A Grande era dos Piratas



 
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 [Mini-Aventura] José Cardoso

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MensagemAssunto: [Mini-Aventura] José Cardoso   Sab 16 Mar 2019, 21:41

Nome: José Cardoso
Idade: 17 anos
Sexo: Masculino
Raça: Mink - felino (leão)
Tamanho: Comum
Estilo de Combate: Boxeador
Localização: Shells Town
Grupo: Civil
Vantagens: Nenhuma
Desvantagens: Nenhuma
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Sab 16 Mar 2019, 22:02

~Mini-Aventura APROVADA~


Olá, seja bem-vindo ao OPRPG!!

Eu sou um Orientador, minha função é lhe ajudar a se adaptar neste universo do OPRPG.

Sendo assim irei lhe orientar de todas as formas possíveis, a partir de dicas no decorrer desta Mini-Aventura. Como esse fórum é bem complexo em suas regras, também irei tentar responder suas dúvidas, por isso, no menu de navegação (parte superior do site) existe um link M.P. O mesmo corresponde às mensagens privadas. Lá você poderá, em qualquer momento que achar necessário, me enviar dúvidas de como prosseguir no jogo; ou pode entrar no seguinte link: http://www.onepiecerpg.com/f3-duvidas-criticas-e-sugestoes , e criar um tópico para algum membro da Staff responder; mas caso tenha dúvidas durante a Mini, pode colocar em "off" no próprio post.

Sim... Vamos ao que importa?

Abaixo seguirão algumas dicas para que leia antes de criar seu primeiro post.

DICAS:


  • Lembre-se que você apenas narra as ações de seu personagem, seu personagem nunca FAZ ele sempre TENTA e também demonstre desde o 1º post qual o seu objetivo na aventura.
  • O ambiente que você se encontra, NPC's e todo o resto que compõe sua aventura, quem cuidará disso sera seu narrador.
  • As mini-aventuras servem para corrigir seus erros na narração durante a aventura e também formas melhores de deixar sua narração mais interessante.
  • Caso a Mini-Aventura fique sem post durante 5 dias por parte do player, a mesma será cancelada.


O 1º post é seu e eu serei o seu Orientador.

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Sab 16 Mar 2019, 22:37

Fazia um tempão que eu tava acordado e só pensava em andar de skate. Skate era minha vida e o meu sonho era andar de skate em Laftel. Imaginava se um dia poderia mandar um double flip na última ilha do mundo com uma rampa feita inteirinha de tesouros deixados pelo Rei dos Piratas. Eu andaria largadão pela ilha piscando pras gatinhas e jogando o chinelo escorregando do pé só pra calçar ele depois. Era assim que um bom malandro caminhava por Shells Town: de fucinho empinado e fazendo arminha com o dedo pra cumprimentar as pessoas.

Com os olhos de gato bem abertos eu procurava alguém com um skate ou um cara que parecesse radical tipo eu pra perguntar "e aí sangue bom sabe onde eu consigo um carrinho maneiro desses aqui na city?" e daí ia no lugar que ele falasse, mas se não achasse ninguém pra perguntar aí ia procurar sozinho mesmo sentindo o cheiro de diversão pelos ares.
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Seg 18 Mar 2019, 21:54



Mini-Aventura




Naquele fim de tarde em Shells Town, a abóbada celeste encontrava-se dominada por tons que entremeavam o laranja e o róseo, abastada com poucas nuvens e um sol às mínguas no oeste. No ponto oposto, a hialina lua minguante já surgia no céu, introduzindo o crepúsculo na cidade dotada dum intenso fluxo de pessoas, as quais caminhavam de lá para cá entre as estreitas ruas e vielas da metrópole, a maioria retornando de mais um intenso dia de trabalho.

Um dos citadinos destacava-se muito facilmente em meio a multidão que caminhava a passos acalorados em virtude de sua insólita aparência felina, a qual contrastava completamente com os humanos locais. Sua presença era intimidadora, de modo a facilmente assustar as mulheres e crianças que sobressaltavam ao fotografá-lo com suas retinas, imediatamente partindo em debandada na direção oposta do mink. Ele, por sua vez, pouco parecia se importar, essencialmente em virtude da mente perdida nos devaneios que rondam seu sonho incomum.

