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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!

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AutorMensagem
Wander
Pirata
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Wander

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MensagemAssunto: A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!   A ascensão da Red Legion. Desafio no farol! - Página 18 EmptySab 02 Abr 2016, 01:17

Relembrando a primeira mensagem :

A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!

Aqui ocorrerá a aventura dos revolucionários Raymond King Walker, Tidus Belmont, Axell Belmont, Hanna, Hizy Mayan e Frisk Dreemurr. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

Falas
Pensamentos
Esquizofrenia (Fantasia)

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AutorMensagem
Mizushiro Hizumy
Revolucionário
Revolucionário


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MensagemAssunto: Re: A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!   A ascensão da Red Legion. Desafio no farol! - Página 18 EmptyDom 12 Jun 2016, 18:58



~ Despedida ~

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Solenemente as calmas águas oceânicas que pelo casco da velha embarcação passavam observava, quando a presença do garotinho Frisk fazia-se notar, ali do seu lado. Também ele parecia cair nos encantos sussurrados das míticas ninfas e de seus mistérios. O mar era o feitiço que enfeitiçava homens e mulheres e todos aqueles que pela liberdade ambicionavam, cativos de seus encantos.  Era assim que acontecia ao Mayan que, desde que perdera sua irmã, passara a ser um verdadeiro admirador de ondas. Cativo tão cativo como ele não o haveria, onde na busca pela liberdade havia se aprisionado em laços de amizade mais fortes que qualquer cela com barras de aço.
 
Seus olhos se reflectiam nelas. Nas superficiais águas agridoce do mar, tão límpidas e puras, fingindo ser céu. O cantarolar das sereias personificado nas ondas, o chilrear das espumas e o som dos ventos contrários, todos esses elementos conjurados ao doce aroma salgado do reino-dos-mares lançava o feitiço de Liberdade em si. Podia sentir-se verdadeiramente livre quando estava cara-à-cara com o mar, envolto em seus braços, como o filho no abraço maternal. Não havia nada mais agradável, porém severo, do que tal sentimento acorrentando dentro de um ser tão pequeno e confuso como o menino.

 E tão indeciso e amargo sentimento remoendo-lhe as entranhas do coração fazia-o ceder e escolher um caminho que não parecia ser o mais fácil, contudo era o que seu vazio preencheria. Quiçá o faria o Fado com tristeza e solidão, ou quiçá, a Fortuna fosse mais concertada e trazer-lhe-ia, no futuro, grandes recompensas que sarariam suas feridas que o tempo não conseguira.

 Os finos lábios, secos e partidos talvez pelos ventos ou pelo nervosismo, começariam a mover-se, cortando o silêncio entre os jovens.  - Frisk-chan, foi bom estar do seu lado durante estes dias todos! - Seus olhos olhariam serenos e dóceis para o celestial enquanto que as mãos repousavam na amurada da forte embarcação, que mesmo tendo ultrapassado grandes dificuldades, ainda se mantinha de pé, imitando a convicção de todos os seus tripulantes. - Foi realmente muito, mas muito bom te conhecer! - Lentamente, de seus lábios um sorriso verdadeiramente grato nasceria, mostrando todos os dentes como estrelas no céu da manhã. - E eu sei que continuaremos amigos, mesmo separados pela imensidão do vasto oceano! - Da forma mais amável que conseguia expressar-se, agarraria nas duas mãos do garoto, se este deixasse e entrelaçaria seus dedos numa brincadeira. Fitar-lo-ia, jubiloso e radiante, sem nenhum tipo de arrependimento em suas palavras, no entanto, o seu âmago, não encontrar-se-ia tão brilhante e luzidio como o de costume. Deixaria o silêncio perdurar por alguns momentos vários. Seria ele, o silêncio, quem diria o adeus à Frisk e quem mais ele fosse. Seria da responsabilidade dele saber escutar.

 Vagarosamente, separaria suas mãos das do amigo, recuando dois passos lentos. - E é por isso que voltaremos a ver-mo-nos um dia! - Crente em sua promessa, sorrindo afastar-se-ia, passando directamente pelo fiel amigo sem hesitar ou estremecer. Havia feito a sua escolha, e por mais dura que ela fosse, teria que conviver com ela até o resto de seus dias. Só assim poderia continuar acreditando que não tinha magoado e nem atraiçoado ninguém.

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Seus sujos passos o levariam até a proa da nau revolucionária. Todo ele ia pensando no que faria a partir de agora. Estaria sozinho, dependendo de si mesmo e de mais ninguém. Tal era a melhor forma de crescer e descobrir-se. A melhor forma de tornar-se verdadeiramente forte e de não atrapalhar os seus companheiros. - Útil! Quero ser útil ao mundo! Morrer pelos meus próprios ideais e... Não quero ser aquele que é protegido... Quero ser aquele que protege! - Brilhantes e humedecidos, sua visão deslumbrar-se-ia com a chegada a um novo horizonte, um novo destino. E, muito provavelmente, um novo recomeço.  

  Um mais novo sorriso alegrar-lhe-ia a boca. Um sorriso espontâneo de curiosidade e animação. O destino, mesmo à sua frente, era uma ilha bem estranha e peculiar. Toda ela parecia, vista dali do navio, ser composta por vários cactos gigantes. - Espero conseguir sobreviver-te, ilha cacto! - Dizia à ilha, esperançoso, porém preocupado. Sua barriga estaria infestada de borboletas. Um certo nervosismo e temor começava a nascer-lhe. Perguntar-vá-se se seria capaz de aguentar todas as adversidades que estaria prestes a enfrentar por contra própria.  - Serei eu capaz de sobreviver?! - Descendo o olhar, encarava sua mão direita, aberta, onde sismos e terremotos pareciam dominar. - Tenho medo. Mas não tenho esse direito! Quero ficar forte e por isso, devo vencer os meus medos! - Fechando a mão, voltaria as costas à ilha e aguardaria que por fim atracassem na ilha.

 No instante em que todos se unissem no convés, e que a nau estivesse repousando sossegadamente no porto, ou em algum porto improvisado, o garoto sorriria ao ver, afastado deles, a imagem de todos juntos e então diria. - Amigos! Pessoal! Tenho algo a dizer-vós à todos! - Abriria um largo riso, sereno e inocente, onde alegria e tristeza se unificariam num único sentimento. - ... eu... Eu estou muito grato por ter conhecido vocês todos! Nunca esquecerei nenhum de vós! Vocês foram como uma família para mim e divertir-me muito enquanto viajei connvosco! - Seus olhos procurariam sossegar o de todos os companheiros e alegrar-los. - Mas acho que está na hora de ir-me embora... Há muitas coisas que ainda gostaria de partilhar e experimentar com vocês. Porém, eu preciso seguir sozinho... Tenho que encontrar as minhas próprias forças... os meus próprios objectivos e ideais... - Por um momento, seus olhos procurariam no horizonte a sua casa. - ... e preciso reencontrar a minha família e a minha casa... - Sorriria para eles, cerraria o seu bastão em suas mãos e caminharia até à saída da embarcação, onde esperava ter uma ponte improvisada para descer ao porto. - Por isso, espero que voltemos a encontrar-mo-nos no futuro! E, quando tal acontecer, espero ainda continuarmos a ser amigos! Hi! Hi! Hi! -

- Use a parte afiada quando precisar. Eu batizei ela de subversiva. - Vendo aquele gesto de ternura por parte do amigo deixaria o pequeno miúdo com os olhos brilhantes e alegres, no entanto, hesitaria um pouco ao pegar na arma que não lhe pertencia. Era algo que Axell havia se esforçado para ganhar e não achava justo levar-la. Surpreender-se-ia ao ter a mãozinha pega pelo companheiro, e então, abrindo um largo sorriso em agradecimento, agarraria a adaga e colocar-la-ia no bolso. (?).

E, de repente, o forte abraço do companheiro o apanharia novamente de surpresa. Não estava a espera daquilo. Julgava que se iria apenas despedir e ir-se embora, sem muito diálogo ou contacto. Aquele bruto e amável abraço esmagador fá-lo-ia quase chorar e arrepender-se da sua escolha. Contudo, não iria voltar atrás na sua decisão. - Obrigado pela companhia. - Não responderia. Manter-se-ia em silêncio, apenas grunhiria afirmativamente, tentando responder ao amigo.

