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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Gênese

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MensagemAssunto: Gênese   Gênese EmptyQui 18 Ago 2016, 13:34

Gênese

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Netuno e Cleópatra. A qual não possui narrador definido.


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Shiro
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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptyQui 18 Ago 2016, 14:22

O ar salino do litoral invadia minhas narinas. Meu nariz coçava. Cutuquei-o com o dedo, enquanto ostentava em meu rosto um sorriso. - Finalmente... - Comentei para mim mesmo. A tão sonhada liberdade havia sido conquistada. Por algum motivo, no mesmo momento em que sai do Zepelim, minha mão foi diretamente para o símbolo do olho de Hórus que em meu pescoço estava marcado. Uma marca que levarei para minha vida toda. O passado talhado na pele, uma prova de minha força.

Meu sorriso se alargou. Ambas as mãos fecharam-se em punho e foram erguidas para o céu. Enchi o peito de ar e o esvaziei com uma gargalhada. - WOHAHAHAHAHAHAHAHAHA! - E ela perdurou por alguns segundos, a liberdade rasgava minha garganta. Se alguém me olhou com cara feia, ou se assustou com minha risada, eu estava pouco me fodendo. A sensação de que nada me impedia, a não ser minhas próprias ambições, me anestesiou do mundo. Aquele momento era meu. O anúncio de uma nova era através da risada.

Passo atrás de passo eu avançaria. O que eu deveria fazer para iniciar minha jornada? Sinceramente, não sei. Caminharia com calma em direção ao centro da cidade, observando tudo e todos ao meu redor. Agora que eu estava liberto, talvez eu devesse dar uma chance para que o próprio mundo possa mostrar o que eu devia fazer. - Que sede. - As palavras escapariam por entre os lábios ressecados. Era isso, eu precisava de algo para beber. Alcoólico e forte. De preferência rum ou quem sabe um pouco de saquê. Saboreando a paisagem urbana em minha volta, procuraria por um bar.

Chegando no tão buscado ponto de venda, apontaria na direção de jogando-os sobre o balcão ou estendendo-os para um garçom ou atendente. - Quero o rum mais forte que vocês tiverem nessa budega. - Fungaria o nariz, procurando algum lugar para sentar. Quando a garrafa chegasse, daria dois goles, sentindo a bebida entorpecer minha língua e depois queimar minha garganta. Meus olhos pairariam sobre as outras pessoas no local, curiosos. - Esse lugar fede a humanos. - Fungaria o nariz mais uma vez, seguindo de outro gole na garrafa. Eu ainda tinha de pensar no que fazer...
Vício: 1/10

Considerações:
 


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Última edição por Kant em Sab 20 Ago 2016, 22:44, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptyQui 18 Ago 2016, 21:36


Liberdade era algo incomum à jovem espadachim. Desde os dias trancafiada em seu quarto sob o calor de sua ilha de origem, até as correntes que lhe prendiam à escravidão no South Blue há poucos dias atrás. Para muitos o baque de uma mudança tão repentina de vida não seria nada fácil, tampouco imperceptível, mas os que a viam andando na rua sem expressar preocupação não deduziria que era uma escrava recém fugida. Cleópatra se comportava feito a princesa que sua nascença lhe teria garantido, caminhando a passos lentos e polidos, ao mesmo tempo que seu olhar esfíngico e cativante era delicadamente direcionado para os lados, checando discretamente seus arredores, herança de uma vida dominada pela desconfiança nutrida pelos seus anos de confinamento e escravidão.

Em um curto período de tempo, descobriu o talento dentro da criminalidade, embora seus últimos esquemas tenham terminado muito mal, e tudo que lhe restara foi o a roupa do corpo e 50 mil berries. Por outro lado, conseguiu fugir antes que tudo piorasse, deixando evidente a necessidade de portar uma espada.

Cleópatra avançaria até encontrar uma loja de armas. Temia que seu dinheiro não fosse suficiente para uma lâmina razoável, mas ainda assim estava envolvida em muitos perigos para se dar ao luxo de andar desarmado. "Essa cidade é repleta de lojas... e armadilhas." - pensava sem exteriorizar sua preocupação. Uma vez alcançado o estabelecimento, entraria nele examinando cuidadosamente cada uma das espadas. Chegaria até o balcão, mantendo a fineza de sua postura, como quem adentra um restaurante de alto padrão. E suavemente diria ao sujeito que estivesse no atendimento.

- Bom dia, senhor(a). Ezayak? - saudaria com um sorriso, usando inconscientemente o cumprimento de seu povo. - Por gentileza, poderia me mostrar os exemplares de espada do seu estoque? Procuro algo bom, mas que não ultrapasse meu orçamento de cinquenta mil berries.

