eu quis salva-la, já que ela me salvou mais de uma vez... Retribuir o favor, sabe? – Quem eu queria enganar, ainda tinha pelo menos mais duas dividas com a mink raposa – Enfim, você estava falando de venenos... Então poderia me ensi...

Ouço uma risada estranha vindo da floresta. Relembro da figura que havia visto durante meus relapsos na floresta enquanto era carregada pelo homem. Poderia ser um palhaço? Ou era apenas coisa de minha cabeça. Ou seria o Cabeça de pirâmide? Será que ele não morrerá antes? Será que era algo pior? Ou tudo isso junto? Fiquei com medo. Fazia tempo que não sentia tal sensação. Fazia tempo que não me sentia tão indefesa, diante uma situação.

Tentaria ficar de pé e sacar meu par de sais do bolso, ultimo local onde os havia colocado. Ficaria em suposição defensiva, esperando eles entrarem ou fazerem algum movimento e descobrir de fato o que era aquele barulho. Não conseguia me mover. Tinha de proteger Marie que estava indefesa e também eu estava bem no meu limite de forças, não aguentaria uma batalha longa. Estava dominada pelo medo.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyDom 23 Out 2016, 04:17

O rapaz era educado, vivi-a correr até sua laranja e devora-la ferozmente com o amistoso sorriso de sempre enquanto bebericava sua xícara fumegante.
Na primeira olhadela que a felina deu ao seu baú ele ofereceu-o à Niyah que não pensou duas vezes antes de pegar um punhado e encher sua boca. Sentir o abraço daquele delicioso sabor amargo e doce em sua língua, caro demais para não ser tão gostoso quanto ambrosias. Era simplesmente magnífico, nunca comera um chocolate tão bom em toda a sua vida. Gostosos e com a energia necessária para aquele momento de aperto, com o toque estimulante do cacau que aquecia seu corpo a cada mordida.
Ele mantinha os olhos presos ao rosto da assassina. É mais formosa do que rezava o boato, pensou. O mundo em que era dado um valor tão alto para uma moça assustada e faminta como aquela estava mesmo perdido, na verdade, um mundo onde uma mulher precisava passar por metade do que a mink parecia ter passado para estar em um estado semelhante o que se apresentava diante aos desiguais olhos do médico, já estava perdido. Sorte que ele queria e iria muda-lo. Da sua sutil maneira, sem responder aço com aço.
A felina terminava de mordiscar os pequenos quadrados de chocolate, se desculpava, pegava um último chocolate e respondia-lhe tudo que indagou. Todo o momento ele apenas acenava com a cabeça e dava-a o olhar que ela queria receber no momento, ele parecia ser bom naquilo. Era um bom galanteador, afinal.
Todo aquele ar de conversa casual esvaia. Os sentidos de Niyah alertavam o perigo, uma risada em um lugar tão inóspito quanto aquele era realmente ruim. Colocava-se de pé, armada para o combate, assustando o rapaz de pele escura que derramava um pouco do seu café no chão. O sono tinha sido revigorante e somado com o efeito estimulante do chocolate amargo que havia ingerido ela estava não estava tão ruim assim.
Pensou no que aquilo lá fora poderia ser, talvez não se lembrasse de que o estranho homem com a enorme gaiola em forma de pirâmide em sua cabeça, não tivesse o habito de rir, mas lembrar nele fazia-a olhar instintivamente pela janela que via a praia onde sua vida e de Marie quase foram ceifadas e via no horizonte a pior cena possível.
Na praia estava pairado o enorme cadáver do monstro marinho, nego de moscas, encalhado na areia e tingindo uma boa fatia do oceano de um triste carmesim. Sua barriga havia sido aberta como um pão, deixando suas entranhas espalhadas pela areia da praia. Pela quantidade de corvos sobrevoando-o, logo não restaria nada além de ossos e marcas.
Não havia nenhum sinal do cabeça-de-pirâmide. Não era como se isto de maneira alguma fosse um bom sinal.
Se não bastasse, a risada ficava cada vez mais próxima, cada vez parecia mais com um guincho do que com um riso em si, contudo tudo aquilo findava ao ver adentar na porta em um rolamento que derrubava a mesa de café quente no chão, desmontando-a e quebrando o bule de café, suas caras xícaras e seus respectivos pratos de porcelana, em um estrondo alto o bastante para assustar Marie que gemia de dor por se mexer. E lá estava ele, o palhaço, macabro como nunca, de braços abertos e esperando que sua plateia aplaudisse sua entrada fenomenal.
– Senhor – fazia uma referência ao médico. –, senhorita! – referenciava Niyah.
Sua voz era estranha, tinha um sotaque esquisito dos esquimós do norte, mas falava de um jeito arrastado único do sul. Certamente um mochileiro, vivendo de ilha em ilha, não deixando raiz nenhum que não fosse aquelas que o alimentassem. Um mochileiro que vai atrás de meninas frágeis, pensou o médico ainda bebericando seu café, mas com um claro olhar de desprezo.
– Bom, om, om, vim aqui em busca de um amigo meu! – gargalhava, batendo palma toda vez que repetia a sílaba e abrindo os braços como se esperasse um abraço de Niyah. – Ele se perdeu de mim, é, é, é, se perdeu! Por acaso um de vocês o viu? Eu não!
Gargalhou como se fosse engraçado, mostrando as três facas que prendia entre os nos dos dedos como um mágico faria antes de se apresentar. Era um palhaço ruim se tinha o objetivo de alegrar alguém além dele mesmo.
– Eu vi a menininha, ali, correndo para lugar nenhum e achei uma incrível festança! Quis participar. Eles me achariam engraçado, sim, sim! Eu sou engraçado! Mas o meu amigo iria ficar bravo... Ele é tão, tão, chato! Já perguntei se algum de vocês o viu? Não? Sim? Não? Vocês o viram? Ele é fortão, tem uma espada e andando com um negócio estranho na cabeça. – ele encenava como um mímico cada uma das características do meu amigo. – Vocês o viram?
Riu e começou a fazer malabarismo com as seis facas que prendia pela lâmina entre os maiores nós dos dedos. Aproveitando disso, o médico tentou se esgueirar até sua bolsa para pegar um revólver que tinha fugido pela metade depois do impacto da mesa no chão, contudo o palhaço premeditava aquilo e atirava uma de suas facas no revolver, prendendo-o ao chão e avisando que ele não deveria interromper o seu show de malabares. Niyah via naquilo a abertura necessária para atacar, deveria surpreendê-lo ou medir forças ou conversar?