Se Hanna se aproximasse para também se despedir, o garoto sorriria para ela, meio corado e tímido, coçando o pequeno nariz de leve, como que se estivesse a dizer para que ela não se preocupasse, porque tudo iria ficar bem. Se ela o abraçasse, também ele retribuir-lhe-ia o abraço.

Quando, por fim, chegasse a vez do seu melhor amigo, do qual já se havia despedido, escutaria o que ele tinha a dizer. E, boquiaberto ficaria ao ver o que o garoto fazia, cortando um pedaço de seus cabelos e veste. - Por que não faz um também? Pra nós dois lembrarmos de você...e pra você lembrar de nós dois. - A ideia era de facto genial. Pegaria na adaga que Axell lhe emprestara e faria o mesmo. Cortaria um pedaço de seu colete branco e então, pegaria na ponta de suas tranças azuis e a cortaria, para então enrolar em nó no pedaço da roupa e entregar-lo ao amigo celestial, realizando assim a troca.

E então, depois, o garotito desceria a rampa e despedir-se-ia dos amigos num aceno alegre. E tentaria seguir um caminho diferente dos demais.  




Histórico escreveu:

Post: 23
Ganhos: Flauta | Promoção para Cabo | Aprendizado: Geografia (?) | Adaga do Axell | Madeixa de cabelo de Frisk/Chara |
Perdas: Madeixa de Cabelo |
Bónus:
Players:
NPC's: Nell - Major da célula revolucionária "Red Mark" | Mark - Comandante da célula revolucionária "Red Mark" | Elizabelo - Major que além de deixar Hizy confuso, pois não sabe se deve o tratar como nee-san ou nii-san, aparenta gostar de Tidus.

HP: 255/255
SP: 65/86
Vantagens:• Ambidextro|• Aparência Inofensiva|• Audição Aguçada
Desvantagens:• Coração Mole|•
Trauma Profundo escreveu:
Sempre que vê ou ouve algo relacionado aos tenryuubitos entra em estado de choque, por serem eles os responsáveis pela morte de seus pais, e por acreditar afincadamente, que os próprios são a origem de todo o mal existente no mundo. Fica tão paralisado que a única coisa que pode fazer é fugir amedrontamente devagar. Até mesmo estátuas ou gravuras de dragões a voarem o deixam ligeiramente incomodado e nervoso. Após passar por um episódio traumatizante em uma guerra, ganhou um medo profundo de perder amigos. Quando passa por uma situação do tipo, acaba sendo tomado por perturbações emocionais.
Extras:


...

Objectivos escreveu:

[X] Comprar uma flauta "árabe" dourada;
[ ] Comprar uma roupa/veste de mago toda negra (igual a do Aladdin mesmo);
[X] Aprender/ Comprar as perícias: Pilotagem e Geografia;
[ ] Ouvir falar dos Agentes Duplos e Shichibukais;
[ ] Ser convidado/convencido à seguir outro caminho como revolucionário;

Eu editei para ficar a interacção com o Axell e o Raven, porque eles interagiram/deram algo ao Hizy, o que eu não estava a espera #Ç.Ç# Thanks! Sniff! Sniff!



ThanksPanda


Última edição por Mizushiro Hizumy em Qua 15 Jun 2016, 10:26, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!   A ascensão da Red Legion. Desafio no farol! - Página 18 EmptySeg 13 Jun 2016, 16:50

De certa forma era surpreendente ver Hanna agir daquele jeito comigo, talvez a garota não fosse tão indiferente assim. - Axell, sem você nesse navio não seria a mesma coisa.  - Minha sobrancelha se arqueava ao ouvir aquela frase, minha boca se abria para a resposta mas não saía nada, percebia que ela queria dizer mais alguma coisa. - O único inconveniente que pode ter nesse navio é você. - Agora ambas as sobrancelhas se esticavam e os olhos saltavam. - HEY! Para de me tratar como se eu tivesse morto! O destino vai precisar de muito mais que isso pra me afundar hehe. -  Daria um sorriso dolorido para ela, a falta de força não deixava boca se abrir direito e provavelmente eu estava parecendo um cachorro rosnando.

De volta ao quarto eu sentia o dilema de meu irmão. Eu o entendia por completo, talvez essa cobrança exagerada e essa autocrítica bizarra estivesse no nosso sangue, todos os nossos antepassados conseguiram resultados grandiosos, se destacaram em suas funções. Talvez nós achássemos que é a parte do nosso destino chegar igualmente longe, o estranho é que ninguém nos avisa que não se simplesmente chega, mas que tem se de superar inúmeros obstáculos e situações. ~ E de vez em quando um ajudinha de alguém importante. ~ Era a minha vez de ajudá-lo, algumas horas antes ele tinha feito o mesmo. Assim era nossa vida, quando atingíamos uma meta já procurávamos outra.

- Foi divertido, sem risco sem emoção, não é mesmo? HAHAHAHAHAHA.  - Abria um sorriso e apontava minha mão para ele, ou, pelo menos, tentava com o corpo fraco daquele jeito. - Exato! Sem risco, sem emoção… KIAHAHAaahhaah – Engolia o seco e apoiava ambas as mãos atrás de minha nuca. - Esse deveria ser o nosso lema a partir de agora.

O tempo passava e eu não conseguia realmente dormir, entretanto, minha mente se mantinha em um estado semi consciente, meus olhos podiam estar abertos mas minha cabeça estava muito longe. Pensava em quanta loucura tinha acontecido nesses últimos dias, em quanto a minha vida tinha mudado de uma hora para outra e parecia que nunca mais iria ser a mesma. ~ Bem melhor assim. ~ Era a única coisa que eu conseguia pensar. Por muitos anos sem rumo, agora finalmente descobrindo o mundo em sua essência mais louca e sem sentido. Mas uma coisa me animava, algo que disparava uma carga constante de ansiedade por todo o meu corpo. ~ E logo o mundo é que vai nos conhecer, me conhecer. ~ Era estranho querer o meu rosto em um daqueles cartazes? Sim, principalmente pra alguém de sangue azul como um Belmont, provavelmente esse seria o ato de rebeldia máximo e admito que isso me agrada, como me agrada.  

Tidus estava melhor, fisico e psicologicamente e isso me deixava ainda mais tranquilo. - Vai com calma, nada de sair pendurando nos mastros como um macaco.  - Fazia uma falsa cara de tristeza, ele sabia que era mestre na arte de se pendurar em mastros. - Bem, preciso de uma espada nova, tomara que aquele Kraken maldito engasgue com a que perdi no mar.  - Me erguia pela metade e ficava sentado na cama. - O maldito polvo não tem culpa da nossa idiotice, Tai. Ele só queria dormir, deveria ter avisado pra ele que era mais fácil ter ficado embaixo d'água, os barcos não podem ir pra lá, ainda.  

Ele já estava indo em direção a porta quando voltou a dizer algo. -  Aaaah! Parece que Asui tem uma irmã mais nova.  - Meus olhos se estreitavam, ele sabia que muito dificilmente eu sairia com uma pirata, tudo bem que ela era uma graaande pirata, bom, quem sabe. - Sai logo do meu quarto! Sim, a ala médica já virou meu quarto. - Ainda era cedo para começar a me relacionar com piratas, nem mesmo eu estava preparado para dividir laços amorosos com uma. Tidus por outro lado já estava mais que pronto. Seria um porre outro casal naquele navio.

Colocava as roupas lentamente, a cada movimenta ainda sentia meus músculos vacilarem, eu realmente tinha levados minha força ao máximo de sua capacidade e agora isso cobrava seu preço – Tenho que maneirar nas drogas… hehe - Cochichava enquanto me matava para por uma das botas. Por fim apenas amarraria o útil sobretudo preto e vermelho na cintura. Já estava pronto para mais uma situação sem sentido e que provavelmente me esgotaria ao máximo. Mas afinal, sem risco sem emoção.

Saía sem arrumar a cama, logo estaria na ala médica de novo. Apenas fecharia a porta.