Assim que lhe fosse exposto, educadamente a moça olharia para o atendente. - Posso examinar mais de perto? - em caso afirmativo, seguraria a espada como a palma das mãos, para antes de tudo sentir seu peso. Em seguida, seguraria na empunharia e tiraria a lâmina da bainha, virando-a delicadamente para ver o reflexo da luz percorrer o objeto. - É verdadeiramente uma bela arma. - elogiaria, mesmo que não fosse a melhor das espadas. - Com certeza a levarei, dê-me um minuto para pegar meu dinheiro.

Entretanto, se chegasse neste ponto de ter uma espada na mão e seu preciosíssimo maço de berries na outra, seria suficiente para que alguns conflitos entrassem em choque dentro da mulher. Seu materialismo e apreço por dinheiro, somado ao seu ímpeto incontrolável de furtar objetos que lhe pareçam interessantes, faria com que a única alternativa da situação fosse fazer exatamente isso: Cleópatra sorriria para o vendedor, daria uma piscada e as seguintes palavras. - A gente se vê por aí. - e é claro, correria como nunca, mantendo o dinheiro consigo e a espada, sem olhar para trás.

Assim que estivesse bem longe, desviando de pessoas, caixas, barracas ou o que quer que fosse, entrando e saindo de becos e o que fosse necessário para despistar o lojista ou até mesmo soldados, a Nefertari checaria várias vezes para ter certeza que não estivesse mais em apuros, e voltaria a caminhar normalmente, extremamente satisfeita com um roubo bem sucedido e com uma nova aquisição.

Por outro lado, se em nenhum momento ela conseguisse segurar a espada na loja ao mesmo tempo que estivesse com seu dinheiro (em outras palavras, se a pessoa da loja não a deixasse examinar mais de perto), sua cleptomania não despertaria e pagaria normalmente ao atendente, agradecendo ao sair com um gesto de gratidão. - Shokran!

Independente da maneira que adquirisse sua nova arma, se é que o conseguiria, Cléo decidiria manter sua caminhada até que pudesse chegar em algum local de interesse, possivelmente um bar de baixo nível, que é o que seu dinheiro suportaria, se é que ainda o teria. Queria um lugar sossegado para se sentar, talvez pedir uma bebida e ouvir atentamente o que estivessem dizendo. Era impressionante a quantidade de informações que uma simples taverna poderia fornecer, ainda mais para alguém que pretendia retornar ao crime e ganhar mais dinheiro.
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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptyQui 25 Ago 2016, 15:34

Na ilha de Las Camp, o dia amanhecia, a luz do sol cobrindo lentamente as ruas pavimentadas da cidade. Estas se enchiam, ora com estudantes e cientistas carregando livros sob o braço, ora com marinheiros que mantinham a segurança no local. Após o ocorrido com a prefeitura, o Governo Mundial passou a supervisionar especialmente aquela área; podia se ver alguns pequenos destacamentos descansando sobre caixotes, ou de pé, acostados nas paredes. Cada centena de metros aparecia no mínimo uma dupla de homens da lei, olhando para os passantes enquanto forjavam uma expressão de rigidez. E era nesta manhã fria que Cleópatra, sempre elegante, se aproximou de uma loja de armas a beira do mar.

Ela olhava para as lâminas, e agarrava uma que estava por perto. O lojista, um homem com uma barba branca e desarrumada, com um óculos no rosto, concedeu ao seu cliente um teste. A espada nas mãos da mulher, ela olhou para os lados, e, lançando um comentário sarcástico, saiu correndo pela entrada, deixando o velho trabalhador para trás, sua boca aberta e olhos arregalados. Ele foi atrás, porém ele avançava devagar e com uma bengala, e, assim que chegou à rua, começou a soltar berros de "Ladrão! Pega ladrão!" Não demorou muito para a cena chamar a atenção de todos em volta, notoriamente uma dupla de soldados que supervisionava a zona, e que viram apenas a figura da ladra, que já entrava em um beco e fugia de seus campos de vista. Mas, sem dúvidas, ela havia sido reconhecida. Agora, os homens de lei não foram os únicos a identificar Cleópatra: além de vários passantes, um grande tritão também viu a cena; este era Netuno, um antigo escravo.

A mulher havia fugido, e roubado a lâmina com uma facilidade considerável. Com a espada e o dinheiro em mãos, ela começou a vagar pela cidade novamente, despreocupada e sem remorso algum. Não demorou muito para ela encontrar uma taverna, com a faixada completamente deteriorada, as paredes com rachaduras e com a pintura desmanchando, as janelas sujas de poeira. Antes de passar pela porta, que estava quebradiça e guinchava assim que se movia, Cleópatra viu o mesmo tritão de antes, Netuno, que chegava perto dela. Sem trocar sequer uma palavra, os dois abriram a porta e entraram no estabelecimento.

