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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O preço do Sangue - Começo!!

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AutorMensagem
Roy Collins
Estagiário Orientador
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Roy Collins

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MensagemAssunto: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyTer 05 Jan 2016, 01:03

Relembrando a primeira mensagem :

O preço do Sangue - Começo!!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Saitan Vlad. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Hanzo
Civil
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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyQua 06 Jan 2016, 15:12



Motivação
Player: Kront X Aventura: 1 X Post: 2  X Posts sem fumar: 2 X Ficha: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
A luminosidade reduzia gradualmente a medida que perambulava pelas vielas de Shells Town, a noite estava chegando como uma donzela tímida, estava receoso em encontrar algum mercado aberto nesse horário. Pouco tempo depois de minha saída da taverna, chegava ao centro comercial da cidade ainda atento aos rostos conhecidos. O primeiro local, do qual parecia que encontraria os itens desejados, era uma construção um tanto quanto simples, porém parecia vender de tudo. Notava alguns olhares para mim enquanto adentrava o estabelecimento, começava a pensar que Keiichi contratara pessoas desconhecidas para procurar-me, do contrário não compreendia o motivo daqueles olhares. Receoso e atento, dirigia-me ao balcão de atendimento e falava ao atendente aquilo que precisava comprar. O homem era tão comum quanto sua loja, enquanto falava eu notava que possuía mais pelos no queixo do que acima da cabeça.

~ Está ótimo.  

Dessa forma entregaria o dinheiro ao vendedor e aguardaria pelos itens comprados. Ajustaria a espada na cintura e colocaria o maço de cigarro junto ao isqueiro no bolso. Não aguentava ficar muito tempo sem a nicotina nos lábios, mas, sabia que deveria economizar, agora todo o dinheiro roubado de Keiichi acabara e não possuía um emprego. Como conseguiria dinheiro para sobreviver?
Primeira alternativa: virar um ladrão. Eu poderia começar roubando os comerciantes da cidade, tanto alimentos quando dinheiro para continuar pagando a estadia nas tavernas. Porém, seria igual aos moleques ranhentos que vejo roubando frutas daquela senhora que veste roupas de quando ela deveria ter uns vinte anos. Além do mais, nunca fizera isso, precisa-se de certa habilidade para não ser pego. Se for para a prisão toda a liberdade que estou experimentando seria jogada fora. Essa está fora de cogitação.
Segunda alternativa: arrumar um emprego honesto. Com minhas habilidades de navegação poderia trabalhar com os pescadores, o que enfrentei na Grand Line chega a nem perto das piores tempestades dos mares desse Blue. Poderia começar trabalhando em um navio e juntar dinheiro suficiente para comprar um próprio, assim criaria uma empresa de transportes marítimos e viraria um maldito empresário. Dinheiro e tranquilidade, é uma boa pedida para continuar a vida. No entanto, uma vida dessas é demasiadamente monótona, esta espada que acabara de comprar seria apenas um adereço para a parede de meu futuro escritório. Como também ficaria preso nessa ilha para sempre, conviver com as mesmas pessoas pelo resto da minha vida, ter um filho e ficar careca igual este vendedor. Essa está fora de cogitação também.
Terceira alternativa: voltar para a pirataria. Poderia ser um pirata novamente, encontrar um bando com pessoas companheiras, saquear cidades e enfrentar os marinheiros. Durante o tempo que estive com o Keiichi nunca fiz alguma coisa para a Marinha colocar uma recompensa por minha cabeça. Era o segundo navegador responsável por desenhar os mapas geográficas, analisar as mudanças do tempo e outras malditas tarefas no navio. Contudo, assim que participasse mais ativamente de um bando correria o risco de ter meu rosto estampado em um cartaz de procurado. Viver correndo da Marinha e Governo Mundial é muito desgastante assim como as batalhas que presenciei entre piratas. Muita concorrência e pouco dinheiro. Outra fora de cogitação.
O que poderia fazer para ganhar dinheiro, não ser incomodado pela Marinha e Governo Mundial e voltar para a Grand Line?
Comecei a lembrar da múmia Kashigi, o velho espadachim que perseguiu Keiichi naquela ilha de primavera, ele era um caçador de recompensas. Esses caras não são punidos ao matar procurados e ainda ganham muito por suas recompensas, além do mais, existe a oportunidade de locomover-se de ilha a ilha caçando piratas.
Não sabia quando tempo tinha vagado nos meus pensamentos, mas indagaria ao vendedor quando estivesse próximo a mim.

~ Sabe aqueles rostos feios de piratas estampados com seu valor pela cabeça? Onde consigo aqueles cartazes?

Após a indagação, caminharia em direção aos cartazes e começaria a analisa-los, se os mesmos não fossem encontrados na loja seguiria as instruções do careca daquela loja. Precisava memorizar aqueles rostos e seguir para a minha primeira caçada, com o ouvido atento a movimentações suspeitas e os olhos à procura de rostos conhecidos, tanto do meu antigo bando quanto daqueles dos cartazes.  
Quarta alternativa: virar um caçador de recompensas. Cogitada.

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyQui 07 Jan 2016, 17:05



Red Hair Porn
There's just too much that time cannot erase REDHEAD
 

~ Gabriel ~

- Feito. - Gabriel dizia, satisfeito com a compra que acabara de fazer. Com míseros cinquenta mil berries, ele conseguira comprar tanto os seus cigarros (e os fósforos) e também um revólver em boas condições, junto com dez balas. Dez balas podem parecer pouco, logo de cara, mas o jovem muito provavelmente esperava não ter de usar todas elas tão cedo - afinal, se você se vê na necessidade de gastar dez balas, é porque muito provavelmente a situação está bem feia. - Tchau, tenha boas vendas. - disse, despedindo-se do vendedor. - E você, um bom dia... - ele respondia, finalizando com um bocejo preguiçoso, quase como que agradecendo a saída de mais um cliente, para que pudesse ter a chance de cochilar.

Na rua, o jovem continuava a andar, já tendo um outro destino em mente. Durante o seu caminho, ele pegou a arma de fogo e começou a carregá-la com as balas que tinha conseguido na loja; aparentemente, a capacidade do revólver era de apenas oito dos projéteis, de modo que ele teve de guardar os restantes. Aos poucos, o sol ia se pondo mais e mais, de modo que definitivamente não faltava muito para o cair da noite - se Gabriel tivesse de adivinhar, talvez ele não tivesse muito mais do que em volta de trinta minutos até as dezoito horas. Depois de primeira taverna decente da cidade, gerida pelo famoso Grand Tom. Lá, o jovem de cabelos ruivos buscava conseguir um pouco de trabalho e, com isso, alguns trocados, pois andar por aí completamente quebrado nunca era bom. Era uma construção bem grande, e haviam dois marinheiros próximos à entrada, prontos para garantir que não haveria confusão excessiva por ali. Gabriel passou por eles mas, fora o seu tapa-olho nada chamou a atenção dos homens-da-lei, e ele pôde entrar sem problemas, lá dentro, as coisas já estavam começando a se animar, apesar da maioria da clientela ainda não ter chegado - afinal, ainda era relativamente cedo - de modo que só haviam cerca de cinco ou seis mesas ocupadas.

Conversando com dois dos barmans, havia um homem baixinho, de testa franzida e aparentemente bem irritado. Lá estava ele, o Grand Tom. Era realmente pequenino, como diziam os boatos. - Seus paspalhos! É melhor não me aprontarem outra dessas, se não vocês vai acabar na rua que nem aquele amiguinho de vocês! - ele falava, quase gritando. Depois que o mesmo se afastou dos outros homens, Gabriel teve a chance de se aproximar e, finalmente, dizer: - Você deve ser o Tom, não é? - ele perguntou, chamando a atenção do homenzinho, que ainda tinha a sua testa franzida. - Sou Gabriel. Gabriel Garcia Marques, cozinheiro. Eu gostaria de trabalhar para você, tenho bastante experiência. O que me diz? - tentava não parecer muito nervoso, mas o fato dele tentar fazer isso não ajudava muito. Tom mastigou as novas informações por um instante, e depois, puxou o rosto do jovem mais para perto de si ao agarrar a gola de sua camisa. - Primeiro, é Senhor Tom pra você, rapazinho. Segundo, eu não contrato ninguém de fora assim, sem indicação, mas você chegou na hora certa: eu acabei de demitir um dos meus cozinheiros. Você pode trabalhar, mas se não fizer um bom trabalho, é melhor nem contar com um pagamento! Agora vá, a cozinha é por ali! - disse, apontando uma porta mais aos fundos, de onde saíam algumas pessoas em uniforme de cozinheiro, periodicamente.

- Vá logo! Eu não tenho o dia todo! - ele gritava de novo, indo, dessa vez, fazer companhia aos novos clientes que acabavam de chegar.