No convés eu sentia algo estava diferente, não só pelos novos piratas bizarros, mas eu sentia a atmosfera mais triste. Foi só então que percebia o que estava acontecendo, Hizy tinha uma notícia séria para nos contar. E eu ouvia cada parte e a cada palavra sentia um pequeno frio na barriga, minha cabeça balançava em negativa, meu corpo se recusava a aceitar que perderia a companhia do pequeno, mas minha entendia. ~ Ele quer ser independente, o mínimo que eu posso fazer é apoiar. ~

 Esperaria o garoto acabar seu comunicado e então me aproximaria dele e me abaixaria. Sacaria a minha faca e olharia no fundo de seus olhos, em seguida viraria a mesma deslizando meu dedo na parte de cima da lâmina e apontando o cabo em sua direção. Colocaria a mão em seu ombro e diria: - Use a parte afiada quando precisar. Eu batizei ela de subversiva. - Se o garoto não pegasse eu agarraria sua mão e a levaria até a arma. Ele precisaria daquilo querendo ou não, o mundo lá fora seria cada vez mais cruel e eu não estaria lá mesmo querendo. Daria um forte abraço o apertando mais do que indicado para alguém tão pequeno, mas não importava, não iria me conter. - Obrigado pela companhia. - Diria ainda agarrado. E então me viraria de uma vez, sem olhar para trás, Hizy era um garoto forte mas não precisaria ver minhas lágrimas naquele momento. E por ele eu não deixaria nenhuma escorrer.

Caminharia em direção a primeira porta que achasse, com passos lentos e ambas as mãos nos bolos. Eu sabia que era importante demonstrar confiança, alguém para ele se apoiar quando precisasse, e se quisesse, eu estaria ali sempre.

O dia tinha sido uma loucura e mais um membro tinha sido perdido, a família diminuía. Hoje eu não iria me divertir.




Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!   A ascensão da Red Legion. Desafio no farol! - Página 18 EmptyTer 14 Jun 2016, 22:32

"Re: Departure"




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*Move to the next chapter with determination.


A imensidão daquele mar que eu observava se muito interesse era algo que eu jamais tinha me imaginado olhando tão de perto. A vida em Conomi depois da morte da nossa "família" tinha sido algo bem chato, pra falar a verdade, já que nós dois tivemos que suportar um monte de gente falando pelas nossas costas, dizendo que tínhamos matado um "tio", que nem sequer existia. Por causa disso, nem sei exatamente por que, eu pensei que as coisas iriam ficar daquele jeito pra sempre - que nenhum de nós dois criaria coragem para tentar seguir adiante com essa tal dessa "revolução". Mas foi aí que veio aquela guerra, e depois da luta mais divertida que eu tinha tido nos últimos dias, nós finalmente partimos para a Grand Line. A mesma Grand Line dos livros de histórias que o papai lia pra o Frisk todo dia, antes dele ir dormir, e que eu acabava escutando simplesmente por também estar acordado. "Quem diria, né?" Respirei fundo a maresia, enchendo os meus pulmões com o ar salgado daquele lugar. Já que eu já estava ali, de qualquer jeito...eu poderia muito bem me divertir ao máximo em todos os momentos, dali pra frente.

- Se não, qual vai ser a graça? - comentei baixinho, direcionando as palavras mais a mim mesmo do que a qualquer outra pessoa. Foi aí que eu me dei conta de que o garotinho de cabelos azulados que tinha feito amizade com Frisk no outro dia também estava ali, ao meu lado, observando o oceano à nossa frente. Eu conseguiria imaginá-lo pensando o mesmo que Frisk, admirando aquela imensidão toda, pensando no que encontraria dali pra frente, nas novas experiências, nas aventuras...isso é, não fosse por aquele brilho estranho que ele estava carregando no olhar. Eles não estavam radiantes e cheios de energia como normalmente. Pareciam até mesmo melancólicos, mesmo que carregassem a mesma determinação que eu e Frisk carregávamos. - Frisk-chan, foi bom estar do seu lado durante estes dias todos! - ele disse, então, de repente, me fazendo arregalar os olhos por causa da surpresa. Como eu estava o observando naquele momento, nossos olhares se encontraram - o escarlate e o azul, um fitando o outro. Foi só um segundo depois que eu me dei conta das suas palavras, e franzi uma das sobrancelhas. O que é que ele estava querendo dizer com aquilo? Como assim foi bom estar ao lado de Frisk? Como assim...foi?

Eu movi as minhas asas um pouco nervoso, esperando de verdade ter entendido errado o que ele tinha dito. Porque se eu estivesse certo, isso significava que... Foi realmente muito, mas muito bom te conhecer! - ele continuou com um largo sorriso no rosto, aquela ambiguidade nas suas falas ainda me deixando preocupado. Preocupado com Frisk. Se aquele menino fosse embora sem que ele pudesse se despedir dele, o coitado não ia se perdoar. - Hizy-kun, você não... - eu deixaria a minha expressão irônica de lado, meus olhos serenos como no momento em que eu estava fitando o oceano. Eu nunca tinha visto o garoto lutar, e por esse motivo, não podia dizer que o respeitava, realmente - tampouco tinha qualquer tipo de laço de amizade com ele, já que nas poucas conversas que tínhamos tido, ele provavelmente ainda estava certo de que eu era Frisk. Ele conhecia Frisk, não Chara. Mas ainda assim, eu fiquei feliz quando vi que o meu "irmãozinho" tinha feito um amigo de verdade. - E eu sei que continuaremos amigos, mesmo separados pela imensidão do vasto oceano! - ele continuava sorrindo, entrelaçando os seus dedos nos meus, olhando nos meus olhos como se nós fôssemos amigos de infância que não se encontravam há anos, mas que mais uma vez tinham de dizer adeus.

Ele confirmara as minhas suspeitas. Queria dizer alguma coisa, tentar impedir aquilo, mas eu sabia que ele provavelmente tinha um motivo muito forte pra conseguir manter um sorriso daqueles mesmo num momento como aquele. Talvez alguém determinado assim merecesse um pouco de respeito, não é mesmo? Por isso, diante do silêncio, eu simplesmente dei-lhe um meio sorriso e um olhar quase que solidário, apertando com um pouco mais de força os meus dedos contra os dele. O silêncio perdurou um pouco, e eu o deixei perdurar, já que não tinha motivos para interromper aquele momento. Queria que fosse Frisk, ali, despedindo-se de seu amigo, mas já que eu estava no comando, tinha que fazer aquilo do jeito certo. Enfim, depois de algum tempo, soltamos as mãos, e ele disse as palavras que provavelmente tinha escolhido como as de despedida: - E é por isso que voltaremos a ver-mo-nos um dia! - ele disse, mais uma vez dando um daqueles sorrisos. Ele estava tão parecido com o Frisk naquele momento, que só então eu me dei conta do porque daquela amizade toda. Aqueles dois não tinham malícia nenhuma no coração, e sempre se esforçavam pra sorrir diante de qualquer situação - mesmo uma daquelas. Eu cheguei a sentir vontade de rir daquilo tudo, mas me contive. Ainda havia algo que eu precisava dizer pra Hizy antes dele ir embora.

Antes que ele passasse por mim e fosse até onde estava o restante do pessoal, eu tocaria em seu ombro, segurando-o, para que ele parasse. Quando o fizesse, levaria os meus lábios até um de seus ouvidos, falando bem baixinho, para que apenas ele ouvisse: - Eu não sou a pessoa de quem você quer se despedir. - confessaria, mas não daria ao garoto a chance de fazer perguntas ou coisas do tipo, colocando o indicador na frente da boca, pedindo silêncio ao mesmo. - Mas não se preocupe. - eu me afastaria um pouco dele, então, as mãos atrás das costas, fitando-lhe os olhos. Depois, voltaria a olhar para o oceano, antes de dizer-lhe uma última coisa: - Eu vou ter certeza de explicar tudinho pra ele. - e sorriria, não de maneira irônica, como de costume, mas algo um pouco mais sincero e tranquilo, em respeito à determinação do menino. Me afastaria, indo até onde os outros estavam, sem dizer mais nada nem olhar para trás, esperando que ele entendesse o recado. Frisk com certeza ficaria triste com a notícia, saber que o seu primeiro amigo em tanto tempo foi embora e você sequer teve a chance de se despedir com certeza não é algo legal, mas ele entenderia. Eu sabia que ele entenderia. Eu o conhecia melhor do que qualquer um.

. . .

