A Grande era dos Piratas



 
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 [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5

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Hou Yi
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MensagemAssunto: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Qui 29 Nov 2018, 07:42

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Qui 29 Nov 2018, 10:28

~Mini-Aventura APROVADA~


Olá, seja bem-vindo ao OPRPG!!

Eu sou um Orientador, minha função é lhe ajudar a se adaptar neste universo do OPRPG.

Sendo assim irei lhe orientar de todas as formas possíveis, a partir de dicas no decorrer desta Mini-Aventura. Como esse fórum é bem complexo em suas regras, também irei tentar responder suas dúvidas, por isso, no menu de navegação (parte superior do site) existe um link M.P. O mesmo corresponde às mensagens privadas. Lá você poderá, em qualquer momento que achar necessário, me enviar dúvidas de como prosseguir no jogo; ou pode entrar no seguinte link: http://www.onepiecerpg.com/f3-duvidas-criticas-e-sugestoes , e criar um tópico para algum membro da Staff responder; mas caso tenha dúvidas durante a Mini, pode colocar em "off" no próprio post.

Sim... Vamos ao que importa?

Abaixo seguirão algumas dicas para que leia antes de criar seu primeiro post.

DICAS:


  • Lembre-se que você apenas narra as ações de seu personagem, seu personagem nunca FAZ ele sempre TENTA e também demonstre desde o 1º post qual o seu objetivo na aventura.
  • O ambiente que você se encontra, NPC's e todo o resto que compõe sua aventura, quem cuidará disso sera seu narrador.
  • As mini-aventuras servem para corrigir seus erros na narração durante a aventura e também formas melhores de deixar sua narração mais interessante.
  • Caso a Mini-Aventura fique sem post durante 5 dias por parte do player, a mesma será cancelada.


O 1º post é seu e eu serei o seu Orientador.

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Hou Yi
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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Sex 30 Nov 2018, 08:10

Você sabe como é difícil ser um mercenário em uma cidade tão bem guardada pela marinha? É um saco, sério. Consigo um bom contrato a cada duas semanas, com sorte. Coisa que não ocorre muitas vezes. E o pior: o dinheiro dura metade desse tempo; bares, jogos e qualquer outra coisa que me faça esquecer, mesmo que por um momento, o tédio no qual me vejo imerso durante quase todos os dias são o destino de cada berrie. É o jeito que eu encontro de preencher o vazio que sinto quando não estou perseguindo ou lutando, pode ser um péssimo jeito de lidar com situação mas tem servido até o momento.

As horas passam, o sol emerge por trás da imensidão azul e, do lado oposto, mergulha de volta, e nada realmente muda. Procuro pela cidade cartazes de procurado, visito lugares onde pessoas de boa índole não se atrevem a ir, leio os jornais em busca de algo que me seja interessante, algo que alguém queira fazer mas que não tenha coragem o suficiente; é aí que eu entro. Escolta, coação, vigilância, captura de alguém procurado – gosto particularmente desse, me permite receber do contratante e posteriormente da marinha – e, em alguns casos bem específicos, assassinato. Tenho apenas duas regras no que tange ao meu trabalho, são elas: nunca matar ou machucar uma criança e, em casos onde o contrato envolva homicídio, saber a real motivação da parte responsável pelo contrato. Em casos nos quais eu acredito serem as razões falsas ou rasas, investigo por conta própria antes de dar minha resposta.

“[...] Yi, nunca acate uma ordem de assassinato sem ter certeza de que seu alvo seja minimamente culpado. Poucas pessoas matariam um inocente, mas muitas sequer perderiam o sono em ordenar que um terceiro o fizesse. Não deixe que alguém cave uma lápide para você no inferno, filho.”

As palavras de meu pai nunca vão sair da minha cabeça, e sou grato por isso. Além disso, muito do que sei sobre combater utilizando uma espada foi me passado por ele, de certa forma, ele nunca parou de me ajudar. Eu nasci em Shells Town, cidade natal de minha mãe, mas ela não sobreviveu ao processo para me trazer ao mundo. Meu pai decidiu então que viver aqui apenas faria mal a nós dois e, comigo ainda bebê, se mudou para uma pequena ilha não tão distante daqui; ilha esta onde eu cresci e, em determinado momento, quis saber mais sobre minha mãe. Meu pai, cedendo a minha implicância, decidiu me trazer a Shells Town para que eu pudesse conhecer o local de meu nascimento, mas ele não sobreviveu ao processo para chegar a ilha. Órfão, fui acolhido e cuidado por um velho e aposentado caçador de recompensas chamado Kozzu; este que, além  de  me conseguir meus primeiros contratos -  coisas bem  simples como espionar alguém durante alguns dias, por exemplo  - complementou o meu conhecimento de espadachim e me deu uma base sólida de combate, também me ensinou alguns truques que havia utilizado durante sua vida para caçar, por exemplo: usar máscaras quando estiver lutando com alguém para que meu rosto não fique conhecido pelas pessoas e, consequentemente, pelos meus alvos. O anonimato é a melhor virtude a se possuir quando se leva esse tipo de vida. Kozzu adoeceu cerca de um ano e meio atrás e, após alguns meses, acabou falecendo.  

Três dias atrás, durante uma missão de escoltar uma amante de um homem influente na cidade, estava esperando-a do lado de fora de um estabelecimento quando escutei a conversa de dois marinheiros que estavam a alguns metros de mim, ambos vestindo o uniforme da corporação. Aparentavam ter, no máximo, 22 anos.

- Trabalhar pro Governo Mundial deve ser tão demais – dizia um deles, um homem loiro, alto e de pele clara, claramente empolgado pelo assunto discutido – Quer dizer, nós trabalhamos para a Marinha, o que é trabalhar indiretamente pro Governo Mundial, mas ser um agente deve ser tããããão maneiro.        

