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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptySab 01 Out 2016, 17:09

Relembrando a primeira mensagem :

Blind Justice

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Aster Mansur Scarlight. A qual não possui narrador definido.


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Ryoma
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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyQui 08 Dez 2016, 18:57

A conversa na sala terminou tranquilamente. Scarlight recebeu um pagamento mais do que suficiente para seus próximos objetivos, precisando antes chamar a enfermeira. Sawa surgiu de imediato, abrindo a porta e seguindo até seu atual paciente. – Tudo bem, vamos até a cidade. – Acenou para o homem que continuava na sala, saindo logo em seguida com o agente. Scar não estava muito bem, mas andar pela cidade não era nada que necessitava de tanto esforço. Ele ainda estava controlando o que fazia e havia uma enfermeira lhe acompanhando, nada poderia dar errado enquanto estivesse com ela e mesmo dando, Sawa estaria ali para ajuda-lo. – Já fui acusada de roubar um paciente, não pretendo deixar isso acontecer outra vez. – A atitude dele não era das melhores, mesmo não  tendo desconfiança da parte dela, algo de ruim já tinha acontecido e ela apenas queria manter seu serviço intacto. Parecia realmente melhor deixar aquilo de lado e ir até a cidade, seria mais confortável para o comprador, que estaria vendo o preço e a qualidade do produto antes de pagar. Além de ser algo bom para a enfermeira, ficando próxima do paciente onde não conseguiria fazer nada que ele não estivesse vendo e ainda sairia um pouco, algo não feito fazia três dias.

A saída foi mais confortável. Estava escuro, poucas pessoas permaneciam andando pelo QG e não havia mais ninguém querendo saber as ações daqueles dois. – A biblioteca... – Sem ligar para o que Scar ia falar, grudou em seu braço direito como apoio. Não havia modo de cair com Sawa tão próxima, eliminando chances de algo acontecer no meio da noite nas ruas de micqueot. Poucos dos civis nas ruas os confundiam com um simples casal, deixando passar o modo como o agente andava e usava-a mais como apoio do que tudo. Tudo seguiu bem até chegarem à rua da biblioteca, andando até a porta e entrando nela sem demorar muito do lado de fora. Havia apenas uma pessoa no local, e era o recepcionista. Não precisavam de muita atenção, seguiram juntos até os fundos do local que era bem pequeno e Sawa colocou Scarlight sentado em um sofá bem confortável e espaçoso. – Vou procurar alguns livros. – A garota saiu, ficando alguns minutos fora. Ao retornar, trazia consigo dois livros bem com uma grossura respeitável e detalhes variados nas capas. – Ele disse que custa 500.000 berries, mas é apenas para aluguel. Não vendem livros por aqui... Isto irá servir? – Questionou desconfiada de ter feito algo errado.

Os livros não estavam incorretos, ambos sobre lógica e com as numerações 1 e 2. Sawa, que não entendia muito bem sobre aquilo, sentou-se ao lado de Scar. Seus olhos permaneciam focado no agente, procurando saber quando ele começaria sua leitura. – Eu vou descansar um pouco, não dormi muito bem esses três dias. Sua situação não parecia boa até hoje... Me acorde quando terminar caso queira. – Sawa encostou no sofá e fechou os olhos. Demorou cerca de 2 minutos até ela dormir de verdade, o corpo soltou-se e a garota escorregou na maciez do sofá até encostar sua cabeça na parte onde deveria esta sentada, caindo com ela bem ao lado das pernas de Scar. Não houve reações para isto, mostrando um sono mais profundo pelo cansaço preciso durante os dias anteriores. Neste momento Scarlight estava livre para seu aprendizado, poderia começar, terminar e sair do local sem nem mesmo avisar a garota. Tudo dependia dele.
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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyQui 08 Dez 2016, 20:40


Sawa não parecia ter problemas em me acompanhar até a cidade. "Menos mal, pois dessa maneira eu não precisaria correr riscos desnecessários, visto que eu possuo alguém para me auxiliar, caso eu precise. Ao menos poderei respirar um pouco, assim como espairecer e exercitar os músculos, e eu realmente preciso de um livro." Seja como for, tudo estava indo muito bem, até o momento em que ela disse alguma coisa sobre um paciente passado.

- Já fui acusada de roubar um paciente, não pretendo deixar isso acontecer outra vez. - Foram suas palavras.

"Ótimo" pensei, "agora vou ter que andar com uma cleptomaníaca." Apesar disso, não é como se houvessem provado que ela havia realmente roubado algo, do contrário, provavelmente estaria atrás das grades. "Mesmo assim, é melhor tomar mais cuidado a partir de agora, antes que ela pegue algo de valor que eu possa ter. Meu dinheiro, por exemplo."
A saída do Quartel General foi muito tranquila. A noite caía sobre a ilha, tranquila e serena, lançando seu véu escuro sobre a existência do pedaço de terra em meio ao mar. As estrelas brilhavam no céu, de forma bela, enfeitando tudo, até onde a vista pudesse alcançar, ultrapassando a linha do horizonte. As pessoas caminhavam tranquilas nas ruas, levando suas vidas insignificantes a frente, até que pudessem atingir o destino final, a morte.

Sawa me levou para a biblioteca. Poderíamos facilmente ser confundidos com um casal que anda pela noite. Tudo seguiu da maneira como era planejado, até que a encontramos e entramos, sem sequer hesitar. O local parecia bem aconchegante, as estantes cheias de livros atiçavam minha mente, cada vez mais. Havia apenas o recepcionista ali, a única alma viva em meio a tantos suportes para a própria mente.
Sawa me deixou em um sofá aconchegante, muito espaçoso, com a desculpa de que iria procurar por alguns livros. Observei-a bem, até que sumisse e voltasse novamente, informando-me que o recepcionista apenas alugava livros, não os vendendo propriamente. E por um preço absurdo, realmente abusivo, decidi o que era melhor no momento.