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyDom 23 Out 2016, 09:05


A situação não poderia estar menos agradável do que já estava. Foi o que pensei, antes de o palhaço entrar rolando no recinto e começar a perguntar sobre o inimigo que eu havia enfrentado mais cedo. Ao mesmo tempo, via corvos pela janela na praia e um corpo todo destruído por ali também. A criatura estava morta, o monstro que engolirá o home pirâmide estava morta e ele deveria estar vivo.

Senti meu sangue gelar, quase não notei que meu corpo estava cheio de adrenalina, serotonina e energia devido aos chocolates que comi. A dor já estava se esvaindo e eu poderia me mover bem novamente em breve, mas eu estava com medo. Por um segundo quase voltei a ser a Niyah de 9 anos, meiga e covarde, querendo sua mãe para poder protege la dos pesadelos. Só acordei de meu transe quando ouvi o baque da faca do palhaço bater com a pistola do médico. Voltei ao presente e sabia que precisava fazer algo, mesmo que meu corpo todo estivesse tremendo de medo. Tinha que superar tal ação.

Decidi que iria tentar me aproveitar da situação para golpea-lo. Não sabia se era ou não a coisa mais inteligente a se fazer, mas não estava agindo com muita calma, afinal o medo estava me dominando. Nem conseguia me reconhecer mais. Na verdade não sabia ao certo o porque de estar sentindo tanto medo, talvez insegurança por ter perdido a luta mais cedo? Ou medo de morrer, coisa que não tinha muito fazia a muitos anos? Joguei todos os pensamentos para longe, para tentar agir.