- Perda de tempo – respondeu o outro, um homem de pele morena, baixinho e franzino, em tom de desdém.

- Você tentou se tornar um agente, não foi? – indagou o primeiro, não conseguindo conter o riso.

- Cale a boca e vamos, temos que retornar ao QG – disse o moreno, seguindo uma rua logo a frente e sendo seguido por seu parceiro.

Agente do Governo Mundial? O que caralho significava isso? Nunca havia ouvido falar em tal coisa. Que tipo de coisa esses tais agentes faziam? Desde então minha mente tem andado ocupada pensando sobre isso, parece ser exatamente o tipo de trabalho que eu gostaria de ter, receber do Governo Mundial e não ter que ficar usando aquele pijama que os marinheiros chamam de uniforme. Um daqueles marinheiros tentou se tornar um agente, o que quer dizer que se eu for ao QG da Marinha, posso receber alguma informação sobre isso. Mas antes de ir até lá eu tenho que resolver um pequeno problema: devido a um contratempo na última missão, minha espada acabou se quebrando. E como se não desse pra piorar, eu perdi o dinheiro do contrato durante a luta.

- Sinceramente, não sei como ainda não me acostumei com situações como essas - falaria e colocaria a mão sobre o rosto, claramente frustado.  

Preciso de uma espada nova o mais rápido possível, havia me acostumado tanto a carregar minha espada comigo que sem ela sentia que minha extensão corporal havia sido reduzida, além de sentir meu corpo desagradavelmente mais leve. Como eu nunca precisei comprar uma arma antes, eu sequer sei onde comprar, ou o preço.

- "Fuck." - pensaria e respiraria fundo.

Percorreria as ruas da cidade, atento a qualquer loja de armas que pudesse vislumbrar. Caso encontrasse alguma e esta estivesse aberta, entraria calmamente com um sorriso no rosto varrendo a loja com os olhos em busca de uma figura humana com a qual pudesse me comunicar.

- Com licença, pretendo adquirir uma espada - diria e caminharia de um lado para o outro, com o dedo indicador direito sobre os lábios – Não quero uma espada muito leve como um florete, prefiro algo mais pesado.    

Após mais alguns passos, apontaria para a pessoa – Uma notachi seria perfeita! O que me diz?

Caso não avistasse nenhuma loja de armas, perguntaria para alguma pessoa se encontrasse - Olá, eu gostaria de saber onde fica a loja de armas ou ferreiro mais próximo – falaria sorrindo e continuaria perguntando para outras pessoas caso não conseguisse alguma informação útil.


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Sab 01 Dez 2018, 12:50


Era mais um belo dia em Shells Town, o Sol estava bem alto no céu, pássaros cantavam, pessoas andavam pela rua, lojas estavam abertas, todos estavam cuidando de suas vidas, seguindo sua rotina diária, estabelecida com os anos. Entretanto, havia um homem que se diferenciava da multidão em alguns quesitos, era o mercenário de nome Hou Yi, ele havia escutado uma conversa aleatória de alguns marinheiros, o que fez com que sua vida tomasse um rumo um tanto quanto inusitado, aquele homem havia decidido que se tornaria um agente do governo, uma profissão um tanto quanto inusitada para que alguém como ele optasse, mas a decisão cabia apenas a ele.

Não demorou muito para que ele topasse com uma das lojas de armas da cidade, haviam muitas espalhadas pela mesma e aquela ainda chamava um pouco da atenção, já que as marteladas, provavelmente feitas por algum processo de forja, ecoavam com força para fora da loja. Ao adentrar por uma pequena porta, um sino preso a mesma badalou, fazendo com que as marteladas parassem e uma mulher que estava curvada diante de uma bigorna se levantasse.

Ela possuía longos cabelos rosa, possuía um corpo escultural, usava algumas roupas surradas e estava segurando um martelo. Na loja, haviam armas espalhadas e penduradas por todos os lugares, em cestos, nas paredes, em barris, além de estar bastante quente devido a uma fornalha, onde haviam alguns metais sendo aquecidos. A mulher passou o braço em sua testa, secando o suor do seu rosto, enquanto olhava para o rapaz, sendo que com seu pedido, ela deu um sorriso, esboçando seus brancos dentes entre aqueles lábios vermelhos, provavelmente devido ao batom que usava, apesar de ter algumas manchas pretas eu seu rosto, provavelmente divido ao serviço que fazia e disse com sua voz doce e sensual, enquanto falava, ela apontava para as espadas que descrevia, pegando uma das que tinha etiqueta de B$ 2.000.000 em suas mãos e retirando da bainha, enquanto a demonstrava.

- Uma notachi? Sim, eu forjei algumas recentemente, não sei quanto pode pagar, mas temos algumas simples naquele cesto, valendo B$ 30.000 e outras mais caras, como as que estão naquela parede, que vão de B$ 100.000 até B$ 2.000.000, fique a vontade... -


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Sab 01 Dez 2018, 21:41



Encontrar aquela loja de armas foi como topar com um oásis após procurar uma gota d’água por dias, um dos problemas estava parcialmente sanado. Agora, só pra que fique claro: eu real-men-te não esperava que a loja fosse administrada por uma mulher, ainda mais que a mesma fosse responsável pela criação das armas, o que me deixou surpreso, deslumbrado, mas surpreso. Por puro instinto, minha primeira preocupação seria notar o que ela estava segurando, finalmente subiria meus olhos por todo o seu corpo. E que corpo! Ela era a mulher mais bela que eu havia visto em meses e, provavelmente, uma das mais belas que de toda cidade. Aquela surpresa da primeira impressão rapidamente se tornou admiração, sempre tive um fraco por mulheres fortes, e o sorriso que ela esboçou ao ouvir sobre minha escolha de material bélico não estava ajudando nesse quesito.