- Certo, eu aceito. Mande-o vir até aqui e lhe darei o dinheiro - Responderia com frieza.

"Não posso baixar a guarda, preciso ficar esperto em relação a esta mulher." Seja como for, ela me entregou dois livros, com uma espessura digna, realmente dando a entender que possuíam um bom conteúdo, a menos que seja cheio de figuras e imagens. "Espero que não seja o caso" pensava eu. Ambos eram sobre raciocínios e pensamentos lógicos, além de estarem enumerados em 1 e 2. "Ao menos ela fez um trabalho correto."
Sawa sentou-se ao meu lado. Seus olhos verdes, como esmeraldas brilhantes, encaravam-me, aguardando o ato de início a minha leitura. Apenas executei um olhar penetrante, aborrecido. "Detesto que fiquem que me atrapalhem enquanto estou fazendo algo como ler, espero que ela saia logo de perto de mim."
Meu pedido não se realizou. Ao invés disso, ela avisou que estava muito cansada por não ter dormido muito bem nos últimos dias, e encostou sua cabeça no sofá, fechando os olhos. Não demorou mais que 2 minutos para que ela caísse em sono profundo. Seu corpo escorregou em meio ao aconchego do móvel onde estávamos sentados, e ela ficou com a cabeça bem próxima de minhas pernas. "Ao menos não vai me atrapalhar desta maneira."

- Ei, recepcionista, espero que goste de virar noites em claro, pois vou ficar aqui por um bom tempo - Diria para ele, não me importando com as próximas palavras que pudessem vir dele. Se ele quisesse o pagamento, iria entregar o mesmo assim que ele se aproximasse, erguendo a mão com o dinheiro.

Ignorando completamente a existência de qualquer pessoa a minha volta, começaria minha leitura longa e árdua pelas próximas horas, iniciando no livro número 1. Eu havia dormido por 3 dias inteiros, então tenho certeza de que tenho energia suficiente para que eu possa virar a noite lendo esses livros e ainda ficar acordado o resto do dia. Bem, ao menos é o que consigo imaginar.
Sabendo disso, abriria o primeiro livro na primeira página e começaria a longa leitura até o fim deste, tentando absorver todo o conhecimento possível por meio dele, instigando meu cérebro a continuar gravando as informações e aprendendo com o mesmo, utilizando que minha sabedoria e minha facilidade em aprender as coisas por meio dele.
Após a leitura completa do mesmo, iria iniciar o segundo livro, fazendo a mesma coisa em que fiz com o primeiro. A vontade e persistência que possuo em relação a adquirir mais conhecimento e aprender mais sobre o funcionamento do mundo em que vivo fica mais agravante a cada dia. "Me pergunto se minha vontade será saciada, em algum momento, enquanto minha vida durar."

Assim que terminasse a leitura do segundo livro, iria observar as janelas e tentaria procurar por algum relógio para saber que horas poderiam ser. Fecharia a pequena fonte de conhecimento e daria um suspiro, representando que havia finalmente acabado meus estudos sobre o raciocínio lógico que o ser humano pode adquirir. Após isso, observaria Sawa, provavelmente adormecida ao meu lado, fazendo uma cara de desaprovação.

- Ei, acorde! - Falaria, num tom alto - Sawa! Acorde! Vamos embora, já terminei o que eu precisava! Vamos voltar para o Quartel General!

Iria chamar por seu nome até que ela pudesse finalmente acordar. Não iria me dar ao trabalho de ficar balançando seu corpo para que pudesse logo fazer o seu serviço, isso não é de meu feitio. Iria esperar com que ela me ajudasse a levantar, fazendo o mínimo de esforço possível, apesar de que o fato de eu ter ficado um longo tempo em repouso, apenas lendo, provavelmente foi bom para que meu ferimento começasse a se curar e fechar de maneira mais rápida.
Após ela me levar até lá, se houvesse tempo antes que eu precisasse me arrumar e ir até o porto, e se eu estivesse sonolento, iria me deitar para tirar uma soneca, mas não antes de dar algum aviso.

- Me acorde 2 horas antes de precisar ir para o porto - Ordenaria a Sawa, de forma fria. Após isso, viraria para o lado e iria dormir, se isso realmente fosse acontecer.



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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptySab 10 Dez 2016, 02:43

O pagamento foi feito de forma simples. Alguns passos eram dados pelo sujeito no balcão e tudo estava terminado, Scar não tinha mais nenhuma preocupação quanto a isto e poderia focar apenas em sua leitura até esta chegar ao fim. Levou um longo tempo até ter conseguido absorver tudo que estava nos livros. A leitura terminou enquanto ainda estava escuro, sem chances de conseguir saber o horário apenas olhando pela janela. Isto levou até um relógio próximo, onde indicava ser uma da manhã, restando ainda muito tempo para o encontro com o barco da viagem. Sawa permanecia dormindo, criando incomodo para o agente, precisando chama-la algumas vezes até ela acordar sem muita noção de onde estava. – Oh, hm... O que? – Retirou os óculos, esfregou os olhos e colocou eles novamente. – Terminou? – A resposta já tinha sido dada e isto a fez esquecer da pergunta para ajudar seu paciente não muito tranquilo. Sawa foi rápida em levanta-lo, começando a caminhar para fora sem interrupções, fazendo-a imaginar que já tinha sido pago o valor necessário.

