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 Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael

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Raiden
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MensagemAssunto: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Qua Nov 09, 2011 11:41 am

Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael

Aqui vai acontecer a aventura do pirata Vrael. Na qual não possui narrador definido.
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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Qui Nov 10, 2011 1:19 pm

Alguns dias já haviam se passado desde que eu, juntamente, com o bando de Lumus deixamos a ilha do castelo com a posse da terceira jóia da Coroa de Caraico e agora nos encontrávamos navegando pelos mares do East Blue atrás da quarta jóia. Cumprimos nosso objetivo de pegar a terceira jóia e até salvamos alguns dos presos que eram amigos de Lumus, porém, tivemos uma perda muito grande naquele lugar, Grull morrera para salvar minha vida e isso não saira de minha cabeça desde que deixei aquele lugar.


>>>Sonho<<<


Citação:
Yahuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Quanto ouro, quanto ourooooo! Aposto que agora sou o pirata mais rico de todos esses mares. BohaHahaHahaHaha! Nem acredito nisso.

Dentro de uma caverna pouco iluminada corria, mergulhava e atirava as moedas de ouro e jóias para todos os lados. Aquele lugar estava completamente cheio de todo o ouro que deveria existir no mundo, mais do que eu havia imaginado um dia encontrar no One Piece. Montanhas de ouro, centenas de baús, coroas e taças brilhantes, até uma estreita correnteza de água que passava pelo meio daquele lugar brilhava como diamantes. Agora eu era o Rei dos Piratas e nem ao menos pretendia ser tal coisa.


Vraeeeeel! Vraeeeeel! Quando virá me salvar? Quando?

Ah!? R...Rômulo? É...é você?

Surgindo de trás de uma grandiosa estátua de rubi saía Rômulo, meu grande amigo o qual se juntara a mim para que juntos pudéssemos iniciar nossas vidas nos mares, como piratas. Ele não parecia alegre por mim, não parecia interessado em todo aquele ouro ou nas roupas sem estilo que ele poderia comprar com todo aquele tesouro, talvez não quisesse mais usar aquilo, talvez enfim houvesse escutado a voz de um cara estiloso como eu e usaria algo mais arrojado. Por mais que eu pensasse não conseguia imaginar o que ele queria, até que vi grilhões em seus pulsos e em seus calcanhares. Ele estava preso, acorrentado e não conseguia chegar mais perto de mim. Foi aí que me lembrei.


Oh! Não acredito, quer...quer dizer que ainda está preso na prisão da marinha? Eu... eu não te salvei? Mas... mas como?

Se esqueceu de mim... me trocou por todo esse ouro... achei que éramos amigos... achei que...

Vrael... O Vrael também se esqueceu de mim, esqueceu que dei minha vida para salvá-lo. Para que sobrevivesse.

Outro espectro surgia das sombras, este era Grull, o ciborgue que salvara minha vida em um castelo do East Blue. Ele ainda tinha os ferimentos que o mataram abertos em seu peito e pescoço, parecia que havia acabado de morrer.


Grull!? Não... não me esqueci de você, eu fiz o que você teria feito, ajudei Lumus a recuperar as cinco jóias da coroa de Caracol (meu personagem sempre confunde os nomes) e ele salvou sua família.

MENTIRAAAAAAAAAAAAAAA! VOCÊ DEIXOU SEUS AMIGOS, VOCÊ NOS DEIXOU POR TODO ESSE DINHEIRO!

O quê? Não, eu... bem.. eu...

Achei que éramos amigos... mas agora... agora sei que apenas me usou para ter seu dinheiro...

Não... eu realmente queria dinheiro, mas não te usei Rômulo, não te esqueci Grull.. eu...

Já não sabia mais o que falar, estava confuso e cada vez mais amedrontado com a aproximação dos dois espectros de meus amigos, eles se aproximavam e no caminho armas surgiam em suas mãos. Rômulo agora tinha uma pistola negra em cada uma de suas mãos e Grull havia feito a mágica de sempre e trocado sua mão por uma arma poderosa. Eu recuava com medo e procurava minhas adagas, mas nenhuma delas estava comigo, havia apenas ouro. Tropecei um umas das taças brilhantes e não conseguia mais levantar, parecia que todo o ouro ao meu redor sugava minhas forças, estava cada vez mais fraco e impotente. Grull e Rômulo me alcançaram e apontavam suas armas para mim, gritaram com uma voz avassaladora os dois ao mesmo tempo: MORRAAAAAAAAAA!!!. Toda a caverna era tomada por aquelas vozes e nada pude fazer.