Alguns momentos mais tarde, quando o navio já tivesse chegado na ilha com os maiores cactos que eu já tinha visto em toda a minha vida, seria o momento do garotinho de cabelos azulados se despedir do restante do grupo. O fato de que tinha falado com "Frisk" primeiro, então, se devia à amizade dos dois? Ou tinha acontecido só porque estávamos um do lado do outro no momento certo? Eu não sabia dizer, mas ouviria as palavras dele mais uma vez, pensando em como seria melhor se fosse Frisk ali, no meu lugar. "Ou talvez não. Vai que ele tentava impedir o menino." Pensei, imaginando Frisk aos prantos, pedindo para o amigo não ir embora. Quem sabe aquele não era o melhor jeito, afinal de contas? Depois de todo o seu discurso, então, Axell iria até Hizy, entregando-lhe um presente e dizendo-lhe algumas palavras, como uma espécie de irmão mais velho. A ideia me deixaria curioso - o Belmont entregaria uma faca ao garotinho, para que ele se defendesse. Não fazia sentido em entregar outra faca pra ele, mas talvez eu pudesse dar algo diferente para ele - ou, melhor dizendo, fazer uma espécie de troca.

Antes que Hizy deixasse o navio, então - e apenas após os outros se despedirem dele - eu me aproximaria do garotinho em particular, ficando de frente para ele. Pegaria a minha faca de cozinha e cortaria um pequeno pedaço de pano das minhas vestes, apenas o suficiente para fazer um pequeno laço. Então, com a mesma faca, eu cortaria uma única mecha do meu cabelo e amarraria com o pedaço de pano, entregando os dois para o amigo de Frisk. - Por que não faz um também? - perguntaria, como que pedindo para que ele fizesse o mesmo com uma mecha de seu cabelo. Nós dois tínhamos cabelo mais que o suficiente pra fazer aquilo, afinal de contas. - Pra nós dois lembrarmos de você...e pra você lembrar de nós dois. - eu terminaria, com uma piscadela, dando uma pequena pista da questão da dupla personalidade minha e de Frisk. Uma vez que ele também tivesse feito o procedimento, eu pegaria a sua mecha e entregaria a nossa para ele, com um pequeno sorriso. Não diria adeus, pois sabia que o silêncio seria o suficiente ali. Apenas esperaria ele ir embora na frente, sozinho, segurando em minhas mãos a única coisa que eu tinha pra consolar Frisk. Pelo menos com aquilo ali em mãos, ele talvez não acabasse chorando tanto assim.

Por fim, depois que Hizy já tivesse ido embora, eu daria um suspiro profundo, ainda um pouco preocupado com a dor de cabeça que Frisk daria mais tarde, quando soubesse. Mas, por hora, ainda tinha um outro problema que eu tinha de resolver, pra ele não acabar levando a culpa por algo que eu tinha feito. Se fossem culpar alguém, que culpassem a mim - não é como se eu me importasse, de qualquer jeito. Por isso, me dirigiria a Hanna, mesmo que soubesse o quão furiosa ela devia estar comigo. Me aproximaria com um sorriso ligeiramente zombeteiro, apesar de que mais cansado do que o normal, depois de tudo aquilo e da despedida do garotinho.

- Ha~nna~-san~~! - eu chamaria o seu nome à medida que fosse chegando perto, parando ao seu lado, sem olhar diretamente em seus olhos. Deixaria um pequeno silêncio se fazer presente antes de começar a falar, mas não o suficiente para ela se estressar e se afastar de mim. - Eu queria explicar uma ou duas coisas pra você. Se importa? - olharia para ela, buscando essa "permissão". Uma vez que ela me deixasse falar, prosseguiria, tendo certeza de falar num tom para que apenas ela ouvisse: - Eu sabia do seu "outro lado" por dois motivos. Primeiro porque eu lutei junto daquela moça na guerra. E segundo porque eu e o Frisk temos o mesmo problema. - eu diria, aquilo provavelmente sendo o suficiente pra que ela entendesse que nós dois tínhamos dupla personalidade.- E eu não menti quando disse que gostava mais da outra Hanna-san. Eu adoro gente que gosta de lutar. Então se quiser descontar a raiva em mim, vá em frente. Mas eu peço pra que você não faça isso com o Frisk. Ele não tem nada haver com isso. - eu olharia sério para ela pela primeira vez.

Antes de ir embora, eu diria uma última coisa, ainda com o olhar fixo na garota mais velha: - Ah, e outra coisa. Eu não gosto de como você esconde isso. Talvez seja porque eu também sou esse "outro lado" do Frisk, mas... - eu olharia para o restante do grupo, numa curta pausa - ...por que você não cria coragem igual a ele e aceita "ela"? Tenho certeza de que vai deixar as coisas mais fáceis pra vocês duas. E além disso, eles são seus amigos, não são? Não acha que eles merecem saber disso? - meu tom não seria sarcástico como o de costume, já que o assunto ali era algo bastante sério. Mas, enfim, eu já tinha dito o que queria dizer.

Eu me afastaria então, suspirando de novo, e me encostaria na amurada para fechar um pouco os olhos até a hora de descermos do navio. Muito em breve, as coisas voltariam a ficar bem interessantes. Eu conseguia sentir isso...e mal podia esperar.



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MensagemAssunto: Re: A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!   A ascensão da Red Legion. Desafio no farol! - Página 18 EmptyQui 16 Jun 2016, 04:32

Chegando na ilha super bem!

Era incrível ver aquele garoto inconveniente machucado mas com seu humor lá em cima, minha dúvida era, será mesmo que ele é tão louco da cabeça assim? O pior é que dizem que as mulheres são loucas com seus comportamentos, ainda mais quando estão na TPM. Mas e ele? É um cara que gosta de aventuras como qualquer um aqui, porém a forma que eles voltaram e ele continuando desse jeito só deixou uma conclusão no ar. - Axell é "lelé" da cabeça. Sua resposta não fugiu do comum, de fato agindo como um Belmont e mostrando esse lado muito sem graça. ~ Até minhas piadas são melhores do que esse humor. Não é que estou tratando como se ele estivesse morto, assim como Tidus, entretanto só fiquei bastante preocupada e isso só me mostrou que o tempo com esse grupo está criando um carinho no meu coração.

Apesar de todos estarem aparentemente bem assim como o doido do Axell, Tidus parecia um pouco tenso como eu imaginava que estaria seu irmão, mas logo depois os dois começaram a dialogar não deixando mais o que fazer ali. ~ Esses dois só falam ... Meu Deus! Saía do quarto discretamente e voltava para o convés procurando pelo machado, achando e logo depois procurando alguma sala que eu possa aprender e forjar. Enquanto passava pelos corredores abrindo porta-a-porta checando qual estaria com o que precisava, demorou umas 5 salas mas finalmente achei-a. A hora de aprender chegou!

Inicio do aprendizado de Engenharia

Chegando naquela sala deserta é fácil de notar tantos equipamentos, alguns para forja, outros para ajustar o calibre das armas, mais alguns para dar uma polida na arma. ~ Quando eu aparecer com uma nova arma espero que ninguém me peça pra fazer uma. Isso dá um trabalho. Pensava ironicamente enquanto observava o tanto de coisas que tinha ao meu dispor. No entanto antes disso eu queria aprender algo diferente, já que eu conheço a mecânica das armas, preciso conhecer a engenharia. Basicamente porque um ferreiro precisa estar apto nessas duas vertentes se não mal conseguirá fazer algo criativo, uma coisa que todos os ferreiros devem ter. O problema é achar a pessoa pra me ensinar. Coçava a cabeça tentando tirar aquele incômodo de burrice que eu não tinha pensado antes.

- Hanna-san! A voz de Mark ecoava pela sala e fazia meu coração pular pela boca afinal mal tinha escutado ele. - Maaarrrkkk. Dava alguns passos para trás pouco assustada. - Vi você vir aqui e achei que estava precisando de ajuda, estou certo? Confirmava com a cabeça e logo depois engolia seco todo o medo de antes. - Preciso de ajuda com engenharia. Eu estou querendo me tornar uma ferreira ... Uma gota de suor escorria da minha cabeça e olhava pros lados pouco envergonhada. - Entendo. Ele olhava para uma mesa com equipamentos de ajustes de armas de fogo. - Vamos lá. Ele seguia para lá e acenando com as mãos pedia que eu o acompanhasse. Deixando minha arma num canto da sala o segui.