Se ele de fato era amigo do homem que enfrentei mais cedo, provavelmente usava venenos também, então eu sabia que deveria evitar qualquer corte e contato comas facas dele. O que aliviava um pouco as coisas era o fato de ele não ser tão forte e musculoso como era o cabeça de pirâmide, pelo menos não demonstrava em sal aparência.

Comecei a correr em linha reta, por dois motivos, o cômodo, não era tão grande e haviam objetos espalhados por todo o lado. Se o palhaço tentasse arremessar suas facas em mim, para eu poder desviar deslizaria no chão como se fosse passar uma rasteira bem violenta nele. Caso nada fosse arremessado, me jogaria no chão quando já estivesse bem próximo dele, meu objetivo era usar da ideia da rasteira para me aproximar e em seguida, tentaria estocar um de meus sais em seu pé, com o objetivo de limitar seus movimentos. Daria preferência para usar o Sai da mão esquerda para tal fim. Em seguida, tentaria aplicar um chute na costela do homem. Sabia que isso não surtiria muito efeito, principalmente por eu não ter aptidão nenhuma com luta básica, mas era apenas uma distração, para que eu pudesse seguir com meu plano.

O chute tendo ou não funcionado, eu levantaria do chão, dando impulso com meus braços e voltando em uma cama de gato a ficar de pé. E em seguida, tentaria estocar com o meu sai da mão direita o peitoral dele, tentando ir o mais próximo possível do coração, mas no momento qualquer região seria um bom começo.

Caso ele tentasse revidar tentando me cortar com as facas, eu tentaria desviar das mesmas, evitando os cortes, dando pequenos pulos para trás ou para o lado ou caso ainda estivesse no chão, rolando para um ou outro lado. Se fosse de extrema necessidade, tentaria bloquear o golpe, mas apenas faria isso em ultima estância. Sempre que tivesse que evitar um golpe, logo em seguida, tentaria voltar ao meu plano original ofensivo. Não ficaria devaneando em minha mente criando varias estratégias, pois estava cheio de coisa e se perdesse o foco por um segundo, talvez o medo me dominasse e eu não mais conseguisse lutar.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyTer 25 Out 2016, 06:05

