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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - A Step of Harmony

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AutorMensagem
Roy Collins
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Roy Collins

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MensagemAssunto: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySeg 04 Jan 2016, 17:23

Relembrando a primeira mensagem :

I - A Step of Harmony

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Shira Yarin. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Kekzy
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySex 08 Jan 2016, 22:21

Página 2 ⁞ Post 03 ⁞ Status: Normal


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About to Break

O tempo. Quanto nós temos? Melhor, quanto eu tenho? É um luxo que eu não tinha, o tempo corria contra mim, mas ao mesmo tempo o tinha de sobra. E cada segundo sem poder desfrutar da minha música me consumia por dentro, como uma engrenagem prestes a quebrar.

Me senti frágil. Mais uma vez.

Levei a taça de vinho a minha boca, senti o seu cheiro, agradável. Esperei que o gosto fosse tão convidativo quanto a fragrância, logo o levei até a boca. Era disso que eu precisava, relaxar. Senti a explosão do sabor e me deixei esperar até a chegada do peixe, dispensei o garçom com educação, não podia ser tão ruim aguardar, não com música. Pelo menos, era isso que esperava.

Mas também não ficaria ali parado por mais meia hora, havia pessoas o suficiente para se conversar, aliás, havia uma harpista. Me levantei com delicadeza, levando a taça de vinho com cuidado, iria até o encontro da mulher, seus traços eram de meu interesse. Como ela se pareceria? Gostaria de saber. Resolvi me aproximar mais, assim faria se conseguisse.

Poderia até não conseguir uma conversa agora, mas um assento mais próximo poderia estar mais perto de meu alcance, e se estivesse, ele seria meu. Conseguindo, tentaria puxar conversa. Não custava nada.

Bela harpa — começaria elogiando o instrumento. Não existe muita coisa a mais que um músico que se preze dê mais valor — Shira, prazer — me apresentaria ao seu olhar.

Abriria meu melhor sorriso amistoso. Novos colegas músicos, não seria uma má ideia, relações sempre te levam a algum lugar, quem sabe até não poderia chegar mais perto de obter um novo violino. No mais, caso estivesse falando enquanto ela se preparava voltaria ao meu lugar e esperaria o peixe para assim comê-lo, e então a daria toda a atenção que meus ouvidos pudessem. Não tendo a minha chance, apenas aguardaria até o final de sua apresentação para iniciar a conversa.

Mas uma coisa já era certa na minha mente. Não sairia dali com fome, muito menos sem a conhecê-la.

Spoiler:
 

Spoiler:
 





Última edição por Kekzy em Sex 08 Jan 2016, 22:32, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySex 08 Jan 2016, 22:27


Post: 3 Where: Malkiham Wheater: Ensolarado, ligeiramente frio Time: Meio-dia

Primeiro Contato



Ah, finalmente um sujeito interessante e digno de conversa. Carismático, aberto, falante. Exatamente o tipo de homem com quem eu gosto de ter um bom diálogo. Provavelmente ele deve ter a mesma mente que eu, uma que consiga encurralar alguém apenas com palavras e sua inteligência. Sem dúvida, será uma pessoa a relembrada, porém a ser empreendida com cuidado.

A parte das cortesias está prestes a se terminar. Abriria um sorriso com o canto de minha boca,  sinal de minha aprovação pela conversa. Tenho certeza que nós dois estamos bem cientes do jogo com palavras em que estamos participando, e nós dois devemos estar adorando isto. Eu seriviria uma dose de whisky na taça de Kotomine, reprimindo minha má vontade; afinal, era uma linda bebida que nunca passaria pela minha garganta. Aproveito este momento para examinar o homem atentamente.

Ele traja um casaco de couro, algo que visivelmente exibe seu poder financeiro, e sua taça dourada apenas confirma tal situação social. Ele é rico, porém não é um rico idiota. Não deve ter herdado sua fortuna, nem a ganho por sorte: sua esperteza provavelmente lhe garantiu a fortuna. Realmente, estou feliz por finalmente ter encontrado alguém digno de meu tempo e atenção. Vejamos para onde isso irá rumar...

A pergunta que me foi feita por Kotomine é uma pequena armadilha comum; perguntar as intenções de alguém com o máximo de educação possível, assim ingênuos são tentados a dar seu verdadeiro objetivo; oras, quanto menos alguém souber de você, menos poderá te encurralar. A resposta certa seria uma pequena desculpa clichê:

Ora, sempre achei que beber só é uma chatice. Uma boa conversa sempre faz bem, não? Então, diga-me: o que fazes aqui? Desculpe, mas percebo sua opulência, caro senhor, e sou apenas um pequeno aventureiro com pouco poder financeiro e boa vontade de sobra. Então, o que me diz de... darmos um jeito?

Sua fartura financeira realmente pode me auxiliar; um trabalho, talvez, se for interessante. Meu chute é que ele trabalha para Krieg, o prefeito corrupto. Oras, eu adoro tudo que se faz por baixo dos panos... Kotomine provavelmente entenderia minha mensagem implícita; preciso testá-lo, para ver se é perspicaz como eu imagino. Caso ele não entendesse o que eu quis dizer, apenas lhe pediria para deixar para lá, e lhe perguntaria se havia alguns grandes rumores na ilha. Apenas trabalharei para quem for tão esperto ou mais esperto do que eu.

Caso ele entendesse e aceitasse minha proposta, lhe sussurraria:

Vamos em um lugar mais privado, afim de discutir as... condições.