Num dado momento, os pavilhões auditivos tiritariam ao captar um fragor abafado, embora suficientemente inteligível para ser reconhecido de prontidão. O leonino talvez ponderasse que estivesse fantasiando acordado, entretanto, o ruído continuaria a ser captado pelas orelhas privilegiadas. Tratava-se do barulho característico oriundo do atrito em virtude do arraste de rodas contra o assoalho, ocasionando numa cognoscível melodia aos ouvidos do felino. Não teria dúvidas que havia identificado um skate em ação, provavelmente até mais de um, dado o alarido cada vez mais vívido, gradualmente acentuado junto aos bulícios gerados pelos jovens álacres.

Seguindo a canção provocada pelas rodas, José vislumbrou, de longe, a figura de um menino pairando em pleno ar, equilibrando-se perfeitamente no centro de uma plataforma de madeira com o tronco curvado e dedos apoiados no utensílio. As gotículas de suor que escorriam das mechas à frente da testa reluziam em contato com os parcos raios solares, enaltecendo o sorriso de ponta a ponta no rosto recheado de júbilo. Outro menino, então, talvez da mesma idade, realizou uma manobra similar, porém a incrementou ao volutear o corpo numa pirueta antes de aterrissar seguramente na borda da pista côncava, a qual fora construída perfeitamente para aquele tipo de atividade.

Motivado pelo seu ideal, José se aproximou da dupla com passos acelerados, buscando interagir com ambos ao perguntar sobre a possibilidade de conseguir um daqueles skates improvisados. Os garotos, todavia, combaliram a mandíbula e arregalaram os olhos assustados ao notar aquele grande felino. O da esquerda, de tanto tremer, chegou a ruir ao chão, caindo com a pelve ao passo que guarnecia o corpo com a plataforma de madeira abraçada entre os antebraços. O da direita, por sua vez, aparentava deter um pouco mais de coragem e, com o lábio superior proeminente em arrojo, interpelou com a voz aguda:

– Q-Quem é você, m-monstro!? – Os pés eram arrastados inquietamente no chão, como num dilema se deveria correr ou encarar aquele animal, ao mesmo tempo que segurava o skate na mão direita, talvez para usá-lo como uma arma improvisada. Sua postura não denotava nem um pouco de confiança, majoritariamente pela sua idade, mas era evidente que estava enfeitiçado por um lampejo de destemor.

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Ter 19 Mar 2019, 09:53


Percebi que estava escurecendo e olhei a lua com ânimo, como se fosse um tic-tac me apressando e dizendo que deveria dar uma volta antes que desse a hora de dormir. As pessoas pareciam não serem muito fãs da minha cara, não que eu ligasse tanto, já tinha me acostumado com a maioria delas me olhando estranho e quando quase me desanimei, ouvi as rodinhas de um skate.

A felicidade quase não cabia no meu coração de leão que parecia prestes a saltar pra fora do peito. — Hehe, parece que eu tirei a sorte grande! — diria erguendo o punho e seguindo na direção do barulho que me atraía feito mariposas ao fogo. Quase caí pra trás quando enxerguei uns moleques brincando numa rampa e não hesitei em me aproximar um pouco, eufórico, digamos.

Pra variar, minha cara não trazia bons olhares. Eles estavam assustados. Eu me perguntava se as pessoas me olhavam e viam um leão monstruoso se aproximando com a juba cheia de sangue e a boca fedendo a carne. Cara, pra falar a verdade eu tinha até esquecido de passar fio dental hoje, mas costumo passar depois das refeições! O mais covardão dos dois caía de bunda no chão, quis rir, mas o preconceito deles tinha arrancado todo o meu bom humor. Ser julgado e temido pelas tias velhas era ok, quase. Agora isso vindo dos irmãos de skate que deveriam ser meus brothers? Ah, isso acabava comigo. O pior era o outro maluco segurando o skate como se aquilo pudesse ser um impedimento no caso de eu querer a cara dele de bolacha.