~ Aaron ~

O jovem Aaron ponderava bastante, à medida que observa todas aquelas armas que haviam sido construídas ou forjadas pelo homem no balcão. Olhando por um lado, numa era como essa, armas são algo basicamente essencial, pois o perigo é certo de te encontrar aonde quer que você vá. No entanto, do mesmo modo, o que todas aquelas coisas eram se não objetos criados para tirar outras vidas? Mesmo que ele ainda fosse jovem, o ruivo não era inocente; longe disso, ele sabia muito bem que cada peça ali tinha a capacidade de matar, e que a adaga que ele fosse selecionar também a teria. Por esse motivo, ele foi deveras atencioso na hora de escolher qual das armas pegaria para si, pois era muito importante pegar uma que lhe fosse confortável, tanto na questão do peso, quanto na questão do corte. Para testar essa última, inclusive, ele pegou uma adaga que lhe parecia interessante e testou a lâmina na palma de sua própria mão esquerda: o corte se mostrou impressionantemente bom, o que provava a Aaron que aquela era a arma certa para ele.

- Ah, essa aí, é? É das boas, não me impressiona você ter gostado: sai por trinta mil, o que acha? - o vendedor, disse, e o jovem colocou o dinheiro no balcão. Foi aí que o homem notou o ferimento na mão do garoto, pois o mesmo apontara para ela. - Algum curativo? - perguntava, e o ferreiro acabava por entender o que ocorrera ali, dando um sorriso cansado. - Sim, sim. Aqui. - ele entregava um band-aid a Aaron, que rapidamente tratava do ferimento com o mesmo. Depois de finalmente guardar a adaga, ele fez uma última pergunta ao vendedor, antes de sair: - Eu preciso também de bandagens, sabe onde posso comprar? E sou novo na cidade, também gostaria de saber uma taverna, o QG da ilha e onde posso conseguir cartazes. O homem, depois de ponderar um pouco, deu um leve sorriso para o jovem:

- Nessa rua mesmo, você vai achar algumas várias lojas. Duvido muito que alguma delas não tenha bandagens: é só dar uma olhada. Agora, quanto aos cartazes, você vai encontrar vários deles justamente no Quartel. Se seguir essa rua direto e virar a segunda à direita, não tem erro. A construção é bem grande, difícil de não ver. - ele explicava, gesticulando vez ou outra para tentar ajudar na compreensão do garoto. - A melhor taverna daqui, na minha opinião, é a Grand Drinqs. Na parte mais ao sul da ilha, você deve encontrá-la com tranquilidade, também, é só procurar com calma. -[/color] Aaron agradecia pelas informações e, logo em seguida deixava a loja. Logo à frente da mesma, havia um segunda lojinha, desta vez de conveniências, aonde ele fez a compra de algumas bandagens (vinte, no total), por dez mil berries. Isso o deixava com outros dez mil restantes, que ele poderia usar na taverna se tivesse vontade. Agora, ele tinha de escolher: ir até a taverna, em busca de informações, ou caçar alguns cartazes ao mover-se diretamente para o Quartel General.

~ Vlad ~

Vlad ria de si mesmo. Ele ria de si mesmo e do que ele quase estivera prestes a fazer, como se depois de tantos anos, estivesse começando tudo outra vez: o que ele era, afinal de contas? Um poderoso assassino ou um ladrãozinho que gosta de dar golpes em donzelas ricas apenas pra arranjar um pouco de dinheiro fácil? Talvez fosse porque já havia algum tempo desde a última vez em que ele tocara na lâmina fria de uma adaga, mas o ruivo não podia esquecer a sensação, acontecesse o que acontecesse. Sim, era disso que ele precisava: uma lâmina de uma boa e bela adaga em mãos, para que pudesse mais uma vez sentir-se completo com o seu "eu" assassino. Haviam muitas maneiras de se obter dinheiro fácil, sem ter de usar golpes baratos; fazê-lo como um assassino, realmente, podia até ser mais lucrativo e com certeza muito, muito mais divertido. Sem demora, Vlad dirigiu-se até a loja de armas que tinha lhe chamado a atenção anteriormente, para que pudesse dar início aos seus planos.

- Bem vindo, rapaz! - um homem baixinho e barbudo lhe cumprimentava quando ele entrava na loja. Havia realmente todo tipo de arma naquele lugar, desde suas amadas adagas e espadas de vários tamanhos, até pesados martelos e machados ou algumas coisas um pouco mais específicas. -  Olá caro vendedor. - Vlad respondia, observando as armas à sua disposição. Quando uma delas chamou a sua atenção, ele rapidamente dirigiu-se até o balconista, na esperança de conseguir comprar o item sem grandes dificuldades. - Sou um viajante distante, perito em facas e devo confessar que aquela sua adaga me encantou. Pago nela o preço justo, trinta mil berries e nada mais que isso. - ele apontava para a adaga. Antes que o velho tentasse protestar, por ver o interesse do ruivo na arma, ele continuou: - E não me venha com o costumeiro papo de vendedor: “Ela é uma peça única, é forjada cada detalhe a mão, é uma afronta essa oferta, você quer me falir”, não vai colar, também vendo facas de onde vim e mesmo lá que elas são supervalorizadas essa adaga não custaria mais de quarenta mil. - tudo o que o vendedor pôde fazer foi suspirar profundamente. Aquele tipo de cliente era complicado, e, com certeza, difícil de tirar proveito. Como já começava a anoitecer, ele preferiu não se cansar mais do que o necessário, assentindo um pouco decepcionado.

O assassino utilizou-se de suas habilidades na arte de atuar para criar uma pequena história: suficientemente convincente, se me perguntar, o que o permitiu a ele fazer a compra com certa facilidade. Porém, ele ainda não havia acabado: indo até uma outra das várias lojas que haviam no local, ele encontrou uma que parecia trabalhar com tecelagem, aonde adentrou e comprou um pouco de tecido (por cinco mil berries, o que o deixou com quinze mil restantes). E então, ao estar enfim completamente preparado, ele dirigiu-se até um beco escuro - coisa que realmente não faltava num local com tantas construções com espaços entre si - e esperou. Ele esperou, e esperou, como uma serpente pronta para dar o bote, aguardando pacientemente a chegada de sua próxima presa. E ela chegou, enfim. Um casal que acabara de sair daquele restaurante chique que o ruivo vira anteriormente, bem vestido e exalando caros perfumes. - Aqui, querida. Parece que não tem ninguém por perto...o que acha de nós...? - ele insinuava algo, algo bem óbvio, na verdade. Lá estavam as suas presas, os seus alvos. O que faria o assassino?

~ Kront ~

- Está ótimo. - ele dizia, ao finaliza com a sua compra. Agora, tinha seus cigarros, um isqueiro e também uma espada - em outras palavras, basicamente tudo do que ele precisava no momento, apesar de ter acabado gastando todo o seu dinheiro para fazê-lo. Agora, no entanto, e justamente por este motivo, ele precisava dar um jeito de arrumar dinheiro: nos dias de hoje, ninguém sobrevive sem ao menos um pouco, e mesmo que existam algumas várias maneiras de obter-se um pouco, Kront não tinha tantas opções assim. Arranjar dinheiro de forma legal, trabalhando honestamente e tudo mais, realmente não parecia uma ideia muito atrativa. Para alguém que já fez parte de um bando pirata, por mais que agora já o tivesse deixado, tentar viver uma vida monótona de pescador ou vendedor é algo praticamente impensável. Ele também poderia tentar roubar - já conseguira uma espada, o que lhe impedia de apontar a ponta da lâmina para a cabeça do vendedor e forçá-lo a entregar todo o dinheiro do caixa? Porém, ele não era muito hábil nesse tipo de coisa, e pior, alguém com mais de três metros de altura é muito fácil de se encontrar. Se boatos começassem a se espalhar, a prisão certamente estaria à sua espera, e isso não era muito agradável também.

Também podia tentar voltar a ser um pirata. Mesmo que tivesse acabado de fugir daquela vida, ainda era uma opção a ser considerada...ou não. Talvez aquela também não fosse a melhor das ideias, pois ele também arriscaria ser perseguido por marinheiros ou gente do Governo, o que não é nem um pouco interessante. Então, o que será que poderia fazer? Lembrou-se, então, de um homem que encontrara anteriormente, e que dizia-se um caçador de recompensas; aquele tipo de pessoa não tinha problemas com a lei, e ainda ganhava um bom dinheiro! Por que não? - Sabe aqueles rostos feios de piratas estampados com seu valor pela cabeça? Onde consigo aqueles cartazes? - Kront perguntava ao homem atrás do balcão, que se surpreendia um pouco com a questão inusitada. Depois de ponderar um pouco, ele respondeu: - Bem, você deve achar um monte desses cartazes no Quartel General da Marinha. Também pode ir pra a taverna mais ao sul da ilha, a Grand Drinqs: eles não tem muitos cartazes por lá, mas se você já tem um em mente, pode conseguir escutar alguns boatos por lá. - ele respondeu, enquanto arrumava algumas mercadorias numa prateleira.

Agora, Kront já estava decidido. Por hora, ele poderia seguir até o Quartel General e buscar um cartaz mais específico, ou ir na taverna e pegar o primeiro que encontrasse lá, aproveitando pra arrumar algumas informações. O que será que o nosso mais novo caçador de recompensas faria?


