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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptySeg 14 Mar 2016, 18:19

Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Francis. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptySeg 14 Mar 2016, 20:59


Primeiros Passos e Perdidas Peças


A minha caminhada pelas ruas de Shells Town prosseguiria. Os passos eram calmos e serenos, como se nada no mundo pudesse perturbar aquela psicológica paz. Os loiros fios de cabelo possuídos por mim, balançariam como as pétalas de uma orquídea ao encontrar-se com o vento. Uma certa beleza perseguiria-me, tanto fisicamente como mentalmente. No entanto, paz, beleza e serenidade não era a única coisa que eu reconhecia. Várias camadas de escuridão escondiam-se, enterradas nas profundas zonas da minha mente, criadas pelo passado histórico da minha vida. Ah, a minha vida, que mais parecia um puzzle de crianças. Sim, aqueles puzzles que metade das peças já foram perdidas. E as perdidas peças do puzzle seriam memórias que o meu cérebro recusava aceitar e lembrar. O assassinato dos meus amados, o sequestro da infantil versão da minha pessoa... Tudo isso seriam memórias que o meu consciente havia negado aceitar como realidade, e graças a esse facto estaria eu aqui.

Caminhando, com um definitivo destino, mas sem saber o motivo para tal. Seguindo a sede e a necessidade de alimentar o seu ódio por piratas, sem saber o motivo. Eu continuaria com os meus serenos passos e o meu calmo temperamento, procurando o menor sinal de vida de um pirata, procurando a menor pista que existisse de pirataria ao meu alcance. Desde placares de piratas procurados, até rumores que passavam pela cidade. Os meus azuis olhos manteriam-se bem abertos e a minha audição encontraria-se igualmente alerta a qualquer informação útil. Eu ainda não entendia o porquê daquele platónico sentimento apoderar-se de mim, mas com certeza pretendia descobrir! E, naquela precisa situação, aparentava só existir uma maneira de obter respostas para as minhas questões; Com certeza a única opção era encarar a minha possessiva sede pela posse de piratas na palma da minha mão, alimentando essa sede e chegando ao meu próprio limite!

Bares, restaurantes, cafés, lojas e todos os locais públicos que se deparassem à minha frente, eu adentraria. Observando e pescando por informações, procurando pela minha sorte de encontrar placares de procurados ou informações de iscas desejadas para a minha pessoa. A única coisa que me salvaria de aparentar suspeito para os demais cidadões, seria o meu visível relaxe e a minha pacífica aura. Seria provável até eu ser reconhecido por alguns dos cidadões que por ali passavam. Afinal, a maior parte da minha vida havia ocorrido nesta ilha. Mas o principal motivo seria a grande conexão entre mim e o Capitão Sora da marinha; O homem que fez o papel de pai para mim, após a morte da minha verdadeira família. Sora era reconhecido pela vizinhança inteira de Shells Town pelos seus actos heróicos, algo que eu me orgulhava. No entanto, ele havia partido à um longo tempo para Grand Line.

Sora era um dos grandes motivos para eu ser a pessoa que era hoje. Para eu obter tanta bondade em minha alma e vontade em ajudar os que necessitam. Sendo assim, eu me questionaria, de novo... Como podia alguém tão pacífico e sereno, obter um sentimento tão forte e negativo como aquele, dentro de si? O que havia causado todo aquele imperdoável ódio e porque será que faltavam grandes pedaços de memórias em minha mente? Almejava respostas! Almejava o resto das peças do puzzle que era a minha vida.

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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptyTer 15 Mar 2016, 23:20

A noite estava tranquila e as estrelas brilhavam no céu de Shells Town. Podia-se sentir uma leve brisa acariciando o rosto de quem quer que caminhasse pela cidade. Havia escurecido há pouco tempo, e já tinha uma movimentação considerável. Várias pessoas iam e vinham, cada uma preocupada com suas necessidades. Alguns pais brincavam com seus filhos nas praças, rapazes e moças caminhavam de mãos dadas. Um deles até apontava para o céu, provavelmente tentando conquistar a bela ao seu lado em um momento romântico. As casas estavam alumiadas e podia-se ouvir risos e gritos. Na penumbra da janela, era possível ver uma família reunida em volta da mesa, se preparando para a refeição.

Dentre os transeuntes havia um que se destacava por seu porte e beleza - Francis Van Fredriksen. Por onde quer que o rapaz passasse, atraía a atenção de todos. os que vinham de frente se demoravam longamente em seus olhos azuis. Pareciam haver neles algo que cativava as pessoas. Ao passar por determinado grupo de garotas elas sorriam e conversavam baixinho entre si, sempre olhando e desviando os olhos dele rapidamente.

Mais adiante, a rua seguia por um longo caminho até se perder de vista na escuridão. Ela cruzava com pelo menos outras três que, no momento, tinham o destino incerto. Em uma dessas encruzilhadas, ao lado direito, na mais distante delas, um homem alto segurava a  camisa de um outro menor, que parecia assustado. Este ouvia do seu opressor palavras que eram indistinguíveis por conta distância, mas que demonstravam uma agressão ferrenha. O mais forte cerrou os punhos e acertou a face esquerda do menor, fazendo-o cair no chão. Pegou-o novamente e despejou outra enxurrada de palavras nada agradáveis.

Um pouco mais perto, a cerca de 100 metros, havia uma construção chamativa, contendo uma placa iluminada por duas lamparinas, que dizia: "Loja de Armas do Nestor". Podia-se ver duas pessoas conversando na frente do edifício, uma com uma espada embainhada, segurando-a com as duas mãos e falando algo para a outra pessoa. Um outro colocava umas botas semi-novas, as apertava e dava umas piruetas no ar. Parecia bem feliz. A seguir, saiu correndo e desapareceu no meio da noite.

Um pouco mais perto dele, a uns cinquenta metros, havia uma taverna de tamanho mediano, onde via-se parcialmente as pessoas de dentro, bebendo e dando risadas. Na frente desta um garota de de cerca de vinte anos, com roupas atraentes e cabelo solto estava de saída quando um homem bêbado a puxou pela cintura e a forçou a entrar novamente. Ele tinha cerca de dois metros e meio de altura e era de um porte musculoso de forma assustadora.

- Não fuja, minha florzinha linda!! Você ainda não se resolveu com papai aqui! HAHAHAHAHA - A garota resistia e se debatia nas mãos do tarado. Parecia inútil, até que ela mordeu seu braço fortemente, o que fez com que ele a soltasse por um tempo, para então pegá-la novamente e esbofeteá-la no rosto.

- Sua maldita! O que pensa que está fazendo? Agora, vou lhe ensinar a ter bons modos! - ele a pôs nos ombros e levou de volta para dentro da taverna, desaparecendo emmeio às gargalhadas e gritarias.