Mas quer saber o mais difícil MESMO? Foi ouvir a palavra. Aquela maldita palavra que eu tanto odiava. Monstro. Os minks vivendo em ilhas humanas já deviam ter se acostumado, eu sei, a questão é que sempre doía feito a primeira vez. Os olhares temerosos ou agressivos até poderiam ser relevados, no entanto as minhas orelhas eram muito sensíveis pra eu tentar mentir à mim mesmo quanto a isso. Já reagi violentamente várias vezes e no fim acabava lhes dando razão. Tinha comigo que a única coisa que poderia fazer nessas situações era provar pra eles que eu só era um monstro andando de skate.

Na fração de segundo em que um filme passava na cabeça, esforcei-me pra não desmanchar o sorriso, pois isso poderia assustá-los ainda mais. Eles jamais poderiam quebrar meu espírito, nem se quisessem - como também nunca me tirarão o amor pelo skate. Construiria um semblante agradável de alguém que não ouviu aqueles insultos sendo dirigidos a sua pessoa e diria:

— Relaxem, bros. Eu não vim embaçar seu tour, só queria dar uma volta, beleza? É rapidinho, se puder me emprestar o skate eu agradeceria! Eu também sou um amante do esporte como vocês! — Diria esperando que o amor em comum os tornasse mais simpáticos. Se eles emprestassem o skate, eu daria umas voltas pela rampa testando o carrinho e depois reproduziria as mesmas manobras que eles usando dos meus instintos felinos pra mostrar grande agilidade e equilíbrio. Aí eu me revezaria com eles dependendo do humor dos rapazes.

Supondo que eles negassem, então eu só iria a procura de outros skatistas pela região, andando ao vento na busca de um brother. Se eles tentassem me agredir, usaria o antebraço musculoso e peludo pra rebater o ataque pra fora e então iria embora, não poderia agredi-los de volta e agir como o monstro que queriam que eu fosse.
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Qua 20 Mar 2019, 03:09



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Não havia dúvidas que aquela palavra proibida mexia com o coração de José. Ainda assim, o pobre mink que, como qualquer outro, vivia a ermo da sociedade em decorrência do preconceito, relutou e manteve o sorriso no rosto, mesmo que seus lábios tiritassem melancolicamente. Seu amor pelo skate era maior que tudo aquilo; e ele queria mostrar isso para os garotos. Queria provar que humanos e minks podem ter paixões parelhas e que fascínios em comum como este poderiam ser o estopim para a união destes povos.

– Ah.. Agh... – De maxilar combalido, o rapaz não conseguia pronunciar nenhuma palavra, exceto balbúcies indistinguíveis. Ainda temia a presença do felino, mas abaixou o skate pouco a pouco, denotando a confiança agregada, mesmo que parca. – T-Tudo bem... – Aquiesceu após engolir em seco, entesando os braços paulatinamente para que o skate alcançasse o mink. Os olhos arregalados na figura peluda sequer piscavam, insinuando que havia dado uma trégua ao medo, mas este ainda perdurava em instinto.

A circunstância pareceria que seria resolvida. José praticamente conseguia sentir o skate em suas mãos junto ao deleite do zéfiro contra seu corpo numa manobra, quando um silvo agudo de um apito chamou-lhe a atenção. Com o susto, o garoto teve um sobressalto, imediatamente voltando a abraçar o skate como antes. Seus antebraços tremiam e as íris relutavam em perder o mink de vista, mas não havia como resistir à curiosidade. Voluteando o pescoço, o menino notaria um homem jovem, com cerca de vinte anos. Seu traje indicava com clareza a organização que ele fazia parte: a marinha. Sob a aba do boné alvo, suas pálpebras semicerraram ao vislumbrar aquela silhueta felpuda antes de deixar o apito cair sobre o logo da gaivota estampado na camisa, mantido suspenso por um cordão negro envolta do pescoço.