- Engenharia precisa de um olhar criativo e atencioso. Por quê? Ele pegava duas barras de metal sem lapidação e continuava. - Primeiro por causa do que você irá fazer, segundo com os detalhes para fazer. Ele pausava e imaginava algumas coisas. - Já ouviu falar de um rifle? Aquela pergunta soou um pouco arrogante afinal qualquer pessoa na vida já teria visto. Acenava com a cabeça e ele continuava. - Pois bem, você fará um agora. Mas fique tranquila, estarei aqui te ajudando passo-a-passo. Ele recolocava as barras de metais na mesa e indagava. - Me dê detalhes de um rifle por favor. Nesse momento prendia o olhar numa parede à frente e tentava tomar o que ele disse sobre detalhes como mais importante. - Bem, tem cano longo e com um material bem firme, como todas as armas de fogo e o buraco de onde sai a bala tem uma abertura maior. Ahh, não posso se esquecer. A parte de segurar a arma não é apontado pra baixo como a maioria, e sim para em diagonal. Ele aplaudia e sorria. - Muito bem!! Só toma cuidado que essa parte detrás pode ser de vários jeitos, isso vai depender do dono da arma. Tem algumas que é apontada para baixo, outras como você mesmo disse em diagonal. Mas voltando, como temos aqui duas barras de metais sem lapidação, precisamos de amolecê-las para começar a molda-las correto?

Confirmava e logo procurava por uma fogueira para amolecer o ferro, sorte que eu conheço sobre Forja. Então essa parte será "tranquilo". Ao final da sala encontrava uma espécie de churrasqueira, com a grade e embaixo completo por carvão. - Posso?! Perguntava e apontava para lá, sem demora Mark com um sorriso me dizia para ir em frente. Deixei os metais sobre a grade e ao lado encontrei uma caixa de fósforo, abri e peguei dezenas. - Vou precisar de bastante fogo pra aumentar a temperatura e fazer com que amoleça esses ferros. Assim fui raspando os fósforos na caixa um a um, jogando-os no carvão e cada um a mais o fogo aumentava sua intensidade. Até que quando percebi ser o suficiente me afastei e Mark reaparecia ao meu lado, ele não se cansava de me dar "sustos". - Está indo muito bem. Depois de amolecer precisará de lapidar, essa será a parte trabalhosa por causa dos detalhes. Assentia, guardava a ansiosidade dentro de mim e auto-afirmava. - Falta pouco para se tornar uma ferreira, vamos lá. Você já sabe bastante garota. Enquanto isso ele admirava o fogo e minuciosamente percebia que o metal estava começando a ficar mole. - Com o martelo e um prego para fixar ponto por ponto do metal, você vai lapidando. Começando pelo cano de tiro, tem de deixar circular e reto. Pra isso vá sempre contornando o metal na lapidação. Não é difícil, apenas trabalhoso. Aquilo tinha me deixado um pouco nervosa mas as chamas esquentavam o clima, de certa forma o aprendizado estava me fazendo se sentir muito mais capaz para ir adiante.

Passado uns 30 minutos coloquei um par de luvas que estava ao lado da churrasqueira e coloquei os metais amolecidos na mesa. Mark estava sendo muito bondoso pois quando eu fui procurar o martelo e o prego ele já estava em mãos, apenas me deu. - Comece! Com o martelo fui pegando o primeiro metal, sobrepus o prego e com o martelo bati, na ponta da barra até formar uma "curva". - Uma dica. Como você está batendo com a mão direita no prego, mantenha seu dedo indicador da mão esquerda bem firme no prego. Passa mais consistência. Uma falha minha pois não estava tão concentrado nessa firmeza e sim na forma que estava ficando o metal. - Obrigada! E assim continuei, apertando com meu dedo esquerdo o prego e moldando ponta a ponta formando esse círculo, sem perceber que estava aplicando força até demais.- Calma Hanna, não precisa descontar a raiva nessas batidas. Ele interrompia segurando meu braço direito ao qual batia com o martelo. - Faça isso com mais precisão apenas. Respirei fundo, reparei nas batidas em tentar deixa-las mais afiadas com batidas rápidas e não tão fortes. – Sim, esse é o caminho! Ao longo do tempo fui notando que estava pegando mais o jeito, a consistência do metal estava ficando mais dura nas partes que foram moldadas.. Passei mais 20 minutos terminando de moldar, precisando de substituir o prego duas vezes. Finalmente quando terminou Mark pegou aquele metal e olhou de perto. - Você foi bem, demorou um pouco como disse mas com a dica e a forma circular que você fez ficou bem reto. Perfeito pra bala correr aqui dentro quando disparada. Analisando pela forma que tenho executado essa moldagem, a carga de forja e mecânica do passado de certo modo pesou um pouco. Principalmente nesse quesito de modelação e consistência. Continuando, ele olhava a outra extremidade e dava uma ressalva. - Nessa parte precisa ser quando for recarregar e travar a arma, faça uma espécie de "alavanquinha" aqui. Assim peguei de volta o metal e fui moldando, deixando este lado com uma lasca superior e dando espaço ao cano, tornando assim flexível para recarregar e travar. Difícil nos detalhes, pois o espaço é pequeno e as batidas minuciosas, mas com os olhos atentos e as mãos firmes na batida terminava isso. - Esses pequenos detalhes você só vai ficar melhor com mais experiência, mas está no caminho senhorita Hanna.

Sem delongas ele pegava a outra barra e colocava a minha frente. - Agora precisa fazer a parte de trás, seja em diagonal ou para baixo. Você decide. Como tinha falado de ficar em diagonal anteriormente, seria mais legal fazer desse jeito para passar um ar mais "autêntico". Do mesmo jeito que a outra vez teria de lapidar, porém a forma seria diferente, isto é, em outra posição. Então em um ponto marcado bateria com o prego para fazer uma pequena curva, só que desta vez o metal inferior com uma leve envergadura iria pendendo para diagonal. - Auto-lá Hanna! Ele tocava no metal e o mesmo mexia tinindo. - No outro o cano era reto, então era fácil lapidar sem entortar. Nesse se você bater com muita força vai entortar demais. Cuidado. E com esse alerta em vez de bater tão forte como estava antes, batia com mais delicadeza para não envergar tanto, ajustando os cantos em diversas formas, com espaço longo para o ombro, numa curva em cima e embaixo e mantendo proporcional a um tamanho de um braço, rendendo mais meia hora. - Outra vez um bom trabalho. Você tá pegando o jeito! Com o mesmo metal em mãos ele continuava. - Você fez a parte do braço que apoia a arma, a inferior. Agora você precisa fazer a superior que é onde fica o gatilho e a parte que sustentará o cano. Deixava a madeira na mesa, ia a churrasqueira e pegava um pequeno pedaço de metal mole. - Lapide isto de uma forma circular.

Fazendo o mesmo procedimento de antes, mantendo o prego bem firme e com o martelo batendo mais forte não levou tanto tempo, afinal era um pequeno pedaço. Talvez 10 minutos. - Agora você precisa quebrar esse meio para que o gatilho seja feito. Use mesmo o martelo e dessa vez bata mais forte que o normal, sem a precisão de lapidar e sim de quebrar. Tipo isso. Ele pegava o martelo e prego da minha mão, apontava no centro do metal e batia com tanta força que meus olhos se arregalaram, porém um buraco tinha se formado e o mesmo estava começando a se fazer como um gatilho mesmo. Retomei os materiais, apontei no centro e bati algumas vezes com brutalidade os pontos ao lado do centro, quebrando um a um até que formou uma pequena lasca no centro e finalmente formou o gatilho. - Uauuu!! Só que ainda restava o resto da arma que sustentaria o cano, este que por sua vez moldava de um jeito preciso nas pontas, deixando bem reto rente ao cano e preciso na sua forma geométrica. - Estou ficando impressionado com sua habilidade com isso. E depois de quase 1 hora terminava essa parte, finalizando toda lapidação. - Agora é a mais simples, você terá que grudar o cano e o suporte abaixo dele. Pra isso grude as duas e derrame água fria pra refrigerar o metal, ai ele ficará rígido outra vez e firme como uma arma de fogo.