O primeiro olhar de ambos era, no mínimo, peculiar: a peça estava deserta, com apenas a mobília que estava em desordem. Algumas mesas ainda tinham alguns copos parcialmente esvaziados, ou alguns pratos sujos. As cadeira estavam ora caídas, ora viradas para longe das mesas. E, perto do balcão, apenas um grupo de pessoas, que formava uma roda fechada, eram os únicos em toda a taverna. Eram cinco pessoas, com chapéus e ternos, que cochichavam uns aos outros, olhando de soslaio para os lados. Porém, assim que avistaram os dois clientes, eles se espalharam, cada um indo para um canto da sala, olhando fixamente para os recém-chegados. A mulher sentou-se em uma das mesas, enquanto o tritão sentou-se no balcão.

O homem que ficou onde estava abriu um sorriso amarelo para os clientes e, esfregando um copo com movimentos desajeitados, perguntou enquanto gaguejava:

Bo-bom dia senhores, o que vão que-querer?

O homem-peixe, intimidador como é costume para sua espécie, exigiu um rum; dito e feito. Mas não era do jeito imaginado. O barman pegou uma garrafa sob o balcão e, suas mãos tremendo, pôs o líquido no copo, derrubando metade e deixando a garrafa cair. Ele então ficou quase pálido, olhando com temor para Netuno. Após isso, o silêncio reinou na taverna, todos se entreolhando fugazmente, e nervosos. A situação era, no mínimo, incomodante.

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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptyQui 25 Ago 2016, 19:05

O caminho até a taverna foi animado por uma confusão. Sobre os gritos de "Pega Ladrão!" uma garota parecia fugir pela a cidade. Alguns soldados pareciam ter identificado o autor do crime, que na verdade era uma mulher, pelo menos deduzi isso ao ver eles correndo atrás da mesma. O povo em volta havia percebido a confusão, e se um simples roubo havia impressionado aquele pessoal eu imaginei o que eles fariam quando eu finalmente decidisse meu primeiro passo como pirata. Suspirei pelo nariz, evitando uma gargalhada e continuei a caminhar.

Após tanto andar eu havia chegado em uma taverna que parecia ter sido abandonada, sua arquitetura tinha vindo das páginas dos livros de terror que meus companheiros tritões costumavam contar para mim quando eu era apenas uma criança. Indo na direção da porta, caminhando junto a mim, havia uma garota. Garota essa que eu podia jurar ser a mesma que tinha participado do estardalhaço minutos atrás. Não falei nada, mirei-a de cima para baixo devido ao meu tamanho. Para uma humana ela era até que alta. Sua pele escura trazia um ar exótico, porém infelizmente, do angulo em que estava, não fui capaz de enxergar seu rosto. Caminhamos juntos para o estabelecimento.

A visão de dentro da taverna acabou por me surpreender, já que eu esperava ver humanos fanfarrões bebendo e cantando sobre histórias que nunca haviam acontecido. O que se erguia à minha frente era um cenário de caos. - O que houve aqui, hein? - Comentei em alto e bom tom, completando com uma risadinha abafada no final. Passo após passo eu caminhei em direção ao balcão e me sentei sobre uma cadeira.

Um homem atrás do balcão atendeu-me gaguejante, talvez seja por conta de minha aparência, que eu confesso ser um maldito presente que minha mãe havia dado. Naquele momento eu estava focado somente em beber, tomei o copo com uma mão e dei um gole. O rum desceu quente, rasgando a garganta. Fechei os olhos por um instante e senti a bebida invadir meu corpo. A calma que se instalou em mim fez com que eu olhasse em volta mais relaxado, agora percebendo cinco figuras um tanto que suspeitas  que me encaravam de maneira desrespeitosa.

- O que vocês estão olhando seus humanos de merda? - Perguntaria, sem olhar nos olhos dos indivíduos. Eles não mereceriam essa demonstração de respeito. Bateria o fundo do copo no balcão e com o dedo indicador apontaria para a morena, com um sorriso faceiro no rosto. - Aposto que essa menina ali me daria mais trabalho do que vocês cinco. WOHAHAHAHAHAHA! - Gargalharia de boca aberta, fazendo questão de mostrar meus dentes afiados para o quinteto de idiotas.