E seguiria-o para onde ele me levasse, levando minha garrafa de whisky e um olho sempre atrás de mim. Talvez aqueles caçadores do clã Ant-Bullet estariam nos seguindo, e não gostaria que eles arruinassem um trabalho meu.

Se ele recusasse, apenas assentiria com minha cabeça e murmuraria:

Hmm, entendo... Então, me conte, o que haveria para alguém como eu fazer nesta ilha? Algum acontecimento interessante onde eu possa me involver?







OFF:
 



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Última edição por GM.Buggy em Dom 17 Abr 2016, 14:44, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySab 09 Jan 2016, 02:14




P o s t - II

Admirava a beleza da floresta, grande quantidade de arvores, lá no alto suas folhas e galhos aglomeravam para receber o calor do sol, sendo pouco a luminosidade que passava, apenas o suficiente para deixar um ambiente calmo e sereno, e enxergar o caminho para percorrer. Era o maior tempo que eu já passava fora da cidade, tudo era tão novo para mim, talvez a intensidade da temperatura era de se incomodar um pouco, começava a transpirar, uma reação normal do corpo afim de manter a temperatura adequada. Alguns animais eram possíveis ser vistos, dentre de suas tantas especieis, estudadas na academia mas nunca a oportunidade de ver com meus próprios olhos. Na sala de aula, até o medo podia ser sentido, especies de aranhas venenosas que podem matar um ser humano dentro de horas, ou cobras com teor para deixar qualquer humano sofrendo até não aguentar mais. Lobos capazes de dilacerar a carne como se fosse brincadeira, porém estando aqui fora, presente, a meio de todos, o conhecimento era poderoso mas o medo era menor, era capaz de nem identificar a presença deles , ao seu lado, todavia passavam reto, não te incomodava, se você não incomodava eles. A natureza era linda, sem intervenção humana, ela funcionava de maneira perfeita, nem sempre em paz, mas do jeito que precisava ser, quase igual o destino.

Após um determinado período de tempo, me deparava com uma arvore diferente das outras, não em termos de biologia, especie da arvore porém fisicamente havia traços de ação humana. Ela possuía um furo em seu tronco, e logo abaixo alguns baldes que faziam a coleta de um liquido amarelado, pegajoso. Olhando em volta não era possível notar ninguém. Tentaria me aproximar do tronco, e passar meu dedo indicador, da mão direita, três centímetros abaixo do furo, aonde o liquido podia estar escorrendo, levemente para apenas coletar um pouco. Caso fosse algum tipo de acido, não me queimaria tanto naquela minuscula quantidade, sendo assim rapidamente me afastaria da arvore e rasparia meu dedo no chão, afim de retirar qualquer substancia que ali ainda podia ter. Na ocasião de não queimar, pegaria um pouco mais e cheiraria, esperando que não fosse venenoso , tentando identificar o que poderia ser. Não me arriscaria a por na linguá. Constando o que poderia ser, ou não, procuraria por vestígios do caminho que os humanos que fizeram isto, podiam ter usado, passos no chão, não era bom com rastrear, mas tentar não fazia mal. Não conseguindo rastrear, seguiria reto, o caminho que já havia traçado, com os mesmos planos.

Se algum(ns) humanos se aproximasse do local, tentaria me esconder a fim de não ser visto por eles. Podiam ser da cidade, e se já soubessem da minha fuga, com certeza os guardas já estariam buscando por mim, ou talvez não. Como eu trabalhava com o povo, conhecia quase todo mundo, tentaria me lembrar se já me encontrei com ele(s)/ela(s), suas ideologias, se pudessem denunciar minha localização. Sendo pego desprevenido, ocorrendo de me acharem, adotaria uma postura reta, ambas minhas mãos atrás das minhas costas e cumprimentaria:

~Olá meu(s) caro(s)!~





Créditos: Zetto




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Falas
Pensamentos

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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySab 09 Jan 2016, 21:11

Lost?

Já caminhando por meia hora Vlad cansado sentava-se próximo a um lago, por sinal de uma beleza incomparável suas águas eram translúcidas, animais ao seu redor pareciam reafirmar o que seus olhos já haviam lhe dito ao dar de cara com a paisagem. Mesmo assim permaneceria no local apenas o tempo necessário para descansar o seu corpo, até porque aquele lago não lhe traria nenhum avanço em seus objetivos, mais a frente algo incomodava o espadachim, um vulgo negro que cobria boa parte do lago limitando sua visão, de fato não tinha interesse em verificar tal fenômeno mas uma sensação ruim surgia a mente ao analisar atentamente a área.

No momento em que o corpo estivesse pronto para outra caminhada, Vlad levantar-se-ia caminhando em direção a beira do lago abaixando-se até o ponto em que suas mãos alcançassem a água brilhante, faria uma concha com as duas mãos para recolher água levando-a até a boca para matar sua sede e evitar transtornos com relação a desidratação. Mesmo sem interesse observaria um pouco mais o vulto negro a frente, se movimentava-se ou era apenas um fenômeno natural da própria floresta, mas logo afastar-se-ia evitando problemas desnecessários e seguiria seu caminho por onde julgasse próprio para passagem, talvez uma estrada ou arvores cortadas demonstrando um caminho humano, mas tomaria bastante cuidado para não voltar por onde acabara de vir.