Admito que, por um momento, havia esquecido o motivo de ter adentrado no estabelecimento, mas o movimento de suas mãos ao apontar para suas criações enquanto falava tornaria impossível prestar atenção em qualquer outra coisa. Assistiria enquanto uma gota escorreria por entre meus olhos e, vagarosamente, pingaria no chão. Levantaria a mão esquerda na direção da minha testa, usado o polegar em um movimento horizontal para limpar outras possíveis gotículas de suor que poderiam estar se formando, em seguida aproveitaria a mão esquerda já frente ao rosto e prenderia atrás da orelha esquerda uma rebelde mecha loira de cabelo que havia se soltado das restantes e pairava diante do meu olho.  

-  O sol está à venda aqui dentro, madame? – diria em um tom calmo mas bem irônico, arqueando, de maneira sutil, a sobrancelha direita. Jogaria a cabeça ligeiramente para a esquerda e sorriria – Permita que eu me apresente, me chamo Yi – me aproximaria alguns passos na direção da mulher e estenderia minha mão direita para ela com o intuito de cumprimenta-la de modo mais formal; caso o movimento fosse mútuo, seguraria de forma suave sua mão e inclinaria o tórax levemente para frente, beijando sua mão – E, a julgar pelo calor aqui dentro, você deve ser a rainha do inferno, estou correto? Uma belíssima rainha, diga-se de passagem.        

Caso a mulher, por algum motivo, não espelhasse meu movimento e estendesse a mão, ficaria levemente sem jeito e tentaria disfarçar a situação constrangedora apontando para a arma que estava em sua posse.  

Posso? – o sorriso voltaria aos meus lábios, menos caloroso do que antes no caso da mulher ter optado por ser mais reservada. Pensaria em moldar minha curiosidade sobre a origem daquela loja em uma pergunta mas no final acabaria achando que o fato dela aparentemente ter parado o processo de forja para me atender provavelmente significava que ela trabalhava ali sozinha, e talvez tivesse um triste motivo para isso; um assunto triste definitivamente não era necessário naquele momento.  

Pegaria a lâmina de suas mãos e a apertaria nas minhas, sentindo sua empunhadura.   Fecharia os olhos de modo a tentar me concentrar no peso da espada. Uma nodachi tinha como característica ser mais longa e pesada que uma katana, outra diferença das duas lâminas era em relação ao ato de desembainhar a espada, enquanto com a katana o ato de desembainhar e atacar poderia ser um único movimento, rápido e suave, a nodachi, devido a seu tamanho e peso, dificultava – para não dizer impossibilitava – o mesmo movimento. Logo, desembainhar e atacar eram ações separadas. Mas a grande espada também tinha suas vantagens, nas mãos de alguém habilidoso, seus golpes eram simplesmente devastadores, além de fornecer um bloqueio muito mais firme que uma katana.

Passaria a mão lentamente pela lâmina, sentindo o calor da ponta dos meus dedos ser roubado pouco a pouco pelo frio do ferro usado na forja da espada, me atentaria ao tocar o gume, o faria com o polegar direito, dando leves batidas com este sobre o fio da lâmina tentando apenas sentir o quão afiada era a arma e não ser cortado no processo.

- Você saberia me dizer o tamanho exato dessa espada? Eu portava uma de um metro e meio, gostaria de uma de mesma dimensão – falaria ao mesmo tempo que observaria o reflexo de meus olhos azuis violeta analisando a magnificência da arma, ver meu próprio reflexo começaria a desencadear algumas lembranças desagradáveis, devido a isso eu fecharia os olhos novamente, tinha outras preocupações mais urgentes. Satisfeito, abriria novamente os olhos e me pegaria olhando para a rua, o brilho do sol sobre as coisas instantaneamente incomodaria minhas pupilas, estas que estavam começando a se acostumar com o escuro de minha mente e faria meus músculos faciais se enrijecerem de forma brusca. Após alguns segundos de recuperação, me viraria de volta para a mulher e entregaria a espada para ela.

Você fez uma ótima arma, senhorita – após entregar a ela a espada, procuraria alguma superfície próxima para repousar as mãos. Caso não encontrasse, colocaria os braços para trás – Parabéns -  diria e recuaria um ou dois passos. Precisava pensar em uma forma de sair da loja com uma daquelas espadas, não possuía, pelo menos não que lembrasse, o montante necessário para que pudesse comprar alguma delas. Ao entrar na loja, foi impossível não pensar que tinha a opção de furtar alguma daquelas armas, principalmente se o dono fosse um daqueles brutamontes desmiolados e sem qualquer noção de educação, mas a situação era completamente diferente, prejudicar uma donzela, – principalmente tão formosa – cujo esforço podia ser notado pelo suor em sua testa, era inadmissível! Tinha que encontrar outra forma que não essa de concretizar seu objetivo.

- Então, eu adoraria sair da sua adorável – e quente – loja com essa bela arma, mas eu meio que perdi minha arma e o dinheiro de um contrato durante uma luta uns dias atrás – meu sorriso desapareceria ao passo que fosse falando, limparia a garganta claramente desconfortável com a situação em que me encontraria, poucas coisas no mundo eram tão broxantes quanto tentar barganhar algo que desde o início já tinha preço, principalmente em frente a uma dama. Mas era necessário – Eu verdadeiramente não me importo com o preço que você está cobrando no seu serviço, eu pagaria o dobro sem qualquer problema se tivesse o valor em mãos agora. Veja bem... – suspiraria involuntariamente e desviaria o olhar da mulher, detestaria vê-la perder aquele ar simpático com o qual havia me recebido - ...eu sou um mercenário. Pego um fora da lei aqui, escolto um mafioso ali, faço o que preciso fazer, sabe? E, no geral, sou bem pago por isso. Mas minha espada se quebrou enquanto eu protegia uma criança de um pirata alguns dias atrás, e eu pretendo trabalhar pro Gover... – provavelmente não era uma boa hora para confundir a cabeça da mulher com essa informação – ...vou mudar de profissão, mas preciso de uma arma para que possa resolver algumas questões antes disso. Se houver alguma coisa que eu possa fazer por você ou se estiver sabendo de qualquer coisa que possa beneficiar ambos, sou todo ouvidos – me manteria parado frente a mulher, o calor naquele momento já nem incomodava mais. Tentaria não me mover muito para não deixar transparecer a apreensão que estava sentindo.  

