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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Bater e Correr em Shell's Town

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyDom 21 Ago 2016, 18:08

Relembrando a primeira mensagem :

Bater e Correr em Shell's Town

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Leonarda München. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyQua 11 Jan 2017, 21:40

Já no litoral, Leona para alguns instantes para admirar o vasto tapete azul que é o mar. As ondas tranquilas faziam aquela imensidão toda de água parecer ser uma continuação do céu. Era muito tranquilizante, mas sabia de muitos grandes marinheiros e piratas que começaram sua aventura no mar naquelas águas. Era um lugar quase sagrado para a geração da Era dos Piratas.

Seguiu em frente procurando a casa dos Bhfreagra, sem ter nenhuma outra pista se não que eram uma família com vida boa. Por vida boa, Leona entendia por viajarem de vez em quando, morarem numa casa ajeitada e coisas do tipo, mas o que encontrara como a última casa era muito mais que vida boa, era a vida de um rei!

A mansão se estendia preenchendo o verde de um belo jardim, encantando não somente Leona, como provavelmente todos os turistas e visitantes que passavam por lá. O Sr. Bhfreagra devia ter um ótimo emprego, ou era um empresário ou um grande homem do governo, pois aquela mansão valia uma fortuna. Admirando o telhado, as janelas, os acabamentos exteriores e as flores, a espadachim caminhou na direção de pequeninas escadas que davam acesso à lateral da casa.

~Que casa de princesa. Quero pra mim!~ pensou a menina.

Perto dos simpáticos degraus estavam dois homens. Um todo de preto, sério, cara de bravo, provavelmente era o segurança do local. E o outro vestia roupa da Marinha, a clássica roupa branca e azul, além de ter um cabelo escuro e ser fortão. Leona olhou de cima a baixo o homem, era atlético, mas não era tudo isso de rosto. Foco! Estavam em uma missão. O Soldado, ao ver Leonarda, dispensou o segurança e caminhou em sua direção.

- Você chegou.

- Soldado Leonarda se apresentando. Aqui é mesmo a casa dos Befreagra?

- Prazer, eu me chamo Org... Sim, esta é a residência deles.

- Uau. - se maravilhou mais uma vez. Olhou para Org com um sorriso simpático e comentou: - E que residência!

O homem volta a atenção para a morena e puxa assunto.

- Parece que vamos trabalhar juntos. Eu nunca te vi antes, é nova na ilha? Se alistou recentemente?

- É, parece que sim, né!? Eu sou marinheira há menos de uma hora. É a minha primeira missão como soldado, e também sou nova na Ilha. Eu vim de Torino.

Com as palavras saindo de sua boca, Leona caminhava ao lado de Org, contornando um quadrante da mansão até se encontrar com uma exímia porta de entrada. O musculoso se vira para a garota e pergunta sobre o que achava que estava por trás dos sequestros. Era uma boa pergunta. Leonarda não havia parado para pensar nisso, e teve algum tempo para pensar após fazer uma cara de dúvida.

Sequestros de rapazes em boa forma. Até agora nada se falou sobre roubar dinheiro ou pertences, o que provavelmente atrairia os Piratas. Os piratas dos blues não eram tão burocráticos em sua maioria, e se houvesse algum, seria bem famoso na região. Revolucionários não atacariam civis, a não ser que todos fossem peças importantes do governo. Havia uma parte desse quebra-cabeça (Bhfreagra) que estava faltando, e Leona queria encontrá-lo para deixar tudo claro.

Por fim deu sua opinião:

- Analisando superficialmente, acredito que Revolucionários estejam descartados. Piratas ainda sim, mas com uns 5% de chance, porque até onde sabemos, não roubaram bens valiosos, apenas jovens saudáveis. - Leona tentava usar o máximo de sua inteligência e estratégia para remontar os motivos dos sequestradores - Acho que estamos enfrentando algum criminoso novo, desconhecido, sabe? Temos que estudar mais o caso. A equipe tática enviada para cá somos nós ou alguém já veio aqui e tirou algumas conclusões?

Ao som da tese da marinheira, os soldados se direcionavam para a porta de entrada, mas para a surpresa de ambos, ela se abrira por dentro, revelando um interior bem feito e uma empregada ruiva, dona de uma cicatriz bizarra. Era meio neutra, parecia mais um robozinho, mas não havia motivos para desconfiar dela. Org apresentou a dupla, e Leona deu suporte à apresentação com o sorriso simpático de sempre. A mulher pareceu não ligar, apenas deixou que eles entrassem.

E aí começou o show de arquitetura e design de interior. A casa era um palácio, bem feita de cabo a rabo. Planejamento muito bem feito, assim como a mobília e os outros detalhes. Ótimos pedreiros, pareciam ter mãos divinas para fazer aquilo, mas no fundo Leona sabia que qualquer um poderia fazer aquilo se tivesse uma boa quantia em dinheiro por trás. Fizeram um tour pelo primeiro e segundo andar, ou seja, a casa toda.

Durante o passeio pelo segundo andar, foi revelado o nome do proprietário da mansão. Gael Bhfreagra. Leona buscou nos seus arquivos de memória para ver se já tinha ouvido falar desse homem, se era um empresário ou alguém importante no governo e marinha. De começo não conseguiu muita coisa, e também não falaria agora na frente da empregada. Eram assuntos da marinha, e a ruiva não pertencia a esta. Leona se sentia importante pensando desta maneira.

Por fim a empregada perguntava se tinham alguma dúvida, e de prontidão Leona fez a pergunta que não queria calar.

- A senhorita disse que a Sra. Bhfreagra foi resolver assuntos importantes. Mas e quanto ao Sr. Gael e seu filho? Sabe onde estão?

Respondendo a pergunta satisfatoriamente ou não, Leona dispensaria a empregada e se voltaria para Org.

- É crime querer entrar no escritório do Sr. Gael? - perguntou dando passos pelo perímetro do hall. Caminhou até parar ao pé da escada, colocou o pé direito no primeiro degrau, olhou para cima e em seguida para Org - A gente deveria ter permissão pra entrar lá. Você não acha estranho? Humpf... E aquele segurança lá de fora, te contou alguma coisa?

Leonarda estava realmente interessada, queria resolver aquele caso, aquela missão, com perfeição. Queria ajudar o povo de Shell's Town. Após ouvir as falas de Org, a garota se direcionaria para o quarto do filho dos Bhfreagra, para dar uma investigada. Analisaria os símbolos, livros, desenhos, bugigangas e tentaria olhar para o lado de fora, caso possível, pela janela bloqueada. Talvez pudesse ter noção de como entraram por lá.

Se não encontrasse nada e não fosse requisitada, iria para o quarto mais próximo ao quarto do filho, onde ficaria sentada na cama, afinal, poderiam se alojar ali.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyQui 12 Jan 2017, 19:07



Anteriormente, antes de adentrarem na residência, Leona fez uma pergunta à Org, e recebeu uma resposta logo em seguida.

- Nós só temos que fazer a segurança do lugar, já tem investigadores trabalhando no caso. -

Atualmente, após explorar toda a mansão, Leona escuta a pergunta da empregada, e imediatamente busca sanar algumas dúvidas, como sobre a localização do Sr. Gael e de seu filho. A moça dá uma resposta.