POST: 02 SHELLS TOWN 1ª AVENTURA

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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyQui 07 Jan 2016, 20:48



A Caçada Começa.
Player: Kront X Aventura: 1 X Post: 3  X Posts sem fumar: 3 X Ficha: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Desde o momento em que fugira do bando pirata estava aproveitando meus dias de liberdade, porém ainda não pensara no que fazer para conseguir dinheiro e sustentar-me por conta própria. Depois de alguns momentos de ponderações, conclui que iniciar uma vida de caçador de recompensas seria o mais vantajoso nos dias de hoje. A primeira informação que precisava para iniciar minha caçada aos procurados era ter posse de seus cartazes, dessa forma perguntei ao vendedor próximo a mim a fim de saber onde encontrá-los. O careca explicava que poderia achá-los na base da marinha ou em uma taverna que ainda não passara a noite, deveria ser aquela construção enorme que passara há cinco dias, nem quis entrar para perguntar o preço de uma noite, certamente encontraria uma mais barata na cidade. Do contrário do Quartel-General, na taverna não havia tantos cartazes, mas, poderia escutar alguns boatos sobre os piratas na cidade.

~ Valeu velhote.

Despedir-me-ia do vendedor e sairia de seu estabelecimento, antes de passar pela porta baixaria a cabeça o suficiente para não acertá-la diretamente. Nenhum cliente atacara-me como tinha desconfiado anteriormente, logo, ainda não conseguia compreender o porquê daqueles olhares. Seria alguma cosia em meu rosto? Esquecera de olhar-me no espelho antes de sair da taverna, poderia estar todo sujo  e não ter notado ainda. Independentemente do motivo, seguiria até a taverna Grand Drings. A essa hora, a noite poderia estar começando a dar as caras, com as mãos nos bolsos olharia para cima afim de visualizar as primeiras estrelas visíveis. O vento soprava em meu rosto e trazia um sentimento de nostalgia, nunca ficara tanto tempo assim longe de uma embarcação. Quase esquecera o som do mar batendo no casco lígneo e o cheiro de peixe recém pescado. Já possuía um objetivo em mente, assim que conseguisse meu primeiro procurado em Shells Town, pagaria alguém para levar-me a outra ilha. Ainda era muito cedo para comprar meu próprio barco, mas, quando fosse possível, não hesitaria em gastar todo meu dinheiro para comprar um semelhante ao Véu da Noiva, a embarcação em que nasci e vivi os quinze primeiros anos de minha vida.
Ao passo em que perambularia pelas ruas da cidade, olharia para as fachadas dos estabelecimentos à procura das palavras “Grand Drings”. Caso não fosse encontrado depois de passar pelos lugares mais movimentados, indagaria para algum transeunte a localização da taverna e seguiria o caminho indicado.

~ Sabe onde fica o Grand Drings? É uma taverna.

Durante a caminhada ainda ficaria atento aos ex-companheiros de bando, a cada dia que passava começava a esquecer os rostos daqueles em que menos convivia, porém, Keiichi, Gats e os principais tripulantes nunca esqueceria, por mais que o tempo e a distância aumentassem, as feridas que fizeram em mim eram muito profundas. Assim que encontrasse a taverna, adentrá-la-ia e seguiria até o balcão mais próximo. Neste sentido, começaria a prestar atenção nos movimentos e conversas das pessoas utilizando meus sentidos mais aguçados. Sempre achei que enxergava e ouvia como uma pessoa normal, porém, com treze anos de idade comecei a perceber que era o primeiro a ouvir os trovões quando uma tempestade estava começando, muitas vezes bem longe de nossa embarcação. Assim como ver os recifes a longas distâncias tempo suficiente para mudarmos a rota.
Quando estivesse sentado no balcão, retiraria o maço e o isqueiro do bolso, em seguida retiraria um cigarro e acendê-lo-ia. Caso um barman me abordasse, explicaria que ainda não pediria por nada, certamente não o faria depois, estava completamente zerado. Precisa urgentemente de dinheiro.

~ Nada por enquanto.

Tragaria o cigarro liberando a nicotina em meus lábios, a sensação era prazerosa e aliviava minhas tensões, este fora um maldito vício adquirido no bando de Keiichi. Depois de prestar atenção em algumas conversações, levaria meus olhos à procura dos cartazes de piratas ainda sentado, não precisava chegar muito perto para visualizá-los, além do que, o mais importante era memorizar os rostos e nomes e liga-los as conversas do local. A noite estava apenas começando assim como a caçada.


Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyQui 07 Jan 2016, 21:59

Um Assassino em Shells Town.




A noite já ia caindo pela ilha, fazia algum tempo que estava naquele solo que hoje assimilava-se em muito a um território estrangeiro. O frio de um corredor de ar me assolava enquanto ficava naquela viela, quase sempre no espaço entre dois edifícios elas eram formadas e consequentemente, devido a carga de ar ser desviada pela enorme massa robusta que compunha o prédio, as periferias que o circundavam sofriam com a grande incidência dos ventos. Não obstante, mantinha-me ali parado e silencioso por um longo período, para alguém impaciente talvez fosse incomodo ficar sendo soprado, parado sem nada pra fazer ou simplesmente sozinho no meio de um lugar tão inóspito e sugestivo à ataques, porém, em um solape austero de todos os contras retrocitados, sorria ali sozinho, calmo e tranquilo por horas e horas esperando... até que minha hora chegou.

O
s instantes que antecedem um assassinato são sem dúvidas os mais prazerosos, a adrenalina vem à flor da pele, a garganta seca, as pálpebras se tornam imóveis, o coração acelera, a mão sequer treme diante de cada respiração calma e contida. Eis me aqui. Ouvia o casal aproximando-se do beco, estavam agitados e isso me animava já que excitação inebriava a atenção - não que fosse um problema eles estarem atentos naquele ambiente. Os lábios abriam-se lentamente em um sorriso, podia os observar aproximando-se na penumbra, claramente cada parte de seu corpo e roupas. Mesmo que não pudesse enxergar num ambiente assim e escutar com tamanha precisão seus passos e gracejos, o perfume os teria entregado assim que abandonaram o restaurante até mesmo para alguém como eu. Permanecia parado observando ambos avançarem pelo corredor ou pararem, apertava o punho da adaga, respirando somente o suficiente para permanecer de pé sem agonia. Vamos, comecem seus afazeres, retribua o jantar garota.

Ainda imóvel aguardava ambos iniciarem sua dança de amor, quando isso ocorresse lentamente me aproximaria usando de minha furtividade e visão na penumbra para precisamente pisar em locais sem nada próximo que fizessem barulho, permanecendo entre as sombras e lentamente avançando sem emanar som algum. Pegue na bunda dela, pervertido. Sabia que quando ambas as mãos tivessem ocupadas seria o melhor momento possível, rodeando o casal me direcionaria sorrateiro até as costas de um deles - do homem se assim possível fosse - os olhos verdes em tonalidade quase dourada iam sem piscar entre a escuridão, calmamente avança até estar bem próximo de ambos com eles abraçados e então, quando os dois unissem seus corpos e eu estivesse a menos de cinco metros dos mesmos, com insana velocidade irromperia das sombras usando de minha plena aceleração e trabalhando com a impulsão de meu corpo a meu favor cravaria pelas costas da mulher ou do homem minha adaga de assassinato visando passar seu coração e com grande força atravessar ambos os corpos abraçados, não pararia de modo que rapidamente retiraria a faca das entranhas de ambos (ou de um só) em um giro sobre os calcanhares para a esquerda e ao mesmo tempo que meu corpo girasse deixaria a adaga acompanha-lo só que na palma de minha mão destra com a qual efetuaria uma punhalada invertida com o cabo da adaga apontando para meu polegar, mirando é claro na nuca do outro alvo.

Se por ventura algum dos dois conseguisse me notar e tentasse se afastar, atacaria o que ficou com uma forte estocada contra o coração pelas costas enquanto que em caso de fuga perseguiria o fugitivo usando de minha aceleração para rapidamente alcança-lo e saltando na direção de suas costas realizar uma espécie de abraço, visando passar minha faca pelo pescoço da segunda vítima antes que ela pensasse em se aproximar da saída do beco e caindo por cima da mesma visaria segurá-la enquanto observava o sangue jorrar me deliciando de prazer - realmente ver uma pessoa afogar-se naquele líquido carmesim era ótimo. Se por ventura ela conseguisse abrir uma boa distância por algum motivo de mim e notasse que não alcançaria ela antes do fim do beco, então simplesmente a deixaria ir, caso algum deles ainda saísse vivo de meus golpes, executaria outra punhalada só que agora no meio do pescoço por trás da cabeça, uma vez pronto agilmente voltaria até o corpo caído(s) onde levaria dele(s) tudo que pudesse, primeiro tiraria tudo que houvesse nos bolsos ou bolsa, depois retiraria de maneira ágil o que havia espalhado pelo corpo usando da adaga para cortar alguma parte do objeto se preciso ou até mesmo alguma parte do corpo para assim facilitar a retirada e agilizar minha fuga. Uma vez retirados os pertences de um ou dos dois caso obtivesse sucesso assassinando ambos, ficaria ali alguns instantes me deliciando com aquilo ainda usando minha audição aguçada para ouvir qualquer aproximação suspeita e então voltaria para a escuridão onde retiraria minha máscara e correndo sairia do beco para o ar da noite que já se aproximava, uma vez na rua cobriria meu corpo com aquele tecido anteriormente comprado tomando cuidado para não deixar que o mesmo tocasse minhas partes ensanguentadas e semelhante a uma jovem imaculada, cobriria meu rosto e cabelos assim como todo meu corpo da cabeça aos pés deixando apenas os olhos de fora, partindo com passos lentos e acelerados na direção oposta aquela cena de crime usaria sempre de minha atuação para imitar tanto a postura quando as trejeitos de damas virgens pelo caminho.