– Ei, você! Está assaltando esses jovens, maldito!? – Interpelou com as escápulas altas e indicador apontado para José. Tamanha era sua tensão que as veias do pescoço sobressaltavam sob a derme. Ele não parecia munido de nenhuma arma, senão pelo par de soqueiras que revestiam seus punhos. De início, estava distante, a cerca de dez metros, mas começou a se apropinquar pouco a pouco após o comentário, o que daria uma margem pequena para uma fuga caso o mink optasse.

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Qua 20 Mar 2019, 21:02


Já sentia um flerte irrestrito entre eu e a prancha quando o garoto abaixou a bola e decidiu me deixar dar uma volta, é que quando se trata de rolamentos e rodinhas eu sou meio safado. Fiquei feliz que apesar da aparente hesitação em me emprestar o carrinho eu consegui tocar o seu coração de primata ao ponto dele estender a mão. Demonstrando gratidão, sorriria erguendo o polegar amistosamente e eriçando os bigodes do focinho.

Os ares sopravam forte na direção da felicidade, até que um guardinha apareceu com a porcaria do apito. Havia me acostumado com a dura dos marinheiros e elas são frequentes pra quem é diferente deles. De antemão lembrava das palavras ditas por um grande homem. "Eles querem que você se sinta mal, pois assim eles se sentem bem.... tarararararan.... tan tan tan tan tan tan..." - Choris.

Decidi que não, decidi que não deixaria sucumbir pelos maldizeres de homens preconceituosos. Mesmo se as soqueiras que ele trazia refletissem todas as luzes do bairro e até a da lua, jamais teria o brilho que tinham os meus olhos em devoção ao meu grande sonho: andar de skate em Raftel. Não sendo adepto da violência gratuita, negava-me a contracenar uma peça violenta ali com ele. Desde pequeno estava acostumado a ser chamado de assaltante, vagabundo, ladrão, maconheiro, drogado e até de comunista. Pro azar dele, jamais me deixaria estremecer frente ao mal.

— Não, somos amigos unidos pelo skate, não é mesmo? — Tornava meus olhos pequenos de felino pros rapazes amistosamente esperando que confirmassem — Somos todos da paz, bro. Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém, agora saca só essa manobra! — Tratava o lacaio do sistema que nem um cara normal, gente boa. Quem sabe assim ele não pensasse o mesmo de mim? Dito isso requestaria a prancha ao garoto e iria em direção a rampa pra arquitetar grandes manobras. Empolgado, vociferava a plenos pulmões:

— MEU NOME É JOSÉ CARDOSO, MAS PODEM ME CHAMAR DE ZÉ, CARD OU ZECA! EU SOU... O CARA QUE VAI ANDAR DE SKATE EM RAFTEL, TÁ LIGADO MEU CHAPA? — Na pista de skate, pintaria as proezas que fariam DaVinci sentir que a Monalisa é um desenho de palitos. Quando saltasse duma das extremidades e me elevasse aos ares, emitira um som parecido com um uivo, ainda que leões não uivem, faria um grande bico e um carão:

— YAHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! SK8 NA VEIA BROOOOOOOOO! A VIDA É LOKAAAAAAAAAAAAA!
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Sex 22 Mar 2019, 00:55



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José não permitiu ter o psicológico sacolejado pela abordagem do marinheiro, virtude esta que ele devia ao seu histórico delicado, já que passou a maior parte de sua adolescência sendo rechaçado por humanos intolerantes. Parecia acostumado a ser rotulado dos piores esteriótipos possíveis e aquele episódio não fugia do trivial, pelo contrário, era ainda mais banal que muitos outros que sofrera no passado. Assim, guiado pela sua idiossincrasia pacífica, não retrucou. Ao invés, mostrou para aquele agente da justiça que era um citadino probo da melhor maneira: na pista.