Homem forte:
 

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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptySab 19 Mar 2016, 12:50


Dolorosas Prioridades da Vida


Existem momentos na vida em que uma pessoa precisará de criar as suas prioridades, por mais difícil que seja dividir as suas opções dependendo da importância das tais. Aquele preciso momento aparentava ser uma dessas fases da vida; criar prioridades! Eu, sendo apenas uma pessoa e não duas, era capaz de estar em apenas um local ao mesmo tempo. Com esses factos mantidos em mente, o que fazer quando dois vulneráveis seres estão, ao mesmo tempo, desesperadamente em necessidade de auxílio? Como poderia eu permitir que um assustado rapaz fosse agredido por alguém completamente fora do seu porte, bem perante os meus olhos? No entanto, eu obtendo o instinto de cavalheirismo que me havia sido ensinado, como seria capaz de ignorar aquela mulher com um destino incerto? Um incerto destino, porém, definitivamente não muito bonito.

Não! Eu não poderia escolher entre ambas as inocentes vítimas. Não fazia parte de mim deixar algum daqueles acontecimentos passar por mim. A sorte grande havia calhado àquele assustado homem e mulher, pois Francis Van Fedriksen era o homem que iria salvar ambos!

As minhas próximas acções teriam de ser bem calculadas, visto que o homem que havia adentrado a taverna com a mulher, obtinha uma altura e uns músculos completamente fora do meu alcance. Digamos apenas que, eu provavelmente não o venceria em um jogo de braço de ferro. No entanto, apesar da aparência assustadora daquele homem, ainda existiam boas vantagens para o meu lado. Uma dessas vantagens era o facto de ele estar provavelmente bêbado e então fora das capacidades de usar a sua máxima força, o seu máximo foco e as suas verdadeiras habilidades, algo que eu estaria capaz de fazer. Mesmo com essas vantagens, não seria completamente seguro entrar em uma decidida luta de rua com aquele homem, então eu decidiria estrategicamente usar a minha inteligência e manipular todos em minha volta para atingir o meu objectivo.

Primeira etapa do meu talvez ingénuo plano; chamar a atenção do ignorante homem que agredia o assustado e inferior rapaz. Para não acordar a cidade inteira, eu correria  para alcançar uma distancia mais próxima da zona agressiva. Uma distância próxima o suficiente para o homem poder ouvir as palavras que sairiam da minha boca, mas longe o suficiente para poder correr assim que precisar (por volta de 10 metros). ― HEY VOCÊ! Que tristeza, será que você é assim tão fraco que não pode lutar com alguém à sua altura? Venha seu cobarde, ou será que têm medinho? ― As minhas palavras, o meu tom de voz e cada movimento meu, dirigiria-se à tentativa de provocação ao homem. O meu objectivo era atraí-lo para longe do rapaz, capacitando a vítima de fugir. Eu não poderia demorar, o meu verdadeiro plano não era lutar com ele, mas apenas afastá-lo do local. Afinal, a cada segundo que eu gastava naquela situação, era o segundo a mais que a mulher sofria nos braços de bêbedos dentro de uma taverna. Caso o homem não viesse logo de seguida, eu continuaria com as provocações, tentando chegar ao limite dele. Provocações como fazer movimento de choro com as mãos, como se limpando as lágrimas de imaginação, imitando um bebé medroso (ou imitando ele).

Se o meu plano percorresse como planeado, o homem se dirigiria a mim e era então que eu começaria a correr em direção à taverna. Por sorte, a minha velocidade no geral era agradavelmente acelerada. Sendo assim, eu teria uma boa chance de conseguir alcançar à taverna antes de o homem me alcançar. Caso ele conseguisse chegar a mim, eu estaria pronto para me proteger, sendo a minha maior vantagem os meus pés e o meu Taekwondo. No entanto, o meu foco se manteria sempre em apenas fugir e me apressar para a taverna. Se eu alcançasse a taverna, eu adentraria com expectativas de me deparar com vários homens bêbados e idiotas. Uma coisa boa sobre pessoas bêbadas era que elas eram fáceis de manipular! E era precisamente esse o plano. Eu tentaria passar pelos bêbados até chegar ao possível bar da taverna, onde a magia acontecia, o coração da taverna. Sem hesitar, começaria a subir ao bar, chamando possivelmente a atenção de vários que estivessem em minha volta. Estando, com os meus 180cm, levantado em cima do bar, eu deixaria certas palavras saírem da minha boca que com certeza chamariam automaticamente a atenção e a ansiedade de cada homem situado no local.

BOA NOITE MEU CARO POVO! A PRÓXIMA RODADA ESTARÁ POR MINHA CONTA!

Qual é a coisa que uma pessoa bêbada almeja acima de tudo o resto? A resposta é óbvia: MAIS ÁLCOOL! Cada passo feito por mim estava pensado mais que uma vez. Como é óbvio, as probabilidades de eu conseguir derrotar dois homens ao mesmo tempo eram baixas, sendo que um deles era um homem alto, musculoso e forte. Sendo assim, eu iria fazer com que as pessoas à minha volta fizessem todo o trabalho por mim. ― É UMA NOITE LINDA, NÃO CONCORDAM? Infelizmente tive de me deparar com aquele homem criando treta com alguém BEM MENOR E INFERIOR a ele. O nosso caro amigo está desesperado para descobrir o que é uma VERDADEIRA LUTA com alguém à altura dele. QUEM QUER ESCLARECER PARA ELE?! WOHOOOOO

Eu falaria sobre o homem que eu havia atraído para a taverna, apontando para ele para que todos soubessem quem ele era. Eu obtinha um óptimo ponto de vista sobre a taverna, estando em cima do bar, esta era uma maravilhosa oportunidade para observar para detalhe dela. Que tipo de pessoas frequentavam ela? Homens forte ou fracos e idiotas? Bandidos ou simplesmente pessoas miseráveis afundando os seus problemas em álcool? Qual era a situação da pobre mulher naquele preciso momento e que tipo de autoridade obtinha aquele homem grande sobre as pessoas à sua volta? Na minha mente passavam questões sobre as possibilidades de tornar aqueles bêbados homens contra o brutamontes. Mas claro que isso se tornaria bastante difícil caso ele fosse algum tipo de líder entre aquelas zonas. Eu procuraria entradas na tavernas, portas e estudaria o edifício para ajudar o futuro eu. Eu teria de estar preparado para qualquer situação, visto que naquele preciso momento eu estaria com todos os holofotes mirados em mim. O que eu poderia usar como arma? Haviam copos com bebidas ao meu alcance? Haviam instrumentos musicais no local? Talvez eu pudesse usar a minha paixão por artes para me ajudar na minha situação.

Após as minhas animadas falas cheias de energia, eu desceria do bar mantendo em mente que as coisas estariam possivelmente prestes a tornarem-se bem intensas e em uma total bagunça. Oferendo bebidas aos homens havia sido uma forma de conquistar a confiança deles. Quem sabe, talvez eu conseguiria criar laços com o homem alto e musculoso e me beneficiar de tal. Caso ele fosse um bandido, isto seria algo óptimo para mim: Infiltraria-me na criminalidade dele e então acabaria com ele, com todas as suas possessões e com todo o seu bando.