Uma vez completamente fora de vista de qualquer pessoa começaria a entrar por várias vielas usando de meus sentidos aprimorados para me precaver de outros ataques e me livrar do tecido branco limpando qualquer vestígio de sangue em mim assim como também trocar minhas roupas paras as de caçador, logo que notasse estar totalmente sozinho, sairia para luz noturna procurando um banco em algum canto da rua onde sentaria e começaria a contar os lucros daquela última ação, calmo como sempre, porém agora sem dúvidas mais feliz.






Objetivo:
 

Histórico:
 

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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


||Legenda||

|- "Roxanne - Intervenção" - |
|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyQui 07 Jan 2016, 22:19

Havia conseguido encontrar o bar do Tom sem muitos problemas além de sua fome. Por estar ainda cedo para a vida noturna, o lugar estava ainda consideravelmente vazio, com poucas mesas ocupadas. Não teve dificuldades em encontrar Tom e, após fazer sua proposta ao mesmo, incapaz de ocultar completamente o seu nervosismo, recebeu palavras duras em resposta, mas cujo conteúdo pareceu amolecer aos poucos.

"Primeiro, uma porrada... 'Senhor Tom', ele quer deixar claro quem manda aqui. Ah, se ele soubesse o quanto eu tou acostumado a servir, o quanto eu consigo fingir que não me importo com isso... hahah...", pensou. Em seguida, foi informado que o que estava acontecendo era uma exceção, e que só seria permitido trabalhar porque ele havia acabado de demitir um cozinheiro. "Com isso, ele quer que eu saiba que eu sou descartável. Faço uma merda e tou na rua. Ele claramente não me conhece.", não pôde conter um leve sorrisinho, convencido em suas habilidades culinárias.

Como que despertando-o de seus devaneios, "Senhor" Tom mandou-o apressar-se à cozinha, que ficava atrás de uma porta pela qual cozinheiros devidamente uniformizados saíam periodicamente. A mera imagem daquela cena trouxe memórias um pouco desagradáveis, a de cozinhar para os malditos lordes em Dawn Island. Mas, ao mesmo tempo, fez com que sua mente voasse ao encontro de sua mãe, que havia ensinado-o a arte que agora praticava para viver. "Espero que esteja bem...", uma prece silenciosa à mãe. Não fazia ideia se ela vivia e, se sim, em que estado estaria. Mas não era hora para pensar nela, não dessa forma. Tinha que mostrar um bom serviço ao Tom e aos outros cozinheiros do Grand Drinqs, para que pudesse trabalhar lá não só por uma noite, mas por muitas outras por vir.

E
ntraria na cozinha abrindo a porta devagar, tomando muito cuidado para não esbarrar em um cozinheiro carregando pratos ou algo do gênero. "Aqui isso só valeria um esporro do Tom. No meu tempo, umas boas chicotadas... aqueles filhos da puta...", pensou, em simultâneo ao primeiro passo dentro da cozinha. Não sabia o que esperar especificamente e num primeiro momento trataria de observar como estavam as coisas, para poder atuar onde fosse mais necessário.

Procuraria o responsável pela cozinha e se aprentaria à pessoa: - Boa noite! Sou Gabriel, o To-... Senhor Tom me mandou aqui pra substituir o cozinheiro demitido. O que precisa que eu faça? - Perguntaria, lembrando-se de todas as boas maneiras que havia sido ensinado por seu velho amigo de sangue azul. - Onde posso conseguir um avental? - Só faria esta pergunta caso a resposta não fosse óbvia e não conseguisse ver um disponível em lugar nenhum. Em seguida, ao receber suas instruções (ou não), lavaria as mãos e se preparia para a bateria de trabalhos que o aguardavam naquele comecinho de noite em Shells Town.

"É hoje... é hoje que eu vou dar o primeiro passo pra minha nova vida..."
, pensaria, um sorriso estampado na face.
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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptyQui 07 Jan 2016, 23:12

Cartazes.




Abaixava a cabeça em sinal de agradecimento a ambos os vendedores, tanto o das armas quanto o da loja de conveniência. Com as bandagens agora, seria um pouco mais fácil realizar primeiros socorros, principalmente em mim. Meu rosto, cheio de band-aids tampavam feridas que estavam praticamente fechadas, mas gostava da sensação de proteção que elas davam. Guardava as bandagens enquanto caminhava para longe dali, imaginando o melhor local para dar o primeiro passo. Já estou pronto, preciso apenas do cartaz e do pirata... Pensava. Não tinha nada contra piratas, aliás eu compreendia o essencial papel deles no equilíbrio do mundo, mas a recompensa que a Marinha dava pela suas cabeças era tentador. Aquele dinheiro precisava estar em meus bolsos.

O estômago roncava também. Estava há muitos dias comendo apenas o necessário e uma comida de qualidade péssima, aliás. Sobrando só 10.000 B$ no bolso e com a minha vontade de querer economizar tempo, resolvi ir para a taverna que o vendedor de armas havia citado. Na taverna eu acabo com três problemas numa única tacada: primeiro que, normalmente, nesses lugares possuem cartazes. Em segundo lugar, é muito comum a circulação de piratas por esses cantos, o que significa que eu posso caçar ali mesmo. Em terceiro, há comida. É uma combinação perfeita e me economiza tempo. Imaginava, já indo para a direção sul em busca do lugar.

Caminharia com os passos apressados. Perguntaria mais informações no caminho, o que poderia fazer muitos estranharem por um jovem adolescente perguntando a direção de uma taverna. Ainda assim, ia sem preocupações quanto aos olhares. V havia me ensinado a não chamar atenção e é isso que eu fazia. Era natural eu me esconder dos olhares enquanto passava. Talvez fosse pela minha aparência nada amedrontadora, que muitos nunca imaginam que pudesse dar algum tipo de preocupação. Outros acham que, pelo meu tamanho, sou um problema de igual altura. De qualquer forma, era bom assim - gostava do anonimato ao máximo possível.

Caso encontrasse a tal taverna, entraria nela de olhos atentos. Com os ouvidos também atentos, escutaria os tipos de conversa ao meu redor, focando em alguma(s) que tivesse um assunto interessante de ter informações. Com os olhos, continuaria a olhar todo o ambiente, sem parar em ninguém específico - o que V havia também me ensinado, afinal nunca era bom ficar olhando fixo para alguém em local público, sempre entregava suas intenções. Buscaria típicos piratas por ali, além também de uma área onde pudessem se localizar os cartazes de recompensas. Sentaria o mais perto desses lugares e, caso me perguntassem se eu queria algo, apenas sacudiria a cabeça, mas se dissessem que, para ficar ali, precisava consumir algo, suspiraria e diria. - Um suco de laranja, então. - Agradeceria e voltaria minhas atenções ao arredor, com a adaga praticamente vibrando de vontade para sua nova estréia.






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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptySex 08 Jan 2016, 17:20



Red Hair Porn
There's just too much that time cannot erase REDHEAD
 

~ Kront, Aaaron & Gabriel ~

- Sabe onde fica o Grand Drings? É uma taverna. - o ruivo perguntava a um transeunte, algum tempo depois de deixar a vendinha aonde tinha coletado algumas informações a respeito da famigerada taverna Grand Drinqs, uma das maiores da cidade. O homem a quem fazia a pergunta estava sentado na calçada, conversando com um outro. Tinha cabelos castanhos, pele clara e um cigarro na boca, enquanto o outro era moreno e careca, com uma lata de cerveja em mãos. - Ah, a Grand Drinqs? Não é muito difícil de achar um negócio daquele tamanho: é só você virar a direita nessa próxima e ir em frente. Com certeza vai encontrar. - ele dizia, e voltava a conversar algumas coisas sem importância com o amigo. Agora que já tinha as direções, o ex-pirata seguiu o seu caminho, indo pelo caminho que lhe fora indicado.

Nesse mesmo momento, na taverna Grand Drinqs...

Aaron adentrava o local com os seus objetivos já em mente. Aquele lugar era perfeito para o jovem: não só ele poderia encontrar os cartazes de procurados que buscava, mas também teria acesso a algumas informações - assim como em toda boa taverna - e, se precisasse, teria o que comer por ali também. Com as direções que tinham lhe sido dadas pelo vendedor da loja de armas, realmente não fora difícil encontrar a taverna: era uma construção bem grande, difícil de errar. O lugar começava, aos poucos, a encher bastante, de modo que já haviam mais mesas ocupadas do que vazias. Procurando um local que ficava mais próximo dos cartazes de recompensas, ele se sentou numa das mesas que ficavam praticamente ao lado de uma espécie de "quadro de avisos", que carregava alguns poucos cartazes com rostos de procurados, provavelmente por ordem da Marinha. Ali, sem dúvida, ele conseguiria achar alguém interessante para caçar.