Novamente afagaria as mãos em seu casaco secando-as mas ainda na procura de cigarros, ainda não havia desistido da ideia de que poderia achar algum perdido, sabia que havia acabado com o último na noite passada mas seu vício lhe fazia verificar novamente. Após ver que seu bolso estava vazio, pois não apareceriam por mágica, seguiria seu caminho observando a paisagem aos arredores, mas ainda mantendo o olhar um pouco para a direção do lago demonstrando uma preocupação, talvez maior do que a necessária com seus pressentimentos.

Não pensava em encontrar ninguém na floresta durante o caminho, porque alguém estaria andando na floresta a não ser alguém perdido como ele? Mas de qualquer modo ainda era uma possibilidade. Portanto se encontrasse alguém tentaria conseguir informações sobre a cidade, concluir seu objetivo para finalmente começar a parte interessante de sua jornada, já estava perdido e qualquer informação a mais seria de grande ajuda, afinal o máximo que poderia acontecer é permanecer perdido.

- Ei, como posso chegar a cidade? - diria caso encontrasse alguma alma viva naquela floresta inacabável.
Thank's Lyra' @CUPCAKEGRAPHICS


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Fala (#B22222 - FireBrick)
Pensamento (#4682B4 - SteelBlue)

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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptyDom 10 Jan 2016, 13:43

Se havia algo que um bom musicista deveria saber apreciar, além de, é claro, a própria música, eram boas comidas e bebidas. E muito embora aquele estabelecimento não fosse de luxo, suas iguarias não eram de se jogar fora. Um sabor encorpado e frutado parecia ulular na língua de Shira, que dispensava com educação o garçom. Levantando-se e aproximando-se da harpista, podia notar seus cabelos branco-perolados descerem graciosamente por sua nuca, formando um rabo de cavalo. Seu rosto era fino e harmonioso, com lábios bem avermelhados e carnudos. Olhos com um tom de verde que lembrava aquele do mar, já beirando o horizonte, com o qual se encantara mais cedo. E, para completar o conjunto, vestes largas e esvoaçantes, em um tom branco levemente prateado, com linhas irregulares douradas percorrendo o vestido longo. Era, sem dúvidas, uma maravilhosa mulher. Sentando-se na mesa mais próxima que conseguira, a menos de cinco metros do palco, elogiava o instrumento da harpista e apresentava-se.


- Muito obrigada, Shira-donno. Eu sou Ellie. -


Ouvia a resposta da mulher. E não havia como não encantar-se. Com sua voz suave como o vento, mas capaz de atingir longas distâncias, tal qual a maré. Com o seu sorriso, branco como a neve, mas quente e acolhedor como a chama de uma lareira em um dia frio. Preparações prontas, naquele instante ela sentava-se e começava a dedilhar os primeiros acordes. Escolhia uma música alegre e divertida, chamando a atenção de todos ali presentes. Inclusive do garçom, que praticamente paralisava por alguns segundos antes de retomar o caminho até a mesa de Shira, servindo-lhe o peixe. À medida que o ritmo ia ganhando conta daquele estabelecimento,  Ellie também movimentava-se, revelando a utilidade daquelas linhas: o dourado parecia ondular sobre seu vestido, tornando-a uma visão ainda mais irresistível, maravilhando a todos ali presentes. Uma boa música, um bom vinho e um peixe delicioso. É, um homem podia acostumar-se àquilo.



Nero também apreciava sua bebida alcoólica, muito embora lhe doesse ter que dividi-la com o homem com quem escolhera sentar. Mas observá-lo e tentar deduzir quem era lhe parecia interessante o bastante para que sacrificasse um pouco mais de sua preciosa bebida. A taverna começava a ficar bastante movimentada, com muitos novos clientes adentrando o recinto. Era, afinal, a hora do almoço. Conversando com Kotomine, Nero respondia à sua pergunta, colocando por baixo dos panos seus verdadeiros objetivos.


- Vejo que é um rapaz bem observador, Nero-kun. Talvez possamos mesmo... dar um jeito. Hora de eu lhe retribuir a gentileza pela bebida. -


Dizia, abrindo um sorriso, pois, exatamente naquela hora, um gordo leitão à pururuca era colocado sobre a mesa que ocupavam. A refeição acabava de chegar, e vinha acompanhada de batatas e cenouras cozidas. O cheiro empesteava o ambiente, causando dois fenômenos em todos ali presentes: inveja e salivação. Kotomine arrancava um pedaço com um garfo e uma faca, ambos de prata, retirados de dentro de suas vestes e entregava-o à Nero. Retirava, em seguida, outros talheres, dessa vez de ouro, e começava a partir seu próprio pedaço.


- Fique tranquilo, pois, com todo esse barulho e agitação, não precisamos sair daqui para conversarmos em particular. O que me diz de me ajudar com um pequeno serviço? Posso utilizar da sua inteligência. E garanto que a recompensa será bastante alta kukuku -


Dizia, ainda sem dar a primeira mordida na carne. Saboreava mais um pouco do whisky antes de comer, enquanto aguardava a resposta de Nero.