Procurei por uma pia e quando achei fui até ela, com cuidado nos metais deixei um sobre o outro e liguei a água fria no cano e no suporte, apenas a parte da alavanca que não enxaguei pois ali precisa ficar flexível. Nada como deixar esquentado e tornar essa parte menos firme. Atenciosa a cada minuto que passava pois percebia que o material ia ficando mais duro, mais pesado e mais firme. - Metal é algo difícil de trabalhar. Por sorte como já tenho algumas experiências em forja e mecânica, tive uma base pra manusear esse trabalho. E no tempo se perdia enquanto terminava com aquele trabalho, até que finalmente um grudou no outro e se formou um rifle. - Perfeito Hanna! Meus parabéns ... Ele voltava o olhar para a porta e se caminhava para lá, abrindo-a. - Tenho que voltar ao meu posto, mas estou muito feliz com seu progresso. Continue assim cabo Hanna! Sorria enquanto deixava o rifle na mesa. - Sim senhor!! E saía da sala batendo a porta.

Fim do aprendizado de Engenharia

Inicio da forja do Machado

Agora sozinha e mais antenada sobre diversos aspectos da ferraria, finalmente tinha tempo e mais visão do que fazer para aprimorar o machado. E para economizar tempo e saliva ao lado da mesa tinha um punhado de metais com desenhos, estritamente com linhas pretas e artísticas. - Maneiro! E já com meu machado em mãos reparava no que poderia servir de utilidade para frente e o que iria descartar, apesar de que eu nunca o usei em combate para saber como é a mobilidade dele. - Acho que uma troca de lâmina seria apropriada, mas ... Olhava para o metal mal formado para uma lâmina e a haste do meu atual. - Pelo visto tenho um trabalhinho pra fazer.. Já com as luvas em mãos pegava o machado e o pedaço de metal, deixando na churrasqueira, aquecendo outra vez. Dessa vez seria diferente pois precisava que amolecesse afim de tirar do machado e colocar uma nova, e através disso ir remodelando para um modelo meu.

Enquanto esquentava as partes pensava como poderia "redesenhar" este novo modelo. Nunca gostei de algo muito pesado ou que tivesse uma flexibilidade difícil, principalmente quando tem que se manusear, nesse caso o machado. Prefiro coisas mais práticas, ágeis e flexíveis. ~ É verdade ... Aquela vez o homem tinha um machado de duas cabeças. Relembrava quando fui libertada da escravidão, o homem que me salvou e ao qual usei sua arma para matar o malfeitor era um machado bom e rápido de se manusear. Um de duas cabeças. - Perfeito! Por mais que aquilo não fosse uma lembrança boa, algo de bom podia ter tirado daquilo. Uma arma, quem diria. Passado um certo tempo começava a notar a lâmina do machado e o pequeno pedaço de metal mais maleável, prontamente para serem usados. Removi os dois da churrasqueira e despejei na mesa. - Mãos a obra.

Com força fui mexendo na lâmina do machado de um lado para o outro, procurando achar algum jeito com que eu removesse ela. O tinido que a mesma fazia incomodava um pouco, ainda mais agora que está mole, mas deu pra relevar. Usando mais força do que o comum, além de mover para os lados tentei puxar para cima e ver se conseguia retirar aquilo, e ao longo de cada puxada percebia que estava ficando mais froxo. Repetindo isso dezenas de vezes e deixando pingar suor de tanta energia e força que depositava naquilo, finalmente tirava a lâmina. - Pra que ser tão difícil assim?! Deixava esta parte na mesa. Agora com a haste do machado puro, deixava livre para quando for colocar a outra parte na haste.

- Vamos usar o conhecimento do tio Mark. Dizia ironicamente e já preparando o martelo e os pregos. Trabalhando nas pontas do machado aplicava mais precisão e firmeza nas batidas, observando cada curva que o metal prateado ia se tornando. Apesar de ser algo bastante preciso e circular, depositava um pouco de força também, pois no rifle essa parte de circulo era completo e nesse eram apenas lados. Não uma circunferência completa. Então exige mais força para que o detalhe fica mais aparente. - PA PAPAPAPAPAPA PA! E o som das batidas no metal cada vez mais aumentava, dando a forma e consistência de uma lâmina. Executando de ponta a ponta e dos dois lados, formando o corte nos dois lados. - Primeira parte feita!

Agora olhava de uma perspectiva de cima novamente e reparava que precisava de deixar a parte central reto, assim conectando os dois lados e tornando-se como uma arma mesmo. Porém como o metal não está totalmente lapidado precisarei cortar esses dois "centros", nada melhor que usar um serrote e como apoio para deixar reto, uma régua grande. Procurei nas prateleiras ao lado estas coisas, revirando gaveta por gaveta até achar elas, além de uma espécie de "lança". - Poderia deixar isso no topo, enfeitaria ele. Antes de cortar o metal deixava este pequeno fragmento na churrasqueira aquecendo, enquanto começava meu trabalho. Assim peguei a régua e coloquei em cima do metal, medindo de ponta a ponta. Coloquei o serrote rente a régua e usando a força fui cortando de cima para baixo, indo com cuidado para não errar a reta e deixando as sobras sem utilidade de canto. - Nossa senhora! Que trabalho braçal mais pesado é esse. Resmungava e cortava. Fazendo isso ao lado oposto também e finalizando com mais de 1 hora de trabalho. - Acho que está saindo melhor do que eu esperava.

Terminado com isso, peguei a haste e juntei com a lâmina fazendo o mesmo procedimento com o rifle, não se esquecendo da decoração que está na churrasqueira. Juntei as partes, encaixei a lâmina na haste do machado aplicando pressão para não descolar tão fácil, e acrescentei no topo a "lança", não pondo tanta força por não ser algo que possa se descolar tão fácil quando encaixado. Fui na pia, despejei água fria afim de resfriar todo material, naturalmente as três partes foram se unificando e se tornando cada vez mais resistente. - Falta pouquinho para terminar! E levando mais meia hora, deixando a arma "de molho" finalmente retirei e toquei nas partes. - Perfeito, fixo como desejado. E para finalizar procuraria uma pedra para afiar o corte da lâmina, achando próximo ao rifle ao qual fiz com Mark. Peguei a pedra do tamanho da palma da mão e fiquei amolando a lâmina, usando a parte da frente e trás da pedra em ambos os lados mais de 30 vezes. Mas algo inesperado estava diante da mesa a qual estava usando desde quando Mark me ensinou sobre Engenharia, fico pensando como não tinha notado aquilo antes. Uma corrente aparentemente longa, não consigo distinguir no olhar quantos metros a mesma possui. - O que será que posso fazer com ela? Olhava por alguns minutos tentando bolar alguma ideia do que fazer.

- Já sei!! Bem que isso terá bastante utilidade nas lutas futuras. Empolgada recomeçava meu trabalho, retomando aquelas sobras dos metais que foram serrados e analisando-as com bastante cuidado. Faria com que elas se tornassem um bracelete afim de poder colocar no braço, para isso deveria começar a lapidar o metal em forma circular novamente. Com pregos afiados e o martelo fui batendo suavemente nas pontas com precisão, notando as curvas que iam se fazendo e para deixar mais firme dando leves toques com os dedos pra checar a consistência. Ao longo disso, lembrei de que teria que cortar o meio pois senão não teria como colocar em meu braço. Mirei no centro e depositando mais força do que antes bati e bati até formar pequenas rachaduras, e quando elas surgiram foquei as batidas nelas e com pressão o meio foi se criando e finalmente se tornando uma espécie de bracelete. - Ótimo! Agora preciso soldar o bracelete na ponta da corrente, e na outra soldar junto a haste do machado. Outra vez revirei as gavetas em busca de equipamento de solda, achando na primeira gaveta. Tomei e peguei o bracelete junto a corrente, colocando ambos os metais juntos e na parte a qual estão “grudadas” apliquei solda em volta. - Não posso passar apenas uma vez, precisa de ser mais. Soldei em volta mais 5 vezes, averiguando os materiais tentando puxar um contra o outro para sair mas bem colados. Assim peguei a haste do machado e a outra extremidade da corrente, grudando-as da mesma forma como antes e soldando com cuidado para não pegar meu dedo e dando diversas voltas na área que se colaria. Olhando-o com detalhes nos metais trabalhados, deixando o equipamento bem próximo a eles e mantendo-os bem rígidos para não ter nenhum deslize enquanto solda. Até finalmente concluir essas partes e deixar pronto um novo machado e bem diferente, entretanto por enquanto sem poder usar essa corrente pois não tenho treino com ela. E para testar a potência do dano que o machado possui, desferi um golpe de cima para baixo com o novo machado na mesa, abrindo um buraco relativamente médio. - Fechou!