Caso ela não estivesse disposta a negociar ou não conseguisse pensar em nada que precisasse, ficaria frustrado e rilharia os dentes, mas a entenderia. Isso atrasaria meus planos, mas não os tornaria impossíveis – Bem, mademoiselle, queria que tivéssemos nos conhecido em outra situação, continue trabalhando duro – diria e expiraria pesadamente, permitindo a minha musculatura facial relaxar novamente. Agradeceria pela atenção e, mais uma vez, exaltaria sua beleza; depois sairia da loja e voltaria às ruas, meus olhos continuariam atentos a cartazes de procurado ou qualquer outro lugar onde pudesse obter uma arma. 
               

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Seg 03 Dez 2018, 13:27


A mulher o encarava de cima em baixo, não demonstrava muito interesse apesar de entrar no jogo que o rapaz propunha, mantendo seu sorriso, enquanto o jovem beijava sua mão surrada de tanto trabalhar, coisa que fazia com que sua boca ficasse salgada pelo suor e com gosto de graxa, pela sujeira na qual a garota havia se metido por exercer sua profissão puxada. Quando o jovem perguntou se podia segurar a arma, ela o entregou a mesma e continuou com suas doces e gentis palavras descrevendo a espada.

- Consegue sentir o fio dela? Você não sabe como foi complicado dobrar o aço até que chegasse nesse nível, essa em suas mãos, demorei duas semanas para fazer... Ela tem um metro e sessenta, possui um equilíbrio perfeito, mas é claro que o espadachim precisa saber como usá-la. –

Hou Yi analisou a espada em suas mãos por mais alguns instantes e devolveu para a mulher, dizendo não ter dinheiro, coisa que seria resolvida se o dono do lugar fosse algum marmanjo qualquer ao furtar a espada, mas sendo uma bela dama e seguindo seus princípios, isso ficou de lado, seu sorriso sumiu de seu rosto e junto com o do homem, o da mulher, que o olhava aparentando estar desapontada com o rapaz que não tinha um tostão furado no bolso.

Enquanto o jovem se explicava em relação à pobreza que o perseguia naquele momento, um homem alto, careca, com um grande bigode marrom e gordo, usando uma camisa regata, uma calça e botas, além de uma espada na cintura adentrou o lugar, o cheiro de cachaça que vinha tanto de uma garrafa que carregava na mão, quanto de suas vestes e hálito impregnaram tudo quase que instantaneamente, sendo que ele disse com sua voz grossa de bêbado, sendo respondido pela garota, que mais uma vez dava um sorriso e direcionava sua fala para o rapaz que era um futuro cliente em potencial, dessa vez mais empolgada, já o entregando uma das espadas de 30.000 berries em suas mãos.

- Oie, Nan... Nana... Nana... Hick... Eu vim te ver... Saia comigo hoje querida... Hick... –

- Olha só, se não é o Vardos mais uma vez... Mas essa é uma ótima oportunidade, escuta Yi, eu tenho alguns serviços de entrega e materiais que podem ser pegos, com isso, posso te dar uma espada em troca, mas porque não testa contra esse idiota? Ele pode parecer só mais um bêbado, mas até nesse estado, é um ótimo espadachim, quero ver do que você é capaz, se for para trabalhar comigo... –


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Hou Yi
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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Ter 04 Dez 2018, 08:41


O misto de sabor salgado e gosto de graxa resultado do beijo ainda estava presente, mesmo que sutilmente, em minha boca. Não era a primeira vez que sentia esse gosto, poderia citar outras duas, na verdade. Apenas encararia a espada a medida que suas doces palavras sobre sua criação adentravam meus ouvidos, fiquei surpreso ao ouvir sobre a dimensão da espada, dez centímetros a mais de aço, além da qualidade deste, diferenciavam aquela lâmina da que eu usei por anos; e bastou o toque para que eu pudesse notar que havia uma diferença palpável entre as duas.  

Antes que pudesse notar que o sorriso da mulher havia acompanhado o meu, sinto um fraco, porém presente, cheiro de álcool – Nossa, que chique. Uma loja de armas que também é uma taverna -  diria e, em minha face, um sorriso sarcástico começaria a se formar, mas seria interrompido quase que imediatamente ao ouvir uma voz e notar que o cheiro de bebida destilada não vinha de algum lugar e sim de uma pessoa.  Por um momento, me preocuparia por não ter ouvido os passos do homem e me daria um sermão mental, mas atribuiria a responsabilidade disso à mulher ali presente.