>>>Fim do Sonho<<<


NÃÃÃÃÃOOOO!

Despertava daquele pesadelo gritando em desespero, suava muito e todo meu corpo estava tremendo. Não sabia o que fora aquilo, mas em parte o sonho era verdade. Nunca fui de me importar muito com meus amigos e com as pessoas a minha volta, fiz com que esse sentimento capaz de criar laços desaparecesse de mim ainda em minha infância onde sempre vaguei solitário pelas ruas de minha cidade natal. Não queria pensar mais naquilo, era apenas um sonho, mas ainda assim parecia ter sido real.

"Nossa! Que sonho hein... Desculpe Rômulo... Grull... sequer soube o que lhes responder em meu sonho, talvez aqui não seja diferente..." - pensava ainda deitado olhando para o teto do cômodo daquele navio. - "Como será que Lumus está... conseguiu a terceira jóia, mas perdeu um grande amigo... comigo foi o mesmo. Foi por entrar no mar para seguir meu objetivo de ser o melhor gatuno de todos e o mais rico que perdi meu companheiro... Rômulo. Lumus está atrás dessas jóias para libertar sua família e seguindo seu objetivo acabou de perder um grande companheiro... será que está valendo a pena... será!?"

Hoje estava fazendo meu décimo oitavo aniversário e ainda não havia notado, de qualquer forma todo aquele dinheiro, os 300 mil berries que roubei do castelo, me deixaria alegre e contente por ter ganho um belo presente. Como não conseguia mais dormir me levantava para ir até o banheiro fazer toda a higiene pessoal, pare depois ir para o lado de fora do navio e dar bomdia a quem já estivesse acordado. Se alguem estivesse no leme iria até lá para conversar um pouco e tentar me esquecer de minha noite mal dormida.


Bom dia! Eaí, como estamos? Já chegamos em algum lugar?

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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Ter Nov 15, 2011 1:53 am

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Perante várias desventuras que tal jovem passara, muitos amigos foram perdidos em meio às suas missões de ganância, e as perdas agora projetavam um vazio entre o coração de tal homem, o grande Gatuno Vrael ainda tinha vários objetivos em mente, e talvez sequer fosse necessário se exercitar para isto, e havia de ficar feliz por tudo o que havia lhe acontecido, pois era algo que deveria acontecer. Contudo, naquele momento o jovem estava, aparentemente, tendo um exaustivo sonho, ou mesmo, um pesadelo, o mesmo se debatia diante de seu local de dormir, e aos poucos ia se mexendo mais e mais... Até que, finalmente tal homem acordou, e com o próprio grito, levantou-se bruscamente devido ao aparente sonho:

[Vrael]- NÃÃÃÃÃOOOO! – com a respiração acelerada e ofegante, o jovem ficou um tempo sentado tentando regularizar tal desordem.

O suor escorria por todo o seu corpo, aos poucos o encharque virava apenas um mero úmido, a ventilação do compartimento de “carga” era bem reduzida, o que talvez explicasse tal posição do pirata. O gatuno parecia pensativo, viajando em seus próprios pensamentos, o que deixavam avulsos e seletos a pequenos momentos, tal situação não durou muito. Sem conseguir retomar o sono, o jovem se pôs a se levantar e ir em direção banheiro, o que rapidamente fez sua própria higiene pessoal e logo em seguida ido para o deque de tal embarcação. Seguindo em direção ao leme, na esperança de encontrar seu amigo, o homem brandiu:

[Vrael] Bom dia! Eaí, como estamos? Já chegamos em algum lugar? – disse alegremente para o seu companheiro.

Contudo, quando finalmente havia percebido, o jovem brandia tais palavras alegres ao nada, pois seu amigo não estava ao leme, e por sinal, o navio não havia chego e nenhum lugar em específico, estava apenas no meio do grande mar do East Blue, sem mais delongas, o barco estava simplesmente parado e ancorado em pleno mar aberto. A imensidão do azul era vangloriado por um jovem, conhecido como Lumus, que tinha o objetivo de salvar seus companheiros, a procura de algo desconhecido, a procura de jóias de aparente posição irremediáveis. Acima do deque principal do navio, olhando para o nada, o jovem parecia pensativo, as calmarias das brisas marítimas roçavam nas faces dos presentes e fazia com que suas vestes esvoaçassem levemente, e isso apenas agradava a tal pessoa. A perda de companheiros nem sempre era tão fácil de se entender, principalmente quando se trata de um grande sacrifício, talvez algo estivesse incomodando este, e Vrael, como posição de “amigo” havia de consolá-lo, e assim era de ser esperar...