Se sem bebida eu já adoro brigas, com a marvada no sangue é que eu me solto. Se por acaso alguns dos engraçadinhos tentassem alguma coisa, não me levantaria da cadeira. Com o ataque sendo a curta distância, viraria meu tronco na direção do adversário e esticaria o braço direito para a lateral do meu corpo. Com os dedos abertos, avançaria a mão como uma cobra, dando um bote na direção do membro atacante ou da arma do oponente. Se fosse um ataque à distância, um tiro ou arremesso, ergueria o antebraço direito horizontalmente na frente da zona de ataque do golpe. Para dar mais força, seguraria no pulso direito com a mão esquerda, enrijecendo os músculos de ambos os braços para amplificar o bloqueio.

- Era só isso? - Provocaria, caso a defessa tivesse sido efetiva. Colocaria-me então de pé, demonstrando que eu estava preparado para a batalha.

Se os cinco engravatados não comprassem a briga, eu também não insistiria muito. Daria mais algumas bebericadas no rum, lançando olhares para a mesa da mulher, tentando enxergar seu rosto. Para uma humana, ela até que tinha captado minha atenção.  
Vício: 01/10

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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptySex 26 Ago 2016, 13:57


BatleHeart

A moléstia apenas torna-me mais forte.




Nas semanas anteriores:
Os dias nos navios pareciam sempre os mesmos, mas isso foi bom para a jovem Artemia. A rotina da vida marinha trazia consigo alguma segurança e familiaridade. Era como no seu treinamento militar, dias e mais dias de exercícios rotineiros. Esse tempo foi importante para que o corpo e a mente da jovem voltassem a funcionar em sincronia.

Passados alguns dias, onde nada fez além de olhar a vastidão azul, Artemia se recuperou e começou a se ocupar de algumas tarefas do navio. Para começar era um navio de refugiados, aparentemente de uma ilha próxima a Anoch Sun, ilha natal de Artemia, que também havia sido “confiscada” pela marinha. O povo de lá, no entanto teve mais sorte devido ao tamanha do seu território assim muitas das cidades costeiras conseguiram partir para o mar e fugir.

André, o capitão da embarcação, em um ato de coragem e loucura levou o seu navio até próximo a Anoch Sun, vendo que a mesma também parecia ter sido atacada e foi assim que a jovem conseguiu partir, após dias escavando uma saída e sepultando sua mãe. Sendo assim via em André uma figura de importância e liderança e por isso seguia as “ordens” dadas pelo mesmo à risca e de prontidão, pois essa familiaridade também ajudava a acalmar o seu cerne.

Esse novo período foi importante para que suas ideias se ajustassem e um novo propósito começasse a se formar em sua mente. Havia perdido tudo que conhecia, mas não sua vida, nem suas crenças. O que aconteceu foi a vontade de Evejah, e se assim a deusa queria assim seria e nada que fizesse ou tivesse feito poderia ter mudada o que ocorreu, restava ela agora continuar percorrendo o caminho do Everan para que um dia fosse ela a ser digna do paraíso em Alah. (Deusa, livro sagrado e Paraíso pós morte.)

Hoje:

Havia cerca de duas horas que o navio de André havia chego em Las Camp, na hora anterior Artemia havia ajudado a descarregar e carregar o navio, e também se despedido das pessoas que viera a conviver naquele tempo. Os planos de André eram de abastecer e partir em busca de alguma ilha onde os refugiados pudessem se estabelecer e bem, como isso não fazia parte dos planos da jovem ela optou por se despedir ali.

Artemia havia refletido muito naqueles dias, e quanto mais pensava no assunto mais uma resposta pulsava em seu interior, tornando-se brilhante e atraente como uma montanha de joias, com um brilho vermelho vivo que encandecia junto ao ritmo do coração guerreiro da jovem.

VINGANÇA!


Era o desejo que se instalara na jovem. Colocou no bolso a ultima generosidade de André, cinquenta mil berries, e começou a andar na direção do centro da cidade. Havia um olhar serio estampado em seu rosto, rugas formavam-se em sua testa. Era uma cidade estranha, cinza e opressiva. Anoch Sun era ampla, ruas largas, com muitas arvores que ajudavam a aliviar o calor, não se cobria tudo com pedras como ali parecia ser, mas nem tudo era estranho, embora não parecesse uma cidade muito viva era ainda assim uma cidade típica, e até mesmo era um pouco menor do que a cidade natal de onde a jovem viera.

Assim ela seguia para o centro, onde imaginava que a maior parte do comercio deveria estar. Desejava inicialmente uma espada, pois isso era a única coisa que sabia fazer, não havia apreendido nenhum oficio, nenhuma outra habilidade que lhe permitisse ganhar dinheiro, todo que tinha era seu treinamento militar e suas habilidades em combate e assim sendo, se houvesse algum modo de conseguir dinheiro suficiente para viver, viajar e se vingar era através de suas habilidades de guerreira.