Fim da forja do Machado

Suada e pegajosa saía da sala com meu novo machado na mão direita, completamente mais leve e flexível para manejar. ~ Aos poucos estamos indo bem. Andava com um sorriso independente se estava uma porca, claro, não vou querer abraçar ninguém assim se não vão reclamar. Deixando meus cabelos reluzindo nas minhas costas, provavelmente pelo suor, perambulava pelos corredores até ir ao convés. - Será que alguém vai falar alguma coisa quando ver essa coisinha nova? Olhava imaginando se Axell diria mais uma de suas "encheções de saco", quem sabe Tidus, a não, ele mal fala comigo. Hizy talvez não pois ele parece bem ausente de nós, falando nisso, será que ele está bem? Já Frisk ou qual nome tiver aquela coisa indelicada duvido que venha um elogio. Pode ser que Ray fale ou elogie, pelo menos espero! Isso não foi fácil de fazer.

No convés me deparo com várias cenas exóticas, primeiramente uma ilha esverdeada e que era formado por dois lados, melhor dizendo, Cactos. ~ Uauuu, que ilha incrível! Rapidamente ia à amurada e visualizava melhor ela, porém algo me chamava a atenção, isto é, Hizy. Quando aportamos na ilha o pequenino começou a dizer algumas coisas tanto quanto tocantes e surpreendentes pra nós, ao menos eu pensei que ele estava se divertindo conosco ou algo do tipo, mas sua decisão de seguir um rumo diferente ao nosso já estava tomada por ele. - Sério Hizy?! Indagaria com uma voz tremulenta, tentando evitar ao máximo de deixar cair lágrimas na frente do pessoal. Antes dele sair iria até ele e abaixaria. - Também sou muito grata de te conhecer seu fofo! Expressaria minha gratidão com um sorriso, por mais que ele fosse seguir o caminho dele eu não desejava nada de mal. Pelo contrário, apenas o bem e muito mais, até porque o carinho e amizade que criei com esse nânico foi demais.

- Antes de você partir eu quero que você lembre bem disso. Pausava e respirava, organizando os pensamentos para continuar. - Num futuro próximo espero que esteja bem conhecido, realizado e feliz entendeu?! Se eu te achar em algum lugar vou te encher de abraços! E por fim daria um abraço nele com todas as forças. - Por favor!! Se cuida Hizy. Ainda no abraço dizia para ele esperando que ele sentisse bem e lembrado por mim, independente onde ele estiver. Após isso me afastaria e sairia dali de perto sem olhar para trás, não queria vê-lo partindo pois assim derramaria um rio de lágrimas.

Agora andando pelo convés e com mais confiança procurava por Ray, mas uma aparição desconfortável surgia ao meu lado. - Ha~nna~-san~~! - O garoto celestial se aproximava e algo me dizia que seria mais um daqueles episódios. - Eu queria explicar uma ou duas coisas pra você. Se importa? Confirmaria com a cabeça porém deixaria ele continuar. - Eu sabia do seu "outro lado" por dois motivos. Primeiro porque eu lutei junto daquela moça na guerra. E segundo porque eu e o Frisk temos o mesmo problema. E eu não menti quando disse que gostava mais da outra Hanna-san. Eu adoro gente que gosta de lutar. Então se quiser descontar a raiva em mim, vá em frente. Mas eu peço pra que você não faça isso com o Frisk. Ele não tem nada haver com isso. Toda aquilo que ele dizia sobre minha segunda personalidade era verdade, no entanto não era precisamente isso que me deixava nos nervos e sim o fato dele vir conversar abertamente comigo sobre isso. Mal o conheço e ele já sabe que não gostei da sua atitude irritante de antes, isso estava me fazendo perder a paciência cada vez mais. Sua indelicadeza era ridícula. Ele me olhava sério e eu retribuía da mesma forma, levantando um pouco da cabeça para cima com um ar de desdém e por dentro me corroendo de raiva.

- Ah, e outra coisa. Eu não gosto de como você esconde isso. Talvez seja porque eu também sou esse "outro lado" do Frisk, mas... Ele pausava e olhava pro resto do grupo. ...por que você não cria coragem igual a ele e aceita "ela"? Tenho certeza de que vai deixar as coisas mais fáceis pra vocês duas. E além disso, eles são seus amigos, não são? Não acha que eles merecem saber disso? Isso foi o ápice, ou seja, explodi. - Garoto ... Abaixaria a cabeça em direção a ele e se aproximaria com bastante rapidez, minha alteração seria nítida. - POR ACASO EU PEDI A MERDA DA SUA OPINIÃO?! Continuaria olhando-o fixamente nos seus olhos. - Eu não me importo com você pra gostar, nem quero que você goste de mim. A única coisa que você está servindo no momento é pra falar merda atrás de merda, encheção de saco atrás de encheção de saco. V-O-C-Ê-É-E-S-C-R-O-T-O!! Afirmaria com muita ênfase nessas últimas palavras deixando claro meu repúdio por tudo dessas últimas coisas que ele fez e disse.

- Mas quer falar do meu outro lado?! SINCERAMENTE ... Aguardaria recuperar mais força para continuar jogando a real pra ele. - TENHO SIM! MAS NÃO VOU PRECISAR DELA PARA LUTAR AGORA, JÁ QUE É ISSO QUE VOCÊ GOSTA. Completamente sem noção do que estava acontecendo ao meu redor por realmente ter explodido com aquele garoto, recuava minha cabeça, girava o machado na mão direita testando uma última vez antes de ataca-lo e apontava para sua testa. - NÃO É LUTA QUE VOCÊ GOSTA????? Perguntaria uma última vez com a lâmina apontando contra sua testa sem o menor medo do que poderia vir, pela primeira vez, pondo pressão com o machado. ~ É SANGUE QUE ELE GOSTA, ENTÃO DEIXA ELE PROVAR PELO PRÓPRIO.

Por mais que eu não goste de violência sei que às vezes é preciso, principalmente no grupo de revolucionários. Mas agora é diferente disso, não é pela vontade de lutar ou machucar e ver sangue, muito pelo contrário, é simplesmente porque esse jovem passou dos limites, tocou num ponto em que não é muito bem-vindo por mim pois é meu oposto e por cima me jogando contra meus companheiros. Não é assim que funciona e nem funcionará, só não falei nada disso por enquanto pois preciso do momento e confiança certa. Por isso, absorta da minha normalidade e entrando no estágio de explosão maior ainda desferiria um corte na testa daquele menino encapetado, sem exitar nenhum pouco. E para finalizar com ele acrescentaria. - Espero que o seu outro lado compreenda o que fiz, porque pra você eu não vou pedir desculpas mesmo! Assim sairia dali e iria para um lugar afastado da maioria, sem ninguém me olhando feio ou achando coisas como esse babaca já achou. ~ Preciso falar disso logo com meus amigos. Depois de agora ... Espero que eles me compreendam.

Histórico de Hanna/Lavínia:
 

Rifle:
 

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: A ascensão da Red Legion. Desafio no farol!   A ascensão da Red Legion. Desafio no farol! - Página 18 EmptyTer 28 Jun 2016, 14:59

~~ Narração ~~


Após ter recebido os efeitos colaterais, Tidus e Axell já se sentiam melhor, seus corpos moviam-se como desejavam, porém, ainda sim a força máxima não era possível se usar pelo menos momentaneamente. Tidus estava prestes a sair do quarto, mas antes fez um trocadilho com seu irmão, referente a gostosa da irmã de Asui, é literalmente irmãs totosas. O espadachim de madeixas azulados, meio boiola, refletia sobre suas ações e erros, tudo aquilo era um aprendizado e sua personalidade madura fazia-o perceber sua própria evolução enquanto caminhava até o arsenal do navio. Após uma olhada no local, Tidus tinha como foco espadas ou katanas, apesar dos vários tipos muitas estavam enferrujadas ou não amoladas. Tidus havia pegado uma espada de dois gumes, diferente da katana essa era um pouco mais pesada, porém com ambos os lados afiados, era uma excelente arma para luta.