Se por algum motivo alguém se tornasse contra mim, eu teria de fugir devida à quantidade de inimigos que eu estaria criando. Se eu tivesse de lutar contra todos aqueles homens, com certeza eu poderia automaticamente me considerar um homem morto. Ao fugir eu tentaria encontrar alguma entrada na taverna, algumas escadas, qualquer lugar. Se possível eu me trancaria nessa entrada e fugiria caso se encontrasse alguma janela no local.

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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptySeg 21 Mar 2016, 14:07

Francis parecia atento à movimentação agitada da rua, e se mostrava a ponderar a respeito do que fazer. Duas pessoas precisavam de sua ajuda. Quem sabe até mais. Parecia especialmente atento àquele que se encontrava mais distante. De repente, com uma velocidade incrível ele se dirigiu ao homem que agredia, provocando-o:

- HEY VOCÊ! Que tristeza, será que você é assim tão fraco que não pode lutar com alguém à sua altura? Venha seu cobarde, ou será que têm medinho?

As palavras soaram como um desafio ao valentão que, ao tentar decifrar de onde viera a voz, se deparou com um jovem alto e magro, fazendo cara de choro, como se o chamasse de bebê de chorão. Ele deu mais um soco no rapaz agredido, desmaiando-o, como se dissesse "me aguarde, que depois eu termino com você". Ele começou a andar na direção do provocador, o qual continuava a fazer suas caretas e então a correr. Sua incrível aceleração pareceu não surpreender o homem, que se dirigia a ele calmamente.

Van Fredriksen entrou no bar e pareceu observar o local. Era bem maior do que se podia ver do lado de fora. No começo, onde ele se encontrava, havia uma escadaria que levava a uma área mais baixa - a parte central da construção. Nesta, as mesas redondas estavam dispostas em quatro blocos, dois de cada lado entre os quais havia corredores em que se encontravam mulheres com roupas peculiares e de pranchetas em mãos, provavelmente anotando os pedidos dos clientes. No meio, havia um corredor central e mais largo. As pessoas presentes bebiam e conversavam em alta voz. Alguns tinham barris completos de cerveja em cima da mesa, fazendo competições de quem bebia mais. Outros seguravam as camisas de seus companheiros, agredindo-se verbalmente. O público era diverso, entre homens e mulheres, mas algo neles chamava a atenção. Trinta por cento deles possuía cerca de três metros de altura, alguns dos quais se demonstravam mau encarados e fortes. Dentre estes, uma mulher chamava a atenção. Tinha 3,10 metros, de pele escura, cabelos negros e lisos e com os olhos bem claros, em um cinza tempestuoso, capaz de intimidar qualquer um que ousasse encará-la. Ela sentava-se relaxada, com as pernas cruzadas debaixo da mesa.

Ao fundo, existia um balcão, em que um homem de 3,70 metros estava sentado observando atentamente o local. Ele tinha um bigode cheio e usava um chapéu com abas largas, em cuja penumbra seus olhos se escondiam. Parecia forte o bastante para conter a maioria das confusões que ali se instalassem. Atrás deste, havia um armário bem largo, com prateleiras em que se encontravam pratos, copos e, bem no centro, algumas garrafas de bebidas. Um pouco ao lado, uma pilha de maços de cigarro. Nas laterais do bar, existiam alguns quartos, dentre os quais os banheiros masculino e feminino, um de cada lado. O teto tinha o formato triangular e não era forrado. Podiam-se ver as vigas que o sustinham. Existiam cerca de seis delas, e umas duas cordas que delas pendiam. Entre uma e outra, havia uma madeira que poderia servir de ponte. Bem ao centro, pendia um castiçal de lamparinas que parecia ser a maior fonte de luz do estabelecimento, embora não fosse a única. O homem com a garota nas costas se parecia se dirigir a um dos quartos. Ela se debatia e chorava. De repente, Francis se vez ouvir:

- BOA NOITE MEU CARO POVO! A PRÓXIMA RODADA ESTARÁ POR MINHA CONTA! - sua voz ecoou pelo local, chamando a atenção de quase todos. A maioria dos olhares se voltou para ele. A mulher de olhos cinza o encarava, com uma expressão fechada, indiferente. Houve silêncio por um tempo, até que alguém gritou:

- HAHAHAHA!!! Então comece por mim, meu caro - Ele era um dos trinta por cento mais altos, e tinha um abarba cheia. No outro extremo, outro gritou:

- Eu também quero!! E ainda outro, que não parecia muito convencido:

- E como é que você vai pagar pra todo mundo? Por acaso é filho de paizinho rico? HAHAHA - houve risada geral.

O que tinha falado primeiro se dirigiu a uma das serventes com pranchetas e lhe disse:

- Hey, meu bebê. Me traga um barril de cerveja e ponha da conta do meu amiguinho Ali. Ande, não demore. - a moça começou a anotar e se dirigir ao balcão.

Não muito tempo depois, o homem a quem Francis tinha provocado antes de adentrar a taverna apareceu atrás dele.

- É UMA NOITE LINDA, NÃO CONCORDAM? Infelizmente tive de me deparar com aquele homem criando treta com alguém BEM MENOR E INFERIOR a ele. O nosso caro amigo está desesperado para descobrir o que é uma VERDADEIRA LUTA com alguém à altura dele. QUEM QUER ESCLARECER PARA ELE?! WOHOOOOO

Mas a sua proposição, embora tenha chamado a atenção por um momento, pareceu não fazer tanto efeito como desejado. O homem atrás de Van Fredriksen se dirigiu às pessoas no bar:

- Estão olhando o quê, seus imbecis?! Andem logo e acabem com ele - As pessoas permaneciam imóveis. - Você!! - Ele apontou para um dos grandões, que parecia assustado - Venha aqui e dê um soco nesse moleque! - o homem continuava parado - Agora!! - Tremendo, ele se levantava aos poucos e se dirigia para o meio do local, em direção ao corredor do meio. Enquanto isso, A mulher de olhos cinza se levantou, e o que parecia ser o dono do bar repetiu o gesto. O homem de 2,5 metros que agredira a moça na saída parecia indiferente e sua mão já encostava a maçaneta da porta do quarto. Algumas pessoas começavam a tomar suas bebidas discretamente, tentado ignorar a situação. O que Francis faria?


Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptyQui 24 Mar 2016, 10:27


Apostando nos Instintos!


Até agora, tudo estava a correr como planeado. Um rapaz havia sido salvo de uma surra com um fim indefinido, apesar de ter acabado desmaiado. Com certeza a felicidade iria apoderar-se daquele humano assim que ele acordasse, sozinho, sem ninguém para lhe causar dor, ou pelo menos era isso que eu esperava. O agressor havia me seguido, como planeado, e estaria agora ocupado durante algum tempo, com um homem fora do normal a caminho de lhe oferecer o mesmo fruto que ele havia entregue ao pobre e desmaiado rapaz, dor. A minha oferta de mostrar ao homem o que uma verdadeira luta era, não havia chamado tanta atenção como as minhas previas citações. Na verdade, eu via tal facto como sorte. Assistir frequentadores de uma taverna inteira, agredir um só homem não era de forma alguma a minha intenção. Eu acreditava na bondade, acreditava no escondido bem dentro do mal, na luz dentro da escuridão, na esperança entre o desespero. Em outras palavras, eu não acreditava em pessoas más. Do meu ponto de vista, todos os seres vivos eram capazes de serem salvos da consumidora escuridão que havia se apoderado deles. Eles apenas necessitavam de uma luz forte o suficiente para os trazer de volta.