Chegaram ao QG ainda vazio, entrando até o quarto de antes, onde Scar sentava-se cama e Sawa na cadeira ao lado. – Tudo bem, estarei aqui enquanto isto. – Foi preciso pouco tempo para o agente dormir, deixando a enfermeira acordada por já ter ficado com ela enquanto descansava. A necessidade de ajuda já diminuía com o tempo e não tinha necessidade de tantos cuidados, mas as ordens vindas de cima não permitiram ela sair até o ferimento do mesmo estar completamente curado. As luzes do quarto foram apagadas e Sawa permaneceu em silêncio na escuridão, aproveitando para relaxar um pouco enquanto não dava a hora correta de chamar Scar.

Algum tempo de descanso e Scar sentia alguém lhe tocar, mexendo seu corpo de leve enquanto dizia alguma coisa. Aos poucos ele realmente despertava e Sawa estava ao lado da cama, em pé e com um tipo de mochila atrás de si, na cadeira onde estava sentada anteriormente. – Faltam duas horas. Mandarem-me ir junto, não entendi muito bem a razão. Parece que estou recebendo uma promoção, trabalhar em Lvneel me deixa mais próxima de chegar à Grand Line. – Ela estava animada, sorria e se movia constantemente sem nenhuma razão especifica. Scar não tinha muito que arrumar, mas podia solicitar para a enfermeira e ela estaria ali para ajuda-lo no que fosse necessário. – Está com fome? – Questionou de forma animada e um olhar fixo nos olhos do agente.

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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptySab 10 Dez 2016, 15:56


A leitura prosseguia, calmamente. O silêncio daquele local fazia com que parecesse que a paz reinava sobre a biblioteca. Não havia um ruído sequer, ou qualquer barulho que pudesse ser irritante, ou qualquer alma viva que atrapalhasse meu aprendizado de alguma maneira. Havia apenas Sawa, que estava sonolenta, deitada num lado, adormecida, num sono profundo que nem mesmo eu seria capaz de acordá-la no momento.
Estava cheio de energia ainda. Os livros eram rápidos e trazia vários problemas lógicos que eram possíveis ser resolvidos apenas com a força da mente, não necessitando qualquer cálculo ou pesquisa. O livro trazia informações e várias questões que instigavam o leitor a trazer à lógica no interior de sua mente à tona, mostrando um vasto mundo dentro da mente de quem o lia. O conhecimento ali naquele livro era muito valioso, não me admira que o aluguel seja tão caro.
O segundo livro trazia enigmas para a prática da lógica, exercendo sua função, trabalhando com todo o cérebro. Ele também ensinava a criar os próprios enigmas e descobrir muitas informações que poderiam estar criptografadas. O estudo era realmente interessante e minha mente se enchia de informações a cada momento.

Seja como for, assim que terminei, olhei para a janela que levava para fora. Estava mais escuro que estava antes, e não havia ninguém naquelas ruas naquela hora da noite. Na verdade, não era nem mesmo possível saber a hora exata, até que olhei no relógio e percebi que eram por volta das 1:00 da madrugada. Fechei os livros e joguei para um canto, até que comecei a chamar por Sawa. Ela não estava acordando inicialmente. "Mas que garota indecente. Acorde logo para que possamos ir embora!"

Ela finalmente havia acordado um tanto quanto atordoada. Parecia não saber onde estava, como se estivesse perdida, me fazendo perguntas como "já acabou?". "É óbvio que eu terminei, sua estúpida, por que motivos você acha que lhe acordei?" Bem, ao menos ela foi rápida o bastante para se levantar e me ajudar a levantar. Eu já estava me sentindo muito melhor, minhas forças gradativamente iam retornando e o ferimento estava me incomodando cada vez menos.

Andamos pelas ruas de Micqueot em direção ao QG. As luzes fracas, o local deserto, todos estavam dormindo provavelmente. Não demorou a que pudéssemos chegar ali, no Quartel General vazio. Ela me levou até meu quarto, e lá foi se sentar em uma cadeira, enquanto me deixou livre para me sentar na cama. Iria despir-me, ficando seminu, apenas, e após isso me deitaria. Não demorou muito para que eu pudesse pegar no sono e começasse a sonhar.




~Início do sonho~

"Estava em meio a um corredor. Um corredor vazio, sem qualquer alma viva naquele lugar. O piso de mármore fazia com que meus passos ecoassem, enquanto caminhava para frente, não olhando para trás e nem dando muita importância para o que quer que haja ali, e claro, não havia realmente nada. As paredes eram altas, e nelas se encontravam espelhos, refletindo todo o meu corpo e todos os meus movimentos. O que era aquilo? Por que eu estava em um local como esse? Simplesmente não fazia ideia alguma.

Caminhei por alguns minutos, até que entrei em uma sala. O piso agora era de uma rocha negra, parecendo ter as mesmas propriedades do mármore, tão polido que refletia minha face em meio a sua cor enegrecida. Já as paredes, eram feitas de mármore. Mesmo que se olhasse para cima, não era possível olhar o teto, pois ele estava tão alto de maneira que a penumbra o escondia. Se tentasse voltar, seria impossível também, pois agora o corredor havia desaparecido. Havia pouca iluminação na sala, mas ainda assim era possível notar tudo o que havia nela.
Quando pisquei, percebi que havia duas portas. Ambas de cores diferentes. Uma era vermelha, situada a direita. Um vermelho puro, apaixonante, atraente. A outra, era uma porta de cor azul. Uma cor certamente muito fria, mas não parecia estar afastando nada, nem mesmo dava uma sensação de repulsa. Pelo contrário, a energia estava instigando a mim para que pudesse abri-la.

Antes que pudesse notar, eis que surge um homem entre as duas portas. Ele vestia-se com uma toga, metade branca e metade negra. Ele possuía dois rostos, mas apenas uma cabeça. Como explicar? Parecia que duas cabeças estavam observando lados opostos, e assim se fundiram. Um rosto era muito barbudo, parecia estar velho e cansado, e não parecia desejar nenhum tipo de comunicação com qualquer ser existente. O outro era jovial, muito infantil e parecia transmitir uma necessidade de comunicação gigantesca.