“Que ótimo, um bêbado. Agora só falta ele começar a se declarar para a donzela” – pensaria e me viraria na direção do homem a tempo de ouvir sua falha tentativa de formar uma sentença, mas era claramente uma declaração. Diante disso, não conseguiria conter um breve riso, colocaria a mão direita sobre a boca na tentativa de tentar disfarçar a graça que estava achando da situação toda. Quer dizer, toda não, né? Ainda precisava resolver o problema da minha arma. Minha atenção voltaria para Nana quando a mesma tornasse a falar, seria nesse momento que eu, ao passo que ouvia as palavras da mulher, desviaria o olhar para o homem brevemente, apenas para reparar na espada que ele carregava consigo. O discurso dela vinha acompanhado de ótimas notícias: ela havia encontrado uma solução para o meu problema. Entretanto, eu precisaria dar um jeito no careca bêbado que lá estava - Era exatamente o que eu queria ouvir – diria e estenderia a mão esquerda na direção de Nana, com o objetivo de pegar a arma que esta o havia ofertado.

Pegaria a espada, caso ela estivesse dentro de sua bainha, a apoiaria verticalmente em alguma superfície próxima. Caso a espada não estivesse com sua bainha, a colocaria horizontalmente de modo a evitar que sua ponta ficasse sustentando todo o peso da lâmina. Colocaria as duas mãos sobre a cabeça e prenderia o cabelo para que isso não se tornasse um problema durante a luta, em seguida pegaria a espada novamente – “Lutar em um ambiente fechado com uma espada desse porte só vai limitar meus movimentos...” – pensaria e olharia em volta, apenas para confirmar o que já estava pensando. Lutar lá fora não traria vantagem para nenhum dos dois, mas lutar ali dentro me traria desvantagem – “... além de trazer danos a loja.”

- Hey, idiota. Por quê não lutamos lá fora? Um cavalheiro como você não vai querer correr o risco de danificar esse estabelecimento, não é? Quer dizer, isso acabaria com suas chances com a madame -  falaria e apontaria para a rua. Me colocaria a caminhar em direção a saída da loja, me atentaria ao me aproximar e passar por Vardos, deixaria meus joelhos levemente flexionados para, caso o homem fizesse algum movimento, pudesse rapidamente me deslocar para trás ou para o lado oposto ao golpe que ele pudesse fazer.

Caso o homem não esboçasse vontade de levar o combate para a rua, escolheria o lado que o mesmo estivesse segurando a garrafa para passar e, ao fazê-lo, a tomaria de sua mão e correria para a rua, a soltando posteriormente – Come on, big guy. Não tenho o dia todo – gritaria do meio da rua, em um tom de deboche.  

Caminharia até o meio da rua observando minha própria sombra no chão, me certificaria de estar no mínimo uns 8 metros de distância do homem. Desembainharia parcialmente a espada e, por um instante, admiraria a beleza do objeto – “Ela disse para testar a arma com ele, mas ela não especificou exatamente como. Devo tentar matá-lo? Ela parecia o conhecer.” – pensaria e balançaria a cabeça levemente, tentando clarear a mente e se focar no que estava para acontecer. Diria a possíveis cidadãos para se afastarem, com um tom gentil mas firme, assim nenhum terceiro se machucaria ou atrapalharia na luta. Esperaria até que o homem também tivesse saído da loja para que o combate se iniciasse. Como não conhecia o homem, não descartaria a hipótese de ter amigos do mesmo por perto e ficaria atento a qualquer cidadão que se aproximasse demais.        

Avançaria em velocidade na direção de Vardos com minha espada a frente de meu corpo, seguraria o cabo da arma com a mão direita e com minha mão esquerda a bainha, esta que quase não cobriria mais a lâmina, ao notar que estava perto o suficiente – cerca uns 3 metros -, acabaria de desembainhar a espada e  atiraria a  bainha na direção do rosto do homem como uma mera forma de tirar sua atenção, mesmo que por um  instante, de mim; rapidamente, usaria  minha mão esquerda para auxiliar  a direita na função de  manusear a arma, a lâmina da espada ficaria do lado  direito do meu corpo, me permitindo, como destro, potencializar a força dos meus golpes. Ao estar próximo o suficiente para voltar a sentir o odor alcoólico do homem, desferiria um corte horizontal na altura de seu abdômen.

Caso a espada não tivesse sido entregue acompanhada de sua bainha, no lugar de atirar a bainha em direção a seu rosto, me utilizaria da minha lâmina para que ela refletisse a intensa luz solar em direção dos olhos de Vardos com igual intuito de tirar-lhe atenção de mim, mas por meio de uma “cegueira” momentânea, se alcançasse o resultado almejado, realizaria um golpe horizontal na parte superior seu abdômen.

Se o truque com a bainha não funcionasse e o homem tentasse um ataque na vertical, jogaria o meu corpo para a direita e, se tivesse êxito na esquiva, rapidamente, aproveitaria o espaço aberto já que seus braços poderiam ainda estar terminando o movimento do golpe que tentara me acertar, o atacaria com um golpe diagonal lateral visando a parte lateral de seu pescoço. Se o homem tentasse me golpear horizontalmente visando a parte superior do meu corpo, abaixaria velozmente e golpearia em forma de estocada sua coxa esquerda, afim de perfura-la e, consequentemente, limitar a movimentação dele.

Caso o golpe de Vardos viesse na horizontal visando a parte média ou baixa do meu corpo, ligeiramente colocaria minha espada na vertical para que pudesse absorver o impacto do golpe e servisse como um obstáculo entre a lâmina do homem e meu corpo. Se conseguisse bloquear com sucesso, fecharia os olhos brevemente e respiraria fundo, então golpearia o rosto do homem me utilizando de minha testa; não usaria muita força no movimento – até porque isso poderia ser uma faca de dois gumes, me deixando desnorteado -  apenas o suficiente para fazê-lo recuar alguns passos. Caso obtivesse o resultado pretendido, seguraria o cabo da espada o mais firme que conseguisse e o golpearia verticalmente tentando causar o máximo de dano possível em seu peito e abdômen.        