Na cozinha, no entanto, quem se encontrava era outro ruivo (é, coincidência filha da puta, não acham?), Gabriel. Grand Tom parecia ter subestimado bastante as suas habilidades, além de ter deixado claro que só o estava contratando porque acabara de demitir um dos cozinheiros - e também, que se ele fizesse algo de errado, estaria automaticamente no olho da rua. Porém, isso não fez o jovem se abalar; afinal de contas, ele já estava acostumado a receber aquele tipo de tratamento. No mais, teria certeza de mostrar a sua experiência ali, e de provar que era bem mais do que o "Senhor Tom" esperava. Ao adentrar a conversa, ainda um pouco perdido em seus devaneios, ele apresentou-se ao restante do pessoal da cozinha: - Boa noite! Sou Gabriel, o To-... Senhor Tom me mandou aqui pra substituir o cozinheiro demitido. O que precisa que eu faça? - ele disse, e os outros cozinheiros o cumprimentaram sem cerimônia demais, prosseguindo com o trabalho. Um deles - provavelmente, o responsável - aproximou-se do jovem. Ele tinha cabelos brancos, apesar de não parecer muito velho, e esboçava no rosto um sorriso mutuamente gentil e cansado.

- Bem vindo à cozinha do Grand Drinqs, Gabriel. Não é essas coisas todas, mas se você gostar de cozinhar, vai achar o lugar agradável. - ele disse, sinalizando com a mão para que o ruivo o seguisse. Eles passaram por entre os outros cozinheiros, que parecia preparar todo tipo de prato, desde sopas e carnes até algumas coisas mais exóticas. - O avental você pega ali. - ele apontou, e depois, virou-se novamente para o jovem. - Pode usar esses utensílios daqui, e se precisar de ajuda, é só pedir a alguém. Para começar você pode....ah! Que tal preparar essa carne? É de um búfalo-das-montanhas, o Senhor Tom comprou ontem mesmo de um comerciante viajante. - ele sorria, tocando de leve a carne (com as mãos previamente lavadas, claro). O homem parecia realmente gostar de cozinhar. - Quando terminar, pode usar os ingredientes daquela prateleira pra fazer os acompanhamentos que preferir. Ah, e eu me chamo Mathias; se precisar, é só chamar. Boa sorte, novato. - ele deu dois tapinhas leves no ombro de Gabriel, e foi tratar de seus afazeres. Era hora de começar a cozinhar...

Do lado de fora da cozinha, no entanto, Kront finalmente chegava até a taverna. Notava a movimentação começando a aumentar, e o fato de que foram pouquíssimos os que pararam para observá-lo. Alguns talvez estivessem simplesmente muito imersos nas suas conversas e afazeres pessoais, ou talvez fosse graças ao fato de tavernas estarem acostumadas a receberem todo tipo de pessoa, então um cara um pouco mais alto que a maioria não era nada de surpreendente. Ele se sentava no balcão, acendendo um de seus cigarros e começando a fumar, enfim podendo sentir o gosto da nicotina em sua boca. - Nada por enquanto. - ele dizia ao barman, enquanto dava uma olhada em volta. Havia todo tipo de pessoa, mas talvez quem mais se destacasse - estranhamente - fosse um garoto, muito mais jovem do que a maioria ali. Ele não parecia ser uma ameaça, no entanto. Próximo ao local no qual ele estava sentado, haviam exatos dois cartazes de procurados com recompensas interessantes (os outros deviam ser ladrões pequenos, pois mal valiam duzentos mil). Aaron também tinha notado a entrada do homem mais alto, assim como também observava os cartazes. Ambos conseguiam ver o seguinte:

• Felix Barion, 1.625.000: o cartaz mostrava o que parecia um jovem, de pele ligeiramente escura, longos cabelos negros e olhos agressivos.
• Joe Noizz, 1.300.000: o cartaz mostrava um outro jovem, de pele pálida e cuja característica mais marcante era o fato de estar usando uma máscara, daquelas de hospitais.

Dessa forma, haviam dois procurados diferentes que os aspirantes a caçadores podiam escolher. O problema? Nenhum sabia das intenções do outro. O que aconteceria se fossem atrás do mesmo homem? Bem, isso é algo que só o tempo pode dizer...

~ Vlad ~

O sangue que manchava a adaga de Vlad finalmente o fizera se lembrar do quão bom erar banhar a si mesmo e aos outros naquela água de cor carmesim, talvez o mais puro e, ao mesmo tempo, mais amaldiçoado dos líquidos. Tudo acontecera bem rápido, na realidade, experiente como era aquele assassino mascarado. Ele esperou o momento correto, quando os dois nobres começavam a se preparar para a "dança do amor", e foi se aproximando aos poucos, silencioso, furtivo, mortal. Quando a hora chegou, já era tarde demais para uma das duas vítimas tentar fazer alguma coisa; o ruivo lançou-se sobre os alvos com uma velocidade assombrosa, acelerando de uma maneira inacreditável de um segundo para o outro, a sua arma em mãos e pronta para ceifar as vidas de ambas as pessoas que ali estavam, à sua frente. Como o homem estava mais à sua frente, ele foi o primeiro: a adaga perfurou-lhe pelas costas, e a lâmina ligeiramente longa conseguiu atravessar-lhe o coração num único e poderoso movimento. A mulher, horrorizada mas ao mesmo tempo sem entender o que se passava, apenas pôde gritar, tropeçando e tentando correr para salvar a própria vida. Ela não sabia quem o fizera, e ela também não sabia por que motivo, mas ela sabia de uma coisa: ele usava uma máscara assustadora.

A moça correu, correu e correu, já sem muitas esperanças de conseguir sair viva dali. A escuridão não ajudara muito, e por isso, tudo o que conseguira identificar fora uma máscara de ossos. Vlad não podia deixá-la ir embora assim, mas...ele já tivera adagas melhores. Talvez estivesse usando movimentos muito violentos para aquela arma, cuja qualidade não chegava nem perto das que ele estava acostumado a usar. Após cravá-la no homem, a lâmina, que não perfurava tão bem assim, demorou um pouco para conseguir voltar, dando o tempo necessário para a mulher correr por sua vida. Mas estava tudo bem. Seu rosto não havia sido visto, e a escuridão muito provavelmente ocultara qualquer outra informação ocular que não o vermelho do sangue e o branco da máscara. Ainda precisaria sair do local, é claro, mas desde que fosse rápido, poderia se deliciar em todo aquele sangue, e ainda coletar algo do corpo desfalecido do homem. Vasculhando os bolsos do mesmo, coletou alguns maços de dinheiro que mais tarde descobriria serem generosos cento e cinquenta mil, uma recompensa de fato boa, para um assassinato tão fácil. Porém, ele não podia demorar ali: em breve, chegariam outras pessoas, e nesse momento ele tinha de já estar longe. Bem longe.

Depois de se afastar do local por meio de vielas e becos escuros, enquanto vestia uma espécie de disfarce com o tecido branco que comprara anteriormente, Vlad finalmente encontrara um local seguro o suficiente para se trocar e tornar-se novamente o pacato caçador que apenas visitava aquela ilha...ou algo do tipo. Próximo ao local no qual se encontrava - mais especificamente, umas duas ruas antes da viela na qual havia acabado de entrar - ele tinha visto uma grande taverna, Grand Drinqs. Lá estava, uma oportunidade para fazer uso de seus lucros mais recentes. De fato, aquele dia estava sendo deveras divertido...


POST: 03 SHELLS TOWN 1ª AVENTURA

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Felix:
 
Joe:
 

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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptySex 08 Jan 2016, 19:20

Que a caçada comece!




Tavernas eram locais engraçados. Uniam-se ali pessoas dos mais diversos tipos, dos mais diversos lugares, dos mais diversos objetivos e histórias para contar. Ali, era quase como se os problemas sumissem - apesar de parecer que outros surgiam - para todos comemorarem por mais um dia de vida. Eu não era muito diferente. Havia passado um bom tempo no mar, estava cansado de ver sempre os mesmos rostos e, naquela situação, por mais que fosse social demais para o meu gosto, me fazia dar um sorriso de canto de rosto.

O calor humano do lugar não era ruim, confesso, apesar de adorar o frio da solidão. Enquanto gargalhavam, bebiam e interagiam entre si, via um homem de uma altura um tanto quanto diferente. Já havia visto alguns assim, mas não era costumeiro, confesso. Com essa altura toda, deve ser bem difícil esquivar ou se ocultar... Imaginava, voltando agora aos cartazes. Puxava dois, olhando bem todos os detalhes possíveis daqueles dois piratas.

Felix Barion, 1.625.000 Olhava para o homem. Tinha um olhar selvagem, uma pele de bronze e cabelos escuros, como se passasse petróleo em suas mechas. Boa recompensa... Mas temo ser muito para o início. Estou acostumado a caçar pela Grand Line, mas não devo subestimar ninguém. Subestimar um oponente, por mais fraco que ele aparenta ser, pode significar a morte. Refletia. O segundo era igualmente interessante, colocando seu cartaz ao lado do de Felix. Joe Noizz, 1.300.000 Encarava seu rosto, logo após ter visto sua recompensa e seu nome. Um médico? Pela máscara, aparenta possuir habilidades além das físicas. Deve ser trabalhoso derrotá-lo devido às doenças ou venenos que ele deve manipular, mas com uma recompensa menor, pode significar ser mais fácil... No mesmo instante, afastava o pensamento de minha mente. Não subestime ninguém, Aaron.