Enquanto isso, na floresta, "Doctor" tentava decifrar qual o material que escorria daquela árvore. Recolhendo um pouco daquele líquido em seu dedo indicador direito, sentia a viscosidade em sua digital, cobrindo-o e aderindo em torno dela. Aproximou-o de seu nariz para sentir o cheiro. Até demais. Acabou, sem querer, encostando levemente o dedo na base de seu nariz, acima do lábio superior. O bastante para sentir seu dedo grudar em seu rosto. Ao contrário da árvore, livre de ranhuras e completamente lisa, a sua impressão digital prendeu o líquido ali, viscoso o bastante para grudar entre duas superfícies. Mesmo com o dedo colado na cara, "Doctor" tratava de tentar encontrar vestígios de caminhos usados por humanos. E não fora difícil visualizar uma trilha saindo dali. Seguiu-a. E encontrou um acampamento não muito longe dali. Pelo número de barracas, somente três, podia-se imaginar que era um grupo de três a seis pessoas que ali encontravam-se. Mas não no momento, pois, obviamente, ali estava deserto.

Vlad buscava apenas seu cigarro. Parava apenas para descansar um pouco e beber água, olhando, meio que sem interesse, para aquele vulto negro sob a água, o qual continuava a deslizar no mesmo local, praticamente parado. Retomando seu caminho, encontrou uma trilha, a qual seguiu, saindo de perto do lago. Não demorou muito para que encontrasse um acampamento, e, junto com ele, uma pessoa, em pé, com um dedo no lábio, como se o coçasse. E, como que em sincronia, ambos abriam a boca para falar ao mesmo tempo. Uma saudação. Uma pergunta. Como se daria a conversa a partir daí?
Orientações:
 

Citação :
Citação :
Shira Yarin:

Posts: 3
EdC: 0
Ganhos: -x-
Perdas: -x-

Citação :
Nero Blackwater:

Posts: 3
EdC: 0
Ganhos: Garrafa de bebida (8/10)
Perdas: 20.000 berries
Vício: 2/10

Citação :
"Doctor":

Posts: 2
EdC: 0
Ganhos: -x-
Perdas: -x-

Citação :
Vlad Nishiyama:

Posts: 2
EdC: 0
Ganhos: -x-
Perdas: -x-
Compulsão: 2/10
Vício: 2/10

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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptyDom 10 Jan 2016, 18:30


Post: 4 Where: Malkiham Wheater: Ensolarado, ligeiramente frio Time: Meio-dia

Contrato



Heh, pelo jeito minhas deduções estavam corretas. O homem realmente é astuto, ainda mais que eu. Meu espírito estava exaltado, e não percebi que a cacofonia do local garantiria a privacidade de nossa conversa. Muito bem, ele será um chefe mais que digno para mim. Mas será apenas temporário: anseio ultrapassá-lo, e, para isso, terei que deixar seus serviços, ou esfaquear suas costas, se necessário.

Pelo visto, ele reparou que meu maior atributo é minha inteligência e poder de raciocínio; verdade seja dita, estou lisonjeado por ter minhas habilidades notadas. Porém, tenho que me focar: não é por que estou lhe prestando serviço que devo parar de calcular minhas palavras. Agora virá a parte mais importante, a negociação do contrato.

É visto como falta de respeito não comer com alguém a mesa; afinal, agradar Kotomine influenciará na negociação. Pegaria os talheres que me foram dados e saborearei a carne. Não posso mentir, parecia delicioso, um prato que nunca pude comer em toda minha longa vida humilde. Estou começando a alegrar-me de escolher largar aquela vida simplória. A comida na boca, iria mastigar de boca fechada enquanto ouviria o que Kotomine tem a dizer, se ele disser algo. Assim que engolisse minha porção, pegaria um guardanapo, se houvesse um, e limparia meus beiços. Se não houvesse, utilizaria o dorso de minha mão.

Antes de tudo, preciso conhecer meu chefe e o serviço que me é proposto. É crucial para que eu possa medir os riscos e os ganhos, balanceando-os para adquirir um contrato perfeito.

Adoraria trabalhar para um senhor astuto como você, e estou lisonjeado por você reconhecer minhas capacidades. Porém, se me permite, gostaria de saber mais sobre o senhor e sobre o trabalho que estás a me oferecer.

Ouviria sua resposta cuidadosamente, anotando cada palavra em minha mente e pegando um segundo pedaço do leitão, sem deixar de prestar atenção nas palavras de Kotomine. Neste momento, o véu de mistério que encobria-o seria retirado, mas o meu permaneceria. A vantagem estaria comigo, e ali estaria meu primeiro acuamento com palavras. Às vezes, um segredo pode valer mais que uma espada.

Assim que recebesse a resposta, pensaria um pouco sobre ela, matutando sobre se aceitaria sua proposta. Mas ainda precisaria saber sobre a parte mais importante do trato: minha recompensa. Eu lhe faria então mais uma pergunta, um sorriso no canto de minha boca:

Com recompensa bastante alta, queres dizer quanto exatamente? Perdoe-me se fui muito direto, mas é uma parte essencial em um trabalho.