- O senhor Gael está em uma viagem de negócios já faz um mês... O filho dele deve estar no jardim, já que não está no quarto. -

Leona busca lembrar de alguém com nome de Gael, mas não consegue recordar de nada, nunca ouviu tal nome. A marinheira dispensa a empregada, que balança sutilmente a cabeça em um assentimento, se encaminhando para o salão de refeições. Leona direciona algumas perguntas para Org, que não pensa muito antes de dar uma resposta.

- Tecnicamente falando, não podemos entrar sem uma ordem especial de um superior... Gael é um homem importante, qualquer situação do gênero vai envolver muita burocracia, o que pode complicar para a gente... Então é melhor a gente evitar aquele cômodo, seria meio que uma invasão de propriedade privada. Quanto ao segurança, nada de útil, ele apenas disse que foram atacados por pessoas encapuzadas, supostamente três indivíduos. -

Leona sobe para o segundo andar e Org a acompanha, a mulher resolve fazer uma inspeção pelo quarto do herdeiro, atrás de respostas ou informações que possam ser úteis. Como já foi visto anteriormente, é um lugar bem escuro, a janela está trancada por grades e não é possível se ver do lado de fora. Os símbolos e a estranha linguagem nos livros não esclarecem nada, até porque nenhum dos dois conseguem entender uma palavra sequer. Parecem estar escritas em uma linguagem antiga ou apenas pouco conhecida.

Sem encontrar nada de útil, Leona se encaminha para o quarto de hóspedes mais próximo, que está livre assim como todos os outros. A mulher escuta Org falar, pouco antes de sumir de vista.

- Vou ficar no quarto ao lado, qualquer coisa me chame. -

Com isso, Leona enfim tem um pouco de tempo a sós. Está em um quarto até que espaçoso, limpo e perfumado. Tem uma confortável cama no canto superior, com lenços brancos e um macio travesseiro. Nota-se uma cômoda ao lado da cama, onde há um abajur desligado, nas gavetas tem algumas peças de roupas chiques e afins. No quarto, há também uma estante com alguns livros de história, além de alguns quadros pelas paredes, com pinturas mais simples e pouco chamativas, como imagens abstratas. A janela deste quarto dá visão para um lado do jardim, que está bem calmo, a visão em si é bem relaxante, melhor do que qualquer quadro... A natureza bem ali, emanando um cheiro natural e até agradável, o mar um pouco mais adiante e olhando um pouco para o lado, é possível se ver o litoral, pouco movimentado no momento, assim como a entrada para o jardim.

O entardecer vai se desenrolando, é questão de algumas horas até o anoitecer. Talvez descansar seja uma boa opção, mas Leona é interrompida pela aparição de uma nova pessoa. Um rapaz de uns 19 à 21 anos, não muito mais jovem que Leona, ele surge na porta, batendo sutilmente com as costas da mão direita, mesmo que a porta esteja na verdade aberta.

- Com licença, senhorita... Leonarda? - Ele tem uma voz bem suave, falando de uma maneira bem lenta, com uma calmaria natural e cheio de suspense. - Seu companheiro, Org, me falou que vocês vão ficar aqui por um tempo. -

Ele não demonstra muitas expressões, mas sua aparência é bastante chamativa, principalmente seu longo cabelo prateado, liso e que chega até abaixo da cintura. As vestimentas dele são feitas de algum tecido bem caro, além de usar um manto negro, repleto de pelos. Os olhos dele são vermelhos como o sangue, que contrastam com sua pele clara. Nota-se que ele carrega uma variação de rapier presa na cintura.

- Eu me chamo Cedric... - Ele não pronuncia o nome da família. - Está ocupada? Ou gostaria de caminhar um pouco? -

Apesar dele não revelar ser o filho da família, é quase que óbvio. Ele fica no aguardo de alguma manifestação da parte de Leona.

Cedric:
 

Obs: Mas gente...
Você foi me elogiar, ai agora meu post acabou ficando simples.
Norio
Mas os seus também estão ficando legais.

Como sua personagem não é do East Blue, vou considerar que ela não conhece o Sr. Gael.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyQui 12 Jan 2017, 20:12

Agora a marinheira já tinha todas as informações que queria ter para primeiro momento. Começando pelo fato de que seu trabalho era ser guarda-costas do filho dos clientes, poderia ter a chance de lutar contra os sequestradores ou só ficar de segurança até que o caso fosse resolvido pela equipe tática. Também soube por meio da empregada que Gael estava em uma viagem de negócios há um mês, não se surpreenderia se o homem aparecesse em breve. E a ultima coisa que quis saber era se entrar no escritório de Gael era uma boa ideia. Pelo visto não.

Ainda não desistindo da ideia de que seria legal dar uma passada no escritório do homem, mesmo que não tivesse relação com o caso, Leona subiu as escadas junto de Org, e a dupla foi para o quarto do filho. Era um lugar escuro, bem misterioso, com símbolos, letras e palavras estranhas. A marinheira não sabia como decifrar aquilo, e também não se sentia confortável em mexer com essas coisas místicas, sempre fora supersticiosa.

- Esse garoto é um vampiro, certeza. Quem que consegue viver num lugar desse? - comentou passando o dedo pela porta antes de dar tchau para o cômodo.

Andou em linha reta para a porta do quarto que escolhera, e viu Org se direcionar para o outro quarto. Murmurou um "ok" como resposta e entrou no quarto, deixando a porta aberta. Sentou na cama fofa, parecia ser feita com o melhor material possível. Essas mordomias nunca fizeram parte da infância da menina, seu pai não era tão rico assim para dar tudo do bom e do melhor para ela.

Passava as mãos pela colcha para aderir aquela sensação gostosa na mão após sentir um pano macio e confortável. Passou um bom tempo lá, olhando para os quadros, folheando os livros sem realmente prestar atenção em suas escritas, admirando o verde do jardim e o aroma da natureza. O mar ao fundo também compunha a paisagem, e era uma das partes mais relaxantes e bonitas daquela vista.

Após algum tempo de descanso aproveitando o silêncio da mansão Bhfreagra, batem na porta do quarto de Leona. A garota olhou e então se espantou com o que vira. Por fora continuava serena, neutra, esperando por uma apresentação do rapaz que batera na porta, mas por dentro, estava admirada, o filho dos Bhfreagra era muito diferente do que imaginara. Seu cabelo liso e comprido tinha uma tonalidade prateada, sua pele era clara e contrastava com os olhos rubros e vivos. Sua voz era tão suave quanto sua aparência - com exceção dos olhos vermelhos.

- Com licença, senhorita... Leonarda? Seu companheiro, Org, me falou que vocês vão ficar aqui por um tempo.

Leona examinou um pouco o rapaz, viu que carregava uma espada fina de esgrima. Será que sabia como usar aquela arma? Leonarda era uma gladiadora, sabia como se manusear uma espada, mas ainda duvidava que um rapaz daquela aparência conseguiria empunhar uma arma daquelas. Ele era tão... Engomadinho.

- Soldado Leonarda München. - disse a garota levando a mão espalmada na testa.