Daria uma última olhada para os cartazes, dobrando-os e guardando-os em seguida. Começaria a imaginar um plano de caça, imaginando o tempo que demoraria para anoitecer. Muitos piratas atacam de noite para facilitar as suas ações. Os que agem durante o dia são os mais sociopatas, os que gostam de atenção. O segundo posso descartar como um desses. Parece o tipo de homem que se oculta por becos e envenena mulambos e mendigos. Já o primeiro... Lembrava-me de seu olhar selvagem novamente. Ele deve estar agindo agora mesmo. Enquanto pensava, olharia em volta. Eu poderia ter a sorte de encontrá-lo ali mesmo e, para isso, a minha adaga já estaria preparada. Não atacaria o mesmo do nada, apenas aguardaria a melhor oportunidade. A paciência era uma virtude que eu gostava de utilizar.

Caso, porém, nada encontrasse, partiria para o balcão - mesmo que significasse entregar a minha mesa para alguém. Não tinha intenções de ficar ali, portanto não era tão importante assim. Chegaria ao balcão, chamando a atenção do barman assim que possível. - Com licença, mas o que pode me dizer sobre Felix Baron e Joe Noizz? - Perguntava. Nesses lugares, barman sempre sabia desse tipo de coisa, afinal seus ouvidos captavam de tudo um pouco. Aquela cabeça poderia saber informações o suficiente para deixar qualquer caçador rico. - Sabe locais frequentes que eles apareçam? Ou qualquer outra informação que me leve a eles ou me ajude quando encontrá-los? - Apesar de falar baixo, quase discreto, eu também era direto e objetivo. Queria saber aquelas informações apenas e, para isso, não precisava enrolar, como V gostava de fazer.

Agradeceria o que a mim fosse dito e, mesmo depois de saber tudo, ficaria um pouco mais ali. Tavernas eram famosas pelas imprevisibilidades do que aconteciam ali. Sempre poderia conseguir uma caça fácil, rápida, que me garantiria alguns trocados para me virar. Aguardaria ali, mais um pouco, sentado em algum canto isolado, observando tudo e a todos e, também, planejando meus próximos passos a partir dali, é claro. Não podia partir para uma caça de mãos abanando - não de armas, mas de planejamento. Quanto a arma, eu já havia garantido a minha companheira.

As abordagens, porém, não paravam por aí. Atrapalhando um pouco da minha observação, o homem grande aparecia para questionar o meu objetivo ali. Havia notado, em partes, sua atenção para mim, mas não imaginava que chegaria a ponto dele vir falar comigo. - H-H-HÃ?! - Soltava um pequeno grito, um tanto quanto fino, pela pergunta audaciosa do homem. Eu imaginaria milhões de perguntas por parte deles, mas não imaginaria uma pergunta quanto a mulheres. Instantaneamente, eu ficava com as bochechas tão coradas como os meus cabelos eram. Não tão vermelho como falar com uma mulher de verdade, mas era o suficiente para me deixar bem corado. - I-I-ISSO N-NÃO É DA SUA C-CONTA! - Envergonhado, tanto pela pergunta quanto pela atenção que eu chamava, percebia uma terceira figura surgindo pela porta. Uma figura ruiva, como se não houvessem o suficientes por ali.

V aparecia e observava o local da maneira que havia me ensinado a fazer. Não ficava com o olhar em ninguém em específico, passando os olhos rapidamente por tudo, mas também sabia que ele estava pegando todas as informações possíveis. Ele falava comigo e com o homem grande como se eu fosse um estranho. Sabia que ele tinha motivos para isso... Mas não imaginava o motivo. 50.000 B$ pra cada? Como V conseguiu mais dinheiro? Por favor, não me diga que se expôs demais... Suspirava, ouvindo o que ele tinha a dizer, mesmo sabendo que já estava utilizando de suas artes de mentir. Aguardaria, ouvindo-o, para entender não apenas o que ele estava planejando, mas também a reação do outro ruivo. Como um bom parceiro, dançaria a mesma dança que V, entrando no mesmo teatro, apesar de não saber mentir como ele, para seus planos, mas também temendo pela probabilidade de sucesso do que ele tinha em mente.

E percebia, logo no olhar de Lariath, que as coisas poderiam sair do controle a qualquer instante. Era como se estivéssemos num barril de pólvora e, afinal, qual taverna não era? Pegava os cartazes dobrados e entregava para V, como ele havia pedido. O homem alto é estranho e não me agrada... Mas me pergunto o quão útil poderia ser. Pensava, enquanto V olhava rapidamente as recompensas. - Eu não iria. - Desceria do banco onde estava, respondendo a citação de V quanto ao que eu não deveria me preocupar com aquele homem, mas, ainda assim, a adaga estava pronta. Caso o homem alto sacasse a espada para V, sacaria imediatamente a minha adaga e, aproveitando de minha altura, já encaixaria a minha lâmina rente às suas costelas, pronto para perfurá-lo. - Só vá embora. - E, percebendo rendimento, guardaria a adaga e seguiria V para fora dali.

Lariath, como era chamado o personagem no qual V estava vivendo naquele momento - afinal, sempre que o mesmo interpretava alguém novo, ele vivia o personagem quase que literalmente - sabia bem o que tinha que ser feito. Conhecia seus métodos tanto como eu conheço os meus, mas confesso que as vezes parece radical demais. Sabia que aquele homem alto não estaria vivo se a situação fosse um pouco mais diferente, mas estava contente que as coisas acabaram sem chamar muita atenção, afinal esse era o nosso objetivo ali. Pegava os cartazes com ele de volta, guardando em meus bolsos e sorrindo pelos cabelos desarrumados que ele deixara. - Não se arrependerá, V. - E, fechando o raro sorriso, voltaria a caminhar com as informações que eu havia adquirido, compartilhando agora o que eu havia pego e suposto com V.






OFF:
 

Histórico:
 

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Última edição por Yami em Sab 09 Jan 2016, 04:59, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptySab 09 Jan 2016, 00:11

Um Assassino à Solta.




O sentimento ao contar aquelas notas nem de longe era tão satisfatório como o de sentir a morte daquele homem em minhas mãos - praticamente de maneira análoga era a diferença entre assistir um filme para adultos e de fato realizar as cenas. Cento e cinquenta mil berries. O olhar daquela mulher fugindo voltava a minha mente, será que ela teria visto a máscara com detalhes? O maldito corpo do rapaz havia feito a adaga barata emperrar de modo que mesmo sendo mais rápido que a vadia, não teria conseguido alcança-la. Deixar ela ir foi a melhor opção, mas quanto mais teria naquela bolsinha? Quanto valeria aquelas jóias? A péssima sensação apertava minha garganta e por um momento sentia algo próximo a ira e retirava a adaga a ponto de arremessá-la o mais longe possível, porém logo retomava o controle deixando a calma habitar minha mente - o fato era que odiava perder dinheiro mesmo que ele ainda não fosse meu, que houvesse apenas uma chance de me pertencer.

Besteira, ainda possuo cento e sessenta e cinco mil e putinhas ricas nessa cidade são que não faltam. Fingir estar conformado ajudava-me na hora de raciocinar direito sempre que o assunto era perder dinheiro e por sua vez, guardava novamente a lâmina traiçoeira e lentamente me erguia prendendo os maços de dinheiro abaixo de meu cinto, ao lado da adaga. Não muito longe de mim estava uma taverna, podia ouvir a balbúrdia e o burburinho que lá de dentro escapava, por alguns momentos pesava qual seria o passo seguinte uma vez que cada vez mais a noite se aproximava, poderia matar mais alguns pares de transeuntes e acabar o dia com meio milhão, porém a fuga da maldita garota havia simplesmente retirado toda e qualquer chance de Shells Town encontrar mais corpos pelas vielas ao amanhecer, sem dúvidas logo guardas da patrulha estariam passando por toda a cidade, o melhor era deixar a poeira baixar. Um bom drinque.

A taberna naquela noite sem dúvidas não havia ainda alcançado seu ápice diário de clientela e era compreensível já que ainda era cedo – assim que abri as portas pude sentir o cheiro característico e não me refiro a limpeza e sim ao odor dos clientes fiéis do lugar. Fui direto para o balcão, não queria chamar atenção e sabia que caso ficasse na porta olhando todos cuidadosamente mesa por mesa, logo puxaria confusão. - Olá, boa noite. - Colocava o braço destro sobre o balcão e me virava para trás observando as mesas próximas aos cartazes de procurado, estava vazia assim como o mural a não ser é claro pelos bandidos pé de chinelo como eu e Aaron costumávamos chamar aqueles com menos de quinhentos mil pela cabeça. - Gostaria de uma Gim Tônica com uma dose de tequila e também gostaria de saber onde fica o quartel general meu bom homem. - Sorriria aguardando que o atendente trouxesse minha bebida e passasse a informação solicitada assim como o preço do drinque. - Está aqui, fique com o troco pela ajuda. - Pagaria o valor da bebida dando dez por cento a mais para o balconista devido a informação, beberia o primeiro gole calmamente sentindo o gosto da tequila queimar a parte superior de minha língua e ao mesmo tempo resfriar graças a gim tônica. Uma delícia.  