Se encontrasse uma loja de armas entraria sem hesitar dirigindo-se rudemente até o atendente mesmo que isso viesse a interromper a conversa dele com alguém , trato social não era exatamente uma habilidade largamente praticada por militares.

– Uma espada. Quanto?
Pagaria caso possuísse a quantia e levaria a arma consigo saindo logo em seguida do estabelecimento, é claro que se isso fosse possível, dirigir-se-ia após a alguma taberna, onde pretendia comer e ouvir o que pudesse parecer interessante, em busca de uma oportunidade de ganhar mais dinheiro, ou de alguém que parecesse ter algum interesse em comum com ela.

Posts: 1 // Resumo: ///



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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptySex 26 Ago 2016, 16:26


Um roubo bem sucedido era um verdadeiro deleite à Cleópatra, que inclusive se permitia perder um pouco de sua compostura impecável ao se entusiasmar com o furto e saciar seu desejo compulsivo. Ao notar que havia despistado os marinheiros, a jovem imediatamente sorria e retomava seu porte como se nada houvesse acontecido, e não demorou muito até alcançar uma taverna qualquer.

Repentinamente, via ao seu lado uma criatura de 3 metros. Se não fosse pela sua personalidade tranquila e calma inabalável, teria no mínimo pulado de susto ou sentido repulsa pela aparência grotesca daquele ser desconhecido. Por outro lado, o espírito curioso de Cleópatra e a livrava de preconceitos, ainda mais ao identificar que se tratava de uma das raças de que tanto lera a respeito, e sabia que estes já sofreram por muito tempo na mão dos humanos, sob um terrível histórico de guerras, submissão e... escravidão.

Assim que arranjava seu lugar naquela espelunca, logo de imediato concluía que seria uma péssima opção. Haviam poucas pessoas, o que faria com que sua presença chamasse atenção e não conseguisse o que queria, pois os homens logo dispersavam e não trocavam uma única palavra. Apesar de que no momento o rude homem-peixe é que protagonizava aquele desértico bar. Havia outro detalhe que incomodava a arqueóloga, em um mundo oceânico e tropicalizado, pessoas que se vestiam com terno eram sinal de perigo, embora lhe atraísse o aspecto elegante de tais vestes, somente homens de excentricidade desagradável ou pessoas associadas ao Governo Mundial a adotavam. Claro que haviam exceções, e a espadachim apostava nisso.

O atendente assustado se propunha a atender os novos clientes, mas a Nefertari não dizia nada, pois sua atenção estava no barulhento tritão e nos outros homens, e sabia que nenhuma bebida atrás daquele balcão teria o mínimo de qualidade para agradar seu paladar. Ela olhava os sujeitos de canto de olho, discretamente e desconfiada de suas ações. Havia um clima tenso ali, em que o grandalhão insistia em piorar.

- O que vocês estão olhando seus humanos de merda? - vociferava, apesar disso a mulher não se ofendia, sentia que aquilo não fora direcionado para si. - Aposto que essa menina ali me daria mais trabalho do que vocês cinco. WOHAHAHAHAHAHA!

"Hm, pode até ser." - Cleópatra não era do tipo que gostava de uma briga, mas achava tão engraçado quanto ofensivo em ter sido comparada daquela maneira. Estava claro que o marrento aquático estava atrás de uma briga, e se dependesse dela não iria acontecer. Por via das dúvidas, sua mão discretamente se aproximava da bainha, com a mesma delicadeza de quem ergue uma taça de cristal. Ela não dizia nada, somente abria um sorriso com curiosidade para ver como aquilo se desenrolaria. "Eles não parecem ser do tipo de quem atacaria um tritão gratuitamente." - pensava, cautelosamente buscando traçar um perfil dos sujeitos sem levantar muita atenção.

Independente do que acontecesse, a jovem não tomaria partido da situação e permaneceria em seu lugar imóvel, encostada no encosto da cadeira e pernas cruzadas, com uma mão próxima da espada para o caso de surgir a necessidade. Sua natureza desconfiada lhe faria sacar rapidamente sua lâmina para interceptar um golpe que viesse em sua direção, colocando-a na frente do corpo, embora achasse isso improvável por não ter participado das provocações.

As aparências eram a de que ela não teria muito sucesso naquele estabelecimento em obter informações úteis, mas ao mesmo tempo algo a prendia ali que a fazia sentir a necessidade de testemunhar o desfecho daquela discussão.
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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptySab 27 Ago 2016, 13:36


   






Imperadora Sundays



Seus lábios se abriam lentamente, sendo acompanhados pelo movimento da mandíbula, e, então, toda a boca estava aberta. Mas não escancarada de forma grotesca, não, cada um dos movimentos daquela moça eram calculados de forma majestosa. Sua boca estava aberta apenas o suficiente para o som começar a crescer entre seus dentes, vindo do fundo de sua garganta. Seus dedos graciosos foram levados até a boca, e postos na frente dos lábios, enquanto seus olhos se semicerravam até quase fechar, em uma expressão de completo e absoluto tédio. Um bocejo.