Então ali estaria eu, a descer do balcão. O clima aparentaria tenso aos meus olhos, após o demande do homem que se encontrava atrás de mim. Uh-hou! Parece que o espectáculo havia chegado ao fim. Talvez o motivo para o demande de me atacar seria para certificarem o pagamento de todas aquelas bebidas que eu haveria colocado "na minha conta", ou talvez eles quisessem acabar com aquele desconhecido loiro que adentrava a taverna deles como se fosse alguma celebridade. O mais provável era que aquele homem, o agressor, fazia parte da convivência regular daquela taverna e era um deles. A infeliz verdade era que eu não sabia o motivo para as duas pessoas mais assustadoras da taverna se levantarem ao mesmo tempo. Uma coisa era certa, no meio de todos aqueles grandões, as probabilidades da vitória estar para o meu lado seriam perto de nulas. Eu não sabia o potencial dos chefes, e sinceramente, não pretendia descobrir tão cedo. Só existia uma coisa a fazer: Sair dali!

A pobre mulher ainda se encontraria presa e desesperada nos braços daquele predador. Tal facto era algo que eu precisava de resolver, muito brevemente antes que fosse tarde demais. Mesmo que isso implicasse o iluminado futuro da minha longa vida.

Tic toc, o tempo estaria a passar e eu teria de agir rapidamente. O meu destino agora teria de ser o quarto onde o meu alvo se encontraria com a mulher. Eu começaria a correr e procuraria por alguma bebida que estivesse possivelmente em cima do balcão. Caso tivesse alguma bebida ao meu alcance, eu pegaria nela de uma forma não muito visível, devido à rapidez da minha corrida, e me dirigiria ao meu destino. A bebida seria obviamente apenas um pequeno detalhe para ajudar o meu disfarce. Afinal, são os pequenos detalhes que contam para enganar uma pessoa de curto prazo. Ao chegar ao quarto, eu abriria a porta com uma certa rapidez devido às minhas circunstâncias, pronto para as indesejadas imagens que eu estaria prestes a avistar. ― Oh. Ups. Desculpem interromper. ― O meu tom de voz não seria sério, mas sim acompanhado por um leve e curto riso e uns discretos balanços para mostrar que eu já havia consumido algumas bebidas e que não era apenas um mero penetra. ― Você precisa vir cá fora um pouco. As coisas estão a ficar tensas e o chefe parece ter algo importante para mencionar. ― As minhas falas eram apressadas, algo que eu não via como um problema visto que tal acção parecia combinar com as minhas falas sobre o chefe. Fazia um tempo desde que eu dependi tanto da minha sorte. Acreditar e confiar nos seus instintos era algo muito arriscado em uma situação destas mas eu apenas rezaria para que tudo funcionasse e corresse como planeado. Talvez aquela fosse apenas uma taverna normal com várias pessoas gigantescas, juntas, por coincidência. Talvez não existisse um chefe. Talvez eu havia acabado de cavar a minha própria sepultura. Eu haveria apostado nos meus instintos e na minha sorte e só os próximos segundos esclareceriam se tal acção havia sido sábia ou completamente ingénua. A verdade era que, apesar da minha genialidade, eu não tinha tempo para criar perfeitas estratégias. Afinal, a alma de um ser humano estava em risco e isso era algo que eu jamais subestimaria.

Você não me conhece, mas o chefe sabe exactamente qual a minha identidade é. E será melhor para o futuro de todos vocês se a menor quantidade possível souber a minha identidade. Você entenderá no futuro. ― Existiam tantas e tantas coisas que poderiam correr errado com aquele plano e por isso eu teria de estar preparado para qualquer situação que viesse a seguir.

A bebida que se encontraria na minha mão direita, era também para ser usada como uma arma se necessário. Caso o homem se virasse contra mim com uma repentina agressão, eu despejaria o possível líquido que se encontraria dentro do copo, mirando na cara do homem, mais precisamente nos olhos. Se tal acção tivesse sucesso, ligeiramente dificultando a visão do homem durante segundos, eu aproveitaria a oportunidade para executar um forte e veloz pontapé nos genitais do mesmo, com a intenção de fazê-lo baixar-se para ter a oportunidade de executar um final golpe na cabeça dele com o meu joelho, uma parte bastante brutal do corpo. Eu usaria os mesmos golpes caso o outro grandão chegasse até mim primeiro, para me atacar, tal como ele havia sido mandado.

Caso o homem apenas seguisse as minhas instruções e abandonasse o quarto, mesmo que desconfiado, eu adentraria o quarto e me dirigiria à mulher, apressado mas com um olhar confortante transmitindo uma invisível mensagem para ela em que eu mostrava que estava apenas tentando ajudá-la. ― Estou aqui para ajudá-la. Temos de sair imediatamente daqui. Ou você sabe alguma saída das traseiras ou teremos de encontrar o quarto com os uniformes das garçonetes. ― A minha voz era baixa, para ninguém além dela receber as informações citadas. E naquele momento, eu apenas pensei na segurança dela, sem imaginar a forma de como EU escaparia daquela situação. Por algum motivo, eu obtinha a mais certa confiança de que eu sairia dali vivo e seguro. Talvez eu confiasse demasiado nos meus instintos, talvez eu tivesse demasiada fé.

Mas, afinal, quando é que a fé é demais?

Eu estava habituado a colocar a segurança dos outros acima da minha própria. Não porque eu não me importava com a minha segurança, mas sim porque eu me importava demais com a segurança das pessoas vulneráveis e inferiores. Para mim, comparado aos meus planos e objectivos para o futuro, aquela situação era apenas uma brincadeira. Ou um treino para o que esperava por mim no futuro. Se eu não conseguisse nem sair de uma situação destas, como poderia eu merecer descobrir o que havia acontecido no meu passado?

Eu me dirigiria à saída do quarto, e me apressaria para o quarto mais próximo. Eu haveria feito movimentos com as mãos para que a mulher me seguisse. Assim que ambos entrassem no quarto, eu o fecharia. O mais provável era que o quarto obtivesse uma janela, e se esse fosse o caso, eu tentaria de uma maneira bem veloz, abri-la. ― Rápido! Escape daqui. Não se preocupe com eles. ― As minhas falas continuavam apressadas e baixas. Os homens poderiam chegar a qualquer segundo agora.