- Eu me chamo Cedric... Está ocupada? Ou gostaria de caminhar um pouco? - convidou.

München não era o tipo de mulher que se encantava fácil, mas era do tipo que sorria para todos por educação, podendo enganar os mais afobados. Entretanto, dessa vez, realmente ficou feliz e lisonjeada. Não pelo fato do rapaz ser rico, mas porque Org não teve a coragem de fazer isso, e Leona queria dar uma volta para passar o tempo. Ajeitou o seu boné branco e azul e jogou o cabelo para as costas, era bem alta, mas Cedric ainda superava.

Olhou nos olhos do espadachim e aceitou seu convite.

- Vamos dar uma volta. Vai ser interessante perguntar algumas coisas.

Leona então acompanharia o rapaz até o lado de fora, pretendia ficar em silêncio até lá, e caso fosse perguntado algo, responderia de forma educada. Porém, só do lado de fora, começaria a conversar de verdade. Tinha mil e uma perguntas a fazer, e esperava que o entardecer não demorasse muito a chegar, precisava de um pouco de ação.

- Você faz o que da vida? Sabe mesmo usar essa espada? Consegue me dizer o que aconteceu no dia dos ataques?

Perguntaria de forma interessada, queria deixar o assunto rolar e não ficar maçante e travado. Caminharia ao lado de Cedric pro onde quer que fosse, contanto que fosse nos limites do jardim. Já estava escurecendo, e não queria arriscar a segurança do rapaz andando por Shell's Town, ainda mais desarmada. Precisava de uma espada e um escudo para se sentir 100% segura, mas ainda assim, não arriscaria Cedric.

Estaria atenta para os arbustos e árvores, locais escuros e com pouca visibilidade. Escurecer, naquela situação, significava estar em perigo, e mais uma vez Leona via a importância de ter uma espada consigo. Quando tivesse a oportunidade perguntaria para o rapaz:

- Você não tem uma espada simples pra me emprestar? Uma katana, sei lá, só pra ser útil para o caso de termos que entrar num confronto direto contra os sequestradores.

Esperava que pudesse receber uma arma, era inacreditável que uma casa daquelas não tinha nenhuma espada além daquela que Cedric carregava. Conversava e pedia por uma espada sem perder a atenção no movimento externo, cada pessoa a não ser Cedric e Leona eram suspeitos, até mesmo Org. Agora era esperar o anoitecer e torcer para que tudo se resolvesse.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptySex 13 Jan 2017, 19:07



Leona acaba aceitando a oferta de Cedric e ingressa em um passeio ao lado do rapaz. Ambos caminham a pessoas lentos, até saírem para o jardim da mansão, uma área bem verde e agradável, além de ser relativamente espaçosa. Durante o passeio, Leona torpeda Cedric com diversas perguntas, ele por sua vez se mantêm bem tranquilo e coloca um sutil sorriso amistoso no rosto, quase que imperceptível.

- Sei sim... Tenho aulas de esgrima com frequência. Sobre o ataque, bem, era noite, uma explosão aconteceu no portão do hall, eu fui checar e vi pessoas encapuzadas em confronto com os seguranças, mas por sorte o chefe de segurança, Yan Yan, é forte e conseguiu espantar os invasores, mas o mesmo ataque aconteceu nos dois dias seguintes e ele acabou ferido, não vai poder estar aqui hoje, o mesmo ocorreu com a maioria dos outros seguranças. -

Ele conta toda a história do ocorrido nos três dias anteriores, os criminosos são realmente persistente, mas seus objetivos ainda são bem confusos.

- Mas eu não estou preocupado... Afinal, tenho uma poderosa lady em minha presença. - Ele diz isto parando de caminhar e olhando no fundo dos olhos de Leona, destacando ainda mais o rubro de seus olhos, que brilham com a luz solar. O olhar dele é bastante envolvente.

Apesar desta pausa, a dupla volta à caminhar, Leona se mantêm atenta nos arbustos, mas o lugar está uma calmaria total, alguns passarinhos são compositores de uma bela melodia e nota-se a presença de um felino no jardim, um gato preto que troca olhares com Leona, pouco antes de sair correndo para outro canto do jardim, sumindo de vista.

- Aquele é o Azathoth, ele demora um pouco para se acostumar com visitas. - Comenta o rapaz, com uma expressão de indiferença.

Leona pergunta se na casa há uma espada que possa pegar, para a sorte da moça, recebe uma resposta positiva.

- Sim, venha comigo. -

A dupla retorna para o interior da mansão, passaram alguns minutos no jardim, o sol já começa a se por, o clima vai esfriando pouco a pouco. No interior da residência, se encaminham para a salão de hobbies. No local, é possível se ver uma armadura servindo de estátua e em sua mão está uma espada de verdade, uma espada comum de dois gumes, que Leona pode pegar facilmente. Nota-se que também há um escudo simples no braço da armadura.

- Imagino que sirva... - O rapaz se senta no canto esquerdo de um sofá com três espaços, o único presente no cômodo em que estão. - Me conte um pouco sobre a senhorita, tipo, o que gosta de fazer? Tem alguma experiência de vida interessante para compartilhar? -

Ele fica aguardando por respostas, observando Leona com um olhar sereno. Eis que o gato preto novamente aparece, saltando no colo do rapaz e deitando logo em seguida, Cedric por sua vez começa a alisar o bichano com a mão direita.

Obs: N/A.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptySex 13 Jan 2017, 20:04

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12 - Espada de duas mãos

O assunto ia muito bem, Cedric era, afinal, um rapaz interessante e com conteúdo. Eram dois espadachins caminhando num belo jardim, jogando conversa fora e esperando alguma coisa acontecer. Não era certeza que haveria um ataque naquela noite, mas também não era certeza que não haveria um. Leona preferia se manter atenta a qualquer coisa, mas ainda assim, gostava de estar relaxando.

Cedric explicava sobre os ataques, todas as vezes seus seguranças deram conta, mas acabavam se machucando. A marinheira tentava ligar os pontos, mas ainda não tinha sentido o motivo dos ataques, e provavelmente não ficaria sabendo tão facilmente. Nascia assim uma grande vontade de interrogar um dos sequestradores, e era uma missão secundária para a menina agora, era questão de satisfação pessoal entender o que estava acontecendo.

Papo vai, papo vem, Cedric dizia estar relaxado com a presença de Leona. A menina se sentiu ironicamente pequena, sentiu um misto de coisas subir por seu sangue, corando sua face. Não conseguiu balbuciar um agradecimento, mas se esforçou para mostrar um sorriso grato e confiante.

- Mas eu não estou preocupado... Afinal, tenho uma poderosa lady em minha presença. - os olhos de Cedric pareciam mais vermelhos agora, intimidadores, convidativos, tentadores.

A desculpa de querer estar atenta à tudo calhou agora. Voltou a caminhada evitando olhar muito para o rapaz enquanto sua face não voltava ao normal. Caminharam até encontrar o mascote da família, o gatinho negro apelidado de Azathoth. Leona sempre gostara de bichinhos, quis fazer carinho, mas o felino era esguio e rápido, se enfiando no meio das plantas. Enfim a garota pediu por uma arma, e como se Cedric fosse um anjo - apesar dos olhos sanguinários -, ele tinha mais uma espada.