O skate pleiteado ao jovem foi dado de prontidão. Seus olhos brilhavam maravilhados com o comentário do felino, em completo contraste com a feição assustada de outrora. De alguma forma, a arenga de José pareceu ter cativado seu coração, penetrando sua cerne de tamanho modo que comutou o ponto de vista que ele detinha acerca daquele animal felpudo. Cardoso, ou Zeca, como também gosta de ser chamado, enfim estava com o precioso utensílio em mãos. Fazia tempo desde a última vez que andara num, mas aquele objeto já aparentava ser parte do mink, como uma extensão de seu corpo. Bastaram poucos segundos e manobras acanhadas para que ele retomasse a sua melhor forma, governando aquela plataforma de madeira como poucos.

– Incrível... – Sussurrou o garoto que outrora caiu no chão amedrontado, agora fitando com uma feição deslumbrante aquele leão cuja juba esvoaçava excepcionalmente ao vento.

O coração acelerado em entusiasmo, os pelos eriçados em regojizo e a emoção à flor da pele; ele certamente deve ter sentido falta desse deleite. Talvez se fosse um mero humano, estivesse tão imerso em reviver a maravilhosa sensação que sequer notaria os arredores; no entanto, não aquele mink felino cuja audição aguçada permeava o sibilo do zéfiro, os murmúrios dos garotos fascinados e o arraste das rodas no solo, uma vez que ainda houve espaço para captar um suspiro assustado não muito longe dali.

– Não... Por favor, não... – Pescou a audição sobre-humana. O tom era melancólico, em meio a pranto, e parecia batalhar contra o aperto da própria glote para ser exaurido.

Não era a toa, uma vez que provinha de uma mulher que estava sendo assaltada na calçada oposta, ameaçada para que não fizesse alarde. O larápio responsável se aproveitou do marinheiro que estava focado no felino, agindo sorrateiramente após se manter de tocaia por vários minutos. De soslaio, José ainda notaria o homem correndo com a bolsa roubada. O utensílio, preso pela alça em seu ombro, balouçava ao vento em detrimento da corrida desenfreada do rapace. Todavia, ainda era meio de quarteirão e a próxima esquina estava distante. Se quisesse, com sua altíssima agilidade nata, José conseguiria alcançá-lo a tempo, porém teria de largar o regalo do skate em contrapartida.

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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Sab 23 Mar 2019, 01:31


— UHUUUUUUUUUUU RADICAL MORÔÔÔ! — Berraria pra que fosse ouvido por toda Shells Town. O skate fazia eu me sentir vivo e a cada manobra eu vivenciava o dia em que rolaria as rodinhas em Raftel. Eu me sentia o rei da savana, quer dizer, da rampa. Tava tudo tranquilo e favorável até que a voz desesperada ou entristecida invadia meus ouvidos peludos. Imediatamente olharia na direção de onde vinha e apontaria pra que todos mirassem o ocorrido, não tinha muito tempo pra explicar o fato, então era melhor que os humanos entendessem o que eu ia fazer. Um grande homem-leão às vezes precisa abandonar a diversão pra fazer o que é certo.

— Ei bro, já devolvo seu skate! Tenho um ato heroico pra realizar! — Mantendo o pé direito fixo no carrinho, usaria o esquerdo pra pedalar com toda velocidade e me mover com mais rapidez e consistência do que faria se corresse a pé. Eu era a justiça em quatro rodas indo recuperar a bolsa da pobre coitada. Galgaria as calçadas ou qualquer obstáculos num flip e se ele virasse num ângulo que desfavorecesse o skate eu agarraria um poste ou quina de muro pra me virar e continuar na caçada - só largaria o skate em último caso.

—Às vezes os surfistas são atacados por tubarões, mas eu acho que essa é a primeira vez que o predador tá na prancha, hehe. — Me peguei pensando que seria mais rápido se corresse nas quatro patas, contudo o desfecho dessa história poderia virar a mesa a favor do bandido, já que eu voltaria ao posto de monstro se o fizesse.