OFF:
 



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Última edição por GM.Buggy em Dom 17 Abr 2016, 14:46, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySeg 11 Jan 2016, 21:02





P o s t - III


Meu dedo ficará grudado na parte superior do meu lábio, ocorrido após a tentativa de inalar o cheiro da substância e sem tentativa nenhuma de retirar-me daquela posição, um tanto estranha, continuava a seguir pela trilha achada. Pouco tempo depois me deparava com um acampamento, contendo três barracas, porém, no momento, eu não percebia a presença de outras pessoas. ~Provavelmente foram estas pessoas que colocaram o balde no local.~ Antes mesmo de eu poder iniciar uma busca por aquelas pessoas, não percebia a chegada de um outro cavalheiro. Entendia sua pergunta, mas ao mesmo tempo o cumprimentava, uma cena estranha de se ocorrer mas logo me sentia à vontade com o jovem. ~Posso imaginar situações mais estranhas, pelo menos não estou tentando dar em cima de uma harpista... voltando ao que importa, não me lembro de ter conhecido-o, ou visto ele em algum lugar da cidade. E olha... eu conheço muitas pessoas naquela cidade.~ Sua aparência me agradava. ~Não parece um mal-feitor, porém, eu, melhor do que qualquer outra pessoa, sei que a maldade pode vir disfarçada.~ Possuía cabelos longos e escuros, olhos azuis, que eram possíveis perceber daquela distância. Me chamou a atenção sua vestimenta, social, parecido com um terno, detalhes dourados na gola de sua jaqueta. Uma gravata azulada, combinando com suas olhos.

Rapidamente me recordava de um acontecido em minhas primeiras semanas na carreira de servidor público. Uma garotinha, de cabelos roxos e sempre acompanhada de seu coelhinho de pelúcia, batia na porta da frente da minha casa, chamando socorro e suas vestimentas cobertas em sangue. Chorava pela morte de seus pais, aonde seus corpos eram encontrados na cozinha de sua casa, sete facadas no pai e apenas uma na mãe. Os marinheiros e milícia da cidade faziam de tudo para encontrar o assassino, passavam-se cinco dias, e nem a arma do crime era encontrado. A criança passava as noites dormindo no meu quarto, enquanto eu em repouso no sofá da sala de estar, aonde várias porta retratos estavam espalhados pelos móveis do recinto, fotos de minha mãe, meu pai, um conforto ao estar em seus braços, aos quais está garotinha nunca mais terá. No sexto dia era, as buscas continuavam, mais intensas e a sede de justiça maior ainda. Quando eu passeava pelo mercado, segurando a mão da mocinha e na outra, ela abraçava seu ursinho, ela tropeçará, caindo em cima de seu ursinho, um grito e uma poça de sangue era formada. O ursinho havia sangrado? O piso era liso, sem nenhum obstáculo pela frente. Um desespero, minhas mãos rapidamente envolvia o corpo dela, tentando deixar-la de barriga para cima, o ursinho travado em seu corpo e a luz da vida se esvaziando de seu corpo. Tentei retirar o ursinho de seu peito, porém com certa dificuldade, encontrei um cabo, o qual puxei com força, deixando parecer uma faca. Escondido dentro do brinquedo, a arma do crime, matando seus pais e tirando sua vida também.

Uma lembrança rápida, porém detalhada, minha mente possuía a genialidade, era possível retomar lembranças rapidamente e aplicar-los na hora. ~Qual será o objetivo dele após chegar a cidade? Nunca vi ele, mas pode ser que seja um afastado. Se fosse, possivelmente conheceria as redondezas o suficiente a chegar a extremidade da cidade. Posso ter fugido de meu povo, mas não posso abandonar-los!~

Caso ele tenha feito uma pausa, dando tempo para responder-lo, iniciaria uma conversa.

~Desculpe meu dedo, acabei por deixar-lo grudado em minha face...~

Abriria o braço esquerdo para fora do peito, com a palma da mão aperta afim de recepcionar-lo. E tentaria com força retirar meu dedo indicador direito da parte superior de meu lábio. Na ocasião da dor ser imensa, pararia e esperaria algum tipo de ajuda.

~O que procura encontrar na cidade?~

Caso ele me desse um motivo, sem gaguejar, já seria um bom começo. Ele não me conhecia então talvez não precisasse esconder minha identidade, mas sim meu cargo.

~ Jovem, a cidade fica para aquele lado.~


Com o dedo indicador, apontaria na direção em que havia fugido da civilização. E continuaria:

~Pode me chamar de Doctor, como é o seu nome?~

Gostava de me socializar, era algo que havia crescido fazendo e aprendendo, cada nova pessoa, uma nova historia e um novo começo entre eu e aquela alma.

Porém caso gaguejasse ou escondia o motivo de estar querendo ir naquela rota, me contentaria em ignorar sua pergunta e pedir ajuda.

~Talvez é o senhor que possa me ajudar...~

Sentaria no chão, e bateria com a mão esquerda levemente no chão, na intenção de demonstrar que ele tem um lugar para sentar ao meu lado. Aguardaria uma resposta, porém se ele ficasse sem reação, me prolongaria:

~ Conte me sua historia!~





Créditos: Zetto




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Falas
Pensamentos

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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptyTer 12 Jan 2016, 00:53

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The first song

A doce voz da mulher fez soar como uma melodia suave em meus ouvidos. Tão graciosa e encantadora como podia ser, com certeza ela tinha talentos extraordinários, pelo menos era isso que eu esperava. Seu nome era Ellie, um nome lindo, assim como ela. Não podia deixar de mencionar isso.

É um nome tão belo quanto a aparência da madame, se me permite dizer. — abri um sorriso amigável e inclinei o tronco em sinal de respeito. Assim me ensinaram, assim eu fazia.

Me levei a sentar assim que as notas soaram, tão delicadas e tão afinadas que chegavam ao meu coração. Chorei. Não exatamente por tais motivos. A música era linda, claro, mas não por isso. Me senti vazio. Tão vazio como seria o oceano sem água. Profundamente vazio. Eu apenas sentia... uma imensa vontade de tocar. Para um músico a minha situação era uma abstinência insuperável, era uma dor que eu não me acostumaria. E então, em saber que o meu violino já não repousava mais em minhas mãos, foi inevitável. Mas chorei discretamente, garfada após garfada, gole após gole.