Seguiu o rapaz enquanto mais uma vez admirava a bela arquitetura que a mansão tinha. Novamente foram para o interior, e pela segunda vez na vida Leona seguiu para o corredor de hobbies, onde foi apresentada para uma armadura medieval que compunha o cenário. Ela segurava uma espada de cavaleiro, era muito diferente de tudo que a gladiadora estava acostumada, mas ainda assim não hesitou em pegá-la.

Esperando pegar uma espada mais levezinha, se surpreendeu quando a espada pesou em sua mão, a forçando a utilizar as duas para segurá-la corretamente. Sentiu vergonha ao pegar aquela arma, afinal, aparentou ser habilidosa e segura de si com espadas. Evitou olhar para o rapaz enquanto se acostumava com a nova companheira de missão, e quando cansou de lutar contra aquele objeto, apoiou seu cabo no chão e voltou a conversa.

- Me conte um pouco sobre a senhorita, tipo, o que gosta de fazer? Tem alguma experiência de vida interessante para compartilhar?

- Bom, eu sou gladiadora desde os meus nove anos. Meu pai era da marinha e sempre prezou pela defesa pessoal com honra, e por isso me colocou para lutar. Eu era a única menina no curso de gladiadores, mas eu não ficava atrás de ninguém lá, então eu cresci sendo um pouco mandona e com uma sensação de ser líder sempre. Eu vim pra cá pra começar a ser uma marinheira, ir atrás do meu passado, começando pelo meu nascimento. Ah sim, esqueci de dizer que eu sou natural de Shell's Town. Minha mãe era uma pirata, e em uma volta para os Blues, acabou reencontrando meu pai e eles fizeram a melhor coisa da vida deles... - apontou para si mesma com a mão que não segurava a espada - Eu. Mas ainda assim eu quero saber mais sobre a minha mãe, quem ela foi, o que ela sabia fazer, o que ela tinha que eu herdei e tudo mais. Assim que resolvermos seu caso, eu vou procurar alguém que conheça a minha história.

Leona contara boa parte da sua história, era bom bater papo, não tinham muito o que fazer afinal. No fundo, a marinheira queria que Cedric corresse um pouco de perigo, só para dar mais ação para aquela missão, mesmo que estivesse com uma espada de tão difícil manuseio. Org poderia estar dormindo naquele instante, então não iria procurá-lo.

- Ei, Cedric, tem algum plano para o que fazer na hora do ataque?

Esperaria a resposta. Se houvesse continuidade no assunto, ficaria para bater papo, caso contrário, pediria licença para ir para seu quarto, onde esperaria o tempo passar.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyTer 17 Jan 2017, 21:46



Shadows that lives between the alive.

Não é só de palavras que um homem vive, não só de armas que uma guerra é batalhada. Nesse proposito que foram criados soldados para enfrentar as lutas da forma mais silenciosa possível, indivíduos com o destino fadado a uma missão de se tornarem os mais eficazes e discretos assassinos do mundo. Esse era o motivo de celestiais terem sido roubados de seu lar desde criança e a razão desse “time dos sonhos” de sicários.

Depois de muitos acontecimentos no passado, tais como sabotagem de missões ou traições, cá estava indo em direção do centro da cidade. Agora, tinha como objetivo ir atrás da organização militar mais poderosa dos Blue com a ciência de que através dela iria encontrar a Rosa Negra. Ao passar por algumas pessoas gentilmente me aproximava tomando o espaço em que parecia ser mais confortável para a pessoa, elegantemente fazia uma curta reverencia cumprimentando-a. – Com licença, me desculpe o incomodo, mas poderia por favor me informar aonde seria o quartel general da Marinha dessa ilha? Tendo sua resposta se guiaria pelas indicações até o local. Talvez estivesse animado, talvez não estivesse sentido nada concreto naquele momento, mas não podia mentir quanto suas altas expectativas para o futuro.

Caso chegasse sem nenhuma interferência ao quartel general procuraria a(o) atendente se dirigindo a mesma com um sorriso e buscando usar de seu charme natural para causar uma boa impressão. – Olá, gostaria de me inscrever na marinha. Eu cumpro com os pré-requisitos? Olharia diretamente nos olhos da (o) recepcionista para então prosseguir rumo as etapas do processo.  


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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyQua 18 Jan 2017, 06:03



Leona apanha a espada e com um pouco de esforço consegue doma-la, é bem mais pesada do que as tradicionais katanas, que são facilmente encontradas em lojas, em compensação deve ser bem mais poderosa, além de ter dois gumes. Diante das perguntas de Cedric, Leona começa a falar um pouco sobre si mesma, compartilhando seu passado com o rapaz, que escuta atentamente e mantém uma expressão de interesse no assunto, mesmo que sem dizer nada. Quando Leona cessa sua história, Cedric comenta algo.

- História bem interessante, torço para que encontre alguém que consiga te ajudar com isso. -

Prosseguindo com a conversa, Leona busca saber se Cedric tem algum plano, mas ele não parece ter nada em mente.

- Eu pensei que a senhorita e o outro marinheiro tinham definido algum plano. -

No exato momento em que ele termina de dizer isto, um estrondoso som ecoa por toda a mansão, uma explosão, seguida de vidros se partindo e cacos colidindo com o chão. Ao que tudo indica, o desejo de Leona acaba se tornar realidade, algo aparenta já estar acontecendo, provavelmente os invasores de dias atrás estão novamente atacando o lugar.

O gato salta do colo de Cedric, enquanto o rapaz se levanta, com uma face séria e centrada, ele saca a fina espada que carrega, enquanto olha para Leona, como se estivesse esperando que a moça sugira que façam algo.

O som da explosão parece ter vindo do hall, foi alto suficiente para ter chegado aos ouvidos de Org. Já o som de vidros foram janelas se quebrando graças a explosão. A noite já caiu e a situação não parece das melhores, o som de diversos passos vem do hall, evidenciando a agitação de algumas pessoas, até então desconhecidas.

O que Leona fará agora, é o grande X da questão.

Enquanto Isto...

Em algum outro canto da cidade, um belo rapaz ruivo, caminha pelas ruas de Shells Town, a cidade não está tão movimentada, provavelmente graças ao horário, porém, as tavernas compensam isso, pois já começam a lotar e chamar a atenção dos pedestres, o que é o caso de Laith Kinder, que passa bem na frente do famoso Grand Drinqs e pouco depois na frente do Lar das Queixas, as duas maiorias tavernas da cidade e que obviamente estão bem movimentadas.

Entretanto, o objetivo do assassino é o quartel da marinha. Apesar das ruas não apresentarem grande movimentação, Laith se depara com um homem de passagem, calvo e de idade avançada, é um sujeito um pouco velho, trajando roupas comuns, estava distraído até ser parado pelo rapaz, que faz uma simples pergunta de uma forma bem cordial.

O homem responde naturalmente, sem pensar a respeito, talvez por ser uma pergunta fácil.