Independentemente de qual dos cenários, de fato, se concretizasse, flexionaria os joelhos e daria alguns curtos pulos para trás, para ganhar distância e pensar em meu próximo movimento. Apesar da ideia de lutar fora do estabelecimento tivesse partido de mim, era realmente incômodo lutar sob o sol, poderia sentir algumas gotas de suor escorrerem por meu rosto, soltaria a mão esquerda momentaneamente do cabo da espada e limparia apenas as gotas que pudessem cair em meus olhos e me atrapalhar, passando as costas da mão sobre minhas sobrancelhas.

Por um momento, sentiria que a espada teria ficado mais pesada, o que faria com que me preocupasse nas consequências da luta se estender muito -What the f....?” – pensaria e contrairia a musculatura do rosto, mais especificamente da testa, me dando transitoriamente um aspecto de fúria, embora não estivesse realmente bravo.

“Poderiam esses dez centímetros a mais de aço fazerem tanta diferença assim?” -  pensaria, olharia para a espada por alguns segundos mas manteria Vardos em seu campo de visão periférico, de modo a estar atento a qualquer súbito movimento – Preciso acabar com isso rápido – sussurraria para o nada e voltaria os olhos para meu oponente, colocando novamente a lâmina a direita de meu corpo, flexionando levemente os joelhos e me preparando para a prosseguimento da luta. Como havia sido negligente em aceitar uma luta sem ter tido tempo de realmente testar a arma – não que tivesse muita escolha também -, precisaria ser cauteloso nos próximos movimentos, seria melhor, no lugar de atacar, economizar a energia para me defender e contra-atacar quando o inimigo abrisse a guarda.

- Vamos lá, grandão. Não vai querer perdê-la pra mim, vai? – falaria com um tom carregado de sarcasmo e gesticularia com a cabeça em direção a loja de Nana. Estava o provocando com a intenção de que ele a comprasse e atacasse por puro instinto, sem pensar muito bem em seus movimentos. Desta vez, esperaria que ele viesse até mim, pretendia me esquivar ou defender seus golpes até ter uma clara chance de atacá-lo de forma efetiva. Precisaria me atentar a possibilidade do homem tentar usar o sol como uma forma de me forçar a abrir a guarda, para tentar evitar isso, não olharia para sua lâmina ou careca enquanto o mesmo não estivesse a uma curta distância de mim e, caso tentasse usar um desses truques, deixasse a guarda igualmente baixa para um contra-ataque.

Caso o homem avançasse e tentasse um golpe na vertical, viraria o fio da espada para cima – com o intuito de diminuir as chances da lamina se quebrar - e a colocaria horizontalmente posicionada sobre meu corpo, tiraria minha mão esquerda do cabo da espada e a colocaria do outro lado da arma, de modo a dar mais estabilidade e resistência ao meu bloqueio. Não possuía qualquer perícia em atacar utilizando minhas pernas portanto, caso tentasse, teria que escolher um lugar onde a falta de força não fosse um empecilho: os testículos. Me aproveitaria do momento imediatamente após o choque das espadas e chutaria os testículos do homem com o máximo de força que conseguisse. Caso Vardos sentisse o golpe e, por instinto, se abaixasse um pouco, me moveria para a direita e usaria minha espada para empurrar a arma do homem para longe de meu corpo; voltaria com minha mão esquerda para o cabo e, me certificando que o fio não estava virado para ele, o atingiria na têmpora com um movimento horizontal.

Se, entretanto, Vardos tentasse um golpe horizontal, usaria minha lâmina para aparar o golpe do homem mas não bloqueá-lo, tiraria vantagem da força e velocidade do movimento dele para desviar sua lâmina para o lado oposto ao meu.

“Honra é coisa de gente morta, garoto.”

Naquele exato momento, me lembraria das palavras de Kozzu e em como ele frisava em suas que por diversas vezes você só escapa de uma cova enterrando a honra lá. Eu sabia o que tinha que fazer. Caso conseguisse desviar a espada de meu inimigo, me encontraria próximo de seu corpo e longe de sua lâmina, mas sem ângulo para atacá-lo, precisaria comprar algum tempo, qualquer tempo. O encararia e, a meu contragosto, cuspiria em seu rosto, na direção de seus olhos; caso conseguisse fazê-lo continuar com a guarda baixa, apertaria o cabo da espada em minhas mãos, procuraria recompor minha postura rapidamente e, em seguida, o golpearia com uma estocada que tinha como alvo seu peito.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Qui 06 Dez 2018, 17:59


Escutando a proposta da mulher, o rapaz não pensou duas vezes, simplesmente pegou a espada, a apoiou sobre uma parede e amarrou seu cabelo, enquanto o bêbado bebia de sua garrafa. Ficando com tudo pronto, opta por ir para fora, levando em conta a grande espada que carregava, chamou Vardos, que simplesmente acabou sua garrafa e a jogou em um canto da loja, falando ainda alterado, além de cambalear um pouco.

- Idiota... Hick... Do que você me chamou? Hick... Vamos lá, bastardo... Hick... -

O soluço do homem não parava, ele apenas retirou sua espada, embora parecesse ser bem cuidada, a lâmina também parecia ser bem simples, com um ou outro arranhão, possivelmente de lutas passadas, diferentemente da espada que Hou carregava, que estava intacta, como se nunca tivesse sido usada por ninguém. Quando os dois chegaram, se posicionaram no meio da rua, não demorou até que as pessoas que passavam percebessem o que acontecia e fizessem uma espécie de círculo ao redor dos homens, apenas observando os dois, enquanto alguns davam alguns gritos, como se alguma torcida se formasse.

- VAI LÁ VARDOS, ACABA COM ESSE FRACOTE! – Gritou algum homem.

- Hahahaha. Quem é esse garoto? – Disse uma velha.

- Isso pode ser interessante, vai lá garoto! – Falou uma bela jovem.