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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Sab Nov 19, 2011 12:00 pm

Não havia ninguem no leme do navio e ao olhar para o mar ao meu redor pude notar o motivo, estávamos parados em pleno mar. Isso era estranho, principalmente pelo fato de estarmos fugindo do castelo que acabamos de roubar e eles podem ter chamado a marinha ou mandado seus soldados atrás de nós, mas isso não parecia importar muito para Lumus, ao menos foi o que pensei ao avistá-lo acima do deque principal.

"No que ele deve estar pensando... pode estar triste, é melhor ir animá-lo um pouco. Grull morreu como um verdadeiro amigo, mesmo que eu não entenda muito sobre isso acho que ele gostaria que seu capitão seguisse adiante."

Caminhei vagarosamente até Lumus e com meu estilo bagunceiro de ser tentei animá-lo um pouco.

Estamos perdidos ou está esperando o momento certo para pescar? Hehe!

Ao dizer aquilo lembrei no que senti quando meu companheiro, Rômulo, ficou para trás, eu desejava muito poder ter ajudado ou ao menos ter estado lá para ser pego com ele, mas não pude. Sempre achei que a culpa dele ter sido preso era minha e talvez Lumsu estivesse sentindo o mesmo sobre a morte de seu amigo Grull. Então resolvi mudar de tática.

Sabe... Grull gostaria que você concluísse seu objetivo, digo, pegar as jóias restantes e libertar sua família. Veja os bons companheiros que conseguiu, todos eles te adoram. Escolheram ajudá-lo nessa mesmo que não lhes traga muitos benefícios, eles são realmente bons amigos. Olhe para mim, estou sozinho nessa. Estou lhes ajudando e nem sei o porque. Hehe! Grull realmente era um cara legal.

Não sabia se aquilo poderia ajudá-lo, principalmente pelo fato de não saber muito sobre o que estava dizendo, não entendia muito bem o que era confiar em alguem ou o que era ter um amigo, mas sabia que aqueles piratas deveriam ser isso para Lumus.

"Espero que isso o ajude em algo."

E então, conhece algum gatuno mais rico que eu? Peguei 300mil berries daquele lugar. Hehe! Já deve dar para comprar uma ilha inteira ou ao menos um navio com uns 30 canhões. O que pretende fazer daqui por diante? Seguiremos para a próxima ilha?

Não gostava muito daquele assunto então resolvi voltar a tentar animá-lo, até fiz uma piada sobre o que eu poderia fazer com todo aquele dinheiro. Pena que eu não tenha muita noção de preços.

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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Seg Nov 21, 2011 1:26 pm

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A brisa marítima ondulava suave sobre as faces dos presentes naquela embarcação, tal qual neste se encontravam o jovem Vrael, um gatuno avaro e orgulhoso por ter dinheiro, algo bem comum em seus similares, e seu amigo, Lumus, que tinha um objetivo incomum para jovens de sua idade, recuperar jóias perdidas, mas não fora capaz de recuperar um amigo... O barco estava parado em alto-mar, com nada menos próximo à algumas horas de viagem, a Marinha talvez pudesse ter sido acionada e este estiverem em sérios apuros, entretanto, não parecia algo a se alertar para Lumus, tal qual estava triste e desolado em um ponto do navio, na espera de um pouco de solidão. O jovem gatuno percebeu tal situação, e foi em um jeito matreiro e alegre junto ao seu companheiro, dizendo:

[Vrael]- Estamos perdidos ou está esperando o momento certo para pescar? – disse tem tom alegre seguido de uma risada indefinida.

O homem postava seus olhos para baixo, o que poderia ser definido ou por tristeza ou mesmo receio, naquele instante era algo indefinido, contudo, ainda era possível destacar totalmente a mágoa e aflição que Lumus poderia estar passando. Apesar de tudo, o mesmo deixou escapar um leve sorriso, pela piada que seu amigo fizera, e, para não deixar que isso lhe afetasse, portanto, rapidamente a retraiu, como se nada tivesse acontecido.
Vendo que tal tipo de abordagem não estava funcionando, Vrael tentou analisar tal situação, a mesma que ele mesmo já havia passado um dia, com seu parceiro Rômulo II, onde o mesmo fora “abandonado” e possivelmente taxado como “morto”, as más lembranças foram afloradas em sua mente, e este finalmente percebera que aquele modo de agir perante uma desgraça não era uma forma natural de se compreender, e por fim, decidiu parar de brincadeira e falar sério:

[Vrael]- Sabe... Grull gostaria que você concluísse seu objetivo, digo, pegar as jóias restantes e libertar sua família. Veja os bons companheiros que conseguiu, todos eles te adoram. Escolheram ajudá-lo nessa mesmo que não lhes traga muitos benefícios, eles são realmente bons amigos. Olhe para mim, estou sozinho nessa. Estou lhes ajudando e nem sei o porque. Hehe! Grull realmente era um cara legal. – disse o gatuno, tentando assimilar os sentimos do homem.