- É só seguir reto... O quartel são aqueles dois prédios lá longe. -

O homem responde, apontando para a direção de que veio. Adiante, é notável duas construções azuis não tão longo e nem tão próximas, mas por estar de noite, a escuridão atrapalha um pouco de observar o lugar com clareza, mesmo que alguns postes iluminem as ruas. - Até... - Sussurra o homem, conforme se afasta, seguindo com seu trajeto.

O celestial faz o mesmo, indo na direção indicada, ingressando em uma caminhada que dura dez minutos em linha reta, até finalmente chegar no famoso quartel de Shells Town. Nota-se uma muralha ao redor das duas construções azuis, com símbolo da marinha. Há um portão, que está aberto, nota-se também a presença de um marinheiro na entrada, parece mais jovem que Laith, talvez um recruta. Ao notar a aproximação do celestial, o jovem o recepciona um tanto quanto ansioso.

- Olá! Veio se alistar na marinha? Registrar alguma reclamação? Preencher algum formulário? Basta entrar e ir até o prédio menor. -

Laith por sua vez passa pelo portão, o marinheiro não o interrompe. Seguindo para a construção menor, a primeira sala em que o assassino entra, é uma sala de tamanho mediano, com algumas portas que dão acesso para outros cômodos. O lugar está bem iluminado, nota-se um balcão mais a frente e uma mulher sentada do outro lado. A mulher trata-se de uma atendente, ela é loira, pele clara e usa um óculos escuro, que tampam seus olhos, suas vestimentas são as padrões da marinha.

- O que deseja? - Pergunta ela, sem nenhuma formalidade.

Ela parece um pouco entediada, estava brincando com uma caneta, pouco antes da chegada do celestial. Com um sorriso, Laith explica seu desejo de se alistar na marinha, a mulher então retira uma folha de uma gaveta, colocando acima do balcão.

- Basta preencher com seus dados, irei informar algum oficial e já respondo. -

Folha:
 

Acima do balcão, tirando a folha de alistamento, há um den den mushi, algumas papeladas e uma pena mergulhada em um potinho de tinta preta. Apesar da chamativa beleza de Laith, a mulher parece não se importar muito, permanece indiferente e ainda com uma expressão de tédio. Ela faz a ligação para alguma outra pessoa.

- Alô... Sim. Tenho uma pessoa querendo se alistar aqui... Sim. Ok, vou encaminha-lo. - A mulher desliga o den den mushi e se volta para o celestial. - Quando terminar de preencher, siga por aquele corredor, vire na primeira à esquerda e entre na última sala. - Enquanto fala, ela aponta para um corredor à esquerda dela e a direita de Laith.

Ela então fica aguardando que o celestial cumpra com o que lhe foi passado.

Obs: Voltei!

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyQua 18 Jan 2017, 12:57

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Bater e correr em Shell's Town
13 - O juramento: Eu vou proteger a todos!

Contar a sua história para Cedric transformou aquele passeio num momento nostálgico e especial. Leona sempre gostou de falar de sua família, apesar de não ser uma coisa tão legal uma marinheira ter uma pirata como mãe. Mas ainda assim, não tinha vergonha, tinha orgulho da pessoa corajosa de quem herdou o sangue. Instintivamente sorria ao desenrolar da história, estava com uma feição sonhadora ao contar sobre o plano de descobrir mais sobre sua mãe, e, por fim, Cedric deu apoio moral para a garota.

- História bem interessante, torço para que encontre alguém que consiga te ajudar com isso. - e em seguida, como resposta para a questão de ter um plano ou não, falou: - Eu pensei que a senhorita e o outro marinheiro tinham definido algum plano.

E nesse momento Leona teve que engolir a saliva mais áspera que já passou por sua garganta. Sentiu as bordas da garganta arderem e irritarem conforme se recompunha. Não deveria ter dito isso. Pensou enquanto se colocava de forma mais correta e formal, mas antes mesmo que pudesse tomar uma iniciativa imediata, um barulho ecoou por todo o corredor, por toda a casa e tirou toda a tranquilidade da mansão.

Segurou com as duas mãos no cabo da espada e a levantou na frente do corpo, ficou olhando para a porta que separava aquela sala do hall, não deu nenhum passo, mas ficou realmente tensa. Cedric também se levantou ao passo de que Azathoth pulava do colo do dono e corria para algum canto. A espadachim olhou para o garoto, que parecia tão tenso quanto a moça, e seu rosto esperava por uma sugestão de ação da garota.

De certa forma, a garota estava um pouco mais animada, estava mais feliz por ter finalmente ação, mas como resposta, um frio estranho subia por suas entranhas e suas pernas tremiam um pouco. Suou frio vendo que finalmente teria que tomar uma iniciativa, e era o seu primeiro conflito da vida real, onde realmente poderia falhar e mudar o destino de vidas, de uma família inteira. A vida adulta não era tão excitante e relaxante como imaginara, mas ainda assim, a adrenalina era muito boa.

Seu senso de liderança falou mais alto, era como se uma aura interna estivesse tomando conta das ações da menina. A simples Leonarda München agora dava espaço para a gladiadora que abrigava dentro de si. Um grito de guerra ecoava em sua cabeça, era como se comandasse um batalhão de uma pessoa só, sua autoconfiança era muito grande, e em milésimos de segundo, diversas estratégias surgiam na cabeça da menina. Não sabemos em quanto eles estão, mas Org está lá encima. Isso pode ser um problema.

- Não vou mentir. Isso não estava nos planos, fomos pegos de surpresa. O tempo passou rápido demais. - falou München em tom moderado - Org pode correr perigo lá encima, ainda mais porque está mais perto do seu quarto. Não quero te colocar em combate direto, mas também não podemos abrir mão dele.

A indecisão assombrava a marinheira. Não era certeza, mas deixar Org sozinho era quase que abrir mão dele. Por outro lado, expor Cedric daquela forma seria como mostrar o objetivo aos inimigos, e iria requisitar muita habilidade da espadachim para que o garoto ficasse bem. O objetivo principal era manter o rapaz são e salvo, mas ainda assim, Org era importante para que a missão corresse 100% bem. Mas a pergunta que não queria calar era: O que fazer naquele momento.

Uma rápida observação da garota pela sala foi o bastante para que algumas estratégias fossem criadas. Haveria a opção de fugir pelas janelas, e Leona poderia usar o escudo da armadura para abrir espaço sem se cortar, mas assim chamariam atenção dos sequestradores. Outra opção era entrar no hall à todo vapor, poderiam combater os bandidos, mesmo que a desvantagem de expor Cedric fosse presente, entretanto, poderiam aparecer os seguranças para ajudar no combate.

Também haveria como ir até o banheiro e esperar tudo se acalmar por lá, mas era o pior plano que Leona poderia ter, seria encurralada. Seria muito bom se esse casarão tivesse uma passagem secreta. Pensou a menina deveras preocupada com o decorrer de sua missão. Outro fator para dificultar tudo era a espada de duas mãos que empunhava, afinal, era diferente de tudo que já pegou, não seria fácil manuseá-la, e Leona sabia disso.

Será que estou sendo irresponsável? Matutou. Não posso deixar Org em perigo, e se conseguirmos chegar até ele, Cedric vai estar a salvo. Dificilmente vão nos derrotar, contando que Cedric vai nos ajudar em combate. Então estava decidido. Entrariam em combate direto, e Leona protegeria o menino de cabelos alvos custe o que custar. Respirando fundo e iniciando passos cuidadosos porém decididos rumo ao hall, deu as ordens.