A corrida de Niyah era o prólogo de mais um embate. A cabana era pequena e a distância entre o palhaço e ela, curta, pular seria uma melhor opção de investida do que correr. Corria e via o palhaço na mesma distância, precisou correr por vários instantes até finalmente atingi-lo e vê-lo distante novamente. Continuou correndo e correndo, sentia-se novamente na floresta, via seu corpo e o chão da casa se movendo, mas todo o resto da casa parecia estático, até a expressão de incrédulo do doutor. Correu por quase meio minuto, estranhamente não se sentia cansada mesmo tendo atingido sua velocidade máxima há bastante tempo, até, finalmente atingir o palhaço e cravar sua arma em seu pé.
O palhaço, por sua vez, não parecia querer fazer nada, nem mesmo expressava dor quando o esguicho rubro saltou do seu pé. Continuava lá, jogando as facas paro o alto. Três facas voavam no ar enquanto outras duas passavam de mão em mão. Depois pareciam quatro facas no ar, cinco e logo voltou a ser três. Um show único, como afirmava o tempo todo.
Não era tempo de notar coisas como aquelas, a felina mortal precisava terminar o seu serviço antes que ele pensasse em revidar. Na verdade, ele nem parecia querer revidar, sorria como um bobo e se apresentava como se nada acontecesse, mas ela não queria perecer isso. Ela deixou seu sai preso à madeira úmida da cabana e usava o outro para cravar em seu peito. O palhaço revidava com um sorriso atordoante, largava as facas e elas ficavam presas ao ar como se ele fosse um faqueiro, cantou alguma cantiga antiga do norte para selecionar coisas aleatoriamente e uma faca onde seu dedo parou e cravou-lhe na barriga de Niyah.
Ela gritava, mas não porque queria. Aquilo tudo parecia um roteiro, ela não sentia dor alguma, além de um leve desconforto em cada pulso como se uma corda os amarasse, mas não conseguia controlar sua imensa vontade de se contorcer ao chão gritando. O palhaço passava por ela, pisando em cima do seu corpo e cortando de leve a lateral do seu pé com a faca transpassada no dorso da felina. Ele seguia na direção do médico, o degolava e começava a dançar valsa com seu cadáver sem vida ao som de música alguma. Logo se cansava do seu brinquedo velho e sem vida, largava o corpo do homem ao chão e Niyah via o seus olhos frio em sem via a encarando e abrindo um largo e diabólico sorriso.
O palhaço entediado seguia até Marie, que por mais estranho que fosse, estava sem faixas e não parecia ter ferimento algum. Com a mesma faca que degolou o médico, ainda tingida com seu sangue, começava uma longa série de facadas descompassadas e irregulares em seu ventre. Marie gritava como nunca, mas antes que Niyah conseguisse sentir algo, piscava e via tudo acontecer novamente.
O palhaço entrava pela porta em um rolamento, derrubando a mesa de café quente que agora tinha um estranho cheiro de chá. A felina estava na mesma posição de antes, via o cadáver de um outro monstro marinho abarrotado de abutres e moscas, para cada corvo existiam mais de duas centenas de moscas e existiam muitos corvos.
O palhaço reverenciava, cumprimentando-os.
– Senhor – virou para a felina. – senhorita! Bom, om, om, vim aqui em busca de um amigo meu! Ele se perdeu de mim, é, é, é, se perdeu! Por acaso um de vocês o viu? Eu não! Eu vi a menininha, ali, correndo para lugar nenhum e achei uma incrível festança! Quis participar. Eles me achariam engraçado, sim, sim! Eu sou engraçado! Mas o meu amigo iria ficar bravo... Ele é tão, tão, chato! Já perguntei se algum de vocês o viu? Não? Sim? Não? Vocês o viram? Ele é fortão, tem uma espada e andando com um negócio estranho na cabeça. Vocês o viram?
As mesmas coisas aconteciam, nos mesmos momentos, gargalhadas, palmas e malabarismo com facas. Era exatamente igual a antes, o que estava acontecendo?

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptySex 28 Out 2016, 00:23


Não entendi aquela situação. A principio tudo aconteceu e ao mesmo tempo, nada aconteceu. Em um piscar de olhos, Marie estava morta, eu muito ferida e o doutor morto, sem sua cabeça e em outro piscar de olhos foi como se nada estivesse acontecido, voltando a estaca zero

Tentei recuperar a calma. O medo tinha me controlado totalmente. Estaria eu sendo hipnotizada? Sofrendo em uma Ilusão? Ou enlouquecendo? Comecei a pensar nas hipotezes. Hipnotizada não poderia estar, pois acreditava que precisar-se-ia de mais tempo para conseguir hipnotizar alguém, coisa que o palhaço não teve. Não poderia estar enlouquecendo, pois se não tivesse enlouquecido quando meu pai matou minha mãe, não seria agora. Só poderia ser uma coisa. Uma Ilusão. Mas será que eu sairia daquela situação? Será que acharia o ponto fraco da ilusão?

Comecei a pensar em todos os detalhes do que havia acontecido que eram mais estranhos. A principio eu havia corrido e não me movia do lugar, teria sido a escolha errada. Poderia ter sido, mas aquilo não seria o suficiente para criar a ilusão, seria? Pensei nas facas, que sem mais ou menos ficaram paradas flutuando do ar, como se estivessem sido mantidas suspensas por um faqueiro invisível.  O número de corvos ali na cena, onde havia enfrentado a homem de cabeça de pirâmide, devorando o cadáver do mostro que ingerira o homem mais cedo. Todos coisas estranhas, quais delas quebraria a ilusão.