No quarto eu executaria uma apressada e breve olhada para tentar encontrar uniformes. Eu também manteria os olhos abertos para observar que tipo de quartos se encontravam ali e o que eles guardavam ou escondiam nos mesmos. Se a sorte estivesse comigo, eu poderia até encontrar algo precioso que me fosse ajudar ou que me desse informações úteis e caso isso acontecesse, eu apoderaria-me da posse de tal objecto (desde cartas até armas). Caso eu ouvisse os passos de alguém se aproximar dos quartos, eu com bastante velocidade tentaria me esconder, em qualquer lugar eficaz; por baixo de camas, dentro de armários e etc. O plano agora era chegar às cordas no corredor central e trepá-las, sendo essa a única forma que eu veria para escapar. É claro que, chegar ao corredor central não era fácil, com toda aquela multidão, e por isso eu teria de me vestir como uma garçonete para me misturar com as trabalhadoras. O meu futuro após isto era incerto.

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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptyQui 24 Mar 2016, 22:56

O grandão estava mesmo a se dirigir em direção ao garoto  de cabelos laranja. Ele parecia tímido e não se mostrava determinado a agredir o baixinho. Seus olhos eram de um verde-mar, que realçavam o preto  de suas pupilas e seu olhar meigo cativaria qualquer um que ousasse observá-lo por mais de dez segundos. O que alguém como ele fazia em um ambiente daqueles não se sabia. Apenas estava ali e hesitava em cumprir o que o estranho invasor havia ordenado. Este, ainda às costas de Van Fredriksen, sacou uma pistola no estilo roleta com uma das mãos e a apontou na direção do pobre homem fechando em dos dos olhos, para que o tiro fosse certeiro. Este tremia e começava a revelar um rosto e lábios pálidos. O homem atrás do balcão repetiu o gesto. Seu rosto apresentava uma expressão indecifrável. O garoto Francis ficara no meio de uma encruzilhada. A grande mulher que também se levantara colocou um pé atrás, como em posição de dar um salto ou um chute em qualquer coisa que estivesse a frente - Isso seria desastroso -,  e sua mão direita estava posicionada às suas costas, bem atrás de um cinto de couto preto que usava. Este revelava vários bolsos, aparentemente carregado de apetrechos.

Repentinamente, um barulho estrondoso cortou o silêncio, deixando o ambiente do corredor em que se encontrava o homem de olhos verdes repleto de fumaça. Um cheiro de pólvora pairava no ar. As pessoas começaram a gritar e a se esconder embaixo das mesas, tentando evitar serem atingidas - pelo menos a princípio. Francis aproveitou a deixa e saiu correndo em direção ao quarto onde o bêbado levara a jovem, Em segundos, um copo de cerveja encontrava-se em sua mão e as de um pobre indivíduo comum eram levadas à boca sedenta, que se abria para receber o vazio. Cruzando os dois blocos de mesa e assentos que se encontravam entre ele e o quarto, agora fechado, se olhasse de relance para trás, poderia ver uma kunai presa ao braço do homem com a pistola, que agora se escondia atrás de uma das mesas. O grandão que fora sido intimado a agredi-lo jazia imóvel no chão e o que estivera atrás do balcão se retirara do lugar costumeiro e estava a caminhar em direção ao que ameaçara o de olhos verdes. Uam pistola em sua mãso exalava fumaça de seu cano. A grandona de olhos intimidadores permanecia no mesmo lugar, girando outra kunai no indicador da mão direita, olhando em direção à sua vítima que se escondera atrás de uma mesa.

Fredriksen adentrou o quarto e se deparou com uma situação que, felizmente, não chegara ainda onde havia imaginado. o ambiente era pequeno, cerca de três metros por três. Havia uma pequena cama de solteiro, uma fraca luz iluminando o local. Ao lado da cama, um criado mudo e no lado oposto da parede, um pequeno guarda-roupas com as portas arrancadas e algumas gavetas fechadas. Para além da porta, havia apenas uma pequena janela retangular, pequena demais para que alguém pudesse sair por ela. O tarado de dois metros e meio estava de costas e amarrava a jovem à cabeceira da cama. Sua boca estava tapada com um pano branco, e o bêbado balbuciava, com a voz embargada pelo álcool:

- Eu te peguei, meu bem, e  você não vai fugir de mim. HAHAHAHAHA!!!

Ele se virou imediatamente para trás ao ouvir o ranger da porta, e ouviu um estranho dizer:

- Oh. Ups. Desculpem interromper... Você precisa vir cá fora um pouco. As coisas estão a ficar tensas e o chefe parece ter algo importante para mencionar... - Seus olhos miravam o jovem, como se dissesse "Quem é você, seu maluco?" - Você não me conhece, mas o chefe sabe exactamente qual a minha identidade é. E será melhor para o futuro de todos vocês se a menor quantidade possível souber a minha identidade. Você entenderá no futuro.

Sem dizer mais nada, fechou os punhos e tentou acertar o rapaz que lhe falava, mas foi logo recebido com um banho de álcool nos olhos. Suas duas mãos foram levadas ao rosto enquanto praguejava:

- Seu maldito? O que pensa que está fazendo? Faz ideia de quem eu sou?

Ele tentou atacar, mas um chute nas bolas o silenciou, deixando-o curvado. Uma joelhada na cabeça finalizou seu sofrimento - ou não -, fazendo-o desmaiar. A garota olhava para o jovem de cabelo laranja como se dissesse "obrigada". Francis a desamarrou e tirou o pano de sua boca, que sangrava no canto esquerdo. Ele a tomou pela mão e foi logo dizendo:

- Estou aqui para ajudá-la. Temos de sair imediatamente daqui. Ou você sabe alguma saída das traseiras ou teremos de encontrar o quarto com os uniformes das garçonetes.

Com uma voz meiga, mas embargada pelo choro, ela simplesmente acenou com a cabeça e falou:

- Há somente uma saída pelos fundos e ela fica do outro lado do bar. O vestiário feminino se encontra lá também.

Van Driksen começou a vasculhar as gavetas do guarda-roupa e do criado-mudo, encontrando apenas papeis com rabiscos de desenhos e algumas poucas peças íntimas femininas mal organizadas, som exceção de uma, onde se encontrava um velho violino, talvez desafinado, mas em bom estado, desconsiderando-se a poeira.

Ao sair do pequeno cômodo, ele se depararia com o mesmo homem do braço ferido pela kunai, desta vez com uma mulher simples, de um metro e setenta, uns cinco centímetros menor que ele, como refém. Sua pistola estaria na cabeça dela, e sua voz gritando:

- Afaste-se, Don Newton, e ordene que a feiona jogue suas kunais, ou esta mulher vai morrer!! - Seus olhos estavam vermelhos e ele, literalmente, cuspia as palavras.

Umas duas pessoas se espreitavam pela porta de saíam correndo, tentando fugir do ambiente hostil, tropeçando uma na outra, antes de atingir a rua. Os demais, permaneciam em seus lugares, provavelmente rezando para que não tivessem uma sorte desgraçada aquela noite.