- Quem é você? - Perguntei, curioso, porém de forma fria.
- Isso não interessa - Disse o rosto jovial - O que interessa é: no que você está pensando?
- O que? - Indaguei.
- É exatamente isso o que perguntamos - Disse o rosto velho - Você tem certeza de que está no caminho certo? Esta realmente seguindo o seu destino como ele deve ser seguido?
- Ele parece confuso, de certa forma - Disse o rosto jovial - Talvez devêssemos interferir.
- Sim, seria o melhor a se fazer - Concordou o rosto velho - Vamos apenas fazer o que bem entendermos.

Estava ficando de saco cheio com aquela discussão. O que eles pensam que são? Algum tipo de deus que pode julgar e interferir na vida das pessoas a bel prazer? Eu não me importaria se fosse a vida de outro ser humano imundo qualquer, mas logo a minha vida? A vida mais preciosa que poderia haver em meio a todos os seres vivos? Quanta audácia da parte desses dois retardados.

- Um momento - Disse eu - E quem disse que vocês podem interferir em algum momento de minha vida, seus inúteis?

Eu estava sendo rude além da conta. Ainda estava calmo com a situação, mas a conversa daqueles dois estava me irritando muito. Quem eles pensam que são? E, além do mais, minha pergunta parece ter feito com que eles se ofendessem. O rosto jovial fez uma face desgosto, enquanto o mais velho parecia estar debochando de minhas palavras.

- Certo - Disse o rosto jovial - Então você precisa decidir.
- Mas ele é mesmo digno de decidir? - Indagou o velho - Creio eu que não.
- Ele irá decidir e irá sofrer as consequências disso - Disse o jovem.
- Muito bem. A partir de agora, você deve escolher um local. O que vai ser? A porta azul ou a porta vermelha?

Era uma pergunta realmente simples. O único problema era que não haviam me dito o que poderia haver atrás de cada porta. E que história é essa? Há apenas dois caminhos já pré-determinados em que eu devo escolher seguir de qualquer maneira? Afinal, quem são esses dois seres siameses que dividem o mesmo corpo? E o que querem comigo?
Seja como for, apenas fiz uma face de menosprezo. Agora o jovial parecia estar se divertindo, enquanto o mais velho estava nervoso com a situação. Mas o que diabos era aquilo? Troca de personalidades e opiniões?

- Escolha! - Falaram ambos, em uníssono.
- Não - Respondi, com toda a frieza que conseguia reunir - Eu não devo me limitar e nem mesmo obedecer ordens vindas de seres que estão abaixo de mim, como vocês. Quem vocês pensam que são?

Eles então fizeram expressões curiosas. Ambos pareciam surpresos, além de que estavam muito pensativos. Não disseram nada, apenas fecharam os olhos e repentinamente ficaram inexpressivos. A situação estava cada vez mais estranha, e em alguns segundos, abriram os olhos ao mesmo tempo e viraram os olhos para mim.

- Certo - Disseram, em uníssono - Se é assim que deseja, assim concederemos.

Após terem dito tais palavras, desapareceram num piscar de olhos, assim como ambas as portas. Mesmo assim, havia outra porta. Nela, não havia cor alguma. Mesmo assim, ela existia. E, pelo visto, existia apenas ela, pois até mesmo a sala havia desaparecido. Era como se eu estivesse vivendo em um plano sem qualquer tipo de perspectiva, ou qualquer sinal de luz, de vida, de cores, sabores e cheiros. Aproximei-me da porta sem cor, nela havendo apenas uma placa de cor negra, com letras em branco, escrevendo meu nome. Coloquei a mão na maçaneta, girei-a e então abri.”

~Sonho encerrado~




Acordei, com Sawa me mexendo delicadamente. Ela parecia estar cansada, mas eu pouco me importava com seu estado. Ela estava dizendo que faltava mais duas horas para a partida até Lvneel, e falava que iria me acompanhar. Provavelmente havia sido promovida, ou simplesmente estavam transferindo-a para outro Quartel General. Perguntava se eu estava com fome.

- Estou - Diria, e logo tentaria me levantar, fazendo o mínimo de esforço possível, além de quem tentaria notar meu o estado de meu ferimento no momento - Me traga logo algumas frutas, torradas e chá preto.

Iria esperar para que ela trouxesse meus alimentos. Se não o fizesse, simplesmente iria me levantar e ir até o refeitório procurar alguma coisa para comer. Claro, assim que eu me vestisse novamente com meu kimono, que era o mais lógico a se fazer em um momento desses.
Assim que acabasse de comer, iria apenas checar se meus pertences estavam todos no lugar. Após isso, apenas os pegaria e faria sinal para Sawa.

- Certo, vamos logo para o porto, não quero me atrasar.

Com isso, sairia do quarto, em direção a saída. Finalmente iria deixar aquela ilha e ficaria mais próximo ainda da Grand Line. Algum dia chegarei ali. É o lugar onde as maiores pessoas residem, e onde as coisas mais importantes ocorrem. Estarei ali, de uma forma ou de outra, pois é o pedaço do mundo onde devo exercer minha função como o oficial perfeito do Governo.