Entre várias outras frases que se misturavam, de modo que Hou não conseguia entender, finalmente a luta começou, o jovem correu na direção do homem e arremessou a bainha de sua arma em sua direção, de modo que o homem, que já estava com sua espada sacada deixou o cabo dela na frente, rebatendo a bainha para o lado, de modo que caísse no chão, a direita de seu corpo. Se aproximando, Hou tentou desferir um corte horizontal no bêbado, que simplesmente deixou sua lâmina na frente, com a lâmina voltada para baixo, impedindo que o ataque fosse realizado, nesse momento, Vardos soltou algumas palavras, seu olhar, assim como suas palavras, estava sério, parecia outra pessoa durante a luta, como se a bebedeira tivesse sumido.

- Jogando a bainha nas pessoas assim... Você não é muito honrado, não é mesmo garoto? Devia respeitar essa bela espada, assim como sua bainha... -

O jovem então flexionou curvou os joelhos e deu alguns pulos para trás, se distanciando, sendo que achava estar se afetando pelo novo peso da espada, levando em conta que não estava acostumado com a mesma. Ficou encarando Vardos, que mantinha sua lâmina apontado para o solo, parecia ser algum estilo de luta diferenciado, onde mantinha sua espada um pouco para trás de seu corpo, levemente inclinada e sempre com a ponta voltada para o chão, então Hou fez uma piada, sendo respondido com um sorriso e uma frase empolgada por parte do bêbado, fora as pessoas que não paravam de torcer ao redor dos dois que lutavam.

- ZEHAHAHAHA. Você tem coragem garoto... –

Com isso os dois ficaram se encarando por alguns momentos, parecia que ambos esperavam que um atacasse o outro, mas nenhum fazia algum movimento, apenas se mantinham estáticos, como se pudessem avançar, um na direção do outro ou realizar um contra-ataque a qualquer segundo, assim que tivessem alguma oportunidade ou que um dos dois abrisse alguma brecha, aqueles momentos faziam o público gritar ainda mais alto esperando que algo fosse feito.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Dom 09 Dez 2018, 06:41


Naquele momento, as vozes pareciam ecoar em uníssono. Eu não conseguia distinguir mais sequer o que as pessoas gritavam, o que não era necessariamente ruim já que, seus gritos, não permitiam que eu me distraísse demais com meus pensamentos. Mas não perderia meu tempo tentando ganhar a simpatia destes, já havia desperdiçado muito do meu tempo ali. Após recuar e ouvir o comentário de Vardos sobre meu movimento com a bainha, meus lábios se moveriam sutilmente, dando o origem a um sorriso sarcástico - Ficou magoado, princesa?  

“Tudo bem, talvez ele realmente não seja só um bêbado carregando uma espada, afinal" -  pensaria e apertaria o cabo da espada em minhas mãos novamente, levando a perna esquerda à frente de meu corpo e me preparando para a continuação do confronto. Bem, eu teria duas opções: tentar lutar com foco em contra atacar os golpes dele ou ir com tudo. Decidiria que faria isso no old style, indo para cima com tudo.

“Sabe o que torna espadachins tão perigosos e temidos, criança? A inconstância de seus movimentos. Você poderia lutar com um espadachim diferente todos os dias e ainda veria movimentos diferentes, jeitos incomuns de manejar a lâmina, etc. E, quando lutamos, absorvemos parte disso, nos tornando igualmente inconstantes, perigosos.”

Me encontrava em uma dessas situações ilustradas por Kozzu, o homem diante de mim agora empunhava sua espada de uma forma que eu desconhecia, precisava tomar um cuidado maior ao me aproximar dele. Como a ponta de sua espada estava virada para o chão, um golpe vertical de baixo para cima era uma possibilidade real, me atentaria a isso.    

Respiraria fundo e tentaria esquecer todo o resto, me focando única e exclusivamente em Vardos – “Como eu não sei o que ele fará, é melhor evitar atacá-lo sem pensar” – pensaria e, rapidamente, investiria na direção do homem, do lado oposto ao que o mesmo empunhava sua arma. Manteria meu olhar focado em seu rosto com a intenção de não dar-lhe qualquer pista sobre o que pretendia fazer; dessa vez, eu tinha outro alvo: suas costas, precisava chegar até elas. Continuaria correndo até que passasse direto por ele e pudesse visualizar suas costas, então, flexionaria levemente meu joelho esquerdo – para que diminuísse a chance de uma lesão - e firmaria a perna ao solo, jogando o peso do meu corpo momentaneamente sobre ela e, ainda em velocidade, giraria com meu corpo na direção em que suas costas se encontrassem¹ e o atacaria com um corte horizontal baixo na parte posterior de suas pernas, visando, mais especificamente, seus tendões.

Embora o sucesso do golpe pudesse resultar em uma movimentação altamente debilitada, essa ainda não era a parte principal do meu plano, não pretendia deixá-lo mostrar seu estilo de luta, por mais que, no fundo, estivesse curioso.

“Lembre-se que, mesmo que seu inimigo seja mais habilidoso que você com determinada arma, você ainda pode ganhar se conseguir desarmá-lo.”

Me afastaria logo após o golpe com alguns pulos apenas para que pudesse pegar velocidade novamente e continuar atacando, não daria tempo para que o homem pudesse se recuperar do golpe, caso houvesse sido atingido. Meu objetivo agora eram as mãos do homem. Avançaria na direção de Vardos novamente, simularia tentar golpeá-lo verticalmente  no peito apenas para tentar forçá-lo a realizar um movimento defensivo  e, quando minha lâmina começasse a descer em direção a seu peito, mudaria a direção do golpe para sua mão que estivesse do lado do cabo de sua espada, ou seja, que não estivesse sob a  proteção da lâmina dele, com a intenção de desarmá-lo, caso este usasse apenas uma mão para empunhar a espada ou apenas ferir aquela mão, caso fosse como eu e utilizasse as duas.            