Tiraria a mão de cima da boca ainda de forma graciosa, ou melhor, majestosa, e voltaria a repousar a mão ao lado da coxa. Abriria os olhos lentamente, e encararia aquela ilha.

- Mas que porcaria de ilha... - Diria, mas mais como um comentário padrão que faria para qualquer ilha. Seu pai a havia ensinado que um rei não deveria achar nada tão incrível... - Eu ouvi falar que aqui tinha alguma faculdade... Bem, talvez eu devesse começar a arrumar esse monte de lixo por lá. - Piscaria uma vez, ainda entediada. - Pra começar, eu vou precisar de um chicote para que eles entendam quem está no comando. Afinal, nem todas as sociedades são inteligentes o suficiente para me reconhecer, ou espiritualizadas o suficiente para ter tido uma profecia que esperasse a minha chegadaa... - Bocejaria mais uma vez, levando a mão em diagonal aos lábios. - Bem... Vamos lá.. - Diria, andando com passos esbeltos até a pessoa mais próxima a ela.


- Bom, é o seguinte. Eu preciso que você me leve até a loja de armas mais próxima. - E então saltaria nas costas da pessoa, se agarrando ao pescoço dela. - VAMOS, SERVO, EU NÃO TENHO O DIA TODO! CORRA! CORRA!

Caso a pessoa fosse fraca demais para suportá-la, se levantaria e iria atrás de uma pessoa para fazer a mesma coisa novamente. ''Maldição... Não tem servos de qualidade nessa ilha..''

Caso a pessoa forte o suficiente para suportá-la não aceitasse ela em cima dele, saltaaria novamente sobre a pessoa até ela fugisse. - MALDITA MONTARIAA REBELDE... RECONHEÇA-ME COMO SUA SUPERIOR... RECONHEÇA-ME!! diria enquanto se agarraria à pessoa como um cowboy a um touro.

Continuaria correndo atrás de uma montaria até achar alguma loja de armas, caso não achasse uma montaria que a levasse até lá. Uma vez chegando à loja de armas, limparia a poeira da roupa e caminharia para dentro da loja. Os punhos cerrados e os braços acompanhando os passos com um ar de superioridade seriam sua forma de caminhar para dentro da loja...

- Olá, servo. Me sirva com um chicote que solte raios elétricos, rajadas de fogo e que faça massagem nos meus pés, e eu te agraciarei com um pouco do meu ouro.... - Começaria - ... E por um pouco do meu ouro eu quero dizer, é claro, riqueza o suficiente para o resto da sua vida... - Faria uma expressão arrogante, puxando a bolsinha de dentro dos bolsos.

Caso não achasse nada que atendesse suas expectativas, pegaria qualquer coisa com o dinheiro que possuía.

- Bem, é uma pena você não ter esse tipo de chicote. Só poderei te dar isso, e você vai ter que viver o resto da sua vida como o mero pobretão que é... - Diria, pagando o chicote mais barato da loja. - Adeus! - Diria, dando de costas para ele de forma abruta e apontando o nariz para cima.

Assim que encontrasse a primeira pessoa na rua, saltaria nas costas dela.

- Vamos.. Na direção da universidade... RÁPIDO, RÁPIDO! EU NÃO TENHO O DIA TODO! - A verdade é que ela estava um pouco excitada com as aventuras novas... Mas não poderia revelar tão facilmente... Afinal, uma imperadora nunca poderia parecer impressionada por simples plebeus..







               
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- Cindy Vallar  

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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptySeg 29 Ago 2016, 15:50

Na taverna, um silêncio desconfortável reinava. O tritão e Cleópatra encaravam o barman e os quatro outros homens, que mantinham-se calados em seus respectivos cantos. A luz do sol matinal passava pelas janelas e pela fresta da porta, iluminando a peça por completo. O taverneiro mantinha-se estático atrás do balcão suas mãos sem poderem ser vistas. O homem que estava no fundo a esquerda sacou uma pistola e a pousou sobre a mesa, lentamente e sem nenhum movimento brusco. Outros dois então o seguiram, e apenas o que estava perto de Nefertari, ao lado da porta, sacou uma espada e a deixou sobre a mesa. Eles continuavam a encarar os intrusos, intimidadores. A tensão começava a subir, e o silêncio foi quebrado por um som característico.