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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyDom 11 Dez 2016, 19:06

Acordado e quase pronto, Scar pedia algumas coisas para comer e mandava a garota ir busca-las. Foi necessário algum tempo até Sawa retornar, dando a liberdade para que as roupas do agente fossem trocadas, ficando pronto para sair a qualquer momento do QG. O que era trazido tinha sido exatamente aquilo que fora pedido por Scarlight, sem deixar espaços para erros ou colocar coisas desnecessárias no meio. O café da manhã foi rápido, precisando apenas de uma breve checada nos pertences e por fim, ambos saiam juntos do quarto e seguiam rumo ao porto. O caminho foi tranquilo, sem problemas para andar e não aconteceu de precisar usar o apoio em Sawa. Scar teve tranquilidade em passar por todos com suas vestes normais, nada estava acontecendo pela cidade e eles conseguiam chegar no porto, onde encontravam apenas um barco ancorado no local. A enfermeira avançou na frente, entrando na embarcação que possivelmente era a deles. – Não tem ninguém aqui. – Falou logo que percebeu a estranha falta de pessoas no convés do barco. O barco não era nada chamativo. Havia poucos detalhes que poderiam ser elogiados e também não tinha grande tamanho, era apenas uma embarcação simples para uma viagem simples. De seu interior, um sujeito surgia carregando duas cordas enormes ao convés. Sawa tomava um susto ao perceber que tinha alguém além deles ali, chegando para trás, onde Scar estava. – Oh, ainda é cedo... Podem esperar um pouco? – O sujeito não esperou resposta, caminhou até perto do mastro central e amarrou ambas as cordas nele, entrando logo depois no interior da embarcação. Havia algum tempo até o barco partir e eles poderiam fazer algo ou apenas aguardar que tudo estivesse pronto.

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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyTer 13 Dez 2016, 18:11


Sawa fazia um trabalho perfeito. Ela trazia tudo o que eu havia pedido em questão de poucos minutos, não deixando faltar nem mesmo uma migalha, se mostrando completamente eficiente como minha enfermeira particular temporária. O fato de ter executado tais atos sem quaisquer problemas e da maneira que ordenei já fazem com que eu me acostume um pouco e tenha mais facilidade para lidar com ela, com um mínimo de confiança. "Mesmo assim, não posso me esquecer que já a acusaram de furtar pertences de outras pessoas."

As frutas trazidas estavam frescas, deliciosas e adocicadas na medida certa, fazendo com que minhas papilas gustativas se sentissem cada vez mais agradáveis à medida que ingeria mais do sumo saboroso que elas produziam. As torradas estavam crocantes no ponto em que eu posso considerar perfeito, muito douradas, nem um sinal de queimadura, e o sabor naturalmente salgado encontrava certa harmonia com o doce das frutas que havia ingerido anteriormente, fazendo aquela uma refeição muito agradável. Assim que provei o chá preto, o seu sabor levemente amargo e sofisticado fez com que todos os sabores se realçassem e criassem uma orquestra em perfeita sintonia em minha boca. O café da manhã estava realmente ótimo, além de ter sido rápido, mas precisava me apressar logo.

Não houve nenhum problema com a troca de roupa. Elas deslizaram sobre meu corpo e se encaixaram perfeitamente como sempre haviam feito. Usar meu kimono me deixava mais confortável do que usar um terno em específico, mas não é como se eu realmente ligasse para coisas desse tipo. Após isso, chequei meus pertences e fui junto com Sawa até o porto.
A caminhada foi tranquila, não havia muitas pessoas pelas ruas, a ilha estava tranquila novamente após todo aquele incidente. Ao me lembrar disso, dei um sorriso de satisfação. "Foram idiotas o bastante para sofrerem com a força de meus punhos. Espero que estejam descansando no inferno" pensava comigo mesmo. De qualquer maneira, o local estava deserto, exceto por um barco aportado, sem qualquer ajudante em meio ao mesmo, ou qualquer alma que pudesse nos ajudar com algo.

O barco era velho, com detalhes muito comuns em quais outros barcos velhos e nada de muito chamativo sobre todo o seu corpo. "Apenas a velha madeira sustentando pessoas que navegam pelas águas." Isso me deixou um tanto quanto mau humorado, pois já estava ali no horário indicado e ninguém zarpou ainda. Nesse caso, prefiro ficar calado, antes que eu possa atacar alguém.
Tomei um susto quando um homem com duas enormes cordas estava saindo de dentro do navio. Ele não havia dado as caras até aquele momento repentino, e quando surgiu, simplesmente surpreendeu tanto a mim quanto a Sawa. "Não é como se ele fosse alguém importante, provavelmente o capitão do navio? O dono dele? Talvez apenas mais um marujo". Ele nos pediu para esperar, e apenas aceitei.

- Francamente, chego aqui no horário pedido e ainda me deixam alguém como eu esperando. - Cuspia as palavras de minha boca, não gostando do que aconteceu.

Tudo o que Sawa fosse começar a dizer iria simplesmente entrar por um ouvido e sair pelo outros, a não que ela esteja dizendo que o navio vai sair em alguns minutos. Com isso em mente, quando fosse a hora, entraria nele sem quaisquer problema. "Afinal, é um barco guiado pelo Governo, sobre sua jurisdição, feito para que pudesse me levar de uma ilha a outra e fazer com que eu aproveitasse minha viagem o máximo que eu consiga. Não há problemas em embarca-lo." Após a entrada, procuraria algum lugar no convés em que eu pudesse ficar sozinho, olhando para o mar, pensando sobre minha jornada. "Bem, é isso, estou saindo de Micqueot novamente, e desta vez como um oficial do Governo. Espero que seja assim por muito tempo. Com o passar das missões e do tempo, irei ser cada vez mais escalado para cada vez mais missões. É claro, alguém brilhante como eu sempre será uma das primeiras opções, pois as ações de tal ser conseguem beirar a perfeição. E farei o que esta organização que comanda o mundo pede, pois somos a ordem, somos o bem e o poder absoluto, e todos devem se submeter a isso."
Bastava aproveitar a viagem até Lvneel, a partir de agora. Espero que não ocorra nenhum imprevisto ou problema durante a mesma. Seria lastimável se chegasse a acontecer.