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Última edição por shawking em Dom 27 Mar 2016, 01:20, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptySab 26 Mar 2016, 20:04


A Subestimada Morte... E a Luz!


O homem de olhos verdes, aquele que eu antes pensava que havia sido intimidado pelo poder do agressor, mas agora eu entendia que a intimidação dele era por motivos completamente diferentes. Ele aparentava ser novo por ali, inexperiente com tais crueldades e tais frequentações. Aquele homem dos olhos verde-mar, ele definitivamente não poderia pertencer áquele lugar. Não, ele deveria agir contra a sua própria vontade, por motivos desconhecidos pela minha parte, tal como o meu desconhecimento sobre os motivos dele se encontrar em um lugar como este. BANG! Em segundos, nenhuma das minhas dúvidas importariam mais, pois ele estaria agora imóvel no chão. Será que a bala o haveria matado? Será que ele sobreviveria aos recentes eventos? Eu não sabia, mas algo que eu sabia demasiado bem era o quanto as pessoas subestimavam a morte. Dentro da mente de uma só pessoa, vive um universo inteiro. Memórias e pensamentos acumulados de vários e vários anos. Uma personalidade criada por diversos acontecimentos, diversas influencias de outras diversas mentes e de vários diferentes ambientes. E esse pequeno universo que vive dentro da mente de uma pessoa, talvez influenciará outros pequenos universos que poderão mudar o verdadeiro e infinito universo que nos rodeia. Como alguém pode acabar com tudo isso, terminar uma vida inteira,  daquela maneira? Sem sequer pensar, sem sequer hesitar, sem quaisquer remorsos. Apenas, de sangue frio, apertar o gatilho e terminar um inteiro universo que vive dentro de uma mente. Uma mente talvez amada por várias outras mentes. Uma mente que talvez, com o seu fim, devastará vários outros universos que vivem dentro de amáveis pessoas. Quem sabe... Agora, nada disso importava. A vida era uma coisa engraçada, pois você nunca saberá quando ela irá cortar o seu prazo.

Quando e como foi que o mundo chegou a este ponto? Quando é que a raça humana, obtendo a inteligência que ela possui, chegou a um ponto tão baixo como este? Exterminando um ao outro, por motivos tão rasa. O nosso rumo havia se perdido no percorrer dos nossos caminhos. Mas, diferentemente da vida do dono dos olhos verdes, a esperança não estava morta. As pessoas precisavam de uma luz para as guiar, de uma forte inspiração para as trazer de volta à superfície depois de se terem afundado profundamente na perdição.

Poderia eu ser esse alguém? No entanto, qual era o motivo se no fim da noite, as consequências de salvar uma vida, custassem a vida de uma outra pessoa? Salvar a pobre mulher havia-me custado a vida de um, também inocente, homem. NÃO! Eu não poderia permitir que aquele homem morresse, tal como eu não poderia permitir que aquela mulher fosse arruinada bem perante os meus olhos. O mais provável era que eu não pudesse salvar cada ser vivo em perigo deste mundo, mas... Que tipo de homem seria eu se não tentasse?

[...]

Vasculhando pelo quarto, eu me deparava com um violino. No preciso momento que os meus olhos chocavam com aquela imagem do instrumento, o meu coração começaria a bater mais rápido. Os meus olhos não se moveriam nem minimamente, até um suspiro profundo e de felicidade se libertar do meu corpo. Um pequeno sorriso no canto da minha boca se desvendaria e era então que eu pegaria o velho violino, soprando para fora a poeira que descansava sobre ele. Na verdade, o violino uma grande parte da minha vida, contando que eu obtinha a mínima experiência tocando o violino. No entanto, apenas o facto de obter um instrumento musical em minhas mãos, me empolgava e transmitia uma felicidade indestrutível sobre mim. A forte conexão que eu possuía com a música, era simplesmente inexplicável, tal como a minha conexão com a natureza, e a minha paixão por tal. Tais conexões eram algo impossível de aprender ou evoluir pouco-a-pouco. Pois tais conexões era algo que uma pessoa simplesmente nascia possuindo. Algo raro.

Eu sairia do quarto e lá estaria o agressor, de novo, bem na minha frente em acção. O homem que havia, de sangue frio, apertado o gatilho. Eu daria um pequeno passo mais à frente para ficar em uma boa aproximação do homem, frente a frente, sem tirar os meus olhos dos dele por um segundo sequer. O majestoso violino permaneceria em minhas mãos, e eu calmamente começaria a posicioná-lo correctamente para possibilitar o início da melodia. Mesmo movendo e ajeitando as minhas mãos calmamente, os meus olhos continuariam com um fixo olhar nos olhos do homem, como se estivessem paralisados. O tom forte de azul na íris dos meus olhos, poderia até começar a ser intimidador quando acompanhado por um contacto visual tão intenso. Os meus olhos estariam bem abertos, e por momentos seria como se eu estivesse encarando a alma dele, ou pelo menos era assim que eu pretendia que ele se sentisse. O clima estaria estranho e intenso, o meu olhar transmitiria uma mensagem como se eu estivesse proibindo ele de virar o olhar, ou de se mexer no geral. E, de repente, um som iniciaria, quebrando o meu silêncio. Eu estaria tocando o violino, como se fosse um violão, sem um arco de violino, apenas com as minhas nuas mãos e com os meus longos dedos, donos de um delicadíssimo toque. Eu queria executar um sentimento de sufoque mental sobre o meu alvo, uma repentina confusão, acompanhada por uma paralisação. Tudo isso, apenas vivendo no psicológico do meu alvo. Sim, eu estaria executando uma incrível tentativa de hipnose contra o perdido homem. A calma e hipnotizadora melodia flutuaria pelos ares, penetrando os ouvidos do homem que cuja alma seria encarada por mim.

Tal maneira de tocar o violino, sem um arco, não era completamente desconhecida. Na verdade, violinistas usavam-na também, chamando tal acção de "Pizzicato". É claro que, a maneira dos violinistas agarrarem os seus violinos enquanto executando o Pizzicato, era totalmente diferente da maneira que eu agarraria aquele violino. No entanto, o som era o mesmo e no final da história, o som de um instrumento era a única coisa que importava, e não a forma como o usavas.

A mulher irá morrer? Você pensa que pode acabar com alguém, simplesmente atravessando uma bala pela cabeça deles? A existência dessa mulher é muito mais que o simples estado do seu corpo. As memórias que ela criou, as lembranças que ela deixou para trás nas mentes de outras pessoas, os locais por onde ela passou, as coisas que ela criou, as pessoas que ela ama e as pessoas que amam a ela, os laços que ela criou e a influência que ela teve sobre outros seres. Você pode fazer com que uma bala atravesse a cabeça dessa mulher, você pode destruir o corpo dela. Mas você jamais será capaz de destruir a alma dela! Pois a existência dela é.... Eterna.