Aquilo talvez tenha “fisgado” uma reação melhor de Lumus, este já projetava em sua face um sorriso, não havia por que se preocupar e se culpar tanto, afinal, o que fora feito, já passara, e nada poderia ser feito para mudar aquele passado. Inflando o peito de ar, o homem já se sentia melhor com tais palavras, e por fim, Vrael tornou a brincar, para descontrair o clima:

[Vrael]- E então, conhece algum gatuno mais rico que eu? Peguei 300mil berries daquele lugar. Hehe! Já deve dar para comprar uma ilha inteira ou ao menos um navio com uns 30 canhões. O que pretende fazer daqui por diante? Seguiremos para a próxima ilha? – falou o gatuno feliz por ter seu companheiro de volta.

O homem ergueu uma de suas sobrancelhas, talvez estivesse pensando em uma estratégia ou algo do tipo, afinal, era um passo importante, e tinham de ser cautelosos com relação à sua movimentação. Pensativo, Lumus também entrou na brincadeira:

[Lumus]- Você com certeza não conhece os valores e os preços das coisas... – e os dois se postaram a rir um do outro, contudo, o homem rapidamente se projetou em uma postura mais severa, entretanto, serena e ditou – Não tenho muitos planos em mente agora, por hora é melhor relevarmos o que aconteceu antes e seguir em frente... Não sei qual é a próxima ilha e o que nos espera, muito menos o que poderemos fazer ou não lá... Então, velejemos até lá e por fim veremos... – era um fator real e concreto, provavelmente muitas aventuras ainda esperavam por aqueles jovens, sadios e cheios de vontade.

Destarte, os dois se moviam diante o navio, e desancoravam-no, de forma a retomar a viagem e o tempo perdido.

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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Seg Nov 21, 2011 8:00 pm

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Após nossa rápida conversa, a qual quem mais falou fora eu tentando tirá-lo daquele, aparente, estado de tristeza, começamos a preparar o navio para retomar nossa viagem. O desancoramos e logo em seguida caminhei até o leme, queria saber como era controlar um navio em alto mar e essa seria uma ótima oportunidade, pois queria chegar em terra firme o mais rápido possível para procurar uma adaga mais interessante que eu pudesse comprar com o dinheiro "ganho" no castelo que a poucos dias deixei para trás.

Ei, Lumus. Eu estava pensando... Sou um pirata que gosta de "pegar" as coisas, se é que me entende, e quando tudo isso terminar terei que deixá-los para ir atrás de minhas ambições. Sabe... o que quero dizer... bem... acredito que não me daria muito bem com alguma tripulação, afinal ninguem aceitaria um gatuno em seu bando e também não me sairia bem como capitão já que ninguém aceitaria alguem como eu no comando... - acabei dando uma pequena pausa ao dizer aquilo, não conseguia confiar nas pessoas e acreditava que ninguem jamais seria capaz de confiar em mim. Mas esse não era o único motivo para que eu me achasse não ser capaz de me tornar um capitão, o fato de ter deixado Rômulo para trás, sendo ele a única pessoa que já acreditou em mim, me fazia perder as esperanças de que algum dia eu poderia ser parte de um bando. Por um momento esse pensamento tomou minha face e acabei demonstrando uma expressão de tristeza, mas logo lembrei de que isso não seria problema, pois sempre fui sozinho e consegui sobreviver, então seria o mesmo nos mares. - O que realmente quero saber é se é muito difícil navegar um navio, pretendo ir para a Grand Line um dia e soube que os mares de lá são piores do que esses. Me diga como foi sua primeira vez navegando ou como foram suas aventuras em alto mar, foram difíceis?

Enquanto conversava com Lumus ficava observando ao redor para tentar descobrir onde nós poderíamos estar, nunca fui bom em me localizar, mas quem sabe não houvesse uma ilha por perto. Até olhei para cima pensando se subiria no mastro para tentar enxergar mais além do horizonte.