- Fique atrás de mim, vamos atrás de Org. - decidiu. - Me obedeça. Se proteja com essa espada, mostre que sabe mesmo como usá-la. Eu vou tentar abrir caminho para que possamos passar.

Dito isso, seguraria a espada de duas mãos na frente do corpo, e abriria a porta do hall com um chute, onde então, gritaria à medida que se preparava para esquivar possíveis golpes:

- OOOORG! AGUENTE FIRME! EU VOU PROTEGER TODOS AQUI!!!

Leona decidira que não abusaria da sorte bloqueando os golpes, afinal, a espada de duas mãos era bastante pesada e de difícil uso. Tomaria bastante cuidado com os golpes diretos, daria passos para trás para não ser atingida, e devolveria com cortes horizontais com a grotesca espada. Também poderiam surgir golpes horizontais, que aí sim Leona tentaria arriscar o bloqueio, movimentando a espada para a direção do golpe, e travando-o como uma exímia cavaleira, rebatendo o golpe empurrando o atacante e estocando-o, com a intenção de perfurá-lo.

Para o caso de golpes verticais de cima para baixo que surgissem, Leona tentaria desviar da mesma forma que desviaria de estocadas, pisando para trás deixando que o golpe passe direto, então prepararia uma estocada com as duas mãos em prol de perfurar seu oponente. No caso de golpes verticais de baixo para cima, Leona deixaria sua espada na horizontal procurando bloquear o golpe, tentaria identificar quando a força de seu oponente estivesse acabando, ou seja, quando não conseguisse mais ter impulso para machucá-la, e então fincaria a espada no melhor estilo da espada de rei Arthur na rocha.

- Tô chegando, Org! Vamos, Cedric. - falaria assim que a ação acabasse naquela sala.

Também era válido que não houvesse ataque nenhum, e que o(s) sequestrador(es) estivesse(m) parado(s) esperando um golpe de Leona. Nesse caso, a garota esperaria que Cedric se preparasse ou tivesse noção do que estava acontecendo para empunhar com força a espada pesada e correr na direção de seu oponente. Tentaria desferir um golpe diagonal de cima para baixo e da direita para a esquerda, onde usaria o impulso da corrida para golpear. Avançaria como um touro numa tourada, descarregaria toda sua força para tentar fatiar seu oponente em um golpe só, e pararia a corrida somente depois de acertar alguma coisa. Acertando e matando seu oponente, tentaria fazer a mesma coisa caso houvesse um segundo sequestrador.

Se esquivassem de seu golpe, abaixaria os braços deixando a espada rente ao chão, e emendaria um golpe de cima para baixo, usando de toda sua força para compensar a falta de perícia com a lâmina dupla. Se bloqueassem, Leona encararia o desafiante fazendo força em sua espada contra o indivíduo, rangendo os dentes e mostrando toda sua fúria e desejo por justiça. Org estava em perigo afinal.

Usaria a mesma estratégia de defesa anterior para a continuação da batalha. Se conseguisse acabar com a ação no hall, rumaria para as escadas, levando Cedric consigo e procurando Org, sempre, é claro, com a espada em mãos e na frente do corpo.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptyQui 19 Jan 2017, 09:55



Shadows that lives between the alive.

A cidade parecia ser aquele tipo de local onde um único boato percorria os quatro cantos como um raio, onde todos se conheciam ou pelo menos conheciam todos os “importantes”, mas em qual cidade fosse sempre havia o ponto badalado: as tavernas. Ao passar na frente de duas delas podia ver o movimento que as mesmas traziam, os nomes bem dispostos na fachada davam bem na cara e denunciavam as historias freguesas dali, mas o objetivo não era, ainda, ouvir os murmúrios da cidade e sim seguir viagem ate o quartel general.

Depois de seguir as instruções logo chegara ao local, uma construção imponente para tal instituição e transmitia a mensagem que deveria: força e temor.  Adentrava na mesma deparando com um rapaz um tanto...animado. Mantendo a boa aparência, o respondia e seguia  caminho agora em uma nova sala, bem mais iluminada e agradável que muitos becos da cidade, mas o que chamava a atenção era uma mulher encontrando-se do lado oposto do balcão. Sua aparência não era de se ignorar, todavia captava minha atenção pelo seu jeito entendiado e  simples em que se portava na posição onde estava, sendo a "recepção" da Instituição pelo menos esperava-se alguém atenta, me perguntava ate mesmo se o rapaz animado de antes não estava pensando em reclamar para si essa vaga.

No primeiro contato achava interessante o fato dela estar entediada, geralmente as mulheres ao olhar ficavam vermelhas e tentando de alguma forma me fazer interessar nelas, mas a frene era diferente e isso me fazia ficar interessado nela por um momento.  Agradecia ao pegar o papel  e rapidamente o preenchia com as informações necessárias e apenas elas. Colocava de volta a pena no lugar e antes de me locomover fitava a moça por alguns segundos. – O que foi? Algum problema muito grande? Você parece entediada...um sorriso combina mais em você.

folha:
 

Com a direção correta logo caminhava ate o local indicado, aproveitava para observar um pouco a estrutura interna do lugar inclusive os marinheiros que passavam, era bom já obter alguma informação. Chegando na sala batia duas vezes e pedia licença para adentrar, tendo a resposta abriria a porta com um sorriso no rosto  e fitaria o marinho  e demais ali na sala. – Com licença, sou Laith Kinder, vim me alistar para a Marinha. Muito prazer. 


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- Se alistar na marinha.
- Conseguir uma arma.
- Encontrar e conhecer Leona.

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptySex 20 Jan 2017, 20:44



A indecisão se mostra presente em Leona. A recruta se encontra em uma situação complicada, pois dependendo da decisão que tomar, a segurança de Cedric e de Org podem ser comprometidas. O dilema faz com que Leona pense em diversos planos e possibilidades, criando algumas estratégias até que bem pensadas. Porém, tem de optar por uma, e após um breve momento de reflexão, a recruta consegue decidir o que fazer.

Leona empunha a espada recém-adquirida com firmeza e deixa o cômodo, ingressando nos corredores e se dirigindo ao hall. No caminho, dá algumas ordens para Cedric, que não diz nada, apenas acompanha a moça um pouco ao lado direito dela.

Com um forte chute, Leona abre a porta que dá acesso para o hall, gritando algumas palavras que certamente chamam a atenção de todos ali presentes. As palavras da moça evidenciam sua forte determinação em cumprir com seu dever, protegendo os inocentes e enfrentando o mal, este seria o primeiro trabalho da marinheira.

Logo adiante, espalhados por todo o hall, estão presentes diversos sujeitos encapuzados, que trajam mantos negros. Nota-se também que todos estão carregando algum tipo de armamento. Além dos capuzes, é visível que todos usam uma estranha máscara branca, tornando a identidade dos alvos um total enigma, porém, é viável dizer que todos são humanos. Inicialmente, a primeira impressão que Leona tem é de avistar umas dez pessoas, talvez hajam mais invasores, ou talvez já esteja diante do grupo inteiro.