Respirei fundo e tentei me acalmar, mas ainda sentia muito medo. Porém sem pensar não sairia daquela situação, então precisaria mudar minha abordagem. Fechei os olhos e logo em seguida, os abri novamente tendo de encarar a cara medonha do palhaço.

- Eu o vi – disse alto e claro – Ele foi devorado por aquela criatura e apontei para o mostro morto ao longe na praia, mas pelo visto ainda está visto... Deve estar atrás de mim. Foi ela NE? A mãe das gêmeas que enviou vocês dois atrás de mim? Aquela Caçadora maldita. Não poderei deixar de feri-la, já que ela esta atrás de mim.

Tentei uma conversa, talvez aquilo ganhasse mais tempo para que eu pudesse pensar em uma estratégia melhor ou planejar um novo plano de ataque, que parecia o mais viável naquele momento. Parti para a ideia do plano de ataque então.

Esperaria por uma resposta do palhaço, mas iria investi contra ele da mesma forma. Por mais que ele não estivesse me caçando. Ser medonho daquele jeito já era motivo para a morte e além disso precisava começar a sujar mais meu nome, ou nunca seria uma procurada. Pelo visto os feitos matando o ex marinheiro dias atrás não havia sido o suficiente.

Correria um pouco, mas então saltaria, visando ir para cima dele de uma forma diferente. Investiria com meu sai da mão esquerda preparado para ser estocado no ombro dele ou em qualquer parte do corpo na mesma altura ou superior a tal região, já que seria um golpe vindo de cima para baixo. Depois tendo sucesso ou não nesse golpe, tentaria ficar de pé logo na frente do palhaço e inferiria um golpe com a ponta do sai, visando o estomago e usando o máximo de minha força e peso, começaria a empurrar o corpo do palhaço até atingir a parede mais próxima. Por fim, tentaira  soltar os sais e recuar para não ser ferido. Para evitar quaisquer golpes, tentaria rolar para trás se necessário ou evitar os golpes, correndo para o lado direito.

Se precisasse interromper minha estratégia antes mesmo de conseguir finalizar golpe, eu o faria. Não queria me ferir mias. Já tinha conseguido ferimentos demais para os últimos dois dias. Evitaria quaisquer golpes que ele tentasse aplicar em mim, esquivando para o lado oposto. Se as facas fosse arremessadas, tentaria abusar de meus reflexos, evitando as mesmas com os movimentos acrobáticos necessários, como esbacate, saltos, utilizando dos suportes do teto (se existissem) para assim em erguer e ficar a um ponto mais alto dele.

Ainda estava muito confusa e meio desorganizada, mas aquilo era o que poderia fazer por agora e era a única coisa que vinha a minha cabeça.
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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptySab 29 Out 2016, 06:45