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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Qui Nov 24, 2011 11:48 am

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As velas, agora, hasteadas se moviam em conjunto ao vento que vinham de longe, projetando a embarcação para frente sem dificuldade, a madeira cortava as ondas furiosas que, no East Blue, já não eram tão fortes assim, contudo, não deixava de pairar sobre o mar azul de águas salgadas. Após uma extensa, contudo, apressada conversa com seu companheiro, Vrael pode perceber que auxiliara o mesmo a retomar as condições para velejar novamente, tal qual pegava o leme que havia de se instalar na popa (parte da frente) do navio.
Sem mais delongas, o jovem, curioso e nitidamente interessado no comando de uma embarcação, entorna uma rajada de pergunta para com Lumus:

[Vrael]- Ei, Lumus. Eu estava pensando... Sou um pirata que gosta de "pegar" as coisas, se é que me entende, e quando tudo isso terminar terei que deixá-los para ir atrás de minhas ambições. Sabe... O que quero dizer... Bem... – o mesmo se enrolou um pouco com as palavras que queria expressar, mas logo organizou algo em sua mente e concluiu – Acredito que não me daria muito bem com alguma tripulação, afinal ninguém aceitaria um gatuno em seu bando e também não me sairia bem como capitão já que ninguém aceitaria alguém como eu no comando... – homem se auto-indicava como “suspeito”, algo incomum entre gatuno, pois o orgulho os impedia de ver algo tão dramático como aquilo.

Lumus, um tanto quanto um pouco indiferente com a situação, se agraciava com a brisa suave que o mar lhe relevava sobre sua face e cabelos curtos. Nada mais poderia ser relevado perante tal homem calmo e sereno, esperava o momento certo para responder ou mesmo esperar a próxima fala de Vrael, que por fim, em segundos de angustia, este continuou apressado:

[Vrael]- O que realmente quero saber é se é muito difícil navegar um navio, pretendo ir para a Grand Line um dia e soube que os mares de lá são piores do que esses. Diga-me como foi sua primeira vez navegando ou como foram suas aventuras em alto mar, foram difíceis? – perguntou um pouco receoso o jovem gatuno.

Destarte, sem fazer mais nenhum “joguinho” ou mesmo estimular seu companheiro a ficar desprezo em uma situação nada adequada, Lumus se deu o luxo de responder de forma clara e refinada:

[Lumus]- Todos os humanos, são divididos em classes... E mesmo no ramo de “Faculdades” nos são estipulados habilidades concretas e distintas para cada um, eu estou a lhe dizer que: Se você está pronto para fazer tal coisa, ou pelo menos acha isso, é claro você será instruído a fazê-lo... – sua voz fraquejou por alguns instantes, talvez uma breve recaída ao seu estado de tristeza, pois lembrar de palavras tão belas, o faria lembrar de seu amigo, Grull, que lhe deu a vida... – Sobre as minhas aventuras e desventuras em alto mar... Nem mesmo a mim me diz respeito, são coisas que evito, e acredite, não são tão vangloriosas quanto parecem... – disse em tom sério, porém, ainda amigável o suficiente para não ofender ninguém.

Desperto por tais palavras, Vrael, o gatuno, se mostra um tanto menos curiosos em ouvir estórias ou mesmo histórias de seu amigo, talvez fosse melhor não incomodá-lo até que seus outros companheiros acordassem. Assim, com um movimento rápido, se postou a subir no mastro, e com puxões e agarrados na madeira, aos poucos o jovem subia se direcionando ao cesto da gávea.
Tal qual, tinha um vislumbre esbelto e consagrado entre muitas vistas, ao longe, era possível ver várias ilhas se formando, contudo, a névoa obscura e densa que se formava obstruía boa parte da visão realizada. As formas só eram definidas em borrões, mas ao horizonte, às 10 horas era possível ver uma ilha litorânea, expressa ao redor de muita terra, formada próxima À Red Line.
O jovem estava vendo a gloriosa e bem preparada para viajantes, terra “do Inicio e do Fim”, Loguetown...

DICA:
 

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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Qui Nov 24, 2011 6:43 pm

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"Finalmente uma ilha, já estava mesmo na hora de caminhar por algum lugar movimentado, bater algumas carteiras e fazer algumas pesquisas a cerca do preço de algumas adagas, algumas novas vestes e, quem sabe, um belo e estiloso casaco. Ouvi dizer que há algumas ilhas bem frias na grand Line e a própria Reverse Mountain deve ser um pouco gelada, portanto, devo ir preparado para tudo."