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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyTer 13 Dez 2016, 23:21

Foi necessário algum tempo até que tudo estivesse arrumado. O homem de antes andava de um lado ao outro sem descanso, carregando coisas e as ajeitando em cada canto que era possível. Não havia nenhum ajudante até então, mas pouco tempo antes do horário previsto foi que alguém apareceu. Dois garotos em seus 16 anos apareciam carregando caixas de alimentos, levando-as até onde o dono da embarcação ordenava. Apenas alguns minutos depois a chegada deles o anuncio da partida foi dado. Sawa foi rapidamente avisar Scar disto, e ambos entravam no barco enquanto os últimos preparativos iam sendo feitos. Baixou as velas, içou a ancora e a embarcação começou sua movimentação para fora da ilha. Todos estavam arrumados em seus cantos. Scar em um canto isolado enquanto Sawa ficava de olho, afastada para não atrapalhar em nada. O capitão do navio ia pilotando e seus discípulos auxiliavam nas questões básicas para o homem não sair do leme. Não havia tanto vento quanto esperado, mas o mar estava calmo e o pouco vento que batia já era bastante para a embarcação seguir em uma velocidade consideravelmente rápida. Poucos peixes surgiam à vista, nenhum deles muito maior do que o normal e nenhum barco aparecia no horizonte. – Estarei do outro lado caso precise de algo. – Indicou e seguiu até outro canto isolado, observando o mar sem nenhum foco especifico.


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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyQua 14 Dez 2016, 15:57


Levou alguns minutos para que tudo estivesse pronto e todos pudessem zarpar. O que parecia ser o dono do navio, capitão ou algo do tipo ficava andando de um lado para o outro, apressado, carregando vários caixotes e outros objetos, não parando por um segundo. Ninguém estava ajudando-o, até que surgiram 2 garotos em seus 16 anos de idade carregando caixas com alimentos, e eram guiados pelo dono da embarcação. "Imagino em que momento poderemos sair de Micqueot, me deixar esperando não é uma boa ideia."

Após pensar nisso, num piscar de olhos, já poderíamos embarcar, sendo que Sawa apenas me avisava e eu entrava no barco, junto de minha enfermeira particular temporária. Estávamos esperando que os últimos preparativos fossem executados, como por exemplo, soltarem as velas, puxarem a ancora e se posicionarem no leme. Não demorou muito para que a embarcação pudesse finalmente sair do lugar.

Fui até um local mais afastado, e Sawa resolveu ficar próxima, mas não tão próxima assim, de maneira que pudesse apenas me observar e vigiar para que não acontecesse nada. "Ao menos ela já conseguiu entender a pessoa que eu sou, e tem realmente sido de grande ajuda" pensava, enquanto aproveitava a viagem o máximo possível.

O capitão estava controlando o leme e os garotos estavam ajudando-o em tarefas fáceis, rápidas e básicas para que ele não precisasse sair dali. O vento se parecia mais com uma brisa quando colidia com as velas, mas era o suficiente para levar o navio em frente. O sol refletia sobre as águas do calmo mar, deixando uma aparência cristalina, enquanto Micqueot ficava cada vez mais longe. Um cardume pequeno de peixes surgia ao lado do barco, e eu os observava, até que Sawa resolveu surgir.

- Estarei do outro lado caso precise de algo. - Disse ela, se afastando logo em seguida.

Ela foi para um canto afastado, mais isolado, enquanto eu estava nos fundos do convés. A viagem prosseguia muito calma, não havia qualquer interrupção e era quase como um retiro espiritual. "O mar é muito mais agradável quando não estou na companhia de gente como o Hart. Aquele bando de piratas imundos, fico com vontade de vomitar ao me lembrar deles", pensava eu, enquanto observava o horizonte. "E pensar que fiquei vários anos com eles. Bem, se fosse mais fácil me livrar de todos o mais rápido possível. Infelizmente, não foi assim, pois sempre estavam de olho em mim e me impediam até mesmo de entrar em batalhas. Como se eu realmente fosse fazer algo do tipo, seria mais fácil se eu me virasse contra eles. Ao menos consegui me soltar quando estavam lutando contra alguns marinheiros."

Continuava observando tudo a minha volta. O céu e o estado do clima, o extenso mar que se prolongava para além do horizonte. Ele teria algum fim? Seria infinito ou se limitava a este planeta do qual ele está alojado? Provavelmente a segunda opção. Mal podia esperar para chegar logo em Lvneel e fazer mais missões, ser mais útil ainda ao Governo. Subir de patente até o topo é uma das muitas ambições que eu tenho, mas a maior delas é fazer com que o Governo prevaleça no poder, fazendo seu trabalho, até o fim dos tempos. É a organização mais poderosa e que faz o que é preciso para que possa manter a paz mundial, mesmo que isso signifique que algumas pessoas precisem morrer, ou que uma terra precise deixar de existir. Isso tudo é para o bem de todo o mundo, e também da organização que cuida do mesmo.

Iria apenas aproveitar a viagem até que pudéssemos chegar até Lvneel. Estava agradável, de certa forma, mas seria melhor se eu possuísse algum livro para ler durante o caminho. "Estou tão profundamente entediado que poderia desenvolver úlceras no estômago." Se acontecesse de começar a chover, procuraria algum lugar onde pudesse me proteger da chuva antes de qualquer coisa. Esperaria para que pudéssemos chegar até Lvneel, e assim que avistasse a ilha, já me prepararia para que pudesse desembarcar, e o faria assim que chegássemos ao porto.

- Sawa, vamos, me acompanhe até o Quartel General. - Chamaria-a, quase como se fosse uma ordem.