A incerteza corria pelo corpo da doce menina mais rápido do que fosse capaz de julgar possível. Tão rápido quanto sentiu medo e já não sabia ao certo o que sentir, mas tinha certeza que não gostava de nenhuma das sensações. Dardejou no escuro em busca de uma resposta e, mesmo sutilmente equivocada sobre o fato de não ter sido hipnotizada, conseguia estabelecer em sua uma teoria que servia como corda para todas as suas aflições. Era tudo uma ilusão. Porque não seria? Nada fazia sentido ali.
Apressada em voltar ao cruel e impiedoso mundo real, acreditou na sua tese mais do que conseguia acreditar que o sol iria nascer depois de se por. Precisava daquilo, era sua única e última cartada. Respirou fundo, um, duas vezes e depois perdeu as contas. O palhaço lutava veemente para que ela não esvaísse dali, tornando o chão em que pisavam em nuvens e instituindo uma queda duradoura.
Ao longe, Niyah conseguia ver a floresta que havia percorrido ardendo em chamas de onde o sol nascia até onde o ele se punha. Era frio lá, irônico, afinal, mesmo de noite, estava mais próxima do sol do que lá em baixo, mas tinha a sensação que um esquimó nortenho devia sentir cada segundo da sua vida. Sozinha com frio, contudo com uma ótima vista, já que ali de cima podia ver em todas as direções, quão vasto era o mundo. Onde olhasse via a água, negra como recordava ser o cadáver da vaca marinha. Talvez mais escura, era difícil dizer.
Rápida como um raio ia descendo e logo conseguia vislumbrar gritos, guinchos e animais fugindo do caos e do fogo. Por mais que lutasse em achar a casa onde esteva Marie, não conseguia. Teria o fogo a consumido? Era improvável, acharia um buraco na floresta se fosse o caso, mas nenhum buraco ali havia, apenas chamas.
Via o chão se aproximando e poderia sentir uma pontada de desespero. Fechou os olhos e voltou a lutar contra a ilusão, batendo no chão. Acordava em um susto, de volta ao mundo real e, agora, com as mãos armadas e atacas a sua frente. Quis encarar o palhaço, mas este lhe dava as costas, cuidando de amarrar cada um dos seus novos amigos para que não causassem problemas. Primeiro tinha de terminar de enrolar a corda envolta dos largos pulsos do médico para finalmente seguia até Marie, que parecia não apresentar real problema, mesmo ela lutando para se mover, arranhando as paredes para pôr-se de pé e falando algo em sua língua que nem a felina conseguia entender.
Enquanto via o final dos preparativos entendia como funcionava a ilusão: o macabro comediante precisava sussurrar ao pé da orelha o que o rapaz veria na ilusão, tornando a estrutura da mágica engessada. Relembrava o fato de sentir que correr era a escolha errada e interligava a sensação com suas memórias revivendo a voz do palhaço ecoando em sua mente. “Você pulará...”, mas ela não pulou. O palhaço não sabia, mas a felina mortal é uma garota difícil de prever.
Niyah falava enquanto sentia uma leve dor em cima dos seus olhos, como se não dormisse há tempos, culpa do seu esforço para sair da ilusão. De certa, um preço baixo a se pagar pela sua vida e a de Marie.
– Ah, ah, ah, tão rápido assim você desistiu e falou tudo, garotinha? – gargalhou enquanto terminava de amarrar as mãos do médico, ainda de costas para a felina alva. – Como você pode valer tanto? Sim, sim! Como há tanto dinheiro por um alvo tão fácil? – parou, ficou em silêncio por um instante, parando no meio de um nó. – Será que ela tem alguma fruta do diabo? Não, não, não. Ela não seria tão fraca... – voltou a trabalhar na sua algema de cordas, enquanto refletiu até começar a acenar em um ar conclusivo. – devem ter se metido com aqueles malditos nobres, pouco importa, preciso me apressar antes que o Pirâmide me m...
O barulho seco dos sapatos de Nyah batendo contra o chão de madeira interrompiam o monólogo. Ele virava assustado, fato que o deixava ainda mais terrível do que o normal, porém era tarde para qualquer ação defensiva. A mink já tinha se projetado do solo e caia com as duas mãos amarradas, mas aramadas no que antes deveria ser o seu ombro, mas com o palhaço virando para o barulho passava a ser entre o ombro e o pescoço.
E a felina caiu, junto com muito sangue e deixando de lembrança um ferimento que ia do trapézio direito até próximo ao flanco oposto. O palhaço guinchou, escarneceu e caiu sentado. Não parecia fazer o tipo lutador, apenas era muito bom naquilo que fazia. Ele suplicou pela vida e não muito adiantou, a menina o odiava depois do que fez vê-la e foi implacável no segundo golpe.
Ele gritou, urinou as calças e fez um rolamento, esquivando. Bateu duas palmas e saiu correndo na melhor velocidade que conseguia fazer com seu bambolear de pernas devido à dor do corte.
A felina fitou-o instintivamente e Marie achou que aquilo fosse um sinal de que ela correria atrás do palhaço.
– Deixe-o!  – gemia de dor, mas estava visivelmente melhor. Apontou para o cadáver do monstro marinho na praia, fadado ao negro de moscas e corvos. – Veja... o monstro... não morreu... precisamos... fugir... deixe o palhaço...!
Mesmo que não fosse novidade, não parava da verdade, mas como iriam libertar o médico? Ou apenas o deixaria ali? Como levariam as bolsas e Marie ferida ao mesmo tempo?