Ao longe, enfim, conseguia visualizar uma ilha e minha face se enchia de alegria, a vida de pirata a qual sempre sonhei estava sendo mais interessante do que poderia ter imaginado quando era garoto, invadir castelos, enfrentar guardiões, navegar pelas calmas águas do East Blue, sentir a brisa em rosto e observar a ilha mais próxima da cesta da gávea. Realmente isso que era vida, isso que era ser um pirata.

"Lumus não disse muita coisa, talvez ainda esteja com sono... que seja."

Enquanto o navio se aproximava da ilha sendo navegado por Lumus e os demais tripulantes que logo já estariam de pé, simplesmente fiquei ali a observando ficar cada vez maior. Apoiei meus cotovelos na madeira que me cercava dentro daquela pequena cesta e aguardei ansiosamente pela chegada àquela cidade. As plumas ao redor de meu pescoço pareciam dançar de alegria com o vento gélido que havia naquele dia que estava apenas começando, olhar para elas me trazia boas recordações, pois fora uma grande amiga de infância a responsável por alguém como eu estar usando aquilo. Ela sempre dizia que elas realçavam meus olhos e tinham uma forma similar ao meu cabelo, além do fato de que eram tão chamativas quanto eu que vivia fazendo com que todos me notassem seja onde estivesse.

"Onde você deve estar agora, seria divertido nos encontrarmos após tanto tempo."

Minhas roupas não eram próprias para o frio e como não havia tido uma boa noite de sono agora estava o sentindo chegar, olhar para o movimento quase contínuo do mar e a ilha a minha frente a qual demorava a se aproximar havia trago o sono até mim e, logo após um longo bocejo, me sentei dentro daquela cesta e logo tornei a dormir. Mal tive tempo de pensar se Lumus queria alguma ajuda ou se o café da manhã estava pronto, apenas fechei meus olhos e cruzei meus braços na tentativa de me aquecer um pouco mais.

"A ilha... café da manhã... sono..."


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MensagemAssunto: Re: Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael   Sex Nov 25, 2011 12:10 am

A embarcação tal qual o jovem Vrael cruzava os mares pouco nocivos do East Blue, a brisa hibrida que se portava um vento gélido e outro uma fonte quente. O navio ia em direção à cidade do “Inicío e do Fim”, de nome Loguetown, esta era uma metrópole litorânea formada em tangencial à Red Line, a maior linha de Terra do Mundo.
No ponto mais daquele barco, no cesto da gávea, onde o gatuno se encontrava, vislumbrando uma maravilhosa paisagem e os melhores ventos do horizonte. Com algum tempo em pé ao lado da madeira que cobria o local, aos poucos o ar que transpassava o mesmo, fazia ondular as curtas penas de seu casaco, fazendo Vrael relembrar lembranças já totalmente esquecidas.
Com tantas ações a se fazer, e muitas das atividades inacabadas do navio, Lumus precisava de ajuda mais do que nunca, contudo, observou que seu companheiro havia de soltar um longo e travejado bocejo, e por fim, postou-se a deixar-se no cabaz.
Sem muitas opções, não poderia gritar tão alto para não acordar os outros, mas assim, ouviu-se um estrondo de uma porta sendo aberta bruscamente, o susto fora suficiente para desequilibrar Lumus, que desesperado revirou um pouco o leme, que desestabilizou o mesmo, mas rapidamente retornou.
Seguido de um bocejo curto, o homem, nomeado como Zaki, brusco e agitado, e assim, este indagou alto:

[Zaki]-Yosh! Grande dia esse não? E ai capitão bom dia! – falou quase gritando o capoerista.

[Lumus]-Shhhh! – chiou o capitão, pois o barulho causaria um alvoroço e assim, este, por enquanto, queria um pouco de calmaria. – Os outros estão dormindo! Não os acorde! – falou um pouco baixo, porém audível.

[Zaki]- Desculpe chefe... “É que eu só queria saber quando vamos chegar?” – enfatizou meio que com um murmúrio.

[Lumus]- Já chegamos... Em Loguetown! – falou ele já um pouco distraído.

E era verdade, a então almejada ilha por vários piratas, fora alcançada, não havia mais desafios para os outros. O objetivo do gatuno Vrael finalmente fora completo, ele poderia comprar um barco, e recomeçar sua vida... Contudo, ainda poderia sentir falta de todos, e vice-versa?

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Navegando pelo East Blue. A vontade de Vrael

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