O clima encontra-se bem pesado, o silêncio toma conta do hall por alguns instantes, já que os encapuzados apenas observam Leona e Cedric em silêncio, à uma distância razoável. Entretanto, Leona quebra o silêncio fazendo um anúncio e incitando Cedric à segui-la.

- Certo! - Responde o rapaz.

Desta forma, ambos iniciam um ataque contra os encapuzados. Leona parte para cima do alvo mais próximo, efetuando um golpe diagonal com bastante força. O encapuzado alvo, empunha uma katana e tenta bloquear o ataque cruzando as espadas, porém, a defesa deste é quebrada e Leona sente sua pesada lâmina cortando o alvo em seu movimento diagonal. - ARGH! MERDA! - Exclama o indivíduo, caindo no chão, com um ferimento bem grave que se estende por todo o torso e acaba na cintura.

O ato enfurece os outros nove encapuzados, que imediatamente partem para cima de Leona e Cedric. Um sujeito tenta estocar Leona com uma espada, mas a mulher se esquiva recuando para trás e contra-atacando com um golpe horizontal, que acerta em cheio o inimigo, porém, Leona não tem nem tempo para pensar ou avaliar o estrago que causou, pois um outro encapuzado se aproxima, tentando atingi-la com um golpe vertical de cima para baixo, usando uma pesada clava repleta de espinhos ameaçadores. Leona novamente recua para trás, conseguindo fugir do ataque e percebe a clava atingindo o chão com uma força assustadora, observando melhor o inimigo desta vez é bem maior do que os outros. A mulher contra-ataca com uma estocada, sentindo sua lâmina atravessar o sujeito, que não emite nenhum som e muito menos mostra sinal de dor. Quando tenta retirar a espada, Leona tem uma surpresa, o oponente segura seu braço, mostrando uma resistência assustadora.

Com os movimentos debilitados e tantos inimigos para lidar, Leona acaba nem prestando atenção na retaguarda, sentindo algo lhe acertar as costas, trazendo uma grande dor a tona. Trata-se de uma chicotada, um dos encapuzados está com um chicote e acerta Leona em cheio. O oponente repete o processo e atinge mais três chibatadas nas costas de Leona, que sente as costas arderem bastante.

De repente, Cedric aparece atingindo o grandão da clava com uma estocada bem precisa no peito, o oponente por sua vez perde a consciência desabando no chão como uma pedra. Graças a isso, Leona consegue libertar sua espada.

- Você está bem? - Pergunta Cedric, preocupado com o estado de Leona.

Porém a situação é no mínimo preocupante, estão cercados por oito encapuzados, tendo em vista que Leona desacordou um com seu primeiro golpe e Cedric desacordou o da clava. Uma ajuda de Org seria muito bem vinda, mas até então, não há nenhum sinal dele.

Enquanto Isto...

No interior de uma das construções da marinha, Laith enfim inicia seu alistamento na corporação. O celestial preenche a folha com seus dados, e pouco depois inicia uma conversa com a atendente, por ter se interessando um pouco pelo jeito dela.

- Nada demais. - Comenta ela, em resposta.

Como a mulher não dá continuidade para a conversa, Laith segue pelo caminho indicado, ingressando em uma corredor aparentemente vazio e virando para a esquerda, seguindo por um corredor reto e estreito, sem nenhum sinal de marinheiros, porém, é notável algumas portas por toda a extensão do corredor, talvez hajam pessoas no interior destes cômodos. Chegando ao fim do corredor, o celestial se depara com a última porta, que inclusive está aberta.

No interior, Laith se depara com um marinheiro uniformizado, com um semblante tranquilo na face, porém um pouco cansado. A sala em si, apresenta algumas cadeiras e sofás, além de fotos de marinheiros decorando as paredes, o lugar é mais ou menos espaçoso. Laith se apresenta e o marinheiro faz o mesmo.

- Então você é o voluntário, já é o quinto que faz os testes hoje... Eu me chamo Matthew, estarei supervisionando todas etapas do alistamento, aonde avaliarei suas capacidades. -

Após as devidas apresentações, o marinheiro anuncia a primeira etapa para se tornar um marinheiro, algo nenhum pouco empolgante.

- Me acompanhe, preciso que você realize uma limpeza em um lugar, deixe-o brilhando. -

Dito isto, Matthew guia Laith de volta para os corredores, até a sala mais próxima. Trata-se de um pequeno depósito totalmente vazio, exceto por algumas prateleiras sem nada. O lugar está bem sujo, tanto o chão quanto as paredes, além das prateleiras vazias. Parece tudo mofado, como se estivesse abandonado a algum tempo. Nota-se que já tem o material de limpeza presente no lugar, como se alguém já tivesse sido designado para limpar o lugar, mas que ainda não o fez e que talvez nem faça.

- Este lugar ainda pode ser útil, mas não nesse estado. Estou contando com você, irei ajeitar algumas coisas, já volto para ver como foi seu desempenho. -

Matthew se retira, deixando Laith sozinho no cômodo, local que exala um cheiro incomodo, que provoca tosses no celestial. O kit de limpeza disponível é bem simples, mas há todo material necessário para o trabalho, como esfregão, produtos de limpeza, panos limpos, baldes de água, etc...

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MensagemAssunto: Re: Bater e Correr em Shell's Town   Bater e Correr em Shell's Town - Página 3 EmptySab 21 Jan 2017, 12:21

OFF - Voltando a narrar em primeira pessoa xD

Minha estratégia, agora que pensando bem, não fora algo bem pensado. Foi irresponsável e precoce, e poderia colocar todos em um grande perigo. Mas o que tomava conta de mim naquele instante era a determinação para fazer tudo caminhar no eixo correto. A espada pesava em minha mão, assim como minha consciência pesaria em mim caso Cedric se machucasse. Evitei morder os lábios enquanto caminhava para o hall de entrada, afinal, era um sinal de incerteza e dúvida, e isso não ajudaria em nada agora.

Da mesma forma que alguém pega fôlego antes de mergulhar, eu peguei antes de entrar no hall e começar a batalha. Senti minha caixa torácica inflar, deixando meus seios para frente e empurrando a camisa apertada da marinha. E com bastante coragem chutei a porta, e a medida que esta abria, sujeitos encapuzados e mascarados olhavam para mim e para Cedric. Uma pontada na cabeça surgiu, interpretei como o anjinho me culpando: "Não foi uma boa ideia, nha." Mas agora não havia como escapar, a luta iria começar.

Antes de mover um músculo, tentei analisar o que acontecia no hall. Por culpa da adrenalina, o tempo ironicamente parecia mais longo, porém me impedia de ter uma noção detalhada do que acontecia ali. A primeira instância, não havia ninguém diferente de um ser humano, uns mais altos, outros mais baixos, mas, seres humanos. Mostrei os dentes rosnando para os adversários e avancei em ofensiva, dando um grito de guerra para iniciar a porradaria.