Purupurupurupuru... Purupurupuru

Era um Den Den Mushi, e, segundos após o "Katcha", sinalizando que a ligação havia sido recebida, o cenário mudou bruscamente. As janelas foram fechadas por pessoas de fora, batendo com força e emitindo um baque altíssimo. Tudo estava escuro, com apenas um feixe de luz vindo da batente da porta. Então, nas trevas, o som de pessoas se movendo, de cadeiras raspando no assoalho, de pistolas sendo destravadas podiam ser ouvido. Então, uma vela foi acesa, e uma face foi revelada. Era uma mera máscara, laranja e com olhos grandes e pretos. Ele se aproximou vagarosamente do tritão e da egípcia, e começou a falar, sua voz no mínimo brincalhona:

Ora ora, meus bons clientes. Tenho que me desculpar, mas vocês não são bem-vindos aqui. Sabe, estamos cuidando de... negócios. E não queremos nenhum xereta, e muito menos um dedo-duro. Espero que vocês entendam, e apenas aceitem que os prendemos. Não vai durar muito, sabe, é só até a operação acabar. Os marinheiros aqui já estão atentos o suficiente depois do que aconteceu na prefeitura, e não precisamos de mais obstáculos. Vamos, sejam mansos.

Do lado de fora da taverna, Artemia testemunhava a cena. Uma dupla de homens, estes que pareciam ser gêmeos e se trajavam da mesma forma, fechava as janelas com força, e se posicionavam em frente a porta do estabelecimento. Eles estavam virados para a porta, olhando por cima da porta, ambos armados de cassetetes, que estavam presos em seus cintos. A mulher olhava, trajada para a batalha, com uma espada em sua bainha, comprada justo antes pelo preço de cinquenta mil berries. Ela então decidiu de entrar no local.

Assim que ela tentou passar pela porta, os dois homens empurraram-na para longe, suas feições sérias e nervosas. Eles encostavam os dedos nas armas brancas, e um deles começava a falar, seus dentes cerrados. Seu parceiro parecia quase um espelho, imitando seus gestos e movimentos.

Olha só, aqui é um lugar restrito. Então meia-volta mulher, ou teremos que fazer você ir dormir com os peixes hoje. Vamos, vamos, andando!

O empurrão dos estranhos havia sido tão agressivo que havia derrubado Artemia, que, sentada no asfalto da rua, olhava para cima, vendo a dupla, seríssima.




Do outro lado de Las Camp, Mary Ann, uma mulher pomposa e majestosa a sua maneira, desembarcava. Ela estava em uma avenida movimentada, repleta de lojas e pessoas andando apressadamente com livros sob o braço. Ela buscava por alguma loja de armas, e, olhando de cima para todos os passantes, escolheu um homem de meia-idade para "cavalgar". Este homem carregava uma pasta carregada de folhas e documentos, e, assim que Mary saltou sobre suas costas, ele deixou tudo aquilo cair, espalhando todos os papéis. Ele se enfureceu, e, em um gesto brusco e agressivo, atirou a mulher para o lado, fazendo-a cair com força sobre o solo. Ele então recolheu suas coisas com pressa, como se não quisesse que alguém visse o que havia lá.

Mas a mulher havia visto o que havia lá: era uma pasta cinza, com as seguintes palavras estampadas em vermelho: Confidencial, e a logomarca do governo mundial logo abaixo. O homem, furioso, continuou andando, e logo se misturou à multidão. Jogada ao chão, Mary Ann, se reergueu, seu orgulho atirado, e olhou para os lados. Ela avistou outra pessoa, uma mulher vestida como guerreira, com direito a cota de malhas e bota. Esta seria Artemia, que havia visto a cena ocorrer, e foi a única, junto com Mary Ann, a notar a estampa sobre a pasta.

A impetuosa mulher, correndo atrás da guerreira, a seguiu sem querer até a loja de armas. Ela nem conseguiu montar sobre a espadachim, pois já havia alcançado seu objetivo. Lá, Artemia comprou sua lâmina sem nenhuma complicação. Enquanto isso, Mary Ann deixava as coisas mais difíceis, com pedidos e ordens mirabolantes. O atendente olhava para ela, boquiaberto, e, ao contar o dinheiro da mulher, entregou-lhe um chicote simplório, feito de couro, enquanto engolia em seco.

E-este é a única coisa que seu dinheiro pode pagar.

Mary então deixou o estabelecimento, e não pareceu perceber a agitação e confusão que estava ocorrendo na avenida em que estava. As pessoas formavam um corredor, como se fosse para abrir alas para alguém. A mulher, desavisada, ignorou aquilo, e ficou no meio do caminho. Havia uma carroça exageradamente ornada e extravagante, com cavalos belíssimos e elegantes, rodeada por diversos soldados impecavelmente trajados, e também cavalgando. Mas Mary Ann parecia ignorar tudo aquilo.