A minha voz seria calma, mas ao mesmo tempo intensa e hipnotizadora, mas principalmente consumidora, como se fosse um Deus transmitindo uma mensagem do além. Os meus olhos raramente piscariam, fixando e encarando o homem que segurava a pistola. Se a hipnose estivesse funcionando, eu caminharia calmamente até ele, sem interromper a linda melodia que viria daquele velho violino. Quando estivesse perto o suficiente, eu libertaria a mão direita do violino para tentar dominar a posse da pistola. Os meus movimentos fariam com que a pistola apontasse primeiro para o tecto, antes de eu a puxar para a minha direcção. Os meus motivos eram para certificar que o homem não puxasse o gatilho, deixando mais uma pessoa imóvel, permanentemente. Se o homem tivesse um forte aperto à pistola, impossibilitando-me de a puxar, eu me posicionaria correctamente para executar um veloz chute na parte de traz da cabeça do homem, sem largar a pistola. O posicionamento era feito considerando a localização da mulher que estaria como refém. Caso eu conseguisse a posse da pistola, eu certificaria-me que o meu dedo estava bem longe de gatilho, e executaria então um veloz golpe na cabeça do homem, tentando fazê-lo desmaiar.

Caso a hipnose não tivesse tido sucesso, eu teria de usar outra técnica, cuidadosa devido às circunstâncias. Eu fingiria que estava prestes a obedecer as ordens dele, dirigindo-me à grande mulher de olhos cinzas, mas quando a posição fosse perfeita, eu aproveitaria as falsas expectativas dele sobre minhas acções para o apanhar desprevenido com um chute em qualquer parte do corpo que eu conseguisse alcançar sem acertar a mulher, sendo a minha prioridade a cabeça do mesmo. Eu só executaria o chute assim que agarrasse a pistola, tal igual ao ataque que eu usaria caso a hipnose sucedesse.

Assim que eu tivesse a chance de passar pelo homem, com ambas as mulheres, eu o faria, sem saber o que me esperava no corredor central. Pelo menos agora eu teria uma arma para me ajudar. ― Vocês têm de sair daqui. Eu acho que ninguém terá interesse em vos parar. De qualquer das formas, eu irei vos dar cobertura caso algo aconteça. Por favor, tenham cuidado no futuro. Não voltem a lugares como estes, pelo menos não sozinhas. Se não conseguirem alcançar a saída, lembrem-se da saída das traseiras, do disfarce de garçonetes ou das cordas que penduram do tecto. ― O meu tom de voz era baixo, quase como um murmúrio. Eu não via motivo nenhum para alguém intervir a saída delas, ainda assim eu mencionaria outras formas delas conseguirem fugir, para me certificar que elas sairiam dali salvas. Escondendo a pistola entre as minhas calças e a minha camisola, eu caminharia calmamente e em paz até que todos pudessem me ver. Eu colocaria ambas minhas mãos no ar, após pousar o violino no chão, mostrando nenhumas intenções de guerra. ― Por favor, eu não quero problemas. Só vim aqui para me divertir e beber algumas bebidas a mais. ― Afinal, eu ainda tinha intenções de conseguir criar laços com aquele perigoso povo. Eu pretendia descobrir mais sobre eles. Eu desconfiava fortemente de que eles eram bem mais do que apenas meros civis que frequentavam regularmente uma taverna em que bebiam até cair. A dona dos olhos cinza e o possível chefe da taverna mostravam ser mais que isso, do meu ponto de vista.

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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptyDom 27 Mar 2016, 01:00

O garoto demonstrou grande entusiasmo ao tomar o instrumento em mãos. Soprou a poeira e, juntamente com moça que acabara de salvar, saiu do quarto onde jazia desmaiado o homem forte de dois metros e meio. Calmamente se dirigiu ao corredor central, onde as cenas mais tensas daquela noite se desenrolavam. O homem de quase quatro metros permanecia imóvel no mesmo lugar, com seus olhos cobertos pela penumbrado chapéu de couro que carregava, e uma das mãos apontava a pistola para o sequestrador. A grande mulher também permanecia do mesmo jeito.

Francis passou pelas duas fileiras de assentos e mesas e pôde observar alguns rostos desesperados, tentando se esconder para salvar suas vidas. Uma mulher de três metros o fitou e o acompanhou com o olhar até chegar ao homem que provocara o escândalo. Este se virou para o jovem de cabelo laranja, como se fosse gritar algo, mas pareceu ser cativado pelo olhar deste. Permaneceu em silêncio por um bom tempo, até que Francis, delicadamente, posicionou o instrumento que carregava consigo e seus dedos se dirigiram às cordas do mesmo. A princípio, o som não saiu tão agradável, provavelmente porque o rapaz cometera o erro de não verificar a afinação do instrumento, mas com o tempo, acabou por se acostumar, sendo capaz de extrair boas notas da maneira que podia, revelando assim suas habilidades musicais. Ironicamente, o som do violino provocava ainda mais o silêncio no ambiente.

Os olhos do rapaz fitavam o agressor continuamente, estabelecendo certa conexão que, se possível, seria capaz de descobrir os mais íntimos sentimentos do que era cativado. Assim, de agressor, o homem que fazia de refém a pobre mulher passou a ser uma vítima. Estava sob o efeito da hipnose. Seus olhos começaram por se dilatar e contrair continuamente, revelando susto e temor, mas agora pareciam calmos e sonolentos. Então, seus ouvidos escutaram a voz de Fedriksen:

- A mulher irá morrer? Você pensa que pode acabar com alguém, simplesmente atravessando uma bala pela cabeça deles? - Sua voz ressoava calma, mas convicta - A existência dessa mulher é muito mais que o simples estado do seu corpo. As memórias que ela criou, as lembranças que ela deixou para trás nas mentes de outras pessoas, os locais por onde ela passou, as coisas que ela criou, as pessoas que ela ama e as pessoas que amam a ela, os laços que ela criou e a influência que ela teve sobre outros seres. Você pode fazer com que uma bala atravesse a cabeça dessa mulher, você pode destruir o corpo dela. Mas você jamais será capaz de destruir a alma dela! Pois a existência dela é.... Eterna.

Essas palavras atingiam o íntimo daquele ser, sendo capaz de reviver suas mais escondidas lembranças, os mais profundos e misteriosos sentimentos. Aquele para quem elas eram direcionadas começou ver como que em uma tela à sua frente as imagens de uma mulher de braços abertos, para quem uma pequena criança de três anos corria, chorando, toda suja, após uma queda. A mulher a tomou nos braços e a abraçou, encostando sua pequena cabeça em seus ombros, que recepcionava suas lágrimas. Sua voz dizia:

- N]Não chore, meu filho. Mamãe está aqui com você. Logo, logo a dor passa.