Talvez... apenas talvez eu precisasse de mais alguns copos de vinho. Foi o que fiz. Chamaria o garçom e pediria uma segunda rodada de vinho, depois uma terceira. E se a dor não sumisse, uma quarta. Até onde isso iria me levar? A canto algum. Mas era um bom modo de aliviar essa dor que me consumia por dentro.

Se nem a música alegre que a tão linda moça tocava podia realmente me alegrar - o que na verdade gerou efeitos contrários - eu realmente precisava de ajuda. Nunca testei minhas capacidades de suportar bebidas ao limite, pois exageros me fogem os modos como fui criado, mas essa era uma clara exceção. Quando a música acabasse e eu sairia dali, talvez corresse, fugindo de toda aquela situação desconfortável. Para bem longe, onde os olhares não encontrassem minhas lágrimas, onde a natureza fosse linda e consoladora. Um lugar para se chorar em paz.

Pode não ser convencional, mas esse é o meu jeito de lidar com as coisas. Ache estranho, pois é, se você não for um músico tão bom quanto eu nunca entenderá. No lugar mais alto que encontrasse eu estaria, árvores fogem a essa ação, pois pensaria no topo de alguma colina, ou alguma pedra no meio da estrada. Sentado lá eu cantaria baixinho, apenas para mim, apenas para o meu coração quebrado, que sentia falta de cada emoção que era tocar uma nota no meu instrumento favorito.

Quem eu era? Desde que me conhecia como gente amava a música, tocava canções para mim e para os outros, mas sem isso... Poderia mesmo me chamar de Shira? Eu era mesmo alguém ou era apenas mais alguém? Essas perguntas passavam dolorosamente em minha cabeça, e só existia uma saída. Cantar, até preencher todo o vazio que estava em mim. Baixo e delicadamente, triste e deprimente para tocar os corações que poderiam me escutar.

Cantaria aquela música que um dia fiz debaixo da chuva e do frio, após a minha primeira desilusão. Uma canção que particularmente eu gostava, pois apesar do seu significado para mim, já não me trazia mais as mesmas dores das que um dia escrevi.

"Sombrios são os dias que passam sem luar
Sem uma única luz no túnel para te guiar
Horas mal dormidas pensando em te encontrar
E pequenas flores brancas, que pensei em te dar...
"

Já não aguentaria cantar até o final. Era uma canção sem nome. Uma canção vazia, tais como eu me sentia quando a cantava. Era justo.

Off:
 



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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySab 16 Jan 2016, 11:32

Nero regozijava-se com sua sorte de ter encontrado alguém para trabalhar e, melhor ainda, uma pessoa que lhe oferecesse uma comida tão gostosa. Kotomine apenas observava o rapaz à sua frente, vendo-o saborear a refeição. Depois de um ou dois minutos do mais absoluto silêncio entre eles, finalmente o homem começava a responder.


- Hahahaha, quem eu sou não importa e, quanto menos souber, melhor. Mas o trabalho que preciso é um serviço de reconhecimento. Preciso de alguém que saiba localizar bem os detalhes e que seja astuto para passar todas as informações necessárias. E, por ser um trabalho chato, não tenho a mínima vontade de realizá-lo. -


Nero continuava a comer do leitão e, agora, Kotomine também partia uma generosa naca, mastigando avidamente. Ouvia as palavras do seu possível novo contratado e gargalhava um pouco, respondendo-o em seguida.


- Ora, Nero-kun. Quando digo muito, é muito mesmo MWAHAHAHA. O negócio é o seguinte. Tenho informações de que vão tentar roubar o zoológico da cidade. E seria terrível se isso acontecesse, não é mesmo? O que preciso é de alguém para visitar o zoológico algumas vezes, fazer uma análise de todo seu terreno e localizar possíveis pontos fracos por onde ladrões poderiam se infiltrar e roubá-lo. Sua recompensa, caso consigamos fortalecer essas brechas e evitar o assalto, será todo o lucro do zoológico por 3 dias, ou seja, 10% do lucro de um mês. E, como pode imaginar, aquele local realmente dá muito dinheiro MWAHAHAHA. E então, o que me diz? -


O homem agora comia vorazmente o leitão, mostrando o quão faminto encontrava-se. Aguardava uma resposta de Nero para que, finalmente, tivessem o negócio fechado.


Enquanto isso, na floresta, Doctor parecia sofrer. Não um sofrimento normal, mas sim uma alucinação. Sonhava acordado com uma falsa lembrança, de uma garotinha morta. Fantasmas inexistentes pareciam assombrar o homem, que, em um momento de lucidez, tentava retirar o dedo do lábio, mas sem sucesso. Ao começar a sentir muita dor, parava imediatamente. Aquela era, pelo visto, uma cola poderosa. Doctor conversava com o estranho à sua frente também, mas não obtia resposta alguma. O homem, por sinal, mantinha-se completamente parado, quase como se houvesse congelado. Seria ele também mais um delírio da cabeça do estranho "Doctor"? Não obstante, um som belo, mas distante, chegava até o homem. Um som triste, harmonioso, mas que não podia ser identificado exatamente o que era.