Quando me aproximasse, empurraria o ladrão pelas costas usando minha pata-mão grande, pesada e peluda. O fato de eu estar vindo por trás e dele estar correndo talvez não exigisse tanta força no empurrão. Supondo que ele resistisse, então eu largaria o skate quando estivesse próximo ao larápio e lançaria o mesmo com o pé, empurrando-o com toda potência pra que se embaralhasse entre os pés do sujeito. Sentaria de imediato em suas costas se ele caísse. Lembrando-me da mulher que fora furtada e mesmo assim lutava aos prantos, indagava ao indivíduo suas motivações:

— Ei cara, por que ta roubando essa mulher? Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira. Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade. - Choris. — Recitava um grande pensador contemporâneo já falecido pra que ele repensasse os seus atos sociais degenerativos.
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MensagemAssunto: Re: [Mini-Aventura] José Cardoso   Ontem à(s) 00:46



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José não teve dúvidas do que deveria ser feito assim que ouviu a súplica da mulher com sua audição privilegiada. Portanto, girando o corpo para fora da pista, impulsionou o skate com a perna esquerda em passadas intensas, debandando como um jato na direção daquele meliante. Assim que cruzou a moça, trouxe consigo uma aragem que esvoaçou seus cabelos e levantou seu vestido, embora ela tenha impedido que mostrasse demais com suas mãos repletas de lágrimas. De longe, os garotos e o marinheiro observavam a cena atônitos, desnorteados com a repentina mudança de direção do felino.

– Droga, ele está mesmo roubando!? – Pensou alto o marinheiro com preocupação, deixando escorrer uma gota de suor desassossegada pela têmpora. Evidentemente não era nada disso; e o mundo estava prestes a ver o excesso de compaixão e altruísmo daquele mink.

Após saltar com um flip para ter acesso à calçada, José desviou dos postes e bancos que estavam no caminho, mirando aquele assaltante com suas pupilas em fenda. O rapace, por sua vez, não parava de correr com aquela bolsa trepidando no ar até que, por cima do ombro, viu sob a aba do boné a aproximação do animal impetuoso. Com a apreensão estampada em sua feição, ele sabia que o seu destino era iminente e, por isso, fez uma atitude ousada. Logo que José tentou empurrá-lo pelas costas, ele deu um salto para o lado, jogando o corpo contra as costelas do mink imediatamente depois, desequilibrando-o. Para que não caísse, Zeca deixou que o skate seguisse seu trajeto inercial, até que parasse ao colidir contra a parede de um estabelecimento. Ele, por outro lado, conseguiu manter o equilíbrio, arrastando a sola dos pés pelo chão até firmar o corpo.

– Droga, mermão. – Resmungou o homem cujo boné voou de sua cabeça depois do encontrão, revelando sua aparência. Tratava-se de um homem de pele bronzeada, cabelo curto e olhos verdes. Seus lábios moldavam uma expressão de desdém com o bucinador entesado, rodeados pela barba por fazer. Vestia um moletom preto e uma calça folgada de mesma cor, sem muitas estampas extravagantes. – Cada escolha, uma renúncia, parceiro. Essa é a vida. – Respondeu a Zeca, apontando ao mink com o indicador da mão livre enquanto a bolsa repousava no ombro oposto pela alça. – Peço desculpas, parceiro, mas vou ter que levar essa bolsa aqui. To precisando pagar um maluco ali da quebrada, senão eu vou pro saco, morô? – Revelou com a sobrancelha alçada sugestivamente, fungando ao final do comentário. – Se quiser levar ela, vai ter que passar por mim. – Fez um bico com o beiço proeminente, liberando a bolsa no chão que caiu num baque surdo. Com o calcanhar, ele escondeu-a atrás de seu corpo, insinuando que se José quisesse pegá-la, teria de enfrentá-lo.

Atrasados, o marinheiro e os garotos corriam na direção de Zeca, mas ainda estavam bem distantes para ajudá-lo. Seus corpos estavam suados e a testa rorejada, destacando a fadiga pelo enorme trajeto percorrido, trajeto este que o mink fez habilidosamente em pouco mais de um minuto com o skate. Com os olhos semicerrados, o agente da justiça buscava compreender a situação, até que subitamente mudou sua expressão, denotando bastante surpresa com o que as retinas fotografavam.

– Oh, não... Aquele é o... Chorinho... – Comentou aflito de sobrancelhas em arco, mostrando conhecer aquele larápio de antemão.

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