A seguir, o garoto estava agora com dez anos, ao lado de um leito, onde a mesma mulher, agora com o rosto magro, bem como o resto do corpo, tossia, quase sem voz, com um pano molhado na cabeça e o cheiro de ervas enchendo o pequeno quarto. A criança dizia para um homem robusto e barbado perto da janela:

- Papai... a mamãe vai morrer? - Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Com a mesma expressão, o homem responde:

- Não filho, mamãe vai ficar bem

Novamente, a cena mudou e o homem agora estava ao lado de um caixão e este sendo baixado à cova. Estava paralisado e com os olhos vermelhos. Acriança se aproxima, chorando alto, tentando abraçar as pernas do pai, e este, severamente, cospe palavras nada agradáveis em direção sua direção, dizendo que se retire. Com a demora deste, o pai tira o chinelo do pé e começa a espancar o garoto até que este desmaie e, mesmo nesse estado, ainda recebe pancadas por alguns segundos. O homem se retira, deixando o filho à própria sorte.

Finalmente, ele enxerga o mesmo garoto à noite e com frio batendo a porta de um humilde casebre, sendo recebido pelo mesmo homem que o agredira:

- Saia daqui, seu imundo. Disse que não voltasse mais aqui!

Ao mesmo tempo em que enxergava tais cenas, lágrimas escorriam pelo canto dos olhos do agressor que, lentamente, afrouxava as mãos do revólver. Prontamente, Francis o toma de suas mãos, dando-lhe um golpe final, que o nocauteia, deixando-o inconsciente no chão. Sua voz proclama:

- Vocês têm de sair daqui. Eu acho que ninguém terá interesse em vos parar. De qualquer das formas, eu irei vos dar cobertura caso algo aconteça. Por favor, tenham cuidado no futuro. Não voltem a lugares como estes, pelo menos... - Mas logo é interrompido pelo homem alto de chapéu de couro, que lhe responde tranquila, mas firmemente:

- Já chega, rapaz. Já pode se retirar daqui - E, em seguida, se dirige a todos na taverna:

- Muito bem, pessoal. Como podem ver está tudo sob controle. Infelizmente, situações como essa acontecem em todo lugar, mas jamais permitimos que algum cliente seja atingido. Podem voltar a tomar suas bebidas e se divertir.

Mas ele se volta novamente ao garoto:

- Antes de sair, há dois barris de cerveja na sua conta. Acompanhe-me e pague-os. Então, dê o fora. - Ele pega pelas roupas o rapaz desmaiado e começa a caminhar em direção ao balcão de onde saíra. A mulher de olhos cinza se senta novamente e começa a tomar um copo de alguma bebida. A que fora usada como refém, abraça os joelhos de seu salvador e, com lágrimas, fala:

- Muito obrigada, meu jovem. Muito obrigada. - Se levanta, olha nos olhos dele e se retira do ambiente.

A que fora salva primeiramente, dá-lhe um abraço e se vira em direção à saída. Ao atingir certo ponto, para e sorri para Van Fredriksen. Se vira novamente para a saída, mas hesita, como se quisesse lhe dizer alguma coisa, mas relutasse. Cerca de trinta por cento dos presentes começam a pagar suas contas e a se retirar e as demais voltam a beber. O homem de olhos verdes continua caído no chão, mas seu corpo não revela nenhum sinal de perfuração ou ferimentos. Lentamente, a porta do quarto de onde saíram Francis e a moça se abre e metade do corpo do homem que estivera desmaiado é posto para fora. Seu rosto tinha aparência de estar atordoado ainda. Ele está com as mãos na cabeça e, quando avista o jovem Francis, seus olhos se arregalam e sua expressão se fecha, mas logo abre um sorriso maligno como se dissesse “aí está você. Ainda não acabou, seu maldito.”


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MensagemAssunto: Re: Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda!   Um Herói ou Um Vilão? O Nascer de Uma Nova Lenda! EmptyDom 27 Mar 2016, 18:56


O Ínicio de uma Infiltração?!


Eu não sabia os motivos para as lágrimas do hipnotizado homem, ou o que passava pela mente dele naquele momento, mas eu sentiria a dor dele. Eu sentiria que, tal como eu havia previsto, havia algo de grande bondade dentro daquele homem que agia tão brutalmente para esconder os seus verdadeiros sentimentos. Eu não sabia o que passava pela mente dele, mas eu esperava que quando ele acordasse, as acções dele mudassem após a luz que havia trazido de volta pensamentos que causaram as lágrimas do tal. Quem sabe, talvez eu conseguisse ser a luz que este mundo necessitava.

Você não precisa me agradecer. Repassar a bondade a outras pessoas será o suficiente. ― Essas eram as palavras que sairiam da minha boca ao ver a reação da antiga refém, que choramingava aos meus joelhos. Eu me abaixaria e beijaria a testa dela, calmamente e pacificamente, mostrando grande respeito pela tal.

O suposto chefe me entregava a permissão para me retirar, após pagar as bebidas que eu havia prometido pagar, claro. Eu engoliria um seco, dois barris de cerveja na minha conta?! O meu plano para chamar a atenção do povo havia soado bem melhor quando passado apenas pela minha mente. Agora que chegava o momento de pagar, o plano já não aparentava ser tão bom. Talvez houvesse alguma forma de eu pagar pelas bebidas, sem ter de pagar literalmente. ― Eu peço perdão pelas confusões que eu causei. Realmente não era a minha intenção. No entanto, eu estava chegando à conclusão que um homem como você deveria ter assuntos inacabados, trabalhos sujos, inimigos à solta, talvez? Não me leve a mal, só estou procurando algo que possa matar o meu tédio e que possa substituir o pagamento pelas bebidas. ― Eu dialogaria calmamente, em um tom de voz confortante o suficiente para não insultar ou enervar alguém. Eu ainda não sabia ao certo que tipo de homens aqueles eram, principalmente os grandões, mas eu suspeitava altamente que eles fossem bandidos, e se esse fosse o caso, o homem com certeza teria algum "trabalho" para me dar. Eu lamberia os lábios levemente para conter a minha sede por piratas. Existiam coisas dentro da minha mente que ainda tinham de ser resolvidas. Quem sabe, talvez eu estivesse por baixo do mesmo tecto que um pirata.

Eu estaria distraído com o chefe e não notaria que o homem que eu havia desmaiado, estaria agora acordado. Eu não queria mais confusões dentro daquela taverna por motivos específicos, sendo assim, se o homem me atacasse eu iria apenas tentar me defender ao máximo, sem contra-ataques. Neste momento eu tinha interesse em conhecer melhor aquele suposto chefe e possivelmente a mulher dona dos olhos cinza. Eles aparentavam ligeiramente suspeitos aos meus olhos e eu pretendia descobrir se existia algo mais no histórico deles do que apenas uma taverna. Talvez eles me direcionassem exactamente para onde eu desejava.

Eu haveria notado que o homem de olhos verdes não tinha sinal algum de perfurações em seu corpo. Será que o homem não teria acertado a bala? Mas, sendo assim, o que havia causado a imobilidade dele? As dúvidas eram inevitáveis, mas uma onda de alivio passaria pelo meu corpo. O que havia acontecido a ele? ― O homem não tem sinais de perfurações... ― Eu falaria com uma expressão confusa, apenas se a situação fosse estável e segura para tal, esperando que o homem me desse quaisquer explicações, ou talvez apenas ignorasse a minha citação.

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