Recuaria um passo, apenas para que tivesse espaço o suficiente para conseguir mover livremente minha espada e, apertando o cabo forte o suficiente para sentir dor em alguns dedos, o atacaria ferozmente, um golpe diagonal na altura de seu abdômen. Em seguida, colocaria a perna direita para trás e a apoiaria no chão apenas com a ponta do pé, me utilizaria dela para impulsionar meu corpo para a frente e desferiria um golpe em forma de estocada em seu abdômen, no lugar do corte, na tentativa de maximizar o dano anteriormente causado, caso houvesse conseguido cortá-lo.  

- Quando começamos a lutar, eu não tinha gostado muito de você não... -  diria de forma célere, balançaria a cabeça brevemente para me livrar de algumas gotas de suor que estariam me incomodando. Puxaria a espada para fora de seu peito, caso houvesse conseguido golpeá-lo e novamente recuaria, uns dois passos agora, com os joelhos flexionados e atento a qualquer reação do homem. Aproveitaria a curta distância para atacar com um movimento vertical o antebraço do membro cuja mão ainda não havia sido atacada – ou que não havia sido alvo de minha tentativa de ataque, em caso de não ter obtido êxito no ataque à outra mão -, com igual intuito de fazê-lo largar a arma caso esta estivesse em posse daquela mão ou, quem sabe, decepar sua mão - ...mas eu até que não tenho nada contra você não. Não é nada pessoal, sabe? – tentaria esboçar um sorriso amigável, mesmo em meio àquela situação.

Caso Vardos bloqueasse com sua espada um de meus golpes frontais, forçaria minha espada contra a dele – “Bem, ele é maior e mais pesado que eu, não tem como eu ganhar essa disputa de força” – pensaria e analisaria a situação, arquearia a sobrancelha esquerda involuntariamente ao pensar em algo que pudesse dar certo. Levaria a perna esquerda um pouco para trás, preparando-a para sustentar o peso do meu corpo no movimento que pretenderia realizar; ergueria a perna direita e bateria com a planta do pé na barriga de Vardos, me empurrando levemente para trás.

Levaria a espada acima de minha cabeça com seu fio de corte virado para cima, permitindo à lâmina se estender para trás de meu corpo², olharia fixamente nos olhos do homem e, com um violento movimento diagonal, desferiria um golpe visando seu peito.                  

Visando minha defesa, flexionaria os joelhos, me permitindo fazer movimentos defensivos de forma mais hábil. Desviaria de golpes verticais e estocadas jogando o corpo para os lados de maneira aleatória, tentando não criar nenhum “padrão de desvio” que o homem pudesse ler, em forma de pequenos saltos. Já para golpes horizontais que pudessem ser realizados por Vardos e visassem a parte superior de meu corpo, me abaixaria rapidamente e rolaria para fora do alcance de sua espada. Me impulsionaria para trás, realizando curtos pulos para me esquivar caso o homem tentasse um golpe horizontal baixo. Na possibilidade de Vardos realizar golpes horizontais que visassem a parte média de meu corpo ou que viessem diagonalmente, usaria minha espada verticalmente para bloquear o golpe; também usaria a espada para tentar bloquear os demais golpes – se houvessem - caso começasse a me sentir fadigado na hipótese de ter realizado muitas esquivas em sequência.

Caso o homem, realizasse algum movimento vertical, horizontal ou diagonal que acabasse impossibilitando que eu chegasse às suas costas em meu ataque primário, ao estar bem próximo, rolaria buscando suas pernas e, ao levantar, me certificaria de ter ângulo para atacá-lo, então o golpearia violentamente com um corte horizontal na altura de sua bacia.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5    Dom 09 Dez 2018, 14:36


O primeiro a tomar uma atitude foi Hou, que investiu na direção do homem, correu mas diferentemente do que o homem imaginou, o jovem passou direto, chegando em suas costas, com isso, tentou um corte horizontal, mas este foi bloqueado pelo homem, que sem sequer se virar, utilizou de suas espada baixa para defender o golpe ao coloca-la no caminho do corte que seria desferido contra o mesmo.

Então o rapaz se afastou dando alguns pulos para trás, dando espaço para que Vardos se virasse e o encarasse com um sorriso, o homem parecia estar empolgado com a luta que se desenvolvia entre os dois, por mais que tivesse se mantido parado e apenas se defendendo até então. Não demorou muito tempo até que Hou mais uma vez avançasse na direção do homem, dessa vez visando acertar suas mãos, um golpe vertical visando uma final foi dado, mas logo desviado para as mãos do homem, que embora parecesse que seria atingido, rapidamente tirou sua mão do caminho e conseguiu se esquivar do corte que seria realizado.

- Hum... –

Vardos apenas fez um som em respostas as palavras de Hou, dessa vez o jovem foi ataca-lo tentando atingir a outra mão do homem, levando-o a realizar outra esquiva ao retirar novamente sua mão do caminho. Foi nesse momento que uma voz conhecida foi escutada, era Nana falando, a garota parecia estar feliz, mantinha seu tom doce e levemente sensual, o qual sempre mantinha em suas palavras.

- Chega, já está bom... A espada é boa, não é mesmo? Vamos entrar, deixe esse bêbado ai, tenho alguns serviços para você... –


Com isso a garota foi entrando e Vardos deu um salto para trás, embainhando sua espada e saindo andando ao cambalear um pouco para os lados, deixando o espadachim para trás, além da multidão que foi se dispersando aos poucos, parecendo chateada pelo fim da luta ter ocorrido daquela forma.

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[Mini - Hou Yi] Capítulo 0.5
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