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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyQua 14 Dez 2016, 21:04

O fim da viagem se aproximou rapidamente, todos estavam já cansados de ficar no mar mesmo que tivesse sido um caminho bem curto. Sawa parecia com sono, tomando um susto logo que Scar a chamou. – Ah!... Sim! – Arrumou sua mochila nas costas, levantou-se e correu até onde o agente estava. Demorou apenas mais alguns minutos até a embarcação realmente ancorar no porto, terminando a viagem de forma tranquila e rápida. A prancha que daria passagem a terra firme desceu e sem despedidas os dois desembarcaram, caminhando desta vez até o QG onde precisavam se apresentar para o serviço. Chegar ao QG foi demorado, pois ele estava localizado em uma área mais isolada e pouco visitada pelas pessoas em geral. Scar já não tinha problemas em caminhar e não sentia qualquer dor, estava finalmente recuperado ou quase isto. Se esforçar ainda não era a melhor coisa para ser feita, mas uma boa noite se sono, sem precisar acordar mais cedo faria bem ao boxeador. Quatro casas residências e uma loja, além do QG faziam parte do reino. Ninguém estava realmente por lá e os dois conseguiram ir diretamente até a entrada, onde tinham acesso aos poucos marinheiros e agentes do governo que se encontravam por ali. – O-onde vamos? – Sawa perguntava, mostrando incerteza ao observar um local desconhecido.

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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptyQui 15 Dez 2016, 03:08


Aproveitava a brisa marítima como se fosse a última coisa que sentiria bater em meu rosto naquela vida. Era muito agradável, de certa forma, apesar de trazer memórias ruins que a mesma trazia. Não demorou mais que alguns segundos para que eu visse a ilha, meu destino, aparecendo ao horizonte. O pedaço de terra aos poucos ia ficando realmente maior na medida em que aproximávamos. Logo, ia se tornando uma enorme ilha, com uma grande extensão.
Antes que pudéssemos realmente chegar ao porto e desembarcar, resolvi chamar por Sawa. Ela parecia estar um tanto quanto dispersa, sonolenta, parecia não ter dormido bem novamente. "Francamente, o que essa garota faz a noite? É melhor que isso não gere problemas para mim", pensava comigo mesmo. Ao menos, assim que ela ouviu minhas palavras, ficou mais atenta.

Ajeitou-se com os objetos que carregava dentro de uma mochila, tentando ficar o mais confortável possível. Levaram alguns minutos até que pudéssemos finalmente chegar até a porção de terra em meio ao mar, até a ilha. "Já não era sem tempo, esperava chegar aqui mais rápido." Saí junto com Sawa, caminhando por uma plataforma que ligava o convés do barco a terra firme.
Desembarcamos em um ambiente sem quaisquer sinais de civilização, simplesmente desértico. A praia não havia nada de interessante e a mata parecia se estender mais a frente. "Mas onde diabos estamos? Há mesmo um QG por aqui?"

Havendo ou não, tanto eu quando Sawa começávamos a caminhar. Estava atento ao local a minha volta, esperando que nada pudesse me pegar de surpresa. Era realmente muito estranho haver um Quartel General em meio a uma ilha que parece estar deserta. "Espero que aqueles imundos não tenham nos trago para a ilha errada, ou eu vou dar o prazer de serem mortos pelas minhas mãos, em nome do Governo." Mas nem tudo é sofrimento, eu conseguia sentir que meu ferimentos estava me atrapalhando cada vez menos, é como se ele não houvesse existido. "Ótimo, assim não serei interrompido por detalhes durante alguma atividade."
Não foi preciso muito tempo de caminhada para que encontrássemos o que parecia uma vila, ou talvez um pequeno ajunte de casas em meio a uma floresta. Contavam-se 4 residencias, 1 loja e o que parecia ser um Quartel General. "Mas onde diabos estamos? Imaginava encontrar o Quartel General em um local com maior quantidade de pessoas."

- O-onde vamos? - Perguntava Sawa, assustada, incerta do que fazer.
- Obviamente vamos procurar por pessoas - Disse indiferente a sua reação.

Dito isso, iria caminhar até o Quartel General, onde provavelmente poderia obter alguma instrução, alguém que pudesse me indicar onde estivesse. Iria me aproximar do Quartel General, e se houvesse algum guarda querendo barrar a entrada, eu simplesmente mostraria minha insígnia da Cipher Pol 2, fazendo com que pudessem me identificar como um Agente do Governo Mundial, provavelmente facilitando minha entrada, isso é, se não o quisesse me guiar para meu destino inicialmente.
Já dentro do local, iria observar bem a estrutura e tomar uma nota mental de onde estavam posicionados objetos, móveis, salas e afins, enquanto também observaria as pessoas. Assim que visse alguém que se parecesse com um Agente, iria tentar abordá-lo, mostrando em seguida minha insígnia da Cipher Pol 2, dispensando formalidades. Se não encontrasse um Agente, um Marinheiro ou até mesmo um recepcionista já estaria de bom tamanho. "Preciso saber logo o que tenho que fazer."

- Poderia me levar ao capitão do Quartel General ou a um responsável pelos Agentes nessa unidade? - Perguntaria se houvesse abordado um agente ou qualquer outra pessoa que encontrasse no segundo plano.

Iria, então, acompanhar essa pessoa, junto de Sawa, esperando que a pessoa pudesse me levar até o responsável pelos Agentes no QG. "Talvez seja o próprio Comandante da Cipher Pol? Seria interessante" pensava comigo mesmo, enquanto acompanhava quem quer que possa me levar até quem eu estava procurando. Esperava não ter algum desvio ou coisa do tipo que fizesse com que eu entrasse em alguma briga, pois isso seria muito problemático.