De volta à cidade, a bela música de Ellie emocionava a todos naquele estabelecimento. Shira, particularmente, ficava balançado a tal ponto que sentia-se triste. Triste e vazio. Tão vazio quanto aquelas quatro taças de vinho que tomara. Tonto e cambaleando, o jovem saía correndo da casa. Ouvia alguns gritos de pega ladrão vindos de lá, mas ignorava-os completamente. Sentia-se muito mal psicologicamente falando. E, após alguns minutos sentado no topo de um morro, Shira começava a sentir seu estômago embrulhar também. Abusara do álcool e agora sentia seu corpo rebelando contra si. Era uma pena, pois, se conseguisse observar a paisagem a sua frente, talvez se sentisse um pouco menos vazio. Afinal, ver uma floresta com um mar límpido ao fundo e um lago cristalino no meio dela era uma visão particularmente encantadora. Mas talvez também esse vazio só fosse de fato preenchido quando conseguisse tocar o seu próprio violino mais uma vez.
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySeg 18 Jan 2016, 12:57

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The other face

Quatro taças de vinho depois, e eu estava bêbado. Mas estava cheio, repleto de falsas esperanças, desilusões, mágoas e arrependimentos, fora os mais de mil e um pensamentos ruins em que você possa pensar.

Ia ser um dia longo - e não dos melhores - pelo que me parecia. Correr da casa foi algo pouco pensado, mas não poderia me culpar, já que o álcool falava por mim. E juro que pude escutar alguém gritar algo enquanto eu fugia daquele tormento, deve ter sido algo para mim, mas as palavras já me fogem a memória. É isso o que se acontece quando se bebe além da conta. Como se não me fosse o suficiente, ainda contava com uma leve falta de equilíbrio - outra consequência notável do excesso de álcool. E eu não precisava de livros para aprender tudo isso, tinha a experiência em primeira mão. E como dizem do primeiro porre, não foi mesmo nada agradável.

E como poderia ser? Lá estava eu, sentado em um morro em lugar nenhum, cantando uma música triste - e com um imenso significado - para mim e para o vento. Se poderia ser pior? Podia. Pelo que dava para supor, visto o meu dinheiro, eu havia saído sem pagar do restaurante. E ainda estávamos não mais que na metade do dia. Se eu apenas o tivesse aqui comigo... Apenas algumas notas...

Senti um aperto no coração.

Senti meu estômago embrulhar.

Senti também a minha mente oscilar.

Então veio a dor. Veio a raiva. Sentimentos contidos por um longo tempo, desabrochando como uma flor maldosa, cheia de espinhos. E que espinhos. Me assustei com tantos pensamentos em minha cabeça, me encolhi um pouco, e eles aos poucos foram ficando mais distantes, tanto até que eu não podia alcança-los, e as coisas foram ficando mais claras, mais compreensíveis. E então o pensamento era único. Agora eu entendia. Era o único modo de me preencher, a música, em sua forma mais completa. Eu precisava do meu violino. E essa foi a minha última lembrança desde então.

Tempo. Muito tempo

Se levantaria. Lágrimas já não caiam mais de seu rosto. Emoções já não mais lhe pertenciam, quem dirá sentimentos. Era tão vazio. De onde ele vinha, um mistério. Mas a única coisa que ele ansiava era a integridade de Shira, tanta mental quanto física. Era o seu mal necessário. A parte sombria que lhe faltava. De certa forma, o seu guardião. E nem disso ele sabia.

Ela não está aqui — levou a mão ao rosto. Não sentiu a máscara.

"Ande sempre com uma máscara". Assim lhe disseram.

Era um ser sem sentimentos, emoções, ou valores, mas era tão consciente como poderia ser, e ele sabia das consequências da negligência do garoto. Sem uma máscara as coisas poderiam tomar um rumo não muito agradável para Shira, eis o motivo do conselho que ele seguiu por tantos anos, mas nem se quer notou - estava focado demais em seu violino - e sem se dar conta ela também havia sumido. Azar o dele.


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Seus passos o guiariam morro à baixo, passos curtos e leves, despreocupados e naturais, pois ele não conhecia nada que temesse. Iria em direção à cidade, mas não tão descautelosamente como poderia. Subiria aos telhados, subindo por onde quer que conseguisse, utilizando de pulos e qualquer manobra que precisasse, pois essa habilidade lhe pertencia há anos. Andaria tranquilo pelos telhados, como se fosse normal, pois realmente não se importava se era ou não estranho para os observadores. Procuraria apenas uma coisa, algo que lhe era familiar, uma loja de instrumentos musicais, feito para músicos. Se a altura lhe permitisse, pularia dali mesmo do telhado, caindo com os tendões relaxados e flexíveis para minimizar o impacto, em contrapartida, se não fosse viável, optaria buscar por um local mais seguro, onde pudesse apoiar os pés para descer e vencer a distância.

Aqui estou. Violino.

Era de extremo perigo para Shira a presença de Yarin, de certa forma, pois desviar da atenção era algo que ele negligenciava, e uma vez que olhares eram atraídos não tinha mais escapatória. Ele não havia feito nada de errado, ainda, e a sua mente estava demasiadamente ocupada com a questão "violino", e esse era o único objetivo dele. Ele adentraria a loja, sem se preocupar com quem olhasse ou não. Olharia em volta, em busca daquele objeto que ele era tão acostumado, e encontrando-o ele o pegaria naturalmente, suas mãos sentiriam cada parte do violino, e assim ele sairia dali, da mesma forma que entrou.