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptySex 10 Fev 2017, 23:57


O que batia em meu peito era um pouco de desapontamento. O palhaço no final das contas não passava de um fracote que dependia das ilusões e conseguiu me manter presa nela, quase sem chance alguma de escapar. Estava mais decepcionada com minha própria fraqueza do que com o fato de ele ser fraco. Minha falta de atenção e minha falta de experiência, haviam me deixado a beira da morte e a Marie mais de uma vez nas ultimas horas. Além disso havia errado o golpe final nele e ele fugira. Sem contar que o monstro que caçara a nós duas mais cedo não estava morto. E poderia aparecer a qualquer hora.

- Marie, sei que não consegue andar, mas pegue as sacolas. Enquanto eu desamarro o doutor.

O médico que havia curado a ela, estava amarrado. Não sabia se livre ou preso na ilusão, mas teria que descobrir rápido. Iria o mais rápido possível para onde o home estivesse e utilizando minha adaga, cortaria as cordas que o prendiam. Se ele estivesse preso em uma ilusão, daria alguns tapas nele até que o mesmo acordasse. Era meio grosseiro, mas tinha que tentar fazer isso, já que não tinha muito tempo, depois o colocaria de pé. Se ele não estivesse preso em nenhuma ilusão, eu o ajudaria a levantar depois de ter cortado as cordas e diria.

- Ajude a carregar minha amiga para longe daqui. Leve-a para a cidade – olhei para marie. Ela havia salvado minha vida, então eu teria que fazer o mesmo por ela – Não olhe para trás e não deixe que ela me acompanhe. Se precisar, faça com que ela fique desacordada.

Diria isso o mais baixo possível para que ela não ouvisse meu plano suicida, que não era tão suicida assim. Esperava dele uma resposta positiva, já que o homem havia optado por me ajudar sem ofertar nada em troca anteriormente. Mas se ele se recusasse eu entenderia seu lado e diria para que o mesmo corresse do local. Não gostava desse tipo de pessoas, mas não mataria ninguém inocente sem motivos, afinal por mais cruel que eu fosse com marinheiros e agentes do governo e até mesmo alguns piratas e caçadores, não era de meu feitio. Isso me deixaria como meu ai, um monstro repugnante que não queria me tornar.

Com a decisão tomada e com ou sem o médico, me juntaria com Marie. Pegaria dela a sacola com meu dinheiro e com as laranjas que ela colheu para mim. Eu não sabia quantas eu tinha, mas mesmo assim precisava dessa fruta que mantinha meu vício sobre controle. Com tudo em mãos e com Marie sendo carregada pelo doutor (ou não, caso ele fugisse sozinho), sairíamos correndo da cabana pela porta ou janela mais distante daquela que tinha vista para o mar, onde o monstro marinho se encontrava morto e onde o cabeça de triangulo poderia estar.

Sairia correndo sem parar, tentando me meter no meio da floresta, me afastando o máximo possível da cabana e da cidade. Se o cabeça de triangulo aparecesse a nossa frente, daria uma piscada para que o doutor corresse para longe dali, caso ele não estivesse conosco, empurraria com força marie, para que apenas eu pudesse enfrentar esse ogro. Não queria desafia-lo, mas também não poderia deixar ela morrer, ainda mais depois de salvar minha vida, mais de uma vez.

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyTer 21 Mar 2017, 12:41

Após ser solto pela felina, o médico obedeceu as ordens que a mesma deu, levando em conta que seria muito difícil para ela lutar e proteger os dois ao mesmo tempo, Marie se recusava a ir embora, então o médico retirou rapidamente uma seringa do bolso, aparentemente um sedativo, injetou em Marie e a mesma caiu em um sono profundo.