Enquanto o Belmont mais velho divertia-se naquele parque de diversões, apenas mudando brinquedos por lâminas, Axell vestia-se e saia do quarto médico que por sinal ironizava dizendo ser seu quarto. O espadachim acrobata seguia rumo a superfície do navio. Enquanto Tidus demonstrava estar extasiado na sala de armamento e Axell dirigia até a superfície do navio, Raymond estava na sala do comandante bebendo um bom uísque para desestressar após tantos conflitos. Porém o comandante não tinha trazido o ruivo apenas para beber e elogiá-lo, havia trazido para tocar num assunto um pouco mais delicado. – Raymond-kun? Mark profere o nome do ruivo bengaludo, enquanto servia mais um copo de uísque para ele e para Ray, o velhote tomava um shoot no copo, mostrando ser velho, porém resistente. – Já algum tempo ando avaliando os integrantes a bordo, tirando Elizabelo! Para saber qual membro seria o mais adepto a missão especial que darei. Digo missão especial, pois ela requer certo nível de inocência, pelo menos para que nossos inimigos possam levar bem a sério. Precisamos de um infiltrado direto, que possa nos passar informações! Existem apenas duas pessoas que se encaixariam nessa missão... primeiro o Frisk e segundo o Hizy! Nossos inimigos desconfiaram de qualquer um, mas acredito que uma criança talvez eles não desconfiem tanto. Nesse ponto eu estava em duvidas de qual deles mandar, mas Frisk possui uma desvantagem... sua raça chamaria atenção demais. Apesar de Hizy possuir um coração bom, possuí um carisma muito bom, isso ajudará na convicção da missão em si. Nessa missão que darei ao Hizy, ele tentara entrar no grupo de caçadores da ilha, para assim obter informações para nós! Queria que você compreendesse o motivo de eu mandar ele, apesar de tudo é uma criança, mas é exatamente por isso que teríamos a vantagem. Mark servia mais um copo e tomava após esclarecer outra parte do plano, porém apenas para o ruivo.

Enquanto Raymond tinha uma proza com seu superior, Frisk e Hizy também dialogavam sobre suas metas e ambições. Porém Hizy recebia palavras divergentes, não era Frisk naquele corpo, mas sim Chara... como sempre ousado e baderneiro. Hizy saia do local e ia em direção as pessoas que estavam próximas, começava a pronunciar sobre o prazer de ter conhecido todos e sobre seus desejos também. Axell já estava na superfície e escutava entregando uma faca para o garoto. Alguns não ouvirem as falas do jovem Hizy, pois estavam em suas determinadas situações, como Tidus por exemplo! Havia achado a pirata Asui sentada na borda do navio, parecia meio triste, provavelmente por ter perdido seu navio e membros da tripulação. Apesar da face depressiva da jovem, o garanhão apenas com algumas palavras para a mulher, fez ela rir por alguns instantes, provavelmente pelo fato de Tidus fazer trocadilhos sobre ter sido salvo. O duque começava a dialogar com a jovem, suas falas faziam sentido e cativavam a atenção da pirata, até que surpreendentemente ela é puxada com carinho pela palma de sua mão. Tidus estava prestes a beijar a garota, seus lábios estavam prestes a chocarem-se com os lábios de Asui até que uma porrada em cima de sua cabeça estragou o momento. – Pervertidus! Irmã... você é muito puta mesmo, beija qualquer um, chupa qualquer um e dá para qualquer um! Por favor se contenha. Não sabemos quem eles são de verdade! Inoe falava deixando um galo na cabeça de Tidus enquanto o espadachim percebia o olhar ameaçador da irmã, talvez as falas dela fossem apenas para afastar o revolucionário ou talvez não. - I-Irmã... eu não sei do que você está falando! Asui responde mostrando suas bochechas a rosadas e ao mesmo tempo cruzando os braços.


Enquanto Tidus recebia um empata foda da irmã mais nova de Asui, Frisk e hizy trocavam mexas de cabelos para lembrarem um do outro, quem sabe num futuro próximo não seria famoso e pudessem a lembrar um do outro! Passavam-se alguns momentos e o comandante Mark dizia para Ray. – Parece que a bebida terminou... irei pegar mais uma garrafa, chama Hizy enquanto isso! Mark profere ao sair da sala e seguir em direção a cozinha, porém é chamado por Hanna, pois a jovem precisava de um auxílio. Algumas horas passavam-se, e Hanna vinha até superfície e dava de cara com Frisk ou melhor Chara lhe chamando, o velhote Mark estava ao lado da garota e Raymond estava alguns metros.  O garoto celestial começava a dialogar com a garota de maneira estranha e logo uma discussão surge. – Realmente, foi uma boa ideia pensar em Frisk para essa missão! Mark profere em um tom baixo até arrumar seus óculos e pegar pela orelha de Chara. – Calma, calma Frisk-kun... você deve estar passando por uma fase de estres muito grande, é melhor você dormir! Mark levantavam o jovem celestial pela orelha o proferia com um olhar penetrante até soltar o garoto e jogá-lo em direção a escadearia. – Essas crianças.... Ele argumenta ao balançar a cabeça. Chara estava com a orelha ardia por ter sido levantado pelo comandante e agora estava dentro do convés, por sorte Mark apenas tinha lhe dado um aviso.

Ray havia trazido Hizy e Mark proferia para o garoto. – Hizy-kun... eu conversei com Raymond-kun referente a uma missão especial para você, pois sua desvantagem de idade será nossa vantagem de idade! Hohohoho. Você irá se infiltrar em um dos clãs de caçadores, para nos passar informações sobre os acontecimentos da ilha e sobre os agentes que estão torturando nossos aliados. Eu sei que você ainda é novo, mas acredito em seu potencial, eu também era novo quando entrei para a revolução, tinha 5 anos apenas... mas isso foi a muito tempo e o meu superior confiou em mim assim como confio em você! Mark dialogava como sempre, talvez sua idade tivesse afetando, pois nunca acertava a sua idade de alistamento. – Hizy você precisará ir até o bar dos caçadores, basta obter informações... apenas isso! Lhe desejo sorte. Mark terminava de falar ao colocar a mão no ombro do garoto. Em seguida após despedir-se o garotinho dirigia-se até o centro da cidade.

O navio havia atracado em um porto velho, quase em ruinas, já a muito tempo não usavam ele pela instabilidade que as madeiras tinham, porém era um bom local para atracar. Apesar dos diversos conflitos, brigas, lutas, dores, risadas e alegria! Todos haviam crescido tanto mentalmente como fisicamente, Raymond havia ganhado um certo nível em liderar, apesar das situações penosas, foram elas que lhe permitiram dominar tal arte e garantir uma liderança mais poderosa num futuro próximo. Tidus apesar de receber dores e também de ver seus companheiros em agonia, se não tivesse tal sensação jamais dominaria a arte de tratamento e assim garantir um cuidado médico mais vantajoso num futuro próximo. Axell apesar de suas brincadeiras bobas e de suas piadas engraçadas, sua determinação em ajudar o grupo e em querer tornar-se mais forte, cultivaram um desejo mais ambicioso e isso num futuro próximo lhe daria forças para continuar sua jornada. Hanna apesar de ser uma donzela bruta e estar sempre reclamando, jamais desistiu ou deu o braço a torcer... é de fato uma garota muito forte, falo fisicamente, seus bíceps apesar de serem pequenos, possuem fibras inquebráveis assim como sua alma, firme e forte. Frisk mesmo sendo um ótimo garoto, educado e entusiasmado demonstrou um outro lado mais brincalhão e destemido, mesmo sendo uma desvantagem, se soubesse lidar com ela, futuramente pode transformar em uma arma poderosa. Hizy mesmo sendo uma criança muito alegre, obteve momentos infortúnios, lagrimas percorreram seu rosto, porém eram lagrimas evolutivas, mudando aos poucos as características mentais do moleque. Num futuro próximo com certeza ele seria uma ameaça para muitos.



Aventura Finalizada

Avaliação da Red Legion:
 

OFF:
 

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~Fala / Narração

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