Assim que chegasse até o indivíduo, se fosse necessário, mostraria minha insígnia para que ele soubesse com quem poderia estar falando. Esperava que não perguntasse meu nome ou algo do tipo, ou seria obrigado a mentir, e ainda não recebi um codinome ou algo do tipo que posso utilizar. "Preciso conseguir um rápido, antes que seja tarde."

- Certo, vou direto ao assunto, o que devo fazer aqui? - Perguntaria, friamente.



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MensagemAssunto: Re: Blind Justice   Blind Justice - Página 8 EmptySeg 19 Dez 2016, 02:30

A entrada no QG foi rápida, pois não era um local tão guardado naquele momento. Scar observou o local onde estava, encontrando a simples recepção logo ao lado da porta de entrada, onde ficava uma cadeira e um balcão redondo com abertura atrás para saída e entrada dos funcionários. O restante da área inicial do QG tinha apenas uma área básica de recepção dos civis e outros convidados da marinha, onde poderia esperar em dois sofás grandes e ter algumas frutas ao acesso no meio de uma mesa de vidro, na frente dos sofás. Jornais do dia ficavam sobre a mesa e mais nada de essencial surgia em sua visão. O restante do quartel era repleto de portas, dando acesso as outras áreas em que apenas agentes e marinheiros poderiam entrar. Poucas pessoas passavam pelo lugar e quem passava, portavam mais as insignias do governo. A quantidade de marinheiros por ali parecia pequena, possíveis problemas na cidade criavam esta falta de movimento.

Depois de observar tudo, Scar aproximou-se de um agente qualquer, demonstrando a sua vontade de encontrar o responsável pelos agentes. A simplicidade do QG fez o tempo de espera ser pouco, pois logo o sujeito levou ambos até uma porta sem identificação e ao passar dela, entravam no corredor em que haviam varias salas com o simbolo do governo. Mais alguns passos e a última porta do corredor era aberta, revelando uma pequena e arrumada sala com a grande mesa cheia de documentos comum de alguém com patente elevada. – Ele pediu para falar com a senhora. – O agente se curvou e imediatamente retirou-se, fechando a porta com Sawa e Scar do lado de dentro. – Bem vindos, sentem-se. – A voz não estava vindo da cadeira, mas sim do lado esquerdo da sala, onde uma bela mulher de cabelos negros procurava livros na estante de livros que havia ali.

A mulher vestia roubas completamente pretas e não havia qualquer insignia ou indicação do governo por perto, sua aparência era frágil e ela parecia mais magra do que uma pessoa normal. Com passos delicados, voltava até a mesa carregando o livro que buscava, deixando-o na mesa enquanto se sentava para atender aos dois. – Agente Scarlight e Sawaza... – Pausou para observar os dois, analisando como eram. – Ambos são diferentes do que eu esperava... É uma alivio. – Pegou dois envelopes grandes, retirando de dentro papeis com fichas que informavam basicamente tudo sobre os dois à sua frente. – Devo dizer que esperava um pouco mais de respeito vindo de você, mas não posso fazer nada. Não foi educado direito e trata as pessoas desta forma, terei de corrigi-lo enquanto estiver sobre meus cuidados. – Largou os documentos na mesa e se encostou na cadeira.

A sua missão não é exatamente aqui. Eu preciso de alguns agentes para ir até a Grand Line... Você é um deles e claro que a enfermeira também, todos vamos para um mar mais perigoso fazer missões mais perigosas. – Sorriu com o semblante assustado de Sawa ao escutar aquelas palavras. – Claro que não é apenas ir lá... Eu tenho uma missão importante e devo levar alguns agentes, somente os iniciantes para podermos encontrar um grupo. Pretendo fazer tudo em uma conversa, mas nunca podemos achar que vai dar tudo certo e é para isto que vou leva-los. Se caso alguma confusão explodir, todos vocês vão entrar em ação e acabar com os envolvidos sem deixar nenhum sair vivo. – Calmamente a mulher se levantou, andando para trás de Scar e Sawa, onde envolveu o pescoço deles com os braços e os atraiu para perto. – Serpa algo simples, não precisam se preocupar. Estarei lá e cuidarei de todos, mortes de meus subordinados e erros não acontecem em missões que eu comando. Acostume-se com isso, vou cuidar bem dos dois, de todas as maneiras possíveis. – Por fim deu um beijo na bochecha da dupla e se afastou, voltando para trás da mesa. – Vá descansar, preciso do seu corpo lindo, perfeito e preparado para a missão. Então, se não tiver mais nada para perguntar, poderia ir descansar? Preparei um bom quarto para os dois. – Continuou em pé na espera de uma resposta para o que era dito.


Zodd

Perdas:
● 3.000 Berries OK

Ganhos:
● Soqueiras lvl1 OK
● Grupo: Governo ~ Agente em Treinamento OK
● Uniforme de Agente em Treinamento OK
● Insignia da Cipher Pol 2 OK
● 2 Missões OK
● Máscara OK
● 450.000 (Recompensa de Eric + Salário) OK
● Disparo de arma de fogo um pouco acima da cintura, na lateral da barriga (Ganha uma cicatriz ai <3) OK

Relação de personagens:

● Ele faz. OK

Exp: 7
EdC: 7

Localização: Micqueot - North Blue OK

Scarlight



Perdas:

● B$500.000 (Perícia) OK


Ganhos:

● Perícia Atuação OK
● Soqueiras lvl1 OK
● Grupo: Governo Mundial ~ Agente em Treinamento OK
● Uniforme de Agente em Treinamento OK
● Insignia Cipher Pol 2 OK
● 2 Missões OK
● B$30.000 (Salário) OK
● B$720.000 (Captura de Dylan Harris) OK
● Perícia Lógica (Comprada) OK

Relação de personagens:

● Ele faz. OK

Exp: 10
EdC: 10

Localização: Lvneel - North Blue. OK

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