Agora sozinha esperando pelo pior, o pior aconteceu, o cabeça de pirâmide saía de dentro do monstro marinho e andava lentamente em direção à mink, sua espada sendo arrastada com apenas uma das mãos e deixando um caminho fundo na areia. Ele parecia não se preocupar em correr para alcançar as moças, mesmo devagar seguiria-a onde fosse até o fim de sua vida, esse era seu estilo, lento e persistente.

Todos saíam da cabana pela janela dos fundos, enquanto a criatura se locomovia para a cabana, já dentro da floresta apenas conseguiam escutar as espadadas derrubando a cabana, olhando para trás a mink conseguia ver o monstro destruindo a janela e a parte de baixo da mesma para passar sem dificuldades, e a cabana desmoronava às suas costas enquanto ele continuava a andar.

Mesmo correndo parecia que o caçador apenas diminuía a distancia entre eles apenas andando. Sangue escorria do corpo do homem, muitas partes de seu corpo já não possuíam pele e estavam em carne viva, principalmente as pernas, mas isso não parecia incomodá-lo.

Após dez minutos de perseguição ele desapareceu. Niyah conseguia sentir alivio por não o ver mais e ao mesmo tempo medo de que ele pudesse aparecer a qualquer momento. Agora os três se encontravam profundamente na floresta, tudo ao redor parecia calmo, ali poderiam decidir o que fazer.

-O que era aquele monstro nos seguindo? – Perguntou o médico. – Mas parece que o despistamos, deveríamos voltar para a cidade, posso cuidar dos seus ferimentos em minha casa, só não podemos ser vistos, claro.

Nyah não conseguia ouvir passos ou respirações alem das deles mesmos, parecia estar tudo terminado, porém os caçadores ainda estavam vivos. O dia estava acabando, o sol se punha sob as arvores e o ambiente se pintava de um vermelho solar intenso.

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MensagemAssunto: Re: Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos   Felina Mortal: Aprendizados pôs-traumáticos - Página 3 EmptyQui 20 Jul 2017, 14:04


Não parecia uma ideia genial voltar a cidade, como havia sido proposto pelo médico. Caçadores de recompensa atrás de mim, o cabeça de triangulo ainda a solta e apenas uma chance de o palhaço estar morto, mas ele ainda estava a solta e se eu fosse pega em uma ilusão novamente, não sei se sobreviveria. Tinha que fugir, isso era fato.

Seguir as instruções do médico seriam a melhor coisa a se fazer nesse exato momento, mas era arriscado, porém com marie adormecida e ele sendo meu único possível aliado, ficava difícil de ter outra opções.

- Ta certo... Voltemos a cidade então... Vamos para sua casa, mas não podemos ser vistos, caso contrario... seremos mortos.

Diria a ele e apontaria para a frente, pedindo para que ele indicasse o caminho para onde deveríamos ir. Me manteria atenta, com minha adaga na mão direita e carregando meus demais pertences e dinheiro na outra. Objetivo era conseguir chegar na casa dele viva e salva, será que isso seria possível?

Ficaria atenta a qualquer movimento suspeito na mata e usaria de minha visão de gata noturna para ter vantagem e conseguir identificar caso alguma coisa estivesse me espiando, seguindo ou prestes a atacar.

Ficaria atenta ao doutor também. Ele tinha sido confiável até então, mas as coisas poderiam desandar, ainda não o conhecia direito, se ele tentasse algo estranho como me atacar ou ferir a raposa mink, eu atacaria-o sem hesitar, tentando acertar minha faca no peito dele ou pelas costas.

Meu objetivo atual era, achar a casa dele, descasar um pouco, por a cabeça em ordem e por fim, conseguir sair viva daquilo tudo e definir meu novo caminho. Tinha minhas duvidas se deveria ser pirata ainda, mas uma certeza eu tinha. Marinha e governo eu não seria.
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