É claro, não poderia ser tão fácil assim, mas alguns sensos lhe fugiam, por isso agia assim. E uma coisa era inaceitável naquele momento, diferente de antes. Havia cometido um delito, estava em um perigo aceitável, o suficiente para seu instinto de sobrevivência falar mais alto. Qualquer pessoa que estivesse em sua frente era uma ameaça para sua existência, qualquer pessoa que lhe tocasse, e que lhe olhasse. Tendo-o em mão, ou não, apesar de que não pretendia sair dali sem o violino, o deixaria encostado em algum lugar, e mandaria um olhar selvagem e penetrante para aquele(s) que lhe incomodassem.

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Partiria para cima se alguém o estivesse olhando. Seus braços soltos enquanto correria com a velocidade avantajada que possuía. Suas mãos logo fariam fintas no ar, simulando socos laterais, mas na verdade usaria disso como seu movimento para girar o corpo e desferir um chute de meia lua na altura da cabeça. Se eram civis comuns, não teria muitos problemas, e se alguém corresse em busca de ajuda, ela demoraria algum tempo para chegar. Mas ele não deixaria isso acontecer tão facilmente, perseguiria os fugitivos - o que não era um problema - e os pararia com um chute nas pernas, derrubando-os. Mas, seu desafio sendo de um confronto direto, seguiria com uma sequência de mais dois chutes, aproveitando a rotação do primeiro desferido para buscar as costelas e os joelhos da vítima - buscando desequilibra-las - e só sairia dali quando ninguém mais lhe representasse uma ameaça, buscando mais uma vez as colinas e a paisagem que Shira adoraria presenciar, e claro, com o violino em mãos.

Aliás, ele não precisava saber disso.

Spoiler:
 







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Akuma Nikaido
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MensagemAssunto: Re: I - A Step of Harmony   I - A Step of Harmony - Página 2 EmptySex 22 Jan 2016, 10:54

Shira, ou melhor dizendo Yarin, caminhava até a loja de instrumentos musicais. Não do jeito que queria, mas ainda assim o fazia. Subir no telhado não era difícil, já que o garoto estava em um morro cuja altura era compatível com a de algumas casas ali perto. O problema, entretanto, era a bebida. Não conseguia equilibrar-se direito e, por várias vezes, escorregou, ficando a um triz de cair de lá do alto. O barulho obviamente atraía a atenção de muitas pessoas, que observavam, horrorizadas, o bêbado. Era como estar presente em uma tragédia anunciada, onde muitos gritaram, em choque, quando o viram cair dali. Não cair, propriamente dito, mas deixar seu corpo ser levado para baixo, enquanto tentava amortecer o choque no solo. Tentava. Alterado como estava, Yarin acabava topando o joelho com o chão, dando-lhe uma imensa dor momentânea. Nada que o atrapalhasse demais, mas fazia-o mancar agora.

Mancando, o homem adentrava a loja de instrumentos musicais, enquanto os clientes, confusos, saíam para tentar entender a gritaria lá fora. Até mesmo o dono, intrigado, parecia distraído. A ocasião perfeita para Yarin. O musicista pegava o violino mais próximo da entrada e saía como se nada houvesse acontecido. A distração que sem querer causara era-lhe favorável. Mas sua atitude ao sair da loja, não. Várias pessoas encaravam-no, tentando entender o que acontecia. Algumas se condoíam, pois percebiam que estava bêbado. Outros apenas o repudiavam. Surpresos, alguns poucos civis percebiam agora o violino nas mãos do homem. Mas estavam atordoados demais para fazer algo. Para a sorte de Yarin, o dono da loja estava em um ângulo que não conseguia ver o violino em suas mãos. Tudo daria certo, mas, o musicista, irritado com aquelas pessoas lhe encarando, colocava o violino no chão, ao lado de uma lata de lixo, e começava, então, a ameaçar as pessoas à sua volta. Eram, entretanto, pessoas demais, e o jovem não sabia por quem começar, já que nenhuma, especificamente falando, era uma maior ameaça. Sua indecisão fora sua ruína.

Em um bar não muito longe dali, dois caçadores do Ant-Bullet, bem como todos os outros clientes, dentre os quais Kotomine e Nero, ouviam barulhos de alguém pisando no telhado. Os gritos exaltados na rua pouco depois confirmaram que algo estava errado. Tendo pago seus consumos, ambos saíram e foram atrás do ocorrido. E chegaram bem na hora que Yarin ficava ameaçando os civis. Em conjunto, o primeiro saltou rapidamente para trás do deliquente e deu-lhe uma rasteira, fazendo o jovem desabar no chão. O segundo, retirando algemas de seu cinto, rapidamente passava a primeira argola em um braço do jovem que, no meio-tempo, nada podia fazer, a não ser, desesperadamente, agarrar o violino. O guarda notava o movimento e terminava de prendê-lo. O segundo, achando que aquele instrumento realmente era de Yarin, pegava-o e levava-o consigo, confiscando o item. Os poucos civis que haviam visto o furto do homem já não estavam mais lá, pois todos sabiam que era uma péssima ideia ficar por perto durante a ação do clã Ant-Bullet, afinal, eles não importavam-se em machucar inocentes se fosse preciso, desde que capturassem seu alvo.

Yarin quase conseguira seu instrumento. Talvez, se regateasse, até pudesse consegui-lo. Mas o preço havia sido alto. Sua liberdade.
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