Meu primeiro passo se deu com dificuldade, assim como os dois em sequência, já que foi esse tempo que demorei para levantar minha espada e posiciona-la da forma que gostaria. Corri para a direção do encapuzado mais próximo, e assisti ao homem sacar sua katana e tentar bloquear. Eu tinha inveja da forma com que ele conseguia manusear aquela espada, quando tivesse a oportunidade, pegaria aquela arma, mas nem por isso deixei de golpear com menos força, muito pelo contrário. Desci a lâmina que se chocou contra a lâmina adversária, pressionei mais ainda e ele cedeu, ganhando um corte horrível que se estendia por seu tronco, como uma farda.

- ARGH! MERDA! - exclamou o homem, cedendo.

O primeiro golpe para valer como uma marinheira foi um sucesso. Um bandido ferido. Um golpe desferido. Aproveitamento de 100%. Mas a resposta de seus aliados era de desesperar qualquer um. Os outros encapuzados corriam em minha direção, e um bandido chegou mais rápido que os capangas, desferindo uma estocada contra mim. Contra mim! Que audácia desse descarado. Com muita sutileza e um movimento bem colocado, dei um passo para trás, aproveitando o peso da espada para jogá-la contra o atacante e acertá-lo em cheio num golpe horizontal. Pimba. Aproveitamento perfeito!

Sorri por um curto instante, mas bem curto mesmo. Minha cara de desespero substituiu a feição satisfeita à medida que uma clava exageradamente monstruosa tentava me acertar. Não queria nem imaginar o estrago que aquilo faria na minha cabeça, seria muito sangue jorrando e muito miolo caído. Por sorte, outro passo para trás me salvou da morte, e a esfera de espinhos bateu no chão, certamente criando uma pequena cratera com sua forma, era impossível. E outra coisa exageradamente grande ali, além da clava e a minha beleza, era o homem que empunhava aquela arma. Era certamente muito maior que os outros, e com medo de uma reação daquele homem, desferi uma estocada.

Acabava de descobrir um dos grandes prazeres da vida: perfurar um oponente. Segurar no cabo da espada e perfurar um adversário era uma sensação especial para qualquer espadachim. Era como se a ponta da espada fosse a ponta do meu dedo, era como se meu sistema nervoso se estendesse para a espada. Senti sua carne abrindo espaço para a lâmina passar, cortando fibras algumas outras coisas. Melhor que isso, se é que existia algo melhor, provavelmente seria tirar a espada de dentro do malfeitor, e foi com esse pensamento que fiz isso.

E foi naquela noite em uma missão pela marinha que eu descobri a diversidade de pessoas e monstruosidades que existe mundo afora. O homem não havia morrido ou desmaiado! Ele segurava meu braço, sua mão áspera encostava no braço pelado, onde a manga curta do uniforme não cobria. Senti medo, muito medo, estava com muitos adversários, mas estava debilitada. Fiz força para me livrar da mãozorra, entretanto, era inútil, era como uma algema de pele e osso.

- M-me solt... AAAH!

Se eu já senti uma dor como aquela? Não me recordava. Era como se um raio escaldante estivesse abraçando minhas costas. Pinicava, ardia, coçava, doía. Olhei para trás e vi um, ou uma, encapuzado com um chicote, e foi assim que comecei a ter mais dó ainda de escravos. Minha vontade era de ficar de joelhos, cair diante da dor, mas eu sabia que eu não poderia fazer isso. Org e Cedric precisavam de mim, precisavam da mulher que eu era. Gemia de dor, gritava também, e mais alguns golpes foram desferidos.

- Argh! Isso machuca demais.

Meu comentário veio milésimos antes de um vulto branco e preto passar diante de mim, e uma haste luminosa guiava esta visão. Era Cedric com sua espadinha de esgrima, acertando em cheio o peitoral grande do homem da clava. Ele perdia as forças, caindo e me deixando livre, assim como a espada de duas mãos. Me afastei com alguns passos em prol de não levar mais chicotadas de graça. Olhei para a pessoa que me batia, agora, além de ser uma missão, era uma questão de vingança machuca-la (ou machuca-lo).

- Você está bem? - perguntou Cedric, bastante atencioso e gentil.

- Sim. Tá tudo bem. Obrigada. - respondi - E você?

Conversávamos limitando o nosso espaço com as espadas. Estávamos encurralados, esperando um milagre ou uma tentativa insana de continuar a luta. Org não aparecia, tinha sumido, não pensava em outro lugar para ele estar se não o quarto. E era bem difícil ele não ter ouvido aquela explosão, ele estava somente a um andar de distância. Minhas narinas se abriam de nervoso, bufando com raiva e com dúvida. Será que era sábio continuar com aquela batalha? Será que fugir não era uma opção melhor?

Raciocinei comigo mesma. Cedric já estava exposto, e os sequestradores sabiam que ele era o alvo. Lutar era arriscado demais, e fugir poderia deixar Org em paz, além de nos dar chance de separar os encapuzados. Então estava decidido, fugiríamos. Pretendia ficar na frente de Cedric e colocaria a mão esquerda atrás do corpo, de forma que os encapuzados não conseguissem ver. Faria um sinal com a mão para que o homem começasse a fuga, para então começarmos a correr.

Meu plano era voltar para a sala de hobbies, pegar o escudo e pular contra a janela. Caso o escudo não fosse o suficiente, bateria com a espada de duas mãos, e então pularia com o escudo na frente, minha ideia era deixar o vidro mais sensível o possível para que pudesse passar. O plano continuaria com Cedric me seguindo, e então poderíamos andar pelo jardim, já que eu ainda não tinha certeza se deixar Org sozinho era uma boa ideia. Correria para os fundos da casa, evitando passar pela entrada da frente, onde supostamente os bandidos deveriam estar. Assim que estivéssemos do lado de fora, perguntaria:

- Você não tem uma passagem secreta por aqui não? Ou alguma forma alternativa de ir para o segundo andar? Ou melhor, não tem algum lugar para você se esconder, um lugar secreto mesmo, sabe? Eu não vou abrir mão de Org. É a minha primeira missão! - queria parecer convincente, minha voz doce poderia fazer alguma diferença, e então seguiríamos para um esconderijo ou uma base secreta na mansão Bhfreagra.

Caso fossemos atacados antes de começarmos a fuga, ou depois de iniciar a corrida, iria defender Cedric. Daria golpes pesados e com pouca destreza, queria aproveitar o peso da espada para causar mais estragos em meus adversários. Ainda torcia para Org surgir de última hora e nos ajudar a aniquilar nossos oponentes, mas caso isso não acontecesse, continuaria lutando bravamente. Tentaria esquivar golpes verticais de qualquer espécie jogando meu corpo para o lado e cortando do lado oposto, justamente para tentar compensar minha falta de destreza.

Os golpes horizontais seriam respondidos com uma tentativa de bloqueio com a espada apontando para baixo, ou seja, levantaria meus dois braços, de forma que a espada ficasse pendendo em minhas mãos, e então devolveria com uma estocada. Se a pessoa do chicote estivesse golpeando, tentaria realizar um golpe rápido e horizontal na altura da cabeça. Aquele indivíduo merecia ser decapitado. Essa seria minha estratégia de fuga, estávamos em grande desvantagem afinal.

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Leonarda München
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Última edição por Leo em Sab 28 Jan 2017, 13:57, editado 1 vez(es)
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