O ambiente interno do local era grande e aproveitava isso para simulando um deslumbre procurar pessoas interessantes para serem vítimas ao fim da noite. Confesso que encontrar Aaron no balcão não muito longe de mim me espantou, o rapaz parecia ter uma conexão psíquica sem nexo comigo - pode parecer estranho - mas muito se assemelhava a pensar igual só que diferente. Muito próximo do mesmo estava um enorme homem que parecia querer algo que estava sob posse de meu pupilo, sorri e dei mais um grande gole em meu drinque repousando o copo no balcão. - Hei vocês dois, pago cinquenta mil à cada para que me escoltem até o quartel general, preciso falar com o capitão da ilha sobre algo que vi agora pouco. - Olhei seriamente para ambos os ruivos, deixei subtendido no olhar indiferença para com Aaron, como se nunca o tivesse visto na vida e terminando meu copo em um longo gole e um forte baque na mesa, me ergui do acento indo em direção a porta. - Não demorem rapazes. - Completava achando que a oferta era irrecusável, porém ela era recusada.

O homem grande parecia ser do tipo vagabundo e confesso que era de todos o que menos gostava. Olhava para Aaron e notava que o mesmo estava vermelho, em situação desconfortável devido a pergunta do nosso desconhecido, aquilo foi indigesto sem dúvidas, respirei enquanto me perguntava porque não sacar a adaga e matar ele ali no meio da taberna mas mantive a calma e a complacência. - Você só pode lucrar o que eu acabei de lhe oferecer, qual parte essa sua cabeça dura não entendeu? - A voz era descontraída assim como minha expressão. - Garoto, me passe esses cartazes, deixe-me vê-los. - Diria para meu pupilo esperando para analisar ambos, eram boas recompensas iniciais sem dúvidas. - Já terminou o que procurava aqui? Venha, não precisamos dele e muito menos você precisa responder o que ele lhe perguntou. - Dizia me colocando de lado para que Aaron passasse por mim para longe do homem, mais exatamente nas minhas costas para me cobrir caso algo ali começasse antes do esperado. - Sugiro caro homem, que controle as palavras com desconhecidos desarmados. - Sorria e o tom de voz agora mudava assim como meu olhar que tomava maior tom dourado fixos na presa como os de uma fera, aquele que falava não era mais Saitan Vlad e sim Lariath. -Até porque eles são os mais perigosos. - As falas saíam como cortes na direção do homem e por sua vez, prosseguia. - Eu irei caçar esses procurados agora e espero não ter o desprazer de lhe encontrar próximo à eles, caro cabeça dura. - Mantinha o contato visual com o mesmo e então colocava os cartazes dobrados dentro de minhas vestes próximos ao peito, lentamente começava a me virar colocando a mão em minha adaga por precaução e com voz novamente gentil, completava. - Foi um prazer conhecê-lo e uma pena não ter você em nossa companhia pela noite e vielas desertas dessa cidade. Passar bem. - Me dirigindo à porta sairia do estabelecimento lentamente passando a mão pelos cabelos de Aaron e entregando-lhe novamente os cartazes. - Vamos fazer do seu jeito hoje.






Objetivo:
 

Histórico:
 

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Você não me vê na batalha?
É claro que estou lá, veja só o terror e o medo neles.


||Legenda||

|- "Roxanne - Intervenção" - |
|~Roxanne - Pensamentos~ |
|Roxanne - Fala|


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Última edição por Luna em Sab 09 Jan 2016, 04:48, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptySab 09 Jan 2016, 03:37



Previsão: Tempestade de ruivos!
Player: Kront X Aventura: 1 X Post: 4  X Posts sem fumar: 0 X Ficha: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]
Ainda não conhecia o suficiente da cidade para encontrar qualquer estabelecimento por conta própria, mesmo um grande como o Grand Drings, foi necessário indagar a localização à dois homens que bebiam na calçada. Virava à direita na próxima esquina e seguia em frente o caminho até a taverna, o local onde escolheria minha presa. O caminho não fora longo, em poucos instantes chegava ao estabelecimento, assim que adentrava a porta de entrada as vozes do local invadiam meus ouvidos. Ainda não estava lotado, porém, tinha mais pessoas do que caberiam na maior taverna que já dormira em Shells Town até o momento. Após sentar no balcão e explicar que não pediria por enquanto, começava a fumar o cigarro. A familiar nicotina espalhava-se em minha língua. Já experimentara um cigarro melhor, mas, pelo preço que custara, este era mais que aprazível.
As pessoas que ali encontrava pareciam ser iguais aquelas das tavernas em que passara, no dia seguinte esqueceria seus rostos comuns e expressões vazias. No entanto, uma delas chamara-me a atenção. Esta, tratava-se de um jovem de madeixas e olhos avermelhados, possuía uma aparência nada ameaçadora, mas aqueles olhos...havia algo de intrigante neles. Percebi que o mesmo fitava os cartazes de procurados que ali havia. Deixando o garoto um pouco de lado, começava a olhar mais detalhadamente os cartazes, as recompensas eram mais baixas do que havia imaginado. Sabia que as recompensas dos piratas dos Blues não eram tão altas, mas o maior deles nem chegava a dois milhões de berries, isso nem se comparava a recompensa atual do Ex-Shichibukai Keiichi. Um pouco desanimado, memorizava dois nomes e rostos. Felix Barion e Joe Noizz, conhecia a expressão de alguém que já matou, os dois mostravam-me ela claramente.
#Ainda nenhuma conversa dos clientes ajudara-me com minha caçada, porém, o garoto que notara anteriormente fazia uma indagação ao barman, era exatamente aquilo que precisava saber. Focaria minha audição na resposta do homem enquanto daria a outra tragada no cigarro. Então o garoto estava à procura daqueles piratas...seria um caçador de recompensas ou aspirante a um? Isto era algo que ainda não havia pensado, certamente deve ocorrer com frequência na vida de um caçador, mas, não espera ocorrer tão cedo para mim. Dois caçadores para a mesma presa. O que seria comum nesse caso? Fazer uma aliança ao outro caçador e dividir ou prêmio...ou simplesmente “eliminar” a concorrência? Era o primeiro desafio que enfrentaria. Ouviria atentamente toda a conversação entre o pequeno ruivo e o barman, e em seguida, aproximar-me-ia do primeiro. Precisava analisar a concorrência, saber se era mais vantajoso matá-lo ou usá-lo para pegar os piratas.

~ Você nessa idade já está atrás de piratas? Pelo menos já beijou uma garota?

*Sorriria para o ruivo e daria outra tragada no cigarro. Percebia que um homem se aproximava de nós dois, este tinha uma aparência muito diferente das pessoas daquele local assim como sua expressão. Era calmo, alegre e esbanjava confiança. Surpreendentemente o mesmo fazia uma oferta para mim e ao garoto. Percebia que nós três éramos ruivos. Seria uma maldita coincidência ou era destino? Oferecia cinquenta mil berries para segui-lo até o Quartel-General, pois, de acordo com ele, precisava falar com o Capitão da cidade. Era um tanto quanto intrigante, ele aparentemente parecia precisar de ajuda para um combate. Não conhece minhas habilidades e personalidade, mas, deve ter visto que carrego uma espada, a única coisa que deve ter notado é que poderia defende-lo de alguma forma.

~ Interessante. Você parece mais experiente que esse aqui. Ele ainda não quis me responder se já beijou alguém.  

Daria a última tragada no cigarro deixando seu sabor desaparecer em minha boca gradualmente. Com a minha altura, sempre era o único a receber a fumaça que saía de meus pulmões, todos sempre agradeciam por isso. Certamente precisava de dinheiro o mais rápido possível, porém, não conhecia aquele homem, tão pouco confiava nele. Já escolhera minhas duas presas, precisava começar a caçada, assim que pegasse uma delas ganharia muito mais do que aquele ruivo estava me oferecendo, para segui-lo e correr os riscos que ele oferece precisava ganhar mais do que isso.

~ Olha, estou de olho naqueles dois caras ali. ~ apontaria para os cartazes de Felix e Joe. ~ Para participar de sua escolta, você tem que me convencer que vale a pena perder esse tempo. Minha caçada acabou de começar. Mas, dane-se o que você quer no QG e os riscos que estou correndo. Só me diz quanto mais posso lucrar com isso Samurai-kun.   ~

Aguardaria, com uma das mãos no bolso, as palavras do ruivo que me oferecera a proposta. O mesmo parecia não ter gostado muito da minha resposta, além do mais, ousava falar que também procuraria os dois piratas que eu havia mencionado. Mais um caçador. Parece que não encontraria naqueles dois homens uma aliança. Logo...seria a eliminação.