Ela saltou sobre as costas de um dos guardas, e, suas calças já sujas de ter tombado antes sobre o asfalto, manchou o uniforme impecável do militar. O homem não demorou para atirá-la no chão e, auxiliado pelos seus companheiros, algemou a mulher. Ele não pronunciou uma palavra sequer e, apenas quando a carroça parou por causa do imprevisto, um homem vestidos de roupas excessivamente pomposas, com frufrus e casacos de peles, ornamentos de ouro e tudo que um nobre tem direito. Esta figura peculiar se aproximou lentamente da mulher algemada e, olhando de cima, arrogante, petulante, começou a falar com Mary Ann, como se ela fosse um animal de estimação. Sua voz era fina e irritante:

Como um plebeu como você ousa se intrometer em negócios de minha pessoa, o grandioso Thalassa Winfred, o herdeiro de Ilusia Kingdom? Francamente, estes idiotas inferiores são sempre iguais... Despache-a onde quiserem, homens.

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MensagemAssunto: Re: Gênese   Gênese EmptySeg 29 Ago 2016, 19:07


BatleHeart

A moléstia apenas torna-me mais forte.




A cidade estava “movimentada” de mais para o gosto de Artemia, e isso não dava-se ao fato de grande numero de pessoas, ou algum tipo de festival, a única coisa que trouxe essa impressão para a jovem foi o símbolo do governo mundial. Talvez isso não fosse nada de mais para a maioria das pessoas e para outras fosse algo com, enquanto para outras ainda era algo ruim. Artemia pertencia ao ultimo grupo, pois sua terra natal havia sido confiscada por esse mesmo “bom” governo.

Um frio de rancor se espalhou pelo âmago da jovem, mas ela logo o deixou dissipar, imaginando uma forte chama em sua mente, chama a qual ela alimentava com todos os seus fortes sentimentos até que por fim sua mente voltasse a estar calma e serena, o Vazio como seu instrutor lhe dizia, o ponto onde o foco e o dever se sobressaem sobre todas os outros sentimentos e nesse estado, vazia, Artemia se permitiu seguiu seu rumo.

Com posse de sua espada a jovem sentia-se ao menos um pouco mais “capacitada” a cumprir o seu profundo dever, ainda que esse pudesse talvez levar anos até ser alcançado. Assim focando-se em coisas mais imediatistas ela partiu em direção a taverna, onde pretendia utilizar de sua boa audição para encontrar um “trabalho” que requeresse seu tipo especifico de habilidade.

Mas ali, mais uma vez a cidade começou a parecer sumariamente agitada. De um modo mais “sinistro” e ilegal. O bar que nos momentos anteriores parecia estar aberto havia sido agora rapidamente lacrado, isolado, mantendo quem estava dentro, dentro e obviamente quem estava fora, fora.

....

Sua mão foi rapidamente ao cabo da espada após ser empurrada gratuitamente, mas logo a jovem se recobraria e manteria sua serenidade erguendo-se com um olhar severo, mas nada além. Não havia ganhos em uma briga ali, além talvez de uma distribuição gratuita de sangue em ambos os lados.

Com respirações fundas virar-se-ia e partiria, a passos lentos e comedidos indo para o lado oposto da rua, onde entraria em algum estabelecimento, independente do tio que fosse. Lá se dirigiria ao atendente com uma simples pergunta.

– É costume o bar fechar a essa hora? – diria em tom monocórde indicando o outro estabelecimento com um aceno breve de cabeça.

Todavia poderia estar acontecendo outras coisas ao seu redor, e caso sua visão ou audição captassem algo “interessante” a jovem voltar-se-ia para tal, mantendo uma distância que lhe permitisse observar sem se envolver.

Sentia que havia algo estranho, não sabia o que, mas havia passado anos treinando e tinha um bom raciocínio para conseguir perceber que algo não estava certo. Talvez pudesse ser sua desconfiança nata com aquilo que o GM pudesse estar relacionada, ou talvez não!

Seus músculos estariam tensos, esperando que algum confronto estourasse a qualquer momento, manteria a mão próxima ao cabo de sua arma e de ouvidos abertos a qualquer sinal de confronto e caso este viesse estourar a jovem faria primeiro o que havia sido treinada para fazer, analisar as forças em combate, tentar determinar suas motivações e objetivos, manter civis afastados e se valia apena tomar partido.



Histórico:
 
OFF: A espada é 30mil certo? Não 50 como ficou no post?

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