~ Então...parece que não chegamos a um acordo. Lá fora é uma selva meus caros companheiros. ~sorriria maliciosamente. ~ Espero que não nos esbarremos novamente.  Foi um prazer conhecê-los.

Dessa forma, aguardaria a saída da dupla e, depois de alguns minutos, sairia a procura dos piratas que havia memorizado os rostos. Ficaria atento aos ex-companheiros de bando e aos novos caçadores, qualquer ruído ou movimentação estranha ficaria de prontidão. A noite estava começando a ficar interessante.


Legenda:
# Depois da pergunta do Yami ao barman.
* Depois da abordagem do Luno.

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: O preço do Sangue - Começo!!   O preço do Sangue - Começo!! - Página 2 EmptySab 09 Jan 2016, 15:55

Mathias havia se mostrado ser um sujeito bem bacana, apesar de ser um pouco esquisitão - sequer era capaz de julgar sua idade, baseando-se em sua aparência. Gabriel esperava um ambiente um pouco mais hostil, a exemplo da dureza do Tom. Talvez aquele fosse apenas o jeito dele e ele não fosse má pessoa, apenas tinha a rigidez necessária para manter os negócios em funcionamento. O fato, porém, é que havia ficado com um pé atrás com Tom, uma vez que o tratamento recebido por ele, apesar de muito menos intenso do que o que recebia nos seus primeiros anos de vida, remetiam à servidão.

Tinha um belo pedaço de carne de búfalo-das-montanhas para preparar. Nunca havia trabalhado com essa carne em especial, mas ela assemelhava-se à carne de vaca, e com essa ele sabia fazer sua mágica. Mas primeiramente, precisava equipar-se. Em primeiro lugar, tratou de lavar as mãos. Pelo manuseio da arma, mesmo que apenas tivesse carregado-a, precisava ter certeza de que todo resquício de pólvora havia ido embora. Usaria bastante sabão e esfregaria os dedos uns nos outros até não conseguir sentir nenhum cheiro estranho nas mãos. Em seguida, colocaria o avental, ajustando-o de forma que ficasse firme, mas não muito apertado. Só então prosseguiria para a sua estação de trabalho inicial, a bancada.

Tinha à sua disposição material suficiente para trabalhar, era hora de começar a pensar no prato. "Vacas geralmente vivem em pastos amplos, e mesmo assim a carne pode ser dura. Esse tal búfalo-das-montanhas deve viver numa região bem mais complicada, com elevações e subidas, então os músculos devem ser mais fortes e a carne, mais dura. Vou precisar amaciar bastante." - deduziu, esperando estar certo.

Lavaria a tábua, pois apesar de não duvidar que estivesse limpo, era bom ter certeza. Após isso, colocaria o bife sobre ela e começaria a bater em toda a sua superfície, utilizando-se do martelo específico para esse fim. Seus golpes seriam ritmados, para que não cansasse muito. Não era exatamente forte fisicamente, então precisava coordenar seus movimentos bastante bem com a sua respiração, para ter o fôlego extra que aquela tarefa demandava. Quando achasse que um dos lados estava bom, viraria a carne e repetiria todo o processo.

Uma vez amaciada a carne, pensaria no que fazer com ela. "Hmmm... esse é um bom pedaço para assar. Poderia fazê-la em bifes, mas acho que é realmente melhor assar, recheada. Essa cozinha parece boa o suficiente para isso, não devo ter problemas com ingredientes, nem com os utensílios. É... fazer a receita da mamãe.", pensou, sorrindo. Sentia saudades de cozinhar junto com sua mãe, sentia que ainda aprenderia muito com ela, se tivesse escolhido ficar.

"Ok, eu preciso de algumas coisas. A carne, obviamente, já tenho. Bacon não deve faltar por aqui, também, e não devo precisar de muito; vai ser picado, para o recheio. Alho, cebola, salsinha, manjericão e alecrim. Pão de forma também deve ser fácil, pois por ser um bar, deve servir lanches também. Todos ingredientes comuns.", refletiu, satisfeito consigo mesmo.

O primeiro passo de todos era abrir a carne, formando uma espécie de manta, ampla, para que o recheio fosse posto no meio e, então, a carne seria fechada. Era uma ideia bem simples, mas o resultado era simplesmente fenomenal. Com uma faca afiada, cortaria a carne no meio, abrindo-a com as mãos. Não levaria o corte até o final, efetivamente separando-a em dois pedaços, pois isso quebraria a ideia de ter uma manta. Para deixá-la mais fina, bateria em cada uma das duas partes com o martelo, até que a espessura desejada fosse atingida.

Em seguida, pegaria uma pitada de sal e distribuiria sobre toda a extensão da carne - se botasse mais que isso, ficaria salgada demais, já que a absorção de sal desse alimento é bastante elevada. Cobriria a carne com guardanapos ou papel filme, o que tivesse à disposição, para que moscas e outros animais nojentos não pousassem sobre ela.

Passaria uma água sobre a tábua, para que pudesse utilizá-la para cortar o recheio de bacon, alho cebola e pão de forma, a princípio. Cortaria o alho e a cebola bem pequenos, até que achasse que a quantidade era suficiente. Precisaria de uma colher de sopa de alho e três de cebola. Empurraria-os para o canto da tábua usando a faca, para que pudesse trabalhar com as fatias de pão de forma.e o bacon. Tiraria as cascas do pão e esfarelaria-o, usando a faca para cortá-lo em pedaços tão pequenos quanto possível: seis fatias ao todo. Colocaria o farelo em um pequeno pote, reservando-o.

Procuraria então bacon naquela cozinha, um pedaço modesto, de não mais de 200g. Cortaria-o em pequenos cubinhos, reservando-o também. Essa seria a primeira base do recheio, faltava a segunda, de ervas. Aqui, para deixar o gosto dos ingredientes do recheio bem distintos, harmonizando-se somente já dentro da peça de carne, usaria outra tábua para cortá-los. Pegaria o manjericão, a salsinha e o alecrim, picando-os com destreza e já misturando-os, levando então para outro recipiente. Lavaria esta tábua e, então, guardaria.

Era hora do preparo do primeiro recheio, após os ingredientes estarem prontos. Em uma frigideira com um filete de azeite, despejaria o bacon e colocaria em fogo alto. Após dois exatos minutos - contados mentalmente - Gabriel abaixaria o fogo para médio, viraria o bacon com uma espátula e despejaria a cebola e o alho picados, deixando-os dourar. Abaixaria o fogo e despejaria o farelo de pão, misturando-o bem com os ingredientes já presentes anteriormente, até formar uma espécie de massa homogênea. Quando fosse o caso, desligaria o fogo e despejaria-a sobre toda a manta de carne de búfalo-das-montanhas separada a priori, espalhando-a bem, mas sem passar para as extremidades, uma vez que a carne seria enrolada. Sobre isso despejaria as ervas já picadas e bem misturadas, seguindo o mesmo conceito de não colocar nas extremidades da carne.

Enrolaria-a com a destreza de quem já havia feito isso uma porção de vezes, e prenderia-a com palitos. "Mas que obra de arte...", pensaria, quase rindo para si mesmo. Procuraria uma assadeira e colocaria a carne ali, com bastante azeite, untando-a. Gostava de como o azeite combinava com uma porção de pratos, não só as saladas, como muitos acreditavam. Cobriria tudo com o papel alumínio, pois antes da carne dourar, precisava estar cozida. Pré-aqueceria o forno a 200°C por 10 minutos, contados mentalmente. Sua calma quase sobrenatural combinava com a sua precisão matemática da contagem de tempo. Às vezes imaginava como sua vida seria complicada se ele conseguisse perceber o tempo da forma que percebia, mas sendo um cara agitado.

Uma vez que o forno estivesse pré-aquecido, levaria a carne a ele, pondo-a com cuidado, de forma a ficar centralizada. Passados exatos trinta minutos, os quais contaria na cabeça enquanto lavava a louça que havia usado, retiraria o papel alumínio e usaria a gordura derretida do bacon, quando frito, jogando-a por cima da carne. Deixaria então a carne pegar cor por um período de 10 minutos, durante os quais aumentaria a temperatura do forno em 20°C.

Quando a carne estivesse pronta, retiraria-a do forno, retiraria os palitos, agora desnecessários, e cortaria cerca de dez rodelas grossas, ou quantas conseguisse, exceto por uma, um pouco mais fina, que ofereceria ao chefe Mathias e ao Senhor Tom, para que provassem sua habilidade.

- Chefe! Meu prato está pronto para ser servido. É um bolo de carne recheado com bacon e ervas que dispensa acompanhamentos e combina com um bom copo de cerveja escura bem gelada. - Falaria com bastante convicção, apresentando-o metade da fatia fina, para que ele provasse. A outra metade estava guardada para Tom, em outro prato. Uma vez que Mathias provasse, iria até a porta da cozinha, com o prato de Tom em mãos, bem como um garfo.

- Senhor Tom, prove, acabei de fazer, ainda está quentinho. - Diria, um sorriso bastante convencido no rosto.

Após isso, voltaria à cozinha e esperaria mais instruções de Mathias, seguro de que tinha feito um excelente trabalho com a primeira.





Off:
 

Objetivos:
 

Histórico:
 

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